Homenagem ao "eterno campeão"

E hoje leio nas páginas do “O Paraná”, de onde inclusive pirateei a foto acima, que Luiz Fernando Pielak não é mais o campeão do Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel. O texto do colega Fábio Donegá informa que a vistoria dos carros depois da corrida, feita já na noite de domingo, levou à desclassificação de Pielak e também de Daniel Reisdorfer, ambos por um item que dispõe sobre os parachoques dos carros.

Com isso, Júnior Caús, terceiro na corrida, ficou com a vitória e, de quebra, com o título. Que, uma vez homologado, será o primeiro da Caús Motorsport na categoria. O terceiro lugar que foi convertido em vitória veio exatamente dois meses depois da morte de seu tio, o ex-piloto Saul Caús,

Na porta do carro de Júnior, conforme mostra a foto, a inscrição “Saul Caús, eterno campeã (que era “campeão”, mas o adesivo da letra O foi arrancado inadvertidamente)”. Posso imaginar a festa que Saul, sempre de bem com a vida, faria se estivesse por aqui. Já ouvi até que a conquista do título pelo sobrinho teve o dedo dele.

Quem é que pode garantir que não?… Meus cumprimentos ao Júnior, que batalhou ao lado do tio desde o surgimento da categoria, em 2001.

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Metropolitano what?

O Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel terminou no último domingo.

Tal qual todas as séries do automobilismo brasileiro, de maior ou menor importância, chegou ao fim da temporada mostrando sinais de fadiga, realidade que hoje se atribui por convenção à crise – aliás, a crise já passou?

Sei que Luiz Fernando Pielak foi o campeão do grupo A. E que Gelson Veronese era, desde a etapa anterior, campeão do grupo N. Estava fora da cidade no domingo e não sei sequer quem ganhou as corridas.

Vá lá que os dirigentes do automobilismo cascavelense, que assumiram o leme do barco há pouco, ainda trabalham a seu modo para pôr a casa em ordem. Mas algumas coisas têm de ser observadas. O próprio site da categoria a esqueceu. Lá, estão em destaque releases sobre clientes da agência de assessoria de imprensa para a qual trabalho – obtive, no início do ano, a gentil permissão de incluí-los na seção de matérias, com emprego de login e senha. Não vi resultados na página, nem pontuação final.

A mídia esportiva de Cascavel também não confere ao Metropolitano de Marcas & Pilotos a atenção que merece por ser, dentre outras coisas, a competição que mantém alguma atividade no autódromo daqui. Na televisão, a última corrida com transmissão foi a terceira de 2006, numa iniciativa de Jorge Guirado na CATVE.

Encerrada mais uma temporada, a nona do Metropolitano, agora há tempo para as devidas reflexões. Miguel Beux, novo capitão do automobilismo cascavelense, terá coisa de quatro ou cinco meses para rever o que deu errado e tentar tacadas certeiras. Para bolar iniciativas capazes de trazer de volta à pista as dezenas de carros de corrida que estão encostados em oficinas e garagens de toda a cidade. Contabilizados os que compuseram o último grid do ano, devem ser mais de 70.

Faço meus votos para que o Metropolitano de 2010 – se acontecer – venha acompanhado de maior atenção nesse ponto. Categoria que não é vista não é lembrada.

(Em tempo: a foto que ilustra este post mostra uma largada do ano passado. Não sei onde conseguir uma de 2009.)

Cascavel e Londrina como únicas opções

Recebo do amigo Wagner Gonzalez, assessor de imprensa da CBA, release confirmando que a CBA definiu a data de 15 de novembro para realização do Campeonato Brasileiro de Marcas & Pilotos – informação já antecipada aqui, no último sábado.

No primeiro release distribuído a respeito da competição, no dia 11 de setembro, havia menção apenas ao campeonato “em novembro no Paraná”. O texto justificou como “preocupação maior da CBA em respeitar as limitações econômicas dos praticantes” a realização de “quatro provas no mesmo fim de semana e num autódromo relativamente equidistante das maiores praças da categoria”. O que levava a crer que a o Brasileiro aconteceria em Curitiba.

O texto recebido há poucos instantes – reproduzido na íntegra aqui, pelo site da competição regional de Cascavel – informa: “O local da prova será anunciado nos próximos dias e será definido em função de facilidades oferecidas pelos autódromos de Cascavel e Londrina”. Ou seja, conforme eu também já havia citado, Curitiba está fora. Ninguém por lá, de fato, quer fazer.

A prioridade dada pela CBA ao Paraná pode ser fruto do bom relacionamento mantido por Rubens Gatti, presidente da nossa federação, com Cleyton Pinteiro, que preside a CBA. Pelo argumento da equidistância, Londrina seria favorita em relação a Cascavel, que fica longe de tudo e de todos, mas também não chega a estar no caminho de ninguém que pudesse participar do campeonato, a não ser dos próprios pilotos de lá.

Curitiba, que tem um dos maiores contingentes de pilotos e carros de Marcas no Brasil, tirou o time. O Rio Grande do Sul, que também estoca bom número de competidores e equipamentos, não apareceu na história até aqui. E Nestor Valduga, presidente do CTDN da CBA, que me confirmou a espera de uma boa proposta por parte dos cascavelenses, já foi presidente da Federação Gaúcha. É dirigente influente pelas bandas de lá.

Faço questão de pagar a língua – ou, no caso de ora, os dedos. Mas a outorga da missão de se promover e organizar o Brasileiro de Marcas está cheirando a um cavalo de Troia.

F-3 ganha fôlego às barbas da F-1


Outra categoria que rema em sentido contrário à dura realidade é a Fórmula 3.

Em temporada de grid minguado e vivendo sérias dificuldades, a categoria tem sua única base na aposta feita pela 63 MKT, empresa de Dilson Motta, para seguir no calendário.

Mesmo diante de todas as dificuldades, a F-3 conseguiu voltar ao programa oficial do GP do Brasil de F-1. Fará a preliminar da corrida em Interlagos e terá, segundo se apura, um grid com no mínimo 20 carros.

Alguns deles, aos que consta, de equipes que virão de outros países.

Pode ser um indício de luz no fim do túnel para a categoria pela qual já passou tanta gente bacana.

Ainda o Brasileiro de Marcas


No fim de semana, lá de Jacarepaguá, escrevi por aqui sobre a possibilidade de Cascavel voltar a receber uma competição nacional de automobilismo – no caso, o Brasileiro de Marcas & Pilotos, que a CBA programou para 14 e 15 de novembro, ainda sem sede definida.

Cascavel, ou sua ala automobilística, está mobilizada para tal, levantando possibilidades técnicas e logísticas para fazer a “melhor proposta possível” recomendada por Nestor Valduga, presidente do CTDN da CBA.

Eu, sem qualquer envolvimento com a eventual parte promocional do Brasileiro caso aconteça em Cascavel, tratei de dar meus pitacos aqui e ali. O que percebi – tomara que esteja enganado – é que as equipes estão recuando diante do regulamento técnico, que está disponível no site da CBA. Há quem diga que o tal regulamento deixou o campeonato caro demais e passível de um volume preocupante de reclamações.

Não entendo bulhufas sobre parafusos, soldas e juntas que se aplicam na construção e na preparação de um carro de corridas. Pilotos e equipes entendem. Se eles entendem que o regulamento é inviável, temos um motivo para receios quanto ao sucesso da empreitada.

Ouvi que as equipes de São Paulo não vão participar do Brasileiro de Marcas & Pilotos. Um desfalque considerável, caso a desistência seja real.

Repito o que já disse, a categoria faz falta ao nosso automobilismo. Toninho de Souza tentou ressuscitá-lo entre 2004 e 2007, os resultados não foram os esperados. Agora, Cleyton Pinteiro e Valduga, os comandantes da CBA, trabalham para devolver a opção aos pilotos e equipes que estão fora do círculo da Stock Car e da GT3. É bom que estejam atentos, para tal, ao que têm a dizer as equipes.

Sem equipes, não há campeonato, o que a realidade de outras competições trata de provar. O intervalo mês e meio de prazo até a realização do Brasileiro de Marcas & Pilotos deverá ter bastante movimentação em torno disso.

Tomara que dê certo, sejam quais forem os promotores. Mas Cascavel, ávida por voltar a aparecer para o Brasil, pode estar entrando numa barca furada. Por todos os lados envolvidos, todo cuidado é pouco.

(Em tempo: a foto acima, produzida por Dudu Leal, mostra uma largada do Campeonato Gaúcho da categoria na pista de Tarumã e foi distribuída pela assessoria de imprensa da CBA no dia 11 de setembro, juntamente com o press-release que anunciou a disponibilidade do regulamento)

No Rio, torcida de verdade

(Atualizado na segunda-feira, 28 de setembro, às 11h54)

E a torcida marcou presença em Jacarepaguá hoje, nas provas do Itaipava GT Brasil. Não só o carioca deu as caras como participou da festa, que teve vitórias de José Vitte na Copa Renault Clio, de Chico Longo/Daniel Serra na GT3 Brasil e de André Posses no Trofeo Maserati.

Nada que se comparasse, em número, aos estimados 40.000 torcedores que assistiram no domingo passado à prova da Stock Car. Mas uma torcida numerosa e, melhor que isso, participativa.

Como reconhecimento à atuação pra lá de festiva da torcida, pilotos, integrantes das equipes, organizadores e todos os envolvidos com o trabalho interno foram para a pista após a programação para reverenciar a torcida – que, àquela altura, já não era tão numerosa, mas mais uma vez correspondeu, proporcionando um momento gostoso para os que dele participaram, aqui retratado pela simpática Fernanda Freixosa.

Vendo situações assim, certifico-me ainda mais que o “ilustríssimo” senhor César Epitácio Maia, quando prefeito daqui, fez uma estrondosa cagada acabando com as condições do autódromo em prol dos dólares e reais que, garantem, teria conseguido desviar para seu bolso sob a prerrogativa de construção da Vila Olímpica. Basta considerar que com futebol, praias e todos os atrativos da cidade, o público do Rio mostra, evento após evento, ser apaixonado pelo automobilismo.

De bom tamanho


Para um evento cuja divulgação foi dirigida a programação do domingo, até que a GT3 conseguiu atrair uma boa quantidade de gatos pingados às arquibancadas de Jacarepaguá na corrida de hoje, vencida por Cláudio Ricci e Rafael Derani, com Ferrari F430.

A programação de amanhã prevê Copa Clio, GT3 Brasil e Trofeo Maserati. Tudo sob o já consagrado sol escaldante do Rio.

E por hoje chega, porque o hotel e a cerveja me esperam. Bom sábado a todos.