A Turismo Nacional e suas novidades

TN 66

O VW Gol geração 7 do mineiro Luís Filgueiras e do paulista Rodrigo Moreno, um dos que vão compor a nova Classe 1 na temporada de 2018, teve sua montagem concluída na última semana.

CASCAVEL – A primeira temporada do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600, em 2017, saiu quase a fórceps. A competição deu aos pilotos dos campeonatos regionais e estaduais de Marcas 1.6 a chance de disputarem uma competição de âmbito nacional, com chancela oficial, a custos bem módicos se confrontados com os de quaisquer outras séries. Ainda assim, os grids ficaram aquém do esperado pelo promotor Ângelo Correa, é bem verdade. Foram 30 carros em Cascavel, 24 em Curitiba, 15 no Velo Città, 15 em Londrina e 52 na final em Interlagos – um salto numérico que se justifica pela incorporação dos carros do Paulista, já que as corridas valeram pelos dois campeonatos e era mais ou menos metade de inscrições em cada um.

No fim das contas, título brasileiro para os irmãos mineiros Leandro e Wanderson Freitas na classe A, título brasileiro para o paranaense Edson Bueno na classe B, um saldo financeiro incapaz de arrancar sorrisos ou suspiros apaixonados e uma certa dúvida sobre a sequência dessa história. Bem, a história vai ter sequência, sim. Pilotos de oito estados brasileiros, do Distrito Federal e do Paraguai abrem neste fim de semana a disputa pelos títulos de 2018, em um formato totalmente reformulado.

TN 00

Marcelinho Beux, cascavelense radicado no Paraguai, estreia na Turismo Nacional integrando a Classe 2A. Eu até ia mencionar o crédito do fotógrafo Daniel Gomes, mas não vou. Ele já fez isso.

A reformulação passou até pelo nome da competição, que passa a se apresentar como Turismo Nacional, uma importação nada disfarçada da consagrada versão argentina. A nova divisão em subcategorias contempla uma das missões a que o Ângelo se propôs quando assumiu o abacaxi de promover esse campeonato, que é a renovação da frota nacional de carros de corrida. O chamado surtiu efeito e pelo 14 novos carros estarão no grid da primeira etapa, sábado em Londrina. São carros fabricados de 2016 em diante, que passam a integrar a nova Classe 1. Há mais carros novos já montados e configurados, mas nem todos estarão no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Aos 14 carros da Classe 1 vão se juntar pelo menos 23 exemplares fabricados entre 1997 e 2015, os mesmos que compuseram as últimas décadas de história dos campeonatos de Marcas & Pilotos país afora. O levantamento que fiz, e que encerra o post, aponta para uma abertura de campeonato com 37 carros, o maior grid da ainda curta trajetória da Turismo Nacional – vale sempre lembrar que metade dos 52 que alinharam em Interlagos na metade de dezembro estavam inscritos no Paulista, e não no Brasileiro.

Muda, também, o formato das corridas. Em vez das duas baterias de meia hora e mais uma volta, como praticado em 2017, cada etapa passa a ter quatro baterias curtas, de 20 minutos. Os treinos classificatórios vão determinar a formação do grid da primeira e da terceira corrida. O resultado final da primeira vai ser reproduzido no grid da segunda, com inversão de algumas posições nas primeiras filas – um critério bem específico e sem contestações vai determinar a quantidade de posições para inversão –, e o mesmo vai ser feito com aplicação do resultado final da terceira para formação do grid da quarta. Por que tantas mudanças? Ora, teremos etapas bem mais movimentadas, com quatro largadas no mesmo dia, um ritmo presumidamente frenético dos pilotos do começo ao fim, já que não há muito tempo para recuperar terreno perdido. Quem vê as corridas no autódromo, ou quem as assiste pela internet e pela televisão, vai gostar bastante.

TN 177

Lúcio Seidel volta ao grid da Turismo Nacional, desta vez tendo Davi dal Pizzol como parceiro na pilotagem do Ford New Fiesta da Seidel Preparações, também na Classe 1. Outra foto do Daniel Gomes.

Uma das etapas, a de 1º de setembro em Interlagos, vai fugir desse formato. Os pilotos da Turismo Nacional vão largar para uma corrida de três horas de duração, dentro do Paulista de Marcas, que também vai inovar em formato. Haverá intervenções programadas do safety car para determinar as baterias de 40 minutos que serão validadas pelos dois campeonatos, e a partir da segunda intervenção quem estiver satisfeito vai poder recolher o carro e seus pontos na tabela, e quem quiser segue na disputa pela vitória no Endurance. Eu, por exemplo, vou até o fim da corrida. Ops!, falei demais.

Mencionei 37 carros. Poderemos ter bem mais que isso, é verdade, meu levantamento é informal e não tem qualquer vínculo oficial com a organização do campeonato. Os pilotos e carros que o #DataLuc alcançou para compor o grid da etapa londrinense – vários deles apresentados no perfil do campeonato no Instagram – estão relacionados a seguir.

TN 74

Vice-campeão da classe B em 2017, o carioca Francisco Paiva Júnior passa a competir na Classe 1 com o Fiat Mobi da Landerson Competições/Grupo TMC, já testado no Paulista de Marcas em janeiro.

CLASSE 1A

20 – Algacir Sermann/Rodrigo Tassi (PR/PR), VW Gol

33 – Pablo Alves (GO), Fiat Mobi

46 – Thiago Tambasco (MG), GM Onix

54 – Fabiano Cardoso/Rafael Lopes (RS/SP), Hyundai HB20

66 – Luís Filgueiras/Rodrigo Moreno (MG/SP), VW Gol

74 – Francisco Paiva Júnior (RJ), Fiat Mobi

87 – Gustavo Mascarenhas (MG), Fiat Uno

89 – Lucas Inoue (PR), VW Gol

99 – César Bonilha (PR), VW Gol

177 – Lúcio Seidel/Davi dal Pizzol (PR/PR), Ford New Fiesta

446 – Edson do Valle/Gabriel Correa (GO/GO), Ford New Fiesta

 

CLASSE 1B

8 – Ricardo Lima (BA), VW Gol

219 – Ted Barbirato (GO), VW Gol

357 – Gustavo Veronez (GO), Citröen C3

 

CLASSE 2A

0 – Marcelo Beux (PR), GM Celta

3 – Paulo Bento (PR), GM Celta

8 – Leandro Zandoná/Paulo Pizzoni (PR/PR), Ford Fiesta

9 – Alexandre Seda/Paul Lanfredi (RJ/RJ), GM Celta

17 – Wanderlei Berlanda Jr. (PR), VW Gol

31 – Thiago Azalini (DF), GM Celta ou Ford Ka

64 – Lorenzo Massaro/Thiago Klein (PR/PR), VW Gol

71 – João Lemos (POR). Ford Fiesta

77 – Wanderson Freitas/Leandro Freitas (MG/MG), VW Gol

92 – Lamartine Pinotti/Marcelo Camacho (SP/SP), GM Corsa

107 – Edson Bueno (PR), VW Gol

111 – Thiago Messias (RS), GM Celta

113 – Kadu Silva (PR), VW Gol

133 – Gustavo Magnabosco (PR), Fiat Palio

414 – Diogo Lapena (SP), VW Gol

 

CLASSE 2B

22 – Danilo Gandelim (SP), VW Gol

30 – Wenes Carvalho (PR), VW Gol

38 – André Jacob (PR), VW Gol

42 – Larissa Cruzeiro/Rogério Cruzeiro (GO), Ford Ka

100 – Mateus Biriba (GO), Ford Ka

115 – Carlos Machado (PB), GM Celta

118 – João Paulo Naumes/Alisson Nuremberg (PR/PR), VW Gol

332 – Mario Garibaldi Filho (PR), VW Gol

turismo nacional

Em foto do zoiudo Vanderley Soares, a largada da etapa final de 2017 em Interlagos, quando a junção dos campeonatos Paulista e Brasileiro resultou num grid de encher os olhos e a pista.

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Os ‘opaleiros’ no Opala do líder

PIMENTA 1

Com duas vitórias, um segundo e um terceiro em quatro corridas, Pedro Pimenta é o líder da terceira temporada da Old Stock Race, que terá sequência no dia 20 de maio em Interlagos.

CASCAVEL – Desde que conheço o Pedro Pimenta, e lá se vão 14 anos de amizade, sempre o achei um grande marqueteiro. Predicado essencial a quem, como ele, se dispôs a viver do automobilismo. Se não for marqueteiro dos bons, não consegue, e o Pimenta tem conseguido já há 32 anos.

Em janeiro último, mudei um pouco meu conceito sobre o Pimenta. Não, não deixei de tê-lo na conta de um grande marqueteiro. Talvez tenha eliminado o tom pejorativo que o adjetivo pudesse carregar. É que depois, depois de uma vitória, vi o Pimenta às lágrimas. E lágrimas, já escrevi isso em outra ocasião, são a régua mais fiel para qualquer medição.

Pimenta chorou com gosto, e não fez questão de disfarçar, depois de ganhar as duas corridas que abriram a temporada da Old Stock Race em Interlagos. Eu estava lá para correr também, em outras categorias, e vi de perto, depois dos gestos que já são quase rito obrigatório depois das corridas de Opala, aquele senhor de 56 anos, líder de um campeonato badalado como o dele, se desmanchando em lágrimas, quase soluçando.

PIMENTA 2

A já tradicional reverência aos torcedores depois de cada etapa da Old Stock Race, a que Pimenta faz menção no vídeo aí abaixo. Vi-o aos prantos pouco depois do Rodrigo Ruiz produzir essa foto.

O Pimenta é um cara que ama o que faz, sem eufemismos. De um modo irritante, para quem não tem o nível de perfeccionismo que ele sempre busca alcançar. Compartilhou isso comigo numa quase madrugada lá mesmo em Interlagos, poucas horas antes de seu choro compulsivo, quando me levou para a pista de carona num carro de rua e abreviou em boa parte o trabalho que eu teria de fazer.

Enfim, faltando pouco menos de um mês para a terceira etapa da Old Stock e líder isolado do campeonato, o Pimenta publicou há pouco em seu perfil no Facebook um vídeo conclamando os integrantes de clubes do Opala, desses que existem em todo o Brasil, a integrarem o layout de seu carro de corridas. Uma retribuição, como ele definiu. Bem, não sou eu quem vai contar a história. Ouçam o próprio Pimenta.

F-3 x F-4. Sobra alguém?

FORMULA 3

A Fórmula 3 Brasil chegou ao fim de 2017 com meia dúzia de carros no grid, literalmente. É o patamar que pilotos e equipes esperam alcançar para que a temporada comece no Velopark. Será que dá?

CASCAVEL – Fiz uma postagem hoje na internet sobre o indicativo de cancelamento das corridas que abririam (ou abrirão) neste fim de semana no Velopark a temporada da Super Fórmula Brasil, novo formato da Fórmula 3. Algumas dezenas de comentários pingaram na postagem, uma ou outra fazendo menção à necessidade de providências por parte da Confederação Brasileira de Automobilismo – eu mesmo havia escrito que a situação é preocupante e que exige atenção especial do presidente Waldner “Dadai” Bernardo e de seu séquito.

Os comentários ali registrados vieram de gente bastante qualificada no meio das corridas, inclusive, mas que aparentemente não vão lançar à mesa uma solução milagrosa capaz de manter viva a Fórmula 3, ou a Super Fórmula Brasil. E, conforme eles mesmos observaram, os participantes da postagem, não é função da CBA promover campeonatos, muito embora seja ela o primeiro alvo das cobranças quanto algum gato sobe no telhado – e, em que pesem as trocas de e-mails e telefonemas que acontecem neste exato momento na tentativa de se manter o evento de sábado e domingo no Velopark, o gato da F-3 subiu telhado.

É o fim? Torcemos obviamente para que não, embora o processo de sobrevivência dependa de uma lista enorme de fatores, alguns deles óbvios, como entendimentos entre as equipes participantes e os promotores, ou das equipes participantes com elas próprias e também com os pilotos que aguardam, cada um com um pé atrás, o desfecho que essa novela vai ter.

Falei rapidamente com o Dadai ao fim da tarde, em meio à sua agenda doida que deve ser coisa normal para um presidente de CBA. A entidade deu, sim, especial atenção à F-3 brasileira em sua gestão. Não só isentando totalmente as taxas de realização do campeonato, mas também com o trabalho de corpo a corpo com promotores de eventos para que as etapas das duas últimas temporadas acontecessem. No último ano, por exemplo, a categoria integrou etapas do Porsche Cup, do Endurance Brasil e da própria Stock Car, com quem ainda pode dividir programação nos próximos dias em Nova Santa Rita.

Houve mais, eu preciso lembrar. O gaúcho Pedro Goulart disputou a última temporada da classe de acesso Academy totalmente custeado pela CBA, como prêmio pelo título brasileiro de kart que conquistou em 2016. Mesmo prêmio que seria (ou será) pago ao paulista Lucas Okada em 2018 pelo título de kart do ano passado. Um investimento planejado para mais que o dobro na temporada que estaria prestes a começar, aliás: o nipo-mineiro (criei essa definição agora) Ígor Fraga, por ser o atual campeão da Academy, passou o réveillon comemorando a temporada custeada pela CBA na classe principal em 2018. Um prêmio que deverá ser reconfigurado – repaginado, para usar um termo que usam bastante – se a Super Fórmula Brasil não vingar. Sem questionar o mérito dos pilotos que fazem por merecê-lo, esse prêmio me parece uma ação desproporcional diante do que a CBA oferece como fomento a pilotos e campeonatos. Impressão minha, apenas, que agora compartilho com vocês.

FORMULA 4

Os carros da antiga Fórmula Futuro, iniciativa de Felipe Massa no início da década, serviram até ano passado à Fórmula 4 sul-americana, campeonato que teve gerenciamento dos dirigentes uruguaios.

E, em meio às dúvidas quanto à sobrevida da F-3 sob seu novo nome, surge também a iminente retomada da Fórmula 4 no Brasil. Ora, é viável que se tente fomentar um novo campeonato se o atual vai tão mal das pernas? Considero, nessa minha questão, o fato da F-4 ser praticamente a mesma coisa que a F-Futuro que Felipe Massa empurrou com o peito por três anos no Brasil, de 2010 a 2012, até descontinuar o campeonato e transferir o espólio da categoria a dirigentes uruguaios, que fizeram o que lhes esteve ao alcance até o ano passado – e ficou nisso. São desafios distintos, e Dadai assume sem problemas que a CBA está envolvida, sim, nessas tratativas. Não deveria ser diferente, afinal. Tratativas que passam, também dentre uma lista imensa de fatores, pelos projetos de viabilização da verba para subsídio e pela definição de um promotor. Imaginei que isso, a escolha de um promotor, já tivesse acontecido, a julgar pelo que comentaram pessoas íntimas do automobilismo na postagem que citei lá no primeiro parágrafo, sugerindo que um anúncio a respeito está saindo do forno.

Não, nem perto disso, segundo o Dadai, e aí me ponho a pensar que o assunto Fórmula 4 pode na verdade estar desmembrado em dois. Um, o que meus colegas de internet sugeriram em seus comentários, talvez contemplando os carros que eram da F-Futuro do Massa e que serviram ao gerenciamento uruguaio da F-4, e outro, esse que a CBA tenta colaborar para que saia do papel, com carros fornecidos pela Tatuus ou pela Mygale, que são fábricas homologadas pela FIA, e que seria um campeonato com custos similares aos do kart, talvez até menores.

É um balaio-de-gato em que se faz conveniente a teoria do copo meio cheio ou meio vazio. No que tange à possibilidade do Brasil ter uma Fórmula 4 exercendo de fato o papel de categoria-escola para os garotos recém saídos do kart e que sonham com a Fórmula 1, o copo está meio cheio – são garotos que, nos últimos anos, têm direcionado suas carreiras a séries de turismo como a Sprint Race, a Stock Light ou o Brasileiro de Marcas. Diante da situação de penúria da ex-Fórmula 3, está meio vazio.

Qual seria a fórmula do sucesso?

FORMULA 3a

A Fórmula 3 enfrentou momentos bastante críticos no Brasil na última década. A torcida é para que a crise da vez não seja a última. Ainda acredito que poderemos ver os carros na pista no Velopark.

Enfim, a Gold Classic!

GOLD CLASSIC - GAUCHO

As equipes da Classic Cup do Rio Grande do Sul já trataram de colocar a Gold Classic em sua agenda de eventos para 2018. Maioria desses belos carros estarão no nosso grid no dia 17 de novembro.

CASCAVEL – Faltam ainda sete meses para o evento propriamente dito, o que não significa que o trabalho em torno da Cascavel de Ouro tenha de esperar. Pelo contrário, ele já começou e já nos tem consumido muito. A 32ª edição da corrida vai acontecer no dia 18 de novembro, com premiação recorde de R$ 150 mil, transmissão ao vivo na tevê, tudo aquilo que já é sabido pelos pilotos dos carros de Marcas 1.6 em todo o país – aliás, neste ano a categoria passa a ser oficialmente tratada como Turismo Nacional, para efeito de Campeonato Brasileiro.

Bem, a programação da Cascavel de Ouro terá mais atrações. Entre elas, as corridas da sétima e penúltima etapa da Sprint Race Brasil. Essa não nos dá trabalho algum. Pelo contrário, a trupe do Thiago Marques já traz a festa prontinha da sede em Curitiba, nosso único trabalho é alocar os carros nos boxes e os treinos e corridas na tabela de programação, tarefas que já estão devidamente cumpridas. Outra atração é a Gold Classic, um torneio para carros antigos que vai ter duas corridas na véspera da Cascavel de Ouro, dia 17 de novembro. É a ela, à Gold Classic, que o post se destina.

GOLD CLASSIC - MIGUEL BEUX

Miguel Beux, de Cascavel, fará na Gold Classic a estreia em corridas do Avallone-Chevrolet ao qual tem se dedicado nos últimos 12 anos. O carro já protagonizou demonstrações em várias pistas.

Pois bem, a ideia de trazer os clássicos para a pista em Cascavel não é nova. Falo nisso desde a edição de 2015. Expus isso ao Edson Massaro depois da última Cascavel de Ouro e ele, promotor do evento e entusiasta de qualquer coisa relacionada ao automobilismo, topou na hora. Fez mais: me encarregou de fazer o negócio acontecer, motivo pelo qual aproveitei as corridas que fiz no Paulista de Automobilismo entre dezembro e fevereiro para contatar diretamente as equipes de lá a respeito. Trouxe de Interlagos um bom pacote de sugestões a respeito. Num segundo momento as equipes do Rio Grande do Sul também passaram a fazer parte da conversa, e em seguida as de Minas Gerais e as de Londrina, onde neste ano ressuscitaram a boa e velha Speed Fusca, mais boa que velha.

A primeira coisa foi configurar um regulamento técnico que contemplasse todo mundo. Não é intenção de ninguém fazer com que as equipes modifiquem seus carros para disputar um torneio de fim de ano em Cascavel. O Paulo Nazzari, que é comissário da Federação Paranaense de Automobilismo, acabou debruçado sobre os regulamentos técnicos de todos esses campeonatos que citei. Combina daqui, compara dali, e o Paulo formatou um regulamento próprio para a Gold Classic. Serão sete as categorias em disputa: Força Livre, Gran Turismo Super, Gran Turismo Light, Turismo Super, Turismo Light, Gold Speed Fusca e Gold Fusca Cup. As cinco primeiras podem ser tratadas pelas siglas FL, GTS, GTL, TS e TL, que no mundo dos vivos podem não ter muito sentido, mas são bem familiares aos pilotos e às equipes.

GOLD CLASSIC - NENE FINOTTI

Nenê Finotti, de São Paulo, vai disputar a Gold Classic a bordo de seu invejável Porsche 550. Sua equipe, a LF Preparações, terá vários outros modelos no grid. Acho que com pilotos de Cascavel, inclusive.

Uma das dificuldades que encontro quando vou correr em São Paulo está sanada para a Gold Classic, que é o pouco tempo de pista. A programação prevê cinco sessões de treinos livres de meia hora, mais uma tomada de tempos classificatória e as duas corridas, cada uma com 30 minutos e mais uma volta. O chefe de uma equipe já me disse que os treinos livres são excessivos. Respondi-lhe que melhor sobrar, como aqui, que faltar, como em Interlagos. Os pilotos não precisam participar de todos os treinos, mas acho melhor que tenham todas essas sessões disponíveis para trabalharem quanto e como acharem melhor.

A Cascavel de Ouro vai fechar um fim de semana prolongado – 15 de novembro, feriado nacional alusivo à Proclamação da República, vai ser dia reservado a treinos extraoficiais com cronometragem na pista de Cascavel. Em princípio, só para a Cascavel de Ouro. Havendo demanda das equipes da Gold Classic, já com a prévia concordância do Massaro, teremos no feriado duas horas de pista liberada para os antigos e furiosos. Não sei se já disse, mas a programação oficial da Gold Classic será toda desenvolvida nos dias 16 e 17. Três treinos livres na sexta, ficando o sábado reservado a mais dois treinos livres, à tomada de tempos e às duas corridas. Fica o domingo para as equipes de fora, que serão a grande maioria, destinarem à viagem de volta. Mais um problema resolvido.

GOLD CLASSIC - WESSLER COMPETICOES

Parte do “arsenal” da Wessler Competições. A equipe do Stanley Wessler vai integrar o grid da Gold Classic. O meu carro está ali no meio, o Fuscão vermelho com que consegui minha primeira vitória.

Outro empecilho que me foi manifestado nesse contato prévio com as equipes estava atrelado ao valor da taxa de inscrição, previamente anunciado em R$ 1.000 por carro – pode haver inscrições individuais ou em dupla, a inteiro critério dos participantes. Piloto sempre vai achar que a inscrição é cara, eu também acho quando vou correr. Busquei um meio para isso, também. Assim, quem efetuar sua inscrição até dia 31 de julho paga R$ 650. A partir de 1º de agosto voltamos aos R$ 1.000 previstos no regulamento desportivo.

Uma coisa que ainda não podemos bater no peito para confirmar é a transmissão das corridas da Gold Classic na TV e na internet. O que dá para afirmar é que temos tratado do assunto. Palpite meu, teremos essas corridas mostradas para o mundo inteiro. Os pilotos que não vierem vão poder acompanhar de casa o nosso torneio e se arrepender de terem deixado a participação para 2019.

Meu palpite para o grid de 17 de novembro? Hum… 50 carros.

GOLD CLASSIC - BETO LACOMBE

Beto Lacombe, do Rio Grande do Sul, fez questão de ser o primeiro a se inscrever na Gold Classic. Vem com o Gol BX da Lacombe Motorsport, puxado por um motorzão de 216 hp, na classe Força Livre.

Por fim, sobre o regulamento técnico: ele já existe. Os que tiverem interesse em consultá-lo podem solicitar o envio com mensagem para o meu e-mail, lucmonteiro10@gmail.com. Os que têm meu número de WhatsApp podem solicitar o regulamento por lá, também, e já o receberão no ato.

Abaixo, repico as fotos de alguns dos carros que deveremos ver em ação no feriadão de novembro no circuito mais veloz do automobilismo brasileiro. Vai ser uma festa para saudosista ou antigomobilista nenhum colocar defeito. E um grande aperitivo para a maior Cascavel de Ouro de todos os tempos.

 

Na íntegra: Porsche Carrera Cup 2018, 2/9

CASCAVEL – Foi um fim de semana movimentado, como são todos, no Porsche Cup Brasil 2018. As corridas da segunda etapa, no sábado, reservaram momentos bastante interessantes para os fãs das corridas, estivessem eles no autódromo de Interlagos ou atentos à transmissão ao vivo pelo YouTube, que narrei ao lado do Tiago Mendonça e do Guilherme Bantel, sobre o show de imagens proporcionado pela Master/CATVE.

O cronograma submeteu a transmissão a duas entradas distintas, uma com as primeiras corridas de cada uma das categorias – Porsche Império Carrera Cup, abrindo a programação, e Porsche Império GT3 Cup, logo em seguida. A transmissão segue reproduzida aqui no blog, como sempre.

Houve um intervalo, que no autódromo foi destinado ao V-Power Racing Day, uma atividade que levou à pista para um passeio dezenas de proprietários de exemplares da Porsche, e que serviu também para um contato rápido com aquelas pessoas que vejo uma vez por mês. Aí voltamos, Mendonça, Bantel, eu e toda a rapaziada da geração de imagens, para a segunda corrida de cada categoria.

A próxima etapa, terceira das nove que integram o calendário, vai acontecer de novo em Interlagos. O autódromo de Goiânia, sede original, passa por obras de reforma, motivo da mudança. Corridas de 12 de maio, dia em que duas celebridades do automobilismo brasileiro farão aniversário, e uma delas é o próprio autódromo de Interlagos.

Na íntegra: Sprint Race 2018, 1/8

CASCAVEL – Sem muitas delongas, porque a semana é curta e está bem atribulada, segue aqui o VT com as corridas da primeira etapa da Sprint Race Brasil na temporada de 2018, disputadas no dia 31 de março. Eram corridas previstas para o anel externo do Autódromo Internacional de Curitiba, mas o tempo instável forçou a organização do campeonato a transferir a disputa para o traçado misto. A chuva – que não veio durante as provas – empoça muita água exatamente no trecho de junção dos dois traçados, por isso a mudança.

Esse VT foi exibido ontem pela PlayTV e pelo BandSports. A próxima etapa, dia 6 de maio, vai marcar a estreia da Sprint Race no circuito uruguaio de Rivera.