Que venha 2018!: Brasileiro de Marcas

 

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Largada da última etapa da Copa Petrobras de Marcas de 2017, no mês de dezembro em Interlagos. Em sua oitava temporada, campeonato passa a ser chamado Brasileiro de Marcas.

CASCAVEL – Falemos, também, do Campeonato Brasileiro de Marcas. Antiga Copa Petrobras, para que todo mundo possa se localizar mais fácil. A categoria entra em um mês intenso de definições dos pilotos que vão compor o grid nas 16 corridas, distribuídas em oito eventos no calendário.

 

O Brasileiro de Marcas segue integrando a plataforma da Stock Car, como ocorre desde 2015. Serão três as categorias do evento neste ano – a Stock Light, repaginada, também faz parte da festa. Uma das novidades é a premiação oferecida pela organização, de R$ 170 mil reais, em forma de subsídio para a temporada seguinte. Serão R$ 100 mil para quem conquistar o título geral, que em 2017 foi do catarinense Vicente Orige, e R$ 70 mil para o dono da taça no Marcas Trophy, classe implantada há dois e que teve como primeiros campeões meus companheiros de equipe Thiago Klein, em 2016, e Odair dos Santos, em 2017.

Há evolução, também, do pacote técnico oferecido aos pilotos dos modelos Chevrolet Cruze, Toyota Corolla, Renault Fluence e Ford Focus, todos puxados (a tração é dianteira) pelos motores Berta aspirados de 270 cavalos. O acordo com a Pirelli prevê o uso dos mesmos pneus que calçam os Stock Light. A chefia prepara, também, um trabalho intenso na equalização entre os diferentes carros do grid. Equilíbrio é palavra de ordem, afinal. Os carros trazem, ainda, um novo pacote aerodinâmico que resultou em mais downforce.

O resultado de tudo isso é um carro mais rápido e mais dócil, por assim dizer. Os testes da semana passada na pista de Tarumã revelaram um ganho de performance de dois segundos por volta, tanto na simulação de treino classificatório quanto na de corrida.

As corridas de 2018 terão transmissão ao vivo do BandSports – aliás, o canal está cada vez mais consolidado no automobilismo brasileiro, o que me deixa especialmente satisfeito, já que faço parte do pacote. A primeira etapa do Brasileiro de Marcas está confirmada para 7 e 8 de abril, na programação da segunda etapa da temporada da Stock Car, indicada no calendário para o autódromo de Curitiba ao lado de um asterisco indicando a possibilidade de mudança de local. Imagino que a opção alternativa em questão seja Goiânia. Só um chute.

Três etapas ainda não têm suas sedes anunciadas, definição que sairá nos próximos dias. Rapaziada da Vicar está dando um duro danado nesse trabalho para chegar à melhor equação possível. O calendário das oito rodadas duplas: 7 e 8 de abril – Curitiba; 21 e 22 de abril – Velopark; 19 e 20 de maio – Santa Cruz do Sul; 4 e 5 de agosto – pista ainda indefinida, a mesma que receberá a Corrida do Milhão da Stock car; 18 e 19 de agosto – pista ainda indefinida; 8 e 9 de setembro – Cascavel; 3 e 4 de novembro – pista ainda indefinida; 8 e 9 de dezembro – Interlagos.

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Chevrolet Cruze, Toyota Corolla, Ford Focus e Renault Fluence são os quatro modelos que seguem compondo o grid do Brasileiro de Marcas a partir de 8 de abril na etapa de Curitiba.

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Novidades na equipe

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Elias Azevedo estreia na Copa Petrobras de Marcas levando para a Paraguay Racing a experiência que acumulou em uma série de competições no Brasil e no exterior.

CASCAVEL – Conversando com a rapaziada da Paraguay Racing, minha equipe aqui no Metropolitano de Marcas & Pilotos, notamos que este vai ser um fim de mês de muitas estreias e novidades. A coisa está ficando ainda mais movimentada. Um pouco dessas novidades já estará à mostra no fim de semana agora, em Santa Cruz do Sul, com a segunda etapa da Copa Petrobras de Marcas. Primeiro, porque a equipe passa a responder pelos quatro Toyota Corolla do grid.

Em um desses carros estará outra novidade da equipe. Elias Azevedo, paulista com quem já convivi em uma série de outros campeonatos, fará sua estreia pilotando um dos Corolla da equipe. Elias é piloto experiente. Já competiu no Porsche GT3 Challenge Brasil, no Audi DTCC, no FARA USA, na Fórmula 3, no Brasileiro de Endurance e no Mitsubishi Lancer Cup. Tem uma galeria de títulos interessante. Por ora seu compromisso com a equipe vale só para a segunda etapa da Copa Petrobras no circuito gaúcho. Se gostar do carro, do campeonato e da erva do chimarrão, continua até o fim do ano. A julgar pelo histórico de pista, parâmetros não lhe faltam para estabelecer esse comparativo a partir de seus próprios critérios.

O fim de semana seguinte, dos dias 27 e 28, será de mais novidades para a Paraguay Racing. Uma delas, na verdade, para uma série de equipes de vários estados, que vão compor cá em Cascavel, no Autódromo Zilmar Beux, a disputa da primeira etapa do novo Campeonato Brasileiro de Turismo 1600. É a categoria Marcas & Pilotos 1.6 que segue ganhando seu espaço. Odair dos Santos, brasileiro radicado no Paraguai, e Diogo Freitas, baiano que chega à equipe para uma experiência inédita depois de vários anos acumulando vitórias em competições de velocidade na terra, são os dois representantes da equipe na categoria por enquanto.

Aí o automobilista mais atento há de perguntar: e o Thiago Klein? Questão pertinente, posto que se trata do piloto que conquistou os dois últimos títulos do Metropolitano de Marcas em Cascavel e foi vice-campeão paranaense – aliás, ele também volta a competir na Copa Petrobras de Marcas, integrando o grid a partir da etapa de Santa Cruz do Sul. Pois é. Ainda não dá para garantir que o Thiago vá estar no grid do Brasileiro de Turismo 1600. Isso porque, no mesmo dia, ele vai disputar também em Cascavel – programação conjunta, obviamente – a terceira etapa da Sprint Race Brasil, formando dupla com o paulista Caê Coelho. A estreia é um prêmio que ganhou da Sprint Race pela vitória na Cascavel de Ouro.

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O Sprint Race número 55 de Caê Coelho, carro com que Thiago Klein vai estrear daqui a menos de duas semanas na Sprint Race Brasil. A foto é do gaudério-curitibano Rodrigo Guimarães.

Me flagrei rindo agora há pouco, enquanto bisbilhotava o site da equipe. Coisa boba. Só porque tem a minha fotinho junto com a dos pilotos da equipe – por ordem alfabética são o Elias Azevedo, o Felipe Tozzo, o Luiz Santos, o Odair dos Santos, o Pedro Pimenta e o Thiago Klein. E vai aparecer mais gente nessa lista nas próximas semanas. É, a equipe está ficando com a agenda lotada.

Cascavel na Copa Petrobras

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Marco “Tico” Romanini, que já competiu na Copa Petrobras de Marcas em 2013, com o pai Marco Antonio, que assume a coordenação esportiva da Paraguay Racing no campeonato

CASCAVEL – Fazia tempo que Cascavel não tinha uma equipe em uma categoria de ponta do automobilismo. Claro que não esqueci da Muffatão Racing, que está na Fórmula Truck há mais de uma década com o incansável Pedro Muffato, mas aqui me refiro a competições de automóveis. E, nesse caso, as últimas grandes expressões da cidade foram a equipe do Gilberto “Giba” Magalhães, que atendia Ingo Hoffmann e Ângelo Giombelli na Stock Car no início dos anos 90, e depois a própria Muffatão, à época sob coordenação do Oscar “Lagarto” Sorbara, defendida por Pedro na fase mais áurea da Fórmula 3 Sul-Americana.

Enfim, Cascavel está de volta ao mapa das grandes equipes nacionais. Isso por conta da entrada da Paraguay Racing na Copa Petrobras de Marcas. Com suporte técnico da Stumpf Preparações, uma das principais referências nacionais em termos de campeonatos regionais, a Paraguay Racing será uma das equipes da Toyota no grid da competição, que entra em sua sexta temporada – os outros dois Corolla do grid estarão a cargo do Eduardo Bassani e da Bassani-Toyota.

Serão três os pilotos da Paraguay Racing. Num dos Corolla, inscrito sob o número 74, estará Odair dos Santos, brasileiro radicado no Paraguai. No outro, com o número 88, Thiago Klein e Marco “Tico” Romanini formarão dupla nas oito etapas da competição, a primeira delas com suas corridas confirmadas para 9 e 10 de abril na pista gaúcha do Velopark.

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Odair dos Santos e Thiago Klein vão representar a Toyota na Copa Petrobras de Marcas de 2015 nos carros da Paraguay Racing, com suporte técnico da cascavelense Stumpf Preparações.

Romanini foi o primeiro piloto da equipe a ter contato com a Copa Petrobras de Marcas. Esteve no grid da penúltima etapa de 2013, em Cascavel, com um dos Ford Focus da Amir Nasr Racing. Marcou dois décimos lugares, em um dos casos largando dos boxes, depois de todo o pelotão. Santos disputou a etapa de Goiânia do ano passado pela RSports, com um Chevrolet Cruze, formando dupla com Alberto Cattucci. Foi décimo, igualmente, em sua bateria. Para Klein, campeão metropolitano em Cascavel na última temporada, a categoria que acompanha a Stock Car representa uma completa novidade.

A formação do grid da Copa Petrobras de Marcas para 2016 sugere um campeonato bem apertado. A Honda, que tem seus quatro carros sob a batuta de Juliano Moro com os dois ramos da equipe JLM, vai contar com Daniel Kaefer, também de Cascavel, Carlos SG Souza, de Londrina, e Vicente Orige, de Florianópolis. Atual campeão, o brasiliense Vitor Meira ainda não tem sua participação totalmente confirmada. Estará no Civic número 3, no fim das contas.

A Renault já definiu os quatro pilotos de seus Fluence. Os dois da C2 Team terão os paranaenses Gabriel Casagrande, de Pato Branco, e William Starostik, de Curitiba. Fábio Greco chega à categoria coordenando a Greco-Renault, inscrevendo como pilotos Fábio Carbone, de São Paulo, e Guilherme Salas, de Jundiaí. Pelos lados da Toyota, só a Paraguay Racing tem seus pilotos definidos. O anúncio dos nomes da Bassani era esperado para hoje, acabou não acontecendo. No começo da semana, talvez.

A Chevrolet tem definidos os pilotos de dois de seus Cruze, os da Onze Motorsport, que mantém o chefe de equipe Flávio “Nonô” Figueiredo, de São Paulo, no comando de um e traz Márcio Basso, de Ribeirão Preto, para pilotar o outro. A RSports também não anunciou seus pilotos. Eu diria, hoje, que um dos carros vá ser pilotado pelo chefe de equipe Leandro Romera, que até já ganhou corrida na categoria. A Ford, por fim, mantém César Bonilha, de Londrina, e Marcelo Tripa, de Goiânia, nos Focus da Friato Racing Team. O anúncio da equipe que assumirá os outros dois Focus deve sair logo após a Páscoa e um dos pilotos, ao que tudo indica, é carioca.

Corrida 1 da Copa Petrobras de Marcas em Curitiba - Duda Bairros/Vicar

Chevrolet Cruze, Ford Focus, Honda Civic, Renault Fluence e Toyota Corolla, com quatro unidades, cada, são os carros que formam o grid da Copa Petrobras de Marcas.

Kaefer de Honda Civic

DK PODIOCASCAVEL – Foi uma definição de dezembro, anunciada via redes sociais no último fim de semana. Daniel Kaefer, em sua terceira temporada na Copa Petrobras de Marcas, vai experimentar a terceira marca de sua carreira na competição. Aos 25 anos, o cascavelense será piloto de um dos Honda Civic da JLM Racing.

Daniel só presenciou títulos da JLM desde que desembarcou na Copa Petrobras. Em 2014, enquanto estreava com o Chevrolet Cruze da J. Star Racing, acompanhou o terceiro título consecutivo de Ricardo Maurício. No ano passado, quando liderou corridas pela primeira vez e amealhou quatro pódios a bordo de um dos Toyota Corolla da RZ Motorsport, viu o título e Vitor Meira, que será seu companheiro de equipe na temporada que vai começar nos dias 5 e 6 de março em Curitiba e terá oito rodadas duplas.

O carro já tem layout definido e mantém o número 17 que Daniel utilizou em maior parte de sua carreira nas pistas. Ele foi categórico em afirmar dois dias atrás, em meio a animada confraternização da galera do automobilismo de Cascavel: 2016 vai ser o ano da primeira vitória na categoria. “Pelo menos a primeira, depois penso nas outras”, falou.

 

Basso estreia na Copa Petrobras

CASCAVEL – O novo ano ainda não chegou, mas sua movimentação automobilística já transcorre a pleno. Na Copa Petrobras de Marcas, por exemplo, já há equipes definindo ou redefinindo times de pilotos para a temporada que vai começar em Curiiba nos dias 5 e 6 de março.

É o caso da Onze Motorsport, que estreou em 2015 e conquistou quatro vitórias. Quem vai estrear na categoria com um dos GM Cruze do time paulista é Márcio Basso.

FB_IMG_1451234493266Representante da cidade de Ribeirão Preto, no interior paulista, Basso terá em 2016 sua segunda temporada completa no automobilismo, conciliando a temporada de estreia na Copa Petrobras de Marcas com mais um ano no Porsche GT3 Cup Brasil. Algumas corridas de longa duração nos Estados Unidos também estão nos planos.

Nonô tem acompanhado Márcio em todos os passos de sua carreira. Nas provas de longa duração, inclusive, os dois competem como dupla. A parceria será mantida no próximo ano. “Minha meta para 2016 vai ser baixar meio segundo”, estipula Márcio, sobre seus tempos de volta. “Em 2015, por exemplo, terminei o campeonato do Porsche GT3 Cup a um segundo dos pilotos mais rápidos da categoria”, lembra.

Há mais equipes da Copa Petrobras de Marcas com suas duplas de pilotos definidas. Vai ser parte do nosso assunto nas próximas semanas, inclusive, esse vaivém de pilotos nas categorias nacionais de automobilismo.

(ATUALIZANDO EM 28 DEZEMBRO, ÀS 15h16):

Chegou a notícia do acordo de Márcio Basso com a Onze Motorsport e deduzi, por conta própria, que ele ocuparia a vaga de Guilherme Salas. Deduzi besteira, claro. Esse é um panorama que não está definido e a probabilidade maior é de Basso e Salas serem companheiros de equipe, com Nonô Figueiredo atendo-se à direção técnica da equipe. São definições aguardadas para janeiro. De modo ou outro, eliminei do texto original a parte que cravava a permanência de Nonô como piloto titular do time. Uma aposta mais coerente seria Basso num carro, Salas no outro e Figueiredo acompanhando os dois dos boxes, pelo rádio.

Paraguaio voador

PARAGUAY RACING

CASCAVEL – Praticamente todas as categorias de automobilismo que eu conheço já tiveram seu “japonês voador”. As de motociclismo, também. Takuma Sato, Allam Khodair, Rafa Suzuki, Eduardo Saçaki e tantos outros. Imagino que essa onda do “japonês voador” no esporte seja algo derivado do título de “holandês voador” que o Luciano do Valle deu ao Arie Luyendik nos anos 80, ou 90, tempos pioneiros do alcance da Fórmula Indy no Brasil.

Bem, nessa carona já apareceram pilotos de várias nacionalidades voadores para efeitos de mídia. E o Odair dos Santos, que tem só cinco meses de vida no automobilismo, já está na fila para se tornar o paraguaio voador. Quando tomou gosto pela coisa, fundou a Paraguay Racing, com suporte técnico da nossa Stumpf Preparações (digo “nossa” porque é cá de Cascavel). Arrebanhou o Thiago Klein, que apesar de ainda jovem é um piloto já bom boa quilometragem, e os dois passaram a disputar os campeonatos de Marcas & Pilotos de Cascavel e do Centro-Oeste brasileiro. Odair, enquanto isso, inscreveu-se também no atrativo Mitsubishi Lancer Cup – como mostra, lá ao fim do post, a bela foto produzida pelo Ricardo Leizer.

Pois que, neste fim de semana, o Odair vai ter mais uma experiência em sua ainda curta carreira nas pistas. Fará sua estreia na Copa Petrobras de Marcas, disputando a etapa de Goiânia em dupla com o Alberto Cattucci. Por ora, a Paraguay Racing não entra em campo: Odair e Alberto vão revezar, nas corridas de sábado e domingo, o Chevrolet Cruze da KFF Pro Racing, que tem suporte técnico da equipe do Leandro Romera.

A parceria está selada, em princípio, apenas para a etapa de Goiânia. Imagino que vá ser estendida. Pelo pouco que conheço meu eleitorado, vou além nas minhas suposições: que ninguém se surpreenda se a Paraguay Racing aportar de vez na Copa Petrobras em 2016.

O Odair – que é gaúcho de nascimento e está estabelecido há vários anos do outro lado da Ponte – parece mesmo disposto a se tornar o paraguaio voador.

MITSUBISHI LANCER CUP

Há três anos

Camilo 01

CASCAVEL – O Facebook, na falta de coisa melhor a fazer, passou nos últimos tempos a resgatar momentos de eras passadas pela data. Meu perfil lá não faz isso, suponho que tenha de habilitar algo que ainda não procurei, sou sempre o último a surfar nessas ondas virtuais.

Fato é que essa ferramenta de resgatar postagens de anos passados me fez ver, hoje, uma foto que o Duda Bairros, fotógrafo da Vicar, postou em 5 de agosto de 2012. Foi o Carsten Horst quem fotografou o gaúcho fotografando, de um helicóptero em voo, a etapa de Jacarepaguá da Copa Petrobras de Marcas. Era o segundo ano da categoria, que eu acompanhava bem pouco. Foi minha estreia na Copa Petrobras e no time da Vicar.

Naquele ano as etapas da Copa Petrobras eram transmitidas ao vivo pela Rede TV!. Celso Miranda, narrador de então, estava fora de combate por uma causa nobre: estava em Londres na cola dos Jogos Olímpicos. A Vanda Camacho era a diretora do evento e, imagino que sob indicação do Jorjão Guirado, me telefonou cinco dias antes da etapa consultando minha disponibilidade para substituir o Celso em Jacarepaguá.

Oportunidade das mais interessantes, eu diria que irrecusável, mas pedi à Vanda algumas horas de prazo para dar uma resposta. Nossa agência jornalística, em 2012, era responsável pela assessoria de imprensa da Fórmula Truck e a etapa do Marcas o Rio coincidiria com a prova da Truck em Cascavel. Tirar o time de campo na Truck exatamente na etapa da minha cidade traria algumas implicações complicadas, e o primeiro passo seria convencer o Clóvis Grelak, meu sócio, de que não poderia estar por aqui.

Passei o dia rondando a sala do Clóvis. Naquela terça estendemos o expediente até o início da noite. Convidei-o, por volta das sete, a um café no shopping ao lado – um ritual que cumpríamos esporadicamente. Com o café já desativado, demos a volta no quarteirão à caça de um boteco. Paramos no restaurante Tom’s e, em vez do café combinado, tomamos uma cerveja. Entrei no assunto de uma vez, já prevendo uma reação de repulsa à ideia, e caí do cavalo: Clóvis mandou que eu fosse tratar da vida no Rio que a agência daria conta do recado por aqui sem mim. Como deu, e não seria diferente.

Retornei a ligação da Vanda de imediato. Já tínhamos definida a questão de números e eu iria, enfim, integrar o staff da Vicar, ainda que por uma única corrida. O chefão Carlos Col seria, foi, o comentarista convidado da transmissão. Lembro que na quarta-feira comentei a questão com o Thiago Camilo, que corria na Copa Petrobras – as corridas não dividiam programação com a Stock Car – e estava na disputa pelo título. “Preciso me dar bem no Rio”, ele me falou. Respondi, com ar quase mediúnico, que ele não ia se dar bem na primeira corrida, mas que venceria a segunda.

Chegou o domingo, 5 de agosto. Enquanto a Truck literalmente pegava fogo em Cascavel (os caminhões de Adalberto Jardim e João Maistro tiveram princípios de incêndio na corrida), eu fazia no Rio minha primeira transmissão da Copa Petrobras de Marcas. Denis Navarro, com o Toyota Corolla do time do Eduardo Bassani, ganhou a primeira corrida. Thiago Camilo, que abandonou a primeira, largou em 15º na segunda com o Chevrolet Astra da equipe do Carlos Alves e venceu, com pista molhada. “Que boca você tem, meu!”, ele me disse, depois da corrida. “Lembrei da sua previsão assim que recebi a bandeirada”. Fiz aquela cara de quem finge saber o que estava falando e disse que ele me devia uma pizza a mais pelo palpite certeiro – já havia perdido uma ou duas em apostas de futebol. Ele sorriu, me deu um tapa no ombro e concordou.

Thiago saiu da categoria, eu entrei em definitivo um ano depois. Ele jamais me convidou para pizza alguma. Mas tem crédito na casa e mais três anos de prazo para isso.

Camilo 02