O kart na TV

GOIÂNIA – Olhem que legal, isso. Números do SporTV que dão uma boa noção do sucesso que foi a iniciativa da CBA de viabilizar a transmissão ao vivo das corridas finais do 52° Campeonato Brasileiro de Kart. Que aconteceram na pista do Beto Carrero nos dois últimos fins de semana, com recorde de mais de 500 pilotos participantes, não lembro o número exato.

Os cálculos de retorno de mídia, uma conta um tanto subjetiva mas que publicitários e profissionais de marketing leem muitíssimo bem, apontam para um resultado superior a R$ 8,6 milhões. Lido um pouco com números assim, às vezes, o suficiente para atestar que é um patamar dos mais louváveis.

Aplauso aos que fizeram a coisa acontecee. O bom e velho kart faz por merecer há décadas uma projeção de mídia dessa magnitude.

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Vintage

VINTAGE 1

CASCAVEL – Acompanhei de longe e com pouquíssimo critério a disputa do Brasileiro de Kart do último fim de semana no Velopark, mal sei até agora quem foram os campeões – algo de que vou tratar de me inteirar à noite, em casa.

Até agora, mais até que a homenagem prestada pelos dirigentes aos maiores papa-títulos do campeonato, o que me chamou atenção foi a realização de uma corrida com kart dos tempos idos. Devidamente batizada como Vintage, a nova série vai integrar todas as competições nacionais.

O recém-aposentado Luiz Aparecido, que cobriu o Brasileiro no Velopark, conta a história toda em seu site Cascavel News, observando a dica de pronúncia. As fotos desse post são da lavra do Mário Ferreira.

VINTAGE 2

A primeira turma

PEDRALLI

RIBEIRÃO PRETO – Já faz algum tempo que o piloto-DJ – ou seria DJ-piloto? – André Pedralli vem se dedicando à escola de kart que fundou em Cascavel. Visitei-o durante um sábado de atividade em pista, senti-me tentado até a levar o Luc Júnior para fazer um módulo do curso, ideia da qual declinei diante do óbvio risco do moleque gostar da brincadeira, o que me levaria à falência sem escalas.

Enfim, a escolinha, como o André chama, completou em fins de 2014 seu primeiro ano de funcionamento. Hoje ele fez a entrega dos certificados aos primeiros alunos, digamos assim formados. Luana Chaves, de 11 anos, e Renan Santos, de 12 anos, já têm até alguns títulos amealhados em suas carreiras ainda breves no kartismo. João Victor Reis Rodrigues, de 10 anos, Filipe Kondrat e Gustavo Carneiro, ambos de 12, foram os outros certificados.

A foto mostra a Luana, o João Victor, o André, o Renan e o Filipe – justo hoje, dia da certificação formal, o Gustavo não pôde aparecer.

O Pedralli Racing School (inventei esse nome agora) está disponível para crianças a partir de 6 anos, no caso de treinos em que pensei em incluir o Luc Júnior, e a partir de 7 anos, para as que vão tomar parte das competições oficiais.

Highlights

CASCAVEL – Todo mundo já viu esse vídeo, matéria do SporTV que mostra Rubens Barrichello emocionado na estreia de Dudu, o filho mais velho, nas competições de kart.

Não estou certo de que todo mundo tenha visto esse outro vídeo, que me foi mandado pelo Leonardo Gomes. Rubens, à época Rubinho, já tendo conquistado dois de seus cinco títulos brasileiros de kart, dando uma canja no noticiário esportivo, também. Com direito a “Mamma Maria” na trilha sonora.

Todo mundo aí identificou o repórter da Band, à época “Ban”? Temos aí, em fase pré-grisalha, o inigualável Edgard Mello Filho.

Mais um DJ veloz

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CASCAVEL – O Ruben Carrapatoso não está sozinho na turma do professor Raul Boesel naquele curso que transforma pilotos de corridas em DJs. O novo integrante da “Uniboesel”, ou instituição imaginária que o valha, é o André Pedralli, fedelho aqui de Cascavel que já ganhou até título brasileiro no kart.

Ao descobrir hoje cedo que o André é DJ, fico imaginando o martírio que lhe foi acompanhar, tempos atrás, um dos shows de Luc & Juli, de repertório sertanejo. “O automobilismo nem sempre é acessível, então fui atrás de outra atividade que me desse prazer, diversão”, falou o pirralho. Linha correta de raciocínio, a dele.

Diante da minha surpresa ao saber de sua DJência (substantivo recém incorporado ao idioma luquês), e sabedor de minha completa ignorância do assunto, o André me deu uma aula sobre música eletrônica. Me explicou quais são as várias vertentes do gênero e contou ter se especializado na house music, que pode ser desmembrada em deep house, tech house, electro house, progressive house. “Além do próprio house”, fez questão de frisar. Mais didático, impossível.

Foi na deep house que o piloto se especializou. “É o som que gosto de mandar nas pistas, um estilo com menos BPMs, um som limpo, agradável, que ninguém cansa de ouvir e muito menos fica parado se for bem administrado pelo DJ na hora festa”, lecionou. BPM é o jargão que denota batidas por minuto.

Ele também usa bastante o tech house em suas mixagens. “É um estilo de transição do deep house para o house. É possível mixar os três gêneros sem que a pista perceba. Já o house, ou o som mais comercial, cai muito bem em festas onde o pessoal não é underground, porque é um som conhecido pela grande massa”, discorreu, com naturalidade. Underground, nesse caso, é o sujeito especializado em um certo estilo. “Passei as férias no litoral de Santa Catarina e encontrei muito deep e tech lá. Na rua, ouvia mais que sertanejo. Ô, coisa boa!”, ele me provocou. Vai ter troco.

E por que cargas d’água falar do piloto DJ, sendo que a sexta-feira urge e a mesa da agência já começa a ser tomada pelo acúmulo de papel? Simplesmente porque André Pedralli será uma das atrações da “Prime Hip Hop”, a festa de hoje à noite da Bielle Club, balada mais antiga de Cascavel. Mais antiga que eu, inclusive – tem, ou tinha, um “Since 1976” na logo da casa. O set do piloto-DJ, agora DJ-piloto, será o primeiro da noite. “Há oito meses eu encostei no equipamento pela primeira vez, nem sabia para que lado virava. Agora vou abrir uma festa na Bielle, onde já se apresentaram DJs de todo Brasil, de vários países”, orgulha-se. Depois será a vez de Fabrício Hutner e Lucas Bortoli, que formam o Majestic. Por fim, atração principal da festa, entra o Grillo, DJ residente do Rakenne, balada forte do litoral catarinense.

Sucesso ao Pedralli no comando da festa. Mas faço questão de vê-lo de volta às pistas. Refiro-me às de corrida, não as de dança.

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Aos que também acharam pitoresco um piloto de kart atuar como DJ, embora conciliar as duas coisas não seja exatamente uma novidade, eis aqui um set mixado e gravado pelo André Pedralli no mês passado.

Highlights

CASCAVEL – Leva assinatura do mastodôntico Fábio “Rhino” Oliveira o vídeo aí abaixo. É um tíser, ou um vídeo-release, nunca sei direito diferenciar essas querelas técnicas, produzido no último fim de semana de janeiro, durante a nona edição do concorridíssimo Super Kart Brasil.

Aliás, se já tratamos de aportuguesar teaser para tíser, por que não verter release para relise? Teríamos, nesse caso, o videorrelise como opção para o belo material que o Rhino preparou.

E esse Super Kart Brasil, hein? Coisa de primeiro mundo. Ainda trago esse troço a Cascavel, vocês vão ver.

Crash!

CASCAVEL – Acidente em corrida do último fim de semana no kartódromo de Goiânia. A imagem foi trazida ao Twitter pelo jornalista Amauri Garcia, da Rádio 730 AM.

“Acidente flagrado pelo amigo Weslei Damas no Kartódromo de Goiânia. Como disse ele, no final salvaram-se todos…”, escreveu Garcia.

Esse negócio machuca, infelizmente. Já vi acidentes bem parecidos com o de Goiânia.