Na íntegra: Turismo Nacional 2018, 1/6

CASCAVEL – Com bastantes mudanças e um formato muito bem aceito por pilotos e equipes, a Turismo Nacional abriu na semana passada a disputa pelos títulos brasileiros de 2018. Passam a ser quatro os títulos de disputa. Tanto a Classe 1, que acolhe os carros fabricados de 2016 para cá, quanto a Classe 2, para carros produzidos de 1997 a 2015, são subdivididas nas categorias de graduação A e B.

É a segunda temporada da categoria, implantada em 2017 sob o nome Campeonato Brasileiro de Turismo 1600. O site do campeonato traz os resultados das quatro corridas da etapa disputada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina – cada uma teve duração de 20 minutos – e as tabelas de classificação da temporada.

Foram 32 os carros que compuseram o grid londrinense. A expectativa é de um número ainda maior na segunda etapa, confirmada para 16 de junho no Autódromo Doutor Nelson Luiz Barro, em Guaporé – o evento da Serra Gaúcha deverá aproximar a Turismo Nacional do recorde de 40 carros.

A edição de vídeo das corridas de Londrina foi comandada pelo André Moura. Narrei os VTs aqui de casa alguns dias depois da etapa, a primeira da Turismo Nacional a que não estive presente – naquele dia, narrei ao vivo de Curitiba a etapa de abertura do Campeonato Brasileiro de Endurance. Sem mais delongas, vamos a eles, os vídeos das quatro corridas da primeira etapa da Turismo Nacional.

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A Turismo Nacional e suas novidades

TN 66

O VW Gol geração 7 do mineiro Luís Filgueiras e do paulista Rodrigo Moreno, um dos que vão compor a nova Classe 1 na temporada de 2018, teve sua montagem concluída na última semana.

CASCAVEL – A primeira temporada do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600, em 2017, saiu quase a fórceps. A competição deu aos pilotos dos campeonatos regionais e estaduais de Marcas 1.6 a chance de disputarem uma competição de âmbito nacional, com chancela oficial, a custos bem módicos se confrontados com os de quaisquer outras séries. Ainda assim, os grids ficaram aquém do esperado pelo promotor Ângelo Correa, é bem verdade. Foram 30 carros em Cascavel, 24 em Curitiba, 15 no Velo Città, 15 em Londrina e 52 na final em Interlagos – um salto numérico que se justifica pela incorporação dos carros do Paulista, já que as corridas valeram pelos dois campeonatos e era mais ou menos metade de inscrições em cada um.

No fim das contas, título brasileiro para os irmãos mineiros Leandro e Wanderson Freitas na classe A, título brasileiro para o paranaense Edson Bueno na classe B, um saldo financeiro incapaz de arrancar sorrisos ou suspiros apaixonados e uma certa dúvida sobre a sequência dessa história. Bem, a história vai ter sequência, sim. Pilotos de oito estados brasileiros, do Distrito Federal e do Paraguai abrem neste fim de semana a disputa pelos títulos de 2018, em um formato totalmente reformulado.

TN 00

Marcelinho Beux, cascavelense radicado no Paraguai, estreia na Turismo Nacional integrando a Classe 2A. Eu até ia mencionar o crédito do fotógrafo Daniel Gomes, mas não vou. Ele já fez isso.

A reformulação passou até pelo nome da competição, que passa a se apresentar como Turismo Nacional, uma importação nada disfarçada da consagrada versão argentina. A nova divisão em subcategorias contempla uma das missões a que o Ângelo se propôs quando assumiu o abacaxi de promover esse campeonato, que é a renovação da frota nacional de carros de corrida. O chamado surtiu efeito e pelo 14 novos carros estarão no grid da primeira etapa, sábado em Londrina. São carros fabricados de 2016 em diante, que passam a integrar a nova Classe 1. Há mais carros novos já montados e configurados, mas nem todos estarão no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Aos 14 carros da Classe 1 vão se juntar pelo menos 23 exemplares fabricados entre 1997 e 2015, os mesmos que compuseram as últimas décadas de história dos campeonatos de Marcas & Pilotos país afora. O levantamento que fiz, e que encerra o post, aponta para uma abertura de campeonato com 37 carros, o maior grid da ainda curta trajetória da Turismo Nacional – vale sempre lembrar que metade dos 52 que alinharam em Interlagos na metade de dezembro estavam inscritos no Paulista, e não no Brasileiro.

Muda, também, o formato das corridas. Em vez das duas baterias de meia hora e mais uma volta, como praticado em 2017, cada etapa passa a ter quatro baterias curtas, de 20 minutos. Os treinos classificatórios vão determinar a formação do grid da primeira e da terceira corrida. O resultado final da primeira vai ser reproduzido no grid da segunda, com inversão de algumas posições nas primeiras filas – um critério bem específico e sem contestações vai determinar a quantidade de posições para inversão –, e o mesmo vai ser feito com aplicação do resultado final da terceira para formação do grid da quarta. Por que tantas mudanças? Ora, teremos etapas bem mais movimentadas, com quatro largadas no mesmo dia, um ritmo presumidamente frenético dos pilotos do começo ao fim, já que não há muito tempo para recuperar terreno perdido. Quem vê as corridas no autódromo, ou quem as assiste pela internet e pela televisão, vai gostar bastante.

TN 177

Lúcio Seidel volta ao grid da Turismo Nacional, desta vez tendo Davi dal Pizzol como parceiro na pilotagem do Ford New Fiesta da Seidel Preparações, também na Classe 1. Outra foto do Daniel Gomes.

Uma das etapas, a de 1º de setembro em Interlagos, vai fugir desse formato. Os pilotos da Turismo Nacional vão largar para uma corrida de três horas de duração, dentro do Paulista de Marcas, que também vai inovar em formato. Haverá intervenções programadas do safety car para determinar as baterias de 40 minutos que serão validadas pelos dois campeonatos, e a partir da segunda intervenção quem estiver satisfeito vai poder recolher o carro e seus pontos na tabela, e quem quiser segue na disputa pela vitória no Endurance. Eu, por exemplo, vou até o fim da corrida. Ops!, falei demais.

Mencionei 37 carros. Poderemos ter bem mais que isso, é verdade, meu levantamento é informal e não tem qualquer vínculo oficial com a organização do campeonato. Os pilotos e carros que o #DataLuc alcançou para compor o grid da etapa londrinense – vários deles apresentados no perfil do campeonato no Instagram – estão relacionados a seguir.

TN 74

Vice-campeão da classe B em 2017, o carioca Francisco Paiva Júnior passa a competir na Classe 1 com o Fiat Mobi da Landerson Competições/Grupo TMC, já testado no Paulista de Marcas em janeiro.

CLASSE 1A

20 – Algacir Sermann/Rodrigo Tassi (PR/PR), VW Gol

33 – Pablo Alves (GO), Fiat Mobi

46 – Thiago Tambasco (MG), GM Onix

54 – Fabiano Cardoso/Rafael Lopes (RS/SP), Hyundai HB20

66 – Luís Filgueiras/Rodrigo Moreno (MG/SP), VW Gol

74 – Francisco Paiva Júnior (RJ), Fiat Mobi

87 – Gustavo Mascarenhas (MG), Fiat Uno

89 – Lucas Inoue (PR), VW Gol

99 – César Bonilha (PR), VW Gol

177 – Lúcio Seidel/Davi dal Pizzol (PR/PR), Ford New Fiesta

446 – Edson do Valle/Gabriel Correa (GO/GO), Ford New Fiesta

 

CLASSE 1B

8 – Ricardo Lima (BA), VW Gol

219 – Ted Barbirato (GO), VW Gol

357 – Gustavo Veronez (GO), Citröen C3

 

CLASSE 2A

0 – Marcelo Beux (PR), GM Celta

3 – Paulo Bento (PR), GM Celta

8 – Leandro Zandoná/Paulo Pizzoni (PR/PR), Ford Fiesta

9 – Alexandre Seda/Paul Lanfredi (RJ/RJ), GM Celta

17 – Wanderlei Berlanda Jr. (PR), VW Gol

31 – Thiago Azalini (DF), GM Celta ou Ford Ka

64 – Lorenzo Massaro/Thiago Klein (PR/PR), VW Gol

71 – João Lemos (POR). Ford Fiesta

77 – Wanderson Freitas/Leandro Freitas (MG/MG), VW Gol

92 – Lamartine Pinotti/Marcelo Camacho (SP/SP), GM Corsa

107 – Edson Bueno (PR), VW Gol

111 – Thiago Messias (RS), GM Celta

113 – Kadu Silva (PR), VW Gol

133 – Gustavo Magnabosco (PR), Fiat Palio

414 – Diogo Lapena (SP), VW Gol

 

CLASSE 2B

22 – Danilo Gandelim (SP), VW Gol

30 – Wenes Carvalho (PR), VW Gol

38 – André Jacob (PR), VW Gol

42 – Larissa Cruzeiro/Rogério Cruzeiro (GO), Ford Ka

100 – Mateus Biriba (GO), Ford Ka

115 – Carlos Machado (PB), GM Celta

118 – João Paulo Naumes/Alisson Nuremberg (PR/PR), VW Gol

332 – Mario Garibaldi Filho (PR), VW Gol

turismo nacional

Em foto do zoiudo Vanderley Soares, a largada da etapa final de 2017 em Interlagos, quando a junção dos campeonatos Paulista e Brasileiro resultou num grid de encher os olhos e a pista.

Que venha 2018!: Turismo Nacional

turismo nacional

Largada da última etapa do Brasileiro de Turismo 1600 no ano passado, em etapa conjunta com a final do Paulista de Marcas: foram 52 carros inscritos. Em 2018 haverá modelos novos na Classe 1.

CASCAVEL – Não, não se trata de nada do automobilismo argentino. Turismo Nacional, cópia assumida do campeonato do país vizinho, é o novo nome do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600, que o Ângelo Correa matou no peito e fez acontecer em 2017. Enquanto várias das equipes tratam de finalizar a construção dos novos modelos previstos no regulamento desportivo, a maratona do Ângelo foi ao telefone, com dirigentes, promotores, diretores de autódromo, pilotos, Deus e todo mundo para fechar o calendário de seis etapas.

Nada de oficial ainda, mas o calendário está enfim definido. As duas primeiras etapas, devidamente sacramentadas, acontecerão nas pistas de Londrina, no dia 28 de abril, e Guaporé, no dia 16 de junho. Depois disso, com índice de definição que o DataLuc estipula em 98%, o campeonato vai a Goiânia, no dia 21 de julho, e a São Paulo, em 1º de setembro, numa etapa especial: vai ser noturna, dentro do Endurance Interlagos, uma prova com carros de Marcas que terá duração de três horas e largada às seis da tarde – haverá um regulamento específico para esta etapa, com a primeira quantidade de minutos servindo para a contagem de pontos da primeira prova da etapa da Turismo Nacional, uma intervenção programada do safety car e relargada para mais tantos minutos da segunda corrida. Consta que o Campeonato Paulista também vai adotar esse formato para a etapa do fim do inverno. Voltamos a 100% de certeza para o evento seguinte, no dia 27 de outubro em Cascavel. Bastante conveniente, já que vai acontecer três semanas antes da Cascavel de Ouro, vai servir também como preparação das equipes para a disputa pelo prêmio de R$ 100 mil da corrida de 18 de novembro. E a temporada vai terminar dia 16 de dezembro, em Goiânia ou Curitiba.

O formato das disputas também muda. Saímos das duas corridas de 30 minutos, como foio em 2017, para quatro corridas de 20 minutos. Teremos mais largadas e voltas finais por fim de semana. Serão duas tomadas de tempos: uma para definir o grid da primeira corrida da etapa, outra para a terceira. Na segunda e na quarta o grid sairá do resultado final das corridas já citadas, com inversão das seis primeiras posições.

Sobre os novos modelos de carros: o grid terá exemplares de Fiat Mobi, Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Ford New Fiesta, Nissan March, VW Gol da geração 6, que vão compor a Classe 1. Os modelos mais antigos de todas as marcas seguem na pista, na divisão Classe 2. É de se supor que tenhamos um mínimo de 25 carros na pista daqui a dois meses em Londrina. Se minhas ideias malucas derem certo, mínimo de 26.

Mais de 40 carros

HB20

O Hyundai HB20 da Fast Racing terá sua estreia no próximo fim de semana, nas provas que vão apontar os campeões do Paulista de Marcas e do Brasileiro de Turismo 1600

SÃO PAULO – Semana que vem rola aqui em Interlagos a etapa final dos campeonatos Paulista de Marcas e Brasileiro de Turismo 1600. Que vêm a ser a mesma categoria, com algumas sutis diferenças técnicas – aquela eterna questão envolvendo a unificação dos regulamentos, que caminhou um pouquinho mas ainda tem longa estrada pela frente.

Bem, Paulista e Brasileiro vão compor exatamente o mesmo grid, com uma corrida no sábado e outra no domingo. Hoje em dia os serviços de cronometragem tiram isso de letra, separam todo mundo por categorias, por campeonatos, pelo critério que o promotor bem entender. Haverá gente no grid disputando só a etapa do Brasileiro, haverá gente no grid disputando só a etapa do Paulista – meu caso –, haverá gente inscrita nos dois campeonatos com o mesmo carro, haverá gente participando dos dois campeonatos em carros diferentes. Haverá de tudo.

Fato é que, por conta da junção na etapa final do Paulista de Automobilismo, em programação que teremos em ação todas as categorias do campeonato e mais a Copa Truck, o grid de Marcas & Pilotos, ou de Turismo 1600, terá mais de 40 carros. Um grid desse porte vai fazer bem à saúde e ao planejamento do Paulista e do Brasileiro para 2018. No segundo caso, já com uma mostra do resultado esperado para o processo de, digamos assim, renovação de frota. O grid acolherá um novíssimo modelo Hyundai HB20, da equipe Fast Racing. A chegada do simpático carrinho será assunto na semana que vem.

Bem, com base no que foi dito até agora pelos envolvidos com a etapa, em telefonemas, conversas por aplicativos ou contato pessoal, arrisco aqui uma lista dos pilotos participantes. Que não deve ser tomada como absolutamente fiável, porque vou alterá-la aqui mesmo, no blog, sempre que souber de novas inscrições, atualização de números, mudanças nas formações de duplas, essas coisas. Os números que indico na lista, em parte, são fruto de minha memória nem sempre confiável, e há casos de pilotos diferentes que usam o mesmo número, e fatalmente um dos envolvidos vai ter de mudar – meu caso, também, já que por aqui o 66 é cativo do Luisinho Filgueiras.

2 – João Neto

4 – Aleandro (Arias Competições)

5 – Denis Marcolin

8 – Ricardo Lima

9 – Alexandre Seda/Francisco Paiva Júnior

17 – Daniel Kaefer

27 – Edgard Amaral/Wanderson Freitas

31- Davi Plutarcho

31 – Thiago Azalini

32 – Eber Gomes/Jefferson Gomes

33 – Pablo Alves

36 – Carlos Auricchio/Anderson Scovoli

37 – Giovani Almeida

38 – André Jacob

42 – Larissa Cruzeiro

44 – Gabriel Correa

44 – Alexandre Peppe

46 – Edson do Valle

46 – Thiago Tambasco

53 – Wilton Pena

59 – Luiz Henrique Cirino

65 – Aldo Piedade Júnior

66 – Luís Filgueiras/Rodrigo Moreno

67 – Lamartine Pinotti

71 – Cláudio Ramenzoni

77 – Wanderson Freitas/Leandro Freitas

80 – Carlos Asciutti

84 – Paul Lanfredi

87 – Gustavo Mascarenhas

89 – Lucas Inoue

89 – Vicente Passarelli/Gustavo Passarelli

92 – Luís Piccolo

96 – Enrico Bucci

99 – César Bonilha

100 – Mateus Biriba

102 – Gilmar Gobetti de Souza

107 – Edson Henrique Bueno

166 – Luc Monteiro

171 – Alê Souza

174 – Alexandre Seda/Francisco Paiva Júnior

333 – Eduardo Doriguel

357 – Gustavo Veronez

555 – Leandro Reis/Renato Braga

Vêm aí as 300 Milhas de Cascavel!

PROVA 1

Foto feita pelo Rodrigo Guimarães na Cascavel de Ouro, que classificou 50 dos 56 carros inscritos para as três horas de corrida. Os carros de Marcas vão voltar à pista em Cascavel no fim de janeiro.

CASCAVEL – Há quem vai dizer que é pelo grande sucesso da cinquentenária Cascavel de Ouro. E não é, embora a novidade vá incorporar muita coisa da Cascavel de Ouro nas searas técnica, desportiva e promocional. Fato é que o Orlei Silva, presidente do Automóvel Clube, acabou de confirmar para os dias 27 e 28 de janeiro a realização da primeira edição das 300 Milhas de Cascavel.

O anúncio sai um dia depois da maior edição de todos os tempos da Cascavel de Ouro (faz três anos que sempre falamos na maior de todos os tempos em se tratando da prova, e o mais legal é que em todas as vezes foi verdade). A ideia das 300 Milhas foi costurada já há dois meses e meio e foi opção do Automóvel Clube reservar o assunto até que a Cascavel de Ouro terminasse para que uma coisa não atropelasse a outra. Comentei com o Orlei, naquela ocasião, sobre as 8 Horas de Interlagos, de nome oficial Endurance Interlagos, prova de que participei em fevereiro último. Tinha a informação de que a corrida não vai acontecer no ano que vem, e ouvindo isso ele se propôs a fazer algo parecido pelas bandas de cá. Achei sensacional. Em mais dois ou três minutinhos de papo descartamos a ideia de corrida noturna, Orlei sugeriu um percurso de 300 milhas, que vai dar qualquer coisa em torno de quatro horas de corrida, como foi a Cascavel de Ouro em 2015 e 2016.

Na pista, só carros da categoria Marcas & Pilotos 1.6, configurados pelo regulamento técnico do Campeonato Paranaense. Ainda não sei dizer, o Orlei também não sabe, qual será a marca de pneus – se os da Pirelli, usados nos campeonatos do Paraná, ou os Dunlop, que calçam os carros do Brasileiro de Turismo 1600 e de praticamente todos os campeonatos regionais de Marcas.

Uma das diferenças desportivas em relação à Cascavel de Ouro está na manutenção das classes de pilotos A e B, que existem no Paranaense de Marcas. E que serão observadas também na hora do Orlei assinar os cheques da premiação – sim, haverá prêmios em dinheiro. Por ora, as 300 Milhas de Cascavel saem com garantia de R$ 5.000,00 para os vencedores da classe A e outros R$ 5.000,00 mil para os vencedores da classe B. E troféus, claro, belíssimos troféus para os cinco melhores de cada categoria.

As inscrições estão abertas desde já. Custam R$ 3.000,00 por carro, independentemente do número de pilotos – também no formato da Cascavel de Ouro, serão admitidos trios e duplas. Com estimadas quatro horas de corrida, os trios podem ser uma opção bacana. Na Cascavel de Ouro, com três horas, o melhor dos trios inscritos terminou em 15º, o que pode sugerir uma maior eficiência da participação em dupla. E como fazer inscrição? Sem protocolos. Basta falar com o Orlei, pelo celular (45) 9 9952-2360, ou comigo, no (45) 9 9937-1052. Os dois números são também contatos de WhatsApp.

 

Turismo 1600 na PlayTV

Foto: Rodrigo Aguiar Ruiz

Velo Città, Londrina e Interlagos serão os palcos da reta final do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600. Exibição de todas as corridas pela PlayTV é uma realidade muito próxima.

CASCAVEL – O Campeonato Brasileiro de Turismo 1600 dará início domingo agora, dia 24, à segunda metade de sua primeira temporada. Para maioria dos pilotos vai ser uma oportunidade inédita de acelerar no Velo Città, belíssimo autódromo que há cinco anos escreve da pacata Mogi Guaçu parte boa da história do automobilismo brasileiro.

Os VTs das duas corridas serão exibidos no domingo mesmo, via internet, em canais e horários que vamos divulgar à exaustão nos grupos de mensagens e em todas as redes sociais. A novidade desta etapa, que muito provavelmente será estendida às duas seguintes, fica por conta da exibição das corridas na televisão pela PlayTV, em datas e horários que vamos igualmente informar na sequência aos que acompanham o campeonato.

Nem sei se era para revelar, mas como vai para a televisão e para a internet não há motivo para maiores discrições. A inserção do Brasileiro de Turismo 1600 na grade de programação da PlayTV foi viabilizada pelo Grupo Financial. A logo dourada da empresa, que começa a ser vista com bastante frequência aqui e ali nesse mundinho das corridas, estará estampada nas testeiras de todos os carros de grid – devem ser quase 30 em Mogi, na programação dos 500 Quilômetros de São Paulo.

O cubo mágico

TURISMO 1600 CASCAVEL

A primeira temporada do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600 teve sua largada no dia 28 de maio no Autódromo Internacional de Cascavel, com domínio de Júnior Caús. A foto é da Cíntia Azevedo.

CASCAVEL – O Ângelo Correa, que ao fim e ao cabo é quem está suando sangue para levar a efeito a primeira temporada do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600, já levou bordoada de todos os lados, como dizem, por conta da indefinição de datas e locais para as três etapas que ainda restam para o fim da competição. É necessário admitir: até de mim, que procuro ser parceiro dele, ele ouviu coisas despidas da gentileza esperada.

Pilotos e equipes que já disputaram as etapas de Cascavel, Curitiba e Goiânia vêm cobrando essa definição há semanas, e com razão. Tenho acompanhado de perto, apesar da distância geográfica, o drama que o Ângelo tem vivido para formatar a coisa. E posso testemunhar que a realização do campeonato assemelha-se bastante ao que fazemos com cubos mágicos: quando fecha a cor de um lado, bagunça a de outro que já estava montada. Se você não sabe o que é cubo mágico, paciência. Promover e organizar eventos, sobretudo no automobilismo, é tarefa das mais difíceis. Sei bem do que estou falando, principalmente desde que passei para o lado de trás do balcão da Cascavel de Ouro, alguns meses atrás.

O Brasileiro de Turismo 1600 começou de um ímpeto, mais de 20 anos depois do Campeonato Brasileiro de Marcas & Pilotos sumir do mapa. Em essência, é a mesma categoria, que leva à pista modelos de fabricação nacional com motorização de 1.600 cilindradas. Gol, Celta, Palio, Ka, Fiesta, 207, C3, Corsa, Clio. Os carrinhos que temos em nossas garagens, enfim. Uma fórmula que deu às equipes dos campeonatos regionais o acesso ao âmbito nacional do nosso automobilismo a um custo substancialmente menor que o dos campeonatos brasileiros em voga.

(Aqui, faço uma justa reparação, a posteriori. Em 2007 a Interlagos Eventos Esportivos, empresa do Toninho de Souza, promoveu um Campeonato Brasileiro de Marcas. Modelos nacionais com motores 1.6 e, como ponto diferencial, pneus slick. As etapas aconteciam em conjunto com o Brasileiro de Endurance, que também tinha promoção da empresa. A primeira, salvo engano, acompanhou a etapa brasileira do WTCC, que abriu a temporada mundial. Lembro de ter trabalhado como locutor de arena nas etapas de Curitiba, Londrina, Cascavel, Campo Grande e Vitória, trabalho que rendeu uns trocados muitíssimo bem-vindos e que torna imperdoável ter esquecido daquela iniciativa no post original. Também houve etapas em Santa Cruz do Sul, Curitiba de novo e Interlagos. Que o Toninho e o Pedro Rodrigo não me levem a mal. Talvez nem tenham lido…)

TURISMO 1600 CURITIBA

Rodrigo Ruiz foi quem fotografou a largada da segunda etapa no dia 24 de junho em Curitiba, onde César Bonilha, atual vice-líder do Brasileiro de Turismo 1600, foi o vencedor das duas corridas.

Fechar o calendário do Brasileiro de Turismo 1600 foi um parto de porco-espinho, como bem definiria um parceiro meu de longa data. Mas fechou, para nosso alívio. A segunda metade da temporada terá corridas em Mogi Guaçu, Londrina e São Paulo, sempre duas por etapa.

A quarta etapa está confirmada para dia 24 de setembro no belíssimo Velo Città, em Mogi Guaçu. Vai compor a programação dos 500 Quilômetros de São Paulo, prova que chega a 60 anos de história e que, neste ano, também vai valer para a disputa pelo título nacional do Dopamina Endurance. A quinta, no dia 25 de novembro, também vai acompanhar um evento bastante tradicional do automobilismo brasileiro: as duas corridas vão dar o tom à programação preliminar das 500 Milhas de Londrina. No encerramento da temporada, dia 17 de dezembro em Interlagos, a categoria acompanhará não só a etapa final do Campeonato Paulista de Automobilismo como, também, a etapa final da nova e ascendente Copa Truck.

Nos próximos dias, ao que tudo indica, surgirão novidades também quanto à transmissão das corridas do Brasileiro de Turismo 1600 pela televisão. Ao fim das contas, pelo pouco que conheço do Ângelo, as bordoadas que ele tomou do automobilismo terão valido a pena.

TURISMO 1600 GOIANIA

A primeira metade do campeonato terminou no dia 29 de julho em Goiânia, onde o líder Daniel Kaefer conquistou uma vitória e um segundo lugar, na vitória do piloto local Edson do Valle. Foto do Randes Nunes.