Na íntegra: Sprint Race 2016, 8/8

CASCAVEL – A quinta temporada da Sprint Race Brasil terminou com duas corridas repletas de imprevistos em Interlagos. O VT exibido na semana passada pelo Bandsports segue reproduzido cá no blog.

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O Avallone-Ford de Cascavel

15726180_10209694759318955_841050538_oCASCAVEL – Quase uma década. Foi o tempo que Miguel Beux passou debruçado sobre um projeto que permeava seu pensamento desde os tempos em que, ainda criança, voltava do autódromo de Cascavel todo lambuzado de graxa. Pois bem, o Avallone com que Beux sonhou está prontinho da silva.

Passou bastante tempo desde as aventuras da infância. Aos 49 anos, Miguel tem arriscado alguns treinos com o novo carro no autódromo de Cascavel. Sai do cockpit com a mesma cara de moleque deslumbrado de décadas atrás. Novo carro, logicamente, é um eufemismo. A máquina fez sucesso no automobilismo brasileiro nos anos 70 – tudo indica que seja o mesmo com que Pedro Victor De Lamare atuou na Divisão 4.

Projetos malucos não são exatamente uma raridade no automobilismo. Esse, do Miguel, é. E como é! Principalmente porque tudo que está no carro é original da época. O chassi Avallone, o câmbio Hewlland DG 300, o motor Ford 302 que desenvolve perto de 460 cavalos de potência, as rodas, a mecânica do Lola T142, a carenagem do Lola T222. O contagiros, presente do piloto catarinense José Bornemann, é o que equipava os Fórmula 1 da década de 70.

15697906_10209694375389357_1211610651793514624_nAs aparições do carro no circuito que leva o nome do pai do Miguel – os testes de vez ou outra acontecem no Autódromo Zilmar Beux – indicam que o projeto está consumado. O automobilismo brasileiro vai ver o Avallone-Ford na ativa de novo em provas de longa duração? Se perguntarem a ele hoje, a resposta será negativa. Talvez uma participação ou outra em eventos como os da Classic Cup de São Paulo ou do Rio Grande do Sul, foi o que ele me disse instantes atrás.

Convivo pouco com o Miguel. O suficiente para arriscar que, bem conversadinho, o lindo protótipo número 84 poderá integrar, sim, grids do endurance brasileiro. Tomara. Zilmar Beux diria que o filho não tem juízo. Que lhe falte juízo, pois, a ponto de presentear o automobilismo brasileiro dos dias de hoje com a onipresença do Avallone-Ford.

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Dias atrás, a ex-loira Patrícia Cabral produziu um material sobre o Avallone-Ford do Miguel Beux para a “Hora do Esporte”, da CATVE. A reportagem pode ser vista através desse link aqui.

Despedida na pista

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No último fim de semana de autódromo no ano, troquei de novo a cabine de narração por um carro de corrida. Desta vez foi o Gol da Paraguay Racing, o carro de condição mais competitiva que já guiei numa pista. A foto é do bonachão Fernando Conto.

CASCAVEL – Meu fim de temporada nesse mundo de corridas não poderia ser diferente. Bem, claro que poderia, mas tentei fazer com que fosse assim e deu certo. Com a agenda de narrações fechada (ou quase fechada, já que ontem à tarde narrei a etapa final da Sprint Race para a transmissão de TV), voltei a Interlagos. As anotações e arquivos de sempre ficaram em casa. Em seu lugar, levei os macacões, as luvas, o capacete e uma vontade monstruosa de me divertir na pista. Ah, também levei a namorada, o que fez uma diferença e tanto – ótima companhia e ótima pessoa, a Rita.

Desta vez minha participação no Paulista de Marcas & Pilotos foi pela Paraguay Racing, equipe que nasceu aqui em Cascavel no começo do ano passado e que, com uma pontinha de intervenção minha, foi parar em 2016 no grid da Copa Petrobras de Marcas. Odair dos Santos e Thiago Klein me confiaram o carrinho que levou o Thiago ao bicampeonato da classe A no Metropolitano de Marcas, um VW Gol a que apliquei meu número de sempre, o 66, e a logo da Inspevel – Inspeção Veicular de Cascavel, que sempre me dá uma força quando me meto a tentar acelerar em algum lugar. Joacir Alves tem sido outro grande parceiro nessas minhas andanças e aceleranças.

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O Odair dos Santos, culpado pelo convite para eu estar com a Paraguay Racing em Interlagos, esteve no pódio das duas corridas da categoria Light na etapa final do Paulista de Marcas.

Bem, vamos às coisas da pista. Ansioso e imediatista que sou, tinha tudo para começar o fim de semana bem irritado. No primeiro treino livre, na sexta-feira, cumpri duas voltas lentas, para que tudo no carro atingisse uma temperatura adequada. Quando fui abrir a terceira, já com alguma pretensão de acelerar, a brincadeira a acabou. Uma quebra de motor, evento até então inédito no meu parco currículo. Fiquei fora do treino e os meninos da Paraguay Racing trataram rapidamente de substituir o motor em tempo para o segundo treino, que viria à tarde. Era para me irritar, mas não me irritei. Acompanho esse negócio há tempo suficiente para saber, sem hipocrisias, que carros de corridas quebram com uma naturalidade até incômoda.

Entre o treino e outro do Paulista de Marcas, mais uma oportunidade inédita: a de ir para a pista com um monoposto. Fiz um treino com o carro do Igor Costa na Fórmula 1600. A ideia inicial era, aproveitando a passagem por Interlagos, participar da etapa final da categoria formando dupla com o Igor. Conversei um pouco a respeito com o Juka Gandelim, chefe de equipe da Jukamotors, que me abriu essa possibilidade diante da intenção do Igor de fazer só uma das duas corridas. A verdade é que não me entendi bem com o carrinho da categoria, que é muito gostoso, apesar da posição desconfortável no cockpit. Decidi que seria arriscado largar tendo o histórico no formulinha limitado a um treino de meia hora – treino que, no meu caso, foi marcado por uma série de rodadas e saídas de pista. O carrinho é manhoso, isso é fato; e só hoje cedo soube, do próprio Juka, que quando fui para a pista o carro estava praticamente sem freios, o que pode justificar um pouco do excesso de erros. Ainda vou experimentá-lo mais algumas vezes, combinei isso com o Juka. Numa dessas pode sair uma participação em 2017, sim.

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O Rodrigo Ruiz me flagrou treinando com o F-1600 da Jukamotors. A Rita nem sabia que eu estava na pista naquele momento com um carrinho tão manhoso quanto divertido, que já está na pauta de 2017.

À tarde, com o Gol da Paraguay Racing de coração novo, voltei à pista. Minha melhor volta no treino veio em 2min07s011 – o que me fez ganhar uma aposta na turma sarrista aqui de Cascavel, que duvidava de qualquer coisa abaixo de 2min08s. O navegador digital indicava, a certa altura, o fechamento de uma volta em 2min06s7, mas tive de abortá-la na subida do Café por conta de uma interrupção do treino. Vi a bandeira vermelha no posto 18, tirei o pé e fui direto para os boxes certo de que voltaria em seguida à casa dos 2min06s. Jamais voltei em todo o fim de semana.

A tomada de tempos, no sábado de manhã, foi uma decepção completa. Nada abaixo de 2min10s, o que me deixou em 32º no grid. Caramba, menos de 20 horas antes eu subia o Café pronto para virar em 2min06s7. Bem, o que tinha era uma 16ª fila no grid, e assim fui para a corrida do sábado. Como tenho dito aos amigos mais próximos, foi uma corridinha bem boa se levado em conta o meu baixo futebol. Mesmo com uma dificuldade na redução de quinta para quarta marcha, que já havia dado as caras nos treinos e que levou a rapaziada da equipe a uma série de tentativas de solução – até o câmbio foi trocado. Foi complicado, porque a cada volta, sobretudo no fim da reta dos boxes, eu tinha alguma certeza de que a quarta não entraria. Tinha de frear muito cedo, na tentativa de segurar o carro no freio. Bem longe do ideal.

Enfim, ultrapassei, fui ultrapassado, errei, defendi, ataquei – em boa parte pelo ótimo rendimento do carro que os meninos do Muriel Stumpf me entregaram – e terminei em 19º na geral. Fui ao pódio em terceiro na Novatos, a minha classe, com vitória do Ale Peppe e segundo lugar do Erik Mayrink, que garantiu o título. Fui ao pódio em Interlagos! Bem, azar dos fotógrafos que estavam registrando a premiação. Molhei as lentes de muitos deles com champanhe. A câmera GoPro dividiu a gravação da corrida em dois arquivos, como estou sem nenhum programa de edição aqui postei os dois isoladamente no YouTube.

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À moda da casa, consegui ir ao pódio nas três pistas em que corri em 2016 – Curitiba, Cascavel e agora Interlagos. O lacre na foto não deixa dúvidas quanto à autoria: mais uma do Rodrigo Ruiz.

O único compromisso do domingo seria a segunda corrida da etapa final do Paulista de Marcas, que já tinha definido seus campeões na véspera – Wanderson Freitas/Edgard Amaral na categoria Super, Nelson Fortes na Light, Mayrink na Novatos. A pista estava bem mais escorregadia que no sábado. Desta vez largamos com o sol a pino, por volta do meio-dia, diferente da largada em fim de tarde da primeira prova. Demorei um pouco para me habituar a isso e, verdade seja escrita, tive um começo de prova excessivamente conservador. Fui bundão, mesmo, e isso me custou uma série de posições. Comecei a assumir meu ritmo na segunda volta e passei a buscar algumas das posições perdidas.

Na quarta volta, momento que acabaria levantando um monte de interrogações na base do “e se?”: ultrapassei o João Lemos na reta Oposta e assumi, por alguns instantes, o terceiro lugar na categoria Novatos, que tinha 11 carros. Na freada do Laranjinha, uma saída de pista. Não consegui reduzir de quinta para quarta marcha e deixei que o carro rolasse direto pela área de escape, onde consegui engatar uma terceira para voltar à pista. Todo o miolo de Interlagos é contornado em terceira marcha com os carros de Marcas 1.6. Na descida do Mergulho, a quarta entrou normalmente; na freada da Junção, a tentativa de nova redução para terceira deu em nada. Fui para a grama. Até consegui voltar, mas já não tinha mais nada de embreagem. Subir a reta e, impossibilitado de mudar marchas, estacionei o carro na grama pelo lado interno do S do Senna. Foi foi de corrida. O Francisco Paiva Júnior terminou em primeiro e o João Lemos em segundo, só que o Juninho acabaria punido por um toque com o Mayrink e a vitória ficou com o Lemos, com quem dividimos o box 4 durante o fim de semana. Disse ao Lemos, um português que mora no litoral paulista, que teria conseguido me manter à frente dele se a embreagem não quebrasse. Ele assentiu. E se? E se? Bem, carros de corridas quebram, às vezes por puro capricho, às vezes porque não os tratamos com o devido carinho. Talvez tenha sido culpa minha. Nunca vou saber.

O tal programa de edição de vídeo vai ser uma necessidade para 2017… De novo, tenho de pingar o material de domingo em dois vídeos. O primeiro tem 26min15s, mas a largada, mesmo, está depois dos 23min10s. Todo o restante é dispensável – formação de grid, volta de apresentação, essas coisas. O segundo vídeo traz os últimos momentos da minha participação, e tem longos minutos de absolutamente nada. Peguei os arquivos brutos para postar, a câmera só foi desligada quando o carro foi levado ao box pela rapaziada do resgate.

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Comemorando o pódio de sábado com a Rita e o bróder Leandro Romera, um doido que no dia seguinte me colocou para pilotar um Mercedes-Benz C250 Turbo. A foto é do Cláudio Kolodziej.

Um dos grandes parceiros do fim de semana foi o Leandro Romera, piloto dos bons, que tem equipes na Copa Petrobras de Marcas e no Mercedes-Benz Challenge. Esteve em Interlagos nas duas corridas finais do Paulista de Marcas & Pilotos me orientando pelo rádio. É o que chamamos de coach, no automobilismo. Funciona bem. Romera foi um dos meus parceiros na Cascavel de Ouro, naquela ocasião dividimos o carro com o Paulo Salustiano e coube a ele, Romera, me guiar via rádio, também. No último domingo, o Romera me confiou uma outra missão, já depois da nossa corrida: guiar um carro do Mercedes-Benz Challenge. Hã?

Pois é. Havia um grupo de convidados no autódromo e a incumbência da RSports, equipe do Romera, era levá-los para algumas voltas pela pista com os carros C250 Turbo. Eram dois carros. Ele assumiu um e me colocou no outro. Absorvidas as devidas instruções, lá fui eu para a pista com um daqueles carros que estou acostumado a ver nas corridas que narro pelo Bandsports, ora ao volante, ora no banco da direita, dando instruções à rapaziada que tinha seu primeiro contato com uma pista de corridas. Levaria a Rita para umas voltas ao fim da atividade, mas a bandeira quadriculada veio antes e a experiência da minha loira em uma pista de corridas ficou limitada às voltas em que o bróder Marcelo Gomes levou-a no safety car.

E assim terminou meu 2016 no automobilismo.

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A melhor ideia que tive foi a de convidar a Rita para ir comigo a Interlagos. A presença dela fez o fim de semana, que já seria bom demais, ficar ainda melhor. Mais uma pintura do Fernando Conto, essa foto.

Decisão e novas caras

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A Sprint Race Brasil volta a Interlagos, onde no meio da temporada teve sua Guest Race, para apontar os campeões de 2016 em uma decisão de título particularmente equilibrada. Foto do Fernando JS.

SÃO PAULO – Hoje começa a decisão de título de um monte de categorias em Interlagos. Inclusive do Paulista de Marcas & Pilotos, cujo grid terá minha invejável companhia. Mas é da Sprint Race que vim falar. O encerramento da quinta temporada da Sprint vai oferecer momentos muito interessantes na disputa pelos dois títulos.

Basta ver as diferenças irrisórias entre os candidatos na pontuação. Na categoria Pro, Luca Milani lidera com 321 pontos, contra 318 dos irmãos Juninho e Eduardo Berlanda. Três pontos de diferença, com 100 em jogo no fim de semana – as corridas da final atribuem o dobro dos pontos das demais etapas. Na GP, são seis pilotos de olho no título, quatro deles integrando duas duplas. Vinícius Margiota lidera com 298 pontos, contra 274 da dupla de pai e filho formada por Marcus e Lucas Peres, 268 de Kau Machado e Jorge Martelli e 212 de Cláudio Buschmann. Quem não estiver no autódromo para ver as corridas poderá conferir o VT na quinta-feira, dia 21, na programação do BandSports; quem estiver que já se programe para uma largada às 17h10 de amanhã e outra às 11h do domingo. Ia até brincar que a de domingo vai ser preliminar da nossa do Marcas, que larga ao meio-dia, mas aí o Thiago Marques me tira o escalpo.

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Rodrigo Elger, paranaense de Maringá que recebe a vaga no grid da Sprint Race como prêmio pelo título brasileiro da Fórmula Júnior de 2014: saiu no lucro… A foto é da lavra do André Kotoman.

O grid da etapa final apresentará algumas novidades ao público da Sprint Race. Uma delas é a estreia de Rodrigo Elger. Sua presença no grid é o resultado de uma compensação da Confederação Brasileira de Automobilismo. Rodrigo, em 2014, conquistou o título brasileiro da Fórmula Júnior. Como prêmio, participaria de algo como uma academia de pilotos no México, não sei exatamente do que se trata. Enfim, cobrou o prêmio algumas vezes, sem jamais tê-lo recebido, consta até que a tal academia nem existe mais. Bem, a CBA, como forma de compensação, bancou sua participação na Sprint Race em Interlagos – ficou de ótimo tamanho para o piloto, convenhamos. Outra estreia é a de Leonardo Nienkötter e de Sérgio Crispim, que igualmente ganham a participação como prêmio pela atuação vitoriosa no kart.

Para não passarmos batidos em nome algum, segue aí a lista de chamada da etapa final da Sprint Race.

 

4 – Leonardo Nienkötter/Sérgio Crispim (Pro)

7 – Vinicius Margiota (GP)

12 – Cláudio Buschmann (GP)

13 – Raphael Campos (Pro)

17 – Eduardo Berlanda/Wanderley Berlanda Júnior (Pro)

22 – Gabriel Lusquiños (Pro)

23 – Guido Cotta (Pro)

81 – Rodrigo Elger/Luiz Santos (Pro)

44 – Kau Machado/Jorge Martelli (GP)

55 – Caê Coelho (GP)

77 – Luca Milani (Pro)

78 – Marcus Peres/Lucas Peres (GP)

82 – Cássio Cortes/Gerson Campos (GP)

Sorteio de celulares na Paraguay Racing

obi-blackCASCAVEL – A quem ainda não conhece, faço a devida apresentação. Esse da foto aí acima é o MV1, modelo de celular da Obi Worldphone. A marca norte-americana, que está chegando agora ao mercado brasileiro, é uma das patrocinadoras da Paraguay Racing, equipe dos pilotos Thiago Klein e Odair dos Santos na Copa Petrobras de Marcas.

A Copa Petrobras vai ter sua etapa decisiva neste fim de semana em Interlagos. Uma corrida no sábado,  com largada às 10h25, e outra no domingo, começando às 15h20. A Rede Bandeirantes vai transmitir ao vivo a etapa final – narração minha, com comentário do Tiago Mendonça e reportagem do Bruno Monteiro. No âmbito da Paraguay Racing, a etapa vai ser marcada, também, por uma promoção que já vem mobilizando os fãs das corridas.

Três aparelhos MV1 da Obi serão sorteados pela equipe entre os torcedores durante a visitação aos boxes de Interlagos, que vai acontecer antes da corrida decisiva, logo depois das 11 da manhã, e também para quem curte a página da Paraguay Racing no Facebook. É lá que estarão, aliás, todas as instruções a respeito da brincadeira.

É um belo presente de Natal, o MV1. Meu filho ganhou um de aniversário, no mês passado. Teve sorte. O meu aniversário é só em maio.

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Calendário definido no Paulista

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A foto do Humberto da Silva mostra a oitava etapa de 2016 do Paulista de Marcas & Pilotos, que tem grid médio de 40 carros e subdivisão em três categorias de igual regulamento técnico: Super, Light e Novatos

CASCAVEL – Enquanto ouço e leio bastante gente já promovendo o velório do autódromo de Interlagos a partir das intenções aventadas pelo prefeito eleito de São Paulo, a galera que faz automobilismo segue com sua vida normal. A Federação de Automobilismo de São Paulo, por exemplo, já tratou de providenciar, observando todas as praxes necessárias, o calendário de eventos para a temporada de 2017 do Campeonato Paulista de Automobilismo.

São muitas as categorias do Paulista, o que proporciona sempre programações bastante movimentadas. Classic Cup, Força Livre, Fórmula 1600, Fórmula Vee, Marcas & Pilotos e Turismo N/Turismo N a ar, para citar todas. Mais a Old Stock Race, que resgatou as corridas de Opala e que tem sido um sucesso nessas suas duas primeiras temporadas. A Old Stock acompanhará o Paulista em sete etapas e terá, como neste ano, algumas etapas extracampeonato em outras pistas. Suponho que a categoria virá a Cascavel pela primeira vez.

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A Fórmula 1600, categoria em que Jaime Barbarisi pilota o carro número 13, prepara uma prova extracampeonato de longa duração em Interlagos para o dia 19 de fevereiro

Além das dez etapas do Paulista, haverá um evento a mais em Interlagos, entre os dias 16 e 19 de fevereiro. Trata-se do Paulista de Endurance, que apresentará um fim de semana repleto. No sábado, dia 18, haverá uma prova de Marcas & Pilotos com duração de oito horas. O formato é, basicamente, o mesmo que praticamos por aqui na Cascavel de Ouro, embora sem janela de tempo fixa para os pit stops. No domingo, 19, uma corrida da Fórmula 1600 com percurso de 250 quilômetros, em que os pilotos vão poder se inscrever em duplas, e outra de Força Livre, em que deverão estar na pista carros de todas as categorias imagináveis de endurance, com maior destaque para pilotos gaúchos e paulistas.

Logo, a Fasp tratou de reservar e anunciar antes da virada do ano as datas de seus 11 eventos estaduais de 2017, todos no autódromo de Interlagos – tive o cuidado de me informar sobre a eventual realização de uma ou outra etapa nas pistas do Velo Città ou do Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo.

Considerando apenas os sábados e domingos, embora cada evento consuma quatro dias de atividades de pista, as dez etapas do Paulista de Automobilismo de 2017 estão assim distribuídas no calendário: 28 e 29 de janeiro, 1º e 2 de abril, 29 e 30 de abril, 20 e 21 de maio, 10 e 11 de junho, 1º e 2 de julho, 29 e 30 de julho, 19 e 20 de agosto, 2 e 3 de setembro e 16 e 17 de dezembro.

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O grid do Paulista de Força Livre apresenta as mais variadas espécies de carros de corrida, como o Peugeot Stock Car 4.1 do piloto Marcelo Monte, fotografado pelo bróder Fernando Conto Ferreira