F4 Sudam?

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CASCAVEL – Quem levantou a lebre foi a Cíntia Azevedo, do blog Velocidade Curitiba. Cito a situação toda na condicional, não sem antes manifestar a torcida para que seja verdade.

Algum grupo ou organização do Uruguai teria adquirido de Felipe Massa os carros da finada Fórmula Futuro, que passariam a integrar o grid de uma nova competição, cujo nome seria Fórmula 4 Sul-Americana. Corridas no Brasil, na Argentina e no Uruguai, pilotos idem, e aí estaria uma nova categoria-escola para automobilistas recém-saídos do kart.

O que poderia ser a nova F-4 tem até perfil no Facebook, como indica o Rodrigo Vicente.

Parece tudo muito fantástico, mas não custa dar uma bisbilhotada. Vai que é verdade.

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In Grün we trust

CASCAVEL – Ainda sobre o post aí de baixo sobre o fim da Fórmula Futuro, permito-me reproduzir aqui uma consideração que o Alexander Grünwald, que integra o time do SporTV e assina o bom blog Fórmula Grun, compartilhou com os que o acompanham no Twitter:

“O fim da Fórmula Futuro tem vários culpados, mas coloco os pais dos pilotos entre os principais responsáveis. Explico.

Os caras gastam 400 mil, 500 mil por ano com campeonatos de kart e na hora de meter 220 mil numa categoria e fórmula com TV ao vivo e uma temporada na Europa como prêmio, acham caro. Depois cobram dos filhos, no exterior, um aprendizado que eles nunca poderão ter.

Claro que há muitos fatores envolvidos, mas gastar os tubos no kart e dizer que uma temporada de fórmula está cara é muita incoerência.”

Depois, o Grün tuitou mais um pouco:

“Vejo muitos pilotos que ficaram a pé com a extinção da F-Futuro criticando a exposição do futebol na mídia. Não é por aí. A imprensa no Brasil sempre deu e sempre vai dar muito cartaz ao futebol. Uma coisa não elimina a outra, mas é preciso cultivar seu nicho.”

Fiquem à vontade pra concordar ou discordar.

Monopostos what?

CASCAVEL – O Nei Tessari já havia cantando a bola hoje cedo, e agora há pouco pingou no e-mail um press-release da assessoria de imprensa do Racing Festival. A Fórmula Futuro acabou.

Carlinhos Romagnolli, executivo da RM Racing Events, definiu o fato como “decisão amarga”. A Fórmula Futuro, apesar dos predicados atrativos pra molecada que sai do kart, não tinha adesão confirmada e o risco de grids ainda menores que os de 2010 e 2011, já minguados – esse da foto foi o segundo maior da história -, levaram à decisão, até para que quem fazia planos para disputar a terceira temporada possa tratar da vida em outras searas.

Um desses era o meu conterrâneo cascavelense André Pedralli, que vinha arquitetando algumas ações para tomar parte do grid. Comentando o assunto no Twitter, André ouviu – leu, no caso – de Thiago Camilo o seguinte conselho: vá para as categorias de turismo, é o que vira por aqui. Falou o óbvio, o Thiago. Infelizmente.

A temporada do Racing Festival vai começar em Londrina. A primeira etapa está confirmada para dias 1º, 2 e 3 de junho. Terá as corridas de turismo da Copa Fiat, ex-Trofeo Linea, e de motovelocidade da recém criada R1 GP 1000.

Como ninguém tem notícias da Fórmula 3 sul-americana, muitos não têm nem lembrança, ninguém descarta a possibilidade de, pela primeira vez em muito tempo, não haver categorias de monopostos no automobilismo brasileiro.

ATUALIZANDO EM 18 DE ABRIL, ÀS 15h32:
O próprio André Pedralli veio ao Twitter agora há pouco para esclarecer que o grid da foto é, sim, o maior da história da F-Futuro. Eu contei 11 carros. “Eu estava ali no meio”, falou o piloto de 17 anos – o que me leva a deduzir que trata-se da abertura do campeonato de 2011. Lembro que o André participou das corridas e beliscou um quarto e um quinto lugar.