Di Grassi também corre

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CASCAVEL – Aí está o Lucas di Grassi, que dias atrás foi confirmado pela Audi em um de seus carros para toda a temporada do Mundial de Endurance – essa história já é conhecida e foi esmiuçada pelo Rodrigo Mattar no blog A Mil por Hora.

Ocorre que no mês que vem, uma semana antes dos testes coletivos oficiais que o Mundial terá em Paul Ricard, Lucas estará na pista em Interlagos. É outro reforço internacional de alto quilate no grid da corrida de duplas que vai abrir o campeonato da Stock Car. Ele será o parceiro do vice-campeão de 2013, Thiago Camilo, no carro número 21 da RCM-Ipiranga – o novo layout do carro, conforme vemos abaixo, foi revelado pelo Thiago no início do mês. O anúncio da parceria será feito dentro de instantes.

Di Grassi e Camilo. Outra dupla fortíssima nessa instigante novidade que a Stock Car bolou para abrir a temporada. Camilo, aliás, vem com uma sede de título que poucas vezes vi. Pode ter chegado, de fato, sua hora na categoria.

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F4 Sudam?

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CASCAVEL – Quem levantou a lebre foi a Cíntia Azevedo, do blog Velocidade Curitiba. Cito a situação toda na condicional, não sem antes manifestar a torcida para que seja verdade.

Algum grupo ou organização do Uruguai teria adquirido de Felipe Massa os carros da finada Fórmula Futuro, que passariam a integrar o grid de uma nova competição, cujo nome seria Fórmula 4 Sul-Americana. Corridas no Brasil, na Argentina e no Uruguai, pilotos idem, e aí estaria uma nova categoria-escola para automobilistas recém-saídos do kart.

O que poderia ser a nova F-4 tem até perfil no Facebook, como indica o Rodrigo Vicente.

Parece tudo muito fantástico, mas não custa dar uma bisbilhotada. Vai que é verdade.

Esquadra brasilis

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CASCAVEL – Esse é um levantamento que estou para publicar há três semanas e não consegui livrar um tempinho para fazer. Menos mal, veio mastigadinho no release do Rafael Durante. Serão onze os pilotos brasileiros (N.E.: no fim do post há um adendo a essa informação, que está errada) que vão disputar no domingo em Homestead a segunda etapa do FARA, que vem a ser o Formula & Automobile Racing Association. A Homestead 200, nome da corrida, vai acontecer no domingo, com largada às 14h locais, 16h em Brasília, e os 11 brasileiros, que optaram por correr em Miami em vez de formarem um time de futebol para um jogo amistoso com uma seleção de jornalistas e fotóegrafos, vão formar a equipe oficial da Ginetta.

Três deles estrearam em dezembro nas 500 Milhas de Miami: Adolpho Rossi, Alline Cipriani e Elias Azevedo, que no ano passado conquistaram um dos títulos brasileiros de Endurance. Adolpho e Alline, que já atuaram na Sprint Race e no Audi DTCC, vão pilotar um Ginetta G40. Elias, que já passou pelo Porsche GT3 Challenge, pelo Audi DTCC e pela Fórmula 3, vai revezar com o Joãozinho Gonçalves, campeão mundial de kart e ex-piloto do Audi DTCC e do Brasileiro de GT, a pilotagem de um G50 da Ginetta.

Esse modelo é igual aos que serão pilotados pelas duplas Caê Coelho/Luiz Arruda e Sérgio Laganá/Alan Hellmeister. Caê também correu no Brasileiro de GT e disputou o Porsche GT3 Challenge, categoria que em 2013 teve participação de Luiz em algumas etapas. Sérgio é outro que já passou pelo Porsche GT3 Challenge e pelo Brasileiro de GT, onde formou dupla com Alan, ex-piloto de F-3 e de Stock Car.

Rodolfo Toni e Rodrigo Mello, que no ano passado estrearam no Porsche GT3 Cup pela categoria Light, vão competir em Homestead com um Ginetta G50 Cup. Os dez pilotos já citados são paulistas. A lista de brasileiros inscritos traz ainda o catarinense Vicente Orige, campeão brasileiro de rali e piloto da Copa Petrobras de Marcas, vai competir sozinho com um Ginetta G55, esse da foto aí abaixo.

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Sucesso aos nossos compatriotas, pois, eles que têm aproveitado as vantagens e os atrativos que o automobilismo internacional oferece.

(ATUALIZANDO EM 21 DE FEVEREIRO, ÀS 12h49):

Gafe cometida é gafe assumida. Não serão onze os pilotos brasileiros na corrida. Os onze citados no post são os que vão defender o Team Ginetta USA. Há muito mais pilotos do país inscritos, conforme me alerta gentilmente o Carlos Eduardo Harmel.  “Devermos ter ao menos 30 pilotos brasileiros no grid, que está hoje com 95 inscritos em 8 classes”, diz o Harmel, que indica esse link aqui como subsídio para o levantamento que, enfim, terei de fazer tão logo quanto possível.

História cinquentenária

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CASCAVEL – Comentei dia desses qualquer coisa sobre o resgate histórico que o Pietro Tebaldi vem promovendo das coisas e causas do automobilismo de Cascavel. História que dia a dia ele distribui em seu perfil no Facebook.

Um dos assuntos que vêm sendo discutidos lá mesmo, no Facebook, pelo Pietro (eu jurava que era Xico) e por toda a galera que cultiva e cultua essa história é a criação de uma categoria para carros clássicos, que devolveria à pista os pilotos que fizeram sucesso nos anos 70 e 80. Muitos deles estão aí, com um pouco menos de melanina nos cabelos mas com uma vontade monstruosa de voltar a acelerar. Não arrisco palpites acerca da viabilidade da ideia, mas vendo esse vídeo com imagens das inúmeras categorias que já tiveram raiz pelas bandas de cá bate uma vontade danada de ver a coisa acontecer.

É de encher os olhos, o vídeo. Como também é de encher os olhos essa seleção de fotos que o próprio Xi… Ops!, o próprio Pietro preparou lá mesmo, na rede social – foi de onde surrupiei a que abre esse post, selecionada com critérios de total e óbvia parcialidade, embora não saiba quem tenha sido o piloto do Chevette #39. A galeria tem até uma foto minha quando fiz uma ponta no Paranaense de Endurance!, vejam só.

E, como a maioria de vocês já deve saber, essa rica e cinquentenária história está sendo contada em livro que os irmãos Alceu e Regina Sperança vão lançar nas próximas semanas. “Cascavel em Alta Velocidade – 50 anos de automobilismo”, é o nome do livro, uma obra coletiva que faz parte do Projeto Livrai-Nos! e cuja elaboração tem participação também do Jaci Pian, do Beto Pompeu, do Tebaldi, do Rolvi Martini e de um grande grupo de pilotos veteranos.

Porque aplaudir a história é bom, mas não basta. É preciso resgatá-la e preservá-la. E essa gente de Cascavel tem cumprido essa missão com louvores.

A alma do negócio

CASCAVEL – Peça publicitária que o Ronei Rech resgatou dos anos 70, bem propícia para o fim de semana que ora começa: promoção do então revolucionário Chevette. Imagino que o filmete, de um minuto, tenha feito corações baterem mais forte naquela época em que minha única ocupação era encher fraldas.

Tenho um desse, também. Vermelho, ano 77. Carrinho que vai ser a peça central de majestosa festa amanhã à noite. É a #LucFest2014.

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É ou não é?

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CASCAVEL – A foto aí acima mostra o Autódromo Internacional de Cascavel em seus áureos tempos, aqueles de que não participei no início dos anos 70, apinhado de torcedores que aproveitaram um invejável fim de semana de um grid inimaginável para os dias de hoje, um dos grandes momentos do esporte na cidade, certo?

Errado, apesar da imagem logo abaixo praticamente corroborar a falsa impressão de que se trata do mesmo lugar. A primeira foto nada mais é que uma brincadeira feita pelo Pietro Tebaldi (não era Xico?) no Facebook.

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Ele apenas inverteu a foto tirada durante uma corrida da Turismo Carretera argentina no circuito de Posadas, um grid invejável composto por 46 carros. Pietro eliminou a base da foto, para que o trote tivesse efeito. Ficou, de fato, parecidíssimo com o velho autódromo de Cascavel. Lembro de ter notado essa semelhança, apesar do sentido inverso, estando lá mesmo, no velho autódromo de Cascavel, onde o Caio Carvalho mantinha na velha lanchonete um velho televisor preto & branco (tudo era velho no velho autódromo, até o Caio), e foi em que P&B acompanhamos, no intervalo das baterias de um campeonato regional, uma corrida da velha Fórmula 3 sul-americana.

A foto original, sobre a qual o Tebaldi aplicou sua peraltice, é essa aí abaixo. Por falar no Tebaldi, vão faltar horas no dia em que eu dividir com ele uma mesa de boteco – pode ser na nova lanchonete do velho Caio… – para dele extrair migalhas de tudo que sabe sobre o automobilismo de Cascavel. Suponho que tenha a história toda catalogada tintim-por-tintim.

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