Inscrição com subsídio e mais pilotos

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CASCAVEL – Mudanças significativas no formato das 8 Horas de Interlagos. Escreverei pouco e rápido, porque estou de saída para tratar na rua uma questão relativa à própria corrida, que terá sua primeira edição no dia 18 de fevereiro.

Basicamente, são duas as mudanças que os organizadores me confirmaram agora há pouco. Uma delas é a que mais interessa aos pilotos: caiu o preço da inscrição. Melhor dizendo, a taxa continua em 6 mil reais por carro, conforme definido no ano passado, mas terá um subsídio. Esse subsídio será de 20% para equipes que cederem o espaço do parabrisa dos carros para o adesivo do patrocinador da prova – que já está definido e será anunciado em breve, parece-me que falta passar uma borracha em algum termo do contrato… Bem, nestes casos a taxa de inscrição por carro será de R$ 4.800, desde que o pagamento aos organizadores seja feito até o dia 13. O subsídio na inscrição também abrangerá quem fizer a inscrição a partir do dia 14, para quem a taxa será de R$ 5.250. Ninguém é obrigado a estampar o adesivo nos parabrisas, que fique bem entendido. Para tal, basta abrir mão do subsídio e pagar a taxa de 6.000 reais.

Outra mudança que o Interlagos Motor Club confirmou na reunião de agora há pouco, que atende ao que maioria dos pilotos interessados têm comentado, está no número de pilotos por carro, antes limitado a três. Agora podem ser inscritos até quatro competidores por carro.

O regulamento das 8 Horas de Interlagos pode ser conferido nesse link aqui. Há mais a falar sobre a prova de daqui a quase três semanas, mas além de eu estar atrasado para sair de casa a reunião do IMC em definiram pelo subsídio na inscrição e pela admissão de um piloto a mais por carro nem terminou ainda.

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Sprint Race em sete pistas

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A temporada que começa em abril vai ser a sexta da história da Sprint Race Brasil, que mantém suas corridas com transmissão em VT pelo BandSports e pela PlayTV. Continuo na narração.

CASCAVEL – Saiu nesta semana o calendário de eventos para a sexta temporada da Sprint Race Brasil. As oito etapas vão acontecer em sete pistas diferentes, em que pese o fato de só haver cinco autódromos indicados como sedes.

Curitiba vai receber três etapas da Sprint Race sem proporcionar repetições aos pilotos. A primeira vai desafiá-los no anel externo do autódromo. A quinta, abrindo a segunda metade da temporada, terá o traçado original cumprido em sentido inverso – o grid também será formado em ordem inversa à que for definida pelo treino classificatório, com o mais rápido da tomada de tempos largando em último e daí por diante. A última, fechando a temporada, terá suas corridas no traçado habitual do circuito curitibano e nessas os pontos serão atribuídos em dobro em relação ao sistema praticado nas demais etapas.

O único traçado que vai acolher os pilotos mais que uma vez é o de Interlagos, palco da segunda e da quarta etapa. A novidade na segunda vai ficar por conta da Superpole, um recurso já consagrado em tomadas de tempos de campeonatos como a Fórmula Truck, parece-me que também já foi utilizado na Stock Car, segue em vigor em vários campeonatos regionais de automobilismo. A quarta etapa terá uma bateria extra, a Corrida dos Convidados, que superou as expectativas da organização na primeira edição, no ano passado. Essa corrida vale pontos na tabela para os pilotos regulares do campeonato.

Cá em Cascavel receberemos as provas da terceira etapa da Sprint, em que a cereja do bolo para os pilotos será o set up livre dos carros – diferente do que ocorre nas demais etapas, em que um acerto padrão é configurado pela empresa promotora, os carros recebem as configurações indicadas pelos participantes para os treinos e corridas de Cascavel. Londrina terá o penúltimo evento do calendário, mantendo a tradição da corrida noturna, que me dá um pouquinho a mais de trabalho na narração para o BandSports e a PlayTV, mas que é um dos grandes baratos da temporada. E a novidade maior fica por conta do Velo Città, aquele autódromo paradisíaco inaugurado em 2012 em Mogi Guaçu, que receberá os Sprint Race pela primeira vez na sexta etapa da temporada.

Para manter a atrativa relação custo-benefício, que é uma das melhores do automobilismo brasileiro – ou seria a melhor? –, o Thiago Marques tratou cuidadosamente de escalar suas etapas na programação de outros eventos. Divisão de despesas com os promotores de outros eventos para viabilizar um custo baixo aos pilotos, e sei que o Thiago é bem, hã, sistemático quanto a isso.

Seis etapas vão somar atratividade com os campeonatos metropolitanos de Cascavel, Londrina e Curitiba ou, no caso de Interlagos, com o Paulista de Automobilismo. Na ida inédita ao Velo Città a categoria vai acompanhar mais uma edição dos 500 Quilômetros de São Paulo. A dúvida da companhia da Sprint Race, por ora, está na etapa de dezembro, que encerra o calendário no dia 3 de dezembro. Esta foi uma das duas datas apontadas pela Fórmula Truck no calendário distribuído à imprensa anteontem para sua etapa final, também em Curitiba. Caso seja esta a opção da Truck, as duas categorias vão revezar a pista ao longo do fim de semana; caso não, os monopostos carenados vão intercalar treinos e corridas com o Campeonato Paranaense de Motovelocidade.

Também numa programação de Metropolitano, antes do campeonato começar, a Sprint Race terá em Curitiba um fim de semana de treinos coletivos, isso nos dias 11 e 12 de março. Vai servir tanto para o primeiro contato de novos nomes quanto para tirar o ferrugem dos pilotos que continuam no grid. Não tenho a lista completa aqui. Sei que Caê Coelho, Cássio Cortes, Cláudio Buschmann, Eduardo Berlanda/Juninho Berlanda, Erik Mayrink, Gabriel Lusquiños, Gerson Campos, Jorge Martelli e Nuno Pagliato estão entre os já inscritos. Até pensei em perguntar ao Thiago quem são os outros, mas ele está curtindo as férias ali naquele lugar perto do boteco onde vendem espetinhos e hambúrgueres e charutos de todas as variedades possíveis, então preferi não incomodar com assuntos de trabalho.

Ah. E vai ser meu sexto ano na narração das corridas da Sprint Race na televisão.

O CALENDÁRIO DA SPRINT RACE EM 2017

12 de março, Curitiba – treino coletivo oficial

9 de abril, Curitiba – primeira etapa, anel externo

30 de abril, Interlagos – segunda etapa, com Superpole

28 de maio, Cascavel – terceira etapa, com set up livre

30 de julho, Interlagos – quarta etapa, Corrida dos Convidados

20 de agosto, Curitiba – quinta etapa, circuito e grid invertidos

24 de setembro, Velo Città – sexta etapa

5 de novembro, Londrina – sétima etapa, Night Challenge

3 de dezembro, Curitiba – oitava etapa, pontuação em dobro

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O traçado de Interlagos será o único que os pilotos repetirão no calendário de oito etapas da Sprint Race Brasil. Sim, Curitiba receberá três etapas, mas cada uma ocorrerá em um traçado diferente.

Novo campeonato em Piracicaba

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A foto produzida pelo Adilson Zavarize mostra a chuvosa etapa final da Copa ECPA de Marcas & Pilotos do ano passado: Piracicaba vai ser, a partir de fevereiro, a quarta pista do meu pobre currículo

CASCAVEL – Dá gosto observar uma tendência adicional das corridas de Marcas & Pilotos 1.6 no automobilismo brasileiro. Além dos sempre atrativos campeonatos regionais, a categoria tem consolidado corridas próprias de longa duração. O exemplo mais evidente é o da Cascavel de Ouro, que nas três últimas edições ateve seu grid aos modelos de produção em série, sem divisão de categorias. Na carona da corrida daqui, e para se suprir o que se pode considerar uma lacuna no calendário paulista, acabaram de lançar as 8 Horas de Interlagos.

E não para por aí. Uma das novidades de 2017 é a Copa ECPA de Endurance, que terá a primeira de suas quatro etapas no dia 4 de fevereiro, um sábado, e as datas das outras três etapas, ainda indefinidas, serão comunicadas aos pilotos durante o evento do mês que vem. ECPA é a sigla para Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo, cuja sede contempla autódromo, kartódromo e uma baita estrutura para eventos automobilísticos e automotivos. O que não significa o fim das corridas curtas da Copa ECPA de Marcas & Pilotos – essa, que existe desde 2001 e assumiu o formato atual quando a pista foi asfaltada em 2008, mantém suas seis etapas, em calendário alternado com o das provas de longa duração.

Atenhamo-nos ao Endurance, que é o propósito desse post. A corrida do dia 4 terá duração de três horas. Os pilotos podem participar em duplas ou em trios. Os carros seguem o regulamento técnico do Campeonato Paulista de Marcas & Pilotos. Há uma particularidade no regulamento desportivo: o grid também estará liberado para os carros da categoria Tubular, que costumam oferecer tempos de volta cerca de três segundo mais rápidos que os de Marcas. O grid das Três Horas de Piracicaba (acabei de batizar assim) estará restrito a 32 carros e, caso esse limite seja superado, haverá duas corridas, uma para Marcas e outra para F-Tubular; se ficamos dentro da cota dos 32 carros todos vão juntos para a pista, obviamente com classificação em separado. Aposto em duas corridas separadas, considerando que há cerca de 25 carros da F-Tubular na ativa atualmente, nas provas de asfalto e de terra – são os mesmos carros.

Essa corrida vai ser o meu primeiro compromisso em automobilismo no novo ano. Recebi e aceitei o convite do Guilherme Reischl e do Luís Piccolo para integrar um dos quatro trios da Phoenix Competições. Vai ser a 12ª corrida do meu ainda parco currículo, pela quinta equipe diferente. Pode ser, espero que seja, meu quinto pódio no automobilismo.

Enfim, as inscrições para a primeira etapa da Copa ECPA de Endurance custam R$ 1.200,00 por carro, independente de haver dois ou três pilotos no carro. Informações mais detalhadas para encaminhamento do procedimento de inscrição podem ser colhidas pelo fone (19) 3438-7174, do ECPA.

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Partiu do Guilherme Reischl, gaúcho que conheci no Porsche GT3 Challenge, o convite para eu estar no grid das 3 Horas de “Pira”. Vou correr pela mesma equipe que ele, a Phoenix Competições, do Luís Piccolo

As 8 Horas de Interlagos

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O grid das 8 Horas de Interlagos (o nome correto é “1º Endurance do Marcas & Pilotos”) deverá reunir os modelos Fiat Palio, Fiat Uno, Ford Fiesta, Ford Focus, Ford Ka, GM Celta, GM Corsa, Renault Clio e VW Gol

CASCAVEL – Eu jurava já ter publicado algo a respeito, mas procurei no blog e não encontrei. Talvez tenha feito confusão com algo postado no Facebook. Enfim, é fato que o dia 18 de fevereiro vai marcar o início de uma nova história no automobilismo brasileiro, com a realização das 8 Horas de Interlagos.

Bem, a corrida na verdade não tem esse nome. Já me falaram o motivo, que me foge agora, mas eu prefiro chamá-la assim, de 8 Horas de Interlagos. A menos que os promotores convoquem um motim capaz de barrar minha inscrição, é nesses termos que vou tratá-la pelos próximos quarenta dias. Acho pomposo. Bobagem minha.

Enfim, o evento “Endurance Interlagos” terá corridas nos dias 18 e 19, de várias categorias. No caso específico das 8 Horas, o grid estará restrito aos carros da Marcas & Pilotos 1.6 (categoria que tanto vai render assunto no automobilismo em 2017…). Largada às quatro da tarde, chegada à meia-noite, com pódio provavelmente também à meia-noite – a corrida terá bandeira quadriculada exatamente no fim do horário brasileiro de verão, o que retrocederá os relógios às onze da noite. O regulamento determina oito pit stops obrigatórios, sem janela de tempo pré-determinada. Sete deles têm duração mínima de quatro minutos; outro terá mínimo de 15 minutos.

Nem é necessário fazer comparações com a Cascavel de Ouro, que desde 2014 transcorre sob regulamento parecido e com carros da mesma categoria. “O regulamento de Cascavel deu certo e teremos um parecido na corrida de fevereiro”, foi o que ouvi de Aldo Piedade Júnior quando anunciou em julho, durante o briefing da oitava etapa do Paulista de Marcas, a realização da corrida. Piedade Júnior é piloto instrutor da escola Alpie e parceiro do Interlagos Motor Clube e do Instituto Auto Brasil, organizadores do evento que terá obviamente supervisão da Federação de Automobilismo de São Paulo.

A diferença mais notável em relação à Cascavel de Ouro está na duração da disputa – a corrida cascavelense tem apenas (apenas?) quatro horas. Outra diferença diz respeito à taxa de inscrição, que é cobrada por carro, e não por piloto. São R$ 6 mil por carro. O número de pilotos por carro é o mesmo nas duas provas – duplas ou trios.

As pré-inscrições, aliás, já estão em andamento. Devem ser encaminhadas por e-mail, para o endereço imc@interlagosmotorclube.com.br. As mensagens devem conter nome completo de cada piloto, seu “nome artístico” (campos em que eu preencho obviamente Luciano Diniz Monteiro e Luc Monteiro), marca e modelo do carro inscrito, número do cadastro na Confederação Brasileira de Automobilismo (é o que consta na carteira de piloto), nome da equipe, contatos telefônicos e de e-mail e o número do carro. Em caso de dois ou mais carros serem pré-inscritos sob o mesmo número, terá preferência no número em questão a equipe que efetuar primeiro todo o procedimento – confirmação de pagamento incluída. Os regulamentos técnico e desportivo do 1º Endurance do Marcas & Pilotos, esse é o nome oficial, podem ser consultados nesse link aqui. O número de carros participantes? Bem, aí o trabalho vai ser bem árduo, e sei muitíssimo bem do que falo. Para dar um palpite, e meus palpites são sempre certeiros, arrisco que vamos igualar na primeira edição da prova paulista os 42 carros que foram inscritos na Cascavel de Ouro de dois meses e meio atrás.

Como imagino que o Luís Filgueiras vai trocar o sossego de Juiz de Fora por um fim de semana de diversão em Interlagos, terei de pensar em uma alternativa ao 66 velho de guerra. Será que posso me inscrever como 66-B?

Largada em duas rodas

copa-pr-sulCASCAVEL – A temporada das competições oficiais da velocidade em Cascavel vai começar mais cedo que de costume. O Autódromo Zilmar Beux vai receber pilotos e equipes de várias partes do país nos dias 11 e 12 de fevereiro para o Torneio Verão de Motovelocidade.

Vai ser um fim de semana para fã de motociclismo nenhum apontar defeito, culminando em três corridas no sábado e outras seis no domingo. O maior grid tende a ser o da Força Livre, com motos de 250cc e de 300cc. Haverá, ainda, o da 300cc Pro e o grid conjunto da 1.000cc/600cc. Cada categoria terá três corridas, sendo uma no sábado e duas no domingo.

Os regulamentos do Torneio Verão são os mesmos praticados na Copa Paraná-Sul, que o Orlei Silva criou em fins de 2015 e que foi um sucesso tremendo na temporada passada – as fotos que ilustram esse post, produzidas pelo Sérgio Sanderson, dão uma leve ideia disso. O torneio terá supervisão da Federação Paranaense e da Confederação Brasileira de Motociclismo.

Pilotos e equipes podem encaminhar inscrições e colher informações mais detalhadas diretamente com  o Orlei, pelo número celular (45) 9 9952-2360.

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O Fitti-V de Emerson à venda!

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Emerson Fittipaldi a bordo do Fitti-V em fins da década de 60, pouco antes de tomar o caminho da Europa para conquistar o mundo. Em dois anos foram fabricados 52 unidades desse carro.

CASCAVEL – Se há uma coisa que recebo quase diariamente é informação de carros de corrida que estão à venda em vários cantos do Brasil. Motivo pelo qual quase deixei de dar a devida atenção ao telefonema que recebi do Anderson Portes, piloto aqui de Cascavel que queria falar sobre um carro de corridas que tem para vender. Mas não era sobre o Ford Ka com que atua no Metropolitano de Marcas & Pilotos. Sei lá por quais meios, o Portes está envolvido na negociação do Fitti-V com que Emerson Fittipaldi disputou algumas temporadas do Campeonato Brasileiro de Fórmula V há cinquenta anos.

Emerson e Wilsinho Fittipaldi comandaram a fabricação de 52 unidades do Fitti-V quando o Brasil importou o regulamento da categoria que já existia na Europa havia alguns anos. O que veio parar no Sul do país, que Emerson conduziu na conquista do título brasileiro de 1967 vencendo cinco corridas, completa 50 anos de fabricação em 2017 e já foi visto em exposição e mesmo em pleno uso em uma série de eventos relacionados ao automobilismo de coleção e de competição. Um exemplar raro que, nas viagens que ainda proporciona ao passado das corridas de automóveis, chega aos 170 km/h.

 

O carro é o mesmo que Felipe Massa, então piloto da Sauber na Fórmula 1, testou na década passada para uma reportagem do “Auto Esporte”, à época apresentado pela Silvia Garcia – hoje quem comanda o programa dominical na Globo é a queridíssima Millena Machado. “Até que acelera, a caranguinha aqui”, testemunhou Massa, em depoimento onboard que pode ser visto na reportagem do AE. “Vivi o passado nesse carro, foi uma experiência que não vou esquecer pelo resto da minha vida”. Vale – e muito – ver o vídeo.

A relíquia está à venda por R$ 105 mil. Quem tiver real interesse na aquisição pode contatar o Portes por e-mail – o endereço dele é anderson@eurotec.net.br. É de se imaginar que o simpático carrinho vá parar na sala de algum apaixonado por automobilismo, como excêntrica peça de decoração. A nós, não custa sonhar vê-lo no grid de alguma corrida de carros clássicos dessas que existem aqui e ali. Sonhar é de graça.