A Copa Gol

COPA GOL 1

Uma das largadas da Copa ECPA de Marcas, não sei exatamente quando a foto foi feita. A partir da etapa de 22 de setembro uma das novidades vai ser a Copa Gol. Que tem tudo para ser gigantesca.

CASCAVEL – Gosto muito do ambiente de corridas de Piracicaba, apesar de tê-lo frequentado poucas vezes. Três, para ser mais exato. A primeira foi nas Três Horas de 2017, uma prova de que participei a convite do Guilherme Reischl, e me diverti de novo agora relendo o relato que publiquei aqui no blog sobre o nosso segundo lugar. Ainda no ano passado estive lá participando de uma etapa da Copa ECPA de Automobilismo, de novo pela Phoenix Competições, equipe do Luisinho Piccolo e da Cris Lima. E, no último fim de semana, das 100 Milhas de Piracicaba, desta vez pela Jukamotors, do Juka e do Danilo Gandelim, e sobre essa deixo algumas linhas de registro lá ao fim desse post.

Bem, o fim de semana em Piracicaba foi, claro, de muito contato com vários pilotos e com a galera que faz a coisa acontecer por lá. Um dos assuntos de que me inteirei um pouco mais foi a criação da Copa Gol, torneio de Marcas 1.6 que vai acompanhar a programação das três últimas etapas da Copa ECPA – a sigla, para quem não sabe, denota Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo. A organização formal é do próprio ECPA, via Dani Gianetti e companhia, com a devida supervisão da Fasp. O Juka Gandelim tem feito um bom meio-de-campo com os pilotos que têm o modelo da VW na garagem ou na oficina. O processo de renovação da frota da categoria, fomentado sobretudo pela implantação da Classe 1 na Turismo Nacional, traz como tendência natural a disponibilização de mais exemplares do modelo “bolinha” para os campeonatos regionais de velocidade no asfalto e na terra, uma herança que também deve dar um impulso à iniciativa.

A lista dos pilotos que confirmam participação na Copa Gol chega hoje a 22 carros. Como ninguém pediu sigilo, dou os nomes. Carlos Zílio, Wilson Zambelo, Alexandre Barbosa, Luís Augusto, Diogo Lapena, Edson Paes/Bruno Paes, Cláudio Soares/Clayton Silva, Rodolfo Soares/Rogério Luciano, Rodrigo Tavares, Giovani Almeida, Gustavo Favoretto, Claudemir Grausbert, Luís Coelho, Rafael Amaral, Sandro Freitas/Valdir Silva, João Moraes, Fernando Marc/Carlos Will, Paulo Zamana/André Zamana, Carlos Lázaro, Valter Dadario/Gustavo Dadario, Richard Ghussn/Camilo Ruiz e mais o Eduardo, da Duromed. É de se imaginar, dentro das normalidades de situações assim, que até a primeira etapa alguns desses nomes saiam da lista por motivos próprios, e também que outros sejam incluídos.

A Copa Gol vai ter três etapas nessa primeira edição, todas obviamente no ECPA. A primeira no dia 22 de setembro, as outras duas nos dias 21 de outubro e 8 de dezembro. As inscrições para quem já está garantindo participação têm taxa de R$ 500 por carro – muito, muito barato para os padrões do automobilismo de ora. O carrinho com que participei das 100 Milhas no último sábado pode acabar aparecendo nessa lista, também, vamos ver.

Ah, informação que acrescento depois da postagem original: o próprio Juka Gandelim pode ser o contato para informações sobre regulamento e coisas do gênero – o regulamento técnico, aliás, é o do Paulista de Marcas & Pilotos. Ele atende 24 horas por dia, sete dias por semana, no número (19) 9 9895-8814. Ele só não vai ouvir o telefone tocar se estiver no show do Zezé di Camargo.

100 MILHAS 10

Coloquei mais um trofeuzinho na minha modesta galeria com o terceiro lugar nas 100 Milhas na categoria Marcas A. Fiz a prova inteira sozinho com o Gol número 66 da equipe do Juka Gandelim.

Por falar da minha ida às 100 Milhas, nada de muito revolucionário. Tinha só duas metas para o fim de semana: alcançar um determinado tempo de volta, que não foi cumprida, e concluir a prova inteira sem revezar o carro, o que consegui a duras penas. Depois de 1h45min de corrida, saí do carro extenuado. A galera do ECPA percebeu que não estava tão bem e me conferiu tratamento vip, a ponto de eu ter voltado logo ao movimento todo sob o risco de cair na tentação de fazer um pouco de manha para continuar recebendo mimos e ficar no ar-condicionado do carro de serviço que estava posicionado na reta dos boxes. Eram 78 voltas de corrida, eu havia estipulado com o Juka que faria minhas duas paradas obrigatórias nas voltas 40 e 66 (essas paradas não são permitidas nas 10 últimas voltas). Tive que parar na 21ª volta, por conta da quebra do coxim do câmbio, chegar aos boxes depois do problema foi um milagre. Saí do carro, tirei o capacete e já estava conformado com o abandono, quando o Everton e o Yan, mecânicos da equipe, me mandaram entrar no carro de novo porque o problema estava sanado. Perdemos poucas voltas além do tempo mínimo da parada, voltei à pista, parei de novo na volta 64 e fui ao pódio em terceiro lugar na minha categoria, a Turismo A. Foi tão divertido quanto cansativo.

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Na íntegra: Duas Horas de Guaporé

CASCAVEL – Vou dar uma pausa na agenda do dia para degustar, não sem antes compartilhar com vocês, a edição em vídeo das Duas Horas de Guaporé. Corrida que aconteceu no último dia 16, valendo pelo Campeonato Gaúcho de Superturismo.

Foi o fim de semana em que pude, enfim, participar de uma corrida em Guaporé, coisa que eu sonhava fazer bem antes de começar a correr. Fui à pista em dupla com o Bruno Ceccagno, com quem dividi o GM Corsa número 66 da Leandro Motorsport. Terminamos em quarto lugar na categoria TL, mas com a desclassificação técnica do carro vencedor fomos proclamados no pódio em terceiro lugar. O Telmo Júnior já despachou o troféu para Cascavel, o lugarzinho dele já está reservado na estante.

A edição é do Marcos Moschetta, com narração do irreverente Ademir Moreira – o “Perna”, para quem não o conhece pelo nome.

Meu pódio na estreia

CELIO 5

Um brinde ao Betão Fonseca, ao Wagner Agostinho, ao Pedro Pimenta e a toda a rapaziada da CenterBUS-Sambaíba, em foto do Célio Debes Jr. que vai virar quadro na sala do meu novo apartamento.

SÃO PAULO – Não tenho falado em outra coisa nos últimos dias, mas não tem problema. Vai demorar para cansar de abordar a participação que tive no Mercedes-Benz Challenge em Interlagos, no dia 27 de maio. Muito justo, pois, que eu faça o meu relato protocolar aqui no blog. Menos por achar que minhas impressões interessam a alguém, mais para ter um conteúdo que me permita reviver tudo aquilo daqui a algum tempo, quando outras corridas e fins de semana memoráveis tiverem acontecido. Claro que o VT da corrida, devidamente armazenado na internet, pode rememorar alguns momentos da pista. Aliás, vamos a ele, ao VT da transmissão ao vivo que teve narração do Celso Miranda e comentário do Tiago Mendonça, com imagens geradas pela Master/CATVE.

Quando comecei a correr, quase três anos atrás, usei comigo mesmo a desculpa de que seria um meio de entender melhor o ambiente em que trabalho. Não passava de balela, àquela época. Hoje tem ajudado, sim, e bastante. Vocês não têm ideia do quanto foi possível, em dois dias de atividades de pista, mergulhar a fundo na categoria de que fui narrador por quase cinco temporadas nas transmissões de TV, primeiro pela Rede TV! e, na fase atual, pelo BandSports. A ideia inicial do pessoal da CenterBUS-Sambaíba que me integrou à equipe para esta etapa passou por várias adaptações até o momento da saída à pista para o primeiro treino livre, já na véspera da largada. No fim, consegui me entender bem com o carrinho. Na tomada de tempos, nono lugar entre os 16 inscritos. Nada mau para quem fazia a corrida de estreia em campeonatos brasileiros. Fui o melhor colocado no grid dos seis da equipe, considerando a classe C250 Cup – havia outros três carros alaranjados na CLA 45 AMG Cup, a série principal.

Me entender bem com o carro foi importante, até por ter sido um fim de semana atípico. Os efeitos da paralisação nacional dos profissionais do transporte rodoviário, que refletiu na vida de todo mundo, ecoou no autódromo também, levando a programação da etapa a uma série de readequações. Essa adaptação teve a assinatura substancial do Pedro Pimenta, que nunca havia pisado no box da CenterBUS-Sambaíba, mas que desta vez estava lá, escalado para ser o meu guia. “Coach”, como se convencionou dizer no automobilismo. Vá lá que a paciência de Jó com que ele me mostrou o caminho das pedras durou bem pouco na corrida, já que eu não parava de chama-lo no rádio. “Para de falar e guia, deixa que eu falo!”, esbravejou. Ordens são ordens. Combinamos a estratégia, combinamos a tentativa do pulo do gato, combinamos como seria uma eventual readequação da corrida que havíamos traçado. O Pimenta sabia do meu potencial e das minhas limitações, tinha a exata noção de até onde eu poderia ir com o carro, sabia o que deveria ser feito e dito.

SOUZA 1

Sorte até no número. Meu 66 velho de guerra estava na lista dos números reservados pela equipe. Não podia ser outro para a estréia em Campeonatos Brasileiros. A foto é do Sandro de Souza.

Na corrida, minha preocupação inicial – um erro, vejo hoje – era a de não perder posição para o pessoal que vinha atrás. Teria largado melhor se me preocupasse com quem estava à frente. Mantive a posição, perdendo um pouquinho de contato  com os oito primeiros, o que foi bastante produtivo no início da segunda volta. Um salseiro no S do Senna deixou vários carros atravessados, alguns deles fora de combate. Tinha alguns metros de distância para esse pessoal da frente, foi o suficiente para me permitir desviar da confusão e seguir com minha corridinha. Algumas voltas mais tarde, um momento que não vou esquecer: uma disputa bem acalorada com ninguém menos que o Ângelo Giombelli, o grande Ângelo. Tê-lo como companheiro de equipe nessa ocasião já era algo digno de nota para o meu parco currículo. Trocar posição com ele algumas vezes, os dois sabendo que ficar à frente do outro poderia valer o pódio, foi sensacional. Lembrei do Otávio Mesquita, dez anos atrás, quando disputou posição com Emerson Fittipaldi numa corrida da GT3 e depois da corrida chorou emocionado. Não chorei e nem carreguei na emoção, mas na corrida mesmo fiz minha nota mental: pôr no currículo que tive um pega bem bacana com o Giombelli. Pus.

Cheguei a figurar em segundo lugar, mas isso era por causa da estratégia de parar no último momento em que fosse possível. Vai que entra o safety car e todo mundo já parou… Seria o pulo do gato. Não entrou safety car nenhum, e quando voltei à pista era o quarto colocado. Poderia ter mantido a posição se tivesse compreendido a contento a penúltima mensagem do Pimenta no rádio. Estava três segundos e meio à frente do Flávio Andrade, faltavam seis minutos para a corrida terminar e depois do Flávio não havia ninguém próximo a ponto de ameaçar o nosso pódio, era só trazer o carro para a bandeira quadriculada. Bem, foi essa a mensagem que suponho ter sido passada pelo Pimenta. Com os ouvidos já tão cansados quanto o corpo, só entendi o lance dos seis minutos e o “ninguém perto”, além de algo envolvendo três segundos e meio – não me atrevi a pedir para repetir. Vi o carro amarelo do Flávio pelo espelho e decidi tirar o pé e deixa-lo passar. Pensei que fosse um dos três carros que a equipe dele mantém na CLA 45 AMG Cup. Difícil afirmar que teria me mantido à frente dele, que vinha numa prova de recuperação bem interessante depois daquele quiproquó na segunda volta. Poderia ter resistido e segurado o quarto lugar. Ele poderia ter descontado essa diferença e passado do mesmo jeito. Nunca vou saber. E o Pimenta não sabia disso até agora, vai me matar quando ler.

CONTO 2

É regra: toda vez que a Rita vai comigo à corrida, termino no pódio. Funcionou até no Mercedes-Benz Challenge. Mais um motivo pra ter essa doçura sempre por perto. Foto do Fernando Conto.

Fato é que deu pódio. Sem saber, uma vez que só fui constatar isso já em casa, consultando as minhas anotações, fui o 50º piloto a figurar no pódio do Mercedes-Benz Challenge em oito temporadas da categoria. Números redondos são legais, dão a impressão de potencializar um resultado que por si só, considerando que o piloto era eu e todas as demais circunstâncias envolvidas, foi bom demais. Acabei a corrida como melhor colocado entre os pilotos da CenterBUS-Sambaíba na C250 Cup – a equipe ganhou na geral com o Betão Fonseca e o Adriano Rabelo, que correram em dupla. E poucas vezes veio tanto a calhar minha mania de trazer para as corridas a bandeira de Cascavel. Ela foi comigo para o pódio, conforme mostram as fotos ou as imagens da matéria que a Patrícia Cabral fez comigo para a CATVE. Meu agradecimento a ela e também à Taísa Kisiel e ao Luciano Neves, da TV Tarobá, que me deram uma baita colher de chá no “Tarobá Esporte”.

GUERIN 1

Além do ótimo carro, o pódio foi resultado do trabalho em dupla. O Pimenta são não pressionou os pedais. Importante compreender o funcionamento do coaching. A foto é do capilar Glauco Guerin.

Teve também o ponto negativo do fim de semana – sempre tem um ponto negativo. Que, no caso dessa corrida, foi o toque com o Cello Nunes, da categoria principal. Um cara que conheci lá mesmo, no Challenge, enquanto mostrou uma evolução absurda como piloto em 2017, correndo de C250. Cello disputava posição com o Renato Braga, os dois me alcançaram para pôr volta de vantagem (categorias diferentes, carros diferentes, a diferença de uma volta no fim da corrida é ocorrência normal). Ele esperava uma reação minha, eu contava com outra dele, nenhuma das duas aconteceu e faltou espaço para nós dois na Junção. O Cello rodou por causa do toque e acabou perdendo o pódio que vinha conquistando com muita competência. Fiquei extremamente chateado. Mesmo sem ter a cancha que ele já vem construindo nas corridas, sei bem, aprendi ainda mais nessa corrida, o quanto vale um pódio, levar o champanhe para a equipe. E, conforme ele mesmo afirmou, a rapaziada da equipe dele merecia muito aquele champanhe. Vou torcer de forma especial para que o próximo resultado do Cello compense a decepção que ele teve. Deve ter ficado puto comigo.

ZOIAO 4

Foto feita pelo Vanderley Soares na volta de apresentação. Fui o nono colocado no grid de 16 carros, primeiro entre os que compuseram o esquadrão alaranjado da CenterBUS-Sambaíba na etapa.

A participação no Mercedes-Benz Challenge acabou sendo minha última corrida como integrante da lista de pilotos da WeCredit Racing. São mais de 15 em várias categorias pelo Brasil e pelo mundo, e por sete meses tive a honra de integrar essa lista. Uma parceria que começou com pódio, o décimo lugar geral nas 500 Milhas de Londrina do ano passado, e terminou com pódio, esse bendito quinto lugar em Interlagos. Toda gratidão e simpatia ao Renato Costa, ao Marcelo Gomes e à equipe do Grupo Financial, dono da marca, que me acompanharam em tantos momentos bacanas. Quando a história da WeCredit Racing for contada em livro, vai constar de alguma página que fui o primeiro piloto a conquistar uma vitória para eles no automobilismo, na segunda etapa do Fusca Cup, também aqui em Interlagos. Vinda longa ao time, pois.

Sem muito mais a dizer e bastante coisa para guardar na gaveta das boas memórias, deixo aqui, mais uma vez, o meu agradecimento ao Betão Fonseca e ao Wagner Agostinho, que viabilizaram aquele fim de semana tão improvável quanto aprazível, ao Evandro, ao Carlinhos e a todos os meninos da equipe, que me acolheram com a maior cortesia do mundo, e ao bom Deus que me tem proporcionado tanta coisa bacana. Tomo a saída estratégica pela esquerda deixando uma galeria de fotos dos amigos Celinho Debes, Fernando Conto, Sandro de Souza e Vanderley Soares.

 

 

Em casa

MB 01

Wagnão Agostinho me ciceroneou a tarde toda na sede da CenterBUS-Sambaíba em Taboão da Serra, aqui do ladinho. E falou pra eu me sentir em casa na equipe. Como se precisasse.

SÃO PAULO – Ontem foi o dia de conhecer a sede da CenterBUS-Sambaíba, minha equipe na etapa deste domingo do Mercedes-Benz Challenge em Interlagos.

O Wagner Agostinho, com sua paciência de Jó, não só me descreveu de cabo a rabo a trajetória da equipe como também falou de alguns dos planos para as próximas temporadas. É uma rapaziada muito bem disposta a fazer história, essa da equipe.

A visita serviu também para o primeiro contato com o #66, meu companheiro do fim de semana. Vamos nos entender bem.

Eu e a Meca

O Mercedes-Benz C250 Turbo número 66 da CenterBUS-Sambaíba, meu próximo carro nessas andanças e aceleranças em pistas daqui e dali.

CASCAVEL – Um pouco de curiosidade, um monte de empenho, um pouco de apreensão, um monte de tesão, de tudo um pouco, ou um monte. É assim que surge, meio que como presente de aniversário, meu novo desafio nas pistas. Dois anos e meio depois de começar a correr, e sem ter entendido direito ainda o que estou fazendo no meio desse negócio, vou participar de uma etapa de Campeonato Brasileiro.

Serei um dos 41 sujeitos alinhados no grid de Interlagos na manhã de 27 de maio, no grid do Mercedes-Benz Challenge. Vai ser a terceira etapa da temporada em que a categoria se une à Copa Truck para dividir programação e prestígio em sete autódromos do Brasil e mais um de fora. Vou integrar a C250 Cup. Dei sorte com o número do carro: meu 66 de sempre está na frota da CenterBUS-Sambaíba, a equipe que vou defender a convite do Betão Fonseca e do multifunções Wagner Agostinho. Vai ser o meu carro nesta etapa, o 66.

Guiar uma C250 Turbo em Interlagos não chega a ser uma novidade. Tive essa oportunidade em dezembro de 2016, quando o Leandro Romera me recrutou para uma atividade de pista com clientes de uma empresa parceira da empresa dele. Não foi exatamente um teste de desempenho, já que naquela vez sempre havia um convidado me acompanhando do banco da direita. Agora serei eu comigo mesmo, talvez alguém no rádio. Bem, o que não falta numa etapa do Mercedes Challenge é tempo da pista para tentar me entender com o carro. O funcionamento prático de pneus slick ainda me é uma incógnita, apesar de eu já ter experimentado a novidade no Spyder com que estreei ano passado nas 500 Milhas de Londrina.

Desde o surgimento do Mercedes-Benz Challenge, em 2011, fui o narrador que mais transmitiu corridas da categoria, fosse pela internet, pela Rede TV! ou pelo BandSports, a casa atual. Octávio Muniz e Celso Miranda também já passaram pelo microfone do campeonato – é o Celso, neste ano, quem comanda as transmissões ao lado do Tiago Mendonça. Nunca pensei que um dia fosse pular o balcão, ou a mureta de box. Mas desafio feito é desafio aceito. “Tem coragem?”, foi o que me perguntou o Betão Fonseca, quando me fez o convite. Bem, o Betão e eu interagimos pouco, apesar de tantos anos de convivência profissional na categoria. Tivéssemos um pouco mais de contato e ele saberia que essa é a única coisa que não me falta.

Picoloko, Inspevel, Grupo ODA e WeCredit, os parceiros de sempre, juntam-se nessa iniciativa isolada à CenterBUS e à Sambaíba na relação de apoiadores. É a segunda vez que vou à pista numa corrida com transmissão ao vivo na televisão; a primeira foi a Cascavel de Ouro de 2016, quando o diretor de imagens só mostrou meu carro nas duas vezes em que rodei. Não quero rodar a Mercedes em Interlagos. Logo, se quiser aparecer na televisão, vou ter que fazer por merecer.

Conto com a torcida de vocês todos.

Preparei umas camisetas promocionais pra essa atípica participação num Campeonato Brasileiro. Espero fazer sobrarem algumas pra galera que me acompanha por aqui.

Um 2017 em 66 imagens

CASCAVEL – E por que 66 imagens, ora? Primeiro, porque o blog é meu e nele publico quantas fotos quiser. Segundo, e principal, porque 66 é o número que costumo usar nos carros quando participo de alguma corridinha aqui ou ali. Às vezes não dá, ou porque o número já é de outro piloto, ou porque corro como parceiro de pilotos que usam outros números, como 37, 71, 113. Não importa.

Mas resumi aqui em 66 fotos, para meu próprio consumo, o que foi minha temporada nas pistas em 2017. Do lado de dentro, no caso. Foram cerca de 30 fins de semana em autódromos transmitindo corridas ou escrevendo sobre elas e outros dez, exatamente dez, participando delas. Fiz uma seleção parecida em 2016, também, que publiquei em meu perfil do Facebook – está aqui, em post aberto.

Um ano bem interessante, sob o meu ponto de vista, em que tive a companhia e o incentivo de muita gente bacana e o apoio muitíssimo bem-vindo de marcas como, alfabeticamente citando, Boteco Praia, Casa Wireless, Egali Intercâmbio, Grupo Financial, Grupo ODA, Grupo Pra Frente Brasil, Inspevel Inspeção Veicular de Cascavel, Jack’s Wash Motorcycle e Tio Armênio. Meu muito obrigado, mais uma vez, a toda essa gente.

Minha seleção de 66 fotos tem contribuição de bastante gente. Acho que creditando a Adilson Zavarize, Anderson Zambrzycki, André Lemes, Cesar Barros, Cíntia Azevedo, Cleocinei Zonta, Rodrigo Ruiz e Vanderley Soares não esqueço de ninguém. E pé embaixo em 2018, meu povo!

Tchau, #66!

ESCORT

E foi-se embora o Escortinho das corridas que considero as minhas primeiras. Ficam boas lembranças. E os quadros, um aqui na sala de casa, outro lá no Bar do Zé, contemplado por todos.

CASCAVEL – E meu companheirinho de pista foi embora de vez. Vai dar carona a sonhos e objetivos malucos de outros malucos, a partir de agora lá no Centro-Oeste do Brasil.

Fiquei triste, de verdade, quando o Beto Trento me mandou a foto, nossa última foto, do Escortinho que, cúmplice do Thiago Klein, me fez ter coragem de encarar a pista de corridas, ainda que a meu modesto modo.

O carrinho viaja levando com ele um monte de marcas que levei comigo em doideiras nas corridas em Cascavel e em Curitiba. Paraguay Racing, Inspevel, ABS Sports, Sensei Sushi Bar, Sprint Race Brasil, AuStore, Bar do Zé, Pirelli (adesivo que usei só pra cobrir um outro no para-choque dianteiro, mas os pneus do carrinho eram Pirelli), Poderoso Timão.

Esse carrinho, antes de me levar pra pista, levou vários outros amigos pra começarem suas histórias nesse mundinho das corridas. Pra citar os mais recentes, Lorenzo Massaro, Caíto Carvalho e Felipe Carvalho.

O Escortinho leva pra Minas Gerais, também, o adesivo onde se lê “Valeu, #Bipe”. Imagino que o novo dono vá eliminá-lo. Mas valeu, mesmo, e o Bipe sabe disso.