Conhecendo a Sprint Race

sprint-01CASCAVEL – Comentei dias atrás que a Sprint Race Brasil estava preparando algo como uma seletiva para os pilotos interessados em tomar parte do grid a partir de 2017. Bem, não chega a ser exatamente uma seletiva. Trata-se, sim, de uma oportunidade agendada pela direção do campeonato para que os pilotos experimentem o carro da categoria. Tudo isso já tem data e lugar definidos. Autódromo de Interlagos, dia 15 de dezembro. Vai ser uma quinta-feira, véspera do início dos treinos para a etapa final da Sprint Race, que vai acompanhar a programação das últimas corridas do Campeonato Paulista de Automobilismo.

Thiago Marques, diretor técnico da Sprint, aposta sem medo nos atrativos do carro. O conjunto, afinal, tem causado impressões positivas ao longo das cinco temporadas de história da categoria. O carro é equipado com motor V6, que desenvolve 270 cavalos, e câmbio seqüencial. A velocidade final passa fácil dos 260 km/h. Uma particularidade é a posição do piloto, que fica sentado exatamente no meio do carro, e não no lado esquerdo, como na maioria dos carros de competições de turismo. Na última temporada, o Sprint Race ganhou um recurso adicional: a regulagem das barras estabilizadoras ao alcance dos pilotos, que deixam a frente do carro mais rígida ou mais maleável, de acordo com a exigência de cada trecho das pistas que recebem as etapas do campeonato. O conceito de categoria-escola tem atendido bem tanto os garotos recém saídos do kart quanto pilotos que buscam uma fase intermediária entre os campeonatos regionais de automobilismo e as principais séries nacionais.

A atividade de 15 de dezembro em Interlagos para os interessados em conhecer a Sprint Race tem custo de R$ 3.500,00, que cairá a zero para os pilotos que disputarem o campeonato de 2017 – esse valor será descontado da taxa de participação na próxima temporada, na verdade. O orçamento para disputar um campeonato completo continua sendo um dos mais convidativos, também. O custo para as oito etapas é parcelado em 12 pagamentos de R$ 11,6 mil – ou o dobro disso, no caso dos pilotos que preferirem não competir em dupla. Quem fechar o contrato até 10 de janeiro ganha pintura personalizada do carro, primeira aplicação de adesivos, macacão oficial da categoria e um dia de treinos na programação da pré-temporada. O primeiro a aderir ao campeonato de 2017 foi Gabriel Lusquiños.

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Na íntegra: Sprint Race 2016, 7/8

CASCAVEL – Em Cascavel tudo é melhor, estou cansado de dizer disso. Ok, quase tudo, tem uma meia dúzia de coisas que eu mesmo faria questão de riscar do nosso mapa. Mas as corridas da Sprint Race Brasil na sétima etapa foram, sim, muito boas. Aconteceram em Cascavel, afinal.

O VT mostrando as duas corridas de domingo passado no Autódromo Zilmar Beux foram exibidos hoje cedo pela PlayTV. Para os que, como eu, acordaram tarde e não conseguiram ver, o blog traz uma segunda chance. Vale a pena.

Os títulos das categorias Pró e GP serão decididos no dia 18 de dezembro, em Interlagos, em etapa que terá pontuação dobrada. Na verdade, só a segunda bateria vai ter pontos em dobro, mas a tomada de tempos também vai valer pontuação de corrida normal. Estarei lá, já que a programação inclui também a última etapa do Paulista de Marcas & Pilotos – vou de novo para a pista com o Gol da PaceCar Motorsport.

No “Curva do S”

CASCAVEL – As corridinhas de que participo aqui e ali acabaram rendendo uma aparição no “Curva do S”, do canal Discovery Turbo, na edição da última quinta-feira. Bati esse papo com o Marcos Moschetta ainda em junho, no autódromo de Tarumã, durante as etapas de Viamão do Mercedes-Benz Challenge e da Copa Petrobras de Marcas.

O primeiro nome para 2017

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Thiago Marques, promotor da Sprint Race Brasil, e Gabriel Lusquiños, primeiro nome confirmado no grid, foi assinado no último domingo, durante a etapa de Cascavel

CASCAVEL – O campeonato de 2016 nem terminou ainda e a Sprint Race Brasil já tem em andamento a formação de seu grid para 2017. O primeiro nome confirmado na temporada do ano que vem é o de Gabriel Lusquiños, um carioca radicado em São Paulo que já estreou na categoria, gostou do que viu e aproveitou a etapa do último fim de semana em Cascavel para assinar contrato com o promotor Thiago Marques.

Lusquiños tem 22 anos. Foi picado pelo bichinho da velocidade aos 10, quando participou pela primeira vez de uma corrida de karts alugados. Há cinco anos assumiu envolvimento direto com as corridas. No ano passado, conquistou o título da Copa Brasil de Fórmula 1600. Foi quando tive contato com seu nome pela primeira vez – narrei o VT das quatro corridas que compuseram o festival da categoria em Interlagos na semana do Natal. Pelo que dizem os que convivem com ele mais de perto, é absolutamente do ramo. Em Cascavel, no último domingo, já marcou seu primeiro pódio na Sprint Race, com um terceiro lugar.

A bem da verdade, não são poucos os pilotos que estão em contato com a direção do campeonato atrás de informação sobre custos e benefícios – fatores que, no caso da Sprint Race, compõem uma relação bastante atrativa, sobretudo para os que estão avançando da fase do aprendizado no kart e para os que planejam o passo seguinte aos campeonatos regionais de automobilismo. Ao que sei, algo como uma seletiva para novos pilotos está sendo preparada para a semana da etapa final da atual temporada, que terá suas provas em Interlagos no dia 18 de dezembro.

Quem pilotou ou pilota o carro da categoria avaliza a boa impressão causada a quem vê de fora. Não foram poucos os que me manifestaram isso, dado meu contato com a categoria – narro as corridas para as transmissões do Bandsports e da PlayTV desde a primeira temporada, em 2012. Pelo sim, pelo não, basta aos interessados enviar por e-mail uma solicitação de orçamento e informações. O endereço é contato@sprintrace.com.br.

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Campeão da Copa Brasil de F-1600 em 2015, Gabriel Lusquiños conquistou na etapa de Cascavel, no último domingo, seu primeiro pódio na Sprint Race Brasil, com um terceiro lugar

A Cascavel de Ouro e eu

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Leandro Romera, do Brasileiro de Marcas e do Mercedes-Benz Challenge, e Paulo Salustiano, da Fórmula Truck, foram meus parceiros na Cascavel de Ouro de 2016. Eu não devia dizer isso ainda, mas vamos repetir o trio na edição cinquentenária do ano que vem. A foto é do Cláudio Kolodziej.

CASCAVEL – Prometi rabiscar algumas linhas sobre a presença na Cascavel de Ouro, mais para eu mesmo refrescar a memória no futuro do que por imaginar que alguém tenha interesse nisso.

Rabisquei-as, pois. Aos que tiverem essa paciência toda, minhas considerações e impressões irrelevantes podem ser conferidas no blog da revista Racing, no site A Toda Velocidade ou ainda no portal da CATVE. Notaram que é só clicar em um dos links que indiquei neste parágrafo, né? Sempre vem um perguntar como faz para acessar.

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Salu na pista com o VW Gol número 88 da Speed Car, que nos foi cedido pelo Edson Massaro para a Cascavel de Ouro. Instituto da Visão, Massaro & Mascarello Advocacia, Inspevel – Inspeção Veicular de Cascavel, Motul, Grupo TB, Eucomm Telecom e Eucomm Racing foram nossos patrocinadores e parceiros.

 

31,3 mil km. Haja disposição!

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Entre treinos e corridas, completamos mais que três quartos de uma volta na Terra. Mas o traçado do autódromo de Cascavel é bem mais divertido que a hipotética reta da linha equatorial

CASCAVEL – Dizer que os pilotos afundaram a pista do autódromo de Cascavel no último fim de semana quase foge à força de expressão. Não é por menos. Entre os treinos que abriram a programação de sexta-feira à corrida de domingo à tarde os 42 carros inscritos na 30ª Cascavel de Ouro completaram exatas 10.241 voltas. Os 100 pilotos percorreram, em três dias, 31.316,97 quilômetros, o equivalente à distância do portão do autódromo ao lugar para onde às vezes dá vontade de mandar alguém.

Com um pouco mais de precisão que o destino que vez o outra pensamos para os menos prezados, passamos durante o fim de semana da Cascavel de Ouro dos três quartos de uma volta na Terra pela Linha do Equador. Sim, eu sei, essa volta seria impossível por vários motivos – o traçado extremamente modorrento faria qualquer um dormir ao volante, o carro quebraria antes de completar os 40.075 quilômetros da volta, essa pista ainda não foi asfaltada e se fosse já haveria centenas de ratos entrando no rateio do dinheiro desviado, e por aí vai; fiquem à vontade para enumerar mais motivos para não podermos dar uma volta no planeta pela linha equatorial.

Quem mais gastou álcool no fim de semana foi a dupla formada por Gustavo Myasava e Edson Coelho Júnior, com 363 voltas. Isso dá mais que nove vezes o total completado pela família Lima, de Walter e seus filhos Júnior e André, mas colocar os três nessa conta chega a ser uma quase fraude, posto que a participação deles acabou ainda na sexta-feira, num acidente depois de 40 voltas.

A conta mais alta no posto de combustível do autódromo parece ter sido a da Sensei Sushi Bar-Sorbara Motorsport. No ranking dos que percorreram maior quilometragem, seus três trios apareceram em segundo, terceiro e quarto lugar, somando 978 voltas, ou 2.990,7 quilômetros.

Aqui, sim, foi modo de dizer – essa analogia boba que fiz à bomba de etanol. A Sérgio Ferrari Racing Team, com cinco carros, totalizou 1.191 voltas completadas durante a programação, ou 3.642 quilômetros. A Stumpf Preparações e a Paraguay Racing, que vêm a ser exatamente a mesma equipe, também tiveram cinco carros na pista se aproximaram bastante desse número, com 1.181 voltas, perfazendo 3.611,4 quilômetros. Dos cinco carros da equipe, o de Odair dos Santos e Thiago Klein, novos vencedores da Cascavel de Ouro, foi o que mais vezes passou por cada trecho da pista, exatamente 269 vezes – houve 15 duplas ou trios que totalizaram mais que isso.

Enquanto tomava um café quentinho na casa da minha mãe, anotei num almaço (achava que os almaços nem existissem mais) as voltas que cada carro completou em todos os treinos e corridas e somei um por um. O levantamento segue abaixo, sem a mancha redonda de café que deixei no almaço onde também repousei a xícara.

 

Gustavo Myasava/Edson Coelho Júnior (GM Celta/Caús Motorsport), 363 voltas

Beto Monteiro/Guilherme Salas/Daniel Kaefer (GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport), 337 voltas

Ângelo Giombelli/Felipe Carvalho/Ingmar Biberg (GM Classic/Sensei-Sorbara Motorsport), 327 voltas

Galid Osman/André Bragantini/Caíto Carvalho (GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport), 314 voltas

Ricardo Sperafico/Miguel Laste/ Rodrigo Sperafico (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 313 voltas

Raulino Kreis Júnior/Guto Baldo/Marcelo Cancelli (VW Gol/MP Preparações), 308 voltas

Alexandre Seda/Francisco Júnior/Paul Lanfredi (VW Gol/Motor Fast), 307 voltas

Anderson Portes/Juliano Bastos (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 305 voltas

Júnior Niju/Michel Giusti (VW Gol/FF Racing), 304 voltas

Edson Massaro/Gastão Weigert (VW Gol/Speed Car), 299 voltas

Renato Constantino/Luciano Lobão/Rafael Suzuki (GM Celta/Modena Racing), 299 voltas

Gustavo Magnabosco/Davi Dal Pizzol (VW Gol/Peim Competições), 284 voltas

Lorenzo Massaro/Cleves Formentão (VW Gol/Speed Car), 272 voltas

João Paulo Gelain/Marcelo Beux (VW Gol/Speed Car), 272 voltas

Odair dos Santos/Thiago Klein (VW Gol/Paraguay Racing), 269 voltas

Eduardo Zambiazi/Thiago Menegaz (Ford Fiesta/Cezarotto Motorsport), 269 voltas

Fábio Tokunaga/Paulo Henrique/Mário Garibaldi Filho (VW Gol/RPM Escola de Pilotos), 265 voltas

Raphael Reis/Pedro Cardoso (Fiat Palio/L&L Motorsport), 265 voltas

Fernando Dalabona/Thiago Azalini (Fiat Palio/Landerson Competições), 265 voltas
Gilliard Chmiel/Gelmar Chmiel Júnior (VW Gol/Stumpf Preparações), 264 voltas

Valmor Emílio Weiss/Ariel Barranco (VW Gol/RB Motorsport), 252 voltas

Renato Braga/Leandro Reis (GM Celta/Pimba Competições), 247 voltas

Leônidas Fagundes/Vinicius Fagundes/Guilherme Sirtoli (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 227 voltas

Edson Bueno/Diogo Pachenki (VW Gol/Paraguay Racing), 226 voltas

Marcel Sedano/Ruslan Carta Filho (VW Gol/Stumpf Preparações), 225 voltas

Júnior Caús/Marlon Bastos (GM Celta/Caús Motorsport), 225 voltas

Paulo Bento/Gabriel Corrêa/Carlos Souza (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport), 223 voltas

Luís Filgueiras/Rodrigo Moreno (VW Gol/AGB Preparações), 219 voltas

Andrei Tasca/Rogélio Faoro/Paulo Pizzoni (VW Gol/Rally Cascavel Motorsport), 216 voltas

Leandro Romera/Luc Monteiro/Paulo Salustiano (VW Gol/Speed Car), 208 voltas

Luiz Fernando Pielak/David Muffato (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport), 206 voltas

Sandro Moura/Cido Morais (VW Gol/Ribecar), 198 voltas

Natan Sperafico/Guilherme Sperafico (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 198 voltas

Pedro Pimenta/Vinicius Margiota/Alexandre Navarro (VW Gol/Paraguay Racing), 197 voltas

Larissa Cruzeiro/João Lemos/Rogério Cruzeiro (Ford Ka/Classe A), 196 voltas

Wilton Pena/Jefferson Gomes/Eber Gomes (VW Gol/PaceCar Motorsport), 192 voltas

Thiago Oliveira/Thiago Rausis (GM Celta/AGB Preparações), 192 voltas

Wellington Justino/Rodrigo Cruvinel (GM Corsa/MG Sports), 168 voltas

Higor Hoffmann/Rodrigo Helger (GM Corsa/Ribecar), 165 voltas

Leandro Zandoná/Marco Romanini (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport), 148 voltas

Wanderley Faust/Fabiano Cardoso (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 148 voltas

Walter Lima/André Lima/Walter Lima Júnior (Ford Fiesta/Lemans Racing), 40 voltas