Helio e Felipe, golpeados na autoestima

Os episódios envolvendo Felipe Massa no GP de Fórmula 1 em Hockenheim e Helio Castroneves na etapa da Fórmula Indy em Edmonton, embora de princípios bastante distintos, tiveram muito em comum. Já analisados à exaustão pelos especialistas de plantão – em procedimentos que nada mais traduzem do que opiniões sobre vidas e atitudes alheias –, foram momentos que mexeram, de forma ou outra, com a autoestima de Felipe e de Helio.

Felipe, observa-se, foi elevado à condição de novo vilão nacional, por uma atitude que deveria dizer respeito apenas a ele e a seus patrões, mas acaba dizendo respeito a todo mundo. Felipe, a quem conheci descontraído, de bem com a vida e fascinado com a então nova condição de pai, em dezembro último nas 500 Milhas de Kart da Granja Viana, vive dias tensos. Os desdobramentos da cessão da vitória ao parceiro na corrida da Alemanha vão além das críticas que a obediência à ordem de equipe lhe rendeu.

Por mais que tente, Felipe não esconde que se arrependeu. Deu novas declarações que caíram como farta munição a seus críticos. Ficou mal, consigo e com seu público. Vai ter de aprender a lidar com o episódio para toda a carreira, a menos que um feito estupendo apague a má imagem de sua ficha corrida.

Helio foi vítima de uma presepada das grandes. Se não for unanimidade, chega perto disso. Tomaram-lhe a partir de critérios mais do que subjetivos uma vitória legítima. Com os nervos à flor da pele, para repetir uma expressão utilizada por ele próprio, catou pelos colarinhos o chefe da segurança da IRL, que reagiu com um sorriso – uma atitude que, a mim, fez parecer ser muito bem preparado para o cargo o tal Charles Burns. A quem Helio pediu desculpas publicamente, na segunda-feira, pelo piti pós-corrida.

Inegável que os fatos encheram-lhe o saco, como bem observou o jornalista Victor Martins em seu blog. Há uma rixa implícita já antiga do piloto com o diretor de provas da IRL, Brian Barnhart. Que, tudo indica, pegou para cristo o piloto da categoria que desfruta de mais prestígio nos Estados Unidos – o público brasileiro não faz ideia da popularidade de Helio por aquelas bandas.

O episódio, atípico para os padrões desportivos da Indy, deu vazão à especulação (inclusive no blog de Martins) sobre a ida de Helio para a Nascar – onde, não custa lembrar, a Penske, que defende na Indy há 11 temporadas, também mantém uma equipe. O piloto já fez história, ganhou dinheiro o bastante para viver bem o resto da vida. Pode se pôr em posição de dar uma banana à IRL, insatisfeito que está com o ambiente de trabalho, e curtir na Nascar os anos de carreira que ainda tem pela frente. Na Penske ou em outra equipe qualquer.

Helio foi convocado para uma reunião a portas fechadas com a cúpula da categoria na semana que vem em Indianápolis. A boa lógica aponta para panos quentes em todo o episódio, exceção feita à punição que lhe tirou a vitória. Uma punição de ordem disciplinar não é descartada por ninguém. Um puxão de orelha mais contundente pode ser o estopim de mais uma bomba no automobilismo.

É um moço com quem as coisas acontecem, o tal Helio Castroneves.

Barrichello, 10 anos depois

Faz dez anos, hoje, que Rubens Barrichello entrou para a galeria de vencedores da Fórmula 1. A conturbada corrida de Hockenheim, para quem acompanha automobilismo, consolidou um daqueles momentos que despertam a pergunta “o que você estava fazendo quando Barrichello ganhou a primeira dele?”.

Eu, como praticamente todo mundo que passa os olhos inadvertidamente aqui pelo BLuc, estava vendo a corrida, em meio aos resquícios da minha festa de sábado. Resquícios que incluíam um casal de amigos dormindo no sofá da sala porque nenhum dos dois tinha condições de ir dirigindo para casa, e como só tinha TV na sala não me fiz de rogado, a casa era minha e os pombinhos que fossem embora. Não foram, a TV não os atrapalhou, até que um maluco invadiu a pista, a pista da corrida do Barrichello, e eu armei um salseiro dentro de casa, os amigos acordaram. Já estavam quase sóbrios.

Fato é que o GP da Alemanha de 2000 foi um dos mais interessantes dos meus 22 anos de sapo de automobilismo. O guru Flavio Gomes, que via de regra acha as corridas um saco, também é dessa opinião, conforme escreveu dia desses em sua coluna.

É claro que tudo mudou desde que Barrichello ganhou seu primeiro GP, sobretudo o próprio Barrichello, que de lá para cá viveu praticamente todos os tipos de ambiente de trabalho a que a F1 poderia sujeitá-lo. Esse esporte que escolheu exige personalidade e presença de espírito para lidar com situações. Tivesse dedicado sua carreira ao golfe e não seria envolvido em tantas piadas, cobranças, ofensas.

O automobilismo transforma atletas em ídolos, e ídolos, importem-se com isso ou não, são julgados pela audiência. São aprovados, ou reprovados, e a vida segue seu curso formando heróis e vilões por puro capricho. Rubens assumiu inadvertidamente um fardo que não era seu, quando viu-se, em 1994, como principal nome do país num esporte de tanta projeção quanto a F1. Isso o fez envelhecer quando ainda era bastante jovem.

Agora, do alto dos 38 anos e reconhecidamente amadurecido, é que parece aproveitar os bons frutos de seu ofício. Parece ter aprendido a levar numa boa as coisas da vida e do esporte. O Rubinho que pegava na partida com os sarros que levava nos insossos humorísticos da televisão deu lugar ao Rubens que vai ao próprio programa tirar onda junto com seus integrantes.

Rubens hoje passa a imagem de dedicado pai de família. Em tudo que diz, faz menção ao legado moral que pretende deixar para os filhos – salvo engano cronológico, não existiam Eduardo e Fernando dez anos atrás. Apesar do contato que os meninos têm com as corridas, não força a barra para vê-los pilotos. Deixa a critério dos dois escolher o que vão fazer da vida.

Rubens Gonçalves Barrichello, talvez por mera conveniência, não atenha-se a números para definir seu currículo profissional. Prefere observar, sim, que ninguém fica num ambiente de trabalho como a F1 se não tiver sucesso – e são palavras de quem está lá há 18 anos, um recorde absoluto.

A aposentadoria não costuma fazer parte de suas considerações. A carreira do piloto não deve terminar na F1, e Rubens não esconde de ninguém a vontade de correr no Brasil. Soa mais como curiosidade do que propriamente um planejamento profissional. Para depois de seu último Grande Prêmio na F1, o que o paulistano tem planejado é dedicar-se ainda mais ao instituto filantrópico que mantém em parceria com o amigo de infância Tony Kanaan, também piloto. Rubens, e foi ele mesmo quem o disse, foi bastante ajudado na vida, e pensa em retribuir, a seu modo.

Antes disso, Rubens tem tempo para mais conquistas nas pistas. Principalmente porque seu público parece ter entendido, enfim, que há bons motivos para aplaudi-lo. Como todos, até seus mais ferinos críticos, o aplaudiram naquele 30 de julho de 2000.

Vou na onda de todo mundo que escreve em blogs, embora o meu seja o primo-paupérrimo de qualquer lista, e atiro aqui um clipe sobre a corrida de dez anos atrás. Começa ao som de Colin Hay, depois entra a narração do Galvão Bueno. Foi bem montado, os devidos créditos aparecem do começo ao fim.

“O povo que se exploda!”

Hoje tive de recorrer ao Detran. Tinha, como todas aquelas centenas de pessoas que estavam lá de papelzinho na mão, algumas burocracias para enterrar, e como boa parte daquelas pessoas, saí de lá sem resolver tudo que precisava.

Estava ao mesmo tempo em duas filas, já que o Detran vê-me como dois – numa fila, eu era o Luciano motorista, na outra era o Luciano proprietário de veículos, achava que de três, mas só de dois, porque um carro está registrado em nome da minha esposa, e a moto, no da minha irmã.

Não vem ao caso. Perdi, somando uma fila e outra, bons 50 minutos. Tempo em fila é sempre perdido, e para amenizar a sensação de desperdício o infeliz que vê-se preso a uma fila puxa conversa com seus colegas de perda de tempo. É assim em todo lugar. Na fila do consultório médico, ou do posto de saúde, pessoas que nunca se viram trocam experiências sobre os males que lhes comprometem a saúde, e na da revisão mecânica trocam-se as amarguras vividas com os problemas dos carros, que nunca são decorrência da falta de manutenção adequada, mas culpa do fabricante, isso nem se discute. E na do banco, a pauta passa obrigatoriamente pela pindaíba que todos vivem e pela lei que estipula um tempo máximo de permanência em filas, que não é cumprida em lugar nenhum, como grande parte das leis que abarrotam nossa Constituição.

Volto ao assunto, o bate-papo com meus colegas de fila na 7ª Ciretran. Lá estava um conhecido que foi entregar sua carteira de habilitação, suspensa com 42 pontos numa contagem que permite 20. Recomendei-lhe mais prudência ao volante, embora eu, com a contagem estourada em 28 pontos, tenha levado de fato só cinco, já contei essa ladainha em outra oportunidade.

Dos pontos que considero não ter sofrido, 12 provêm do EstaR. O que leva à matemática óbvia de, em quatro situações, um carro meu ter sido notificado por estar ocupando espaço em área regulamentada sem o uso do cartão da Cettrans. Paga-se uma taxa de cinco pratas para regularizar a notificação. Quem não regulariza leva três pontos na carteira e é agraciado com uma multa de cinquenta e três dinheiros acrescidos de mais alguns centavos desprezíveis.

Muitos dos interlocutores contaram infortúnios parecidos com o meu – e sobre o qual eu não havia aberto o bico durante aqueles intermináveis minutos. Foram notificados no EstaR, não pagaram a taxa e as penas viraram multas e pontos em suas carteiras.

Sabem por quê? Não é novidade para ninguém. Porque o Município de Cascavel, que teve a competência de celebrar com o Detran uma parceria para transformar em multas oficiais as notificações não regularizadas não tem boa vontade, ou competência, ou os dois, para tirar de circulação os flanelinhas que retiram as notificações dos veículos sob a prerrogativa de amealhar algumas moedas dos motoristas. “Bem cuidado, tio, fiscal passou e eu disse que o senhor já estava voltando”, é o que alegam. Se não tivessem dado fim ao adesivo e ao talão da notificação, cada proprietário teria aproveitado o prazo de alguns dias úteis para pagar os cinco dinheiros e evitar o transtorno. Ao usuário, não cabe defesa, nem alegação, nem nada. Sobra como vítima de um sistema mal bolado.

A reclamação e a constatação do problema são tão antigas quanto sérias. Nem sei quem foi o prefeito que viabilizou o sistema, mas é fato que cabe ao atual, de uma forma ou outra, acabar com a piada de mau gosto. A Cettrans e as instituições a ela superiores parecem dar de ombros. Carro oficial não paga EstaR, então aí aplica-se a lógica de Justo Veríssimo – “o povo que se exploda”.

Coringão na Top Race V6

O Corinthians, melhor e mais repleto de atributos clube de futebol do sistema solar, está batendo um bolão no automobilismo, também.

Depois de entrar na internacional Fórmula Superliga, chegou à Stock Car, à Fórmula Truck, à GT3 Brasil, ao Brasileiro de Arrancada…

Agora, o Corinthians ganha também o grid da Top Race V6. A categoria argentina volta a ter uma etapa no Brasil no próximo dia 25, em Interlagos, em etapa conjunta com a Fórmula Truck. Na TRV6, o carro corintiano – com o número 100, alusão óbvia ao centenário do clube – será pilotado por Fábio Fogaça.

Já sei por quem vou torcer domingo que vem.

Krausse leva o fusquinha

E saiu, enfim, mais uma edição da festa que termina com alguém levando um carrinho velho para casa. No caso, um fusquinha. E foi Paulo Krausse, aqui de Cascavel, que participou de todos os sorteios desde o primeiro, em 2006, quem ficou com o exemplar ano 1973. Na foto aí acima, o prêmio da festa devidamente estacionado em frente à casa dele, com direito a publicidade gratuita da empresa dele e tudo mais.

Pela manhã, horas antes do sorteio, postei no Twitter esta foto, da folha com os números que seriam recortados e postos na urna improvisada – sempre é uma urna improvisada – para o sorteio. Foi através da foto que pudemos solucionar uma dúvida cruel, quando já havia 115 números eliminados. O número 168 foi eliminado pela segunda vez, o que é impossível. E havia, de fato, dois números 168 na urna. Quem matou a charada foi o tuiteiro Rafael Dias, que identificou na foto de horas antes a repetição do número 168 e a inexistência do número 169.

Quem definiu o vencedor do sorteio foi Alexandre Magno Ferreira. Penúltimo eliminado, coube a ele, como manda a tradição, eliminar um dos dois finalistas – o paulista Fernando Orbite, com o número 019, e o cascavelense Paulo Krausse, com o 045.

Rogério Barros, um dos participantes presentes, fez questão de registrar o sorteio decisivo filmando-o com seu telefone celular. O vídeo mostra todo o aparato tecnológico empregado no moderno método do sorteio.

Mais tarde acrescento aqui algumas informações e curiosidades da festa. A ordem das eliminações foi essa aqui:

1ª eliminação: 146 – NÚMERO NÃO VENDIDO
2ª eliminação: 101 – Rennan Grelak – Cascavel/PR (@rennangrelak)
3ª eliminação: 167 – Betto D’Elboux – São Paulo/SP (@bettodelboux)
4ª eliminação: 007 – Beto Trento – Cascavel/PR
5ª eliminação: 151 – Luiz Carlos da Silva – Cascavel/PR
6ª eliminação: 008 – Lademir Dal Vesco – Cascavel/PR
7ª eliminação: 058 – Beto Trento – Cascavel/PR
8ª eliminação: 091 – Rogério Mendonça – Cascavel/PR (CATVE)
9ª eliminação: 060 – Antonio Contreras – São Paulo/SP (@Nico_Contreras)
10ª eliminação: 040 – Claudemir “Bacana” Cordeiro – Cascavel/PR
11ª eliminação: 181 – Betto D’Elboux – São Paulo/SP (Revista Cockpit, @bettodelboux)
12ª eliminação: 103 – Jean Paterno – Cascavel/PR
13ª eliminação: 116 – Lademir Dal Vesco – Cascavel/PR
14ª eliminação: 107 – Maria Salete Gonçalves – Cascavel/PR
15ª eliminação: 114 – Lademir Dal Vesco – Cascavel/PR
16ª eliminação: 016 – Lademir Dal Vesco – Cascavel/PR
17ª eliminação: 039 – Mateus Litron – Cascavel/PR
18ª eliminação: 094 – Melise Santos – Cascavel/PR
19ª eliminação: 077 – Jakson Conte – Cascavel/PR
20ª eliminação: 119 – Ayala Zanatta – Cascavel/PR (@AyallaZanatta)
21ª eliminação: 057 – Orlando Canabarro – Cascavel/PR
22ª eliminação: 175 – Antonio Sobrinho – Cascavel/PR
23ª eliminação: 047 – Leandro Silva – São Paulo/SP (@Leleccoo)
24ª eliminação: 002 – Luiz Silvério – Cascavel/PR
25ª eliminação: 041 – Neide Serralheiro – Cascavel/PR
26ª eliminação: 027 – Osires Júnior – Cascavel/PR (@osiresjunior)
27ª eliminação: 032 – Antonio Oliveira – Cascavel/PR
28ª eliminação: 097 – Orlando Anzoategui – Cascavel/PR
29ª eliminação: 144 – Edilson Reche – Cascavel/PR
30ª eliminação: 022 – Heverson Bastos – Cascavel/PR (@heverbastos)
31ª eliminação: 200 – Henrique Scotton – Cascavel/PR
32ª eliminação: 171 – Orlando Anzoatégui – Cascavel/PR
33ª eliminação: 089 – Ingmar Biberg – Cascavel/PR (Auto Posto Maçarico, @biberg)
34ª eliminação: 017 – Rafael Paly – Cascavel/PR (Exacta Vistorias)
35ª eliminação: 141 – Jean Paterno – Cascavel/PR
36ª eliminação: 190 – André Tumiati – Cascavel/PR (HiperBrindes)
37ª eliminação: 196 – Flavio Gomes – São Paulo/SP (@flaviogomes69)
38ª eliminação: 137 – Rubens Barrichello – São Paulo/SP (@rubarrichello)
39ª eliminação: 122 – NÚMERO NÃO VENDIDO
40ª eliminação: 178 – Andreia Pereira – Cascavel/PR
41ª eliminação: 005 – Marcos Sírtoli – Cascavel/PR
42ª eliminação: 191 – Pedro Litron – Cascavel/PR
43ª eliminação: 138 – Lademir Dal Vesco – Cascavel/PR
44ª eliminação: 035 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
45ª eliminação: 199 – Maria Salete Gonçalves – Cascavel/PR
46ª eliminação: 128 – NÚMERO NÃO VENDIDO
47ª eliminação: 083 – Henrique Scotton – Cascavel/PR
48ª eliminação: 010 – Rafael Salominas – Cascavel/PR (@salominas)
49ª eliminação: 059 – Stela Mara Giordani – Cascavel/PR
50ª eliminação: 185 – Pedro Duran – Cascavel/PR
51ª eliminação: 126 – Judith Schulze – Cascavel/PR
52ª eliminação: 028 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
53ª eliminação: 188 – Gláucio Pigatto – Maringá/PR
54ª eliminação: 082 – Marcelo Ramaciotti – São Paulo/SP (@torraociotti)
55ª eliminação: 168 – Jean Paterno – Cascavel/PR
56ª eliminação: 140 – André Reche Lopes – Cascavel/PR
57ª eliminação: 078 – Vanderson Luiz – Curitiba/PR (@vandersonluiz)
58ª eliminação: 179 – Iraci Perin – Cascavel/PR
59ª eliminação: 015 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
60ª eliminação: 111 – Eduardo “Du” Cardim – São Paulo/SP (@DuCardim)
61ª eliminação: 081 – Rony Grelak – Cascavel/PR
62ª eliminação: 172 – Beto Trento – Cascavel/PR
63ª eliminação: 180 – Idjalmas Bertollo – Cascavel/PR
64ª eliminação: 009 – Tiago Kouki – São Paulo/SP (@tiagokouki)
65ª eliminação: 159 – NÚMERO NÃO VENDIDO
66ª eliminação: 133 – Paulo Krausse – Cascavel/PR
67ª eliminação: 069 – Rafael Paly – Cascavel/PR
68ª eliminação: 160 – NÚMERO NÃO VENDIDO
69ª eliminação: 053 – Rosane Richetti – Cascavel/PR
70ª eliminação: 021 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
71ª eliminação: 024 – Luciano Barros – Cascavel/PR
72ª eliminação: 042 – Airton Macanhão – Cascavel/PR
73ª eliminação: 120 – Edilson Reche – Cascavel/PR
74ª eliminação: 136 – Vanderson Luiz – Curitiba/PR (@vandersonluiz)
75ª eliminação: 187 – NÚMERO NÃO VENDIDO
76ª eliminação: 154 – Bruno Pasqualotto – Cascavel/PR
77ª eliminação: 068 – Jean Paterno – Cascavel/PR
78ª eliminação: 038 – Marcelo Ramaciotti – São Paulo/SP (@torraociotti)
79ª eliminação: 135 – Thiago Menegaz – Cascavel/PR
80ª eliminação: 061 – Sueli Heberle – Cascavel/PR
81ª eliminação: 054 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
82ª eliminação: 108 – Lademir Dal Vesco – Cascavel/PR
83ª eliminação: 093 – Elis Machado – Cascavel/PR
84ª eliminação: 098 – NÚMERO NÃO VENDIDO
85ª eliminação: 124 – Anderson Bueno – Cascavel/PR
86ª eliminação: 105 – Idjalmas Bertollo – Cascavel/PR
87ª eliminação: 086 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
88ª eliminação: 087 – Daniela Lenzi – Ji-Paraná/RO
89ª eliminação: 080 – Marcelo Câmara – São Paulo/SP (@MarceloSCamara)
90ª eliminação: 064 – Maria Salete Gonçalves – Cascavel/PR
91ª eliminação: 118 – Ângela Nitibailoff – Cascavel/PR
92ª eliminação: 153 – Alessandro Meneghel – Cascavel/PR
93ª eliminação: 129 – Ivete Felippe Monteiro – Cascavel/PR
94ª eliminação: 095 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
95ª eliminação: 195 – NÚMERO NÃO VENDIDO
96ª eliminação: 102 – NÚMERO NÃO VENDIDO
97ª eliminação: 072 – Marcelo Ramaciotti – São Paulo/SP (@torraociotti)
98ª eliminação: 014 – Lademir Dal Vesco – Cascavel/PR
99ª eliminação: 132 – NÚMERO NÃO VENDIDO
100ª eliminação: 127 – Marcelo Ramaciotti – São Paulo/SP (@torraociotti)
101ª eliminação: 134 – Elizeu Schneider – Cascavel/PR
102ª eliminação: 162 – Leandro Carlos “Boi” Borba – Cascavel/PR
103ª eliminação: 092 – Danilo Gaidarji – São Paulo/PS (@DaniloGaidarji)
104ª eliminação: 018 – Daniele Crissi/Claudir Wonz
105ª eliminação: 125 – NÚMERO NÃO VENDIDO
106ª eliminação: 143 – NÚMERO NÃO VENDIDO
107ª eliminação: 173 – Danilo Gaidarji – São Paulo/SP (@Danilo Gaidarji)
108ª eliminação: 110 – Ayala Zanatta – Cascavel/PR (@AyallaZanatta)
109ª eliminação: 096 – Inês Gasparetto – Cascavel/PR
110ª eliminação: 063 – Cleusa Gasparetto – Cascavel/PR
111ª eliminação: 062 – Denniz Machke – Cascavel/PR
112ª eliminação: 066 – Marcos Roberto Machado – Cascavel/PR
113ª eliminação: 006 – João Passos – Cascavel/PR (@jbpassos)
114ª eliminação: 183 – NÚMERO NÃO VENDIDO
115ª eliminação: 169 – NÚMERO NÃO VENDIDO
116ª eliminação: 193 – Jean Paterno – Cascavel/PR
117ª eliminação: 152 – Jean Paterno – Cascavel/PR
118ª eliminação: 174 – NÚMERO NÃO VENDIDO
119ª eliminação: 184 – Ingryd Lamas (@IngrydLamas)
120ª eliminação: 192 – Pedro Litron – Cascavel/PR
121ª eliminação: 088 – Robinson Nogueira – Cascavel/PR
122ª eliminação: 123 – Luiz Sérgio Steski – Cascavel/PR
123ª eliminação: 112 – Gue Marques – Curitiba/PR (@guemarques)
124ª eliminação: 197 – NÚMERO NÃO VENDIDO
125ª eliminação: 104 – NÚMERO NÃO VENDIDO
126ª eliminação: 030 – Américo Teixeira Jr. – Vinhedo/SP (@dmotorsport)
127ª eliminação: 033 – Cleocir Lunardi – Cascavel/PR
128ª eliminação: 075 – Vanderley Soares – Cascavel/PR
129ª eliminação: 084 – Paulo Rogério – Cascavel/PR
130ª eliminação: 150 – Celso Vedovato de Souza – Salvador/BA (@celsovedovato)
131ª eliminação: 004 – Dinho Tasca – Cascavel/PR (Tasca Calçados)
132ª eliminação: 036 – Daniel Gilberto Júnior – Cascavel/PR
133ª eliminação: 067 – Isabela Fraga Oliveira – Cascavel/PR
134ª eliminação: 139 – NÚMERO NÃO VENDIDO
135ª eliminação: 158 – Leandro Sparremberger – Cascavel/PR
136ª eliminação: 001 – Giselle Iori – Cascavel/PR
137ª eliminação: 046 – Tarso Marques Lima – Curitiba/PR (@tarso_greenflag)
138ª eliminação: 149 – Roseli Chaves de Campos Dal Vesco – Cascavel/PR
139ª eliminação: 023 – Jorge Guirado – Cascavel/PR (@Jorgeguirado)
140ª eliminação: 182 – NÚMERO NÃO VENDIDO
141ª eliminação: 090 – Ovídio Lorenzini – Cascavel/PR
142ª eliminação: 073 – Jorge Guirado – Cascavel/PR (CATVE, @Jorgeguirado)
143ª eliminação: 113 – Betto D’Elboux – São Paulo/SP (@bettodelboux)
144ª eliminação: 166 – Rogério Barros – Cascavel/PR
145ª eliminação: 145 – Lorena Manarin – Cascavel/PR
146ª eliminação: 177 – Nelson Tressoldi – Cascavel/PR
147ª eliminação: 100 – Juliano Luke – Cascavel/PR (@luke_westcars)
148ª eliminação: 161 – NÚMERO NÃO VENDIDO
149ª eliminação: 147 – Fernando Zago – Cascavel/PR
150ª eliminação: 099 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
151ª eliminação: 198 – Pedro Litron – Cascavel/PR
152ª eliminação: 052 – Adriano Reisdorfer – Cascavel/PR
153ª eliminação: 013 – Giselle Iori – Cascavel/PR
154ª eliminação: 194 – NÚMERO NÃO VENDIDO
155ª eliminação: 037 – Fábio Donegá/Gabriela Couto – Cascavel/PR
156ª eliminação: 079 – Bruno Pasqualotto – Cascavel/PR
157ª eliminação: 109 – Michelle Kapiche – Vitória/ES (@mikapiche)
158ª eliminação: 148 – Juliano Caús Bastos – Curitiba/PR (@JulianoCBastos)
159ª eliminação: 142 – Gláucio Pigatto – Maringá/PR
160ª eliminação: 121 – Fábio Donegá/Gabriela Couto – Cascavel/PR
161ª eliminação: 130 – NÚMERO NÃO VENDIDO
162ª eliminação: 055 – Norma Barros – Cascavel/PR
163ª eliminação: 157 – Márcia – Cascavel/PR
164ª eliminação: 131 – Ivan Luiz – Cascavel/PR (Rádio Capital FM)
165ª eliminação: 050 – Pedro Rodrigo Souza – São Paulo/SP (@pedrorodrigo_np)
166ª eliminação: 026 – Anderson Luiz Crissi – Cascavel/PR
167ª eliminação: 043 – Jorge Damsche – Cascavel/PR
168ª eliminação: 074 – Clóvis Grelak – Cascavel/PR
169ª eliminação: 031 – Luiz Dall’Agnol – Cascavel/PR
170ª eliminação: 003 – Antonio Oliveira – Cascavel/PR
171ª eliminação: 163 – Aldo Pastore – Porto Alegre/RS (@cronomap)
172ª eliminação: 155 – Diego Kruger – Cascavel/PR (@esportecascavel)
173ª eliminação: 115 – Beto Trento – Cascavel/PR
174ª eliminação: 071 – Rogério Barros – Cascavel/PR
175ª eliminação: 048 – Jorge Guirado – Cascavel/PR (@Jorgeguirado)
176ª eliminação: 156 – NÚMERO NÃO VENDIDO
177ª eliminação: 165 – NÚMERO NÃO VENDIDO
178ª eliminação: 056 – Inês Gasparetto – Cascavel/PR (Nutriplan)
179ª eliminação: 012 – Heverson Bastos – Cascavel/PR (@heverbastos)
180ª eliminação: 106 – Cláudio Stringari – Curitiba/PR (Central Press)
181ª eliminação: 070 – André Reche Lopes – Cascavel/PR (André Reche Studio)
182ª eliminação: 011 – Ronei Rech – Guarulhos/SP (@RONEIRECH)
183ª eliminação: 189 – Antonio Contreras – São Paulo/SP (@Nico_Contreras)
184ª eliminação: 085 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
185ª eliminação: 065 – Giuseppe Vecci – Goiânia/GO (@GiuseppeVecci45)
186ª eliminação: 044 – Júlio César Fernandes – Cascavel/PR
187ª eliminação: 049 – Fábio Donegá/Gabriela Couto – Cascavel/PR
188ª eliminação: 034 – Mariana Zientarski Soares – Cascavel/PR
189ª eliminação: 176 – Roselange Castro – Cascavel/PR
190ª eliminação: 051 – Paulo Henrique – Brasília/DF (@PHdiBH)
191ª eliminação: 025 – Luiz Silvério – Cascavel/PR
192ª eliminação: 029 – Cecília Meneghel – Cascavel/PR
193ª eliminação: 076 – Jean Paterno – Cascavel/PR
194ª eliminação: 020 – Beto Trento – Cascavel/PR
195ª eliminação: 170 – NÚMERO NÃO VENDIDO
196ª eliminação: 186 – Sydney Silva – Cascavel/PR
197ª eliminação: 117 – Luiz Dall’Agnol – Cascavel/PR
198ª eliminação: 164 – Alexandre Magno Ferreira – Cascavel/PR
199ª eliminação: 019 – Fernando Orbite – São Paulo/SP (@forbite)

VENCEDOR: 045 – Paulo Krausse – Cascavel/PR

Cantoria, comilança e um fusquinha

Muitos foram os analisados, mas só um o escolhido. Depois de correr a cidade e alguns de seus arredores atrás de um bom fusquinha pra embarcar algum eleitor, e consegui encontrar aqui fotos desses quatro aí ao lado, eis que o exemplar da foto que está aí abaixo, ano 1973, foi o escolhido para a enésima edição da promoção que, em tendência inversa a quase tudo que dá certo, nasceu de uma coisa séria e depois virou brincadeira.

Pois é. Amanhã, sabadão, terei a companhia de pouco mais de uma centena de amigos – é a média das festas já realizadas – para um almoço. Vai ser na sede da Associação dos Jornalistas, que nada tem a ver com a nossa farra além da locação de sua estrutura. Costelões ao fogo de chão e pernil de porco (existe pernil de algum outro bicho?) vão comandar o cardápio da comilança, que vai rolar sob o acústico sertanejo da dupla Luiz Fernando & Felipe.

Com todos de pança cheia, e o rango, sempre muito bom, induz mesmo a exageros, os cantores vão tomar uma água, acho que em temperatura ambiente, enquanto vamos para o sorteio do fusquinha. Os números dos 200 candidatos vão para uma urna e os próprios participantes da festa vão tirando-os, um a um. Também em via inversa, número sorteado significa eliminação. O último que sobrar na cumbuca vai determinar o ganhador do brinde.

Em várias vezes, os dois ou três “finalistas”, por assim se definir, decidiram entre si pelo fim antecipado do sorteio, tornando-se todos sócios no carrinho e dando a ele o fim que bem entenderam.

O dia hoje está pra lá de carregado. Além de todos os detalhes da festa – bebida, lenha, compras, manutenção de última hora que o fusquinha exigiu, músicos, confecção dos números e mais coisas que devo estar esquecendo e só vou lembrar amanhã na hora da festa –, também é dia de apresentação de Luc & Juli, a magnânima dupla composta por mim e por minha esposa, no Barra Chopp. O que sempre também exige algum tempo de preparação.

E, em meio a isso tudo, preciso trabalhar. Espero os amigos hoje à noite no Barra e amanhã na festa do sorteio do fusquinha.

Guaporé, um passo à frente

Por e-mail, recebo release de uma associação gaúcha de atividade automobilística. O texto comemora o início de obras no autódromo de Guaporé. Transformação de boxes, recapeamento do traçado de 3.080 metros e melhorias nas áreas de escape. O trabalho todo vai consumir um milhão e meio de reais. A verba é federal, sua liberação pelo Ministério do Turismo foi fruto de gestões feitas pela comunidade organizada da cidade da Serra Gaúcha.

Estive quatro vezes em Guaporé. Em 2004 e 2005, narrei lá as corridas da Pick-up Racing. Nos mesmos anos, acompanhei como assessor de imprensa dos pilotos da Scania as etapas guaporeenses da Fórmula Truck. Traçado é uma delícia, experimentei-o duas ou três vezes com um carro de rua de câmbio automático e sem passar de 100 km/h, limite que me foi recomendado por alguém de lá que me permitiu as parcas voltas.

Uma restruturação eficiente, se confirmada – e isso é consideração minha –, poderá ressuscitar para o automobilismo brasileiro a pequena e agradável Guaporé. Uma cidade de pouco mais de 20 mil gentis moradores. Reza a lenda automobilística que há apenas dois hotéis em Guaporé, o Topo Giggio e o Las Carreras. Coincidência ou não, os dois onde fiquei. Deve haver mais, imagino, além ainda do seminário que sempre serviu como alojamento para os visitantes decorrentes das corridas. Há aeroporto, com pista de pouso de grama. Já desci lá uma vez, sob chuva forte, deu medo.

Cá pelas bandas de Cascavel também jaz um autódromo, que acolheu bons momentos entre as décadas de 70 e 90. O único patrimônio do autódromo, aliás, é seu rico passado. E, por aqui, o comparativo com Guaporé tem sido inevitável. Já na casa dos 300 mil habitantes, a cidade tem aeroporto – não é lá grande coisa, mas existe, e percebe-se em época de campanha eleitoral um esforço mais contundente pelas obras de readequação –, tem uma ampla e bem qualificada rede hoteleira, tem tudo que se pode esperar de uma cidade que recebe corridas de carros. E tem, repito, uma pista de corridas, carente de uma remodelação, ou de obras de infra-estrutura.

É aí que mora o perigo. Nos últimos anos, o autódromo de Cascavel tem sido um palco mais propício para debates que para corridas. Até há boa vontade por parte do Município em investir no autódromo, que para isso teria de não mais pertencer à iniciativa privada. Uma novela de décadas, já.

Enquanto isso, novos autódromos vão pipocando por várias partes do Brasil. Até mesmo pistas de rua, em que os carros são submetidos a desfiles e não a corridas, ganham força. E pistas como a de Cascavel, de Goiânia, de Caruaru, de Tarumã, vão ficando para trás.

Ponto para Guaporé, que conseguiu encontrar a luz no fim do túnel, e não me refiro ao túnel que passa por baixo da pista na entrada do miolo. Há até data para reinauguração do Autódromo Internacional Nelson Luiz Barro, com o máximo possível da melhoria que o automobilismo espera. O início da nova fase vai, inclusive, priorizar as raízes do esporte regional – a primeira corrida na nova pista, dia 22 de agosto, será uma etapa do bom Campeonato Gaúcho de Marcas & Pilotos.