Copa Truck com 20 caminhões

CASCAVEL – Uma semana de novidades no automobilismo brasileiro. Uma delas, a estreia do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600, com a primeira etapa aqui em Cascavel. Uma categoria que devolve ao âmbito nacional, depois de duas décadas, a disputa entre pilotos de carros com motores 1.6 fabricados no Brasil – o regulamento admite, na verdade, todos os modelos produzidos no Mercosul. Falei da categoria dias atrás em meu blog na página da Revista Racing e também no espaço que o Jorjão Guirado me abriu no Portal CATVE.

A outra novidade do nosso esporte sobre quatro rodas tem seis: é a Copa Truck, que dá largada à sua primeira temporada em Goiânia, em uma programação de pista conjunta com a da terceira etapa da Copa Centro-Oeste de Marcas & Pilotos. O autódromo vai acolher, ainda, um evento organizado pelo Planeta Caminhão que vai reunir centenas de caminhoneiros e suas “naves” no autódromo, com direito a premiação aos participantes e tudo mais. O primeiro grid da Copa Truck será composto por 20 caminhões de seis marcas.

COPA TRUCK - AM MOTORSPORT

Os caminhões de Wellington Cirino e André Marques, que vão competir pela AM Motorsport, única equipe da Copa Truck a inscrever caminhões Mercedes-Benz nesta primeira etapa da temporada

A RM Competições terá seis caminhões Volkswagen-MAN no grid, um a mais que quando atuava na Fórmula Truck. Em Goiânia, a equipe promove a estreia dos paulistas Vinicius Palma e Rodrigo Belinatti, pilotos que tiveram formação automobilística na Spyder Race. Renato Martins, decano das corridas de caminhões no Brasil, deixa de ser só chefe de equipe e volta a pilotar, tendo ainda a esposa Débora Rodrigues, David Muffato e Adalberto Jardim como companheiros de equipe. Felipe Giaffone, titular da RM, não participa da etapa goiana, em que terá Palma como substituto. O tetracampeão brasileiro estará em Indianápolis como comentarista da Band na transmissão da Indy 500.

São quatro, em princípio, os Scania no grid. Um deles é o da RVR Motorsport, equipe de Roberval Andrade que mantém a parceria com o Sport Club Corinthians Paulista. Danilo Dirani, de volta às corridas de caminhões depois de três anos, é o titular. Andrade, dono de dois títulos brasileiros, deverá assumir um segundo caminhão do time na sequência da temporada – por ora, corre com o Iveco da Dakarmotors, equipe de Carlos “Paraguai” Assis pela qual já competiu em parte da última temporada da Fórmula Truck. Outros dois caminhões Scania estão na Luhrs Motorsport. São os Scania que integravam a equipe de Pedro Muffato, desativada ao fim da última temporada. Um modelo de cabine frontal, o chamado “cara-chata”, é pilotado pelo catarinense Joel Mendes Júnior. Outro, de motor avançado, ou “bicudo”, é o do paranaense Duda Bana, que ensaiou em fevereiro um contato definitivo com os brutos de competições, mas acabou adiando para agora o novo passo da carreira.

COPA TRUCK - LUHRS

Um em foto e outro em layout, os Scania da Luhrs Motorsport, dos pilotos Joel Mendes Júnior e Duda Bana

A Original Reis Competições, equipe goiana de pilotos goianos, responde pelo quarto Scania do primeiro grid do ano, o de José Maria Reis, que também é o chefe de equipe. O time assume uma façanha neste início de história da Copa Truck, inscrevendo caminhões de marcas diferentes. O outro, um Ford, tem como piloto Pablo Alves, destaque das competições regionais de Marcas & Pilotos. Há ainda os Ford da DF Racing Fans. Djalma Fogaça e seu filho Fábio são os pilotos das duas máquinas. Fabinho tem sua própria equipe, também com um caminhão Ford, que tem estreia prevista para a segunda etapa, em Campo Grande. A Iveco também tem três caminhões na pista. Além de Andrade pela equipe do “Paraguai”, a marca se faz representar pela Lucar Motorsport, com os pilotos Beto Monteiro e Luiz Lopes.

A Mercedes-Benz se apresenta com dois caminhões. A AM Motorsport, equipe de André Marques, trabalha em ritmo frenético na montagem do equipamento. André, piloto de um dos caminhões, garante que os dois estarão prontinhos da silva a tempo do embarque para Goiânia. Seu companheiro de equipe é Wellington Cirino, piloto de caminhões há duas décadas e também tetracampeão brasileiro. A Volvo, igualmente, chega com dois pilotos em ação. O paranaense Leandro Totti e o gaúcho Régis Boessio são os pilotos da Clay Truck Racing, equipe chefiada pelo também piloto João Marcos Maistro.

Os pilotos da nova Copa Truck não fazem a menor questão de disfarçar a alta expectativa pelo momento. A partir da sexta-feira os caminhões estarão na pista, e a etapa vai ser transmitida no domingo, a partir das três da tarde, pelo canal SporTV 3. A seguir, a lista dos 20 nomes que vão dar início a essa história.

5 – Adalberto Jardim (SP/Volkswagen-MAN), RM Competições

6 – Wellington Cirino (PR/Mercedes-Benz), AM Motorsport

7 – Débora Rodrigues (PR/Volkswagen-MAN), RM Competições

8 – Vinicius Palma (SP/Volkswagen-MAN), RM Competições

9 – Renato Martins (SP/Volkswagen-MAN), RM Competições

11 – Rodrigo Belinatti (SP/Volkswagen-MAN), RM Competições

12 – José Maria Reis (GO/Scania), Original Reis Competições

15 – Roberval Andrade (SP/Iveco), Dakarmotors

27 – Fábio Fogaça (SP/Ford), DF Racing Fans

28 – Danilo Dirani (SP/Scania), RVR Motorsport

33 – Pablo Alves (GO/Ford), Original Reis Competições

35 – David Muffato (PR/MAN), RM Competições

44 – Joel Mendes Júnior (SC/Scania), Luhrs Motorsport

47 – Duda Bana (PR/Scania), Luhrs Motorsport

72 – Djalma Fogaça (SP/Ford), DF Racing Fans

73 – Leandro Totti (PR/Volvo), Clay Truck Racing

77 – André Marques (SP/Mercedes-Benz), AM Motorsport

83 – Régis Boessio (RS/Volvo), Clay Truck Racing/Boessio Competições

88 – Beto Monteiro (PE/Iveco), Lucar Motorsports

99 – Luiz Lopes (SP/Iveco), Lucar Motorsports

Na íntegra: Sprint Race 2017, 2/8

CASCAVEL – A sexta temporada da Sprint Race Brasil teve sequência em Interlagos. As corridas da segunda etapa foram apresentadas na PlayTV e também no BandSports, em VTs produzidos pela agência do Alexandre Navarro. A narração é minha.

A primeira etapa, vocês lembram, aconteceu em Curitiba. Vale lembrar que a terceira etapa será disputada neste domingo, cá em Cascavel, em programação conjunta com a da abertura do novo Campeonato Brasileiro de Turismo 1600.

Meus highlights

CASCAVEL – Mês passado fomos a Curitiba para uma etapa do Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel, acho que já contei isso. Se não contei, pelo menos chamei atenção para o videotape do evento, que foi mostrado em várias cidades do Paraná e de Santa Catarina no programa “Velocidade Máxima”.

Foi um fim de semana bem bacana, aquele de Curitiba. No que diz respeito propriamente às duas corridas, que aconteceram no dia 9 de abril, o Deivicris de Cristo fez um resuminho bem bacana, também em vídeo, do que foi minha participação, que valeu um trofeuzinho de terceiro lugar na etapa da categoria Marcas B.

A terceira etapa do Metropolitano vai ser em Cascavel, no dia 4 de junho, na mesma programação da quarta etapa da Fórmula Truck. Chegarei à cidade na madrugada do domingo – até sábado estarei em Mogi Guaçu narrando a terceira etapa do Porsche Império GT3 Cup – para largar da última fila e tentar fazer mais uns pontinhos. Estou em quarto no campeonato, afinal. Para mim, nada mau.

Novidades na equipe

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Elias Azevedo estreia na Copa Petrobras de Marcas levando para a Paraguay Racing a experiência que acumulou em uma série de competições no Brasil e no exterior.

CASCAVEL – Conversando com a rapaziada da Paraguay Racing, minha equipe aqui no Metropolitano de Marcas & Pilotos, notamos que este vai ser um fim de mês de muitas estreias e novidades. A coisa está ficando ainda mais movimentada. Um pouco dessas novidades já estará à mostra no fim de semana agora, em Santa Cruz do Sul, com a segunda etapa da Copa Petrobras de Marcas. Primeiro, porque a equipe passa a responder pelos quatro Toyota Corolla do grid.

Em um desses carros estará outra novidade da equipe. Elias Azevedo, paulista com quem já convivi em uma série de outros campeonatos, fará sua estreia pilotando um dos Corolla da equipe. Elias é piloto experiente. Já competiu no Porsche GT3 Challenge Brasil, no Audi DTCC, no FARA USA, na Fórmula 3, no Brasileiro de Endurance e no Mitsubishi Lancer Cup. Tem uma galeria de títulos interessante. Por ora seu compromisso com a equipe vale só para a segunda etapa da Copa Petrobras no circuito gaúcho. Se gostar do carro, do campeonato e da erva do chimarrão, continua até o fim do ano. A julgar pelo histórico de pista, parâmetros não lhe faltam para estabelecer esse comparativo a partir de seus próprios critérios.

O fim de semana seguinte, dos dias 27 e 28, será de mais novidades para a Paraguay Racing. Uma delas, na verdade, para uma série de equipes de vários estados, que vão compor cá em Cascavel, no Autódromo Zilmar Beux, a disputa da primeira etapa do novo Campeonato Brasileiro de Turismo 1600. É a categoria Marcas & Pilotos 1.6 que segue ganhando seu espaço. Odair dos Santos, brasileiro radicado no Paraguai, e Diogo Freitas, baiano que chega à equipe para uma experiência inédita depois de vários anos acumulando vitórias em competições de velocidade na terra, são os dois representantes da equipe na categoria por enquanto.

Aí o automobilista mais atento há de perguntar: e o Thiago Klein? Questão pertinente, posto que se trata do piloto que conquistou os dois últimos títulos do Metropolitano de Marcas em Cascavel e foi vice-campeão paranaense – aliás, ele também volta a competir na Copa Petrobras de Marcas, integrando o grid a partir da etapa de Santa Cruz do Sul. Pois é. Ainda não dá para garantir que o Thiago vá estar no grid do Brasileiro de Turismo 1600. Isso porque, no mesmo dia, ele vai disputar também em Cascavel – programação conjunta, obviamente – a terceira etapa da Sprint Race Brasil, formando dupla com o paulista Caê Coelho. A estreia é um prêmio que ganhou da Sprint Race pela vitória na Cascavel de Ouro.

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O Sprint Race número 55 de Caê Coelho, carro com que Thiago Klein vai estrear daqui a menos de duas semanas na Sprint Race Brasil. A foto é do gaudério-curitibano Rodrigo Guimarães.

Me flagrei rindo agora há pouco, enquanto bisbilhotava o site da equipe. Coisa boba. Só porque tem a minha fotinho junto com a dos pilotos da equipe – por ordem alfabética são o Elias Azevedo, o Felipe Tozzo, o Luiz Santos, o Odair dos Santos, o Pedro Pimenta e o Thiago Klein. E vai aparecer mais gente nessa lista nas próximas semanas. É, a equipe está ficando com a agenda lotada.

R$ 100 mil em prêmios

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Grid da Cascavel de Ouro de 2016, com 41 carros na pista. Quantos serão na edição cinquentenária de novembro próximo?

SÃO PAULO – Ano atrás de ano a Cascavel de Ouro tem conquistado espaço de destaque ainda maior no automobilismo brasileiro. O que é ainda mais louvável em tempos de notórias dificuldades e por se tratar de uma corrida de essência regional. As três últimas edições tiveram na pista carros da categoria Marcas & Pilotos 1.6, configurados pelo regulamento técnico do Campeonato Paranaense. Um formato avalizado por pilotos e equipes a ponto de ter sido assumidamente incorporado, quase três meses atrás, na primeira edição das Oito Horas de Interlagos.

Desde que voltou ao calendário com os modelos de série 1.6 (tem piloto que dá chilique se escrever “marquinhas”, como às vezes dizemos nos autódromos), a Cascavel de Ouro só fez crescer. Alinhou 28 carros no grid de 2014, 38 no de 2015 e 41 no do ano passado – seriam 42, mas um deles ficou fora de combate por conta de um acidente nos treinos. A prova de 23 de outubro último teve inscrição de exatos 100 pilotos e, conquista inédita para um evento nacional deste porte, foi transmitida ao vivo na íntegra – foram quatro horas de evento! – pelo Fox Sports 2, um dos principais canais de televisão por assinatura segmentados em esportes no Brasil.

Faltam seis meses e meio para a 31ª Cascavel de Ouro, já confirmada para 19 de novembro no Autódromo Zilmar Beux. Posso apostar com qualquer um de vocês que o grid estabelecerá novo recorde de carros. Se não pela própria ascensão consolidada do evento, pela inédita premiação aos participantes, confirmada agora há pouco. Serão R$ 100.000,00 em prêmios. Não, você não leu errado: cem mil reais!

A divisão desse bolo ainda não está definida. Imagino, e não passa de mero exercício de palpite, que a dupla ou o trio campeão vá receber, além do troféu que batiza a prova, uma fatia de R$ 50 mil, que teria inspiração na idade da corrida – esta, esqueci de mencionar, será a edição cinquentenária da Cascavel de Ouro, disputada pela primeira vez em 1967, quando Bruno Castilho e Rodolpho Scherer revezaram a pilotagem do Simca Chambord vencedor.

A transmissão da corrida pela televisão também está garantida. Não posso confirmar que vai ser no mesmo canal do ano passado. Sei só que é coisa que será definida nos próximos dias.

Vencer a Cascavel de Ouro é nota digna que qualquer piloto se esforça para acrescentar ao currículo. Mesmo os aventureiros que não se veem em condições reais de chegar a tanto empreendem especial atenção a uma corrida desse porte – principalmente havendo 100 mil reais em.jogo. Meu caso, por exemplo. Já defini equipe, carro e parceiros pra participar da corrida. Sonhar não custa, né?

Na íntegra: Paranaense de Turismo 1.6 2017, 1/3

CASCAVEL – Depois de apresentar as provas da categoria Marcas & Pilotos, o “Velocidade Máxima”, do Beto Borghesi, teve incluídas em sua pauta as corridas da primeira etapa do Campeonato Paranaense de Turismo 1600, que aconteceram no dia 9 no Autódromo Internacional de Curitiba. O VT apresentado segue reproduzido aqui no blog.

Na íntegra: Paranaense de Marcas 2017, 1/3

LUC CINTIA

Participei da abertura do Paranaense integrando a Paraguay Racing, com o VW Gol número 66. Como a etapa valeu por todos os campeonatos metropolitanos do Paraná, cavei um pódio em terceiro no Marcas B de Cascavel.

CASCAVEL – Bem, não é exatamente na íntegra, por se tratar de um VT editado. Enfim, está no ar a primeira etapa do Campeonato Paranaense de Marcas & Pilotos. As corridas da primeira etapa aconteceram no dia 9 de abril no Autódromo Internacional de Curitiba e foram exibidas no programa “Velocidade Máxima”, do Beto Borghesi, que integra as grades de várias emissoras de televisão do Paraná e de Santa Catarina.

Foram 35 carros no grid do Paranaense, atualmente o maior do Brasil na categoria. Isso sem contar os quase 40 que compuseram o grid da carburada Turismo 1600, que essa nós vamos preparar a edição de televisão na semana que vem. A narração das duas baterias do Paranaense é minha, o que configura um crime contra a ética – afinal de contas, também participei das corridas. A galera do grid compreendeu e concordou.