Parceria imperial

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Os carros dos irmãos Vanuê Faria e Cleber Faria já devidamente vestidos com as cores do novo patr… Ops!, do novo title sponsor do Porsche Império GT3 Cup. Layouts distintos. Qual vocês acharam mais bonito?

CASCAVEL – Não há como fugir dos termos em inglês nesse caso. Uma das novidades do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil está na parceria, inédita na história da categoria, que confere à Cerveja Império Puro Malte o que o mundo do marketing trata como “naming rights”. A marca passa a batizar todas as propriedades do evento como “title sponsor”. It’s great!

A 13ª temporada do Porsche Império GT3 Cup, é assim que tenho de me acostumar a mencionar na narração das corridas, vai começar em Curitiba em menos de um mês.

O Fitti-V de Emerson à venda!

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Emerson Fittipaldi a bordo do Fitti-V em fins da década de 60, pouco antes de tomar o caminho da Europa para conquistar o mundo. Em dois anos foram fabricados 52 unidades desse carro.

CASCAVEL – Se há uma coisa que recebo quase diariamente é informação de carros de corrida que estão à venda em vários cantos do Brasil. Motivo pelo qual quase deixei de dar a devida atenção ao telefonema que recebi do Anderson Portes, piloto aqui de Cascavel que queria falar sobre um carro de corridas que tem para vender. Mas não era sobre o Ford Ka com que atua no Metropolitano de Marcas & Pilotos. Sei lá por quais meios, o Portes está envolvido na negociação do Fitti-V com que Emerson Fittipaldi disputou algumas temporadas do Campeonato Brasileiro de Fórmula V há cinquenta anos.

Emerson e Wilsinho Fittipaldi comandaram a fabricação de 52 unidades do Fitti-V quando o Brasil importou o regulamento da categoria que já existia na Europa havia alguns anos. O que veio parar no Sul do país, que Emerson conduziu na conquista do título brasileiro de 1967 vencendo cinco corridas, completa 50 anos de fabricação em 2017 e já foi visto em exposição e mesmo em pleno uso em uma série de eventos relacionados ao automobilismo de coleção e de competição. Um exemplar raro que, nas viagens que ainda proporciona ao passado das corridas de automóveis, chega aos 170 km/h.

 

O carro é o mesmo que Felipe Massa, então piloto da Sauber na Fórmula 1, testou na década passada para uma reportagem do “Auto Esporte”, à época apresentado pela Silvia Garcia – hoje quem comanda o programa dominical na Globo é a queridíssima Millena Machado. “Até que acelera, a caranguinha aqui”, testemunhou Massa, em depoimento onboard que pode ser visto na reportagem do AE. “Vivi o passado nesse carro, foi uma experiência que não vou esquecer pelo resto da minha vida”. Vale – e muito – ver o vídeo.

A relíquia está à venda por R$ 105 mil. Quem tiver real interesse na aquisição pode contatar o Portes por e-mail – o endereço dele é anderson@eurotec.net.br. É de se imaginar que o simpático carrinho vá parar na sala de algum apaixonado por automobilismo, como excêntrica peça de decoração. A nós, não custa sonhar vê-lo no grid de alguma corrida de carros clássicos dessas que existem aqui e ali. Sonhar é de graça.

Sorteio de celulares na Paraguay Racing

obi-blackCASCAVEL – A quem ainda não conhece, faço a devida apresentação. Esse da foto aí acima é o MV1, modelo de celular da Obi Worldphone. A marca norte-americana, que está chegando agora ao mercado brasileiro, é uma das patrocinadoras da Paraguay Racing, equipe dos pilotos Thiago Klein e Odair dos Santos na Copa Petrobras de Marcas.

A Copa Petrobras vai ter sua etapa decisiva neste fim de semana em Interlagos. Uma corrida no sábado,  com largada às 10h25, e outra no domingo, começando às 15h20. A Rede Bandeirantes vai transmitir ao vivo a etapa final – narração minha, com comentário do Tiago Mendonça e reportagem do Bruno Monteiro. No âmbito da Paraguay Racing, a etapa vai ser marcada, também, por uma promoção que já vem mobilizando os fãs das corridas.

Três aparelhos MV1 da Obi serão sorteados pela equipe entre os torcedores durante a visitação aos boxes de Interlagos, que vai acontecer antes da corrida decisiva, logo depois das 11 da manhã, e também para quem curte a página da Paraguay Racing no Facebook. É lá que estarão, aliás, todas as instruções a respeito da brincadeira.

É um belo presente de Natal, o MV1. Meu filho ganhou um de aniversário, no mês passado. Teve sorte. O meu aniversário é só em maio.

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Marcas & Pilotos 1.6: unificação já!

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A oitava edição do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6, em Curvelo, tem 19 carros inscritos. Poderiam ser bem mais, considerando que há mais de 200 carros da categoria pelo Brasil.

CASCAVEL – Como o assunto interessa a bem mais pessoas que as de um grupo distinto em rede social, reproduzo aqui uma discussão que propus, prolixa como tudo em que meto a mão, no grupo “Marcas & Pilotos 1.6 Brasil” do Facebook. O assunto não é novo, claro. Quaisquer pitacos da parte de vocês serão bem-vindos.

“Vou me estender um pouco, eu sei. Mas peço a atenção de todos os amigos do grupo para uma discussão que ocorre, via de regra, nos grupos  e WhatsApp dos vários envolvidos com os campeonatos de Marcas & Pilotos 1.6: o REGULAMENTO TÉCNICO.

O assunto ganhou força na última semana, por conta da realização do 8ª Festival Brasileiro da categoria em Curvelo, no Circuito dos Cristais. Lá, o trabalho da Federação Mineira e do Automóvel Clube de Belo Horizonte foi suficiente para reunir 19 carros. Não é um grid ruim, tendo-se em vista todas as dificuldades que os organizadores tiveram de superar, sobretudo por conta da mudança de planos dos últimos meses. Vamos lembrar que em Guaporé, no ano passado, foram 17 carros. Nossa categoria tem potencial suficiente para facilmente extrapolar o limite físico de carros de qualquer autódromo do Brasil em um evento que deveria congregar e confrontar, de fato, pilotos e equipes de todos os campeonatos regionais de Marcas 1.6 do país – e são muitos.

Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais têm seus bons campeonatos estaduais. Goiás, em termos práticos, absorveu em sua Copa Centro-Oeste os carros do campeonato do Distrito Federal, dada a desativação do autódromo de Brasília. Existe ainda a versão Norte-Nordeste, que pode mostrar algum crescimento diante da recente inauguração do autódromo da Paraíba em São Miguel de Taipu, cidade localizada entre Campina Grande e a capital João Pessoa. No Rio, também por conta da extinção do autódromo, parte dos pilotos abandonaram o esporte, outra parte distribuiu-se entre os campeonatos que restaram. Já houve disputas do Campeonato Carioca no pequeno Mega Space, na mineira Santa Luzia. Aqui no Paraná, por fim, o Campeonato Estadual reforça os formatos das três versões de campeonatos metropolitanos existentes em Cascavel, Londrina e Curitiba. Suponho, com ponderação e sem dados de grande apuração, que somos uma família de mais de 200 carros de competição. Isso tudo sem contar as versões de acesso com carros carburados, como a Turismo 1600 paranaense ou mesmo a Classic Cup paulista.

Em se tratando da categoria Marcas & Pilotos 1.6, somos uma família gigantesca composta por Chevrolet Celta, Chevrolet Classic, Chevrolet Corsa, Fiat Uno, Fiat Palio, Ford Fiesta, Ford Ka, Peugeot 207, Renault Clio e VW Gol, alguns desses modelos em mais de uma versão. Posso ter esquecido algum modelo que eventualmente integre esse ou aquele campeonato. Não temos há décadas o apoio de montadora alguma e aprendemos a nos virar sem as montadoras. O automobilismo de competição segue muitíssimo bem a essência humana de saber se virar diante das adversidades.

Sei de muitos amigos que estão se torcendo por não terem ido a Curvelo disputar o Festival Brasileiro de 1.6. Boa parte deles alega dificuldade logística por conta da geografia. Ok, cada qual tem seu motivo. Mas noto, em vários grupos de WhatsApp de que participo, um geral descontentamento de pilotos e equipes diante de alegadas discrepâncias no regulamento técnico da competição, que acabariam favorecendo esse ou aquele modelo de carro, que acabam diminuindo as chances daquele outro modelo.

Equalizar as regras para que carros de diferentes pesos e potências, convenhamos, não é tarefa das mais fáceis. O saudoso Campeonato Brasileiro de GT conseguiu essa façanha em um nível louvável. O mesmo pode ser dito da Fórmula Truck, com seus caminhões de seis marcas, cada qual com seu peso e sua potência diferentes, e que oferecem o mesmo potencial de rendimento – na Truck, isso é fato, a vantagem de uma marca sobre a outra na pista é resultado do potencial de investimento de cada equipe. E o que fazer no caso do nosso Marcas & Pilotos 1.6, que alguns chamam de “Marquinhas”?

Bairrista que sou, volto ao exemplo do Paraná. Como já mencionei, aqui são três campeonatos diferentes. Nos dois últimos anos, o trabalho conjunto da Federação Paranaense com os clubes promotores resultou na unificação do regulamento técnico. Posso tranquilamente embarcar o meu carro de Marcas do Metropolitano de Cascavel (supondo que eu tivesse um) para uma corrida em Londrina ou Curitiba sem ter que trocar um mísero parafuso. Há, claro, algumas pendências para que a precisão dessa equalização seja ainda maior. O trabalho é gradativo.

Promover essa unificação no âmbito nacional é missão trabalhosa, mas consideravelmente fácil. Dependeria, claro, de bom senso das equipes de todos os estados, que inevitavelmente tentariam puxar a brasa para suas sardinhas – isso também é da essência humana –, e de pré-disposição dos dirigentes de federações e Confederação.

Estamos em vias de escolha de um novo presidente e uma nova diretoria para a CBA. Milton Sperafico, do Paraná, atual primeiro vice-presidente da CBA, e Waldner Bernardo, o “Dadai”, de Pernambuco, presidente da federação estadual, encabeçam as duas chapas que vão disputar o voto dos presidentes de federações no dia 17 de janeiro. Há reprovação da comunidade automobilística a nomes que têm larga influência sobre o que se faz e o que se deixa de fazer quanto aos regulamentos impostos aos pilotos.

A busca pela unificação, somada ao apontamento de nomes que teriam contribuído em larga escala para o regulamento se tornar pouco atrativo, leva a outra cobrança, essa de caráter imediato. A informação não deve ser confidencial, afinal. Waldner Bernardo e Milton Sperafico poderiam nos apresentar por aqui, mesmo a título de compromisso com essa família de mais de 200 carros (que respondem, se o número estiver correto, pelo sustento de mais de mil profissionais do automobilismo), os nomes dos dirigentes que vão integrar a diretoria no novo mandato da CBA. Até para que saibamos com quem teremos de gestionar essas adaptações, todas elas vislumbradas para que a nossa “Marquinhas” – e sei que esse apelido irrita muita gente – se torne ainda mais forte.

Conversei rapidamente com o Dadai na última sexta-feira. Sei que, por motivos seus, está fora do alcance de contatos pelo menos até quarta-feira. Sperafico, por sua vez, não tem perfil no Facebook, motivo pelo qual tomo a licença de chamar à conversa o jornalista Alan Magalhães, que encabeça um trabalho de promoção de suas propostas de campanha. Qualquer que seja o sucessor de Cleyton Pinteiro no comando da CBA, é com ele que vamos contar para fortalecer ainda mais os campeonatos metropolitanos, estaduais e interestaduais de Marcas & Pilotos 1.6. E também o Festival Brasileiro.

Grato desde já pela participação sadia de todos na discussão. Um forte abraço e os votos de sucesso aos amigos que neste domingo têm seus 19 carros na pista em Curvelo.

Luc Monteiro”

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A Cascavel de Ouro, também pautada no regulamento técnico de Marcas & Pilotos 1.6, teve 42 carros inscritos para a edição de 2016, disputada no dia 23 de outubro

Na íntegra: Porsche GT3 Cup 2016, 9/9

CASCAVEL – Já está no ar, em termos internéticos, a prova mais longa da história do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Disputada há uma semana, a primeira edição dos 500 Quilômetros de São Paulo da categoria encerrou não só a temporada de 2016, como também fechou a disputa do Endurance Series, principal novidade do ano.

Sérgio Jimenez e Rodrigo Baptista venceram, Alan Hellmeister foi o campeão depois de conquistar o segundo lugar na dupla com Nelsinho Piquet. A diferença de Alan para a dupla vencedora na pontuação final foi de um mísero pontinho – equilíbrio pouco é bobagem. A categoria Challenge teve vitória da dupla Flávio “Nonô” Figueiredo/Márcio Basso, com título de Rodrigo Mello/Tom Filho. O campeão geral da temporada foi Miguel Paludo, que como prêmio vai defender a Porsche nas 24 Horas de Le Mans do ano que vem. Houve o título geral da Challenge, também, e esse foi de Eloí Khouri, que terá como prêmio, por conta da casa, uma corrida na categoria Cup da série brasileira.

A transmissão dos 500 Quilômetros durou quase cinco horas, tempo em que tive a companhia do comentarista Marcelo Gomes e do repórter Bruno Monteiro. Foi como mostra o vídeo a seguir.

O Festival Brasileiro de 2016

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Thiago Oliveira, com o Celta número 105 da AGB Preparações, é mineiro de Belo Horizonte. Por morar em Curitiba, acaba sendo, na prática, o único representante paranaense na pista.

CASCAVEL – O Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6 chega à sua oitava edição em Curvelo. Com 19 carros inscritos, o grid no Circuito dos Cristais terá seis modelos de carros de Fiat, Ford, GM e Volkswagen. Os 25 pilotos participantes, apresentados na relação aí abaixo, representam sete estados brasileiros e mais o Distrito Federal.

A Federação Mineira de Automobilismo e o Automóvel Clube de Belo Horizonte ofereceu premiação de largada para as inscrições efetuadas até determinado prazo. Tinha tudo para ser uma festa esportiva ainda maior no que diz respeito ao número de carros participantes. Os custos considerados elevados para o deslocamento até o interior mineiro têm sido a justificativa das equipes do Sul, por exemplo, para não terem inscrito seus carros.

Há um gaúcho entre os participantes, o Fabiano Cardoso, que mora em Minas Gerais. Em mão inversa, a representação paranaense nesta edição acaba adaptada pela presença de Thiago Oliveira, que é de Belo Horizonte, mas reside em Curitiba. A programação teve início hoje, sexta-feira, com quatro treinos livres.

O sábado terá mais um treino livre, a partir das 11h15. A tomada de tempos classificatória vai começar às 14h30 e a primeira das três corridas terá abertura de box às 14h30. No domingo, depois de um treino de aquecimento marcado para as 9h, a programação da segunda corrida vai começar às 11h e a da terceira, às 14h30. Todos os resultados são disponibilizados em tempo real no site da Race Monitor.

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O Gol é o modelo mais frequente no grid em Curvelo, com seis exemplares, como os das duplas Leandro Freitas/Wanderson Freitas e Lisandro Cardoso/Lamartine Pinotti. Também há três Celta, três Corsa, dois Uno, dois Palio, dois Ka e um Fiesta

A relação dos pilotos participantes do Festival Brasileiro, como prometido:

0 – Renato Constantino (DF), GM Celta

2 – João Guimarães Neto (MG), Fiat Uno

31 – Thiago Azalini (DF), GM Celta

36 – Felipe Rabello (MG), Fiat Palio

38 – Yuri Tomé/Alexandre Seda (MG/RJ), VW Gol

41 – João Lemos (SP), GM Corsa

44 – Gabriel Correa (GO), Ford Ka

46 – Edson do Valle (GO), Ford Ka

50 – Luiz Fernando Moura (ES), GM Corsa

53 – Zigomar Júnior/Wilton Pena (SP/MG), VW Gol

66 – Luís Guilherme Filgueiras (MG), VW Gol

71 – Alexandre Souza (SP), Ford Fiesta

74 – Francisco Paiva Júnior (RJ), GM Corsa

77 – Leandro Freitas/Wanderson Freitas (MG), VW Gol

87 – Gustavo Mascarenhas/Fabiano Cardoso (MG/RS), Fiat Uno

88 – Flávio Costa Martins/Renato Rabello (MG), Fiat Palio

98 – Paulo César Pena (MG), VW Gol

105 – Thiago Oliveira (MG), GM Celta

777 – Lisandro Cardoso/Lamartine Pinotti (BA/SP), VW Gol

A primeira edição do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6 aconteceu em Cascavel em 2009. O campeão foi do paranaense Marco Romanini, piloto da casa. Em 2010 a competição teve duas fases, em Curitiba e Viamão. O título foi do gaúcho Régis Boessio, de Canoas. Em 2011, retomado o formato de corridas em programação única, Curitiba recebeu a competição e o campeão foi Marcel Sedano, catarinense de Porto União. Curitiba foi a sede também em 2012, ano do segundo título de um piloto de Cascavel – no caso, Luiz Fernando Pielak. Cascavel disparou na liderança da estatística em 2013, com outro piloto da cidade, Leandro Zandoná, conquistando o título disputado em Guaporé. Em 2014, novamente em Curitiba, o título foi de Gabriel Corrêa, de Goiânia, que é o único campeão presente à edição deste ano em Curvelo. No ano passado, os dirigentes gaúchos providenciaram boa premiação em dinheiro para a edição em Guaporé. O título ficou com um piloto da casa, Analino “Choka” Sirtuli, de Gravataí.

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O Circuito dos Cristais, em Curvelo, é o quinto autódromo brasileiro a receber as disputas do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6 em oito anos de existência da competição.

De pai para filho

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Edu caiu de cabeça no mundo das corridas há umas quatro décadas. Acabou arrastando o filho Cássio para o mesmo caminho. Hoje e amanhã os dois correm em dupla em Homestead 

SÃO PAULO – Eduardo Homem de Mello é, assumidamente, um dos maiores contadores de vantagens que conheço. Sujeito sem papas na língua para quaisquer situações. “Ranzinza para alguns, polêmico para muitos, insuportável para a maioria, mas acima de tudo um ser humano fantástico!”, segundo a autodefinição que ilustra uma de suas redes sociais. Proclama aos quatro ventos (por que dizem “quatro ventos”?) ser tetracampeão mundial de um campeonato paulista, justificando que ninguém mais no mundo conquistou tais títulos. Faz sentido. Para ele, pelo menos.

Conheci o Edu a partir do trabalho que exerceu por cerca de 15 anos como comentarista nas transmissões da Fórmula Truck. Nunca dividimos a cabine de transmissão da Truck, quando eu cheguei para narrar algumas corridas ele já havia saído, mas já fizemos essa dobradinha de microfones em alguns outros campeonatos. Não tive competência suficiente, nesses anos todos, para me indispor com o Edu ranzinza, polêmico e insuportável. Nem ele e nem eu fazemos questão.

Edu é um daqueles sujeitos que dizem e fazem o que lhes dá na telha. Como piloto de corridas, sempre mandou aplicar a seus capacetes a pintura listrada de François Cevert – no começo do ano, aliás, ele me presenteou com uma das peças de seu acervo particular, é o capacete que protege minha cabeça oca quando participo de uma corridinha aqui, outra ali. Neste fim de semana o Edu realiza um sonho que, sem eufemismos, me causa uma invejinha: vai correr ao lado do filho, Cássio, que foi campeão da DTM Pick-up, além de vice-campeão e recordista de vitórias da Stock Júnior. Lembro de ter narrado participações dele na Stock Car Light na década passada, também. Andava meio afastado das corridas.

Eles vão revezar a pilotagem de um Ginetta G55 durante a programação da Miami 500, no Homestead Motor Speedway, prova válida pela liga Fara USA. Integram o Team Ginetta USA, equipe liderada pelo brasileiro Adolpho Rossi. Correr em dupla com o filho vai tornar o Edu ainda mais insuportável. Paciência, é por uma boa causa.

Há uma porção grande de pilotos do Brasil participando do evento, sei que a lista passa pelos nomes de outros amigos, como Vinicius Margiota, Beto Monteiro e Elias Azevedo, pelo menos. Que todos eles se divirtam bastante. Na próxima eu volto lá para participar da festa com eles.

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O G55 do Team Ginetta USA que Eduardo e Cássio Homem de Mello vão pilotar em Homestead na etapa deste fim de semana do Fara USA