O Abba vive

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MOGI MIRIM – Lenda urbana que resgatamos dias atrás num bate-papo na casa de um amigo, envolvendo o grupo sueco Abba: as duas integrantes do grupo já teriam morrido. Já tinha ouvido em algum lugar que a alegada morte das duas não passava disso, de lenda urbana. Agora, com um pouquinho de tempo sobrando, fui fuçar na internet atrás disso.

Agnetha Fältskog, a loira, tem 63 anos. Vive numa fazenda na Suécia, com a filha, os netos e o genro. Lançou vários álbuns-solo – o último, de 2013, chama-se “A” e valeu-lhe discos de ouro no Reino Unido, na Austrália, na Suécia e na Alemanha. Aparamentemente, Agnetha participou desse talk show no ano passado, vivinha da silva.

Björn Ulvaeus, hoje 68 anos, passou uma década envolvido com o musical “Mamma  Mia!”, que correu o mundo até virar filme em 2008 – consta que o lançamento da fita, estrelada por Meryl Streep, tenha sido a última aparição pública dos quatro integrantes da formação original do Abba.

Frida, a morena-ruiva, também está com 68 anos. De nome Anni-Frid Lyngstad, lançou em outubro de 2010 uma faixa gospel para uma coletânea sueca.

Benny Andersson, hoje aos 67 anos, vive sossegado com a patroa em Estocolmo, realiza pequenas apresentações com sua orquestra e com um grupo de amigos flautistas e, vez ou outra, dá as caras nas estreias do musical “Mamma Mia!”, camaradagem com Björn.

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Outra controvérsia que saiu na conversa durante a cervejada e os espetinhos na casa do meu amigo diz respeito a “Abba – The Show”, um tributo que foi apresentado em Cascavel em outubro de 2011 (estive nesse show; caramba, já faz tempo!): o saxofonista que arranca aplausos com a introdução de “I do, I do, I do, I do, I do” seria Benny Andersson, integrante do quarteto dos anos 70. Confusão que se pode atribuir à coincidência de sobrenomes. O tiozinho é na verdade Ulf Andersson, músico de apoio da banda original – Janne Schaffer, guitarrista da banda de quatro décadas atrás, também integra o show atual.

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Abba é uma palavra sem significado, nada mais que a junção das iniciais dos nomes dos quatro integrantes da formação original. Que consideram viabilizar uma reunião neste ano, quando “Waterloo”, primeiro sucesso do grupo, completa 40 anos.

Já que o assunto é esse, vai aqui um pouquinho de Abba para quem gosta, não sei se é muita gente.

Aos que também estão com um tempinho a mais, tem também esse vídeo com quase 90 minutos apresentando os maiores sucessos do grupo. O Abba, ao que tudo indica, ainda vive.

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O riso do Pedrinho

CASCAVEL – Foto do dia 4 de fevereiro. Foi quando o prefeito mandou chamar a galera do automobilismo ao autódromo para confirmar que a reforma viria, como veio, meses depois. Atração extra ao evento, o Pedro Monteiro, músico dos bons, repertório para animar um pouco a ocasião toda, coisa em que sempre foi craque.

Pedrinho está na minha lista daqueles músicos da noite que resolvem acreditar no ramo e investir. Não dinheiro, coisa que músicos da noite geralmente não têm. Investir dedicação, e essa ele investiu sem dó. Aprendeu bastante, e muito do que aprendeu tratou de dividir com outros músicos da noite, cobrando pelas aulas ou na pura camaradagem, coisa que já o vi fazer.

Em termos de repertório, um craque nas músicas de 20, 25 atrás, aquelas que eu conheço mais, ouvia rádio com frequência bem maior há 20 ou 25 anos.

Um brincalhão por natureza, o Pedrinho, sempre com uma boa sacada para arrancar risos à mesa. O riso, aliás, sempre foi um parceiro das cantorias com quem Pedrinho sempre manteve boa afinidade. Cantar sorrindo é como falar ao telefone sorrindo, sempre tem um efeito positivo e destacado.

Não vou mais ver e nem ouvir o repertório do Pedrinho. Morreu agora há pouco, em casa, vitimado pelo infarto que, meses atrás, já havia levado seu irmão e parceiro de música Juliano.

E é normal que a morte de gente como o Pedrinho Monteiro deixe a gente triste. É um dia triste, embora esse cara tenha passado a vida sorrindo.

Forró do bom

CARUARU – Forró dos Firmas. É esse o nome da banda de forró aqui de Caruaru, que completou dois anos antes. Na capa, Diego Lopes e Paulinha Dantas, os líderes do grupo que tem feito sucesso por Pernambuco todo. Aí temos o CD que recebi do Thiago, que deu as caras aqui no autódromo fazendo um trabalho de divulgação do grupo.

Thiago, esqueci seu sobrenome, trabalha também no projeto do camarote Palhoça do Curta, espaço mantido pelo site de badalação Curta.net na festa caruaruense de São João, que é a maior do Brasil. Neste ano serão “só” 30 dias, segundo ele falou. Quando a cidade completou 150 anos, foram 50 dias de festa.

A Palhoça do Curta vai acolher, neste ano, mais de 1.200 pessoas por dia. É mais ou menos um por cento do público da festa, uma quantificação atestada pelas fotos que o Thiago me mostrou.

Deve ser uma festança boa dimaidaconta.

Bacalhau com batatas (35)

MEXILHOEIRA GRANDE – Começando o dia no Algarve ao som de uma sacada sensacional, extraída lá do blog do Gomes.


A propósito do “Ai, se eu te pego”, impressiona, de um modo particular, a frequência com que a música toca aqui pelas bandas de Portugal, o que nos rendeu, à nossa turma, algumas boas histórias para contar.

Por falar nisso, ainda estão enchendo o saco do Michel Teló ou já caíram na real que se o rapaz está acumulando fama e fortuna é porque é bom no que faz?

Enfim, meu conterrâneo Teló resolve as querelas dele. Eu tenho as minhas para resolver agora, e estão ambientadas na Fórmula 1 de 20 anos atrás. Volto mais tarde.

A festa do Carnapraia

Já contei aqui que minha solteirice carnavalesca deve-se ao fato da banda Rochel ter sido contratada para a festa do “Carnapraia 2012” em Salto Grande, e é sabido que a Juli, ilustríssima patroa, é a cantora da banda.

O pessoal viajou pra lá animadaço na sexta-feira de madrugada. A previsão que eles tinham era de tocar, durante o Carnaval todo, para algo em torno de 25 mil pessoas. Aí que ontem a Juli ligou pra cá pra lá de animada. Só a primeira noite da festa, segundo estimou a Prefeitura de Salto Grande, já superou essa estimativa.


A rádio Sela de Ouro, que é parceira do evento, postou ontem esse vídeo com alguns momentos da festa. Também há esse outro vídeo com mais alguns momentos de uma das primeiras noites.

Ontem foi dia de jornada dupla para a Rochel, com matinê e baile. Parece que amanhã vai ser assim, também. Hoje é dia de descanso para o terceiro bailão deles, e pelo que a Juli acabou de me contar a noite mais forte da festa, que é bem tradicional por aquelas bandas, é a de segunda-feira.

Estou começando a me arrepender de ter recusado o convite de ir pra lá junto com a banda.

A Rochel em Salto Grande

Aí que ontem demos um pulinho lá no Clube Olímpico, onde a atração da noite era o show da boa dupla Everton & Alex. E aí está o flagrante da Juli fazendo uma participação no repertório da rapaziada.

Nada de novidade, enfim. Como já contei aqui outro dia, desde o ano passado ela está no time da banda Rochel. É o time encarregado da animação nas festas do “Carnapraia”, o carnaval de Salto Grande, cidade do interior paulista, com quatro noites de boa música. Esse vídeo aqui mostra um pouquinho de como foi a festa no ano passado.

Agora, por exemplo, estão todos lá, na sala de ensaios, preparando repertório e coreografias.

Rochel

E essa é a Rochel, banda que desde novembro ou dezembro do ano passado, acho que novembro, tem a Juli como vocalista.

A sessão de fotos pro cartaz aí ao lado e outros materiais de divulgação foi feita noite dessas, no clima de descontração que essa rapaziada mantém sem muito esforço.

Identificando os integrantes, portanto: Everton & Alex, dupla que não fica devendo nada em qualidade a nomes que vendem dezenas ou centenas de milhares de cópias – já avalizei isso várias vezes aqui no blog –, e a Juli. Depois, as dançarinas Juliana e Amanda, o Lucas Coutinho, gordinho quase elegante que reveza teclados, acordeão e passos de dança que aprendeu nas melhores domingueiras da cidade, o minibatera Júnior Durante e o baixista Magrão, cujo nome é um dos três maiores mistérios da humanidade.

Essa turma aí, como dizem, tira um som da melhor qualidade.