Tela veloz

ENDURANCE PORSCHEPINHAIS – Vai rolar hoje a última transmissão de TV de 2015 no Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Estaremos no ar a partir das 13h, na Band, com as corridas que compuseram em Interlagos a última etapa da categoria Cup.

Como bônus de fim de ano, vamos apresentar também os melhores momentos dos 300 Quilômetros de São Paulo, primeira corrida de endurance da história da competição – foi, também, a primeira vez que os Porsche GT3 911 das duas categorias estiveram na pista à noite.

O piloto JP Mauro e o colega escriba Luís Ferrari comentaram a transmissão das corridas da Cup. No caso do endurance, narrei tendo como comentarista convidado o mitológico Paulão Gomes.

O Lusamóvel

LUSAMOVELPINHAIS – Não gosto de dar pitacos onde não sou chamado, embora seja a única coisa que faço na vida. Mas, ao mesmo tempo em que aqui de longe fico contente pela reestreia do guru Flavio Gomes como piloto de corridas, reservo um sentimento de indignação – atido à pintura, ou envelopagem, de seu novo Voyage, que mantém o número 69 que o acompanhou por eras com o Ladinha.

Flavio voltou a correr no último fim de semana em Londrina, no GP do Café, corrida que o pessoal da paulista Classic Cup guarda em grau de importância compatível ao do GP de Mônaco ou da Indy 500, sem distinção de proporções. Ganhou uma das duas corridas em sua categoria, curtiu o modesto carrinho, como devem ser curtidas ocasiões nobres e especiais como esta – a epopeia foi narrada pelo próprio em seu blog, onde os posts foram intitulados como “Bom Voyage”, outra grande sacada do nanico, esse deveria ser também o nome do carro.

Mas era da pintura do Voyaginho que eu falava. As cores e o desenho que escolheram deve ter algum significado alheio à minha sensibilidade quase nula, ok, mas… Por que raios esse carro não foi pintado com as cores e o escudo agigantado da Portuguesa de Desportos? Foi algo que me ocorreu quando vi, também no blog do Flavio, a foto aí abaixo, em que ele destaca a presença de bons amigos em sua reestreia. A peça revela sob o capô uma menção discreta, imperceptível aos simples mortais, ao time pelo qual é capaz de dar a vida.

LUSAMOVEL LUSO MATTARJá apareceram, maioria das vezes em ações isoladas, o Stock Car do Palmeiras, o Stock Car e o Fórmula Truck do Corinthians, o Truck do Grêmio e os do Santos, o Linea do Vasco da Gama… Deve ter havido mais casos, os que me ocorreram agora foram esses. Considerando todas as pessoas que conheço no automobilismo no Brasil, e aí considerem todos os âmbitos e áreas, não vejo ninguém que mereça mais que o Flavio – ou que tenha obrigação maior de fazê-lo, por que não? – pilotar um carro de corridas com as cores de seu time do coração.

Se há coisa que admiro em qualquer meio é o sujeito pular para o outro lado do balcão, como faz o Flavio, um escriba de corridas que certo dia resolveu se meter em algo com rodas dentro de uma pista e sua trajetória de pista, se à luz dos números não chega a ser brilhante, é uma das mais bem vividas que consigo acompanhar.

Maluquice que já fiz, também, essa de se meter num carro de corridas. Tornei a fazer poucos meses atrás, inclusive, e que ninguém descarte uma peleia com o guru em carrinhos antigos em 2016 (tomara que o Thiago não venda o Escort #66 até lá). No meu quintal, claro.

Na íntegra: 300 km de São Paulo

PORSCHE VENCEDORCASCAVEL – Eu estava um tanto temeroso, sou obrigado a confessar, quanto à atratividade que poderia ter a primeira edição dos 300 Quilômetros de São Paulo. A prova em Interlagos, novidade no calendário automobilístico do Brasil, teve largada no lusco-fusco do último sábado e, depois de quase duas horas e meia, consagrou a vitória de uma dupla formada por torcedores corintianos, Marcel Visconde e Pedro Queirolo, que pilotaram o Porsche GT3 911 da geração 991 inscrito com o número 15 – esse que aparece na foto aí acima, produzida pelo imberbe Luis Fernando Sales.

Corrida longa nem sempre é interessante, era isso que me atormentava, se não por outros motivos pelo fato de estar escalado para narrar a transmissão ao vivo do Terra – ao meu lado, como comentarista convidado, estava o Paulão Gomes, com seu estilão inconfundivelmente despachado. Meus temores não se confirmaram. Tirando a média do que disseram todos os participantes com quem conversei na festa de encerramento da temporada, e foram muitos, a corrida foi um tesão.

Foram 70 voltas de disputas, tendo na pista 24 carros do Porsche GT3 Brasil, tanto os da categoria Cup quanto os da Challenge. Uma corrida que teve seu regulamento costurado e avaliado com todo o critério possível nas últimas semanas. A ordem, como é praxe, era não haver espaço para furos. Não houve furos e tudo que se anteviu foi metodicamente aplicado.

A mudar, para a edição que imagino já estar nos planos para o fechamento do calendário de 2016, apenas a disponibilização das informações sobre as punições em tempo que as duplas vão acumulando ao longo do percurso por velocidades acima ou abaixo dos limites na área de boxes ou por permanência nos pits por tempo menor que o mínimo estipulado. Paulão e eu notamos pelo monitor da cronometragem, ao longo da corrida, uma ou outra infração. Não conseguimos acompanhar todas elas, o que me levou a, nas voltas finais, narrar a vitória de Franco Giaffone e Eduardo Rocha Azevedo, quando na verdade o primeiro lugar era de Pedro e Marcel, que não levaram punição alguma.

Pudemos anunciar o resultado corrigido poucos instantes depois, é verdade, o que salvou-nos de comprometer a informação emitida. Eu preferia estar antenado o suficiente a ponto de proclamar meus colegas de Fiel como vencedores já à bandeirada final. Pecado meu, apenas meu, e para evitar a reincidência já tenho minhas anotações em guardanapos devidamente arquivadas com as providências que vou tomar na próxima vez.

Enfim, vamos aos 300 Quilômetros de São Paulo. Foi, de fato, um tesão de corrida.

Na íntegra: Porsche GT3 Brasil 2015, 9/9

CASCAVEL – Trago aqui a íntegra das corridas da nona e última etapa do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil sem ter postado a oitava. É questão de tempo, pouco tempo, para pôr a casa em ordem e completar as etapas de 2015, quando o campeonato celebrou 10 anos de existência. E o fim de festa, apesar do termo parecer chulo, rendeu bons, ótimos, momentos em Interlagos no último fim de semana.

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A primeira prova, na sexta-feira, tinha quatro pilotos ainda na disputa pelo título – os quatro que chegaram a Interlagos como bicampeões, por sinal. Um deles, Ricardo Baptista, ganhou a corrida. E foi o único dos quatro a ficar fora da briga pela taça, uma dessas sutilezas implícitas na precisão da matemática.

Narrei a corrida tendo como comentarista convidado o piloto João Paulo Mauro, campeão da categoria Challenge em 2015.

A rodada dupla teve complemento na manhã de sábado. Lico Kaesemodel chegou, enfim, à primeira vitória. Entre os postulantes ao título, o melhor foi Miguel Paludo, em terceiro. Fez sua parte, mas não foi suficiente, já que o sétimo lugar na corrida deu o título a Ricardo Rosset.

Ele era quinto em dado momento da prova, vinha à frente de Constantino Júnior, o outro candidato ao inédito tricampeonato. Entre os dois, quem chegasse à frente do adversário seria campeão. A cinco minutos do fim, Júnior fez o que tinha de fazer: tentou. Mas errou, saiu da pista e abandonou, como mostra a foto que abre o post, da lavra da Fernanda Freixosa. Não mudou muito sua vida. Se não tentasse estaria igualmente sem o título. Deve ter ido dormir em paz consigo mesmo, jamais vai se cobrar por não ter arriscado.

Nesta corrida decisiva, o comentarista convidado da transmissão foi o Luís Ferrari.

Terei mais a dizer na sequência sobre o fim de semana – ou os fins de semana – em Interlagos.

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LANCER CUP.jpgCASCAVEL – Terminou a terceira temporada do Mitsubishi Lancer Cup. Que neste ano passou a ter suas etapas exibidas na televisão.

A sétima e última etapa, que reuniu 24 carros no grid do Velo Città, será exibida hoje, a partir das 19h30, no Bandsports. Eu narro, como sempre.

Os campeões do Mitsubishi Lancer Cup em 2015 foram Bruno Mesquita (categoria Lancer RS), Luiz Santiago (Lancer RS Master), Mauro Neuenschwander/Ricardinho Feltre (Lancer R) e Bernardo Parnes (Lancer R Master).

Festival confirmado, sim!

FESTIVAL

CASCAVEL – Circulou neste início de semana entre a rapaziada que consome o bom e velho automobilismo regional uma série de rumores acerca do que seria o cancelamento do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6. Acompanhei isso um tanto de longe, enquanto tratava de voltar para casa depois da maior ausência da temporada.

Rumores, nada mais. A competição vai acontecer, sim, nos dias 5 e 6 de dezembro, no aconchegante Autódromo Internacional Dr. Nelson Luiz Barro, na não menos aconchegante Guaporé. Alguns colegas de pista cá de Cascavel já haviam corrido atrás de tirar a história a limpo. Luiz Fernando Pielak, campeão do Festival em 2012, já tinha falado com Mirnei Antonio Piroca, que é diretor de provas da CBA e está à frente da organização compartilhada entre Federação Gaúcha e Associação Guaporense de Automobilismo.

Falei com o Mirnei agora há pouco. Ele confirmou que o Festival vai acontecer na data prevista, sim, e que já há cerca de 30 carros inscritos – neste campeonato a taxa de inscrição, de 1.200 reais, é cobrada por carro, não importando se o carro terá um, dois ou três pilotos. O título brasileiro de 2015 será definido em três baterias de 25 minutos e mais uma volta. “Não tem o menor cabimento dizerem que o Festival não sai. Sai, sim. O dinheiro da premiação já está viabilizado e tudo está pronto para recebermos as equipes”, garantiu o Mirnei. “Por enquanto estamos com 30 carros no grid, mas vale lembrar que o Campeonato Gaúcho (de Marcas) terminou agora, no fim de semana, e só agora é que algumas das equipes daqui estão começando a se organizar para disputar o Festival, então acho que esse número vai subir bastante. Mas seja com 50 ou com 30 carros o evento está confirmadíssimo”, insistiu.

Haverá premiação em dinheiro aos cinco primeiros colocados do Festival em Guaporé. Dinheiro que será entregue aos pilotos no pódio, nada de anotar conta bancária para depósito na segunda-feira, nada de vale-pneus ou coisa do gênero. Serão 7.500 reais em grana viva para o campeão, 5.000 para o vice, 3.000 para o terceiro, 2.500 para o quarto e 2.000 para o quinto.

O evento é da CBA, que providencia o transporte dos carros de competição até Guaporé em carretas-cegonha – já sei que na quarta-feira vai sair uma dessas aqui de Cascavel, que teve lotação garantida só com os carros daqui, e olhem que duas equipes vão levar seus carros por meios próprios.

A foto lá de cima foi produzida pela Cíntia Azevedo na bateria final do Festival Brasileiro de 2014, em Curitiba. Ela mostra o Marco Romanini liderando a corrida com o Renault Clio, à frente do Peugeot 207 do José Cordova, do Ford Ka do Gabriel Corrêa e do VW Gol do Jorge Martelli. Esse resultado daria o segundo título ao Romanini, que teve o carro quebrado logo em seguida. Martelli ganhou a corrida, Corrêa levou o título.

Romanini foi campeão da primeira edição do Festival, realizada em 2009 em Cascavel, sua cidade, com um VW Gol da Stumpf Preparações. Em 2010, a competição aconteceu em duas fases, nas pistas de Curitiba e Tarumã. O título foi de Régis Boessio, hoje piloto da Fórmula Truck, que correu com o GM Celta da Fast Racing. Em 2011 o Festival aconteceu em Curitiba e a Stumpf Preparações foi campeã pela segunda vez com Marcel Sedano, paranaense de Porto União, também pilotando um VW Gol. As três últimas edições tiveram pilotos da cascavelense Ferrari Motorsport como campeões: Luiz Fernando Pielak e Leandro Zandoná, cascavelenses inscritos com o modelo Ford Fiesta, trouxeram os títulos de 2012 e 2013, disputados em Curitiba e Guaporé; Gabriel Corrêa, goiano, ganhou edição a do ano passado em Curitiba com um Ford Ka.