Mil Milhas com pneus slick e pneus de rua

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Largada da Mil Milhas do Brasil em 2020, no primeiro minuto de 15 de fevereiro, com uma dúzia de carros. Aposto que esse número vai pelo menos triplicar para 2021. A foto é do Cláudio Kolodziej.

CASCAVEL – “A Elione Queiroz foi mais homem que muitos promotores de corrida que eu conheço”. Devo ter dito essa frase a mais de uma dezena de amigos no mês passado, durante e depois da realização da Mil Milhas do Brasil. Afinal, ela bateu no peito e, sob a incredulidade de um batalhão inoperante, assumiu a missão de fazer acontecer a corrida de mil milhas, que representa uma das maiores tradições do automobilismo nacional – se não a maior.

Fez, e colocou a primeira e a última hora da disputa de Interlagos ao vivo num dos principais canais esportivos da televisão por assinatura do continente. Teve pouco tempo para trabalhar na realização do evento, é verdade, e talvez esse tenha sido seu maior pecado na empreitada. Ainda assim, e com a perspectiva revelada na semana da corrida que o grid teria apenas 11 carros, a Elione manteve tudo que prometeu aos pilotos. No dia da largada, apareceu mais um carro, inclusive. Foi um grid de uma dúzia.

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A Ginetta G55 de Vichiese, Turvey e Guerra teve até um princípio de incêndio durante um pit stop ao amanhecer, mas a situação foi contornada e a equipe Stillux venceu. Foto do Rafa Catelan.

Na pista, o que todo mundo sabe. Vitória de Ésio Vichiese, Stuart Turvey e Renan Guerra com a Ginettta G55 da Stillux Racing, segundo lugar do quarteto da Autlog Racing, que teve Flávio Abrunhoza, Leandro Ferrari, Renato Braga e Marcelo Brisac revezando a pilotagem do Mercedes-Benz AMG GT4, terceira posição do quarteto gaúcho da Motorcar, que reuniu no protótipo MRX os irmãos Gustavo e Rafael Simon e mais Maninho Cardoso e seu filho Rafael Cardoso. Fora da pista, bastante gente do automobilismo concomitando reações diversas: uns, o arrepedimento por não ter alinhado seu carro no grid; outros, o reconhecimento – nem sempre sincero – de que Elione se superou ao plantar a semente da Mil Milhas do Brasil; e outros, ainda, resistentes a reconhecer o mérito da promotora do evento de fazer uma corrida de mil milhas voltar a acontecer depois de mais de uma década de promessas de vários lados.

Li e ouvi, na época da Mil Milhas do Brasil, bastante gente se queixando da formatação do regulamento técnico, que grosso modo admitia apenas carros calçados por pneus slick. A alegação, neste caso, acabava servindo como justificativa para a ausência no grid. “Se abrissem para carros com pneu de rua eu teria corrido”. Bem, uma das mudanças para a edição de 2021 da Mil Milhas Brasil está aí: o regulamento será reformulado e oferecerá categorias para acolher carros de turismo com pneus de rua.

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O Mercedes AMG GT4 de Abrunhoza, Ferrari, Braga e Brisac teve um problema nos freios pela manhã. Até então, disputou a liderança volta a volta com a Ginetta G55. Outra foto do Rafa Catelan.

Reconhecendo que a iniciativa de fazer a Mil Milhas do Brasil acontecer com um trabalho de poucos meses foi “um atrevimento”, a Elione me antecipou que a edição de 2021 já está confirmada para dia 25 de janeiro, integrando o calendário oficial de festividades pelo aniversário da cidade de São Paulo. Como a data vai cair numa segunda-feira, imagino que possa haver uma antecipação para dia 24, domingo. Com largada à meia-noite, como foi no mês passado, isso já está definido.

Elione foi bastante questionada antes da prova do mês passado. Enfrentou resistência, inclusive, do clube detentor do nome “Mil Milhas Brasileiras”. Foi diante disso que o nome mudou para “Mil Milhas do Brasil”, outra marca, e o evento aconteceu sob chancela da Federação de Automobilismo de São Paulo.  “Depois do nosso atrevimento apareceram vários parceiros interessados em estar conosco no ano que vem”, ela me contou. Bem, isso posso testemunhar:  eu mesmo estou tratando com ela as bases para que a Gold Classic, categoria de carros clássicos e antigos que promovo desde 2018, abra a próxima temporada na programação preliminar da Mil Milhas. Vai dar certo, eu diria.

Esse regulamento reformulado, com admissão dos carros de turismo com pneus de rua, será colocado à prova antes disso, segundo a Elione, que planeja praticá-lo na outra corrida a que aplica seu trabalho e sua assinatura: 12 Horas de Goiânia, no dia 25 de julho. Tal qual ocorreu com a Mil Milhas, a corrida de daqui a quatro meses e meio está sendo planejada para ocorrer em caráter extracampeonato. E, segundo a Elione, sob o mesmo esquema de transmissão pela televisão.

 

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Pódio da Mil Milhas. A partir da esquerda: Nenê Finotti, Marcelo Servidone, Jorge Machado, Tinoco Soares, Pipa Cardoso, José Vilela, Flávio Abrunhoza, Leandro Ferrari, Renato Braga, Renan Guerra, Ésio Vichiese, Stuart Turvey, Gustavo Simon, Rafael Simon, Rafael Cardoso, Maninho Cardoso,  Ciro Paccielo, Álvaro Vilhena e Evandro Camargo.

Duas Horas, ao vivo na rede

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O Aldee-VW da Lacombe Motorsport, meu carrinho para a segunda participação nas Duas Horas de Guaporé. Vou correr na subdivisão TS, tendo o Roberto Lacombe e o JB Rodrigues como parceiros.

CASCAVEL – Chegou meu primeiro fim de semana de corrida no ano. De corrida minha, no caso. O que é muito bom, já que pensei que não iria para a pista em 2019. Mas vou, pela Lacombe Motorsport, nas Duas Horas de Guaporé. A corrida vai acontecer no sábado, com largada ao meio-dia e, ao que tudo indica, debaixo de um toró daqueles. Sem problemas, contornar o Radiador na chuva deve ser divertido. Ai.

Os dois parceiros são gaúchos: Roberto Lacombe, o dono do carro, e JB Rodrigues, que já esteve ao meu lado como comentarista em várias transmissões do Endurance Brasil e do Mercedes-Benz Challenge que narrei para a televisão e para a internet. Aliás, devo ser o único paranaense no grid que tem mais de 70 nomes.

Telmo Júnior, que é piloto do Superturismo e promotor do campeonato, confirmou um lance muito bacana para os amigos da gente verem a corrida estando em Guaporé ou não. As Duas Horas terão transmissão ao vivo no site do Campeonato Gaúcho de Superturismo e também no canal do “Curva do S” no YouTube. A geração de imagens será da equipe do Marcos Moschetta, com narração do melênico Gefferson Kern. Quem estiver no autódromo vai acompanhar na locução do Elton Cipriani. Sei que o Elton entende bastante de vinhos, não sei se sabe algo das corridas (brincadeira, claro; sabe, e não é pouco).

Um levantamento preliminar que fiz por aqui indica que o grid já tem 31 carros. Nossa categoria, a TS, é uma das que têm o maior número de inscritos – nove formações entre participações individuais, em dupla ou em trio. A TL também tem nove carros, segundo os alfarrábios do #DataLuc. Há ainda cinco carros na T1, quatro na T2 e quatro na GT. Tudo isso é extraoficial, o que vai valer mesmo é a fila da inscrição na secretaria na sexta-feira. Acho que poderemos chegar aos 35 carros.

Fiz minha primeira participação na prova no ano passado, um convite literalmente de última hora – feito perto das dez da noite na véspera dos treinos. Acabei formando dupla com o Bruno Ceccagno na TL com o Celtinha da Leandro Motorsport. No fim das contas rendeu um trofeuzinho de terceiro lugar na categoria. A corrida de 2018, realizada em junho, não teve transmissão ao vivo, mas como é padrão na categoria rolou dias depois um VT com a narração do impagável Ademir “Perna” Moreira. É esse aí de baixo.

As velhas 12 Horas

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Júlio Martini, parceiro de Matheus Stumpf e Tiel Andrade, comemorou a vitória nas 12 Horas de Tarumã do último domingo. Tubarão IX e os demais protótipos continuam no grid, segundo garante o ACRGS.

CASCAVEL – Postei há pouco aqui no blog uma notícia que me foi trazida pelos pilotos gaúchos, de que a partir do próximo ano as 12 Horas de Tarumã terão seu grid restrito à categoria Marcas 1.4.

Bem, parece que não é bem assim.

Nos últimos minutos meu celular não parou – estou com o aparelho na mão, chega a estar quente. Fui procurado por alguns amigos (assim mesmo, no plural) do Automóvel Clube do Rio Grande do Sul, que promove as 12 Horas de Tarumã. Maioria me chamando de doido e alegando que ninguém do clube tem qualquer conhecimento do assunto. “Escreveu merda!”, vociferou um deles, que é da casa. “Da próxima vez te informa melhor para não passar mais vergonha”, continuou.

A um ano das próximas 12 Horas, é fato que os automobilistas gaúchos estão buscando retomar os melhores grids de sua história. Que em princípio passa pela manutenção dos protótipos e GTs e pela provável junção com os carros da Superturismo. Os carros do Gaúcho de Marcas seguirão admitidos, como estiveram neste ano – dois deles integraram o grid.

Fazia tempo que eu não dava uma barrigada. De modo ou outro, um discurso unificado entre todos os personagens pode ser um bom caminho para devolver às 12 Horas de Tarumã o grid que a história da prova faz por merecer.

 

As novas 12 Horas

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Os carros de Tiago Takagi (54) e Thiago Messias (111) puxam a fila em uma das etapas do Campeonato Gaúcho de Marcas em Tarumã. Categoria vai monopolizar o grid das 12 Horas em 2019.

CASCAVEL – Foram 17 os carros no grid das 12 Horas de Tarumã, na primeira metade do último domingo. Seriam 18, se mais coisas tivessem dado certo no meu âmbito, e seriam bem mais, se mais coisas tivessem acontecido no âmbito de mais automobilistas.

Mas foram 17, um número que o tradicionalismo gaúcho – e aqui me refiro especificamente às coisas do mundinho das corridas – considerou pequeno. Era preciso fazer algo para mudar, e a gauchada fez. Providências imediatas.

Em 2019, as 12 Horas de Tarumã terão apenas carros da categoria Marcas, configurados pelo regulamento do Campeonato Gaúcho. Que, os mais atentos já terão atinado, padroniza os motores GM 1.4 para todos os modelos, sejam carros da GM, da Ford, da Fiat, da VW, da Renault. A galera goiana da Copa JR e as equipes do Campeonato Mineiro estão atentas à novidade.

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Essa é a nova cara das 12 Horas de Tarumã, prova que se aproxima da marca cinquentenária. Com categoria única, expectativa é de vários carros ainda disputando a vitória perto do meio-dia.

Não dá para ignorar um quezinho de Cascavel de Ouro na radical mudança a que as 12 Horas de Tarumã se submetem. O que é legal, dá uma pontinha de orgulho por termos consolidado esse formato pelas bandas de cá – no nosso caso, com os motores 1.6 de cada marca empurrando os carrinhos. Reunimos 70 desses na lista de inscrições da corrida de um mês atrás.

Os carros das demais categorias não ficam fora da nova festa, claro. Uma corrida preliminar com três horas de duração vai reunir protótipos e GTs de todas as classes. Torço para que seja a etapa final do ascendente Endurance Brasil. Tudo é possível.

Os amigos gaúchos têm um ano pela frente para fazer o novo formato das 12 Horas dar certo. E se tem uma coisa que gaúcho sabe fazer é automobilismo, e não churrasco, que esse ocorre com primor em Mato Grosso do Sul e no Paraná (sempre digo isso para provocar os gaúchos, e maioria deles ficam putos nas calças, como eles próprios dizem, mas claro que há um ou outro no Rio Grande amado que domina a arte do espeto). Já apostam, de cara, que o grid voltará a romper a casa dos 40 carros. Tomara que consigam. Numa dessa o poderoso #66 aparece na lista.

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Largada do Gaúcho de Marcas em Guaporé, com Ike Ramos (81) e Rafael Fleck (76) à frente. Gaúchos já apostam num grid com mais de 40 carros da categoria na próxima edição das 12 Horas.

Na íntega: Endurance Brasil 2018, 1/7

CASCAVEL – Grid recheado e a chegada de supercarros, tanto GTs quanto protótipos, marcaram a abertura do Endurance Brasil no Autódromo Internacional de Curitiba. A disputa pelo título nacional começou na tarde de 28 de abril, com as Quatro Horas de Curitiba durando até um pouco menos que isso por conta do cair da tarde que, acompanhado da chuva, diminuiu bastante a luz natural.

A corrida foi transmitida ao vivo nos canais de internet do Endurance Brasil, num trabalho que uniu a geração de imagens da Via Satélite, a coordenação do bochechudo Rodrigo Saravalli, minha narração, o comentário do Bruno Monteiro e a reportagem de pista e de box da Juliana Marques – foi a estreia dela na função, inclusive.

O ano da Ginetta

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Fruto de um projeto arrojado, o G60-LT é a arma da Ginetta para uma meta ousada: superar as marcas já consagradas na prova e vencer no ano de estreia nas 24 Horas de Le Mans

CASCAVEL – Para quem acompanha as principais provas mundiais de longa duração, a notícia do dia ficou por conta da apresentação do G60-LT, modelo de fábrica que a Ginetta vai lançar no automobilismo nas 24 Horas de Le Mans deste ano. A meta da marca inglesa para o evento de estreia não tem nada de modesta: arrebatar a vitória na classificação geral. No Mundial de Endurance, o carro avaliado em US$ 3 milhões terá preparação a cargo da equipe Manor e seus pilotos ainda não estão escalados.

A Ginetta, aliás, espera para 2018 a temporada mais movimentada de sua atuação nas pistas. Não só pela ousada incursão por Sarthe, mas pela difusão de suas ações no automobilismo norte-americano. É o que concluo do rápido bate-papo que tive há pouco com o Adolpho Rossi, brasileiro que vive na Flórida e que que coordena ao lado da esposa Alline – eles dois são pilotos, também – as atividades do Team Ginetta USA. Acompanhei de perto a atividade da equipe quase dois anos atrás, num evento da FARA USA em Homestead. Neste ano as ações vão bem além da liga baseada na Flórida e passa a integrar duas das principais ligas profissionais da terra do Tio Sam.

O campeonato da FARA USA, com sete corridas no ano, vai começar nos dias 17 e 18 de fevereiro, com a Miami 500 Road Racing. Além disso, o Team Ginetta teve seus carros homologados para integrar o grid de duas ligas profissionais. Uma delas é a TransAm, com calendário de 12 etapas, a primeira delas no dia 4 de março em Sebring. Um G55 já está confirmado no campeonato, em que a equipe estreou como convidada no ano passado conquistando o segundo lugar na etapa de Austin, no Circuit of the America, e mais carros deverão ser anunciados nesse grid nas próximas semanas. Outro desafio do time será o Pirelli World Challenge, que terá a primeira de suas 11 etapas, o GP de St. Petersburg, no dia 11 de março. Será o terceiro ano de homologação das G55 na categoria, que integra a programação preliminar das etapas da Fórmula Indy.

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O modelo G55 da Ginetta, que já integrava as disputas do Pirelli World Challenge, está homologado também para a TransAm, depois da estreia com segundo lugar em 2017 no COTA, em Austin.

Além disso tudo tem o trabalho já feito visando participação na NASA, que nada tem a ver com os foguetes alinhados em Cabo Canaveral – é a sigla para National Auto Sport Association, liga de torneios regionais que tem muitas dezenas de eventos por ano. O principal deles é a disputa das 25 Horas de Thunderhill. Ah, essas provas longas… Os protótipos G57 da marca incorporaram, desde o fim da última temporada, as últimas especificações da fábrica para as corridas da NASA e da FARA

Mesmo com mais de 30 fins de semana de corrida agendados, o Team Ginetta prepara edições do Ginetta Day. São eventos de track day em que todos, desde nós simples mortais, terão a oportunidade de acelerar em pistas consagradas até pela Fórmula 1 e pela Indy, casos de Road Atlanta, Watkins Glen, Road America, Mid-Ohio, Barber e Austin.

Na carona da estreia em Le Mans, o Team Ginetta incluiu no pacote de atrativos um item bastante sedutor para quem gosta de corridas: os pilotos da equipe em todos esses campeonatos terão credenciais para circular pela área vip da marca durante as 24 Horas. E tudo isso emoldura a expectativa pelo lançamento do Ginetta de rua, um superesportivo construído de fibra de carbono e equipado com motor Chevy. Haja fôlego! A agenda do Team Ginetta está bem esmiuçadinha no kit de boas-vindas, que está disponível nesse link aqui. Vai ser, repito, um ano bastante movimentado. Imagino que o Adolpho e a Alline possam pôr o Enzo para trabalhar, também. Está com quase um ano, afinal, já está na hora de arregaçar as mangas.

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As unidades do modelo G57 do Team Ginetta, sensação da última temporada nas provas da FARA USA, também estarão em ação nas corridas da NASA.

 

Só brasileiros no Team Ginetta

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Giulio Borlenghi, que na última semana foi ao pódio do Brasileiro de Turismo em Santa Cruz do Sul, busca voltar à liderança do campeonato pilotando o protótipo G57 ao lado de Valter Pinheiro

CASCAVEL – Daqui a pouco tomo o caminho de Santa Cruz do Sul para mais uma etapa do Dopamina Endurance, como comentei dia desses. Durante o fim de semana vou tentar reservar algumas atenções, também, para outra corrida de longa duração, essa um tanto mais longe de casa. É a Memorial 500, quarta etapa da FARA USA, no traçado “infield” do Homestead Motor Speedway. Como sempre, um grupo numeroso de pilotos brasileiros estará na pista.

O quesito brasileiros na pista destaca sempre o Team Ginetta USA, que atua sob a batuta do brasileiro Adolpho Rossi. No caso específico da Memorial 500, que terá largada no domingo às 14h de Brasília para 500 quilômetros ou quatro horas de disputas, apenas gente aqui do país estará no comando dos carros da equipe. O revolucionário protótipo Ginetta G57, que dominou o início da temporada, será pilotado pelo paulista Giulio Borlenghi e pelo carioca Valter Pinheiro. Giulio busca recuperar a liderança da categoria principal, depois da pane que o impediu de completar a última corrida. Valter, para quem não lembra, é o que pilotou um Lotus Evora para nos tempos da finada GT Brasil.

Os outros quatro carros do Team Ginetta USA no grid são o G55. Elias Azevedo, líder da classe 2, retoma a dupla com Ramon Alcaraz. Ésio Vichiese e Maurício Salla estarão juntos em outro G55. Os outros dois exemplares terão duas duplas formadas por pilotos que até o ano passado disputaram o Mitsubishi Lancer Cup – José Berenger/Bernardo Parnes e Carlos Quintela/Vital Menezes. Cássio Homem de Mello, vice-líder da classe, não participa desta corrida.

Adolpho tem dezenas de corridas no currículo, seja como piloto ou como chefe de equipe. A Memorial 500, aposto eu, é a que vai acompanhar com mais expectativa em toda a vida. Não pelos eventos de pista, mas pela chegada iminente do Enzo, seu filho com a também piloto Alline Cipriani. Esperam a chegada do menino para segunda-feira. Se for veloz como o pai e a mãe, pode chegar antes.

Por falar no FARA USA, não dá para deixar de lembrar, também, outro trio brasileiro que estará em ação na corrida de domingo. Marcello Sant’Anna, Sérgio Laganá e William Freire serão os pilotos do Lamborghini da Auto+ Racing.

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Sérgio Laganá, William Freire e Marcello Sant’Anna, todos eles pilotos paulistas, formam o trio que compete na FARA USA com o Lamborghini da Auto+ Racing

 

Dopamina Endurance ao vivo

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Franco Pasquale e Tiel Andrade, com o protótipo MC Tubarão 9 inscrito sob o número 5, venceram as Três Horas de Tarumã na abertura da temporada do Dopamina Endurance

CASCAVEL – Mais um fim de semana de jornada dupla para mim, coisa que já tem sido corriqueira nessa minha agenda maluca. Antes de narrar em Cascavel a etapa de abertura do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600, tenho trabalho em Santa Cruz do Sul, com a terceira etapa do Dopamina Endurance.

Vai ser mais uma corrida de três horas. A competição é composta por oito etapas. Seis delas são válidas pelo Campeonato Brasileiro de Endurance, que teve sua abertura com as Três Horas de Tarumã, no fim de março. As duas que não vão contar pontos pela série nacional são a de abril em Guaporé e a deste sábado em Santa Cruz do Sul – o relato das duas pode ser visto ou revisto nesse link aqui, basta acionar a barra de rolagem que as matérias produzidas sobre o campeonato estão todas lá. A sequência da temporada determina a disputa dos 500 Quilômetros de Curitiba, no dia 24 de junho, dos 500 Quilômetros de Interlagos, em 29 de julho, de mais uma edição das Três Horas de Santa Cruz do Sul, marcada para 19 de agosto, dos 500 Quilômetros do Velo Città, em 23 de setembro, e das Três Horas de Tarumã, fechando a temporada na tarde de 28 de outubro.

As Três Horas de Santa Cruz do Sul, no sábado, terão largada às 13h, pelo horário de Brasília. Haverá transmissão ao vivo nas páginas do Dopamina Endurance e da Auto+ TV no Facebook. Quem preferir acompanhar pelo YouTube pode acessar tanto o canal do campeonato quanto o da Auto+, também ao vivo. Narro a corrida ao lado do comentarista JB Rodrigues, ex-piloto que conhece tudo e mais um pouco do automobilismo gaúcho – que é, no fim das contas, a raiz desse campeonato.

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O protótipo MCR Grand-Am Lamborghini V10 da Mottin Racing, que Fernando Poeta e Fernando Fortes levaram à vitória nas Três Horas de Guaporé, segunda etapa do Dopamina Endurance, em abril

Um G57 a mais!

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Os norte-americanos Gar Robinbson e Lawrence Loshak vão correr com um dos G57 do Team Ginetta USA, inscrito sob o número 74. Os demais carros da equipe estarão na pista com pilotos brasileiros.

CASCAVEL – O sempre atrativo FARA USA retoma sua temporada neste fim de semana, com a Sunset 500, em Homestead. É a terceira etapa do campeonato, que teve a primeira corrida em novembro e a segunda em fevereiro – as duas aconteceram no Homestead Motor Speedway. O Team Ginetta USA, liderado pelo brasileiro Adolpho Rossi, dominou tanto a Miami 500 quanto a Homestead 500. O time vem com novidades para a corrida de domingo agora, inclusive.

Um dos Ginetta G57, nova sensação da competição, terá dois norte-americanos como pilotos, graças a uma parceria fechada com a Pennzoil. A marca adquiriu os direitos sobre o carro, que segue com preparação a cargo do time de Adolpho. Gar Robinson, campeão da Trans-Am Series em 2015, e Lawrence Loshak, pentacampeão da SCCA, vão revezar comando do carro durante as cerca de quatro horas de corrida. No outro G57 – sim, agora são dois! – estarão os brasileiros Artur Fortunato, vencedor a corrida do mês passado ao lado de Giulio Borlenghi, e Elias Azevedo. Borlenghi estará em Goiânia participando da primeira rodada dupla do Campeonato Brasileiro de Turismo pela equipe Full Time, do Mau Ferreira.

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O outro exemplar do modelo Ginetta G57 terá os brasileiros Artur Fortunato, vencedor da etapa anterior, e Elias Azevedo como pilotos na Sunset 500, terceira etapa do FARA USA.

Tal qual na Homestead 500, a equipe terá também quatro modelos G55 na pista, na classe MP-2a. Cássio Homem de Mello e Ricardo Barbosa buscam em dupla a segunda vitória consecutiva. Ramon Alcaraz, que em fevereiro teve Elias Azevedo como parceiro, passa a formar dupla com Júlio Martini, que no último sábado venceu as Três Horas de Tarumã em sua categoria, a P3, pilotando o protótipo Tubarão 8 em dupla com Marcelo Viana. Adolpho Rossi volta à ativa também como piloto para correr ao lado de Esio Vichiese. O quarto carro será pilotado por Jesse Gröse e Alessio Bellucci. A etapa de 40 dias atrás, aliás, só teve brasileiros no pódio da MP-2a. Vitória de Homem de Mello/Barbosa, com segundo lugar de Alcaraz/Maurício Salla e terceiro de Azevedo/Martini.

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Cássio Homem de Mello foi o quarto da classe MP-2a em novembro, em dupla com seu pai Eduardo, e venceu a corrida de fevereiro ao lado de Ricardo Barbosa, seu parceiro na etapa deste domingo.

Haverá, claro, vários outros pilotos brasileiros em ação em Homestead. Cinco deles vão competir com os Lamborghini da Dopamina Racing. Marcello Sant’Anna e William Freire, que em Viamão conquistaram o terceiro lugar geral nas Três Horas de Tarumã, terão também o Sérgio Laganá como parceiro no comando do modelo RE-X. Adalberto Baptista e Marcelo Franco vão revezar o LP600+. Ah, e a corrida de domingo será a terceira de um calendário de oito. Tem muita história para ser contada até o fim do ano a respeito do FARA USA.

 

A festa foi do Team Ginetta

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O revolucionário G57 que Borlenghi e Fortunato levaram à vitória na segunda etapa da temporada do FARA USA – a primeira aconteceu em novembro. A foto, como todas as do post, são do Chris Green.

CASCAVEL – A correria da semana foi monstruosa e mal tive tempo para cumprimentar devidamente os amigos do Team Ginetta USA pelo excepcional desempenho na Homestead 500, no último domingo. Foi um domínio acachapante, como diriam os jornalistas da época em que eu consumia revistas que falavam de Fórmula 1, ainda na pré-adolescência.

Contando com uma série de pilotos brasileiros, a equipe chegou à segunda vitória consecutiva na classificação geral do Florida Racing Championship, campeonato da FARA USA que tem suas etapas nas pistas de Homestead, Sebring e Daytona. Giulio Borlenghi, que havia conduzido o novo protótipo da marca inglesa à vitória na Miami 500 formando dupla com Mike Simpson em novembro, repetiu o resultado, desta vez ao lado de seu compatriota Artur Fortunato. A dupla, obviamente, também foi a vencedora de sua categoria a FP-1. Sem querer desmerecer o talento do Giulio e do Artur, parece mesmo ser um carro fantástico, o novo G57. Vê-lo em ação nas pistas da nova série brasileira de Endurance seria algo fantástico, não dá para negar.

Bem, saiamos dos devaneios e voltemos à corrida de domingo no Homestead Motor Speedway. Onde não teve para mais ninguém no pódio da classe MP-2a, que acabou formado pelas três duplas inscritas com os modelos G55 do Team Ginetta USA. Cássio Homem de Mello e Ricardo Barbosa foram os vencedores da prova, três voltas à frente de Ramon Alcaraz e Maurício Salla, que ficaram em segundo. A terceira posição coube a Elias Azevedo e Júlio Martini. Na classificação geral, os G55 da equipe preencheram da sexta à oitava posição.

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Elias Azevedo, Júlio Martini, Maurício Salla, Ramon Alcaraz, Cássio Homem de Mello e Ricardo Barbosa: pódio 100% brasileiro e 100% do Team Ginetta na classe MP-2a da Homestead 500.

Houve mais um carro da Ginetta no grid, o simpático G40 que Ésio Vichiese revezou com o norte-americano Ethan Law. Ésio era o líder da classe MP-4a quando abandonou a corrida por conta de um acidente.

A Sunset 500, terceira etapa do FARA USA, voltará reunir os dezenas de pilotos e equipes da liga norte-americana no dia 2 de abril, novamente no circuito misto de Homestead. A sequência do calendário determina a Memorial 500, dia 28 de maio também em Homestead, a Sebring 500, dia 9 de julho, a Summer Challenge 500, dia 27 de agosto em Homestead, a Race of Champions, dia 8 de outubro em Daytona, e a Miami 500, dia 10 de dezembro.