Paludo fora da Nascar Truck Series

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CASCAVEL – Não sei dizer se o assunto foi tratado pelas bandas de cá, pelo menos não li ou ouvi nada a respeito, mas Miguel Paludo está fora da temporada de 2014 da Camping World Truck Series, conforme ele próprio lamenta nessa entrevista ao “Popular Speed” – foi de onde surrupiei a foto aí do alto. Depois de três temporadas completas na categoria norte-americana, uma pela equipe Red Horse e as duas últimas pela Turner Scott Motorsport, o gaúcho de Nova Prata viu-se sem patrocínio.

Bisbilhotando aqui e ali, deduzi que Miguel não acionou em tempo hábil seus contatos na Duroline, empresa que o apoiou nos últimos anos, porque a equipe sinalizou, ainda em 2013, com pacote fechado para ele disputar o campeonato de 2014. A verba estaria garantida. Mas não rolou. Não houve comunicação formal a respeito, mas parece que Steve Turner e Harry Scott Jr. dissolveram a sociedade que tinham na equipe. Mais de 40 funcionários teriam sido dispensados.

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Miguel, bicampeão do Porsche GT3 Cup no Brasil em 2008 e 2009, não se dá por vencido. “Fico em casa com a minha mulher, cozinhando, tentando passar o tempo, mas ao mesmo tempo estou ao telefone tentando conseguir patrocinadores, tentando fazer com que algo aconteça para este ano”, ele diz. A tendência, ao menos por ora, é de que suas tentativas viabilizem uma ou outra participação.

O momento de turbulência da Turner também atingiu Jeb Burton, outro que anda pendurado ao telefone atrás de patrocínio depois da decisão “especialmente dolorosa” da equipe de avisá-lo que não havia mais orçamento suficiente para a temporada toda.

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Crash!

CASCAVEL – É a fina flor da arquelogia automobilística na internet esse vídeo garimpado pelo comentarista Thiago Alves hoje à tarde. A discussão de então orbitava o acidente que envolveu maior número de carros na história da Nascar. A discussão, logicamente, era motivada pelo “Big One” na última volta da corrida de anteontem em Talladega, que envolveu 25 infelizes pilotos.

O Big One – que a rapaziada do Twitter já se habituou a tratar como “biguão” – citado pelo Thiago aconteceu em 1960, envolvendo 37 carros no início da etapa de Daytona. Legal demais ver como eram os carros e o ambiente do automobilismo estadunidense quando meu pai ainda usava calças curtas.

E em se tratando de acidente múltiplo, embora o conceito sequer se aproxime dos “biguões”, sempre vale rever a volta final da etapa final do DTM Turismo Paulista de 2001, revelado dias atrás pelo Eduardo Homem de Mello – que, segundo dizem, só trouxe as imagens à tona por ter sido o vencedor da corrida.

Outra do Nelsinho

CASCAVEL – Com narração do Sérgio Lago e comentário do Thiago Alves, que comandaram a transmissão da corrida para o Brasil pelo Fox Sports, aí estão as 15 últimas voltas da etapa da Nascar Truck Series, ontem à noite em Las Vegas.

Nelsinho já havia ganhado a corrida de Michigan, aquela em que correu com o capacete do “Piket”.

E o Guto Colvara, craque na narração das corridas virtuais, tratou de providenciar a íntegra da corrida de ontem à noite. Está nesse link aqui.

O Américo disse

CASCAVEL – Dia de viagem é uma correria e tanto. No meu caso, pela profusão das indas e vindas atrás das corridas, essas correrias já são rotina. São dias em que algumas coisas têm de ser deixadas de lado, caso do blog – havia coisas a comentar, não sobrou tempo, e não vai ser agora, também, estou de saída.

Um dos assuntos a que eu pretendia aplicar meus pitacos é a vitória do Nelsinho Piquet na Nationwide Series em Elkhart Lake. Não faz mal, o Américo Teixeira Júnior abordou o assunto hoje, em seu “Diário Motorsport”. O que ele diz é exatamente o que eu diria.

Não conhecia a expressão “ralar o dito cujo na ostra”, usada pelo Américo. E que seria o dito cujo? Seria cu?

Vitória brasileira

CASCAVEL – Lembram do Adriano Medeiros, o brasileiro que iria estrear na Euro Series, a “Nascar europeia”, no último fim de semana em Brands Hatch. Pois é. Venceu.

Iria, não. Ele estreou. Largando em nono depois de encarar um treino classificatório com pista molhada em seu primeiro contato com o carro da equipe Autosport 42, ele terminou a primeira corrida em 11º, sexto entre os pilotos da categoria Sprint, cravando a volta mais rápida da prova.

Na corrida principal, a chamada Endurance Race, em que teve a francesa Carole Perrin como parceira, Adriano recebeu o carro em oitavo, voltou à pista em segundo depois de um pit stop bastante eficiente e tomou a liderança de Vicent Gonneau e chegou a abrir 12 segundos de vantagem. Venceu 8h274 à frente do francês.

Adriano ainda corre atrás de patrocínio para seguir na categoria. A próxima etapa, dias 9 e 10 de junho, será na mítica pista belga de Spa-Francorchamps.

Brasileiro na Nascar europeia

CASCAVEL – Aí está a largada da etapa de Nogaro, na França, da Euro Racecar. Uma categoria que utiliza carros antigos da Nascar norte-americana. São seis etapas, todas compostas por rodadas duplas.

A segunda etapa vai acontecer domingo agora, no circuito inglês de Brands Hatch, com um brasileiro na pista. É o Adriano Medeiros, que acumula experiência na Fórmula Ford inglesa, na Britcar – onde competiu com um Porsche 993 – e em provas de Endurance, como as 24 Horas de Barcelona. Ele vai pilotar o Chevrolet Camaro da equipe Autosport 42, o da foto aí abaixo, e ainda corre atrás de patrocínio pra poder seguir na competição. Seu parceiro será o francês Carole Perrin.

Além do Camaro, o grid da Euro Racecar tem os modelos Dodge Challenger, Dodge Charger e Ford Mustang. Os carros, todos eles, têm motores V8 com 450 cv de potência. A etapa de Brands Hatch terá 24 carros na pista.

As quatro etapas finais vão acontecer em Spa-Francorchamps, no oval Tours Speedway, em Valência e em Le Mans – respectivamente Bélgica, França, Espanha e de novo França.

Wacky Races

Dois momentos históricos na já bastante histórica edição de 2012 das 500 Milhas de Daytona da Nascar. Um, o acidente quase inacreditável do gorducho Juan Pablo Montoya, que tinha minha torcida embora estivesse bem mal na corrida – havia acabado de pôr quatro pneus novos quando bateu, a 40 voltas do término previsto. O acidente:


Outro, o tweet do piloto Brad Keselowski, postado às 21h59 locais, 23h59 de Brasília. “Fogo! A minha visão”, escreveu o piloto, de dentro do carro, anexando à mensagem a foto aí de baixo.

É quase meia-noite e meia, a remoção do jet-dryer danificou o asfalto, a corrida não deve ser retomada – já foi adiada de domingo, por causa da chuva… – e a vitória, tudo indica, vai ficar com o azarão Dave Blaney.

ATUALIZANDO EM 28 DE FEVEREIRO, ÀS 9h29:
E não é que depois de eu ver o fim do “Homem Aranha 3” com o Luc Jr. e ir dormir a corrida foi retomada? Vitória de Matt Kenseth, a segunda dele, conforme o Felipe Giacomelli descreve no Grande Prêmio.