Mais de 40 carros

HB20

O Hyundai HB20 da Fast Racing terá sua estreia no próximo fim de semana, nas provas que vão apontar os campeões do Paulista de Marcas e do Brasileiro de Turismo 1600

SÃO PAULO – Semana que vem rola aqui em Interlagos a etapa final dos campeonatos Paulista de Marcas e Brasileiro de Turismo 1600. Que vêm a ser a mesma categoria, com algumas sutis diferenças técnicas – aquela eterna questão envolvendo a unificação dos regulamentos, que caminhou um pouquinho mas ainda tem longa estrada pela frente.

Bem, Paulista e Brasileiro vão compor exatamente o mesmo grid, com uma corrida no sábado e outra no domingo. Hoje em dia os serviços de cronometragem tiram isso de letra, separam todo mundo por categorias, por campeonatos, pelo critério que o promotor bem entender. Haverá gente no grid disputando só a etapa do Brasileiro, haverá gente no grid disputando só a etapa do Paulista – meu caso –, haverá gente inscrita nos dois campeonatos com o mesmo carro, haverá gente participando dos dois campeonatos em carros diferentes. Haverá de tudo.

Fato é que, por conta da junção na etapa final do Paulista de Automobilismo, em programação que teremos em ação todas as categorias do campeonato e mais a Copa Truck, o grid de Marcas & Pilotos, ou de Turismo 1600, terá mais de 40 carros. Um grid desse porte vai fazer bem à saúde e ao planejamento do Paulista e do Brasileiro para 2018. No segundo caso, já com uma mostra do resultado esperado para o processo de, digamos assim, renovação de frota. O grid acolherá um novíssimo modelo Hyundai HB20, da equipe Fast Racing. A chegada do simpático carrinho será assunto na semana que vem.

Bem, com base no que foi dito até agora pelos envolvidos com a etapa, em telefonemas, conversas por aplicativos ou contato pessoal, arrisco aqui uma lista dos pilotos participantes. Que não deve ser tomada como absolutamente fiável, porque vou alterá-la aqui mesmo, no blog, sempre que souber de novas inscrições, atualização de números, mudanças nas formações de duplas, essas coisas. Os números que indico na lista, em parte, são fruto de minha memória nem sempre confiável, e há casos de pilotos diferentes que usam o mesmo número, e fatalmente um dos envolvidos vai ter de mudar – meu caso, também, já que por aqui o 66 é cativo do Luisinho Filgueiras.

2 – João Neto

4 – Aleandro (Arias Competições)

5 – Denis Marcolin

8 – Ricardo Lima

9 – Alexandre Seda/Francisco Paiva Júnior

17 – Daniel Kaefer

27 – Edgard Amaral/Wanderson Freitas

31- Davi Plutarcho

31 – Thiago Azalini

32 – Eber Gomes/Jefferson Gomes

33 – Pablo Alves

36 – Carlos Auricchio/Anderson Scovoli

37 – Giovani Almeida

38 – André Jacob

42 – Larissa Cruzeiro

44 – Gabriel Correa

44 – Alexandre Peppe

46 – Edson do Valle

46 – Thiago Tambasco

53 – Wilton Pena

59 – Luiz Henrique Cirino

65 – Aldo Piedade Júnior

66 – Luís Filgueiras/Rodrigo Moreno

67 – Lamartine Pinotti

71 – Cláudio Ramenzoni

77 – Wanderson Freitas/Leandro Freitas

80 – Carlos Asciutti

84 – Paul Lanfredi

87 – Gustavo Mascarenhas

89 – Lucas Inoue

89 – Vicente Passarelli/Gustavo Passarelli

92 – Luís Piccolo

96 – Enrico Bucci

99 – César Bonilha

100 – Mateus Biriba

102 – Gilmar Gobetti de Souza

107 – Edson Henrique Bueno

166 – Luc Monteiro

171 – Alê Souza

174 – Alexandre Seda/Francisco Paiva Júnior

333 – Eduardo Doriguel

357 – Gustavo Veronez

555 – Leandro Reis/Renato Braga

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Tchau, #66!

ESCORT

E foi-se embora o Escortinho das corridas que considero as minhas primeiras. Ficam boas lembranças. E os quadros, um aqui na sala de casa, outro lá no Bar do Zé, contemplado por todos.

CASCAVEL – E meu companheirinho de pista foi embora de vez. Vai dar carona a sonhos e objetivos malucos de outros malucos, a partir de agora lá no Centro-Oeste do Brasil.

Fiquei triste, de verdade, quando o Beto Trento me mandou a foto, nossa última foto, do Escortinho que, cúmplice do Thiago Klein, me fez ter coragem de encarar a pista de corridas, ainda que a meu modesto modo.

O carrinho viaja levando com ele um monte de marcas que levei comigo em doideiras nas corridas em Cascavel e em Curitiba. Paraguay Racing, Inspevel, ABS Sports, Sensei Sushi Bar, Sprint Race Brasil, AuStore, Bar do Zé, Pirelli (adesivo que usei só pra cobrir um outro no para-choque dianteiro, mas os pneus do carrinho eram Pirelli), Poderoso Timão.

Esse carrinho, antes de me levar pra pista, levou vários outros amigos pra começarem suas histórias nesse mundinho das corridas. Pra citar os mais recentes, Lorenzo Massaro, Caíto Carvalho e Felipe Carvalho.

O Escortinho leva pra Minas Gerais, também, o adesivo onde se lê “Valeu, #Bipe”. Imagino que o novo dono vá eliminá-lo. Mas valeu, mesmo, e o Bipe sabe disso.

Nossa história na Globo

CASCAVEL – Já devo ter mostrado por aqui, o que não é o menor problema. Sempre uma delícia reviver a história do autódromo de Cascavel através da reportagem que o “Globo Comunidade” exibiu no finzinho de 2005. Num trabalho coordenado pelo Luiz Sonda, que três anos mais tarde seria meu professor na faculdade de Jornalismo, a equipe da RPC, afiliada da Globo pelas bandas de cá, garimpou ouro puro para mostrar a quem quisesse ver e ouvir quão rica é a história desse esporte na cidade.

Revi agora o material, antes de compartilhá-lo com vocês. As maluquices dos anos 60 e 70, a inauguração da pista asfaltada, o riso debochado de Nelson Piquet, as lágrimas de David Muffato como campeão brasileiro, a tragédia que no mês que vem completa 30 anos, o saudoso Delci Damian manifestando seu sonho de ver a Stock Car voltando a Cascavel – partiu do nosso meio antes disso -, a nostalgia no tom de voz dos igualmente saudosos Zilmar Beux e Saul Caús,

Ao se despedir ao fim da reportagem, Sonda frisou que naquela tarde a Cascavel de Ouro daria sequência à história do automobilismo de Cascavel. E deu. Edgar Favarin e Flávio Poersch venceram, pilotando um simpático Escortinho que dez anos depois acabaria parando nas mãos de um jornalista e narrador pequenino que resolveu arriscar umas aceleradas. É legal poder contar pro filho, em que pese a dose de exagero, que também faço parte da história daquele lugar.

As caras da capa

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A capa da “Grid” que me pôs no rumo de trabalhar com corridas de carros. Pena minha revista ter se perdido no tempo.

CASCAVEL – Postaram hoje no Facebook essa capa da “Grid”. Fevereiro ou março de 1989. Essa revista, refiro-me especificamente a essa edição, acabou tendo uma importância gigantesca nos rumos que minha vida tomaria nos anos seguintes.

Comprei-a por volta de julho ou agosto daquele ano. Sempre a via pendurada no mesmo lugar do varal da banca de jornal da Avenida Brasil em frente à Loja Soesma, onde hoje existe o Restaurante Monte Verde, quando por ali passava num ônibus da Viação Pioneira a caminho da redação do jornal. Tinha acabado de completar 12 anos, mas já frequentava a redação do jornal alimentando o sonho de seguir os passos do Leodefane e virar chargista. Eu era bom de traço e tinha acabado de tomar gosto pelas corridas de Fórmula 1, eram dois dos motivos que me faziam querer aquela “Grid” do varal. Enquanto pessoas subiam e desciam no ônibus no ponto ao lado da banquinha eu observava da janela e ficava encantado com as geniais caricaturas de Piquet, Senna, Moreno e Gugelmin produzidas pelo Eugênio Colonese para a capa. Eu tinha que reproduzir aquelas caricaturas. Consegui algumas, após ecaustivas tentativas. Pus na cabeça que teria de conhecer Colonese; nunca o conheci, sequer sei se é brasileiro ou se ainda vive.

O sentimento foi de conquista do mundo quando enfim convenci meu pai a abrir a mão e me prover os cruzados de que precisava para a tão esperada aquisição. Ela veio acompanhada de um livrinho de capa azul impresso em papel-jornal com tipografia bem pobre que trazia todas as estatísticas da F-1, uma arqueologia em tempos pré-internet. Com um pouco de sorte o livrinho azul ainda deve sobreviver entre as minhas tralhas que ficaram lá na casa da mãe. Ora, eu tinha as estatísticas na escrivaninha do quarto, um indicativo óbvio de que teria de me tornar um especialista em corridas.

Bem, jamais me tornei especialista em coisa alguma, o sonho de viver dos meus traços durou bem pouco, a “Grid” deixou de existir poucos anos depois de eu saltar do ônibus três pontos antes da redação do jornal para enfim comprar a edição que trazia as quatro caricaturas na capa. Estava envolvida num saquinho plástico, o que foi crucial para preservá-la até que nos uníssemos e ela tivesse sua boa parcela de responsabilidade no meu destino.

Pena minha “Grid” com caricaturas na capa ter se perdido no tempo, um tempo que revivi agora vendo uma foto na internet.

Inversão de papéis

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Bonilha volta à condição de piloto a partir da próxima etapa da Copa Petrobras de Marcas

CASCAVEL – Dança das cadeiras interna no reino da Desenfreados Racing Team na Copa Petrobras de Marcas. A partir da quinta etapa, neste fim de semana no Velo Città, César Bonilha volta ao cockpit de um dos Ford Focus da equipe. Vai substituir, na reta final da temporada, José Roberto Hofig, que estreou nesta temporada.

O que não significa Hofig fora da equipe. Em mão inversa, ele assume o comando da equipe, que Bonilha exerceu até aqui. “Sempre sonhei chefiar e administrar uma equipe de competição”, falou Hofig, que lidera a classificação do campeonato entre os pilotos da classe Trophy. “Com essa parceria tão confiável com o Cesinha, minha intenção passa a ser real. Fica bom para mim e fica bom para a equipe ter o Cesinha de volta”.

Bonilha, que também é instrutor de pilotagem da MCS Racing School, tem cinco pódios no currículo, um deles da vitória na etapa de Goiânia de 2015. Ele troca o número 6 pelo seu tradicional 99 no parabrisa e nas laterais do carro. O outro Focus da equipe tem como piloto o intrépido e desenfreado Enrico Bucci.

Todos os citados nesse post, equipe incluída, são de Londrina.

CARRO 06 - BETO HOFIG (AS)

Roberto Hofig disputou as quatro primeiras etapas da Copa Petrobras e lidera a classificação da classe Trophy

Os nomes do novo Brasileiro

BACIAO

Cadê a sequência da pista? A descida para a curva do Bacião, ainda desconhecida de parte dos pilotos inscritos, recebe 35 pilotos para a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600

CASCAVEL – “A hora dos marquinhas”, foi o que escrevi outro dia. E a hora chegou. O Campeonato Brasileiro de Turismo 1600 abre nesta sexta-feira sua programação de treinos livres para a primeira etapa da temporada. Vai ser aqui mesmo, em Cascavel, com 27 carros e 35 pilotos confirmados para as duas corridas de domingo à tarde. A programação vai ser muito bacana, inclui também as duas corridas da terceira etapa da Sprint Race Brasil e as da Copa Paraná-Sul de Motovelocidade, também em sua terceira etapa.

Dos 27 carros, 13 terão pelo menos um piloto cascavelense – uma definição imprecisa, já que nessa lista incluo por exemplo o Natan Sperafico, que é de Toledo, o Odair dos Santos, gaúcho de nascimento que mora no Paraguai. Mas a distribuição geográfica do grid está interessante: treinos e corridas terão em ação pilotos de sete estados brasileiros e mais o Distrito Federal.  Um deles, que tomo como paulista por morar na Baixada Santista, é o João Lemos Mont, que na verdade é português. A lista completa dos participantes da etapa cascavelense está aí abaixo, no fim do post.

Normalmente, em posts como esse aqui, usamos fotos dos carros na pista, daquelas bonitonas e cheias de trabalho com os efeitos da luz que costumam sair das lentes do Cleocinei Zonta, do Vanderley Soares, do Sérgio Sanderson, do Orlei Silva – que agora guardou a câmera, virou dirigente e está diretamente envolvido na organização da categoria -, do Vandré Dubiela, da Sandra Zama, da Monica Godoy, da Cíntia Azevedo e de tantos outros amigos que costumam fotografar as corridas em Cascavel. Mas, como citei no post anterior, estou de saída para o Rio Grande do Sul e não vou poder acompanhar o início das atividades de pista, daqui a pouquinho. Assim, a saída nada ortodoxa para ilustrar o post é apelar para a imagem lá em cima, produzida durante a última Cascavel de Ouro (confesso que não sei por qual dos fotógrafos citados há pouco) e também para as fotos que os pilotos vieram postando no grupo do campeonato no WhatsApp, maioria deles com os carros já carregados nas carretinhas de transporte, a caminho de Cascavel e do autódromo.

No domingo estarei de volta, para narrar as corridas da primeira etapa na transmissão ao vivo da CATVE e da E-Paraná. Amanhã, já da sala de imprensa em Santa Cruz do Sul, volto a falar um pouquinho do Brasileiro em Cascavel. Que os amigos aqui já instalados tenham um ótimo fim de semana de trabalho. A história que eles estão retomando no automobilismo nacional merece isso.

CAMPEONATO BRASILEIRO DE TURISMO 1600

(Os 35 pilotos participantes da etapa de Cascavel)

0 – Renato Constantino (DF), A, VW Gol/Cesinha Competições

1 – Thiago Klein (PR), A, VW Gol/Paraguay Racing

2 –  Edoli Caús Júnior (PR), A, GM Celta/Caús Motorsport

7 – Guilherme Sirtoli/Leônidas Fagundes (PR/PR), B, Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team

8 – Analino “Choka” Sirtuli (RS), A, Ford Ka/Choka Car Racing

10 – Célio Vinicius (GO), A, Ford Ka/Ferrari Motorsport-Classe A

12 – Vilmar Priviatelli (PR), B, Ford Fiesta/Ferrari Motorsport

13 – Caíto Carvalho/Paulo Bento (PR/PR), B, GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport

14 – Marcelo Beux (PR), B, VW Gol/Speed Car

17 – Daniel Kaefer (PR), A, Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team

27 – Natan Sperafico (PR), A, Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team

33 – Felipe Carvalho (PR), B, GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport

41 – João Lemos Mont (POR), Máster, VW Gol/Paraguay Racing

42 – Larissa Cruzeiro/Rogério Cruzeiro (GO/GO), B, Ford Ka/Ferrari Motorsport-Classe A

44 – Gabriel Correa/Leandro Zandoná (GO/PR), A, Ford Ka/Ferrari Motorsport-Classe A

46 – Edson do Vale/Giovane Ferreira (GO/GO), A, Ford Ka/Ferrari Motorsport-Classe A

64 – Edson Massaro/Lorenzo Massaro (PR/PR), B, VW Gol/Speed Car

66 – Luís Guilherme Filgueiras (MG), A, VW Gol/AGB Preparações

71 – Alexandre Souza/Wyllian Cezarotto (SP/PR), B, Ford Fiesta/Ferrari Motorsport

74 – Francisco Júnior/Alexandre Seda (RJ/RJ), B, GM Celta/Landerson Competições

77 – Wanderson Freitas/Leandro Freitas (MG/MG), A, VW Gol/W Motorsport-Stumpf

99 – César Bonilha (PR/DF), A, VW Gol/Cesinha Competições

100 – Marcelo di Tripa (GO), A, VW Gol/Lucascar Motorsport

107 – Edson Bueno (PR), B, VW Gol/Stumpf Preparações

333 – Mário Garibaldi Filho (PR), B, VW Gol/Red Foot Racing Team

722 – Diogo Freitas (BA), A, VW Gol/Paraguay Racing

774 – Odair dos Santos (PR), B, VW Gol/Paraguay Racing,

Parceria imperial

imperio

Os carros dos irmãos Vanuê Faria e Cleber Faria já devidamente vestidos com as cores do novo patr… Ops!, do novo title sponsor do Porsche Império GT3 Cup. Layouts distintos. Qual vocês acharam mais bonito?

CASCAVEL – Não há como fugir dos termos em inglês nesse caso. Uma das novidades do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil está na parceria, inédita na história da categoria, que confere à Cerveja Império Puro Malte o que o mundo do marketing trata como “naming rights”. A marca passa a batizar todas as propriedades do evento como “title sponsor”. It’s great!

A 13ª temporada do Porsche Império GT3 Cup, é assim que tenho de me acostumar a mencionar na narração das corridas, vai começar em Curitiba em menos de um mês.