Jeffrey, maluco beleza

JEFFREYALTA GRACIA – Hoje conheci o legítimo maluco beleza. Não, Jeffrey, não sei seu sobrenome, nunca ouviu músicas de Raul Seixas, e sequer me pareceu ter o hábito de consumir substâncias não recomendáveis. Maluco beleza foi a definição que dei-lhe depois de ouvir por uns 20 minutos o que fez de sua vida.

Jeffrey é um californiano de 71 anos que perambula pela América do Sul em seu motorhome Mercedes-Benz fabricado nos anos 70, suponho. Fala inglês, espanhol, francês, italiano e um pouquinho de russo. Caiu para as bandas de cá em 2003 e desde então mora no veículo que o leva de um lado a outro. Sem esposa ou filhos, acorda a cada dia e vai para onde o vento sopra. Em dezembro esteve pela última vez nos EUA, onde mantém residência.

Encontrei Jeffrey na portaria do hotel hoje cedinho, antes do café da manhã. Sei lá o que fazia por lá, mal lembro por que começamos a conversar sobre suas andanças. Talvez para eu exercitar meu inglês sempre deficitário. É metido a cantor e, para minha surpresa, não só não conhece Raul Seixas como não gosta de rock. Disse que gosta de ouvir Eagles, Caetano e Bethânia. Trem doido, um californiano que pula de galho em galho no mapa múndi a bordo de um motorhome com a minha idade – o veículo, no caso – ter CDs dos irmãos baianos no portaluvas.

Os planos de Jeffrey eram de seguir seu rumo indefinido hoje mesmo, mas vai adiar a partida para segunda-feira. É apaixonado por caminhões e quer vir ao autódromo amanhã para ver a corrida da Fórmula Truck. Comprometi-me a tentar descolar uma credencial para ele, é provável que não consiga, essas coisas são mais complicadas do que pensam os amigos que vez ou outra me pedem arregos dessa natureza. Bem, tentar não custa. Talvez o Luiz Silvério ou o Vytor Zeidan colaborem.

E quanto a Raul Seixas, Jeffrey fez questão de anotar seu nome. Vai pesquisar seu repertório.

E aí, Passaredo?

GUARULHOS – Ontem à noite, tão logo me instalei no hotel cá em Guarulhos, abri o computador para tentar providenciar o check-in digital do meu voo de hoje pela Passaredo. O que não foi possível. O site da companhia estava fora do ar, para usar um termo que é de televisão. Tenho o hábito, acho que todos têm, de fazê-lo com a devida antecedência, e a antecedência máxima que o sistema da Passaredo permite é de um dia. Deixei para hoje, dia do voo. Isso acontece, pensei.

Depois de uma boa noite de descanso, tento de novo. O site está ok, é um bom sinal. Acesso a reserva que me foi enviada dos voos da viagem. Cascavel-Cumbica, que cumpri na quinta-feira passando um medo dos diabos – havia muita turbulência, aquilo sacudiu um monte apesar dos desvios de rota providenciados, e o amigo que veio comigo, que pratica aviação em nível amador, riu um monte da minha cara -, e Cumbica-Cascavel, previsto para daqui a pouco se não houver cancelamentos. As indicações da reserva são essas abaixo.

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Dados conferidos, acesso o site. Vou ao campo do check-in digital e entro com os dados solicitados. Lá no pé da página, e isso não aparece no print, preencho o campo em que confirmo concordar com as regras da operação, e tal.

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O passo seguinte, já fiz esse procedimento algumas dezenas de vezes, é clicar no ícone “pesquisar voo”. Clico e a mensagem dada pelo site é a seguinte.

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Começo a me irritar, mas respiro fundo e olho tudo de novo. Aí noto no indicativo das reservas que, apesar de só Passaredo e Azul pousar suas aeronaves em Cascavel, todos operando com os modelos turbo-hélice da ATR, o voo de hoje foi contratado junto à Gol – há essas parcerias entre companhias, uma vende e outra opera, isso é absolutamente normal. Recorro ao site da Gol, pois, para o dito check-in. Vou ao campo indicado, entro novamente com os dados solicitados e, diante da resposta abaixo, tenho a impressão de estar recorrendo a algum serviço público.

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Desisto do check-in digital e vou tratar do que tenho a tratar antes de viajar. Torcendo para conseguir voltar para casa, claro. A Passaredo, nas últimas semanas, enviou e-mails a uma porção de clientes avisando sem maiores explicações que voos previamente contratados estão cancelados e pronto. Não há maiores explicações. Nós, da agência jornalística da qual faço parte, também tivemos voos cancelados. Há quem diga que é por causa do remanejamento da malha aérea para a Copa do Mundo. O que é estranho, já que nossos voos cancelados são para a última semana de julho, depois do fim da Copa – a cobrança do valor das passagens nos nossos cartões de crédito não foi suspensa, diga-se -, e os voos cancelados de pilotos de corrida e fotógrafos que conheço são ainda para mais tarde. Há quem diga que a companhia está fechando as portas, ou que faliu, na semana passada me disseram até que estão suspendendo esses voos por não haver crédito para o combustível do reabastecimento das aeronaves.

Todo mundo explica tudo, como a luz acende e como o avião pode voar, preconizou Raul Seixas. Na Passaredo, ninguém explica nada. Daqui a pouco levo minhas malas para Cumbica e é possível que tenha de ouvir alguma justificativa furada para um eventual cancelamento de voo. Não será surpresa, se acontecer.

O rali de Nenhures

NENHURES – Não faço a mínima ideia de que dia seja, ou de quanto tempo falta para o jantar. Sequer tenho ideia se minha última refeição foi jantar ou almoço, e há pouco me deram uma substância que me deixou entorpecido.

Sem sustos, não estou sequestrado. Pelo contrário, dei um bico no calendário da mesa do escritório, catei a família pelos suspensórios e vim tirar uns dias de folga em Nenhures, nome com o qual nós mesmos batizamos o lugar onde estamos, e honestamente até agora não sei o nome da cidade onde viemos parar. Nem quero saber, a menos que tenha queixas e queira catar o prefeito pelos colarinhos. Não terei. E Nenhures não deve ter prefeito.

O caminho para Nenhures, pelo menos o que me falaram que era o certo, foi a primeira grande diversão de 2013. Deve haver outros caminhos mais civilizados, duvido que mais divertidos. Sobretudo porque trilhamos o nosso ontem, dia de chuva nos arredores nenhurenses (isso está ficando perigoso), isso me permitiu exercitar uma até então desconhecida habilidade na condução off-road.

A estreia como ralizeiro foi salva por dois cidadãos nenhurenses que por ali passavam, num veículo de tração animal, no instante em que a tração dianteira perdeu para a aderência do encharcado solo arenoso. Deram uma força, conseguimos movimento, parei em raro piso firme pra voltar a pé e agradecê-los pessoalmente. Um deles é corintiano, notei pela camiseta. Enfim, é pena o Rali Dacar começar já nesta semana, se fosse na outra eu iria ali pra cima do continente e tomaria parte com nosso modesto sedan.

A dupla do empurrão não foi nossa única companhia no desafiador trajeto entre sei lá onde e Nenhures. Antes, houve as vacas. Quanto riso e quanta alegria com as vacas. Do meio delas saí depois de longos instantes com um forte palpite no número 39 – sou um tanto afeito a jogatinas, vocês sabem –, mas em Nenhures não há casas lotéricas ou bancas do jogo do bicho. Uma constatação boa, afinal já detectamos um ramo inexplorado por aqui, pode ser a senha para darmos um bico em Cascavel e nesse negócio de corridas e música e virmos tocar a vida aqui em Nenhures.

Agora, se me dão licença, vou devolver o blog às moscas e correr ali tentar outra daquelas substâncias entorpecentes. São legais, vêm com um guarda-chuvinha ou uma rodela de limão na borda do copo, você pode escolher.

Habemus pista

CASCAVEL – Na segunda-feira passamos, nós cascavelenses, a integrar o MSA, que vem a ser o ainda não oficial Movimento dos Sem-Aeroporto. Comentei aqui no blog, inclusive.

Pois hoje a direção das duas companhias atracadas por estas bandas, Azul e Trip – que vivem processo de fusão – voltou atrás na decisão de suspender as atividades. Todos prometeram providências, comprometimento, ação, orações e o cão-a-quatro e os ATR trip-azulianos voltarão a decolar e pousar em Cascavel daqui a dois dias, segundo mostra essa matéria da CGN.

O que não me resolve a vida. Minha passagem para Porto Alegre, marcada para amanhã com conexão em Curitiba, teve de ser alterada, terei de ir de carro até Foz do Iguaçu para embarcar. Embora a matéria da CGN informe que as companhias estão providenciando o transporte por terra dos passageiros a Foz até que as operações voltem ao normal por aqui, minha agente de viagens deixou bem claro, no telefonema de agora há pouco, que a Trip até providenciaria a mudança do bilhete, mas a ida a Foz seria um problema inteiramente meu. Vamos a Foz, pois, são só 160 km do portão da minha casa ao aeroporto de lá.

Me ocorreu agora uma coisa: como é que vão explorar, na campanha política, a retomada iminente dos voos que têm Cascavel numa das pontas?

ATUALIZANDO EM 3 DE OUTUBRO, ÀS 15h18:

O termo de cooperação entre Cettrans, Azul e Trip está exposto na íntegra nesse link aqui.

Estamos sem pista

CASCAVEL – Aí estão as imagens captadas pelo João Carlos Ribeiro do incidente durante o pouso de um turbo-hélice da Azul no aeroporto de Cascavel, na última sexta-feira. O vento forte tirou o ATR da pista logo após a aterrissagem. Deve ter havido pânico a bordo, tudo aquilo. Ninguém se machucou, é o que importa.

Claro que, às vésperas de eleições municipais, esse incidente foi alçado à condição de peça política pelos opositores do prefeito atual. Talvez seja exagero atrelar essa interpretação à decisão anunciada em nota oficial pela Trip e pela Azul, as duas companhias aéreas que operam por estar bandas, de suspender todos os pousos e decolagens no aeroporto de Cascavel por tempo de indeterminado. Mas o fato é esse, a partir de amanhã estaremos sem aeroporto.

Pela parte que me toca, vou tratar agora de transferir para Foz do Iguaçu os voos que já tinha marcado para Cascavel. Honestamente, não consigo atrelar um vento lateral num aeroporto com quase 35 anos de idade a culpas e méritos desse ou daquele grupo político.

A tecnologia disponível em fins da década de 70, imagino, já permitia saber que a ação do vento não era exatamente apropriada à direção projetada para a pista do aeroporto.

O Corinthians é aqui

SANTA CRUZ DO SUL – Cidadezinha bem legal, essa aqui. Tem um clima bacana, ameno, sossegado, sem aquela quietude exagerada do interior. Ruas tranquilas, bons botecos, bons restaurantes, algumas baladinhas atrativas, gente simpática e mulheres muito bonitas, e que a Juli não leia isso.

Desembarquei no início da tarde em Porto Alegre, arrematei lá do aeroporto mesmo alguns trabalhos que tinha de encaminhar e fui pra rodoviária. Não tinha saco, essa é a verdade, pra esperar alguma carona até aqui. De ônibus, são quase três horas para um trecho de 150 km, algo que não me aborrece se houver, como houve, uma boa poltrona pra recuperar o sono sempre atrasado.

Da rodoviária até o hotel é rapidinho, mas deu pra pôr a conversa em dia com o parceiro Aluízio Coelho, piloto e comentarista de tevê, que veio pra cá trabalhar como coach de um piloto do Mercedes-Benz Grand Challenge. Virou moda os pilotos prestarem essa consultoria aos menos experientes, é um trabalho de resultado prático comprovado e que oferece a eles, pilotos mais tarimbados, uma renda extra. Não falta mercado.

Me diverti com o taxista que nos trouxe pra cá. Oli, o nome dele. Observou que cheguei num horário de trânsito intenso, fim de expediente. Procurei num olhar e, além dos carros estacionados, vi dois trafegando. Dois. Seu Oli nunca deve ter visto um engarrafamento de perto, pensei.

Já instalado no hotel, exercitei o hábito de selecionar algumas músicas sertanejas pra ouvir enquanto escrevia algumas coisas. O repertório do início de noite ficou por conta de Cezar & Paulinho, até o momento em que chamaram no ramal me convidando pro jantar. E, na curta caminhada até o Quiosque, onde servem um rango caprichado, eis que encontro… o Corinthians!

Isso mesmo, a sede do Corinthians, que anteontem enfiou um nabo de seis a zero num time xiru qualquer. Descarregamos o tambor inteiro, seis tiros, como bem definiu o Roberto Vita, da editora Melro. Claro que trato aqui de coisas diferentes. O clube santacruzense em questão é o Corinthians Sport Club, uma organização de 72 anos que, além do futebol amador, coleciona títulos em campeonatos de basquete, futsal e bolão. Bolão… Já se vão uns 15 ou 16 anos da única vez na vida que joguei bolão. Em janeiro último fui apresentado à Bocha. bobagens esportivas, enfim.

Agora, hora do encontro com Morfeu. Daqui a pouco começa a agenda do fim de semana no autódromo, com o Campeonato Brasileiro de Gran Turismo e suas categorias parceiras. Pra fechar a noite, uma baladinha organizada na Spirit pelo pessoal da SRO, quem sabe uma passadinha pela Centenário, onde o rodízio é de primeira e, na última visita, curti um repertório musical da melhor qualidade.

Um domingo que começa

BRASÍLIA – Se tem uma coisa que me desagrada é pegar birra. De qualquer coisa ou pessoa. Quando acontece, é difícil reverter. Ultimamente tem sido com a Gol, que concorre com boa margem ao título de companhia aérea mais desorganizada do cu do mundo.

Meus critérios birrísticos são pouco exigentes, o que me permite ratificar minha birra com a Gol mesmo quando o errado na história sou eu. Cheguei alguns minutos atrasados ao aeroporto de Brasília pra embarcar de volta ao Rio. Sem choro nem vela, embora houvesse tempo hábil pra reverter o processo todo, fiquei pro próximo voo e morri com multa de 100 estalecas. É a regra, fazer o quê?, quem está na merda não pia, e aqui caberiam dezenas de outros clichês.

Não é daí que vem a pontinha que ratificou minha birra, já que quem fez merda fui eu. Mas, pela lei do mundo ideal que imagino, não queiram conhecê-lo, deveria eu cobrar 100 mangos da empresa pelo atraso de meia hora no voo que me trouxe aqui sexta-feira à noite, que me fez perder a reunião e o jantar marcado com parceiros, talvez uma biritinha de saideira. Foi uma zona completa o embarque no Santos Dumont. O painel mandava todo mundo pro portão 6, o errado, ninguém sabia para onde ir, até que algum passageiro descobriu o portão correto e fez a informação correr, não havia qualquer engomado de uniforme laranja por perto para dar instruções ou satisfação, e no monitor acima do portão que tivemos de descobrir por conta a indicação era de “last call”, embora, no momento em que deveríamos decolar, o embarque nem houvesse sido iniciado, e a mocinha que disse ser a responsável pelas informações do painel desistiu de trocar o “última chamada” pelo “embarque próximo” depois de duas tentativas mal sucedidas. Todos os que tomaram o voo 1871, que veio quase lotado, deveriam inquirir a Gol em busca de 100 babencos de indenização pelo atraso e pelo aborrecimento. É uma várzea total, irritação em doses cavalares, e ainda bem que o serviço de bordo acalmou todos os ânimos servindo aquele envelopinho com duas rosquinhas de coco.

Laranjices à parte, se é que sacaram o trocadilho, vim atrasado pro terminal JK, o que preocupa, já aconteceu umas três ou quatro vezes de dois anos pra cá. Fomos até as três da manhã com uma edição que eu imaginava estar pronta antes da meia-noite, e anulei o despertador no criado mudo nas três vezes em que me chamou no horário correto, não fosse a Juli telefonar, sabedora que cair da cama não é lá minha especialidade, iria até amanhã cedo num sono ferrado. À saída do hotel, pedi ao taxista que, dentro do possível, fosse camarada pra eu recuperar o atraso. Sei lá o nome do sujeito, seu táxi é identificado pelo número 3001. Não transgrediu nenhuma norma do trânsito, o que é louvável, mas infringiu minha paciência ao trafegar em seus 30 ou 40 por hora numa via de 60 enquanto operava no painel um dispositivo que não era nem GPS, nem taxímetro. Este, o taxímetro, marcou 38 reais como preço final da corrida, o sacana me cobrou 50. Eu adianto seu lado e você adianta o meu, foi essa a justificativa para a extorsão à qual sequer cogitei reagir por imaginar que houvesse tempo para embarcar. Não havia, e o infeliz também não adiantou meu lado em nada.

Maioria das coisas que acontecem em Brasília me fodem, privilégio meu e de quase 200 milhões de almas. Que façam mau proveito, a companhia aérea e o taxista, da grana que me tomaram.

Compensação tuítica

Passei uns dias num rincão onde o grau de dificuldade é exatamente o mesmo para encontrar sinal no pente de internet móvel ou pepitas de ouro. Aleatoriamente, a operadora despejava uma remessa de tweets no celular, foi o que me permitiu acompanhar mal e porcamente o que a tuitosfera (não) estava pensando.

Foi a abstinência que faltava para atestar meu vício tuítico, para o qual ainda acredito haver cura. Sobretudo pelo grande número de mensagens que recebi manifestando preocupação com meu sumiço taimeláinico. Alguns tweets, que vou passar a chamar de tuítes, foram devidamente armazenados no meu caderninho de rascunhos e são reproduzidos aqui, para deleite daqueles que nada fazem a cada dia antes de ler minhas breves e valorosas pensatas.

Segue aí, pois, o que eu teria tuitado desde o dia em que saí de combate. A partir da indispensável leitura o ano de vocês pode começar. Ah, sim, e prometo nunca mais escrever “taimeláinico”.

3 de janeiro
Lugarzinho bonito e civilizado, até. E, pelo visto, ainda não descoberto nem por TIM, nem por Claro, nem por Vivo. Tem uma tevê, ao menos.

Começamos bem, com dois carros atolados na lama. Para evitar a fadiga, trabalhos abertos.

Teodora anda atacando de azul na novela. A cor dela é o rosa. As mulheres têm de se ater às suas cores, ora.

4 de janeiro
O Luc Júnior também começou bem. Caiu da rede e ganhou um puta galo na testa.

A prefeitura teve uma ideia de jêneo, e graças a ela todas as casas dessa região ficam sem água umas 16h por dia. Prefeito deve ser do PT.

Faltou um violão por aqui. Vamos dar um jeito nisso. Sempre damos um jeito em tudo.

Triste o noticiário da chuva em Minas. E por que a Patrícia Poeta (suspiro!) usa o escudo do Corinthians como pingente?

5 de janeiro
Vai começar o desafio. 12 pessoas que nunca se viram convivendo num ambiente, hã, hostil. É, amigo, vai ter amistoso da seleção brasileira.

O prefeito daqui é tucano, bisbilhotei hoje. E tem bom índice de aprovação. Tanto faz, o lance da água foi idiota do mesmo jeito.

E os ministros da Dilma, hein? O último que sair que puxe a descarga.

Luc Jr. se destaca por ser um carinha que se adapta a qualquer situação, é o que sempre digo.

Parece que “Os Normais – 2” não agradou. Eu gostei, ri bastante. Sou meio fora de mão.

6 de janeiro
A continuar assim, vou eleger todas as duplas sertanejas como a melhor de todos os tempos. Mas não vamos mudar o repertório.

Por falar em música sertaneja, acabamos de definir o repertório pro show de @Luc_e_Juli no dia 25 em Interlagos. Ficou bom, acho eu.

Tomara que barro não danifique a pintura. Ainda não lavei o carro.

Sempre quis fazer um carro de corrida com essas peças, nunca consegui. Os moleques conseguiram.

E o Luc Júnior, do alto de seus cinco anos, vai fazendo fila nos marmanjos que o desafiam no dominó. Eu nem me atrevo a enfrentar o hominho.

7 de janeiro
Inversão de papéis por aqui. Hoje fui eu a levar a Juli para o embarque – viajou a trabalho, volta amanhã. Ossos do ofício, e tal.

A passagem por Joinville, que é alvo de um quase bullying tuítico, rendeu muitas novas piadas sobre cidades ruins. Maioria cabem a Cascavel.

Hoje vi que levando o notebook lá pro meio do quintal o pente da Claro dá algum sinal. Muito empenho. Fico sem internet, mesmo. Faz bem.

Sabe o cara que vai pra longe de casa fazer o que nunca fez na vida? Esse sou eu, jogando bocha num sábado à noite. #tiozinho

8 de janeiro
Pedrão lembrou que a gente existe.

A cara do brother Nilceu Santos à bandeirada não disfarçou a decepção pelo terceiro lugar na Copa América de Ciclismo. Que foi muito bom.

O migué caiu, @BarackObama. Osama Bin Laden, que vende cachorros-quentes a alguns quilômetros, estava ontem no bar da bocha. E cheio da grana.

Vou aderir à tática pregada pelo @teojose: a partir do dia em que chegar em casa, só vou comer alface. Talvez me recupere em uns três anos.

9 de janeiro
A partir de hoje, atuo na assessoria de imprensa da Fórmula Truck. Desafio bacana, ambiente idem, e assim vamos em frente.

A Juli voltou com nosso violão. Desenferrujar é bom. Daqui a alguns dias, afinal, teremos o primeiro show em São Paulo. Ou os primeiros.

Que seria do mundo sem filas?, é o que me pergunto sempre.

Dia de notícias tristes. Pedrão, amigo desde quando tínhamos 6 anos, foi encontrado morto em seu apartamento. 12 facadas. O mundo é foda.

10 de janeiro
Dia de inventar alguma moda por aqui. É aniversário da @juli__monteiro.

Parece que o bicho está pegando com as taxas do autódromo de Interlagos, não consigo acompanhar direito. Bem, não é problema meu.

O show de babaquice começou e por três meses vai entreter meu amado-idolatrado-salve-salve país de merda. Espia lá.

E o dia termina com um bolinho, e tal. A Juli não deixou fotografar, só se tirasse as velinhas. Ficou sem a foto.

11 de janeiro
Pra que sair de casa se não for pra arrumar uma confusão, né?

Consegui rasgar o dedo em dois lugares. Anular direito, ou anelar direito, nunca sei. Logo sara.

Agora que me ocorreu: alguém lembrou de pedir aos parentes pra irem lá em casa colocar ração pro gato?

Hoje, fatalmente, vou perder o episódio da série sobre a Dercy. Por uma boa causa, ao menos. Menos mal que logo vai estar no YouTube.

12 de janeiro
Olhamos para o céu e concluímos: é hora de voltar. Além do mais vai ter show do Armandinho por esses dias. Melhor não corrermos o risco.

Caramba, esqueci de fotografar a pilha de latinhas de cerveja. Vão render um bom caraminguá ao tio da coleta seletiva. Boa viagem pra nós.

N.E.: A formatação de texto e fotos ficou horrível, eu sei; o Blogger mudou os comandos para esse tipo de coisa e tentar deixar os posts com uma cara mais ou menos ficou uma nhaca. Preciso reaprender a mexer com isso aqui.

Apenas uma viagem

17h22 de quarta-feira. Faz pouco, 10 ou 15 minutos, que deixamos o terminal rodoviário em Toledo. Resolvi fazer de ônibus a viagem a São Paulo, desta vez, e de Cascavel, cidade onde vivo, ou sobrevivo, não saem ônibus-leito para São Paulo. Os convencionais, agora chamados pelas empresas de ônibus de “executivos”, judiam do pescoço do passageiro. E vão para o Sudeste apinhados de sacoleiros, e perde-se mais tempo nas invariáveis paradas para fiscalização da Polícia Rodoviária que com a viagem propriamente dita.

Eu havia relatado aqui, há instantes, alguns episódios de que participei anos atrás, mas deletei-os. A ideia é relatar, para consumo interno, a viagem, e não agruras policiais. Ademais, casos da ação corrupta da polícia à beira-estrada não são privilégio meu, todo mundo tem suas coisas para contar, e normalmente quem conta omite o fato de ter oferecido vinte ou cinquenta pratas para o guarda aliviar um excesso de velocidade ou uma ultrapassagem sobre faixa contínua. Seria no mínimo deselegante comentar coisas assim, até porque há policiais corruptos, o que não significa que a instituição policial, ou que todos os que dela fazem parte, o sejam. Só haverá policial corrupto se houver infratores alimentando-os. Só haverá traficantes enquanto houver usuários de drogas. Só haverá travestis enquanto houver senhores distintos que os procuram às escondidas nas noites e nos dias para, hã, fugir da rotina. Sempre haverá traficantes de drogas, travestis, policiais corruptos. A diferença é que não há motivo para se desprezar os travestis. A menos que você dê-lhes a deixa, eles jamais vão lhe causar prejuízo.

Mas desviei-me completamente do que comecei a falar, que era da viagem de ônibus, algo que eu não fazia há muito. Quer dizer, fiz sim, há poucos meses, um episódio atípico e de última hora, também tendo São Paulo como outra ponta do trajeto. Cheguei a Cascavel segunda-feira da manhã e baixei direto na massagista, ainda bem que a Juli conhecia uma, que colocou tudo em seu devido lugar e meu cadáver voltou a funcionar. Eu nunca havia ido a um massagista.

Portanto, nada mais de ônibus executivos. Como não há leitos saindo de Cascavel para a maior cidade do país, fui a Toledo, e lá embarquei no carro número 2300 da BrasilSul. Muito boa, a empresa, é minha primeira impressão. Tem até serviço de bordo, que é melhor que o da Gol e o da TAM. São 17h46, agora, o motorista entrou numa cidadezinha. Pergunto à senhora ao lado onde estamos. Dona Plínia, a senhora, que conversa animadamente com sua filha, ou sobrinha, não sei. Assis Chateaubriand, é a cidade. E como fala, dona Plínia!

Aproveito a parada em Assis para passar a mão na mochila e de lá sacar os DVDs que trouxe para assistir durante a viagem. Num box, a sétima temporada de “Friends”, que ganhei da Juli e do Juninho em 2007, foi presente de Dia dos Pais, ganhei quando voltei de Pernambuco, onde passei meu primeiro Dia dos Pais, bem longe do moleque; no outro, a primeira temporada do bem sacado “The Mentalist”, que ganhei do Rodrigo Borges numa promoção feita no Twitter.

Estamos saindo de Assis Chateaubriand. O laptop novo tem bateria para muitas horas e, mesmo quando acabar, posso conectá-lo à energia elétrica no próprio ônibus. O papo da dona Plínia está divertido, até, mas não é comigo. Ela e a moça que a acompanha começam agora a falar em peidos, é algo pouco animador para quem está com elas numa caixa de aço fechada e sem janelas.

Seis em ponto, o motorista pôs para rodar nos monitores do ônibus – tem um bem na minha fuça, peguei a primeira poltrona-cama da fila individual – um filme da Warner, parece que é chato. Começa com um alpinista e uma narração em off falando de alguém que morreu, agora aparece o Morgan Freeman como mecânico que dá manutenção em um carro enquanto responde a uma gincana informal com um colega, nomes de presidentes americanos e a polêmica sobre quem inventou o rádio, se Marconi ou Tesla. O personagem de Freeman diz que foi Tesla, o que avaliza o que aprendi na faculdade, embora Marconi, que chamava-se Guglielmo, tenha recebido prêmios e o reconhecimento histórico pelo advento. Freeman, agora, recebe um telefonema com uma notícia ruim, ainda não revelada. O motorista deu um pouquinho mais de volume ao filme nos alto-falantes, dá para ouvir bem, agora. Vou suspender os episódios de “Friends” e ver esse filme, tem o Jack Nicholson, também.

Dona Plínia chamou a moça de filhota, o que me leva a crer que não é sobrinha, mas filha. Daqui a pouco tem uma parada para o lanche em Campo Mourão, o motorista já avisou. Tomara que seja no restaurante Tio Patinhas. Eles servem uma pizza em fatias que é deliciosa. São 18h12, vou fechar o laptop.

Sete e um da noite, ou da tarde, é horário de verão (não brinca!) e o sol ainda está alto. Depois de Assis, houve paradas rápidas também em Jesuítas e Formosa do Oeste, que suscitaram preocupações quanto ao ritmo da viagem. Mantenho todos os atributos que já citei sobre o ônibus e o serviço da BrasilSul, com a ressalva de tratar-se, noto, de um pinga-pinga. Agora estamos na estrada, de fato.

O filme é bonzinho, daqueles que minha mãe define como “filminho água-com-açúcar para limpar a cabeça”. Ainda não sei seu título, mas os personagens de Nicholson e Freeman, ambos condenados pelo câncer, resolvem sair mundo afora fazendo tudo que nunca puderam fazer na vida inteira. Os dois criaram laços durante a convivência no quarto hospitalar, Nicholson tem dinheiro a rodo, se dispôs a bancar toda a aventura do fim de suas vidas. Fizeram uma lista desses desafios – pular de paraquedas, dirigir determinado carro, essas coisas. Dá para tirar algumas lições boas desses enredos, sem muito esforço. Dona Plínia comentou há pouco com a filha que, seguindo a lógica do filme, terá de virar lésbica. Caíram na gargalhada, as duas, e a dona Plínia arrematou dizendo até que o lado masculino dela é feminino, algo assim.

Manuseando o DVD de “Friends” para deixá-lo pronto, já pensando nas horas que virão, vejo que trouxe comigo, no laptop, o CD interativo dos Smurfs que o Luc Jr. ganhou de um coleguinha da escola semana passada, na festinha de aniversário. Fez cinco anos, meu menino. Estava lidando com os jogos e atividades do tal CD antes de sairmos de casa, ele foi junto com a Juli me levar a Toledo. Fiquei com pena de ter trazido os Smurfs na viagem, ele gostou bastante do CD, embora os computadores que ficaram em casa, dois netbooks, não lhe permitiriam utilizá-lo. Vou cuidar bem dos Smurfs pra ele. De outro amiguinho ele ganhou algo que imagino ser também um disco interativo, que traz impressa a imagem do Homem de Ferro.

Nicholson, que no filme tem sobrenome Edward, e Freeman, ainda não atinei o nome dele, estão agora visitando pirâmides. E o ônibus sai da estrada e adentra outra cidadezinha. Deve ser Goioerê, todos os carros lá fora têm essa indicação em suas placas. Essas paradas me trazem um infortúnio a mais – hoje é, em termos práticos, o primeiro dia de minha tentativa de me tornar um ex-fumante. Ontem fumei dois cigarros. Hoje, nenhum. A vontade é grande e cada parada dessas é uma tentação. Não trouxe cigarros na viagem, é um trunfo meu. Poderia comprá-los em qualquer parada, mas vou resistir. Para passar o resto da vida sem fumar, tenho de ficar um dia sem fumar. Que é hoje, 23 de novembro de 2011.

Durante a parada, o motorista traz mais água mineral. Dona Plínia se assusta com a aproximação dele, parece conhecê-lo, e faz um comentário que esclarece parte da questão de três parágrafos atrás. “Ô, seu Gato, olha o filme que você põe para uma cancerosa assistir”. Vejo que ela conhece Estevão, o motorista, e que “Gato” é o apelido pelo qual o trata. Tem câncer, o que me choca um pouco. Posso capitalizar esse choque a meu favor no propósito pelo fim do tabagismo. Faço um comentário, como que para entrar na conversa, e ela arremata: “Esse filme é a história da minha vida. E eu levo a vida assim, rindo e brincando”. Acho que vamos conversar mais durante a viagem. São 19h21 e estamos deixando Goioerê. A próxima parada será em Campo Mourão. Ainda penso na pizza.

Freeman discutiu com Nicholson e voltou para casa, janta feliz com seus familiares, enquanto Nicholson, parece que também em sua casa, irrita-se, sem companhia alguma. Ao lado, dona Plínia diz à filha que, ultimamente, canta parabéns em velório, e fala de determinada festa de aniversário cujo bolo foi decorado com vários pênis de chocolate. E, enquanto eu penso na pizza, ela diz à filha que vai tomar sua injeção assim que chegar a Campo Mourão.

19h28, descubro que Carter é o nome de Freeman no filme. Em momento romântico com a esposa, ele sofre um ataque. Edward, de volta a seu trabalho, interrompe uma reunião importante para compartilhar, sem dar créditos, algo que aprendeu com Carter. Um telefonema o faz saber do ataque sofrido por Carter, ele larga tudo e corre para o hospital. Dá-se mais valor a coisas aparentemente bobas em momentos difíceis.

19h35. Carter morreu. E uma das metas da lista, enumerada por Edward, que era beijar a mais linda garota do mundo, é cumprida. Ele beija a neta que não conhecia, teve uma vida pouco convencional, jamais havia tido contato com a filha, sequer sabia que tinha neta. O alpinista do começo do filme, que volta à cena, é o assistente de Edward. Cumpre uma das aventuras que os dois não tiveram tempo para conseguir. Leva, numa lata de café que teve lá sua relevância na história, as cinzas do patrão, que também foi-se. Junta-a, no topo da montanha, a outra, onde já jazia Carter, ou suas cinzas. “Antes de partir”, é o nome do filme, apareceu agora. 19h40. Abdico da sensibilidade para, enfim, ver “Friends”.

20h16, e a esperada parada para o jantar. No Tio Patinhas. 25 minutos aqui, é o que anuncia o motorista. Agora, já 20h45, estamos deixando o restaurante. A pizza estava com muito molho, o que pode me causar desconfortos no transcorrer da viagem. Dona Plínia, que jantou pães-de-queijo, acomoda-se sob as cobertas fazendo piada, diz que as meninas de hoje perdem a virgindade na maternidade, com a chupeta. Estou com os óculos escuros na cabeça e penso que ali eles permanecerão até a chegada à Barra Funda, posto que esqueci de trazer o estojo da Mormaii e temo estragá-los se os puser na mochila. Vou terminar de ver o episódio de “Friends”, aquele em que todos os personagens fazem 30 anos, e depois inaugurar os DVDs de Patrick Jane.

Caramba, faz três minutos e meio que saímos do Tio Patinhas e paramos de novo. Na rodoviária, agora. Nesse ritmo, só chego a São Paulo depois das corridas de domingo.

23h36. “The Mentalist” é muito bom. Vi três episódios a fio, já estava até deitado em posição inversa na poltrona, já que a tela do laptop, a essa altura, é a única luz acesa na cabine – assim, ficava virada para o parabrisa. Não estava lá tão confortável. Os colegas de viagem parecem estar aproveitando-a melhor. Todos dormem. Vou imitá-los.

Imitei-os, e bem. São 7h17 de quinta-feira, escrevo do táxi que me leva a Interlagos. Ao bairro, e não ao autódromo, que lá não tenho nada a fazer hoje. Talvez dê uma passada à tarde, nada obrigatório. O taxista diz, otimista, que se as vias estiverem livres a gente chega ao endereço em meia hora. Dou o endereço a uma central antes de contratar a corrida, e embarco no táxi já com um boleto e o valor da corrida já estipulado, é uma prática que inibe a ação de taxistas espertinhos e deveria ser estabelecida por lei para qualquer cidade. Algumas que conheço, em especial.

Pelo rádio do táxi, na CBN, ouço notícia sobre polêmicas na legislação de trânsito de São Paulo, algo sobre placas de motos, e alguém reclama alegando – com razão, ao que me parece – que o Estado não tem competência para dar pitacos na legislação de trânsito, que tem âmbito federal. A lei do trânsito é uma merda completa no país todo, intuo.

Quando uma viagem termina ao amanhecer, sou sempre um dos últimos a desembarcar, a isso as explicações são dispensáveis. Enquanto ajeitava meus pertences e a mochila, ainda dentro do ônibus, vi pela janela dona Plínia e sua filha indo embora com suas malas, suas preocupações, provavelmente seu bom-humor. Durante uma parada em Londrina, percebi que Estevão, o Gato, é irmão ou cunhado de dona Plínia, tio da garota, o que também explica a desenvoltura com que os dois faziam brincadeiras a cada parada, e foram várias. Delas, acho, nunca mais terei notícias, a menos que minha dupla sertaneja, Luc & Juli, consiga alguma expressão.

É que no início da viagem, ainda em Toledo, fizemos uma brincadeira boba que acabou falando de música sertaneja, era algo sobre um passageiro incomodar o outro, e aproveitei a deixa para dar a elas um cartão da dupla. Olharam, acharam legal, perguntaram quem é a moça linda na foto comigo – nessas palavras, o que me deixou bastante orgulhoso, claro – e perguntaram se eu estava só mostrando o cartão ou se elas podiam guardá-lo. Levaram, claro, e no compartimento da bolsa de uma das duas, a partir de agora, Luc & Juli também fazem parte das vidas da senhora e sua filha. Torço para dona Plínia conseguir manter seu pique diante do problema que tem, que é bem maior e significativo que qualquer dos problemas que me fazem reclamar tanto da vida.

Cheguei, já avisei o pessoal lá em casa que a viagem terminou e terminou bem, é um pequeno rito do lar que cumpro com certo rigor. Daqui a pouco estarei em minha outra casa e vou poder dar um abraço no Pedro e outro na Natália. É algo que quero, preciso, fazer há vários dias. São eles a minha família aqui em São Paulo, embora eu tenha por aqui uma penca de tios e primos que poucas vezes consigo visitar. Talvez veja alguns deles nesse fim de semana.

Em meio a tudo isso, o motivo da minha vinda até aqui, que é o trabalho em Interlagos, desta vez o autódromo, nas corridas do Porsche GT3 Cup. A Fórmula 1, isso é questão meramente ontológica, tem apenas importância secundária. Talvez.

Legendary Routes

Recebi do Tiago Mendonça, jornalista e meu parceiro nas transmissões do Itaipava GT Brasil pela Band e pelo Speed Channel, o material sobre uma iniciativa interessante do polivalente Marcello Sant’Anna.

Por não haver o que acrescentar ou suprimir, reproduzo o press-release do Tiago tal qual pingou na caixa de mensagens, ainda na semana passada.

MARCELO SANT’ANNA LANÇA COLEÇÃO LEGENDARY ROUTES COM LIVRO E DOCUMENTÁRIO DA ROTA 66

Piloto e apresentador recebeu convidados na X-Treme Motorsports para falar sobre o projeto das rotas lendárias, na noite desta quinta-feira (17), em São Paulo

Marcello Sant’Anna lançou na noite desta quinta-feira, no estande da Auto+ no X-Treme Motorsports, a coleção Legendary Routes. O projeto é um sonho antigo do piloto e apresentador e vai mostrar as histórias, os personagens, as curiosidades por trás das estradas mais famosas do mundo – começando pelo livro e documentário em DVD apresentados no Centro de Exposições Imigrantes, que detalham uma viagem de pouco mais de vinte dias pela Rota 66 ao volante do histórico Corvette 1960.

“Eu sempre tive muita vontade de percorrer a Rota 66 e conforme o tempo foi passando pensei em ir mais longe, em registrar tudo, e deste sonho nasceram um livro e um documentário em DVD, a primeira parte da coleção Legendary Routes”, conta Marcello Sant’Anna, que corre na categoria Itaipava GT4 e comanda o programa Auto+, aos domingos, na Band. “É o início de um projeto que ainda vai nos levar a outras rotas famosas, como a Mille Miglia, nosso próximo destino”, acrescenta Marcello Sant’Anna.

O livro, em capa dura e 270 páginas coloridas, vem acompanhado pelo documentário em DVD e será vendido inicialmente nas lojas da U|Racer.