Na íntegra: Dopamina Endurance, 1/6, 2/6 e 3/6

CASCAVEL – Fechando a mala aqui para viajar a Santa Cruz do Sul, de onde amanhã vou narrar a quarta etapa nacional do Dopamina Endurance, lembrei que dias atrás um amigo me perguntou o motivo de eu não compartilhar aqui no blog as transmissões das corridas da categoria, que neste ano colocam em disputa, em várias classes, os títulos do Campeonato Brasileiro das provas de longa duração. São transmissões que disponibilizamos ao vivo na internet e que depois, em versões editadas de uma hora, são exibidas na programação do BandSports. Bem, nada respondi ao amigo em questão, porque resposta plausível não há. Puro esquecimento, na verdade.

Bem, sempre é tempo. Nossa temporada começou ainda no mês de março, com as Três Horas de Tarumã. Narrei aquela corrida tendo como comentarista o piloto gaúcho JB Rodrigues, especialista no assunto. Conheci-o naquele dia, e trabalhar ao lado dele deu-me a falsa e grata impressão de termos anos de entrosamento. JB estará comigo amanhã na transmissão ao vivo em Santa Cruz do Sul, também.

A disputa teve sequência no dia 24 de junho, com as Três Horas de Curitiba, segunda etapa do campeonato. A transmissão da corrida começa a 1h24min do vídeo – antes disso, dá para acompanhar como foi a segunda etapa do divertido Campeonato Brasileiro de Turismo 1600.

No fim de julho tivemos os 500 Quilômetros de Interlagos encerrando a primeira metade da temporada de 2017. O Marcelo Gomes esteve comigo na cabine de transmissão, e Bruno Monteiro fez o trabalho de reportagem nos boxes – logo, repetimos a trinca das transmissões do Porsche Império GT3 Cup Challenge Brasil.

Bem, o sábado vai ser de Dopamina Endurance. Estaremos ao vivo nos canais de YouTube do Auto+ TV e do Endurance Brasil. Os perfis de Facebook da empresa e do campeonato também vão repicar a transmissão.

Na íntegra: Porsche Império GT3 Cup 2017, 3/9

CASCAVEL – É tempo, sempre, de ver e rever os bons momentos do Porsche Império GT3 Cup Challenge Brasil. Para manter a sequência de compartilhamentos cá do blog, trago hoje as corridas que compuseram a terceira etapa da temporada, ainda no início de junho. Etapa disputada no Velo Città, para onde a direção do campeonato confirmou hoje a sede da sexta etapa, no dia 16 de setembro – o evento aconteceria em Interlagos, onde sem maiores surpresas o autódromo estará fechado para as intermináveis obras de reforma pré-Fórmula 1.

Transmitimos todas elas ao vivo na internet com geração de imagens da Master/CATVE. Eu narrei, tendo o Marcelo Gomes como comentarista e o Bruno Monteiro – não somos parentes – como repórter. As corridas foram apresentadas no dia seguinte pela Rede Bandeirantes.

Como de praxe, a programação no Velo Città começou com a primeira corrida da categoria Cup.

Pela categoria Challenge, como é praxe do regulamento para as corridas realizadas em pistas brasileiras, a etapa teve corrida única.

E o complemento da etapa mogiana, logicamente, teve a segunda corrida da categoria Cup.

Depois disso aconteceu também a etapa de Buenos Aires, falaremos dela na semana que vem. E o próximo encontro do campeonato, também na Argentina, vai acontecer na semana que vem, no belíssimo autódromo de Thermas de Río Hondo.

Nossa história na Globo

CASCAVEL – Já devo ter mostrado por aqui, o que não é o menor problema. Sempre uma delícia reviver a história do autódromo de Cascavel através da reportagem que o “Globo Comunidade” exibiu no finzinho de 2005. Num trabalho coordenado pelo Luiz Sonda, que três anos mais tarde seria meu professor na faculdade de Jornalismo, a equipe da RPC, afiliada da Globo pelas bandas de cá, garimpou ouro puro para mostrar a quem quisesse ver e ouvir quão rica é a história desse esporte na cidade.

Revi agora o material, antes de compartilhá-lo com vocês. As maluquices dos anos 60 e 70, a inauguração da pista asfaltada, o riso debochado de Nelson Piquet, as lágrimas de David Muffato como campeão brasileiro, a tragédia que no mês que vem completa 30 anos, o saudoso Delci Damian manifestando seu sonho de ver a Stock Car voltando a Cascavel – partiu do nosso meio antes disso -, a nostalgia no tom de voz dos igualmente saudosos Zilmar Beux e Saul Caús,

Ao se despedir ao fim da reportagem, Sonda frisou que naquela tarde a Cascavel de Ouro daria sequência à história do automobilismo de Cascavel. E deu. Edgar Favarin e Flávio Poersch venceram, pilotando um simpático Escortinho que dez anos depois acabaria parando nas mãos de um jornalista e narrador pequenino que resolveu arriscar umas aceleradas. É legal poder contar pro filho, em que pese a dose de exagero, que também faço parte da história daquele lugar.

As caras da capa

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A capa da “Grid” que me pôs no rumo de trabalhar com corridas de carros. Pena minha revista ter se perdido no tempo.

CASCAVEL – Postaram hoje no Facebook essa capa da “Grid”. Fevereiro ou março de 1989. Essa revista, refiro-me especificamente a essa edição, acabou tendo uma importância gigantesca nos rumos que minha vida tomaria nos anos seguintes.

Comprei-a por volta de julho ou agosto daquele ano. Sempre a via pendurada no mesmo lugar do varal da banca de jornal da Avenida Brasil em frente à Loja Soesma, onde hoje existe o Restaurante Monte Verde, quando por ali passava num ônibus da Viação Pioneira a caminho da redação do jornal. Tinha acabado de completar 12 anos, mas já frequentava a redação do jornal alimentando o sonho de seguir os passos do Leodefane e virar chargista. Eu era bom de traço e tinha acabado de tomar gosto pelas corridas de Fórmula 1, eram dois dos motivos que me faziam querer aquela “Grid” do varal. Enquanto pessoas subiam e desciam no ônibus no ponto ao lado da banquinha eu observava da janela e ficava encantado com as geniais caricaturas de Piquet, Senna, Moreno e Gugelmin produzidas pelo Eugênio Colonese para a capa. Eu tinha que reproduzir aquelas caricaturas. Consegui algumas, após ecaustivas tentativas. Pus na cabeça que teria de conhecer Colonese; nunca o conheci, sequer sei se é brasileiro ou se ainda vive.

O sentimento foi de conquista do mundo quando enfim convenci meu pai a abrir a mão e me prover os cruzados de que precisava para a tão esperada aquisição. Ela veio acompanhada de um livrinho de capa azul impresso em papel-jornal com tipografia bem pobre que trazia todas as estatísticas da F-1, uma arqueologia em tempos pré-internet. Com um pouco de sorte o livrinho azul ainda deve sobreviver entre as minhas tralhas que ficaram lá na casa da mãe. Ora, eu tinha as estatísticas na escrivaninha do quarto, um indicativo óbvio de que teria de me tornar um especialista em corridas.

Bem, jamais me tornei especialista em coisa alguma, o sonho de viver dos meus traços durou bem pouco, a “Grid” deixou de existir poucos anos depois de eu saltar do ônibus três pontos antes da redação do jornal para enfim comprar a edição que trazia as quatro caricaturas na capa. Estava envolvida num saquinho plástico, o que foi crucial para preservá-la até que nos uníssemos e ela tivesse sua boa parcela de responsabilidade no meu destino.

Pena minha “Grid” com caricaturas na capa ter se perdido no tempo, um tempo que revivi agora vendo uma foto na internet.

Inversão de papéis

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Bonilha volta à condição de piloto a partir da próxima etapa da Copa Petrobras de Marcas

CASCAVEL – Dança das cadeiras interna no reino da Desenfreados Racing Team na Copa Petrobras de Marcas. A partir da quinta etapa, neste fim de semana no Velo Città, César Bonilha volta ao cockpit de um dos Ford Focus da equipe. Vai substituir, na reta final da temporada, José Roberto Hofig, que estreou nesta temporada.

O que não significa Hofig fora da equipe. Em mão inversa, ele assume o comando da equipe, que Bonilha exerceu até aqui. “Sempre sonhei chefiar e administrar uma equipe de competição”, falou Hofig, que lidera a classificação do campeonato entre os pilotos da classe Trophy. “Com essa parceria tão confiável com o Cesinha, minha intenção passa a ser real. Fica bom para mim e fica bom para a equipe ter o Cesinha de volta”.

Bonilha, que também é instrutor de pilotagem da MCS Racing School, tem cinco pódios no currículo, um deles da vitória na etapa de Goiânia de 2015. Ele troca o número 6 pelo seu tradicional 99 no parabrisa e nas laterais do carro. O outro Focus da equipe tem como piloto o intrépido e desenfreado Enrico Bucci.

Todos os citados nesse post, equipe incluída, são de Londrina.

CARRO 06 - BETO HOFIG (AS)

Roberto Hofig disputou as quatro primeiras etapas da Copa Petrobras e lidera a classificação da classe Trophy

Na íntegra: Brasileiro de Turismo 1600, 3/6

CASCAVEL – Com as dificuldades que são típicas de qualquer começo ou recomeço, o Campeonato Brasileiro de Turismo 1600 vai se consolidando. A terceira etapa, por exemplo, apresentou duas corridaças, como costumo dizer, no último sábado em Goiânia.

Por Turismo 1600, entenda-se a boa e velha categoria Marcas & Pilotos, que ressurge para o cenário nacional depois de mais de 20 anos fora de cena. Ainda bastante aquém dos padrões que promotores, pilotos e equipes almejam para vários quesitos, mas atrativo, equilibrado e, para quem vê com olhos como os meus, até sedutor. Gente graúda que pendurou as sapatilhas há algum tempo tem olhado com atenção para a nova categoria, pensando seriamente em tirar a poeira do capacete e voltar à ativa. É um dos intuitos da iniciativa.

Tivemos uma transmissão quase ao vivo do evento em Goiânia, diga-se, com o apoio da equipe do Diário de Goiás, que apresentou uma solução técnica bem criativa para termos as corridas à disposição de quem as quisesse ver poucos instantes depois da bandeirada. Os VTs que narrei tendo como comentarista o piloto da casa Raphael Teixeira estão à disposição na internet, e seguem reproduzidos aqui, também.

Quem me acompanha aqui no blog sabe que a série “Na íntegra” propõe-se a reproduzir e disponibilizar para qualquer fim os vídeos de todas as corridas que eu narro – não são poucas, graças a Deus. No caso do Brasileiro de Turismo 1600, abro a série já na terceira etapa. Os VTs das duas primeiras não foram disponibilizados no YouTube ou no Vimeo, ferramentas quase obrigatórias para que sejam compartilhadas aqui. Mas quem tem perfil no Facebook pode ver as transmissões que aconteceram, também.

A primeira etapa aconteceu dia 28 de maio aqui em Cascavel, foi transmitida ao vivo pela CATVE em televisão e internet e exibida também pelo BandSports. Ângelo Giombelli comentou a prova ao meu lado. Para vê-la ou revê-la, basta clicar aqui. A segunda transcorreu em Curitiba no dia 24 de junho, na preliminar da segunda etapa do Dopamina Endurance, e Bruno Vicaria foi o comentarista. A etapa pode ser vista nesse link aqui.