Luc & Juli na Batucada Pantanera

Embora nunca haja tempo para nada, sempre é necessário dar um tempo com as corridas.

O que não significa descanso para a tão exigida garganta. Afinal de contas, nesta quinta-feira, voltamos, a patroa e eu, ao palco do Pantanero Bar. Que foi onde tudo começou, já contei isso por aqui.

Luc & Juli, eu e ela, vamos apresentar uma parte do nosso repertório de sertanejo universitário nesta quinta-feira, 2 de dezembro, na programação da “Batucada Pantanera”. Uma farra que o Mateus Ferreira arma todas as quintas-feiras lá no Pantanero. Depois de nós, sobe ao palco a rapaziada pagodeira do VemKiVem, ali de Toledo.

É claro que esperamos todos os amigos lá. Vamos começar a tocar às onze da noite.

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Mundial GT nas telas do mundo

Uma das perguntas que mais ouvi e li nesta semana de GT1 World Championship aqui em Interlagos diz respeito à transmissão das corridas pela televisão. Pergunta que, para o público brasileiro, respondi já no post anterior.

As corridas de hoje e amanhã, uma classificatória e outra valendo pontuação cheia, serão mostradas ao vivo pelo site da categoria, esse aqui, com o mesmo sinal que a geradora de imagens, que neste fim de semana é minha conterrânea Master TV, vai enviar para a transmissão pelo mundo inteiro. A corrida de amanhã, que os gringos tratam como Championship Race, também será mostrada para o Brasil pela Rede TV!, que também transmite as etapas do Itaipava GT Brasil.

Além do site da categoria, que pode ser acessado de qualquer ponto onde haja algum sinal de internet, o Bloomberg TV também mostra as corridas para todo o globo. E há uma lista bastante extensa de países que veem as provas do GT1 World Championship, que ainda chamamos por aqui de Mundial FIA GT, por canais de esportes.

Áustria, Alemanha e Suíça, por exemplo, assistem pelo canal alemão Sport 1. A República Checa e a Eslováquia assistem pelo Sport5. Reino Unido e Irlanda têm três opções – a ESPN Internacional, a Sky Sports e o Bloomberg TV, este também levando a transmissão à América do Norte e à América Latina. Os países dos dois continentes (ou são um só?) também têm a opção de acompanhar o Mundial pelos canais paralelos do Speed Channel.

A Fox mostra para a Austrália. Países africanos de língua francesa têm a opção do Sport+, o mesmo que, claro, leva as corridas ao público da França. Na Bélgica também são duas opções, RTL e EXQI Sport. Na Holanda, a transmissão é atribuição da RTL7. A TV+ atende a Bulgária. A Espanha vê pelo Canal+, a Sérvia pelo Arena TV, a Itália pelo canal Nuvolari. O canal Astro transmite para Brunei e Malásia. No Japão, acompanha-se pelo J Sports.

O Showtime mostra o campeonato para os países da Península Arábica e para parte da África. O Sport TV – que nada tem a ver com o nosso SporTV – mostra o Mundial para Angola, Moçambique e Portugal. A Finlândia vê na programação do URHO. Até no Chipre podem-se assistir às corridas do GT1 World, pelo Supersport, que também mostra para a Grécia. Na África do Sul, a opção é o canal Setanta Africa.

Vários desses países têm cada corrida exibida várias vezes, e na esmagadora maioria dos casos a transmissão acontece ao vivo.

Nesse ponto, os gringos sabem das coisas. Muito.

Velocidade em dose tripla

A programação do fim de semana aqui em Interlagos é, de fato, das mais interessantes.

Com três categorias dividindo a programação, as duas primeiras corridas acontecerão já na tarde de amanhã. A primeira delas será histórica: a inédita disputa do GT1 World Championship, que há até pouco tempo era conhecido como Mundial FIA GT, terá largada às 14h30. Logo em seguida, com largada às 17h, será disputada a penúltima etapa do Itaipava GT Brasil. Nenhuma dessas duas provas será mostrada pela televisão.

No domingo, a primeira corrida será a etapa final do TNT Superbike, que tem três pilotos na disputa pelo título. Largada às 10h20. Narro para a transmissão pelo site da categoria. A corrida também será exibida na íntegra a partir das 18h, pela ESPN Brasil.

A segunda corrida do dia será a última da temporada do GT Brasil, com largada às 13h e a habitual transmissão ao vivo da Rede TV!, com Luiz Alfredo e Tiago Mendonça no comando. A segunda corrida brasileira do GT1 World, com largada Às 15h, também será mostrada pela Rede TV!.

A maioria já sabe, mas lembrar não faz mal. A inédita rodada dupla brasileira do GT1 World terá sete pilotos brasileiros na pista. Enrique Bernoldi e Xandinho Negrão vão revezar o Maserati MC12 número 2 da Vitaphone Racing Team, esse da bela foto aí de cima, produzida pela Fernanda Freixosa.

Daniel Serra e Chico Longo fazem jornada dupla – disputam o vice-campeonato do Itaipava GT com o Lamborghini LP560 da equipe Cimed-Via Italia e estreiam na categoria mundial com o Maserati MC12 da Triple H Team Hegersport. Haja fôlego. Sérgio Jimenez e Cláudio Dahruj competirão com o Corvette Z06 da MadCroc Racing. E Ricardo Zonta mantém a parceria com o alemão Frank Kechele no Lamborghini Murcielago 670 R-SV da equipe Reiter. Essa dupla venceu as duas provas da etapa passada, na pista espanhola de Navarra.

(ATUALIZANDO EM 27 DE NOVEMBRO, ÀS 10h25)
Acabo de conversar com Jeff Carter, assessor de imprensa do GT1 World Championship. Ele confirmou que as duas corridas da etapa brasileira, batizada pela Cerveja Itaipava, serão transmitidas ao vivo pelo site da categoria, com as mesmas imagens que serão enviadas via satélite para dezenas de países. O link para quem quiser assistir às provas é esse aqui.

Tratamento vip

Podem me taxar de campeão dos lugares-comuns. De fato o sou, meu carente senso de percepção não me permite acesso a nada que você seguramente já não tenha concluído.

Chegando hoje cedo ao aeroporto, ainda em Cascavel, dei de cara com o jatão aí, da Polícia Federal. Vim a saber ainda lá, folheando o jornal enquanto tomava um café à espera do meu transporte, bem mais modesto, que o avião da PF ali estava por ter levado à cidade, no início da madrugada, dez bandidos envolvidos com a onda de terror que toma conta do Rio de Janeiro.

De Cascavel, a nova vizinhança embarcou nas vans que a levaria às acomodações da Penitenciária Federal de Catanduvas, a 60 km dali. E pelo que li na nota de capa do jornal Hoje, nosso moderno veículo ali repousava enquanto se aguardava a chegada ilustre do traficante Marcinho VP para conduzi-lo confortavelmente a Porto Velho – agora há pouco, lendo o Último Segundo, vi que o não menos ilustre Elias Maluco aproveitou a carona para o Norte.

Levam uma vida de regalias, nossos bandidos. Enquanto nos hospitais públicos da minha cidade, e da sua também, seguramente, cidadãos de bem padecem com a falta de leitos, de médicos, de ambulâncias, de medicamentos, de alguém que de fato se preocupe com seu sofrimento nas esferas onde essa dignidade deveria ser viabilizada por decreto.

É uma merda, esse nosso país.

Mais uma corridinha do TNT Superbike

Em dois tempos, eis aí a sétima etapa do TNT Superbike, corrida de três semanas e meia atrás no autódromo de Curitiba. Com vitória de Maycon Zandavalli, antecipo-lhes o final.

O campeonato chega ao fim neste domingo, em Interlagos, com definição do título – Murilo Colatrelli, José Luís “Cachorrão” Júnior e Alecsandre “Doca” di Grandi são os candidatos, como pode ser visto no site do TNT Superbike.

A narração, para o azar de vocês, é minha, a mesma que foi utilizada na transmissão ao vivo da corrida pela internet.

Não sei quem é Sonny Braz, que postou esses arquivos no YouTube. Mas deixo aqui meu agradecimento a ele.

Propaganda, a alma do negócio

Eu saía do Bradesco fulo da vida, hoje cedo, diante da constatação de que minhas provisões não me foram creditadas – o que não chega a ser uma hecatombe; na verdade, nem surpresa é – quando dei de cara com o que, segundo dizem alguns amigos, é uma daquelas coisas que me procuram.

Em princípio, nada de espetacular. Um Fusca à venda, algo com de fato que sempre tenho uma certa química. Esse, contudo, me chamou atenção pelo inusitado anúncio afixado nos dois vidros traseiros laterais.

Deu vontade de trazer para a garagem. Pelos atributos frisados, e como meu depósito bancário não veio, deve estar além das minhas possibilidades.

Sem contar que a Juli provavelmente me daria as contas se eu aparecesse em casa com mais um desses.

Mas está bonitão, o carro. Vale a pena ligar pro cara.

Na melhor de quatro

Terminou agora há pouco a penúltima corrida da temporada brasileira da Stock Car. Corrida movimentada, essa de Brasília. Ricardo Maurício chegou àquelas bandas como líder e favorito a ganhar a corrida. Largou da pole e liderou até um pneu estourado tirá-lo da disputa na 29ª volta.

Vitória de Cacá Bueno, liderança do campeonato para Max Wilson, quatro pilotos chegando a Curitiba daqui a duas semanas com chance de conquista do título. Na falta do que fazer, já que o almoço por aqui ainda não está pronto, especulo um pouquinho sobre as chances de cada um na caça ao título, que será definida daqui a duas semanas em Curitiba. Acho que vou para lá acompanhar, inclusive.

Na Stock Car, os títulos são decididos num confronto à parte nas quatro últimas corridas de cada campeonato. Apenas os 10 melhores pilotos na pontuação até ali seguem nessa disputa. Cada “finalista” pode computar três resultados nessas quatro corridas decisivas – daí a projeção de pontos brutos e líquidos que cito abaixo.

MAX WILSON – RC-Eurofarma
267 pontos brutos / 259 pontos líquidos

O baixinho era o favorito à vitória na bolsa de apostas do DataLuc, que não segue critério nenhum. Largou em sétimo e, mesmo sem ter contado com um trabalho fenomenal no pit stop, terminou em segundo. O infortúnio do parceiro Ricardinho permitiu-lhe assumir a liderança do campeonato pela terceira vez. Chega a Curitiba dependendo de si próprio para ser campeão, mas conta, claro, com várias combinações de resultado favoráveis. Pode ser campeão com o segundo lugar, desde que Cacá não ganhe a corrida. Se for terceiro, Max entra para a lista de campeões caso Cacá não o acompanhe ao pódio, desde que Ricardinho não vença. Se for quarto, Wilson dependerá de Bueno no máximo em terceiro, desde que Maurício não vença. O quinto lugar também seria suficiente ao novo líder, se Maurício for no máximo terceiro, Khodair não vencer e Bueno ficar em quinto ou menos que isso. Se Max não terminar entre os sete primeiros, fecha o campeonato com os 267 pontos que tem agora.

CACÁ BUENO – Red Bull-A. Mattheis
261 pontos brutos / 257 pontos líquidos

É quem mais volta no lucro da capital federal, onde chegou como quarto colocado na pontuação. Se vencer a etapa de Curitiba, comemora o tetracampeonato sem auxílio de calculadoras. O segundo lugar também lhe será suficiente, desde que Wilson não ganhe a corrida. Terminando em terceiro, comemora o título com Max fora do pódio e Ricardinho no máximo em segundo. O quarto lugar em Curitiba também basta ao campeão de 2006, 2007 e 2009, desde que Khodair não vença, Maurício seja no máximo terceiro e Wilson não passe do quinto lugar. Para terminar a etapa curitibana em quinto e igualar os quatro títulos conquistados por Paulo Gomes, Bueno dependerá de Wilson fora do grupo dos cinco primeiros e Maurício no máximo em terceiro, sem que Khodair vença. Caso não seja um dos 11 primeiros colocados na última corrida do ano, Cacá ficará com seus 261 pontos atuais como número final.

ALLAM KHODAIR – Blau-Full Time
252 pontos brutos / 246 pontos líquidos

Quinto na corrida de hoje, da qual poderia até ter saído como vencedor, manteve suas chances de levar o campeonato. Tem a situação mais complicada entre os quatro candidatos, já que a vitória é o único resultado capaz de lhe dar o título. Ganhando a corrida do começo de dezembro, o piloto – que a exemplo de Maurício concilia a participação na Stock Car com a disputa do Itaipava GT Brasil – precisará que o resultado final da etapa tenha Wilson fora da lista dos sete primeiros e Bueno no máximo em sexto. Se não for um dos nove primeiros em Curitiba, Khodair fecha o campeonato com os 252 pontos que já tem.

RICARDO MAURÍCIO – RC-Eurofarma
251 pontos brutos / 251 pontos líquidos

Talvez tenha sido o injustiçado do domingo brasiliense. Se for daqueles sujeitos que se só agarram a fatores positivos, pode comemorar o cômputo de todos os pontos que marcar, já que utiliza o abandono de agora há pouco como descarte. Se ganhar a corrida em Curitiba, para repetir o título de 2008, Ricardinho só dependerá do segundo lugar não ser de Cacá ou de Max. Um segundo lugar também basta a Ricardo, desde que Allam não vença, Cacá fique no máximo em quarto e Max, em quinto. O terceiro lugar na próxima corrida praticamente tira Ricardo da disputa. Com este resultado, esperaria Max fora da zona de pontos, Cacá fora do grupo dos cinco primeiros e qualquer vencedor que não fosse Allam.