Dívida quitada

Vá lá que tenha demorado, mas nem todo mundo que fica me devendo coisas demora uma eternidade e meia para solver as pendências.

Fabrício Vasconcelos saiu do subúrbio do ABC Paulista para vir hoje a Interlagos e me entregar o DVD comemorativo aos 40 anos de carreira de Léo Canhoto & Robertinho, com o que acabou comprometido pela força das redes sociais.

O Bruno Vicária até pediu para levar para casa, mas esse tipo de coisa a gente não empresta. Nunca se sabe se haverá devolução, sacumé…

Sertanejão na veia


Às vezes a gente dá umas mancadas também, como não?

Me surpreendi com o anúncio que vi há pouco no SBT, aqui em Canoas, um evento comemorativo aos 40 anos de Gino & Geno. Como assim, 40 anos? Faz uns cinco ou seis, só, que ouço falar dos dois, afinal.

Problema meu se não sei me informar direito. Gino & Geno têm 29 discos gravados, o primeiro deles em 1970. “Nóis enverga mais não quebra”, a letrinha bem sacada do vídeo aí acima, é um dos maiores sucessos recentes. “Eu já fui de você” e “Vou beber veneno” são presença obrigatória nos repertórios do estilo por todo mundo que se mete a cantar música sertaneja.

No passado, Gino & Geno ganharam projeção com “As águas do São Francisco“, até hoje indispensável em seus shows.

Sertanejão na veia

Aí que Zezé di Camargo & Luciano vão ter muita mídia nos próximos tempos da próxima semana.

Separa, não separa, fato é que no show de ontem em Curitiba o Zezé subiu ao palco, explicou o problema entre irmãos e começou o show sozinho. Lá pelas tantas, o Luciano voltou ao teatro, foi pro palco e também deu sua versão ao ocorrido. Consta que Luciano, hoje, está internado, consequência do que teria sido uma overdose de remédios. Troço complicado.

Como sou um maria-vai-com-as-outras reconhecido, trago Zezé e Luciano – ou Mirosmar José e Welson David – à série do blog, hoje, com um combo que gostei muito. “Tristeza do Jeca”, uma das três músicas mais belas já gravadas no Brasil, e “Último dos apaixonados”, uma música que já usei para fazer paródia lá na Capital FM. Ainda bem que a paródia sumiu dos registros, esse não é o tipo de brincadeira que se deve fazer com amigos. Prefiro parodiar sobre políticos ladrões e sacanagens afins.

Por falar em ladrões, agradeço se alguém tiver notícias do meu carro.

Sertanejão na veia


Cezar & Paulinho, devo crer, são a dupla sertaneja que mais pauta suas letras em situações de sátira. “Pé de bode”, essa do vídeo, é um dos exemplos mais clássicos.

Filhos e sobrinhos, respectivamente, dos integrantes da dupla Craveiro & Cravinho, os irmãos de Piracicaba estão em posição de destaque na lista de shows a que ainda tenho de assistir. Perdi um, dois anos atrás lá em Cascavel, por estar perdido em algum canto do país narrando corridas de carros. Que não eram pés-de-bode.

Com mais de 35 anos de carreira, a dupla ganhou especial notoriedade recentemente, com sua divertida entrevista ao Jô Soares. Armazenei o atalho para a entrevista toda há meses, mas acessei agora e o arquivo não está mais disponível no site do programa do Jô. Dá pra ver em três partes – aqui estão os links para a primeira, a segunda e a terceira.

É de Cezar & Paulinho, também, a expressão “xique no úrtimo”, que a molecada arrota por aí a qualquer conveniência.

Sertanejão na veia

Não gosto de exceções, mas hoje abro uma na nossa série.

Primeiro, porque a ideia aqui é trazer vídeos que mostrem artistas cantando, e não clipes ou dublagens, motivo pelo qual já publiquei o Marciano sem o João Mineiro (aliás, se alguém tiver um vídeo iutubístico da dupla cantando ao vivo, indique-me; não encontrei nenhum).

Segundo, porque nosso personagem de hoje nada tem a ver com estilo que convencionou-se tratar como sertanejo. Como não sou especialista em tradicionalismo gaúcho, e inspirado pelos ares do fim de semana, abro a Teixeirinha a merecida exceção.

“Coração de luto”, que ao que consta descreve uma história real, é uma das coisas mais bonitas que um gaúcho já escreveu. E olhe que a gauchada não brinca em serviço quando é para falar de maneira bonita das coisas de sua terra e de suas causas e coisas.


Teixeirinha, ou Vitor Mateus Teixeira (pesquisei o nome agora), morreu em 1985, aos 58 anos (sabia o ano, mas vi a idade também na internet). Seu cartel de sucessos que são tidos quase como hinos do Rio Grande do Sul destaca “Querência amada” – com essa eu faturei o quarto lugar num festival de música da cooperativa onde meu pai trabalhava, em mil-novecentos-e-bolinha – e “A morte não marca hora”. Alguns anos atrás, ouvi que seu túmulo ocupa uma praça no centro de Passo Fundo, não sei se é verdade.

Daqui a duas semanas vai ter corrida do Itaipava GT Brasil, vou aproveitar para tirar essa dúvida com o Cláudio Ricci.

Luc & Juli na Batucada Pantanera

Embora nunca haja tempo para nada, sempre é necessário dar um tempo com as corridas.

O que não significa descanso para a tão exigida garganta. Afinal de contas, nesta quinta-feira, voltamos, a patroa e eu, ao palco do Pantanero Bar. Que foi onde tudo começou, já contei isso por aqui.

Luc & Juli, eu e ela, vamos apresentar uma parte do nosso repertório de sertanejo universitário nesta quinta-feira, 2 de dezembro, na programação da “Batucada Pantanera”. Uma farra que o Mateus Ferreira arma todas as quintas-feiras lá no Pantanero. Depois de nós, sobe ao palco a rapaziada pagodeira do VemKiVem, ali de Toledo.

É claro que esperamos todos os amigos lá. Vamos começar a tocar às onze da noite.