Automobilismo de verdade

SÃO PAULO – No Paulista em Interlagos, automobilismo para todos os gostos. Talvez o Cleyton Pinteiro, reeleito na CBA, apareça por aqui no fim de semana para acompanhar as provas da última etapa do campeonato do ano passado. Eu, administrando um mundinho bem mais modesto, estiquei a passagem por São Paulo para estar perto dessa festa toda.

No exato momento em que escrevo do paddock, acontece a tomada de tempos da Copa Marshal de Marcas & Pilotos. 20 carros entre as categorias Super e Light. A Novatos tem mais uns 20 e tantos.

A Fórmula Vee, outro xodó do Paulista – que mantém esse blog aqui -, larga hoje com 26 carros, umas belezinhas como o da foto aí abaixo, de uma fila liderada pelo Adriano Griecco. Custo médio para disputar cada prova: R$ 3 mil. Automobilismo de verdade. Na Classic Cup, foram 29 carros na tomada de tempos, vão largar 31. Um mais bonito que o outro, os Chevette (ou “Chevettes”?) mais bonitos que todos eles.

E tem mais Força Livre, Spyder, Stock Paulista e, de quebra, o minguado Brazil Open de F-3, além do concorrido torneio de regularidade organizado pelo Jan Balder. A programação do evento é essa aqui. O show é bom. Falta só público para o circo. Falta de público que é problema crônico do automobilismo do Brasil como um todo. Não aprendemos a aprender com argentinos e americanos.

Não aprendemos a pensar na coletividade e trabalhar por ela, essa é a grande merda.

Pastéis de Belém (11)

Péssimo repórter que sou, não consegui extrair de muita gente, por aqui, informações mais precisas sobre o protótipo aí da foto, discretamente estacionado num dos boxes (ou “numa das boxes”, como dizem por aqui) do autódromo do Estoril. O Dú Cardim, entusiasta da recém lançada Fórmula Vee, será um dos primeiros a cobrar mais explicações.

Há três como esse, contaram-me. O “MP”, e batizei-o assim pela inscrição “Made in Portugal” nas laterais, é um protótipo construído aqui nos arredores por um grupo de jovens engenheiros para teste de motores a diesel e, como sugere a construção em formato biposto, para a execução de voltas rápidas com convidados pela pista. “Quando não há nenhuma outra atividade no autódromo”, conforme esclareceu outro frequentador assíduo daqui.

Não há carenagem. O carro é o que se vê nas fotos. O engenheiro que criou o “MP”, revelou outro patrício, pode aparecer por aqui durante o fim de semana. Caso venha, mesmo, vou procurar saber mais.

É um laboratório bastante aprazível, não há dúvida.