Cascavel de Ouro abre inscrições

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A Cascavel de Ouro de 2017 reuniu 56 carros nos boxes do Autódromo Zilmar Beux. Foi necessária uma corrida de repescagem para que se definissem os 50 classificados ao grid principal.

CASCAVEL – Faltam quase dez meses para a 32ª edição da Cascavel de Ouro. Com um pouco mais de precisão, 291 dias. Moças ou senhoras que sequer estão grávidas poderão ser mamães até 18 de novembro, data da corrida que, pelo segundo ano seguido, terá promoção e organização do Edson Massaro. Vou dar bastante pitacos no evento, de novo.

O trabalho em torno da corrida em 2017 foi tão divertido quanto cansativo. Comemoramos cada um dos recordes estabelecidos: 56 carros e 121 pilotos, números inéditos; representantes de 14 estados brasileiros e mais o Distrito Federal, também algo inédito; até a corrida de repescagem que definiu a lista dos 50 carros permitidos no grid, sugestão minha devidamente plagiada da final nacional da Copa Corsa de 1995 em Interlagos, foi algo que curtimos aos montes.

A Cascavel de Ouro vem crescendo ano a ano desde que foi retomada em definitivo, em 2014, quando o evento assumiu uma característica diferencial, a de só admitir carros da categoria Marcas & Pilotos 1.6, e quem a chama assim sou eu, porque os dirigentes nacionais a tratam como “Turismo 1600”. Neste ano o número oficial representará a cilindrada máxima, e não a mínima, já que serão aceitos também carros com motores 1.4 e 1.5, o que é assunto para outro dia.

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Pelo quinto ano consecutivo a Cascavel de Ouro terá no grid carros de Marcas & Pilotos 1.6. O regulamento técnico desta 32ª edição será baseado no do Campeonato Paranaense da categoria.

Bem, faltam 291 dias para o que imaginamos que vá ser, de novo, a maior Cascavel de Ouro de todos os tempos. Mas as inscrições já estão abertas. Melhor dizendo, estarão abertas a partir de amanhã. O ideal seria abordar o assunto amanhã, mas é que estou saindo de cena com a namorada e as crianças para alguns dias de férias talvez nem tão merecidas, mas necessárias.

Na transmissão ao vivo da edição cinquentenária da Cascavel de Ouro, da qual fui narrador, eu e o comentarista Eduardo Homem de Mello recebemos dezenas de mensagens de pilotos de todos os cantos do Brasil, duas ou três de fora, anunciando presença na corrida de 2018. Um detalhe relevante: não divulgamos nenhum canal de contato no BandSports. Fomos alcançados pelos pilotos que nos têm em suas listas de torpedos ou WhatsApp. Estou em centenas dessas relações, e o Edu mais ainda.

Bem, todos esses pilotos estarão à vontade, a partir de amanhã, para efetivar participação na Cascavel de Ouro. Os primeiros a efetuar inscrição terão descontos maiores na taxa, claro. E garantia de reserva nos boxes – havendo excedente, e posso afirmar que haverá, alguns carros terão de ser alocados nas tendas que vamos montar anexas ao pit lane, também assunto para depois das férias.

Levo na bagagem da curta viagem de férias uma curiosidade que vai ser sanada rapidamente: qual será o primeiro carro inscrito na 32ª Cascavel de Ouro, a que estabelece recorde também na premiação, oferecendo R$ 150 mil aos pilotos? É provável que saibamos disso amanhã. Meditarei a respeito apreciando uma boa caipirinha.

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O regulamento desportivo que será enviado às equipes que solicitarem ficha de inscrição prevê algumas novidades. A duração da corrida vai ser a mesma da edição do ano passado, de três horas.

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Novidades na GT3 Cup

CUP 2018

A temporada de 2018 do Porsche Império GT3 Cup, que será marcada pela estreia do novo carro com freios ABS e motor 4.0, terá início no dia 24 de março, no Autódromo Internacional de Curitiba.

CASCAVEL – Semana bem movimentada no ambiente do Porsche Império GT3 Cup Challenge Brasil. Não só pela divulgação do calendário de etapas da 14ª temporada, que aconteceu há pouco. Teremos, como sempre, nove etapas, a primeira delas daqui a exatos dois meses no Autódromo Internacional de Curitiba – as datas podem ser conferidas nesse link aqui. Segue o formato dos dois últimos anos, de seis etapas com corridas curtas e outras três com as provas do Endurance Series, sendo uma das principais novidades o novo carro, a geração 991-II do modelo 911 GT3 Cup, que sai das linhas de produção equipado com freios ABS e motor 4.0.

Outra novidade, esta anunciada no início da semana, é o Porsche Carrera Cup Brasil Junior Program. É um programa que o campeonato vai desenvolver para pilotos entre 16 e 24 anos, que vai avaliar os garotos num processo bastante criterioso que dará aos participantes de melhor avaliação bônus – ou bolsas, definição que tem mais simpatia do Dener Pires – substanciais para participação na temporada. Serão quase R$ 800 mil destinados aos três pilotos de maior destaque, que passarão a vislumbrar também a real possibilidade de atuar no automobilismo mundial como competidores oficiais da Porsche. Todos os detalhes, inclusive sobre os procedimentos para inscrição no programa brasileiro, podem ser conferidos aqui.

Há mais novidades – muitas, inclusive – para as próximas semanas.

JUNIOR PROGRAMME

Porsche Junior Programme Shootout, realizado no ano passado na pista de Lausitzring com a presença do brasileiro Rodrigo Baptista – que acabaria conquistando o título da categoria Cup no Brasil.

Nosso calendário

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Apesar do grid baixo, a Turismo 5000 é, na minha insignificante opinião, a categoria mais bacana do Campeonato Paranaense de Velocidade no Asfalto. Que pode ter até uma série de monopostos em 2018.

CASCAVEL – Um fim de semana de reuniões em Curitiba, entre dirigentes de clubes de automobilismo e a Federação Paranaense, definiu o que recebi como sendo um pré-calendário dos campeonatos de velocidade no asfalto para 2018 no Paraná. Faço questão de frisar o “pré”, diante da possibilidade sempre presente de mudanças sob as mais variadas motivações.

O Campeonato Paranaense de Automobilismo, com as categorias Marcas, Turismo 1600 e Turismo 5000, vai ter seis etapas, duas em cada autódromo, assim listadas no calendário: 29 de abril (Curitiba), 20 de maio (Londrina), 10 de junho (Cascavel), 26 de agosto (Londrina), 23 de setembro (Curitiba) e 4 de novembro (Cascavel). Não por acaso, todas essas datas e locais vão aparecer nos próximos calendários, isso por conta da óbvia realização conjunta com, etapas dos campeonatos metropolitanos.

A Federação Paranaense também incluiu em seu pré-calendário, vejam só, a Old Truck, campeonato de caminhões com seis etapas – 4 de março (Curitiba), 8 de abril (Cascavel), 20 de maio (Londrina), 5 de agosto (Cascavel), 26 de agosto (Londrina) e 21 de outubro (Curitiba). A novidade chegou a ser anunciada tempos atrás como Super Truck Racing e tinha o Max Nunes, preparador aqui de Cascavel, como um dos mentores. Max falou comigo agora, explicou que não tem mais envolvimento com a iniciativa.

O Metropolitano de Curitiba tem suas seis etapas pré-definidas para 4 de março, 29 de abril, 24 de junho, 23 de setembro e 21 de outubro. As coisas não andam tão simples na negociação com a nova administração do Autódromo Internacional, e essa lista aqui é, na minha opinião, a mais suscetível a eventuais mudanças no decorrer do período.

Em Londrina, o Campeonato Metropolitano de Automobilismo vai ter cinco etapas, nos dias 18 de março, 15 de abril, 20 de maio, 26 de agosto e 14 de outubro. As 500 Milhas, evento fantástico do qual tive a oportunidade de tomar parte como piloto dois meses atrás, vão acontecer no dia 24 de novembro, sábado.

O Metropolitano de Cascavel, que por ora é o que mais me interessa, por motivos estritamente meus e dos meus patrocinadores de pista, prevê seis etapas, nos dias 11 de março, 8 de abril, 6 de maio, 10 de junho, 5 de agosto e 4 de novembro. E a grande cereja do bolo da cidade, a Cascavel de Ouro, confirmadaça para 18 de novembro. A final do Metropolitano e do Paranaense duas semanas antes vai ser uma ótima oportunidade de preparação para as equipes.

Curioso eu falar da Cascavel de Ouro. Não que não faça isso; pelo contrário, faço até demais. É que exatamente agora, quando recebi as datas definidas em Curitiba, estava preparando algo que vai ser determinante para a prova ser, como vem sendo desde 2015, a maior de todos os tempos.

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O Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel volta a ter seis etapas, todas no Autódromo Zilmar Beux. Ano passado foram oito, que incluíram uma na pista de Londrina e outra na de Curitiba.

O ano da Ginetta

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Fruto de um projeto arrojado, o G60-LT é a arma da Ginetta para uma meta ousada: superar as marcas já consagradas na prova e vencer no ano de estreia nas 24 Horas de Le Mans

CASCAVEL – Para quem acompanha as principais provas mundiais de longa duração, a notícia do dia ficou por conta da apresentação do G60-LT, modelo de fábrica que a Ginetta vai lançar no automobilismo nas 24 Horas de Le Mans deste ano. A meta da marca inglesa para o evento de estreia não tem nada de modesta: arrebatar a vitória na classificação geral. No Mundial de Endurance, o carro avaliado em US$ 3 milhões terá preparação a cargo da equipe Manor e seus pilotos ainda não estão escalados.

A Ginetta, aliás, espera para 2018 a temporada mais movimentada de sua atuação nas pistas. Não só pela ousada incursão por Sarthe, mas pela difusão de suas ações no automobilismo norte-americano. É o que concluo do rápido bate-papo que tive há pouco com o Adolpho Rossi, brasileiro que vive na Flórida e que que coordena ao lado da esposa Alline – eles dois são pilotos, também – as atividades do Team Ginetta USA. Acompanhei de perto a atividade da equipe quase dois anos atrás, num evento da FARA USA em Homestead. Neste ano as ações vão bem além da liga baseada na Flórida e passa a integrar duas das principais ligas profissionais da terra do Tio Sam.

O campeonato da FARA USA, com sete corridas no ano, vai começar nos dias 17 e 18 de fevereiro, com a Miami 500 Road Racing. Além disso, o Team Ginetta teve seus carros homologados para integrar o grid de duas ligas profissionais. Uma delas é a TransAm, com calendário de 12 etapas, a primeira delas no dia 4 de março em Sebring. Um G55 já está confirmado no campeonato, em que a equipe estreou como convidada no ano passado conquistando o segundo lugar na etapa de Austin, no Circuit of the America, e mais carros deverão ser anunciados nesse grid nas próximas semanas. Outro desafio do time será o Pirelli World Challenge, que terá a primeira de suas 11 etapas, o GP de St. Petersburg, no dia 11 de março. Será o terceiro ano de homologação das G55 na categoria, que integra a programação preliminar das etapas da Fórmula Indy.

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O modelo G55 da Ginetta, que já integrava as disputas do Pirelli World Challenge, está homologado também para a TransAm, depois da estreia com segundo lugar em 2017 no COTA, em Austin.

Além disso tudo tem o trabalho já feito visando participação na NASA, que nada tem a ver com os foguetes alinhados em Cabo Canaveral – é a sigla para National Auto Sport Association, liga de torneios regionais que tem muitas dezenas de eventos por ano. O principal deles é a disputa das 25 Horas de Thunderhill. Ah, essas provas longas… Os protótipos G57 da marca incorporaram, desde o fim da última temporada, as últimas especificações da fábrica para as corridas da NASA e da FARA

Mesmo com mais de 30 fins de semana de corrida agendados, o Team Ginetta prepara edições do Ginetta Day. São eventos de track day em que todos, desde nós simples mortais, terão a oportunidade de acelerar em pistas consagradas até pela Fórmula 1 e pela Indy, casos de Road Atlanta, Watkins Glen, Road America, Mid-Ohio, Barber e Austin.

Na carona da estreia em Le Mans, o Team Ginetta incluiu no pacote de atrativos um item bastante sedutor para quem gosta de corridas: os pilotos da equipe em todos esses campeonatos terão credenciais para circular pela área vip da marca durante as 24 Horas. E tudo isso emoldura a expectativa pelo lançamento do Ginetta de rua, um superesportivo construído de fibra de carbono e equipado com motor Chevy. Haja fôlego! A agenda do Team Ginetta está bem esmiuçadinha no kit de boas-vindas, que está disponível nesse link aqui. Vai ser, repito, um ano bastante movimentado. Imagino que o Adolpho e a Alline possam pôr o Enzo para trabalhar, também. Está com quase um ano, afinal, já está na hora de arregaçar as mangas.

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As unidades do modelo G57 do Team Ginetta, sensação da última temporada nas provas da FARA USA, também estarão em ação nas corridas da NASA.

 

Novos rumos

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Odair dos Santos atuou na Copa Petrobras de Marcas em 2016 e 2017, conquistando o título da classe Trophy, e se prepara para uma nova categoria em sua quarta temporada como piloto de automobilismo

CASCAVEL – Faz quase três anos que o Odair dos Santos chegou ao automobilismo. Não o conhecia, e estranhei no primeiro contato, porque me haviam falado do paraguaio que iria começar a correr, era o sotaque paraguaio que eu estava esperando ouvir quando tivemos a primeira conversa. Não ouvi.

Bem, passaram-se três anos de pista, tempo em que acompanhei o nascimento da Paraguay Racing, equipe que ele criou e fez ganhar força com um sistema de trabalho bem metódico. Equipe que ganhou três títulos no Metropolitano de Marcas cá de Cascavel com o Thiago Klein – que foi, por assim dizer, o padrinho do Odair nas pistas -, que ganhou a Cascavel de Ouro de 2016 com os dois correndo em dupla, que assumiu a equipe dos Toyota Corolla na Copa Petrobras de Marcas e lá atuou por dois anos, 2016 e 2017, conquistando três pódios gerais, dois com o Thiago e um com o próprio Odair, e ainda dois títulos consecutivos na classe de acesso Trophy, com Thiago campeão em 2016 e Odair campeão em 2017. Passagens pelo Mitsubishi Lancer Cup, pelo Porsche GT3 Challenge e pelas provas de longa duração também constam desses primeiros anos de trabalho nas pistas.

Eu mesmo cheguei a disputar algumas corridas pela Paraguay Racing. Deu pódio no Paulista de Marcas em São Paulo, um terceiro lugar na Novatos, e também no Metropolitano em Curitiba, de novo um terceiro, no Marcas B. O terceiro lugar em Cascavel na minha última participação pela equipe eu nem conto, esse foi fruto dos pontos do parceiro que ganhou a bateria dele, foi minha primeira corrida em dupla, e quando fui para a pista bati. Enfim, também fiz parte, de algum modo, desses primeiros anos da Paraguay Racing.

A equipe assume novos rumos agora em 2018. Termina o ciclo na Copa Petrobras de Marcas – que deve se apresentar com outro nome -, termina o ciclo nos regionais de Marcas e no Brasileiro de Turismo 1600 e a equipe passa a se dedicar ao Campeonato Brasileiro de Stock Light. Era Brasileiro de Turismo até o ano passado, o nome Stock Light diz bem mais sobre o peso do campeonato. Uma boa mudança, a de nome. E pode ter sido uma boa mudança, também, a do Odair. Que fez a Paraguay Racing unir forças com a MRF Motorsport, equipe com sede em Cascavel e que no ano passado teve Gustavo Myasava e Pedro Saderi como pilotos. Passa a se chamar PGG MRF Paraguay Racing, a equipe, segundo indica o layout do carro do Odair, que recebi há pouco. Serão dois carros, e o outro terá o Gustavo como piloto.

A PGG Chemical Corporation e o Grupo Financial, que estiveram com a equipe na última temporada, seguem como patrocinadoras do carro número 74. O campeonato terá sete rodadas duplas e a etapa final em corrida única, valendo pontuação maior, como foi no ano passado. O calendário de etapas ainda não saiu, mas ao que tudo indica o campeonato vai começar no dia 10 de março, um sábado, em Interlagos.

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Layout do carro com que o “paraguaio voador” vai disputar as 15 corridas do Campeonato Brasileiro de Stock Light em 2018. PGG Chemical Corporation e Grupo Financial serão os patrocinadores.

Um 2017 em 66 imagens

CASCAVEL – E por que 66 imagens, ora? Primeiro, porque o blog é meu e nele publico quantas fotos quiser. Segundo, e principal, porque 66 é o número que costumo usar nos carros quando participo de alguma corridinha aqui ou ali. Às vezes não dá, ou porque o número já é de outro piloto, ou porque corro como parceiro de pilotos que usam outros números, como 37, 71, 113. Não importa.

Mas resumi aqui em 66 fotos, para meu próprio consumo, o que foi minha temporada nas pistas em 2017. Do lado de dentro, no caso. Foram cerca de 30 fins de semana em autódromos transmitindo corridas ou escrevendo sobre elas e outros dez, exatamente dez, participando delas. Fiz uma seleção parecida em 2016, também, que publiquei em meu perfil do Facebook – está aqui, em post aberto.

Um ano bem interessante, sob o meu ponto de vista, em que tive a companhia e o incentivo de muita gente bacana e o apoio muitíssimo bem-vindo de marcas como, alfabeticamente citando, Boteco Praia, Casa Wireless, Egali Intercâmbio, Grupo Financial, Grupo ODA, Grupo Pra Frente Brasil, Inspevel Inspeção Veicular de Cascavel, Jack’s Wash Motorcycle e Tio Armênio. Meu muito obrigado, mais uma vez, a toda essa gente.

Minha seleção de 66 fotos tem contribuição de bastante gente. Acho que creditando a Adilson Zavarize, Anderson Zambrzycki, André Lemes, Cesar Barros, Cíntia Azevedo, Cleocinei Zonta, Rodrigo Ruiz e Vanderley Soares não esqueço de ninguém. E pé embaixo em 2018, meu povo!