Penélope na latinha

CASCAVEL – Pela segunda vez no ano terei a meu lado numa transmissão do Porsche GT3 Cup Challenge um dos nomes que aceleram nas corridas da Fórmula Truck. Na etapa de maio, em Cascavel, foi o descontraído Pedro Muffato quem atuou como comentarista convidado na transmissão para o Terra e a Band. Na deste mês, que terá suas corridas no Velo Città no próximo dia 27, será a vez de Débora Rodrigues.

DEBORA

Faz uns dois anos que Débora e eu combinamos algo nesse sentido. Era etapa de Caruaru da Fórmula Truck, estávamos hospedados no mesmo conjunto de chalés e, em dado momento do happy hour, pedi licença à mesa porque tinha narração a fazer. Numa quinta à noite? Sim, ora. Alguma etapa do Paulista de Marcas & Pilotos tinha pingado à tarde no e-mail, o download do arquivo com as imagens editadas estava concluído e eu precisava armar minha traquitana técnica para gravar o áudio que seria enviado também por e-mail ao responsável pela edição do programa. Foi quando a Débora fez menção de quem um dia participaria de uma transmissão comigo.

Chegou o dia, Débora.

Tem sido bacana esse revezamento que adotamos na categoria neste ano. A segunda etapa, que também transcorreu no Velo Città, revezou dois nomes de outros campeonatos: Júlio Campos, que corre na Stock Car, foi piloto comentarista nas corridas da categoria Challenge; Danilo Dirani, um dos principais nomes do Brasileiro de Turismo, comentou as da Cup.

Pela primeira vez vou narrar uma corrida tendo uma mulher como comentarista – o que seguramente não é inédito nas transmissões brasileiras, posto que vez ou outra a Bia Figueiredo, também piloto (a versão “pilota” é admitida pela língua portuguesa), integra as transmissões da Fórmula Indy pelo Bandsports.

Anúncios

O baú do Vicaria

CASCAVEL – Olha que coisa legal o Bruno Vicaria foi buscar no baú sem fundo dele: um vídeo que ele próprio fez uns três ou quatro anos atrás, algo por aí, mostrando os bastidores da transmissão de uma corrida do Mercedes-Benz Grand Challenge (hoje não se usa mais o “Grand”) no Rio de Janeiro.

Eu na narração, o André Duek no comentário, o Fábio Viscardi, piloto de corridas e visita ilustre do dia, mandando mensagens mil via celular. Sempre faço questão de rever as corridas que narro, normalmente mais que uma vez, mas conteúdos como esse que o Vicaria ressuscitou são raridade absoluta.

Impressionante, do meu ponto de vista, a quantidade de coisas que esse vídeo mostra e faz lembrar e que já não existem mais.

Na latinha

Imagem

CASCAVEL – Ok, corpo descansado da última viagem, hora de pôr a cabeça na próxima jornada. Que não vai exigir viagem, já que a etapa desta semana da Fórmula Truck vai ser aqui, no quintal de casa, em Cascavel – a foto aí de cima, que surrupiei dos arquivos do Orlei Silva, mostra a largada da corrida do ano passado.

O “estouro”, como o colega Diego Kruger define em seu dialeto todo particular, já começou. E, em meio à agenda de atribuições jornalísticas da etapa cascavelense que abre a segunda metade da temporada, já pus na agenda a narração da corrida de domingo. O inconsequente do Ivan Luiz me escalou para transmitir a prova pela Capital FM. Vamos abrir a transmissão ao vivo às 12h30, meia hora antes da largada. Estaremos no ar pelos 102,7 e também no site da Capital. O Deivid Souza estará na reportagem de pista. Desta vez o Pedro Muffato não atua como comentarista, pelo óbvio motivo de estar na pista acelerando em busca do pódio prometido.

E aos que fatalmente vão me telefonar, mandar torpedos, sinais de fumaça ou DMs no Twitter pedindo credenciais, dois avisos: primeiro, ainda hoje vou lançar aqui no blog uma promoção valendo dois pares de credenciais de paddock, serão dois contemplados, um com cada par; segundo, afora esses dois pares de credenciais, não terei arrego nenhum a fornecer aos amigos, já vou pedindo que compreendam.

Cascavel na latinha

CASCAVEL – Costumo dizer que Cascavel vai dominar o mundo. Que já está dominando, aliás. Em todos os ramos de atuação, não é diferente naquele em vou vou tratando de me incluir.

Mais uma prova de que há tempos a cidade está tomando conta está desde ontem à noite no blog do Gomes. Só vi agora cedo. O nanico postou mais um vídeo garimpado pelo Alessandro Neri, que já faz por merecer uma estátua em tamanho natural pelo trabalho arqueológico que tem feito no resgate de vídeos dos bons tempos do automobilismo brasileiro.

Era de Cascavel que eu falava, e vendo a corrida de Fórmula 3 de 1994 em Interlagos que o Gomes postou percebo a presença do Ivan Luiz, meu parceiro aqui de Cascavel, na narração da corrida. E do João Carlos Gallo, outro irmão cascavelense, na reportagem de pista – o Gallo nos deixou no mês passado, sem dizer tchau. E tinha o Pedro Muffato na pista, também. A geração de imagens era da TV Tarobá, adivinhem de onde?,   e o departamento que tratava dessas externas na Tarobá foi desmembrado no início da década passada e virou Máster TV, que no fim de 2012 foi incorporada ao grupo CATVE, que responde pelas transmissões da Stock Car, da Fórmula Truck e de tantas outras séries. Um trabalho técnico comandado pelo Jorjão Guirado desde suas primeiras fases. Está tudo em casa, enfim.

Sempre que visito o Ivan lá na Capital FM acabamos trazendo a narração de corridas à mesa do café, ele conta uma história muito gozada de uma transmissão que vez lá dos confins da Argentina, não sei se foi a estreia dele. Parou de narrar corridas e foi tratar da vida, no que parece ter acertado, embora tenha se mostrado ótimo narrador.

O Leonardo Gomes, que não é parente do Flavio, me havia indicado esse vídeo ontem, acabei ficando com preguiça e não fui atrás de ver o que era. Era ouro.

Frio na barriga

SÃO PAULO – Ano passado, depois de perder um voo por questão de minutos, eu tratava lá em Cascavel de chegar a Curitiba para minhas atribuições no Brasileiro de GT, então Itaipava GT Brasil, quando o telefone tocou. Era alguém da chefia. “Você narra a corrida de domingo pela Band, ok?”. Ok, ué. “Sem problemas? Encara numa boa?”. Ora, claro que sim. Qual seria o problema?

É compreensível que a figura dócil que me disparou um telefonema de dentro do autódromo sem nem ter notado que eu não estava lá (vê-se que não faço muita falta…) esperasse um frio na minha barriga. Narrar corridas na televisão não me era exatamente uma novidade, em que pese meu ainda curto tempo no ramo. Já tinha feito algumas vezes, a primeira delas em 2006, uma etapa do Regional de Marcas ao vivo pela CATVE. Mas era, no caso dessa do ano passado, uma experiência inédita, numa tevê aberta de alcance nacional, por cujos microfones desfilam vários dos papas do assunto, Luciano, Téo, Nivaldo, muitos craques. Mas foi natural.

Não teve frio nem calafrio. Rolou natural, a transmissão, como rolariam outras tantas até o fim da temporada, sempre pela Band, na dobradinha com o despachado Tiago Mendonça (que, já disse isso a ele, tem tudo pra ser o próximo Reginaldo Leme nas transmissões de corridas). Teve uma corrida, não lembro qual, em que nós dois nos esbaldamos comendo pão-de-queijo em plena transmissão, não tinha muita crise, não. E houve também as transmissões ao vivo lá de Portugal, pelo finado Speed, e as deste ano pela Rede TV!, sem maiores pré-chiliques. Até a semana passada, quando recebi o briefing da transmissão do Brasileiro de GT em Campo Grande. O convidado especial para o comentário seria, foi, o Wilson Fittipaldi Júnior.

Nada contra o Wilsinho, claro, bem pelo contrário. É que trabalhar ao lado de um cara que representa um rótulo tão dourado quanto ele trouxe o frio na barriga que esperavam de mim um ano e meio atrás. Basta dizer que esse foi o sujeito que inspirou o irmão mais novo a arriscar umas primeiras aceleradas, lá nos idos. E o caçula, Emerson, ganhou o mundo, e a ele atribuem tudo que o automobilismo do Brasil ganhou de bom, e foi bastante coisa. Credite-se tudo isso ao Wilson, já ouvi o Emerson dizer, aqui mesmo em Interlagos, que sua motivação para o automobilismo foi o Wilson, a quem define seu ídolo. São 54 anos de mão na graxa, de dedicação ao automobilismo. Eu talvez não viva tudo isso, e o Wilson tem esse tempo todo pulando de pista em pista pelo mundo, sempre com histórias cativantes a contar. Junte-se tudo isso, tempere-se a gosto e ter-se-á o tamanho da minha responsabilidade para tocar uma transmissão ao lado do cara. Foi um bom batismo.

Num rápido exercício de memória, já narrei corridas tendo como comentaristas André Duek, Andrei Spinassé, Ângelo Giombelli, Cadu Tupy, César Barros, Diogo Pachenki, Eduardo Homem de Mello, Flávio Poersch, Ingmar Biberg, Lico Kaesemodel, Luiz Alberto Pandini, Max Wilson, Nonô Figueiredo, Raul Boesel, Rodrigo Hanashiro, Rodrigo Mattar (esse apareceu do nada, foi colocado no meu bate-papo com o Duek e a transmissão pela internet rolou num clima bem legal) e Tiago Mendonça. E, agora, Wilson Fittipaldi Júnior, com quem devo dobrar as corridas da próxima semana em Cascavel, também. Deve ter faltado alguém na lista, sempre falta.

Tenho estado bem acompanhado nas corridas, vê-se.

Fim de festa

SÃO PAULO – Trabalho encerrado aqui no Porsche GT3 Cup em Interlagos, daqui a pouco começa a etapa brasileira do Mundial de Endurance, lá embaixo há uns baitas carrões legais, abarrotados do que há de melhor na tecnologia.

Sem querer fazer média com o patrão, até porque duvido que o Dener saiba que eu tenho um blog, me impressiona a capacidade dessa categoria, a dos Porsche, de se superar mesmo quando não propõe nada de inovação. Só estando lá dentro de alguma forma para entender o que estou dizendo. Não vou dizer mais nada.

Enfim, eu dizia, daqui a pouco tem largada do Mundial de Endurance. Ou WEC, como queiram. Prefiro Mundial. Ontem arrisquei pelo sistema um aviso em inglês para a equipe do Tracy Krohn, que tinha acabado de arrebentar um Porsche na tomada de tempos da categoria Challenge, e o Sérgio Jimenez me detonou publicamente. Vou romper a sociedade com o Sérgio, inclusive.

Vou ver a largada do WEC, que é uma categoria sensacional mesmo para quem não se atrai por corridas de longa duração, como é meu caso, dar um tchau aos amigos e tomar o caminho de Cumbica. Janto em casa hoje, o que é sempre bom, e amanhã vou curtir o domingo – adivinhem! – num autódromo. Algum de vocês tem ideia de em quantos autódromos já estive só neste ano? Caso não, pesquisem. Isso, essa resposta, vai valer brinde bom em uma das promoções do blog logo, logo.

Tem Stock Car em Cascavel, afinal, algo que eu mesmo nunca presenciei, e depois da Stock Car haverá as corridas do Mini Challenge e da Copa Montana. Décima-oitava etapa de um campeonato, quinta do outro, respectivamente – foi um deslize, detesto ler e/ou escrever respectivamente. Também odeio e/ou, vê-se que estou numa fase ruim.

Quanto ao Mini Challenge, que vai começar às 10h45, e à Copa Montana, com largada às 13h15, as duas corridas terão transmissão ao vivo da CATVE. Convite irrecusável do Jorjão, estarei na narração das duas, com o Ângelo Giombelli como comentarista. Já fiz alguma transmissão com o Ângelo, seguramente, mas não lembro qual. A fase é ruim.

Quem não mora em um dos 50 ou 60 municípios que a CATVE alcança pode acompanhar a corrida também ao vivo pelo site da emissora.

Contra o tempo, sempre

Essa vida de trabalho com as corridas é bastante aprazível, quanto a isso ninguém com algum apreço pelo automobilismo e pela motovelocidade tem dúvida. Mas é bastante cansativa, também. Às vezes submete-nos a uma correria quase besta.

Estando cá em Cascavel, bem longe do eixo onde as coisas costumam acontecer e ser decididas, essa agenda contempla muitas horas em hotéis e aeroportos, o que faz uma diferença e tanto naquela cotinha de 168 horas semanais. Esta semana, por exemplo, no que diz respeito à pilha de papel esperando alguma atenção na minha mesa aqui na agência, terá durado escassas oito horas. É, uma semana de oito horas.

O lido com as corridas traz algumas atribuições, também. Muita gente ligada ao automobilismo tomou este modesto blog como fonte para acompanhar o processo de revitalização do autódromo de Cascavel, missão que penso ter cumprido com alguma dose de esmero e eficácia. E na hora H, no momento do grand finale, que foi a reativação prática com o movimentadíssimo evento da Fórmula Truck no início de agosto, lá estava eu bem longe de Cascavel, vivendo uma experiência inédita na minha ainda curta carreira como narrador de corridas, na transmissão do Copa Petrobras de Marcas em Jacarepaguá. Não vi e não vivi as coisas que aconteceram por aqui.

Domingo agora teremos outro momento histórico, a volta da Stock Car a Cascavel depois de 20 anos, um feito que mereceu meus pitacos lá no blog também, mesmo antes de sua confirmação – confirmação que aconteceu no exato instante em que eu voava para algum lugar, honestamente não lembro qual, para cumprir atribuições em algum evento de automobilismo. A cidade, ou a parte dela que vive o automobilismo, já está há alguns dias no clima da Stock Car e de suas categorias de suporte. Não tenho vivido essa expectativa. Passei os últimos seis dias envolvido com a inédita corrida da Fórmula Truck lá no interior da Argentina, em Córdoba, um evento do qual trouxe, para minha bagagem de vida pessoal, muitos fatores interessantes e positivos.

Cheguei em casa ontem, já tarde da noite. E amanhã cedo já encaro outro voo para São Paulo, Interlagos recebe a etapa brasileira do Mundial de Endurance organizada pelo Emerson Fittipaldi, e um dos eventos que atendo, o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, estará na programação de suporte à da corrida dos velocíssimos protótipos. Stock Car, Copa Montana e Mini Challenge terão seus pilotos e carros na pista de Cascavel já a partir da sexta-feira, não vou participar de nada disso.

De quase nada, na verdade. Consegui costurar uma agenda um tanto complicada – já é rotina… – para estar de volta a Cascavel no sábado à noite. No domingo, convite irrecusável do Jorjão Guirado, narro para a CATVE as etapas da Copa Montana e do Mini Challenge, o Ângelo Giombelli é quem estará ao meu lado nessa transmissão, que será disponibilizada não só aos dezenas de municípios abrangidos pela emissora, mas para qualquer ser humano que disponha de uma conexão de internet e disposição para acompanhar a corrida aqui pelo site.

E no meio da semana que vem já virá outra viagem, a Santa Cruz do Sul, de onde vou narrar para a Record News as corridas da terceira etapa do Moto 1000 GP. Mas com essa eu me ocupo a partir de segunda-feira. Antes disso, meus poucos neurônios serão compartilhados entre as causas e coisas de Porsche Cup, Porsche Challenge, Copa Montana e Mini Challenge. Além, é claro, da corrida histórica da Stock Car, onde minha única atribuição será assistir, acompanhar e, por que não?, torcer.

Tenho uma boa equipe na Stock Car, afinal.