Autódromo Paraná, é isso?

CASCAVEL – Ninguém, a essa altura do campeonato, desmente ou confirma qualquer prognóstico quanto ao futuro ou ao fim do Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais. Nem mesmo seu patrono Jauneval de Oms. A esse respeito, aliás, o Peteco deu recentemente uma longa entrevista a respeito ao site Nobres do Grid, conduzida pelo Flávio Pinheiro. Qualquer papo com o Flávio é longo, disso ninguém foge.

AUTODROMO PARANA

De modo ou outro, parece que já existe um substituto para o circuito da região metropolitana da capital. Quem especula a possível boa-nova em seu blog é o barba-branca Moacir Costa. Vale a pensa dar uma olhada nas linhas que o Magro rascunhou. Eu li e fiquei com uma curiosidadezinha que já está quase passando. Onde raios ficaria a área do futuro “Autódromo Paraná”? Em São José dos Pinhais. O táxi do aeroporto para o autódromo pode ficar mais barato, pois.

Por um lado, no que diz respeito à atual pista de Pinhais, parecemos estar velando o defunto ainda vivo. Por outro, pode tudo acontecer conforme sonham os entusiastas do automobilismo, o AIC continuar vivo e o Paraná passar a ter quatro autódromos a partir da aparente iniciativa não é opção a se descartar.

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Mais pelo autódromo

CASCAVEL – O prefeito Edgar Bueno e seu séquito estiveram hoje cedo no Autódromo Zilmar Beux, avaliando algumas das melhorias que ainda se fazem necessárias no local para que Cascavel exerça com contundência ainda maior no automobilismo a missão que lhe deleguei, de dominar o mundo o quanto antes.

Brincadeira à parte, Edgar – que encerra seu terceiro mandato como prefeito em 2016 – já confidenciou a um ou outro que faz questão de terminar o que começou. Notoriamente, fala da obra de revitalização inaugurada em 2012, que devolveu Cascavel ao cenário nacional das corridas. Cobertura dos boxes, algumas opções de arquibancadas e banheiros permanentes estão entre as obras cogitadas. Algumas serão licitadas já nos próximos dias, inclusive.

Edgar Bueno não é uma unanimidade em preferência, como nenhum político o é. Tem, apesar disso, bom crédito junto aos automobilistas cascavelenses. Não fosse ele ter assumido e cumprido a reestruturação do autódromo, Cascavel só teria projeção nacional nos meses de fevereiro, com o Show Rural da Coopavel, e com os recorrentes absurdos que nos levam ao JH e ao JN, coisas como proposta de fraldas para cavalos, rebeliões de presos, ataque de tigre, placa de trânsito para carroças, “rachas” com um carro turbinado identificado como sendo da Guarda Municipal, curva na reta…EDGAR BUENO

A história sendo contada

AUT CAC

CASCAVEL – A história do automobilismo de Cascavel será contada em uma mostra em dezembro. Obra e arte do incansável Jaci Pian, a quem já questionei várias vezes sobre as razões de despender a vida ao garimpo dessa história – que é, sim, repleta de preciosidades. Invariavelmente acho injusto o Jaci devotar a própria vida a isso, ele próprio que já fez tanto pela coisa nos idos de 60 e 70. É o que lhe dá prazer, é o que vai fazer até o fim da vida, o automobilismo das nossas bandas tem de ser grato a ele por isso.

Sobre a 1ª Mostra da História do Automobilismo de Cascavel, o Maycon Corazza conta tudo nesse link da CGN. É compromisso obrigatório para antes das festas de fim de ano.

O início do Metropolitano

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CASCAVEL – A foto é horrível, eu sei. Trata-se, na verdade, do print de um vídeo que o Guinho Biberg publicou em seu perfil no Facebook. Vídeo que mostra um minutinho da segunda bateria da primeira etapa do Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel, que começou ontem. No vídeo, o que mais me chamou atenção foi a simpatia daquele Zé-do-Caixão amarelinho que aparece nos segundos finais. Uma beleza.

Na pista do Autódromo Zilmar Beux, uma vitória de Leandro Zandoná e outra de Thiago Klein. Jair Peasson faturou as duas baterias na categoria B, enquanto Cléber Fonseca e Cido Moraes revezaram o primeiro lugar na categoria N. O Osires Júnior traz todos os resultados da etapa no Radiogol.

O primeiro grid cascavelense de 2014 teve 24 carros. Nada mau. A segunda etapa está confirmada para 4 de maio, em evento que terá também a terceira etapa do Campeonato Paranaense da categoria.

Bandeira verde em Cascavel

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MOGI MIRIM – Não estou por perto, só para variar, mas vale lembrar que a temporada de 2014 do Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel vai começar domingo agora.

O grid vai apresentar algumas novidades no Autódromo Zilmar Beux. Como dois carros que integram o Campeonato Paulista – o Fiesta número 66, de Guilherme Pedras e Luiz Filgueiras, e o Corsa 213, de Márcio Ocanha Silva e Luiz Nuno Pagliato. Há pilotos e carros do Campeonato Metropolitano de Curitiba, também, como os três da foto acima, de Fernande Valandro, Marcel Sedano e, salvo engano, Emílio Weiss. No total, 13 ou 14 carros das categorias A e B e mais 10 da categoria N. Um grid considerável.

O quente da programação está concentrado no domingo – no sábado, apenas os treinos livres. Tomada de tempos classificatória das categorias A e B vai começar ás 10h30, a da categoria às 11h, as duas vão ter 20 minutos de duração. A primeira bateria terá largada às 14h e a segunda, às 15h50, sempre para 30 minutos e mais duas voltas de corrida. A programação do campeonato será intercalada com Track Day para motociclistas.

Ingressos a R$ 10, credenciais de box a R$ 30, a história do automobilismo de Cascavel sendo escrita por uma rapaziada com que, por conta de trabalho, tenho perdido contato.

Apareçam no autódromo, vocês que estão em Cascavel.

História cinquentenária

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CASCAVEL – Comentei dia desses qualquer coisa sobre o resgate histórico que o Pietro Tebaldi vem promovendo das coisas e causas do automobilismo de Cascavel. História que dia a dia ele distribui em seu perfil no Facebook.

Um dos assuntos que vêm sendo discutidos lá mesmo, no Facebook, pelo Pietro (eu jurava que era Xico) e por toda a galera que cultiva e cultua essa história é a criação de uma categoria para carros clássicos, que devolveria à pista os pilotos que fizeram sucesso nos anos 70 e 80. Muitos deles estão aí, com um pouco menos de melanina nos cabelos mas com uma vontade monstruosa de voltar a acelerar. Não arrisco palpites acerca da viabilidade da ideia, mas vendo esse vídeo com imagens das inúmeras categorias que já tiveram raiz pelas bandas de cá bate uma vontade danada de ver a coisa acontecer.

É de encher os olhos, o vídeo. Como também é de encher os olhos essa seleção de fotos que o próprio Xi… Ops!, o próprio Pietro preparou lá mesmo, na rede social – foi de onde surrupiei a que abre esse post, selecionada com critérios de total e óbvia parcialidade, embora não saiba quem tenha sido o piloto do Chevette #39. A galeria tem até uma foto minha quando fiz uma ponta no Paranaense de Endurance!, vejam só.

E, como a maioria de vocês já deve saber, essa rica e cinquentenária história está sendo contada em livro que os irmãos Alceu e Regina Sperança vão lançar nas próximas semanas. “Cascavel em Alta Velocidade – 50 anos de automobilismo”, é o nome do livro, uma obra coletiva que faz parte do Projeto Livrai-Nos! e cuja elaboração tem participação também do Jaci Pian, do Beto Pompeu, do Tebaldi, do Rolvi Martini e de um grande grupo de pilotos veteranos.

Porque aplaudir a história é bom, mas não basta. É preciso resgatá-la e preservá-la. E essa gente de Cascavel tem cumprido essa missão com louvores.

Cascavel com selo FIA?

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CASCAVEL – O último fim de semana foi de trabalho – bastante, por sinal – em Mogi Guaçu, no autódromo Velo Città, que recebeu o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil com as corridas da sétima e antepenúltima etapa da temporada de 2013. As duas próximas vão acontecer em Interlagos, uma na preliminar do GP do Brasil de Fórmula 1, dias 23 e 24 de novembro, a outra nos dias 7 e 8 de dezembro.

Um dos pontos altos do evento da semana passada foi o fato de ter sido o primeiro no Velo Città desde sua homologação pela FIA para receber eventos internacionais. Afinal de contas, desde o começo deste ano, o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil é reconhecido oficialmente como Série Internacional FIA, motivo pelo qual só pode realizar suas etapas em autódromos que tenham tal selo. São cinco os autódromos que terão acolhido a categoria nas nove etapas de 2013 – Algarve, em Portugal, Barcelona, na Espanha, Velo Città, Pinhais/Curitiba e Interlagos.

Em reta final de temporada, é inevitável que já se fale em 2014. O calendário, claro, ainda não está pronto. Longe disso, essa definição passa por um sem-número de negociações que têm os diretores do campeonato em uma das pontas. Negociação com a administração dos autódromos, por exemplo. E não é segredo algum que existe, sim, uma pré-disposição do Porsche GT3 Cup em ter uma de suas etapas no ano que vem aqui em Cascavel.

Stock Car, Fórmula Truck, GT, Brasileiro de Marcas, Superbike Series e Brasileiro de Motovelocidade estão entre as competições que vieram – ou voltaram – a Cascavel desde a histórica reforma promovida no ano passado no Autódromo Internacional Zilmar Beux. Para o Porsche GT3 Cup Challenge também fazer parte dessa lista Cascavel terá de conseguir a mesma homologação dada pela FIA ao Velo Cittá.

Um processo que, pelo pouco que bisbilhotei a respeito, tem suas primeiras providências já em andamento pelas bandas de cá. Pretendo, antes da próxima viagem (tem tempo, ainda; será daqui a quase três dias), tomar um café com o secretário Wanderley Faust para tentar arrancar dele em que pé está ou deixa de estar a situação.

É esperar para ver.

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