Na íntegra: Endurance Brasil 2018, 3/7

SÃO PAULO – No fim, acabei narrando as etapas de três campeonatos de alcance nacional realizadas no dia 21 de julho. Se na Turismo Nacional e na Sprint Race trabalhei com VTs já veiculados, o Endurance Brasil teve transmissão ao vivo. Narrei as Três Horas de Tarumã tendo o Bruno Monteiro como comentarista e a Juliana Marques na reportagem, num trabalho coordenado pelo Rodrigo Saravalli que teve geração de imagens da Via Satélite.

Como o domingo é de trazer ao blog os vídeos das corridas, segue também a íntegra da veloz corrida em Viamão.

As Quatro Horas de Curitiba, que acabaram durando um pouco menos que isso, abriram a temporada de 2018 do Endurance Brasil. A Chevrolet Absoluta 500, segunda etapa, aconteceu em Interlagos. Outra coincidência entre as três categorias citadas no post é que todas terão sequência no dia 1º de setembro em São Paulo. Se Turismo Nacional e Sprint Race negociaram espaço na programação de mais uma etapa do Campeonato Paulista de Automobilismo em Interlagos, o Endurance Brasil vai movimentar o Velo Città, na cidade de Mogi Guaçu. Uma corrida que vai acontecer pela manhã, novidade que poucos sabem.

 

 

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Na íntegra: Sprint Race 2018, 1/8

CASCAVEL – Sem muitas delongas, porque a semana é curta e está bem atribulada, segue aqui o VT com as corridas da primeira etapa da Sprint Race Brasil na temporada de 2018, disputadas no dia 31 de março. Eram corridas previstas para o anel externo do Autódromo Internacional de Curitiba, mas o tempo instável forçou a organização do campeonato a transferir a disputa para o traçado misto. A chuva – que não veio durante as provas – empoça muita água exatamente no trecho de junção dos dois traçados, por isso a mudança.

Esse VT foi exibido ontem pela PlayTV e pelo BandSports. A próxima etapa, dia 6 de maio, vai marcar a estreia da Sprint Race no circuito uruguaio de Rivera.

O Fusca Cup

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CASCAVEL – Ainda vou falar especificamente da minha participação na corrida, um hábito que perdi e que quero resgatar. É para coisas assim que tenho esse espaço, afinal. Mas é da categoria que quero falar hoje. Fusca Cup, o nome do negócio. E pensa numa proposta bacana.

A corrida de sábado foi a primeira da história do Fusca Cup (uso no masculino, como faço há nove temporadas na narração do Porsche GT3 Cup ou nas cinco das sete temporadas em que fui o narrador do Mercedes-Benz Challenge na televisão). Haverá um campeonato próprio no ano que vem. O imortal besourinho volta à pista com motor 1.6, em especificações com refrigeração a água ou a ar, um conjunto suficiente para voltas na casa de 2min08s em Interlagos.

Quem me falou bastante a respeito do Fusca Cup durante o fim de semana foi o Stanley Wessler, piloto e preparador responsável por uma boa quantidade de fusquinhas de corrida. Foi quem tratou do meu carrinho na corrida do fim de semana, para a qual fui convidado pelo parceiro Paulo Plutarcho, do Boteco Praia. Soube que o já numeroso acervo de Fuscas do Stanley está incorporando mais cinco unidades e que todos os carrinhos estarão tinindo na abertura da próxima temporada, no último sábado de janeiro.

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A corrida experimental do último fim de semana integrou o grid conjunto da Classic Cup e da Turismo N. Fomos uma subdivisão com classificação em separado. Marquinhos Teodorio ganhou, eu fiquei em segundo e o Stanley foi o terceiro. A ideia para 2018 é de grid próprio, desvinculado da Classic Cup. Suposição minha, nada que a garantia de pelo menos uns 15 participantes não resolva. Só o tanto de gente que veio falar comigo de sexta-feira para cá, depois de ver as fotos que postei na internet, já daria esse quorum.
Em termos de automobilismo, uma brincadeira superdivertida e bastante acessível. O custo total por etapa vai girar em torno dos R$ 5 mil, já incluídos aluguel do carro, pneus, combustível, inscrição e mão-de-obra.
Já há calendário de corridas definido, inclusive, os interessados em integrar o grid do Fusca Cup podem tomar nota das datas das nove etapas: 28 de janeiro, 25 de fevereiro, 8 de abril, 20 de maio, 17 de junho, 15 de julho, 5 de agosto, 2 de setembro é 23 de dezembro.
Que seja bem nascido e tenha longa vida o Fusca Cup. Daqui a alguns anos, quando alguém escrever um livro contando a história da categoria, meu nome vai estar lá. Se tudo correr bem, ainda vou estar no grid quando isso acontecer.
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Mais de 40 carros

HB20

O Hyundai HB20 da Fast Racing terá sua estreia no próximo fim de semana, nas provas que vão apontar os campeões do Paulista de Marcas e do Brasileiro de Turismo 1600

SÃO PAULO – Semana que vem rola aqui em Interlagos a etapa final dos campeonatos Paulista de Marcas e Brasileiro de Turismo 1600. Que vêm a ser a mesma categoria, com algumas sutis diferenças técnicas – aquela eterna questão envolvendo a unificação dos regulamentos, que caminhou um pouquinho mas ainda tem longa estrada pela frente.

Bem, Paulista e Brasileiro vão compor exatamente o mesmo grid, com uma corrida no sábado e outra no domingo. Hoje em dia os serviços de cronometragem tiram isso de letra, separam todo mundo por categorias, por campeonatos, pelo critério que o promotor bem entender. Haverá gente no grid disputando só a etapa do Brasileiro, haverá gente no grid disputando só a etapa do Paulista – meu caso –, haverá gente inscrita nos dois campeonatos com o mesmo carro, haverá gente participando dos dois campeonatos em carros diferentes. Haverá de tudo.

Fato é que, por conta da junção na etapa final do Paulista de Automobilismo, em programação que teremos em ação todas as categorias do campeonato e mais a Copa Truck, o grid de Marcas & Pilotos, ou de Turismo 1600, terá mais de 40 carros. Um grid desse porte vai fazer bem à saúde e ao planejamento do Paulista e do Brasileiro para 2018. No segundo caso, já com uma mostra do resultado esperado para o processo de, digamos assim, renovação de frota. O grid acolherá um novíssimo modelo Hyundai HB20, da equipe Fast Racing. A chegada do simpático carrinho será assunto na semana que vem.

Bem, com base no que foi dito até agora pelos envolvidos com a etapa, em telefonemas, conversas por aplicativos ou contato pessoal, arrisco aqui uma lista dos pilotos participantes. Que não deve ser tomada como absolutamente fiável, porque vou alterá-la aqui mesmo, no blog, sempre que souber de novas inscrições, atualização de números, mudanças nas formações de duplas, essas coisas. Os números que indico na lista, em parte, são fruto de minha memória nem sempre confiável, e há casos de pilotos diferentes que usam o mesmo número, e fatalmente um dos envolvidos vai ter de mudar – meu caso, também, já que por aqui o 66 é cativo do Luisinho Filgueiras.

2 – João Neto

4 – Aleandro (Arias Competições)

5 – Denis Marcolin

8 – Ricardo Lima

9 – Alexandre Seda/Francisco Paiva Júnior

17 – Daniel Kaefer

27 – Edgard Amaral/Wanderson Freitas

31- Davi Plutarcho

31 – Thiago Azalini

32 – Eber Gomes/Jefferson Gomes

33 – Pablo Alves

36 – Carlos Auricchio/Anderson Scovoli

37 – Giovani Almeida

38 – André Jacob

42 – Larissa Cruzeiro

44 – Gabriel Correa

44 – Alexandre Peppe

46 – Edson do Valle

46 – Thiago Tambasco

53 – Wilton Pena

59 – Luiz Henrique Cirino

65 – Aldo Piedade Júnior

66 – Luís Filgueiras/Rodrigo Moreno

67 – Lamartine Pinotti

71 – Cláudio Ramenzoni

77 – Wanderson Freitas/Leandro Freitas

80 – Carlos Asciutti

84 – Paul Lanfredi

87 – Gustavo Mascarenhas

89 – Lucas Inoue

89 – Vicente Passarelli/Gustavo Passarelli

92 – Luís Piccolo

96 – Enrico Bucci

99 – César Bonilha

100 – Mateus Biriba

102 – Gilmar Gobetti de Souza

107 – Edson Henrique Bueno

166 – Luc Monteiro

171 – Alê Souza

174 – Alexandre Seda/Francisco Paiva Júnior

333 – Eduardo Doriguel

357 – Gustavo Veronez

555 – Leandro Reis/Renato Braga

Tchau, #66!

ESCORT

E foi-se embora o Escortinho das corridas que considero as minhas primeiras. Ficam boas lembranças. E os quadros, um aqui na sala de casa, outro lá no Bar do Zé, contemplado por todos.

CASCAVEL – E meu companheirinho de pista foi embora de vez. Vai dar carona a sonhos e objetivos malucos de outros malucos, a partir de agora lá no Centro-Oeste do Brasil.

Fiquei triste, de verdade, quando o Beto Trento me mandou a foto, nossa última foto, do Escortinho que, cúmplice do Thiago Klein, me fez ter coragem de encarar a pista de corridas, ainda que a meu modesto modo.

O carrinho viaja levando com ele um monte de marcas que levei comigo em doideiras nas corridas em Cascavel e em Curitiba. Paraguay Racing, Inspevel, ABS Sports, Sensei Sushi Bar, Sprint Race Brasil, AuStore, Bar do Zé, Pirelli (adesivo que usei só pra cobrir um outro no para-choque dianteiro, mas os pneus do carrinho eram Pirelli), Poderoso Timão.

Esse carrinho, antes de me levar pra pista, levou vários outros amigos pra começarem suas histórias nesse mundinho das corridas. Pra citar os mais recentes, Lorenzo Massaro, Caíto Carvalho e Felipe Carvalho.

O Escortinho leva pra Minas Gerais, também, o adesivo onde se lê “Valeu, #Bipe”. Imagino que o novo dono vá eliminá-lo. Mas valeu, mesmo, e o Bipe sabe disso.

Nossa história na Globo

CASCAVEL – Já devo ter mostrado por aqui, o que não é o menor problema. Sempre uma delícia reviver a história do autódromo de Cascavel através da reportagem que o “Globo Comunidade” exibiu no finzinho de 2005. Num trabalho coordenado pelo Luiz Sonda, que três anos mais tarde seria meu professor na faculdade de Jornalismo, a equipe da RPC, afiliada da Globo pelas bandas de cá, garimpou ouro puro para mostrar a quem quisesse ver e ouvir quão rica é a história desse esporte na cidade.

Revi agora o material, antes de compartilhá-lo com vocês. As maluquices dos anos 60 e 70, a inauguração da pista asfaltada, o riso debochado de Nelson Piquet, as lágrimas de David Muffato como campeão brasileiro, a tragédia que no mês que vem completa 30 anos, o saudoso Delci Damian manifestando seu sonho de ver a Stock Car voltando a Cascavel – partiu do nosso meio antes disso -, a nostalgia no tom de voz dos igualmente saudosos Zilmar Beux e Saul Caús,

Ao se despedir ao fim da reportagem, Sonda frisou que naquela tarde a Cascavel de Ouro daria sequência à história do automobilismo de Cascavel. E deu. Edgar Favarin e Flávio Poersch venceram, pilotando um simpático Escortinho que dez anos depois acabaria parando nas mãos de um jornalista e narrador pequenino que resolveu arriscar umas aceleradas. É legal poder contar pro filho, em que pese a dose de exagero, que também faço parte da história daquele lugar.

As caras da capa

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A capa da “Grid” que me pôs no rumo de trabalhar com corridas de carros. Pena minha revista ter se perdido no tempo.

CASCAVEL – Postaram hoje no Facebook essa capa da “Grid”. Fevereiro ou março de 1989. Essa revista, refiro-me especificamente a essa edição, acabou tendo uma importância gigantesca nos rumos que minha vida tomaria nos anos seguintes.

Comprei-a por volta de julho ou agosto daquele ano. Sempre a via pendurada no mesmo lugar do varal da banca de jornal da Avenida Brasil em frente à Loja Soesma, onde hoje existe o Restaurante Monte Verde, quando por ali passava num ônibus da Viação Pioneira a caminho da redação do jornal. Tinha acabado de completar 12 anos, mas já frequentava a redação do jornal alimentando o sonho de seguir os passos do Leodefane e virar chargista. Eu era bom de traço e tinha acabado de tomar gosto pelas corridas de Fórmula 1, eram dois dos motivos que me faziam querer aquela “Grid” do varal. Enquanto pessoas subiam e desciam no ônibus no ponto ao lado da banquinha eu observava da janela e ficava encantado com as geniais caricaturas de Piquet, Senna, Moreno e Gugelmin produzidas pelo Eugênio Colonese para a capa. Eu tinha que reproduzir aquelas caricaturas. Consegui algumas, após ecaustivas tentativas. Pus na cabeça que teria de conhecer Colonese; nunca o conheci, sequer sei se é brasileiro ou se ainda vive.

O sentimento foi de conquista do mundo quando enfim convenci meu pai a abrir a mão e me prover os cruzados de que precisava para a tão esperada aquisição. Ela veio acompanhada de um livrinho de capa azul impresso em papel-jornal com tipografia bem pobre que trazia todas as estatísticas da F-1, uma arqueologia em tempos pré-internet. Com um pouco de sorte o livrinho azul ainda deve sobreviver entre as minhas tralhas que ficaram lá na casa da mãe. Ora, eu tinha as estatísticas na escrivaninha do quarto, um indicativo óbvio de que teria de me tornar um especialista em corridas.

Bem, jamais me tornei especialista em coisa alguma, o sonho de viver dos meus traços durou bem pouco, a “Grid” deixou de existir poucos anos depois de eu saltar do ônibus três pontos antes da redação do jornal para enfim comprar a edição que trazia as quatro caricaturas na capa. Estava envolvida num saquinho plástico, o que foi crucial para preservá-la até que nos uníssemos e ela tivesse sua boa parcela de responsabilidade no meu destino.

Pena minha “Grid” com caricaturas na capa ter se perdido no tempo, um tempo que revivi agora vendo uma foto na internet.