Valeu, valeu!

Sou da corrente que não vê sentido em comemorar uma data simplesmente porque o número final do ano vai mudar no calendário. A festa do Natal faria mais sentido, não fosse Papai Noel a estrela principal.

Enfim, é do Ano Novo que se trata, e é ele, o Ano Novo, que me tira da cama, há sempre os idiotas que começam a estourar rojões de manhã, outra coisa boba de datas assim, estourar rojões. Deve ser um torcedor santista frustrado, para aproveitar a piada em voga, mas fato é que muitos rojões vão ser queimados hoje. Bom para os donos das casas de fogos de artifício, tomara que aproveitem o período de bom lucro e deem uma mãozinha a quem não tem o que comer.

E que importância tem esse feriado (sim, é feriado, mesmo que desta vez caia no domingo)? Anos atrás eu gostava da virada de ano porque tinha a São Silvestre perto da meia-noite, e aquela que o João da Mata ganhou não lembro em que ano foi a primeira grande festa que fiz num boteco, mas hoje a corrida acontece à tarde e ninguém vê. É também, o Ano Novo, um marco que coincide com o período de férias de muita gente, por isso aproveitam-no para viajar. Estar ali em vez de estar aqui, que é o que a maioria espera para ao menos uma vez por ano.

Propósitos são listados em profusão por todo mundo quando um novo ano se aproxima, e ninguém vai cumprir porra nenhuma do que prometeu a si próprio. Vai todo mundo continuar furando filas, dirigindo mal e sem responsabilidade por ruas e estradas, distribuindo tapinhas nas costas acompanhados de sorrisos amarelos; pior, uma parte vai continuar roubando, furtando, sequestrando, matando, legislando. A gente se perdeu e ninguém sabe pra que lado fica o caminho de volta.

Em que pesem o mundinho merda em que vivemos, sobretudo essa parte aqui, o Brasil, e o fato de não ver sentido em tanta festa por um dia que acaba e outro começa, aceito o momento de reflexão a que uma minoria se propõe. Faço a minha, que diz respeito a mim e quando muito ao pessoalzinho aqui de casa, e dela emergem dezenas, talvez centenas, de nomes a quem fiquei devendo um agradecimento gigantesco. À maioria, claro, agradeci como pude, alguns ficaram para trás, e de algum jeito vou conseguir dizer-lhes quão importantes foram durante 2011. Na vida, no trabalho, no lazer, em tudo, sempre há gente apoiando gente, gente que se difere da maioria e consegue se mostrar útil, prestativa, até gentil. Sim, o mundo tem salvação, é o que chego a pensar.

Os que tenham pisado no meu calo terão, claro, sido perdoados, embora não me julgue à altura de perdoar ninguém. Águas passadas não movem moinhos, alerta o ditado. Que não esperem uma segunda chance de decepcionar, que essa não vai acontecer.

Outra coisa que não dispenso do tal réveillon é o momento de festa, e a de hoje vai ser uma das melhores de todas, tenho certeza. Vamos de mala e cuia, a família toda, cunhados, sogra, alguns amigos, para Anahy, uma cidadezinha simpática aqui perto, fica a uns 60 km. A perda de tempo e dinheiro e o desgaste de tímpanos com fogos de artifício por lá são mínimos, foi o que disse um amigo que conhece bem o lugar, isso já faz Anahy amealhar minha simpatia. Amanhã, ou qualquer outro dia, eu conto aqui alguns detalhes da programação para hoje, que vou curtir bastante.

Por ora, não resta mais nada a fazer a não ser mentalizar um abraço a cada amigo que, vez ou outra ou como rotina obrigatória, passou os olhos aqui pelo BLuc em 2011. É um espaço que já deveria ter deixado de existir, visto que não traduz trabalho ou ganho, mas que por algum motivo persiste, absorvendo as abobrinhas que me saem da cabeça, e tenho visto que são muitos os amigos que acompanham tudo isso. Que vocês todos tenham discernimento suficiente para seguir a Lei de Ricupero, aproveitar de 2011 o que ele trouxe de bom e jogar o resto fora, algo assim.

A semana que vem está aí, o que ganha uma notoriedade maior por estar organizada cronologicamente em outro ano, que vai ser de muito trabalho, de muito desgosto, de muita alegria, de muito tudo, como são todos os anos. O que podemos fazer de diferente é cultivar melhor a convivência e os relacionamentos, é o que importa ao fim das contas. Vivam felicidades da virada de hoje à noite até a virada para 2013.

Cafunés a todos.

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Sertanejão na veia

Não imaginava que houvesse na internet vídeos de Liu & Léu cantando ao vivo. Mas há, esse é um deles, num programa de 2004 da Rede Record, que tinha apresentação de Chitãozinho e Xororó.

Não sei se Léu acabou virando “Leo”, como já li e vi em versões impressas e digitais de uma penca de material, mas é fato que a dupla dos irmãos Lincoln e Walter está prestes a completar 55 anos de atividade.

“Prato do dia” é um dos clássicos indispensáveis nas rodas de viola. Aprendi essa anos atrás, num boteco onde quem tocava o repertório da noite era o Andrade Paraná.


Também sou, afinal, um sujeito à disposição pra servir a moda que pede o freguês. E você, também é?

Dissemos na tevê

Aí estamos Luiz Alberto Pandini e eu, durante a transmissão das corridas que abriram em março, no circuito português de Estoril, a disputa da temporada de 2011 do Porsche GT3 Cup Brasil. Era o “Panda”, à época, meu comentarista nas transmissões pelo Speed Channel, função que na metade da temporada foi delegada ao André Duek.

Agora à tarde, pus para rodar o DVD com as corridas gravadas, sempre reservo uma cópia com o Thomaz Figueiredo – quase sempre, faltam-me várias edições do campeonato deste ano, vou tratar de conseguir em janeiro, e assim começa minha lista de propósitos para o novo ano, conseguir cópias em DVD das corridas que narrei.

Como eu dizia, aproveitei a agenda menos atribulada e revi hoje as corridas portuguesas. Em determinado momento, na narração, fiz um comentário elogioso ao autódromo, falando do sistema de câmeras de monitoramento da pista – expliquei o mecanismo todo aqui no blog, também. A partir disso, seguiu-se um diálogo entre Pandini e eu que, não sei por quê, quis compartilhar hoje com vocês aqui. Segue, transcrito:

Pandini – Faço questão de pegar uma carona no seu comentário, Luc, e de falar sobre o autódromo de Estoril, que é espetacular, tanto pelo traçado quanto pelas instalações sempre limpas, sempre bem cuidadas (nesse instante, Panda fez uma pausa em seu raciocínio para que pudéssemos ilustrar a forte disputa que acontecia entre Marcel Visconde e Tom Valle)
Pandini – E faço questão de dizer: autódromo excepcionalmente bem cuidado, com funcionários, todos, secretários, diretores, cronometristas, equipe, toda a equipe, os seguranças, todos prestativos, gentis, uma boa vontade, uma simpatia…
Eu – É coisa que a gente não vê em todo lugar onde tem corrida lá no Brasil.
Pandini – Exatamente. Dá vontade de pegar esse autódromo, com todo mundo que tem dentro…
Eu – E levar embora.
Pandini – E levar embora.
Eu – E inclusive pegar alguns que tem lá no Brasil, com todo mundo que tem dentro, e mandar pra bem longe de lá.
Pandini – E jogar no meio do mar, né. Mas aí pode poluir o mar.
Eu – Já jogaram um no meio do mato, né. Interlagos, por exemplo, um pântano.

Vocês concluem o que quiserem dos comentários. Eu concluí que precisamos, todos, evitar o “né” quando a luz vermelha do “no ar” está acesa.

No clima

Na falta de algo que vá resolver problemas como o futuro da nação e o imposto predial, compartilho aqui a mensagem postada lá no Twitter pelo comandante Sérgio Rodrigues, que é, hã, um cara cheio de dedos.

É assim que vou brindar à chegada do novo ano, afinal. Sem energético, só com três pedrinhas de gelo, como sempre.

E vale, não vale?

Não é novidade, os acessos estão há tempos no sétimo dígito, mas quem quiser enxerga facilmente aqui uma mensagem linda de Natal.


Em dias como o de hoje a gente faz questão de achar evidências de que o mundo vale a pena. Ainda dá pra fazer de todo dia um Natal.

Pintando o sete

Eis que, em plena programação de corridas do Itaipava GT Brasil, no fim de semana em Interlagos, flagrei o Marcão quietinho, numa das salinhas da organização. Passava o tempo fazendo o que mais gosta, que é desenhar.

Sujeito emblemático, o Marcos Fernando Costa Dias. Em plena era dos programas de computador que fazem tudo sozinho, é assim que ele leva a vida: a lápis, giz-de-cera, tintas, canetas, o escambau que a arte manual lhe permita usar.

Já tinha visto vários dos trabalhos do Marcão, que costuma trabalhar para o mesmo público que eu, o do automobilismo. Perspectivas, projeções de uniformes, propostas de layout para estruturas de competição e para os próprios carros de corridas, isso tudo sai da cabeça e das mãos do Marcão. Que, em Interlagos, executava um F1 Copersucar tendo a foto impressa do carro como referência.

Que está no Facebook, a página dele é essa aqui. E que também aceita encomenda de trabalhos por e-mail, o endereço dele é maferdesign@gmail.com.

Tela veloz

As duas últimas corridas do Itaipava GT Brasil na temporada de 2011, disputadas no último fim de semana em Interlagos, serão exibidas no domingo de Natal pelo Speed Channel. Serão duas apresentações, uma às 8h e outra às 20h, com as duas corridas da movimentada etapa final.

As corridas serão mostradas também na segunda-feira, a partir das 14h. Na quinta-feira haverá mais duas exibições, sempre das duas corridas da rodada dupla – uma às 19h, outra às 23h. Na sexta-feira serão mais quatro exibições da rodada dupla, às 4h, às 12h, às 14h e às 22h.

No sábado, por fim, será reapresentada a partir das 20h a corrida que definiu os campeões das categorias GT3 e GT4.