O Festival Brasileiro de 2016

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Thiago Oliveira, com o Celta número 105 da AGB Preparações, é mineiro de Belo Horizonte. Por morar em Curitiba, acaba sendo, na prática, o único representante paranaense na pista.

CASCAVEL – O Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6 chega à sua oitava edição em Curvelo. Com 19 carros inscritos, o grid no Circuito dos Cristais terá seis modelos de carros de Fiat, Ford, GM e Volkswagen. Os 25 pilotos participantes, apresentados na relação aí abaixo, representam sete estados brasileiros e mais o Distrito Federal.

A Federação Mineira de Automobilismo e o Automóvel Clube de Belo Horizonte ofereceu premiação de largada para as inscrições efetuadas até determinado prazo. Tinha tudo para ser uma festa esportiva ainda maior no que diz respeito ao número de carros participantes. Os custos considerados elevados para o deslocamento até o interior mineiro têm sido a justificativa das equipes do Sul, por exemplo, para não terem inscrito seus carros.

Há um gaúcho entre os participantes, o Fabiano Cardoso, que mora em Minas Gerais. Em mão inversa, a representação paranaense nesta edição acaba adaptada pela presença de Thiago Oliveira, que é de Belo Horizonte, mas reside em Curitiba. A programação teve início hoje, sexta-feira, com quatro treinos livres.

O sábado terá mais um treino livre, a partir das 11h15. A tomada de tempos classificatória vai começar às 14h30 e a primeira das três corridas terá abertura de box às 14h30. No domingo, depois de um treino de aquecimento marcado para as 9h, a programação da segunda corrida vai começar às 11h e a da terceira, às 14h30. Todos os resultados são disponibilizados em tempo real no site da Race Monitor.

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O Gol é o modelo mais frequente no grid em Curvelo, com seis exemplares, como os das duplas Leandro Freitas/Wanderson Freitas e Lisandro Cardoso/Lamartine Pinotti. Também há três Celta, três Corsa, dois Uno, dois Palio, dois Ka e um Fiesta

A relação dos pilotos participantes do Festival Brasileiro, como prometido:

0 – Renato Constantino (DF), GM Celta

2 – João Guimarães Neto (MG), Fiat Uno

31 – Thiago Azalini (DF), GM Celta

36 – Felipe Rabello (MG), Fiat Palio

38 – Yuri Tomé/Alexandre Seda (MG/RJ), VW Gol

41 – João Lemos (SP), GM Corsa

44 – Gabriel Correa (GO), Ford Ka

46 – Edson do Valle (GO), Ford Ka

50 – Luiz Fernando Moura (ES), GM Corsa

53 – Zigomar Júnior/Wilton Pena (SP/MG), VW Gol

66 – Luís Guilherme Filgueiras (MG), VW Gol

71 – Alexandre Souza (SP), Ford Fiesta

74 – Francisco Paiva Júnior (RJ), GM Corsa

77 – Leandro Freitas/Wanderson Freitas (MG), VW Gol

87 – Gustavo Mascarenhas/Fabiano Cardoso (MG/RS), Fiat Uno

88 – Flávio Costa Martins/Renato Rabello (MG), Fiat Palio

98 – Paulo César Pena (MG), VW Gol

105 – Thiago Oliveira (MG), GM Celta

777 – Lisandro Cardoso/Lamartine Pinotti (BA/SP), VW Gol

A primeira edição do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6 aconteceu em Cascavel em 2009. O campeão foi do paranaense Marco Romanini, piloto da casa. Em 2010 a competição teve duas fases, em Curitiba e Viamão. O título foi do gaúcho Régis Boessio, de Canoas. Em 2011, retomado o formato de corridas em programação única, Curitiba recebeu a competição e o campeão foi Marcel Sedano, catarinense de Porto União. Curitiba foi a sede também em 2012, ano do segundo título de um piloto de Cascavel – no caso, Luiz Fernando Pielak. Cascavel disparou na liderança da estatística em 2013, com outro piloto da cidade, Leandro Zandoná, conquistando o título disputado em Guaporé. Em 2014, novamente em Curitiba, o título foi de Gabriel Corrêa, de Goiânia, que é o único campeão presente à edição deste ano em Curvelo. No ano passado, os dirigentes gaúchos providenciaram boa premiação em dinheiro para a edição em Guaporé. O título ficou com um piloto da casa, Analino “Choka” Sirtuli, de Gravataí.

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O Circuito dos Cristais, em Curvelo, é o quinto autódromo brasileiro a receber as disputas do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6 em oito anos de existência da competição.

Brasileiro à moda mineira

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O bâner de divulgação do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos apresenta, sob efeito de estilização, os carros dos pilotos mineiros Wilton Pena, Gustavo Mascarenhas e Leandro Freitas

GOIÂNIA – Em menos de um mês, salvo eventuais desclassificações em série como as de 2015 em Guaporé e a consequente apresentação de recursos, o automobilismo conhecerá o campeão do 8º Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos.

Os regulamentos técnico e desportivo estão disponíveis nesse link aqui. Há um outro link, esse aqui, com o RPP, sigla óbvia para regulamento particular da prova, que informa o formato da disputa, com tomada de tempos de 15 minutos e três baterias de 25 minutos mais uma volta, cada. Critérios de desempate e outras particularidades estão esmiuçadas ali, também. Detalhes que me chamaram atenção, até porque foi também atrás disso que acessei o regulamento: a taxa de inscrição no Festival Brasileiro é de R$ 1.500 e os pilotos que fizerem o pagamento na conta bancária indicada até o próximo dia 28 terá desconto de R$ 100 nos treinos livres da sexta-feira, 2 de dezembro – logo, os treinos livres serão cobrados à parte pelos promotores.

O grid em Curvelo é limitado a 56 carros. Quando se fala em grid máximo é inevitável pensar numa repescagem prévia para definir os participantes eliminados antes das baterias. Não vai acontecer, o que é uma pena, apesar dos campeonatos regionais da categoria terem bons grids hoje – Goiânia, Cascavel e Curitiba, com seus Metropolitanos, além dos estaduais de São Paulo e do Rio Grande do Sul, proveriam carros suficientes para a repescagem que supus.

(Aliás, quando foi a última vez que uma prova de automobilismo no Brasil teve repescagem? Lembro da final nacional da Copa Corsa de 1995, em Interlagos. Algo do gênero depois disso?)

A primeira edição do Festival aconteceu em Cascavel, em 2009. O campeão foi um piloto da cidade, Marco “Tico” Romanini. No ano seguinte, a competição teve duas fases, nas pistas de Curitiba, em Pinhais, e Tarumã, na gaúcha Viamão. Régis Boessio, gaúcho de Canoas, arrebatou o título. Curitiba recebeu o Festival em 2011, com título de Marcel Sedano Rodrigues, catarinense de Porto União. Outros dois paranaenses de Cascavel foram campeões em seguida: Luiz Fernando “Xuxo” Pielak, em 2012 em Curitiba, e Leandro Zandoná, em Guaporé, no ano seguinte. Em 2014, a edição de Curitiba teve empate triplo na pontuação e os critérios de desempate apontaram o goiano Gabriel Corrêa como campeão – foi o terceiro título consecutivo da cascavelense Ferrari Motorsport, equipe dos irmãos Edson e Jackson Ferrari. No ano passado, novamente em Guaporé, Analino “Choka” Sirtuli ficou com o título em mais uma edição do campeonato em Guaporé.

Mais informações a respeito do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos podem ser extraídas do site da Federação Mineira de Automobilismo ou de uma chamada telefônica ao número (31) 3271-5840. O site e o telefone só não são capazes de acabar com a única dúvida que eu tenho a respeito do evento: vou ou não vou?

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Paranaense de Cascavel, Marco Michelon “Tico” Romanini pilotou um dos carros da Stumpf Preparações e foi o campeão da primeira edição do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos, em 2009

Sede definida

FESTIVAL

CASCAVEL – Foto que a Sandra Zama produziu no dia 5 de dezembro passado, em Guaporé, antes da largada para o Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6. Foi a sétima edição do campeonato. A primeira, em 2009, aconteceu cá em Cascavel. A de 2010, única desenvolvida em duas fases, ocupou os autódromos de Viamão e de Pinhais. Curitiba voltou a ser sede da disputa pelo título nacional em 2011, 2012 e 2014. Guaporé, sede no ano passado, já havia recebido a competição em 2013.

O Festival de três meses atrás foi composto de três corridas, como sempre em um único fim de semana. O grid reuniu 17 carros – pouco, diante do trabalho feito pelos promotores e pela inédita premiação em dinheiro oferecida. Analino “Choka” Sirtuli foi o campeão, passando a figurar numa galeria que já tinha, por ordem cronológica, os nomes de Marco Romanini, Régis Boessio, Marcel Sedano, Luiz Fernando Pielak, Leandro Zandoná e Gabriel Corrêa.

E por que lembrar agora, a oito ou nove meses da edição de 2016, essas coisas básicas sobre o Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos 1.6? Apenas porque hoje posso afirmar, sem o menor medo de errar, que a disputa pelo título neste ano já tem local definido: o Circuito dos Cristais, na mineira Curvelo. O meio, em sua maioria, apostava em Goiânia como próxima sede – era o meu palpite, inclusive.

Esse assunto, a realização do Festival Brasileiro em Curvelo, não termina aqui. Vou antecipar mais novidades a respeito já nos próximos dias.

#DataLuc no Metropolitano de Marcas A

FINAL MARCAS

CASCAVEL – Não é por não haver viagem agendada que a semana não vai ter automobilismo na minha agenda. Afinal de contas, o Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel terá no domingo, dia 6, véspera de feriado, as corridas de sua sexta e última etapa no Autódromo Zilmar Beux. Será dia de definição dos títulos das três categorias em disputa: A e B, que compõem o mesmo grid, e N, que tem grid em separado por conta da diferença técnica e de rendimento dos carros.

Na categoria A, considerada a principal, três pilotos vão para a corrida de domingo com chances de título. Curiosamente, por conta de uma particularidade do regulamento que explico ao fim do post, os “campeonáveis” são o primeiro, o segundo e o quarto colocado na tabela atual.

Thiago Klein, piloto do Gol número 3 da Paraguay Racing-Stumpf Preparações, Edoli Caús Júnior, inscrito com o Celta número 2 da Caús Motorsport, e Marco Romanini, titular do Clio número 88 da Stumpf Preparações, são os pilotos ameaçados com a conta da festa do título no domingo. Dessa lista, Caús é o único que já tem título no campeonato – foi campeão em 2009. O terceiro colocado na pontuação, e já fora da disputa pelo título, é o atual campeão Leandro Zandoná, que corre com o Fiesta número 8 da Ferrari Motorsport. Observem que são quatro marcas, quatro modelos e quatro equipes diferentes à frente da tabela, o que prova o equilíbrio alcançado nesta 15ª temporada do Metropolitano.

(Aqui, parênteses para um pitaco que acrescento minutos depois da postagem: a afirmação de que Zandoná está fora da disputa pelo título também não é uma ciência exata; sempre há que se considerar a possibilidade de desclassificações envolvendo Klein, Caús ou Romanini, o que muda totalmente a conta do campeonato.) 

Para que se esmiúcem as chances de título de cada um dos três, é necessário que se compreendam algumas particularidades do regulamento. São seis etapas, cada etapa composta por duas corridas. Cada corrida premia os dez primeiros colocados com pontos, desde que perfaçam no mínimo três quartos da distância percorrida pelo vencedor. A razão de pontuação a esses dez é de 20 pontos, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 3, 2 e 1. Há, ainda, um ponto de bonificação ao piloto que obtiver a pole position. Como em cada bateria ocorre a intervenção programada do safety car, os três primeiros no instante dessa neutralização também ganham pontos de bônus – 3 para o líder, 2 para o vice-líder e 1 para o terceiro colocado. Cada piloto terá descartadas, ao fim do campeonato, as três baterias em que tiver somado menos pontos. Simples, né?

Aí há mais uma particularidade. Neste ano, como forma de motivar todo mundo a participar de todas as corridas, o Automóvel Clube de Cascavel instituiu uma bonificação a mais. Os pilotos que participarem das seis etapas terão acréscimo de 25% em sua pontuação de chegada em cada bateria da quinta etapa, que aconteceu no fim de semana do Dia dos Pais, e acréscimo de 50% na pontuação de chegada das corridas de domingo próximo – por “pontuação de chegada”, entenda-se a posição final na corrida, sem acréscimo sobre os pontos de bonificação. Há outra bonificação no regulamento por participação, em que o piloto inscrito na etapa recebe 3 pontos. Como todos os envolvidos na disputa pelo título confirmaram presença na etapa decisiva, não vou considerar esse bônus

Para os candidatos ao título, a pontuação de chegada nas duas baterias de domingo vai valer, respectivamente, 30 pontos, 22,5, 18, 15, 12, 9, 6, 4,5, 3 e 1,5. Vamos às combinações de resultado de que Klein, Caús e Romanini precisam para levantar a taça de campeão de 2015.

Thiago KLEIN (VW Gol/Paraguay Racing), 165,00 pontos

FINAL KLEIN

Pela condição de líder, é obviamente o único que depende apenas de seus próprios resultados para ser campeão. Com o terceiro lugar em uma das duas corridas do domingo, ou um quarto e um quinto, já elimina Romanini da disputa pelo título. Sua maior preocupação é mesmo Caús, que se marcar todos os pontos que lhe são possíveis obriga o líder da temporada a terminar as duas corridas em segundo, estando também na vice-liderança no momento das neutralizações. Se Klein dominar a primeira bateria, por exemplo, passa a depender do nono lugar na prova final para comemorar o título. O piloto da Paraguay Racing tem um quinto, um sexto e um sétimo lugar para descartar até agora. Joga fora 18 pontos, portanto.

Edoli CAÚS Júnior (GM Celta/Caús Motorsport), 132,25 pontos

FINAL CAUS

Uma fração de pontos tirou de Caús a chance de depender só de seus resultados para ser bicampeão metropolitano. Se marcar a pole e ganhar as duas corridas, liderando as duas no instante da neutralização, depende de Klein não ser o segundo colocado em uma delas. Se conquistar um primeiro e um segundo lugar, considerando essas posições também no safety car do 15º minuto, precisará contar com terceiros lugares de Klein, que precisaria ocupar no máximo um terceiro lugar em uma das duas neutralizações. Terminar a primeira bateria atrás do líder do campeonato, em qualquer posição, acaba com sua pretensão de campeonato – é de se esperar uma primeira bateria bastante agressiva de Caús, que, para efeito de descarte obrigatório, desfaz-se de duas corridas que abandonou, que não lhe vão custar ponto algum, e de outra em que ficou em sétimo lugar.

Marco ROMANINI (Renault Clio/Stumpf Preparações), 104,75 pontos

FINAL ROMANINI

A conta que Romanini faz é a de conquistar a segunda pole consecutiva, vencer as duas baterias e ocupar a liderança no neutralizado das duas. Com isso, somaria 67 pontos aos 104,5 que já tem. Chegaria a 171,5. Nesse caso, dependeria de Caús ser terceiro nas duas corridas, podendo até estar em segundo em uma das duas entradas programadas do safety car. E, se tirar proveito máximo do fim de semana, Romanini dependerá de Klein marcar dois quintos lugares para superar o companheiro de equipe por menos de meio ponto. O que Romanini precisa para ser campeão, no fim das contas, é encarnar Scott Dixon no fim de semana. A única vantagem que tem sobre os demais é a de não se desfazer de ponto nenhum, já que tem três abandonos em corrida para descartar.

A classificação bruta do campeonato aponta Romanini em quarto. À sua frente, em terceiro com 121 pontos, está Zandoná. O campeão de 2014, contudo, não tem direito aos bônus de 25% e 50% sobre a pontuação de corrida por ter se ausentado da quarta etapa do campeonato – viajou ao Nordeste do país por conta de um compromisso profissional. Logo, mesmo que obtenha proveito máximo da etapa, marcará 20 pontos pela vitória em cada uma das baterias, 3 pontos pela liderança na neutralização de cada uma e mais 1 pela pole. Neste caso, chega a 168 pontos brutos, mas tem de descartar três oitavos lugares, que são seus piores resultados no ano – as duas corridas que não disputou na quarta etapa não podem ser aplicadas para efeito de descarte. Com o descarte, e já considerados os 3 pontos do bônus de participação na etapa, chega a 162. Klein, na pior das hipóteses, vai fechar o ano com 164.

O Marcas daqui

MARCAS

CASCAVEL – Ontem rolou no Autódromo Zilmar Beux a terceira etapa do Metropolitano de Marcas & Pilotos. Quatro corridas, duas de cada categoria, e para cada categoria foi uma prova no seco e outra no molhado. No total, 32 carros. É bom, mas cabem mais.

Na categoria A, chegou enfim o dia do Júnior Caús. Campeão em 2009, ele vinha de uma sequência indigesta. Ontem deu tudo certo. Terminou a primeira bateria em terceiro lugar, faturou a segunda e ficou com a vitória no geral. Ganharia mesmo se o Leandro Zandoná, líder do campeonato e vencedor da primeira prova, não tivesse abandonado a segunda quando era o terceiro colocado. Juninho, piloto da Caús Motorsport, foi o terceiro vencedor da temporada – Marcel Sedano, pela Stumpf Preparações, ganhou a primeira, no dia 29 de março; Zandoná, piloto da Ferrari Motorsport, foi o melhor na segunda, no dia 17 do mês passado. Nota-se que três equipes diferentes ganharam as primeiras etapas, também. E três modelos de carros – Sedano corre com um Volkswagen Gol, Zandoná pilota um Ford Fiesta e Caús é adepto do GM Celta.

MARCAS CAUS

No pódio de ontem, Caús teve a companhia de Thiago Klein, segundo com o VW Gol da Paraguay Racing, Zandoná, terceiro na soma de pontos, e Luiz Fernando Pielak, quarto com o Renault Clio da Ferrari Motorsport. Natan Sperafico, da Sérgio Ferrari Racing Team, ficou em quinto com o Ford Ka e não subiu ao pódio – foi representado na entrega de troféus pelo companheiro de equipe Anderson Portes, que compete na categoria B.

A categoria B compõe o mesmo grid da A. A etapa de ontem marcou a segunda vitória consecutiva de Paulo Barreiros Bento, com outro Fiesta da Ferrari Motorsport. Ele ganhou as duas baterias, ficando em oitavo lugar na classificação geral da primeira e em quinto na segunda. Vinicius Fagundes, com o GM Celta da Caús Motorsport, ficou em segundo e esteve no pódio ao lado do pai, o veterano Leônidas Fagundes Júnior, que levou o Fiat Palio ao quinto lugar. Portes ficou em terceiro com o Ford Ka da Sérgio Ferrari Racing Team, logo à frente de Odair dos Santos,  quarto com o Gol da Paraguay Racing – equipe que integra o quadr técnico da Stumpf Preparações.

MARCAS BENTO

Na categoria N, que neste ano tem grid próprio, Gelson Veronese teve um domingo sem problemas e levou o VW Apollo da Sete Motorsport à vitória nas duas baterias, assumindo com isso a liderança do campeonato. André Soffa, que havia vencido a classificação geral das duas primeiras etapas, ficou em segundo com o Gol da Soffa Racing. O pódio contou ainda com Lorenzo Massaro, terceiro pela Speed Car, Luciano Cortina, quarto com a Cortina Competições, e Cléber Fonseca, quinto competindo por equipe própria. Com exceção de Veronese, todos os pilotos do pódio são adeptos de alguma versão do Gol – no caso de Cortina, o modelo “quadrado”.

MARCAS VERONESE

Quanto à categoria N, aliás, o trabalho que levou à implantação do grid específico passou por outras medidas, como premiação para os dez primeiros colocados em cada etapa. Do sexto ao décimo, portanto e pela ordem, também levaram troféus Cido Morais, com o Gol da Ribecar, César Cortina, primo de Luciano e piloto de outro Gol da Cortina Competições, Caíto Carvalho/Raul Haus, que revezou o Ford Escort da Stumpf Preparações, Mateus Seganfredo, estreante e piloto de outro Escort, e Ronaldo César da Silva, com o Voyage da Ronaldo Racing.

MARCAS 2

A quarta etapa, abrindo a segunda metade da temporada, está confirmada para o dia 12 de julho – curiosidade, será o terceiro evento consecutivo da categoria realizado no mesmo domingo de uma etapa do Brasileiro de Fórmula Truck. Abaixo, a pedido dos próprios pilotos do Metropolitano, a classificação atualizada do campeonato em todas as categorias.

Marcas & Pilotos A – 1º) Leandro Zandoná, 110 pontos; 2º) Edoli Caús Júnior, 85; 3º) Thiago Klein, 75; 4º) Natan Sperafico, 73; 5º) Marcel Sedano, 59; 6º) Fernande Valandro/Guto Baldo, 50; 7º) Wanderley Faust, 47; 8º) Guilherme Sperafico, 39; 9º) Luiz Fernando Pielak, 38; 10º) Marco Romanini, 27; 11º) Daniel Kaefer, 25; 12º) Ingmar Biberg, 20.

Marcas & Pilotos B – 1º) Paulo Bento, 130 pontos; 2º) Anderson Portes, 91; 3º) Vinicius Fagundes, 88; 4º) Odair dos Santos, 48; 5º) Juliano da Silva, 46; 6º) Marcio Ocanha/Nuno Pagliato, 41; 7º) Marcelo Beux, 25; 8º) Cleyton Cezarotto e Leônidas Fagundes Júnior, 23; 10º) Juliano Bastos 20; 11º) Edson Massaro, 17; 12º) Rafael Paiva e Handryus Moresco, 12; 14º) Joacir Alves, 11; 15º) Marcos Mocelin, 5; 16º) Wyllian Cezarotto e César Chimin, 3.

Marcas & Pilotos N – 1º) Gelson Veronese, 120 pontos; 2º) André Soffa, 110; 3º) Lorenzo Massaro, 52; 4º) Marcos Cortina, 47; 5º) Cléber Fonseca, 39; 6º) Raul Haus Oliveira, 37; 7º) Cido Morais, 35; 8º) Caíto Carvalho, 32; 9º) Ronaldo César da Silva, 30; 10º) Luciano Cortina, 27; 11º) Rodrigo Larralde, 25; 12º) Cesar Cortina e Renato Hein Oliveira, 24; 14º) Wyllian Cezarotto, 22; 15º) Phelype Jean da Silva e André Marafon, 16; 17º) Beto Haus, 14; 18º) Mateus Seganfredo, 9; 19º) Fabiano da Silveira, 8; 20º) Flamarion Zacchi, 5.

Todas as fotos do post foram produzidas pela Sandra Zama. Que, até um tempinho atrás, eu pensava se chamar “Neusa”, era assim que a via ser tratada por alguns dos pilotos. Demorei a entender a piadinha da “japoneusa”.

Penélope

DANI E JUNINHO

CASCAVEL – Todo mundo que conhece a Dani Navarro Félix, com mais ou menos proximidade, tem como referencial o desempenho nos show de manobras radicais com caminhões que ela executa antes das corridas da Fórmula Truck em dupla com o Juninho, irmão caçula, e com o Fábio Bomba. É habilidosa ao volante, Juninho e ela aprenderam direitinho com o pai – na foto aí acima, dos arquivos do Orlei Silva, estão os dois logo após o show da etapa goiana de 2014. Na única vez em que de fato parei o que estava fazendo na Truck para dar uma olhada no show da Dani proporcionou uma cena que elenquei na minha lista particular de 20 momentos marcantes em 20 anos da Truck.

A habilidade da moça ao volante suscitou, e não foram poucas vezes, suposições sobre o desempenho dela se trocasse o show pela participação nas corridas. A troca não aconteceu, mas a presença da Dani num grid já é realidade: ela vai disputar durante o fim de semana, em Goiânia, as corridas da quarta rodada dupla do Centro-Oeste de Marcas & Pilotos. Está inscrita com um Celta, devidamente personalizado com motivos da própria Fórmula Truck, da qual ela é vice-presidente. A Truck terá etapa em Goiânia no mês de julho, inclusive.

A foto que fecha o post foi produzida pelo Rodrigo Ruiz e mostra a Dani na pista ocupando o banco do passageiro, por assim dizer. Ao volante, Rogério Castro, piloto da Truck e participante contumaz das corridas goianas de turismo. Foi ele quem providenciou toda a operação que resultou na estreia da Dani como piloto de automobilismo – e o Ruiz, cabe lembrar, está por lá organizando uma corrida da paulista Classic Cup, como faz todos os anos em pistas fora de São Paulo; Londrina e Curitiba também já receberam o grid organizado pelo Ruiz, que talvez traga os simpáticos antiguinhos a Cascavel no fim do ano.

E a Neusa, capitã da Fórmula Truck, terá enfim a oportunidade de uma emoção inédita: as aflições típicas de mãe de piloto, coisa que na minha cabeça ela talvez viesse a experimentar com o Juninho disputando corridas de alguma coisa.

O número do carro da Dani no Centro-Oeste de Marcas, e nem poderia ser diferente, é o 5, que o Aurélio Félix, pai da Dani, sempre usou enquanto correu com caminhões.

DANI

O retorno?

Milton e JoacirCASCAVEL – A foto, produzida pelo Vanderlei Faria em 1994 nos boxes do autódromo de Cascavel, mostra o Milton Serralheiro e o Joacir Alves, dois dos caras que representavam a cidade no automobilismo paranaense. Muitas vezes em dupla, e foi em dupla que conquistaram, por exemplo, a vitória na única corrida noturna da história do automobilismo da cidade, em 1991, ou o Torneio Paraná-São Paulo de Speed Fusca, naquele mesmo 1994 – esse campeonato acabou tendo uma única rodada dupla, disputada em Curitiba, e os dois ganharam suas baterias, o Joacir de ponta a ponta, o Milton despencando para sétimo e escalando o pelotão ladeira acima. Também correram muito um contra o outro, e teve até caso de um correr pelo outro, com a missão de tirar pontos de um adversário pra garantir o título do parceiro, e pelo que ouço até hoje foi assim que o Joacir terminou 1992 como campeão paranaense da nossa saudosa Speed Fusca.

Milton e Joacir se divertiram muito enquanto pilotos de automobilismo. E passaram muita raiva, também. E ganharam campeonatos. Conheceram-se lá mesmo, no ambiente de corridas, e seria até um deslize do destino se não tivessem encerrado juntos suas carreiras nas pistas. A despedida dos dois foi em 2001, no Paranaense de Marcas & Pilotos, revezando a pilotagem de um Escort vermelho que levava nas portas o nome de uma marca de alguma geringonça que fazia os motores gastarem menos combustível, não lembro o nome do negócio, era um dos filhos do Milton quem distribuía aquilo na região. Tentou me vender um uma vez, pedi para fazer fiado, fiquei sem a peça dos milagres.

Reunir pilotos e ex-pilotos num ambiente que nada tem a ver em corrida é pedir para o assunto da roda ser automobilismo, e não foi diferente em determinada agenda de ontem à noite. Deixaram que Milton, Joacir e o Thiago Klein, esse um dos nomes da nova geração, conversassem entre si, e do papo saiu nada menos que a reestreia da dupla dos anos 90. Até duvido que a coisa vá além das animadas tratativas que alguns de nós presenciamos ontem naquele rancho, mas o Joacir me confirmou há pouco que o combinado não é caro e que os dois, ele e Milton, vão correr em dupla na segunda etapa do Metropolitano de Marcas & Pilotos, domingo agora, com um dos carros que o Thiago tem para locação. Um Fiesta, na categoria A.

Será que a dupla volta? E se voltar, estará inscrita sob o número 22 do Joacir ou o 66 do Milton? Terão os dois, agora já além da barreira dos cinquenta e com os semblantes um tanto mais castigados que os da foto do Vanderlei, algum reflexo dos tempos em que ganhavam corrida e aterrorizavam adversários quando lhes surgiam nos espelhos retrovisores?

Duvido, repito, que os dois vão mesmo participar da corrida. Mas que seria legal vê-los em ação, isso seria.