Apadrinhados

MAQUINI EQUIPE

A Maquini Racing, equipe que chega ao automobilismo na Opala 250 e que acabou “apadrinhada” pelo Pedro Pimenta, que tem 32 anos de trajetória nas pistas e lidera a Old Stock Race.

CASCAVEL – O Pedro Pimenta tem um jeito diferente de trabalhar com automobilismo, isso não dá para negar. Tem coisas que ele comenta com a maior naturalidade do mundo, talvez sem se dar conta de que destoa dos ritos do esporte. Como o que me falou agora há pouco, enquanto conversávamos sobre a terceira etapa da Old Stock Race, domingo agora, em que ele vai defender a liderança do campeonato em Interlagos.

O Pimenta simplesmente adotou um piloto – apadrinhou, como ele define. Ok, não chega a ser tanta novidade assim, se levarmos em conta que há muitos pilotos experientes que colocam estreantes sob sua tutela desportiva, a título de trabalho ou de participação no eventual sucesso. Não é o caso de agora. Não há dinheiro envolvido. Ele chegou até a usar o termo “inclusão social”, que não estou certo de ser o mais adequado à situação. De qualquer forma, achei muito bacana.

Bruno Boulle Matrai, o piloto em questão, corre na Opala 250, que é algo como uma classe de acesso à Old Stock Race. Na etapa passada, estava sem box em Interlagos. Pimenta acomodou carro, piloto e equipe dentro do box que já dividia com os outros pilotos de sua equipe, a Motorfast. Feito isso, o que chamou atenção do Pimenta foi o fato do preparador Adauto Faquini, que é tio do Bruno, ser cadeirante. Tem as pernas paralisadas.

MAQUINI BRUNO

Com um quinto e um terceiro lugar, Bruno Matrai ocupa o quinto lugar na classificação da Opala 250. A partir da etapa deste domingo, ele terá a instrução técnica e desportiva de Pedro Pimenta. 

Adauto foi quem construiu de cabo a rabo o carro do sobrinho, o Opala número 222 da Maquini Racing, que Bruno levou a um terceiro e a um quinto lugar nas duas corridas da etapa passada, que teve nove carros na pista. “Dá gosto ver o Adauto trabalhar. Ele pula da cadeira, vai para baixo do carro, mexe em amortecedor, mexe em tudo, o filho ajuda ele a voltar para a cadeira”, foi o que me falou o Pimenta. “Me chateou ver que eles estavam sem box. Lembrei na hora de quando comecei a correr. Daí nasceu a ideia de ‘adotar’ a equipe”, explicou.

A Maquini Racing é equipe nova. Além do Adauto e do Bruno, é composta pela Sílvia Faquini, a responsável por colocar tudo para funcionar, e pelos mecânicos Giovani Faquini, Alexandre Sanghy e Bruno Bastos. “Eles estão começando agora, e vão ficar no mesmo box que eu até o fim do campeonato. Vou procurar ensinar ao Bruno e à equipe a fazerem automobilismo como eu sempre fiz. Coisas de pista, análise de telemetria e de imagens onboard, o marketing e a fidelização dos patrocinadores, o que pode ser feito e como pode ser feito. Acho que tenho muito a contribuir com essa rapaziada”, arrisca o Pimenta. “É uma inclusão social que a WeCredit e o Grupo ODA me dão suporte para levar adiante. Isso me traz uma satisfação pessoal”.

Os carros da Opala 250 rendem 240 hp de potência, um pouco menos que os da Old Stock, que põem nas rodas traseiras cerca de 300 dos 370 cavalos que o motor têm de potência. Bruno está em quinto na pontuação. Com o Pimenta dando pitacos, aposto meus cobres que vai evoluir logo.

MAQUINI ADAUTO

A limitação física de Adauto Gomes Faquini não o impede de responder pela construção e preparação do carro que o sobrinho Bruno Matrai levou duas vezes ao pódio na etapa passada da Opala 250.

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Eu e a Meca

O Mercedes-Benz C250 Turbo número 66 da CenterBUS-Sambaíba, meu próximo carro nessas andanças e aceleranças em pistas daqui e dali.

CASCAVEL – Um pouco de curiosidade, um monte de empenho, um pouco de apreensão, um monte de tesão, de tudo um pouco, ou um monte. É assim que surge, meio que como presente de aniversário, meu novo desafio nas pistas. Dois anos e meio depois de começar a correr, e sem ter entendido direito ainda o que estou fazendo no meio desse negócio, vou participar de uma etapa de Campeonato Brasileiro.

Serei um dos 41 sujeitos alinhados no grid de Interlagos na manhã de 27 de maio, no grid do Mercedes-Benz Challenge. Vai ser a terceira etapa da temporada em que a categoria se une à Copa Truck para dividir programação e prestígio em sete autódromos do Brasil e mais um de fora. Vou integrar a C250 Cup. Dei sorte com o número do carro: meu 66 de sempre está na frota da CenterBUS-Sambaíba, a equipe que vou defender a convite do Betão Fonseca e do multifunções Wagner Agostinho. Vai ser o meu carro nesta etapa, o 66.

Guiar uma C250 Turbo em Interlagos não chega a ser uma novidade. Tive essa oportunidade em dezembro de 2016, quando o Leandro Romera me recrutou para uma atividade de pista com clientes de uma empresa parceira da empresa dele. Não foi exatamente um teste de desempenho, já que naquela vez sempre havia um convidado me acompanhando do banco da direita. Agora serei eu comigo mesmo, talvez alguém no rádio. Bem, o que não falta numa etapa do Mercedes Challenge é tempo da pista para tentar me entender com o carro. O funcionamento prático de pneus slick ainda me é uma incógnita, apesar de eu já ter experimentado a novidade no Spyder com que estreei ano passado nas 500 Milhas de Londrina.

Desde o surgimento do Mercedes-Benz Challenge, em 2011, fui o narrador que mais transmitiu corridas da categoria, fosse pela internet, pela Rede TV! ou pelo BandSports, a casa atual. Octávio Muniz e Celso Miranda também já passaram pelo microfone do campeonato – é o Celso, neste ano, quem comanda as transmissões ao lado do Tiago Mendonça. Nunca pensei que um dia fosse pular o balcão, ou a mureta de box. Mas desafio feito é desafio aceito. “Tem coragem?”, foi o que me perguntou o Betão Fonseca, quando me fez o convite. Bem, o Betão e eu interagimos pouco, apesar de tantos anos de convivência profissional na categoria. Tivéssemos um pouco mais de contato e ele saberia que essa é a única coisa que não me falta.

Picoloko, Inspevel, Grupo ODA e WeCredit, os parceiros de sempre, juntam-se nessa iniciativa isolada à CenterBUS e à Sambaíba na relação de apoiadores. É a segunda vez que vou à pista numa corrida com transmissão ao vivo na televisão; a primeira foi a Cascavel de Ouro de 2016, quando o diretor de imagens só mostrou meu carro nas duas vezes em que rodei. Não quero rodar a Mercedes em Interlagos. Logo, se quiser aparecer na televisão, vou ter que fazer por merecer.

Conto com a torcida de vocês todos.

Preparei umas camisetas promocionais pra essa atípica participação num Campeonato Brasileiro. Espero fazer sobrarem algumas pra galera que me acompanha por aqui.

Na íntegra: Sprint Race 2018, 2/8

CASCAVEL – BandSports e PlayTV exibiram hoje cedo, enquanto eu voava de volta para casa, o VT com as corridas da terceira etapa da Sprint Race Brasil, disputadas domingo passado em Rivera. O Marcos Moschetta produziu, eu narrei. Como sempre trago esses VTs aqui ao blog, ei-lo, o da até então inédita etapa uruguaia.

A primeira etapa, no fim de março, aconteceu no autódromo de Curitiba. A terceira, no dia 16 de junho, vai levar a categoria de volta a Interlagos

Na íntegra: Porsche Carrera Cup 2018, 3/9

SÃO PAULO – Está cada vez mais divertido acompanhar as corridas do Porsche Cup Brasil. Me diverti em dose especial ontem, com o andamento da terceira etapa, que transmitimos ao vivo no Grande Prêmio e também nos canais de internet do campeonato, missão em que contamos com a geração de imagens da Master/CATVE. Tiago Mendonça no comentário e eu na narração, como sempre.

Tivemos uma audiência considerável no GP e também em nossa página do Facebook e no canal do YouTube. Foi um dia em que um carro da categoria apareceu sob o layout alusivo ao Iron Maiden e foi à pista guiado por Mr. Bruce Dickinson, por exemplo. Foi o dia em que o autódromo de Interlagos completou 78 anos de história. Foi o dia, com o artigo em maiúscula.

Todo o conteúdo está na mesma postagem do YouTube. As primeiras duas horas e cinco minutos do vídeo trazem a primeira corrida de cada uma das categorias – primeiro o Porsche Império Carrera Cup, depois o Porsche Império GT3 Cup. Aí fizemos um intervalo e mantivemos o YouTube “no ar”, com uma cartela indicando a contagem regressiva para a retomada da transmissão, que aconteceu às 5h06min38s do vídeo.

A título de retrospecto, os campeonatos da categoria tiveram início no dia 24 de março, com a primeira etapa no Autódromo Internacional de Curitiba. As corridas da segunda aconteceram também em Interlagos, no dia 14 de abril. A próxima etapa do Porsche Cup Brasil, nos dias 9 e 10 de junho, vai nos levar de volta ao belíssimo Autódromo Internacional de Thermas de Río Hondo, na Argentina.

O grid da Cascavel de Ouro

INSC 03

Foto que o José Mário Dias produziu na última Cascavel de Ouro, com o VW Gol vencedor de Emílio Weiss/Marcel Sedano entre os Ford Ka de Daniel Kaefer/Carlos SG e Natan Sperafico/Gabriel Correa. 

SÃO PAULO – Todo ano faço um post como esse, que vai sendo atualizado à medida em que as coisas acontecem no âmbito administrativo da Cascavel de Ouro. Aqui estão relacionados todos os pilotos já devidamente inscritos na corrida de novembro. Conforme novas inscrições forem sendo feitas, serão incorporadas ao post, também.

Na data original da postagem, 11 de maio, são (eram, para quem ler do dia 12 em diante) 31 carros inscritos, alguns deles com apenas um piloto indicado, conforme permite o regulamento desportivo. Imaginar quantos podem ser os carros inscritos até a abertura da programação, no dia 16 no Autódromo Zilmar Beux, é exercício que parece já estar rendendo alguns bolões informais lá pelas bandas de Cascavel.

0 – Marcelo Beux (PR), GM Celta/Caús Motorsport

7 – Ariel Barranco/Rafael Barranco (PR/PR), VW Gol/RB Motorsport

6 – Fernando Júnior (RS), GM Celta/CenterBUS-Sambaiba

17 – Jorge Martelli/Eduardo Berlanda (SC/SC), VW Gol/MP Competições

18 – Gabriel Formentão/Cleves Formentão (PR/PR), VW Gol/SpeedCar

20 – Roger Sandoval/João Cardoso (RS/RS), GM Celta/Auto Racing

21 – Eduardo Pavelski (PR), VW Gol/SR Competições

22 – Edgar Favarin/Israel Favarin (PR/PR), VW Gol/Paraguay Racing-Stumpf Preparações

28 – Marcel Sedano/Emílio Weiss (SC/PR), VW Gol/Stumpf Preparações

33 – Gustavo Magnabosco/Eduardo Berlanda (SC/SC), VW Gol/Pein Competições

41 – Lucas Bornemann (PR), VW Gol/MP Competições

43 – Anderson Portes/Juliano Bastos (PR/PR), Ford Ka/RMP Motorsport

46 – Thiago Tambasco (MG), GM Onix/Fast Racing

53 – Wilton Pena/Lucca Paulinelli/Zigomar Júnior (MG/MG/SP), VW Gol/PaceCar Motorsport

60 – Betão Fonseca (SP), GM Celta/CenterBUS-Sambaiba

64 – Lorenzo Massaro (PR), VW Gol/SpeedCar

66 – Adriano Rabelo (CE), GM Celta/CenterBUS-Sambaiba

72 – Davi dal Pizzol (PR), VW Gol/equipe a definir

74 – Guto Baldo (PR), GM Corsa/Sivel Competições

77 – Wellington Cirino/André Marques (PR/SP), VW Gol/SpeedCar

90 – Beto Pontes/Beto Pontes Filho/Alexandre Souza (PE/PE/SP), GM Celta/Sodine Racing-Malta Locadora

107 – Edson Bueno/Diogo Pachenki (PR/PR), VW Gol/Stumpf Preparações

111 – Marcos Paioli/Peter Gottschalk (SP/SP), GM Celta/Paioli Racing

115 – Carlos Machado (PB), GM Celta/Tuta Racing-Autotech

128 – Wilians Peres (PR), VW Gol/Abreu Motors

177 – Lúcio Seidel (PR), Ford New Fiesta/Seidel Preparações

246 – Edson do Valle/Wellington Justino (GO/GO), Ford Ka/Classe A-Ferrari Motorsport

333 – Paulo Henrique Costa/Fábio Tokunaga/Mário Garibaldi (PR/PR/PR), VW Gol/Red Foot Racing Team

343 – Christiano Bornemann (PR), VW Gol/MP Competições

777 – Wanderson Freitas/Leandro Freitas (MG/MG), VW Gol/Stumpf Preparações

950 – Igor Antunes/Anderson Oliveira (PE/PE), GM Celta/Malta Locadora

988 – Eduardo Bacarin/Alexandre Malta (PE/PE), GM Celta/Malta Locadora

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O pódio da Cascavel de Ouro do ano passado, que teve 56 carros inscritos e 121 pilotos de 14 estados e mais o Distrito Federal. A vitória e o prêmio de R$ 100 mil ficaram com Marcel Sedano e Emílio Weiss.

Palio Cup, a novidade do Nordeste

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O primeiro grid da Palio Cup teve cinco carros na pista em Caruaru, no fim do mês passado. A rapaziada da Garagem 83 terá o dobro disso à disposição dos pilotos a partir do evento de julho.

SÃO PAULO – Uma novidade legal que tem movimentado o automobilismo do Nordeste brasileiro é a Palio Cup. Os carros, montados pela equipe Garagem 83, têm preparação uniforme, em trabalho coordenado pelo piloto Adésio Santos. São 10 os carros disponíveis, com motorização 1.0.

A primeira coisa da Palio Cup que chama atenção dos pilotos dispostos a iniciar carreira é o orçamento. O custo de uma etapa, de R$ 2,5 mil, inclui inscrição, combustível, pneus, locação do carro e a mão-de-obra de pista. Os pilotos obviamente podem aplicar aos carros as marcas de seus patrocinadores e apoiadores.

O equilíbrio da categoria é praticamente institucional. Os carros são sorteados entre os pilotos antes de cada evento, e a partir do evento seguinte o novo sorteio é feito de modo a impedir que um piloto participe de mais que uma etapa no mesmo carro. A programação é padrão: no sábado, duas horas de treinos livres, e no domingo, além do treino classificatório de 15 minutos, as duas corridas, cada uma com percurso de 12 voltas.

O evento de abertura da temporada, em Caruaru, aconteceu no fim de abril. Fábio Menezes ganhou as duas provas da etapa. Tiago Gonçalves e Ricardo Augusto foram segundo e terceiro na primeira corrida, enquanto na segunda o pódio teve ainda Minho Pimentel e Giovanni Feitosa. Antonio Pitta também tomou parte dos grids. Um dos pilotos inscritos acabou não participando da etapa, por motivos pessoais, e um sétimo carro estava disponível como reserva.

O próximo evento da Palio Cup, nos dias 2 e 3 de junho, vai acontecer em São Miguel de Taipu, cidade da Paraíba localizada a 40 km da capital João Pessoa, no autódromo mais novo do Brasil. Para essa, segundo me disse o Elton Andrade, da Garagem 83, a lista de chamada já está completa. Mas vai ter mais uma em Caruaru, em julho. Aliás, vai ter bem mais – o calendário prevê três eventos em Caruaru e outros três em São Miguel de Taipu. Qualquer hora volto ao Nordeste para fazer uma etapa dessas.

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O sorteio dos carros assegura o equilíbrio das disputas da Palio Cup, que prevê 12 corridas em seis eventos nesta primeira temporada. O custo de cada etapa para o piloto é irrisório: R$ 2,5 mil.

Na íntega: Endurance Brasil 2018, 1/7

CASCAVEL – Grid recheado e a chegada de supercarros, tanto GTs quanto protótipos, marcaram a abertura do Endurance Brasil no Autódromo Internacional de Curitiba. A disputa pelo título nacional começou na tarde de 28 de abril, com as Quatro Horas de Curitiba durando até um pouco menos que isso por conta do cair da tarde que, acompanhado da chuva, diminuiu bastante a luz natural.

A corrida foi transmitida ao vivo nos canais de internet do Endurance Brasil, num trabalho que uniu a geração de imagens da Via Satélite, a coordenação do bochechudo Rodrigo Saravalli, minha narração, o comentário do Bruno Monteiro e a reportagem de pista e de box da Juliana Marques – foi a estreia dela na função, inclusive.