Bacalhau com batatas (11)

ESTORIL – Não estranhem a qualidade da imagem, é uma foto tirada do nosso monitor de TV aqui na sala de transmissão, durante a volta de desaceleração. Terminou há pouco a primeira etapa do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil no Estoril. Vitória de ponta a ponta do pole-position Clemente Lunardi, a quinta dele na categoria.

Ricardo Baptista e Beto Posses, campeões em 2007 e 2005, foram segundo e terceiro, com o pódio tendo também Daniel Paludo, o estreante Fábio Viscardi e Guilherme Figueirôa. Como único incidente, o pneu furado de Marcel Visconde na penúltima volta, provável consequência de um toque lateral com Otávio Mesquita. O carro de Marcel, recordista de participações na categoria, ficou parado na contramão, sem necessidade de intervenção do safety car.

Ao término da corrida, notamos nuvens carregadas sobre o autódromo do Estoril. Pode chover nas próximas corridas, o que sempre é indicativo de momentos interessantes.

Tom Valle, oitavo colocado, vai largar da pole na segunda corrida da rodada dupla, fruto da inversão absoluta das oito primeiras posições em relação ao resultado de uma corrida e o grid da outra. O resultado da primeira prova, depois de 16 voltas, foi:

1º) Clemente Lunardi, 28min31s247
2º) Ricardo Baptista, a 4s667
3º) Beto Posses, a 14s606
4º) Daniel Paludo, a 16s187
5º) Fábio Viscardi, a 16s239
6º) Guilherme Figueirôa, a 23s351
7º) Marcelo Franco, a 25s862
8º) Tom Valle, a 28s672
9º) Otávio Mesquita, a 38s550
10º) Sérgio Ribas, a 1min05s832
11º) Adalberto Baptista, a 1min09s324
12º) Omilton Visconde Júnior, a 1min12s063
13º) Esio Vichiese, a 1min13s416
14º) Marcel Visconde, a 2 voltas
NÃO COMPLETOU
Zeca Feffer, a 8 voltas

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Bacalhau com batatas (8)

ESTORIL – Ipe Ferraiolo faz aqui em Portugal sua segunda participação no Porsche GT3 Challenge Brasil. E acaba de conquistar sua segunda pole-position, repetindo a façanha da corrida de estreia, que aconteceu ano passado no Rio de Janeiro.

Ipe foi 428 milésimos de segundo mais rápido que Gil Farah, um dos pilotos que venceram corridas aqui no Estoril um ano atrás. A categoria Challenge acena com a probabilidade de disputas acirradíssimas nas duas corridas de amanhã, que serão transmitidas para o Brasil pelo Speed Channel.

O grid definido na pista portuguesa para a primeira corrida do ano é este:

TOP TEN
1º) Ipe Ferraiolo, 1min46s520
2º) Gil Farah, 1min46s947
3º) Alan Turres, 1min47s237
4º) Johnny Freire, 1min47s268
5º) Peter O’Donnell, 1min47s378
6º) Rodolfo Ometto, 1min47s847
7º) Marcelo Stallone, 1min48s038
8º) Jorge Borelli, 1min48s087
9º) Daniel Schneider, 1min48s224
10º) Carlos Ambrósio, 1min48s546
TREINO CLASSIFICATÓRIO
11º) Guilherme Ribas, 1min48s102
12º) Marcello Sarcinella, 1min48s108
13º) Eduardo Rocha Azevedo, 1min48s389
14º) Edu Guedes, 1min48s504
15º) Gui Affonso, 1min49s009
16º) Tommy Soubihe, 1min49s104
17º) Ludovico Pezzangora, 1min49s239
18º) Carlos Silveira, 1min49s385
19º) Vitor Scheid, 1min49s756
20º) Renato Benedetto, 1min51s273
21º) Armando Di Nardo, 1min55s440

Bacalhau com batatas (6)

ESTORIL – Foi por um centésimo de segundo que Clemente Lunardi (foto) conquistou, agora há pouco, a pole-position para a primeira etapa do Porsche GT3 Cup Brasil, no Estoril. Ele vai dividir a primeira fila do grid com Ricardo Baptista. No Top Ten, fase decisiva do treino classificatório na pista portuguesa, eles tiveram 1min46s196 e 1min46s206, respectivamente, como tempos das melhores voltas.

A primeira corrida da categoria Cup vai abrir a programação de amanhã aqui no Estoril, corrida que o Speed Channel vai transmitir a partir das 9h30 de Brasília. A formação do primeiro grid do ano, enquanto aguardamos os treinos classificatórios da Challenge, é a seguinte:

TOP TEN
1º) Clemente Lunardi, 1min44s196
2º) Ricardo Baptista, 1min44s206
3º) Daniel Paludo, 1min45s314
4º) Beto Posses, 1min45s331
5º) Fábio Viscardi, 1min45s523
6º) Otávio Mesquita, 1min45s596
7º) Marcelo Franco, 1min45s631
8º) Tom Valle, 1min45s911
9º) Zeca Feffer, 1min46s171
10º) Guilherme Figueirôa, 1min46s345
TREINO CLASSIFICATÓRIO
11º) Marcel Visconde, 1min46s549
12º) Sérgio Ribas, 1min47s034
13º) Adalberto Baptista, 1min47s710
14º) Esio Vichiese, 1min48s311
15º) Omilton Visconde Júnior, 1mih48s628

Bacalhau com batatas (4)

ESTORILConforme antecipei aqui na terça-feira, as três corridas da primeira etapa do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, amanhã aqui em Portugal, serão mostradas amanhã, pelo Speed Channel, numa janela de duas horas que vai das 9h30 às 11h30, pelo horário Brasília. As duas primeiras corridas, das categorias Cup e Challenge, serão mostradas em VT. A última, que terá os carros das duas classes, vai ao vivo. Logo depois do nosso evento, o Speed colocará no ar, também ao vivo, a transmissão das 12 Horas de Sebring, com o Sérgio Lago e o Roberto Figueroa.

O Speed foi alvo de muita especulação nos últimos meses por sites, blogs, programas de TV e rodas de cachaça. Vão acabar com o Speed, é o que se proclamou, à iminência da estreia do Fox Sports aí no Brasil. O Speed, na verdade, continua firme e forte, e vamos para mais uma temporada de corridas do Porsche GT3 Brasil no canal. O que acontece, e muitas pessoas recorreram a nós ontem atrás de informações a respeito, é que a Sky acaba de tirar o Speed de sua grade para abrir ao Fox Sports o espaço do canal 28.

Lá em casa não temos Sky. Assinamos a Via Embratel, que, ao que me consta, mantém o Speed no canal 50. Quando fechei com a Via Embratel, uns dois ou três anos atrás numa campanha que os vendedores de assinaturas fizeram lá na faculdade, a primeira coisa que quis saber foi isso, se o Speed estava disponível. E está, como também o SporTV, o SporTV 2, o Bandsports, a ESPN Brasil e a ESPN Internacional. É um bom pacote, o da Via Embratel, o único problema é técnico e está atrelado às condições do tempo. Choveu, ferrou o sinal, e parece-me que com a Sky ocorre o mesmo.

Portanto, que os assintantes da Sky que não vão acompanhar amanhã nossas corridas do Porsche GT3 Brasil não debitem o inconveniente ao fim do canal Speed, como se imaginou que fosse acontecer. Quem achar que deve que peça satisfações à Sky – coisa que eu faria de primeira hora se a Via Embratel tirasse o Speed do canal 50 e ali colocasse leilões de tapetes, cultos religiosos ou qualquer outra coisa que não me interessou no momento da contratação do pacote.

Gostaria, quanto à transmissão de amanhã, de poder ajudar de alguma forma para que todos os interessados pudessem nos acompanhar. Não posso, infelizmente.

Bacalhau com batatas (3)

ESTORIL – Apesar da diferença ser pequena, de três horas, o fuso horário é sempre um item a se considerar quando se tem de deixar o Brasil para pisar nalgum sítio que se preze. É o caso cá de Portugal.

Amanhecemos a quarta-feira em Madri, eu e mais quatro ou cinco integrantes do estafe do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Desta vez o rango servido a bordo não castigou o sistema digestivo de ninguém, mas chegamos atrasados, e bem atrasados – parte pela chuva de granizo que atrasou a decolagem na tarde de terça-feira em Guarulhos, parte pelo cidadão que passou mal assim que a partida foi autorizada e teve de deixar a aeronave, custando-nos mais intermináveis minutos até que localizassem sua bagagem para também removerem-na de lá.

Fato é que chegamos a Madri cinco minutos antes do voo que nos traria a Lisboa. Embarque inviável, claro. Menos mal, a Iberia já sabia do atraso e providenciou a emissão de novos passes para todos os que perderiam o voo das 9h. Ficamos para o das 11h45, com um voucher para um lanche em qualquer das bodegas do terminal. Barajas, aliás, ocupa uma área que eu imaginava ser a área de toda a Espanha, e ponho meu bilau a corte se não tiver caminhado mais de seis quilômetros dentro daquele aeroporto.

Entre espera, novo voo, desembarque, a marcação cerrada dos lusos alfandegários a toda nossa trupe e a chegada a Estoril – apesar do pé pesado do tiozinho que me trouxe até aqui, um taxista tagarelo chamado Luis Henrique -, chegamos ao autódromo perto das três da tarde daqui. O dia de trabalho rendeu pouco, nem tinha muito a render. O Atlantis, nosso hotel desta vez, fica praticamente dentro do autódromo, é portão com portão. Jantamos numa turma de seis ou sete e, às nove e quinze, pedi licença aos companheiros para recolher minha carcaça.

Estava de fato arrebentado. Falei rapidamente com a Juli e o Luc Jr. por telefone e, ainda antes das nove e meia, dormia o sono dos deuses. Caceta, eram seis e meia da tarde pelo meu relógio biológico! Bem, estiquei o sono até as oito da manhã, acordei novo em folha e, zás!, diferença de fuso não é mais problema. Houvesse um companheiro de quarto, teria feito uma foto igual essa aí, que o Vanderley Soares tirou em Viamão oito anos atrás, e que uso como imagem de perfil no Facebook. Hoje deve rolar uma cervejinha com o Luca e o Thomaz, uma cervejinha cai bem em qualquer hora, em qualquer país, é o que digo.

A água sai limpa das torneiras e, segundo ouvi dos que chegaram dias antes, há lugares servindo o jantar depois das nove. Estoril melhorou muito do ano passado pra cá, nota-se.

Bacalhau com batatas (2)

ESTORIL – Havia gente já esperando a segunda fornada dos “Pastéis de Belém”, mas não vou incorrer de novo em tamanha gafe gastronômico-geográfica.

Já ficou provado que pastéis de Belém só são pastéis de Belém no bairro lisboeta de Belém, e não estamos em Lisboa, mas no Estoril, aqui ao ladinho da capital. Assim, vamos de “Bacalhau com batatas”. É que, com o perdão do comparativo que para muitos vai soa como de extremo mau gosto, bacalhau aqui é como ovo frito no Brasil. Comi bacalhau no jantar de ontem e no almoço de hoje.

O almoço de ontem foi em Madri, um sanduba com Coca-Cola que a companhia aérea pagou para compensar o atraso que nos fez perder a conexão para Lisboa.

Aliás, já estou com pena dos que vão voltar ao Brasil logo depois da corrida do Estoril. Ouvi hoje cedo que os funcionários da espanhola Iberia, em cujos aviões viemos parar aqui, vão entrar em greve amanhã. Bem, ainda há a TAP.

Dissemos na tevê

Aí estamos Luiz Alberto Pandini e eu, durante a transmissão das corridas que abriram em março, no circuito português de Estoril, a disputa da temporada de 2011 do Porsche GT3 Cup Brasil. Era o “Panda”, à época, meu comentarista nas transmissões pelo Speed Channel, função que na metade da temporada foi delegada ao André Duek.

Agora à tarde, pus para rodar o DVD com as corridas gravadas, sempre reservo uma cópia com o Thomaz Figueiredo – quase sempre, faltam-me várias edições do campeonato deste ano, vou tratar de conseguir em janeiro, e assim começa minha lista de propósitos para o novo ano, conseguir cópias em DVD das corridas que narrei.

Como eu dizia, aproveitei a agenda menos atribulada e revi hoje as corridas portuguesas. Em determinado momento, na narração, fiz um comentário elogioso ao autódromo, falando do sistema de câmeras de monitoramento da pista – expliquei o mecanismo todo aqui no blog, também. A partir disso, seguiu-se um diálogo entre Pandini e eu que, não sei por quê, quis compartilhar hoje com vocês aqui. Segue, transcrito:

Pandini – Faço questão de pegar uma carona no seu comentário, Luc, e de falar sobre o autódromo de Estoril, que é espetacular, tanto pelo traçado quanto pelas instalações sempre limpas, sempre bem cuidadas (nesse instante, Panda fez uma pausa em seu raciocínio para que pudéssemos ilustrar a forte disputa que acontecia entre Marcel Visconde e Tom Valle)
Pandini – E faço questão de dizer: autódromo excepcionalmente bem cuidado, com funcionários, todos, secretários, diretores, cronometristas, equipe, toda a equipe, os seguranças, todos prestativos, gentis, uma boa vontade, uma simpatia…
Eu – É coisa que a gente não vê em todo lugar onde tem corrida lá no Brasil.
Pandini – Exatamente. Dá vontade de pegar esse autódromo, com todo mundo que tem dentro…
Eu – E levar embora.
Pandini – E levar embora.
Eu – E inclusive pegar alguns que tem lá no Brasil, com todo mundo que tem dentro, e mandar pra bem longe de lá.
Pandini – E jogar no meio do mar, né. Mas aí pode poluir o mar.
Eu – Já jogaram um no meio do mato, né. Interlagos, por exemplo, um pântano.

Vocês concluem o que quiserem dos comentários. Eu concluí que precisamos, todos, evitar o “né” quando a luz vermelha do “no ar” está acesa.