Na íntegra: Porsche Império GT3 Cup 2017, 1/9

CASCAVEL – Meu sábado de corridas foi pilotando o microfone. Começou ontem, afinal, a temporada de 2017 do Porsche Império GT3 Cup e também da Fórmula 3 Brasil. Narrei todas as corridas da programação para a transmissão ao vivo do Grande Prêmio, tendo o Marcelo Gomes como comentarista. Haverá exibição na televisão, também, nos próximos dias. Vamos informando tudinho por aqui.

O vídeo disponibilizado rapidamente no YouTube pela produção da Cup contempla tudo o que mostramos ao longo do dia. São mais de seis horas de conteúdo. Para facilitar um pouco a vida de quem procura algo em específico, decupo aqui os instantes em que começa a transmissão de cada corrida. Aos 15min, abrimos a primeira corrida da F-3. Ainda considerando a contagem do vídeo, segunda prova da F-3 começa a 3h59min.

No caso das corridas de Porsche, a transmissão da primeira prova da categoria Cup começa a 1h20min do vídeo. A corrida única da Challenge está a partir de 2h25min. Haveria uma segunda corrida da Cup, como de costume, mas que acabou frustrada pela chuva que empoçou água em muitos pontos da pista. Os pilotos chegaram a largar, conforme vemos a partir de 5h27min, mas as condições de segurança bastante aquém das ideais forçaram a interrupção de tudo com bandeira vermelha. Os pilotos, em reunião no box número 4, decidiram por não correr – a prova será reposta na próxima etapa, dia 6 de maio em Interlagos.

Vale citar, ainda, que a 2h10min do vídeo nós batemos um papo com o novo presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Waldner “Dadai” Bernardo, que falou um pouco sobre as perspectivas para seus quatro anos anos à frente da entidade.

Cascavelense no Porsche Cup?…

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David Muffato recebendo instruções de Vinícius Quadros, engenheiro do Porsche GT3 Cup, antes de seu primeiro teste com um carro da categoria, em Interlagos.

CASCAVEL – Nada certo, ainda, mas é muito possível que o automobilismo de Cascavel tenha, pela primeira vez, um representante no Porsche GT3 Cup Brasil. Pelo que observei a certa distância na sexta-feira em Interlagos, arriscaria apostar alguns cobres na presença de David Muffato no grid das nove etapas de 2017.

Faz tempo, e disso eu já sabia, que o David está ensaiando uma aproximação sem compromisso com a categoria. Faria um teste em dezembro, mas sua agenda de trabalho impediu a ida a São Paulo no dia em que houve uma atividade assim para alguns pilotos. Houve outra bateria de treinos experimentais anteontem cedo. Dener Pires avisou o David sobre a data umas duas semanas atrás, houve tempo de sobra para que a operação toda fosse programada e lá estava o David pronto para saber de fato como é acelerar um Porsche GT3 911 da geração 991. “Fazia tempo que eu queria conhecer o carro, conhecer a estrutura do campeonato mais de perto. Quando o Dener falou que haveria esse teste de fevereiro eu disse ‘opa!, vamos lá’, e dessa vez consegui me programar e fazer o teste”.

Para quem competiu por 13 temporadas na Stock Car, onde foi campeão em 2003, o comparativo entre os dois carros foi inevitável. Até porque seu primeiro referencial direto no Porsche Cup foi outro campeão da Stock, Max Wilson, um dos pilotos consultores da categoria – foi, também, o comentarista da minha primeira transmissão de TV, em 2009, para o finado Speed Channel. “Fiz uma sequência de voltas com pneus usados e os tempos foram muito bons, segundo a telemetria mostrou, comparando com uma volta do Max com pneus zero (quilômetro)”, contou. “E o carro me surpreendeu, um carro muito bom, prazeroso de guiar, e muito confortável”, frisou, estabelecendo o primeiro comparativo com o Stock Car.

Isso porque o habitáculo do Stock, ao que parece, não é dos mais hospitaleiros para grandalhões de mais de um e oitenta como David, Thiago Camilo e Átila Abreu, só para dar dois exemplos mais. “Uma coisa que eu sempre critiquei, não só eu como vários outros pilotos, é que o carro da Stock Car foi construído para pilotos que têm 1,72, 1,75. Eu e outros pilotos que têm mais de 1,80 sempre sofremos um pouco dentro dos carros da Stock, era desconfortável, tudo isso”, rememorou. “E no Porsche é o contrário, você se adapta rapidamente, você pode mexer o volante para cima ou para baixo, o banco, e fica muito confortável, dá tranquilidade e segurança para guiar”, ilustrou.

A avaliação do desempenho do GT3 Cup fluiu igualmente em forma de comparativo. “Me surpreendeu, porque a potência dele é maior que a do Stock. De curvas o Porsche é um carro muito bom, como o Stock também é. Só nas freadas é que a gente consegue ser um pouquinho mais agressivo com o Stock. Mas achei muito legal. O prazer de guiar um carro rápido como o da Porsche que guiei na sexta-feira me deixou muito feliz. O carro é muito, muito bom”, falou.

David Muffato não foi o primeiro cascavelense a acelerar um carro da categoria. Pedro, seu pai, teve essa experiência quase dois anos atrás, na programação da única etapa que o Porsche GT3 Cup realizou em Cascavel em suas 12 temporadas de história. Daniel Kaefer, no mesmo dia, teve experiência parecida e ensaiou uma estreia efetiva na categoria, mas preferiu continuar disputando a Copa Petrobras de Marcas, onde está desde 2014.

David pode ser o primeiro piloto da cidade a alinhar num grid. É uma hipótese que ele não faz a menor questão de descartar. Pelo contrário. “Vamos ver. Agora é questão de conversar com o Dener, e conforme as coisas acontecerem pode ser que eu vá correr de Porsche em 2017”. Deve correr. E por que esse palpite meu? Nada científico, nem fruto de alguma informação privilegiada que eu tenha conseguido com o Dener, o Vini, o Enzo, a Regina ou qualquer outro integrante do staff (tentei aportuguesar, como sempre, mas “estafe” fica horrível). É apenas palpite, mesmo. E porque tenho dito desde que trocou a Stock Car pela Fórmula Truck, em fins de 2013, que o David tem o perfil de um piloto de ponta do Porsche GT3 Cup. Parece que vou poder conferir isso.

Porsche GT3 Cup abre nova fase

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O carro número 0 de Cacá Bueno e Cláudio Dahruj, que voltam a correr em dupla no campeonato de longa duração que integra a temporada do Porsche GT3 Cup

SÃO PAULO – Tendo seu carro pintado, ou plotado, nas cores da Cimed, marca que patrocina a equipe de seus principais adversários na Stock Car (hum…), Cacá Bueno faz neste fim de semana, cá em Interlagos, sua estreia no Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Ele retoma com Cláudio Dahruj a dupla vice-campeã brasileira de GT em 2012, ano em que pilotaram um modelo Z4 da BMW na equipe de Antonio Hermann.

A etapa do Porsche GT3 Cup em Interlagos, quinta das nove que formam o calendário de 2016, é também a primeira das três que têm o formato de longa duração, experimentado no fim do ano passado em uma divertida corrida extracampeonato que pode ser vista na íntegra nesse link aqui, que reproduz a transmissão ao vivo em que narrei tendo o irreverente Paulo Gomes como comentarista.

Uma única corrida, tendo na pista os carros das duas categorias (Cup e Challenge). Serão 29 os carros na pista, com duplas que revelam, por exemplo, quatro pilotos que tiveram passagens pela Fórmula 1 – a saber, Nelsinho Piquet, Ricardo Zonta, Ricardo Rosset e Gaston Mazzacane. Zonta e Mazzacane também fazem suas estreias no campeonato.

A corrida vai ter transmissão ao vivo, a partir das 14h30 deste sábado na internet. Os fãs da categoria poderão acompanhar a transmissão pelo perfil de Facebook do campeonato, ou diretamente pelo canal de YouTube do Porsche GT3 Cup, ou ainda pelo site da categoria. Essas duas últimas opções valem, também, para os treinos classificatórios, que vão começar às 16h de hoje, sexta-feira. Essas transmissões terão minha narração, comentário do Marcelo Gomes e geração de imagens da MasterTV/CATVE. Haverá a exibição em VT pela Band tão logo terminem os Jogos Olímpicos do Rio.

Logo abaixo, ao fim do post, indico a lista das duplas que vão disputar a etapa de amanhã, que terá percurso de 300 quilômetros, ou duração máxima de dua horas e meia.

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O carro de Pedro Queirolo e Marcel Visconde, que venceram a prova experimental de dezembro. A foto foi feita nos treinos de ontem. Agora, o número no parabrisa é o 1.

00 – Ricardo Rosset/Lucas Foresti (Cup)

0 – Cacá Bueno/Cláudio Dahruj (Cup)

1 – Pedro Queirolo/Marcel Visconde (Cup)

2 – Márcio Basso/Nonô Figueiredo (Cup)

3 – Sérgio Jimenez/Rodrigo Baptista (Cup)

4 – Beto Leite/Alberto Valério (Cup)

5 – Pedro Piquet/Nelsinho Piquet (Cup)

6 – Ricardo Zonta/Alan Hellmeister (Cup)

7 – Miguel Paludo/Beto Gresse (Cup)

8 – Dario Giustozzi/Gaston Mazzacane (Cup)

12 – Christian Hahn/Renan Guerra (Challenge)

16 – Marcelo Hahn/Allam Khodair (Cup)

19 – Rodrigo Mello/Tom Filho (Challenge)

21 – Eloi Khouri/Marco Cozzi (Challenge)

25 – Maurício Salla/Guiulherme Reischl (Challenge)

27 – Nando Elias/Marçal Müller (Challenge)

34 – Maurizio Billi/Ricardo Maurício (Cup)

38 – Roberto Samed/Márcio Mauro (Challenge)

44 – Paulo Pomelli/Diego Nunes (Cup)

50 – Ramon Alcaraz/William Freire (Challenge)

52 – Clemente Lunardi/Beto Posses (Cup)

56 – Otávio Mesquita/Cristiano Piquet (Challenge)

69 – Sérgio Maggi/Mau Zanella (Challenge)

77 – Daniel Schneider/Ricardo Baptista (Cup)

81 – Gil Farah/Marcelo Franco (Cup)

88 – Eduardo Rocha Azevedo/Sylvio de Barros (Cup)

89 – Daniel Paludo/Carlos Ambrósio (Challenge)

90 – JP Mauro/Gabriel Casagrande (Cup)

91 – Luiz Arruda/Marcus Vario (Challenge)

Nosso 13º palco

Termas 15TERMAS DE RÍO HONDO – Começou movimentada a primeira apresentação do Porsche GT3 Cup Challenge em Termas de Río Hondo. A sexta-feira foi inteiramente reservada aos treinos preparatórios e às atividades da categoria brasileira, que entre sábado e domingo dividirá a programação e a atenção do público argentino com a Top Race V6, que é o que há de melhor no bom automobilismo daqui.

É o 13º autódromo que o Porsche GT3 Cup visita em 12 temporadas de história – os demais foram os de Interlagos, Curitiba, Jacarepaguá, Santa Cruz do Sul, Velopark, Velo Città, Cascavel e Goiânia, todos no Brasil, além de Buenos Aires, aqui mesmo na Argentina, Estoril e Algarve, ambos em Portugal, e Barcelona, na Espanha.

Há pouco os boxes receberam a visita de Ricardo Sosa, secretário de Turismo da cidade, que trouxe as boas vindas do governo local ao Porsche GT3 Cup. Será um fim de semana de muitos atos sociais, também. Na pista, a conclusão de todo mundo é uma só: o traçado é extremamente desafiador. Garantia de boa carga de emoções em treinos e corridas.

Composto por 11 curvas e com extensão de 4.805 metros, o traçado do autódromo, bastante seletivo, se faz caracterizar por uma reta com 1.070 metros de extensão. Pelo traçado original de 4.275, inaugurado em 2008, essa reta, que sucede a reta dos boxes, atinge 1.340 metros – uma sequência de cotovelos foi adicionada ao projeto inicial a pedido dos organizadores do MotoGP, para que o Mundial pudesse ter suas etapas pelas bandas de cá. A foto aí acima, que na verdade é a foto da foto que foi tirada alguns anos atrás e estampa uma das paredes de cantinho que descolamos aqui, mostra o traçado completo.

Vamos usar o traçado do MotoGP, também.

Em se tratando do Porsche GT3 Cup, nossa programação do sábado prevê treinos classificatórios a partir das 12h40 para a categoria Challenge e a partir das 14h10 para a Cup. A abertura das rodadas duplas, também no sábado, terá o início das atividades da Challenge às 15h20 e da Cup às 17h05. No domingo, a corrida da Challenge abre programação às 9h30 e a da Cup, às 11h40. Não há diferença de fuso horário em relação a Brasília e todas as atividades descritas neste parágrafo terão transmissão ao vivo pelo canal no YouTube. Também será possível assistir a tudo isso simplesmente acessando o site da categoria.

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E eu vou colocando meu 25º autódromo no currículo, conta que inclui as pistas de rua de Vitória, Ribeirão Preto, São Paulo (Anhembi) e Salvador.

O susto anterior

CASCAVEL – Já fazia mais de dois anos que eu não me via obrigado a narrar uma capotagem. Foi na tarde de 8 de junho de 2013, um sábado, que o Marcelo Franco pegou a todos nós de surpresa com sua capotagem na descida do Lago em Interlagos, durante a terceira etapa do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil.

“Perto desse o meu virou criancinha”, falou o Marcelo no último domingo, depois do acidente espetacular de Pedro Piquet em Goiânia. Concordo com ele, sem desmerecê-lo.

Deu no JN

CASCAVEL – Nada a acrescentar ao que já escrevi e falei sobre o assunto. A matéria que o “Jornal Nacional” exibiu ontem sobre o acidente de Pedro Piquet em Goiânia fala por si só. A ressalvar, apenas o fato de que o piloto teve, sim, uma fratura de menor gravidade na mão esquerda – os exames de domingo haviam descartado qualquer fratura, segundo me havia informado ainda no domingo o doutor Dino Altmann, chefe da equipe médica do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil.

Ao Motorsport.com, admiti ter temido pelo pior quando vi, a poucos metros da janela da sala de onde narrava a corrida, o carro número 6 voando pelos ares em meio a uma tempestade de poeira.

A reportagem do “JN” segue reproduzida abaixo.

Momentos antes da exibição no “JN” falei com Ricardo Baptista, por telefone. Ele me confirmou o furo no pneu antes do toque final no carro de Pedro, episódio posto em dúvida ontem por quem opinou sobre o assunto – essas discussões, ao fim das contas, tornam-se saudáveis por colocar todo mundo envolvido atrás da informação precisa. Pedrinho, ao “JN”, ratificou a questão do pneu furado.

E Piquet pai, ao repórter da Globo, definiu o acidente do filho como “espetacular”…

Sem bruxas

GOIÂNIA – Li muita coisa hoje, muita mesmo, sobre o acidente de cinema que Pedro Piquet sofreu no Porsche GT3 Cup em Goiânia. Esse do vídeo aí acima, que seguramente todo mundo já viu. Foi compartilhado à exaustão e ganhou o mundo. Além da plástica da sequência de nove capotagens em seis segundos e meio, a coisa toda envolveu um filho de Nelson Piquet. O nome pesa, numa hora dessas.

Todo mundo viu-se obrigado a dar uma opinião, a tentar arrematar a questão. É assim, em tempos de internet, não há como fugir disso diante de fato algum, sobretudo num evento relevante como o voo espetacular de Pedrinho. Na narração da corrida, defini a imagem do acidente como “espetacular”. Soube, momentos mais tarde, que dos boxes Nelson retrucou meu termo com um sonoro palavrão. Faz parte.

Li pessoas demonizando Pedro por ter arriscado uma ultrapassagem pelo lado de fora da pista. Estranho. O pouco que aprendi sobre automobilismo em alguns anos pulando de pista em pista me levou a crer que corridas de carros consistiam em pilotos tentando ultrapassar quem vai à frente e pilotos tentando evitar a ultrapassagem de quem vem atrás. Exatamente o que acontecia com Pedro e Ricardo Baptista. Li, também, pessoas afirmando categoricamente que Pedro havia sofrido fratura, ou fraturas, no braço. Uma pinoia, não fraturou nada.

Igualmente, li pessoas demonizando Ricardo, acusando-o de manobra desleal, de não ter sido habilidoso o suficiente, tratando-o por adjetivos chulos. Ora, como não é habilidoso um piloto que já ganhou umas vinte corridas (não tenho o número exato aqui), que foi duas vezes campeão no próprio Porsche GT3 Cup?

Pedro estava hospitalizado e não declarou nada a ninguém, exceção ao comentário com que legendou uma foto postada em seu perfil no Instagram – “Tudo certo, pessoal, pequeno susto aqui, estou ótimo. Obrigado por todo o apoio”. Ninguém perguntou ao Ricardo o que foi o acidente – a única coisa que tive oportunidade de perguntar a ele, enquanto os pilotos reuniam-se a uma sombra à espera da nova largada e discutiam entre si a situação, era se ele estava legal; respondeu que sim com um movimento de cabeça, o olhar ainda um tanto distante. Não o vi mais.

Mas soube que, a partir do primeiro toque lateral entre os dois carros, na saída da curva Dois, o pneu dianteiro esquerdo de Ricardo furou, o que explica sua guinada repentina para a esquerda. Seu carro, sem o apoio do pneu dianteiro, ficou desgovernado e atingiu o de Pedro, e foi essa a causa do acidente. Simples assim. Corridas implicam um risco iminente. Nelson, que conhece bem todos os pormenores desse esporte, não deu chiliques. Tratou de dar um pique a pé até o local do acidente, uns 700 metros distante do box onde estava. Viu a situação de perto por uns segundos, respirou, relaxou e se afastou para não comprometer o trabalho da equipe médica que providenciava o resgate do menino. E embarcou com a maca que levava Pedro imobilizado até o hospital, e lá permanece até agora, quase dez da noite, e lá deve passar a noite ao lado do filho, que deve receber alta pela manhã – fica sob observação.

Meio besta esse negócio de caçar culpados em tudo. Motorsport is dangerous, avisam os regulamentos e as credenciais, entra nele quem quer. Pedro continua querendo, e tem o aval do pai para isso.

No fim de semana goiano dividi quarto com o Luís Ferrari, jornalista que acompanha de perto a trajetória da família Piquet nas pistas. Há pouco, ao sair esbaforido para o aeroporto, o Ferrari me cumprimentou e disse que vamos lembrar bastante do dia de hoje quando o Pedro for campeão mundial.

Minha admiração por esse menino, o Pedro, tem aumentado gradativamente nos últimos meses. Depois do papo que tive com ele na última sexta, aliás, ele ganhou mais um torcedor. Vou aplaudir bastante se o dia que o Ferrari preconizou chegar.

foto (3)

Mais cedo, assim que cheguei ao hotel, vi no Facebook a indagação de um amigo que corre no Paulista de Marcas & Pilotos e que daqui a duas semanas vai estrear no Mitsubishi Lancer Cup sobre o que eu poderia dizer sobre responsabilidades acerca do acidente e sobre retaliações que eu pudesse eventualmente ter da direção do campeonato se opinasse para algum lado. Respondi-lhe que no Porsche GT3 Cup não existe esse tipo de melindre, não haveria por que existir – não se pratica lei do cabresto por aqui, em resumo. Disse também que, embora não me sentisse obrigado a ter alguma posição sobre o assunto, preferia examinar com todo o cuidado as imagens do acidente antes de comentar qualquer coisa. Mas, em atenção a esse amigo e a outros mais que possam ter interesse nas minhas considerações quase sempre dispensáveis, estou reunindo opiniões/informações/confidências sobre os episódios de hoje em um texto que estará disponível amanhã cedo no Motorsport.com.

(ATUALIZANDO EM 22 DE SETEMBRO, ÀS 11h14)

Já repiquei por outros meios. De qualquer forma, as impressões que prometi publicar no Motorsport.com estão nesse link aqui.