Na íntegra: Porsche GT3 Brasil 2014, 6/9

CASCAVEL – Em ano de ineditismos, presenciei pela primeira vez na vida um calor de 40 graus. Foi quase dez dias atrás, em Mogi Guaçu, onde o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil teve as corridas de sua sexta etapa. Transmitimo-las ao vivo, como sempre, pelo Terra. Ontem a Band apresentou as quatro provas em VT compacto, sempre comigo na narração e o Luiz Alberto Pandini no comentário.

Como sempre, também, repico cá no blog as corridas da etapa, que nos levou pela primeira vez no ano ao Velo Città – com o campeonato, bem entendido, já que estive lá em março participando de outra atividade. Primeiro, as duas corridas da categoria Cup.

Agora, óbvio, as corridas da categoria Challenge. Que também tiveram nomes diferentes no degrau mais alto do pódio.

A próxima etapa, na semana que vem, vai marcar a décima edição consecutiva de uma etapa do Porsche GT3 Cup como preliminar do Grande Prêmio do Brasil. Estaremos em Interlagos às barbas da Fórmula 1, pois.

Dani Lenzi

DANI LENZI

PINHAIS – Era assim, pelo apelido “Dani”, que Daniel Lenzi se identificava. “Dani” era a inscrição na carenagem de sua moto de corridas, a BMW número 26, com que disputava a principal categoria do Moto 1000 GP.

A trajetória de Lenzi nas pistas e na vida chegou ao fim agora há pouco. Morreu em um acidente estúpido, como estúpido são todos os acidentes de que se tem notícia dentro de pistas de corridas ou fora delas. Tinha 34 anos e deixou para todo mundo aqui no autódromo, além do choque de uma perda, a lembrança de um sujeito daqueles que sempre têm disposição de sobra para ajudar no que for preciso. “Era um dos sorrisos mais alegres daqui”, foi como Gilson Scudeler, promotor do campeonato, definiu o companheiro de esporte que se foi.

É uma sensação estranha a de ver alguém partir assim, de repente, no mesmo lugar em que se está. Algo que já aconteceu em tantos e tantos campeonatos. Nunca havia acontecido perto de mim.

É difícil não incorrer em clichês. Então, nada mais há a dizer senão que valeu até aqui, Dani. A gente se vê em outra.

DANIEL LENZI PISTA

Equipes em expansão

JpegPINHAIS – Uma breve caminhada pela área de boxes do Autódromo Internacional de Curitiba é suficiente para fazer ver que as equipes do Moto 1000 GP têm conciliado qualidade e quantidade. Várias delas vão ampliando, etapa a etapa, o número de pilotos que as defendem no Campeonato Brasileiro de Motovelocidade.

Exemplo claro dessa visão que tem incentivado a adoção de estruturas maiores por parte das equipes está no box da baiana Aclat Racing, única equipe que tem pilotos em todas as quatro categorias do Moto 1000 GP – a saber, GP 1000, GP Light, GP 600 e GPR 250. A representatividade é tamanha que, cá em Pinhais, dois boxes inteiros foram reservados à equipe, algo não muito comum na motovelocidade das bandas de cá.

São nove os pilotos da Aclat aqui no GP Curitiba. Deverão ser 12 a partir da primeira etapa de 2015. A foto lá no alto do post mostra, da esquerda para a direita, as motos de Herbert Pereira, da GPR 250, Luciano Ribodino, da GP 1000, Alen Modesto, da GP Light, Nico Ferreira, da GP 1000, Marcelo Dias, da GP 600, o espaço da moto de Thiago Fonseca, também da GP 600 – estava na área de vistoria técnica no momento em que saquei o celular do bolso e fiz a foto –, Fernando Silva, Rafa Nunes e Edson Luiz, todos inscritos na GP Light.

Sobre a Aclat, uma pequena curiosidade: podem procurar à vontade nas ferramentas de busca o significado do nome da equipe. Não vão encontrar. É uma sigla montada pelo Alen Modesto, que também é o chefe do time, a partir das iniciais dos nomes da família – ele próprio, a esposa Cintia e as filhas Laysa, Ayla e Thayla.

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Andando mais um pouquinho, surge o box da Estrella Galicia 0,0 by Alex Barros, equipe que tem quatro pilotos na GPR 250, categoria de formação de pilotos do Moto 1000 GP. Na foto aparecem as Honda de Lucas Torres, José Duarte, Brian David e Guilherme Brito, que chega à equipe nesta etapa. Não custa lembrar que a estrutura trazida por Alexandre para o campeonato contempla, ainda, Douglas Figueiredo e Lucas Teodoro, pilotos da BMW Alex Barros Racing na GP e na GP Light, GP Light, além de Matthieu Lussiana e Lucas Barros, inscritos com as novas HP4 da BMW pela Petronas Alex Barros Racing na GP 1000 – Lucas, filho de Alex, está temporariamente afastado por conta de um acidente sofrido nos treinos da etapa de Cascavel.

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Outro box, ali pertinho, é o da argentina MGBikes Yamaha Racing, abarrotado de motos – todas Yamaha, obviamente. São seis nesse fim de semana e quatro deles são argentinos: Sergio Fasci, na GP 1000, Nicolas Tortone, na GP Light, Sebastian Martinez e o estreante Marias Ordonez, ambos da GP 600, categoria em que o time também é representado pelos brasileiros André Veríssimo e Marcus Trota. O uruguaio Maximiliano Gerardo, líder do campeonato na GP 600, também defende a equipe, mas não participa do GP Curitiba, impedido por um compromisso internacional.

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A Motonil Motors-PDV Brasil, dos irmãos Fábio e Nivaldo é outra equipe que tem de dar conta de várias motos. Na foto aí acima aparecem, em primeiro plano, as motos de Danilo Lewis, da GP 1000, Ian Testa, Gustavo Herrera e Rodrigo de Benedictis, todos da GP Light. Ali atrás, escondidinhas na foto, também estão as motos do vice-líder Wesley Gutierrez e de Philippe Thiriet, inscritos na GP 1000.

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Aí aparece, também, a JC Racing Team, uma das inúmeras equipes do Moto 1000 GP que conta com cinco pilotos. A foto mostra as motos de Sérgio Prates, Diego Pierluigi, Marcello Souza e Davi Costa – exceção feita ao argentino Pierluigi, nome forte da GP 1000, os três demais atuam na GP Light. Fora da foto também há na equipe a moto de Luís Fittipaldi, inscrito na GP 1000.

Cometo no post a clara injustiça de citar apenas cinco das equipes que abarrotam os boxes de motos. Há várias outras que aliam quantidade e qualidade, casos do paulista Team Suzuki-PRT ou da paranaense Paulinho Superbikes. Penso que, com essas cinco – que eu havia fotografado no início da manhã com a intenção inicial de postar uma pequena galeria de imagens no Facebook –, já dá para compartilhar com a audiência do blog uma leve noção da importância que os times de motovelocidade já reconhecem no Moto 1000 GP. Que, cá no GP Curitiba, terá 91 pilotos na pista.

Instantâneos

CASCAVEL – O próximo passo da agenda de locuções da temporada aponta a sétima etapa do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Vai ser no dia 9 de novembro, em Interlagos, momento antes do GP do Brasil de Fórmula 1. É o décimo ano seguido que a categoria cumpre a programação preliminar da etapa brasileira do Mundial.

Estive nas últimas cinco. Da de 2013, a imagem de que mais me recordo é essa, produzida pelo bróder Fernando Conto Ferreira, que estava escalado para a cobertura fotográfica da rodada porschística e aproveitou para, enfim, fotografar a F-1. Momento histórico no esporte, diante da despedida do Mark Webber. E poucos sabemos o que essa foto significou para o Fernando – na vida, e não meramente no trabalho.

Webber

Cinco em um!

BLOG MERCEDES

CASCAVEL – Imagine uma programação com corridas da Stock Car, do Brasileiro de Turismo, da Fórmula 3, do Mercedes-Benz Challenge e do Brasileiro de Marcas em um mesmo fim de semana. Sim, todas no mesmo autódromo.

Imaginou? Então agora só espere pelo anúncio oficial, que virá nas próximas semanas. Essa será a novidade da Vicar, promotora dos cinco campeonatos, para a temporada de 2015. Juntar as cinco categorias em um único evento. Não será assim com todo o calendário, claro. Algumas das etapas terão uma ou outra categoria a menos.

Tomando por base as últimas etapas de cada campeonato, o novo evento reunirá mais de 120 carros e mais de 130 pilotos – Marcas, Turismo e Challenge permitem inscrição em duplas. Ontem, em Curitiba, perguntei ao Maurício Slaviero, capitão da Vicar, qual autódromo brasileiro teria condições para abrigar o gigantismo desse novo formato. A resposta veio natural: “Todos eles”. Fez cara de quem sabia o que estava falando, inclusive.

BLOG STOCK

(ATUALIZANDO EM 20 DE OUTUBRO, ÀS 14h49:)

A título de acomodar mais adequadamente minha colocação de que as cinco categorias em questão são promovidas pela Vicar, cabe citar: o Campeonato Brasileiro de Turismo tem seu registro na Confederação Brasileira de Automobilismo pela Marques & Marques, empresa dos irmãos Gue e Gerson Júnior, que promovem a categoria de acesso em parceria com a Vicar, dentro de seus eventos. O mesmo ocorre com o Mercedes-Benz Challenge, que tem promoção da Mercedes-Benz do Brasil.

A alma do negócio

ANUNCIO

CASCAVEL – Aí estão, dispostos pelos departamentos de arte de 1978 da esquerda para a direita, Phil Hill, Jim Clark, John Surtees, Denny Hulme, Jack Brabham, Graham Hill, Jochen Rindt, Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Niki Lauda, James Hunt e Mario Andretti.

É uma peça publicitária que a Ferodo publicou logo após o título de Andretti em 1978, destacando ter fornecido os componentes dos sistemas de freios dos pilotos que conquistaram os então últimos 18 títulos mundiais na Fórmula 1.

Pincei essa foto do perfil de Twitter Contos da Fórmula 1, de onde também copio o comentário “Morte de Rindt se deu por falha do freio”.