Há 30 anos

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CASCAVEL – A McLaren lembrou hoje cedo, em sua conta no Twitter, que há exatos 30 anos, em 25 de março de 1984, Ayrton Senna estreava na Fórmula 1 no GP do Brasil, em Jacarepaguá, de Toleman-Hart. “O resto é história”, escreveu o tuiteiro da equipe, coberto de razão.

A corrida de estreia durou míseras oito voltas para Senna, que parou com problemas no turbo. Vitória de Alain Prost, com a McLaren. Com direito à execução do “Tema da Vitória” pela Globo – a transmissão ao vivo da corrida pela emissora foi resgatada no YouTube em sete partes, todas reproduzidas aí abaixo. E evidencia, a partir de determinado comentário feito por Galvão Bueno, que as pendengas decorrentes da preferência de cada equipe por um ou outro piloto já eram pauta na F-1 dquela época.

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

PARTE 5

PARTE 6

PARTE 7

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Highlights

CASCAVEL – Imperdoavelmente, eu jamais assisti ao GP do Brasil de 1988. Vou fazer isso agora, não sem antes compartilhar aqui para os outros presumíveis dois ou três fãs de automobilismo que ainda não viram a corrida.


Os primeiros minutos do vídeo, instante em que dei-lhe uma pausa para trazê-lo ao blog, já foram suficientes para dar saudades do bom e velho circuito antigo do hoje finado Jacarepaguá. Que foi onde minha carreira de narrador de corridas começou.

Sangue cascavelense no box da Williams

Com o atraso de sempre, vai lá um pequeno e insuficiente registro de uma valorosa atuação cascavelense no GP do Brasil de Fórmula 1, domingo lá em Interlagos.

Juraci Massoni, com quem convivi anos a fio no ambiente das corridas aqui em Cascavel, atua pelas bandas de cá como diretor de provas, como comissário, como o que precisar. É, como dizem, pau pra toda obra. No fim de semana passado, trabalhou pela primeira vez na comissão técnica da F-1, lá em Interlagos.

Uma experiência revigorante, segundo relatou ao ex-piloto Guinho Biberg quando encontraram-se em Congonhas para a viagem de volta. Jura estava encarregado de aferições no Williams de Rubens Barrichello, de quem conseguiu um boné devidamente autografado, seu troféu do fim de semana. Consta que recebeu, também, o convite da CBA para ser comissário efetivo.

Se bem o conheço, terá dificuldades para isso, mas vai recusar o convite. Tem empresas e uma vida para tocar, afinal.

Bom saber que o automobilismo de Cascavel esteve representado de alguma forma na F-1. E Juraci Massoni é, acima de tudo, figura de bom trânsito nas searas das corridas. Tem paciência de Jó – se o vi irritado uma vez, foi muito, ainda estou tentando lembrar de algum episódio. Encampou como poucos a questão automobilística em Cascavel, sobretudo nos anos 90, quando empurraram-lhe no colo o abacaxi representado pela presidência do Automóvel Clube.

Sempre que Juraci está num assunto, como tema ou como participante, acabo lembrando do episódio de 25 anos atrás, o acidente envolvendo vários carros na primeira volta de uma corrida de Hot-Dodge, no autódromo de Cascavel. O próprio aparece no vídeo aí abaixo, entre 1min36s e 2min13s, manifestando suas impressões ao então novato João Carlos Gallo (lembram?), da TV Tarobá.


E eu não lembrava que a Band, à época, era “Ban”, como delata a canopla do Gallo.

Nelson e o Vasco

Ano passado, quando o Emerson deu umas voltas com o Lotus do título mundial de 1972, pedi que um colega cedesse uma foto para ilustrar um comentário bobo. Para um blog, nada mais artificial. Por isso, mandei a qualidade visual às favas e compartilho aqui a visão que tive de Piquet andando com a Brabham do título de 1981, hoje cedo – ontem, no caso, já que passou da meia-noite – em Interlagos.

Fiz um videozinho, também, com o novo celular, acabei de vê-lo. Igualmente, fica devendo em qualidade, esbanja em importância, um momento simples que traduziu uma rica história, e o que mais Nelson acumulou na vida foi isso, um monte de boas histórias para contar.

Sabedor que era das limitações da lente fotográfica do celular – sobretudo por clicar no ícone que bate a foto enquanto tinha os olhos na pista -, pensei no vídeo, algo menos pobre para compartilhar com minha audiência. Mas o formato em que meu modesto aparelho faz tais registros é incompatível para as ferramentas do YouTube, ou mesmo do Blogger. Quando resolver isso, coloco aqui, nesse post, mesmo.

Luiz Alberto Pandini, parceiro dos bons e piquetista incondicional, discordou da minha definição para o que vimos. Aquele carro, a Brabham BT49, é de uma feiura linda.

Mania besta, a minha, de sempre querer filosofar à moda da casa.

Piquet, todos sabem, fechou sua sequência de voltas a bordo da Brabham empunhando a bandeira do Vasco, que sempre foi seu time do coração. Vasco que sobreviveu na luta pelo título do futebol brasileiro, o Fluminense entregou o jogo, aquela patuscada toda que todo mundo sabe bem como funciona.

Ayrton era corintiano. Logo, era melhor que Nelson. Mas foi ele, Nelson, quem mereceu um sincero aplauso meu algumas horas atrás.

ATUALIZANDO EM 28 DE NOVEMBRO DE 2011, ÀS 11h21:
Enquanto eu não me resolvo com minhas traquitanas, compartilho aqui o vídeo que o Maurício Stycer publicou no blog dele, da cobertura da Globo sobre a homenagem da F-1 a Piquet. Ou teria sido uma homenagem de Piquetà F-1? Fico com a segunda opção.

Mundo sobre rodas

O legal de estar na Fórmula 1 como integrante do estafe do Porsche GT3 Cup é apreciar bem de perto os dezenas de exemplares da marca que ficam expostos aqui do lado de fora, em frente ao lounge.

O mais belo de todos acabou de ser estacionado aqui. Uma réplica feita em 1981 do modelo 356, o de 1963. A série “Super 90” delatava os 90 hp de potência do carrinho. Esse aqui, me contou o proprietário, tem um motor “um pouquinho mais esperto”, de 1.900cc.

Pode haver coisa mais linda que um exemplar desses?

Emerson não foi barrado

Aí que, tipo assim, pode ter havido injustiça no que Emerson Fittipaldi escreveu ontem no Twitter. Ou, principalmente, no que se interpretou de seu post.

Primeiro, e talvez principal da questão, Emerson não foi barrado no autódromo. E nem disse que foi. A lamúria que ele registrou foi sobre não ter sido autorizado a falar com Bernie Ecclestone e Tamas Rohonyi. Estava aqui dentro, pois.

Aí abaixo está um comunicado enviado pela imprensa oficial do evento à assessoria do ex-piloto.

Eu mesmo li na timeline tuítica que Emerson havia sido barrado. Associei isso ao post dele e embarquei na onda. Não acho ético remover o que publiquei ontem, e que centenas de leitores viram. Mas fica claro que, neste episódio específico, a organização do evento não pisou na bola. Roseli também não.