Na íntegra: Porsche Carrera Cup 2018, 1/9

CASCAVEL – Depois de umas aceleradas aqui e ali durante as férias, o trabalho começou no último fim de semana. De Curitiba, narrei ao vivo para a transmissão por internet as quatro corridas que abriram a temporada do Porsche Império Carrera Cup e do Porsche Império GT3 Cup.

Novo formato de corridas, que Tiago Mendonça e eu tentamos explicar a quem nos acompanhou durante a transmissão das corridas e também dos treinos classificatórios. O vídeo aí de baixo contempla toda a janela de transmissão das corridas, intervalos incluídos. Para facilitar a vida de quem vai ver ou rever, as corridas da Carrera Cup começam a 1min11s e a 3h45min15s do arquivo. As da GT3 Cup têm seu início a 1h40min27s e a 5h13min24s.

Com a disputa aberta em tão alto nível, resta-nos esperar pela sequência da temporada. A segunda etapa, em Interlagos, vai acontecer no dia 14 de abril. Quem vamos?

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Novo desafio na Turismo 1600 regional

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CASCAVEL – No dia 18 começa em Cascavel a temporada de 2018 do Campeonato Metropolitano de Automobilismo. Além da categoria Marcas & Pilotos, que vai estruturando seu grid para abrir o ano com pelo menos 15 carros na pista, teremos na pista a Turismo 1600, com suas duas subdivisões para injetados e carburados. Nessa, acabei metendo o bedelho.

Senti, dias atrás, que a galera da Turismo 1600 estava um tanto desanimada. Procurei o Orlei Silva, presidente do Automóvel Clube daqui, trocamos algumas ideias durante o café (que ele pagou) e definimos uma parceria. Assumi o compromisso de, pelo menos nesse início de temporada, levar a Turismo 1600 adiante. Vou promover a categoria dentro do evento do ACC e da Federação Paranaense.
É preciso fazer um corpo-a-corpo com pilotos e equipes para fazer um negócio desse dar certo. Não só chamá-los para a corrida, afinal todos sabem que a etapa vai acontecer, mas apresentar motivos suficientes para convencê-los a tomar parte. Um deles, talvez o principal, conseguimos logo de cara: redução na taxa de inscrição. Por minha conta e risco, tirei de saída um terço do valor. Em vez dos 750 reais que são a taxa para 2018, a inscrição vai custar 500 reais.
A Turismo 1600 vai dividir a programação de treinos livres com a galera do Marcas. Nas corridas, teremos grid separado. Correr na mesma bateria do Marcas é algo que os pilotos não curtem muito, sobretudo pelo fato dos carros da Turismo 1600 serem menos rápidos. Acabamos ficando sempre no fim da fila.
O primeiro passo foi dado, agora temos dez dias, um pouco menos que isso, para resgatar carros e pilotos que, em vários casos, não tinham as corridas em sua agenda de 2018. Terão, e vai ser bem bacana.

A bela e as feras

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Alline se amarrou às corridas de longa duração nos últimos anos, várias delas a bordo da simpática Ginettinha G40. Agora, preparação é para “pegada mais agressiva” da TransAm e do World Challenge. 

CASCAVEL – Enquanto maioria dos barbados brasileiros mantêm seus macacões no armário à espera do início da temporada do automobilismo, uma das poucas belas do país em ação nas pistas já está com macacão e capacete a postos para acelerar. Alline Cipriani disputa no fim de semana a etapa de Sebring, primeira da temporada da TransAm, na categoria Pro.

É a estreia do Team Ginetta na TransAm, num ano em que a equipe também vai disputar o Pirelli World Challenge e os campeonatos das ligas NASA e FARA USA. Alline, que disputa a etapa com um modelo G55 da Gineta G55, inscrito com o número 60, também tem participação definida nas etapas de Road Atlanta, de Homestead, de Daytona e da Virgina. A Ginetta da classe TA3 compõe o grid ao lado de modelos de Ferrari, Porsche, Aston Martin, BMW, Ford, Lamborghini e Maserati, por exemplo.

Vai ser a primeira corrida para valer de Alline Cipriani desde a chegada do Enzo, nove meses atrás. “Dizem que a gente muda depois de ser mãe, então vou tentar não pensar muito nele durante a corrida”, ela brinca, sabendo as dificuldades que terá. Primeiro, pelo princípio da corrida. Alline tem mais intimidade com as provas de longa duração – as corridas da TransAm são de 75 minutos. “Tive oportunidade de fazer algumas provas longas, mas preferi não fazer, porque tenho que praticar uma pegada mais agressiva. Em vez disso, participei de duas corridinhas de sprint, o que foi muito bom. Eu mesmo me surpreendi, fiz o meu melhor tempo com a Ginetta, vi que ainda estou em forma. Passei o tempo todo brigado com a equipe da Porsche, que também está na TransAm, consegui pegar ritmo”, ela conta. Além da lógica de corridas que para ela configura mudança, há a questão técnica. “A Ginetta é um carro que tem uma velocidade impressionante de contorno de curva e que freia muito bem, mas não está no mesmo nível de algumas outras marcas em potência de motor. A ideia é, com o BOP, a gente ver como o carro vai se comportar em relação aos outros muscle cars, que são bem mais potentes. É nisso que estou me apegando: freada, contorno e saída de curva, pode ser nossa vantagem diante dos outros”, ela pondera. BOP é balance of performance, termo que denota o trabalho de equalização entre os carros de diferentes marcas. Apesar de procurar não criar grandes expectativas quanto a resultados, ela não esconde o que, no fundo, tem como meta para o fim de semana em Sebring: “Um top-5 não seria mau, né…”

Alline faz parte de uma lista bem restrita. Além dela, as brasileiras que pilotam são Débora Rodrigues, Bia Figueiredo e Larissa Cruzeiro. Será que esqueci alguém? Se sim, reavivem minha memória, por favor. Cristina Rosito e Helena Hoyama fazem participações aqui e ali, Vanessa Vorcaro já arriscou algumas largadas de tanto conviver com o ambiente de corridas. Zizi Paioli parou quando a Dudinha nasceu (acho que ainda volta), da Kaká Magno eu não ouço falar já faz algum tempo, Suzane Carvalho trocou os carros pelas motos há algum tempo, Fernanda Parra tirou o time das pistas há anos, Danielle Navarro Félix fez algumas corridinhas e ficou nisso. Faz falta algo como o que fez Maria Helena Fittipaldi há quase 20 anos, formando um grid nacional só de garotas. Quem sabe alguém se arrisque a repetir a dose? Aí a Alline vai estar intimada a vir correr aqui, também.

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O carro de Alline Cipriani para a etapa de Sebring, que abre o calendário da TransAm: meta despretensiosa em termos de resultados e foco no proveito máximo da equalização entre as marcas.

Que venha 2018!: Brasileiro de Marcas

 

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Largada da última etapa da Copa Petrobras de Marcas de 2017, no mês de dezembro em Interlagos. Em sua oitava temporada, campeonato passa a ser chamado Brasileiro de Marcas.

CASCAVEL – Falemos, também, do Campeonato Brasileiro de Marcas. Antiga Copa Petrobras, para que todo mundo possa se localizar mais fácil. A categoria entra em um mês intenso de definições dos pilotos que vão compor o grid nas 16 corridas, distribuídas em oito eventos no calendário.

 

O Brasileiro de Marcas segue integrando a plataforma da Stock Car, como ocorre desde 2015. Serão três as categorias do evento neste ano – a Stock Light, repaginada, também faz parte da festa. Uma das novidades é a premiação oferecida pela organização, de R$ 170 mil reais, em forma de subsídio para a temporada seguinte. Serão R$ 100 mil para quem conquistar o título geral, que em 2017 foi do catarinense Vicente Orige, e R$ 70 mil para o dono da taça no Marcas Trophy, classe implantada há dois e que teve como primeiros campeões meus companheiros de equipe Thiago Klein, em 2016, e Odair dos Santos, em 2017.

Há evolução, também, do pacote técnico oferecido aos pilotos dos modelos Chevrolet Cruze, Toyota Corolla, Renault Fluence e Ford Focus, todos puxados (a tração é dianteira) pelos motores Berta aspirados de 270 cavalos. O acordo com a Pirelli prevê o uso dos mesmos pneus que calçam os Stock Light. A chefia prepara, também, um trabalho intenso na equalização entre os diferentes carros do grid. Equilíbrio é palavra de ordem, afinal. Os carros trazem, ainda, um novo pacote aerodinâmico que resultou em mais downforce.

O resultado de tudo isso é um carro mais rápido e mais dócil, por assim dizer. Os testes da semana passada na pista de Tarumã revelaram um ganho de performance de dois segundos por volta, tanto na simulação de treino classificatório quanto na de corrida.

As corridas de 2018 terão transmissão ao vivo do BandSports – aliás, o canal está cada vez mais consolidado no automobilismo brasileiro, o que me deixa especialmente satisfeito, já que faço parte do pacote. A primeira etapa do Brasileiro de Marcas está confirmada para 7 e 8 de abril, na programação da segunda etapa da temporada da Stock Car, indicada no calendário para o autódromo de Curitiba ao lado de um asterisco indicando a possibilidade de mudança de local. Imagino que a opção alternativa em questão seja Goiânia. Só um chute.

Três etapas ainda não têm suas sedes anunciadas, definição que sairá nos próximos dias. Rapaziada da Vicar está dando um duro danado nesse trabalho para chegar à melhor equação possível. O calendário das oito rodadas duplas: 7 e 8 de abril – Curitiba; 21 e 22 de abril – Velopark; 19 e 20 de maio – Santa Cruz do Sul; 4 e 5 de agosto – pista ainda indefinida, a mesma que receberá a Corrida do Milhão da Stock car; 18 e 19 de agosto – pista ainda indefinida; 8 e 9 de setembro – Cascavel; 3 e 4 de novembro – pista ainda indefinida; 8 e 9 de dezembro – Interlagos.

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Chevrolet Cruze, Toyota Corolla, Ford Focus e Renault Fluence são os quatro modelos que seguem compondo o grid do Brasileiro de Marcas a partir de 8 de abril na etapa de Curitiba.