Uma escola, enfim

CASCAVEL – Vem dos dirigentes gaúchos o ato mais concreto para que o automobilismo brasileiro tenha uma categoria de base. Falo da Fórmula Júnior, da qual um parceiro portoalegrense me tem dado algumas pistas desde agosto do ano passado.

A criação do campeonato foi anunciada há pouco em material enviado pela assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Automobilismo, apontada como apoiadora. A CBA, em princípio, cedeu à Federação Gaúcha os carros – que foram peça de uma tentativa de implantação da categoria na década passada – para total restauração por profissionais da terra do Teixeirinha e do Getúlio.

Quanto aos carros, fórmula atrativa: monopostos produzidos com chassi tubular, motor 1.4, câmbio Hewland, pneus slick NA Carrera e gerenciamento completo. Os motores serão equalizados por um profissional designado pela Federação Gaúcha. As equipes, que participam com dois carros, viram-se com seus próprios ajustes. Motores, amortecedores e molas serão sorteados entre os pilotos a cada duas etapas. O custo por evento para o piloto está estimado entre R$ 6 mil e R$ 7 mil.

O calendário prevê oito rodadas duplas, todas nos autódromos gaúchos. O informe da CBA manifesta 15 vagas no grid e informa que 14 delas já foram preenchidas. O grid, revela o press-release, terá pilotos de Rio Grande do Sul – maioria, claro –, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e Distrito Federal. Nenhum aqui do Paraná, vejam só.

Os organizadores da nova categoria agendaram a segunda sessão de testes coletivos com os carros para sexta e sábado, amanhã e depois, na pista de Guaporé. A primeira etapa, dia 7 de abril, será no Velopark. O calendário do campeonato e várias outras informações estão disponíveis no site da Fórmula Júnior.

As categorias-escola, aliás, estão entre os temas abordados em entrevista concedida por Cleyton Pinteiro, presidente da CBA, ao BLuc. Como estou de saída, publico esse pingue-pongue amanhã cedinho.