16 anos depois, as 6h de Guaporé!

GUAPORECASCAVEL – Recebi do Telmo Júnior Pereira, da Associação Guaporense de Automobilismo, um convite acompanhado de boa notícia: as Seis Horas de Guaporé serão retomadas em 2016. O convite seria para correr, o que é praticamente certo que não vai acontecer, mas uma ida à Serra Gaúcha para acompanhar isso de perto sempre é opção a considerar. E vai ser dia 20 de agosto, mês de Olimpíada e, por isso, com pouca corrida, penso que vai ser fim de semana sem trabalho. Vou a Guaporé.

A foto que ilustra esse post não é das Seis Horas. É de uma das etapas de 2015 do bom e sólido Gaúcho de Endurance, copidesquei-a do site Bate Roda e não sei a qual fotógrafo creditá-la (cabe lembrar que o regulamento da corrida em Guaporé é restrito a carros de turismo e não admite a presença de protótipos, ao contrário do que a foto pode sugerir). A última edição das Seis Horas, segundo conta o Telmo, aconteceu no ano 2000. No século passado, portanto. A deste ano vai acontecer no dia 10 de setembro (quando da postagem original a data prevista era 20 de agosto, atualizei esse dado tempos depois), com largada às quatro da tarde. A inscrição é cobrada por carro, e não por piloto, o que torna a participação um tanto mais em conta: são R$ 1.500 por carro para quem confirmar inscrição até dia 1º de agosto; nas três semanas finais a taxa será de R$ 2.000, ainda assim bastante em conta. As equipes podem inscrever até quatro pilotos em um carro.

Cada piloto terá de conduzir o carro por pelo menos uma hora na corrida, exceção óbvia aos casos de abandono. Não será aceita a inscrição de um mesmo carro em mais de uma categoria. Os pilotos, esses sim, poderão se inscrever em mais de uma categoria. E todo mundo que chegar ao fim da corrida receberá troféus no pódio, na mesma cerimônia que vai premiar os três melhores duos, trios ou quartetos de cada classe.

Cada carro inscrito terá direito a uma placa indicativa padronizada com o nome da prova, o número do carro e o nome dos pilotos, para identificação nos boxes. Durante o briefing serão sorteados vales-combustível, vales-hotel e vales-alimentação, entre outros vales e brindes, entre os pilotos participantes. Antes da largada, todos os carros com o melhor tempo de suas categorias serão alinhados na primeira fila para cerimônia de entrega dos troféus de pole position.

A corrida terá subdivisão em três categorias. Três delas antecipam detalhes técnicos no convite enviado pelo Telmo: Super Turismo – motores aspirados e turbo até 2.100 cc, de 8 ou 16 válvulas, peso mínimo de 950 kg, admissão de câmbio sequencial e de alterações no assoalho e no posicionamento de motor e câmbio, rodas com aro até 18 polegadas, pneus slick, freios e amortecedores livres; Turismo 2000 – motores aspirados até 2.100 cc, com peso mínimo de 950 kg para os de motor de 16 válvulas e de 800 kg para os de 8 válvulas, permissão para câmbio nacional, rodas com aro até 13 polegadas, pneus slick, freio e amortecedores livres; Turismo 1600 – motores aspirados até 1.650 cc, peso mínimo do carro de 800 kg para os de 8 válvulas e de 850 quilos para os 16 válvulas, rodas com aro até 13 polegadas, pneus slick, freio e amortecedores livres. As outras três categorias são Marcas 1.6, Marcas 1.4 e Copa Fusca, que oferecerão às equipes o mesmo regulamento técnico do Campeonato Gaúcho de Automobilismo.

Não seria má ideia, até, chamar três amigos para rachar a conta e inscrever o Escort #66 na corrida. A obrigatoriedade dos pneus slick me espantou antes mesmo de pensar direito na ideia. Teríamos de mudar o carrinho todo.

Pilotos e equipes interessados têm à disposição, para mais informações a respeito da prova, os telefones (54) 3443-1110 e 9669-6469.

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Cascavel na pista com #Bitten22

CASCAVEL – A movimentação da velocidade no fim de semana fica por conta das 500 Milhas Brasil, evento tradicional da nossa motovelocidade que chega em Interlagos à 19ª edição. A programação será aberta amanhã, com treinos livres, e a corrida de domingto terá largada ao meio-dia, para 187 voltas.

BITTENComo todo bom evento do esporte motor, as 500 Milhas não ficariam sem uma presença de Cascavel. E caberá ao Lucas Bittencourt bem representar a cidade que está prestes a dominar o mundo. Ele vai disputar a prova com uma Kawasaki da Paulinho Superbike, mesma equipe que defende no Campeonato Brasileiro de Motovelocidade e pela qual terminou a temporada de 2015 como terceiro colocado na classificação geral. O número da moto seria o mesmo 22 que Lucas usa no Moto 1000 GP. No fim, por questões de secretaria, a equipe teve de adotar o 66 (gostei!), que é do paulista Marcus Trotta. Lucas e Marcus vão revezar a pilotagem da moto com Victor Moura e Ives Moraes.

A bem da verdade, é a primeira participação do cascavelense na prova. Ele chegou a abrir participação nos treinos da edição do ano passado, mas teve de voltar à cidade às pressas, antes da prova, por conta de um problema de ordem pessoal. Ele compete em Interlagos com apoio de Farmácia Nova Formula, Elemento Puro, Twenty Twos, Distee Distribuidora e Autêntica MultiSeg Corretora de Seguros.

Que traga o troféu a Cascavel, pois.

Na íntegra: Três Horas de Joaçaba

JOACABACASCAVEL – Digno de todo o aplauso o esforço de todo mundo que moveu no mínimo um palito para a realização das Três Horas de Joaçaba. Acompanhei de longe os preparativos todos por alguns meses, como já contei aqui, e o resultado de tantas mangas arregaçadas foi um domingo do qual o automobilismo catarinense não vai esquecer tão cedo. Talvez nuna esqueça.

Depois de 136 voltas, a vitória foi de Fausto de Lucca/Gustavo Magnabosco. O resultado completo – ilustrado, inclusive! – está nesse link aqui do Poeira na Veia, página boa e especializada no assunto, é do nosso Francis Trennepohl.

Acabei não conseguindo estar em Joaçaba e sequer consegui acompanhar a transmissão do evento ao vivo pela internet. A transmissão tem narração do Juca Bala e segue reproduzida aí abaixo.

As Três Horas de Joaçaba, aliás, instigaram os piloto. Vários deles já pleiteiam a realização de um campeonato de longa duração e manifestam preferir esse que oferece muito mais tempo de atividade em pista e tem o que já estão tratando como “atmosfera diferente”, ao já tradicional Catarinense de Velocidade na Terra, mais dispendioso por ter mais etapas e de programação mais enxuta. Tenho notado que a Fauesc, federação de automobilismo de lá, tem boa aceitação entre pilotos e equipes. Tudo indica que vão todos acelerar na mesma direção.

E não deixo de estar em Joaçaba na edição do ano que vem – não se comete o mesmo pecado duas vezes. Ou vendo, ou escrevendo, ou cuidando ao almoço, ou correndo. Tanta coisa vai mudar até ano que vem que não arrisco prognósticos mais detalhados.

Nomes e cores: Marcas & Pilotos-Cascavel 2016

MARCASCASCAVEL – Falta um mês para os treinos que vão abrir a programação da primeira etapa do Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos em Cascavel – as corridas vão acontecer em 28 de fevereiro e desde já está todo mundo convidado a participar do evento no Autódromo Zilmar Beux. Haverá também a categoria Turismo 1600, que apresentei aqui no blog nesse post de domingo, e a promissora Copa Cascavel de Motovelocidade, nova empreitada do Orlei Silva, e dessa pretendo falar nos próximos dias.

Falta um mês, ainda, e a lista que trago aqui deverá aumentar nesse meio-tempo. Havendo confirmação de novos nomes, serão acrescentados aqui mesmo. Na publicação original de hoje, 26 de janeiro, são 20 carros no grid das categorias A e B.

Maioria das fotos de pista que ilustra o post são da Sandra Zama. Também tem uma da lavra do Sérgio Sanderson e uma outra que alguém sacou com um telefone celular, porque o carro é novo e ainda está na oficina – vocês vão identificar facilmente a autoria do material. Essa aí acima, abrindo o bate-papo, é do acervo do Cleocinei Zonta. Enfim, sem firulas, conheçamos os nomes que vão disputar os títulos metropolitanos da A e da B nas seis rodadas duplas de 2016.

2 – Júnior CAÚS (A)

MARCAS 02 - JUNIOR CAUSEsteve no primeiro pódio da história do Metropolitano de Marcas & Pilotos, em 2001. Foi terceiro colocado com um GM Chevette. Eu teria arriscado afirmar a qualquer tempo que foi o único a participar de todas as corridas da história da competição, mas ele próprio me confirmou, durante confraternização de dias atrás, ter ficado fora de duas ou três corridas nesse tempo todo. Campeão em 2009 e dono de alguns vice-campeonatos, um deles conquistado em 2015, Edoli Pedro Caús Júnior é (por enquanto…) o único piloto da Caús Motorsport para a temporada que começa no mês que vem. A preparação do GM Celta número 2 segue a cargo de João Caús, seu sempre calado primo.

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3 – Thiago KLEIN (A)

MARCAS 03 - THIAGO KLEINO primeiro título chegou, enfim, em 2015. Foi o ano da afirmação de Thiago Miola Klein no cenário automobilístico, sobretudo pelo fato de, no meio da temporada, ter vencido em Goiânia uma etapa do Centro-Oeste de Marcas & Pilotos que reuniu 56 carros no grid. Para o campeonato que começa no mês que vem, em que defenderá pelo segundo ano seguido a Paraguay Racing, troca o VW Gol pelo Ford Fiesta – esse da foto, com que Odair dos Santos e Leandro Reis disputaram a Cascavel de Ouro –, mantendo o número 3 no parabrisa e nos acrílicos laterais. A equipe tem suporte técnico da Stumpf Preparações.

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8 – Leandro ZANDONÁ (A)

MARCAS 08 - LEANDRO ZANDONACampeão em 2014, enfrentou dissabores na última temporada e viu sua chance de um novo título ruir de vez a partir da ausência na quarta etapa, por força de uma viagem a trabalho – o regulamento desportivo estipulava que apenas pilotos que participaram de todas as etapas receberiam as cobiçadas bonificações nas duas rodadas duplas finais. A temporada aquém dos sonhos terminou com um acidente que destruiu seu carro em Guaporé no início de dezembro, no Festival Brasileiro de Marcas. Fez menção de parar de correr, até agora não confirmou a ninguém que vá participar. Aposto que vai, com o Ford Fiesta da Ferrari Motorsport.

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13 – Caíto CARVALHO (B)

MARCAS 13 - CAITO CARVALHOA estreia no automobilismo, em 2015, aconteceu quase por acaso. Tanto que ficou sabendo através de terceiros que participaria de uma das etapas do Metropolitano na categoria N, com um Ford Escort. A partir disso, já integrando o grid da classe A, Caio César Carvalho aproveitou tanto quanto pôde as instruções que recebeu do experiente André Bragantini Júnior, assumiu bom ritmo e abre sua primeira temporada completa acreditando que pode, sim, disputar o título da categoria B. Seu carro será o GM Celta número 13 da Sensei Sushi Bar-Sorbara Motorsport, o mesmo com que venceu a última etapa do campeonato passado tendo André como parceiro.

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14 – João Paulo GELAIN/Marcelo BEUX (B)

MARCAS 14 - JOAO GELAIN-MARCELO BEUXOs dois utilizam a bandeira do Paraguai nos macacões e na identificação do carro. Mas são paranaenses – João Paulo nasceu em Palotina, enquanto Marcelo é cascavelense. A reverência ao país vizinho vem do fato de exercerem lá suas atividades profissionais. Tal qual ocorreu em 2015, Marcelo vai disputar todas as etapas, coordenando na pista o desenvolvimento do VW Gol da Speed Car, enquanto João terá sua presença nas etapas condicionada à sempre movimentada agenda de trabalho. Campeonato Paranaense, Cascavel de Ouro e Festival Brasileiro também estão no planejamento da dupla, que espera se valer da evolução alcançada no ano passado para estarem na disputa direta pelo título.

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21 – Paulo PAIVA (B)

MARCAS 21 - PAULO PAIVAConvive, no ambiente de trabalho, com estudantes da área automotiva, que diz servirem-lhe como inspiração para manter o gosto pelas corridas de carro que sempre frequentou. Era adepto das arrancadas até 2014, quando teve na Cascavel de Ouro a primeira experiência como piloto de corridas – foi o suficiente para sua preferência tomar outro rumo. A partir disso providenciou o Fiat Palio com que Paulo Vessaro disputou o Metropolitano por várias temporadas e está em vias de definir com a Ferrari Motorsport a manutenção do carro para a nova temporada. Ainda não viabilizou patrocínio para todas as etapas.

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22 – Wanderley FAUST/Ângelo GIOMBELLI

orca_share_media1449361903153Dupla que entra na lista em atualização do post das 14h01 de 13 de fevereiro. Vão revezar um Ford Ka. Faust, que é o secretário municipal do Esporte e Lazer de Cascavel, já havia dito que não disputaria o Metropolitano deste ano, atendo-se apenas às três etapas do Campeonato Paranaense e ao Festival Brasileiro do fim do ano. No fim, acabou mudando de ideia e formou dupla com Ângelo Giombelli, piloto cuja longa carreira nas pistas destaca os três títulos brasileiros conquistados em dupla com Ingo Hoffmann na Stock Car. O número do carro será o 22 que Faust sempre usou, em que pese Giombelli, ao longo de toda sua carreira, ter sido fiel ao 33, que permanece disponível na lista de inscritos. A equipe é a Sérgio Ferrari Racing Team e a menção que se vê à Paraguay Racing não corresponde à atualidade – a foto foi produzida pela Sandra Zama durante o Festival Brasileiro de Marcas do ano passado, em Guaporé, onde o carro foi conduzido por Thiago Klein.

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23 – Guilherme SPERAFICO (A)

MARCAS 23 - GUILHERME SPERAFICOÉ um dos pilotos que dão sequência à saga da família de Toledo nas pistas de automobilismo. Já são mais de dez integrantes que correram ou correm, o que penso configurar um recorde mundial. Alcançou bom nível de desenvolvimento do Renault Clio da Sérgio Ferrari Racing Team, saldo que espera converter em vitórias e no título da categoria principal do Campeonato Metropolitano. Em 2015, acompanhou com atenção e curiosidade os testes que Milton Sperafico, seu pai, fez com seu carro. Sem competir há mais de 20 anos, Milton preferiu adiar a volta efetiva às pistas. Que pode acontecer neste ano. Em termos de layout, pelos critérios singulares do #DataLuc, é o carro mais bonito do grid.

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27 – Natan SPERAFICO (A)

MARCAS 27 - NATAN SPERAFICOTeve uma temporada bastante combativa em 2015, embora não tenha participado de todas as seis etapas. A redenção veio em outubro, com a vitória na 29ª Cascavel de Ouro, formando dupla com o primo Ricardo. A evolução como piloto traz ao toledano de 25 anos a expectativa de se apresentar desde o início da temporada como forte candidato ao título. Se novas vitórias vierem, o que não terá sido surpresa alguma, pode se motivar a cumprir todas as etapas – por ora, não confirma presença em todos os grids do ano. Continua competindo com mesmo Ford Ka que devolveu o título da Cascavel de Ouro à Sérgio Ferrari Racing Team depois de quase três décadas.

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28 – Marcel SEDANO Rodrigues (A)

MARCAS 28 - MARCEL SEDANOPelo que sei, é o único piloto de automobilismo de Porto União, que partilha com União da Vitória a divisa catarinense com o Paraná. Dono de um título do Festival Brasileiro, que conquistou em 2012, dedicou-se por várias temporadas ao Metropolitano de Curitiba. Nas últimas, deu prioridade ao de Cascavel, onde está a sede da Stumpf Preparações, sua equipe. Foi o vencedor da primeira etapa do último campeonato, em que conquistou o quinto lugar na classificação final. Nome garantido na lista dos principais candidatos ao título, Sedano é um dos adeptos do modelo VW Gol.

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32 – André MARAFON (B)

MARCAS 32 - ANDRE MARAFONÉ representante da cidade de Medianeira, onde hora ou outra Michel Teló será eleito prefeito. Fez carreira no kart, com três títulos paranaenses, um no Sul-Brasileiro e um vice-campeonato na Copa do Brasil. Vai tomar parte do grid da categoria B inscrito com o Ford Fiesta da Cezarotto Motorsport – logo, pelo menos na primeira etapa, será meu companheiro de equipe, e sei que o André também providenciou a revisão de seu antigo Ford Escort para deixa-lo pronto a quem tiver interesse em um carro de aluguel na Turismo 1600. Sua opção seria pelo número 8, que é de Leandro Zandoná. O plano-reserva seria o 88, que tem Tico Romanini como dono honorário. Assim, optou por manter o número que já estava no carro, o 32 com que Wyllian Cezarotto disputou algumas etapas de 2015.

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33 – Felipe CARVALHO (B)

MARCAS 33 - FELIPE CARVALHOSegue os passos de Caíto e estreia no automobilismo também pela Sensei Sushi Bar-Sorbara Motorsport. Aos 22 anos, vai integrar o grid da classe B com um GM Classic. A conclusão montagem do carro será finalizada no início de fevereiro, depois do treino coletivo deste sábado. Mas deverá fazer os primeiros testes antes da primeira etapa. Desde pequeno, quando acompanhava o trabalho dos pais na lanchonete do autódromo, via a movimentação de pista vislumbrando um dia tomar parte dela. Entra para se divertir tanto quanto puder, já admitindo espaço para a rivalidade com o irmão mais velho. Mas só na pista.

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43 – Anderson PORTES (B)

MARCAS 43 - ANDERSON PORTESAnfitrião de maioria dos encontros informais dos pilotos do campeonato, vai para seu terceiro ano no Metropolitano de Marcas & Pilotos, como sempre pela Sérgio Ferrari Racing Team e de Ford Ka. Foi terceiro colocado na classificação final da classe B em 2014 e em 2015, mas nos dois campeonatos viu-se obrigado a se ausentar de pelo menos uma etapa. Agora pretende disputar todas as 12 corridas, além de competir no Campeonato Paranaense. Já avisou que terá a torcida in loco do filho Lorenzo, um figurinha de colo que sempre aparece nas confraternizações da rapaziada. Conversei rapidamente com todos os pilotos do campeonato para preparar esse post e o Anderson foi o único que teve a, hã, preocupação de citar seus apoiadores. Diante da boa sacada dele, indico-os: Eurotec, Farol Verde e Mecânica Piroli.

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46 – Edson MASSARO (B)

MARCAS 46 - EDSON MASSARONo ano passado, ora estava na pista correndo pela categoria B, ora estava junto da mureta de box acompanhando o filho Lorenzo nas provas da N. A condição muda drasticamente agora, com pai e filho juntos na pista. E como adversários. O novo grau de convivência já nasce cercado de rivalidade: o pai, piloto desde o início da década de 80, já avisou que se estiver à frente do filho vai defender sua posição sem facilitar um milésimo de segundo. Edson vai além e, calçado nos resultados dos testes e do trabalho de preparação de seu VW Gol pela Speed Car, equipe chefiada pelo Cláudio Deitos, estipula como meta para 2016 conquistar o título metropolitano. Mesmo tendo um forte oponente dentro de sua própria casa.

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55 – Fernande VALANDRO/Guto BALDO (A)

MARCAS 55 - GUTO BALDO-FERNANDE VALANDROOs dois iniciaram no automobilismo em 2007, no Metropolitano lá de Curitiba – logo, terão em 2016 sua décima temporada de envolvimento com as corridas. Valandro está na Stumpf Preparações desde 2009, com participações aleatórias e o terceiro lugar no Paranaense de 2011, com a mesma pontuação do vice-campeão. Mas só no ano passado é que disputou um campeonato inteiro, já no Metropolitano de Cascavel, também em dupla com Baldo. A parceria chegou ao sexto lugar na classificação final do campeonato e à quarta posição depois das quatro horas de suor na Cascavel de Ouro. Podem anotar, por minha conta, pelo menos uma vitória para a dupla curitibana em 2016.

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64 – Lorenzo MASSARO (B)

MARCAS 64 - LORENZO MASSAROEstreou como piloto em 2015 com um Ford Escort, tal qual Caíto Carvalho. Na etapa seguinte já estava a bordo do VW Gol da Speed Car, carro que levou ao terceiro lugar na classificação final da categoria N. A evolução que mostrou na segunda metade da temporada credenciou-o a subir para o Marcas B – a primeira experiência com o carro de injeção eletrônica aconteceu na Cascavel de Ouro, em que um incêndio no cockpit encerrou sua participação quando estava em sexto lugar na corrida, com dois dos adversários à sua frente tendo punições a cumprir. A dupla com Cleves Formentão, experimentada em algumas etapas do Marcas N e na Cascavel de Ouro, pode ser reeditada.

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69 – Gilliard CHMIEL/Gelmar CHMIEL Júnior (B)

MARCAS 69 - IRMAOS CHMIELFrequentadores assíduos do autódromo de Cascavel, os irmãos de Quedas do Iguaçu voltaram para o lado de dentro da pista no fim da temporada passada, disputando a Cascavel de Ouro. O envolvimento foi intenso, sobretudo por conta do acidente que destruiu seu carro num treino a poucos dias da prova. O VW Gol número 69 da dupla estará a cargo da Stumpf Preparações e a maior probabilidade é de que os Chmiel reestreiem no Metropolitano só na segunda etapa do campeonato, no dia 3 de abril. Eles ainda não desistiram, contudo, de pôr o carro no grid já na abertura do campeonato, daqui a um mês.

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74 – Odair dos SANTOS (B)

MARCAS 74 - ODAIR DOS SANTOSVai dar início à sua segunda temporada de atuação no automobilismo. A primeira, em 2015, foi bastante movimentada, com participações no próprio Metropolitano e também no Centro-Oeste de Marcas, em Goiânia, além do Mitsubishi Lancer Cup, das 500 Milhas de Londrina, da Copa Petrobras de Marcas e de um teste na Fórmula Truck, onde pretende competir em breve. No campeonato de Cascavel, abre a temporada com o VW Gol da Paraguay Racing para uma ou duas etapas – o número muda: sai o 7, entra o 74. Na seguinte, estará na pista com o Ford Ka que está em fase de montagem nas oficinas da Stumpf Preparações.

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77 – Cleyton CEZAROTTO (B)

MARCAS 77 - CLEYTON CEZAROTTOTal qual fiz com Zandoná, coloco-o na lista por minha conta e risco. Cleyton ainda não confirmou que vá tomar parte do campeonato. Seu Ford Fiesta, que herdou o número 77 do carro anterior (disputou o último Metropolitano com um Renault Clio), está tinindo de novo. O carro, aliás, teve estreia de gala na Cascavel de Ouro, com um convincente oitavo lugar ao lado de Marcelo Campagnolo. Deverá confirmar nos próximos dias presença no grid pela mesma Ferrari Motorsport que defendeu na última temporada. Em termos de apostas, a manutenção de sua dupla com Campagnolo no campeonato de Cascavel é outra barbada.

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81 – Paulo BENTO (A)

MARCAS 81 - PAULO BENTOO acidente violento no warm up para a penúltima etapa e o domingo de cão que teve na pista na etapa final não ofuscaram a campanha positiva que cumpriu em 2015, seu segundo ano na competição, quando foi campeão metropolitano da classe B acompanhando, em várias oportunidades, o primeiro pelotão geral. Esse ritmo e o entrosamento que conquistou em pouco tempo com a Ferrari Motorsport são seus trunfos para estabelecer a meta de um feito inédito no campeonato: conquistar o título da categoria principal no ano seguinte ao da vitória na classe de acesso. O carro de Paulo Vítor Barreiros Bento continua sendo o Ford Fiesta.

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88 – “Tico” ROMANINI (A)

MARCAS 88 - TICO ROMANINIFez no ano passado seu primeiro campeonato completo com o Renault Clio. Os contratempos da fase de desenvolvimento, tão naturais quanto decepcionantes, acabaram impedindo-o de uma condição mais favorável na decisão do título. Marco Michelon Romanini foi o único piloto a vencer duas etapas – justamente as duas últimas – e terminou o ano em terceiro lugar. Deve conciliar a competição com participações em provas nas pistas de Interlagos e Goiânia. A parceria que manteve na Cascavel de Ouro com Beto Monteiro, bicampeão da F-Truck, pode ser reeditada nas corridas em Cascavel. Tico segue na Stumpf Preparações, que é sua equipe desde o início da carreira.

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172 – Júnior NIJU (B)

172 - JUNIOR NIJUÉ outro piloto catarinense no grid do Metropolitano de Cascavel, Sextílio Hans Júnior representa a cidade de Chapecó. Competiu por três temporadas em séries de autocross, participou de arrancadas com caminhões por seis anos e cumpriu, ainda, duas temporadas no Campeonato Metropolitano de Marcas de Santa Catarina. Sua equipe é a FF Racing, de São Bento do Sul, coordenada pelo renomado Arildo Frankenberger, de quem sempre ouço falar nos bastidores das competições nacionais que frequento. Tudo indica que Júnior Niju seja só o primeiro de um grupo talvez numeroso de catarinenses que aceleram nas pistas de terra e que vão marcar presença no campeonato de asfalto de Cascavel. Os próximos dias serão movimentados nesse sentido. (Primeiro “adendo” ao post original, publicado às 12h03 do dia 28 de janeiro)

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370 – Luiz Fernando PIELAK (A)

MARCAS 370 - LUIZ PIELAKDepois de uma temporada de resultados abaixo da média com um carro que necessitava de mais desenvolvimento, em 2015, chegou a sinalizar com a possibilidade de interromper sua atuação nas pistas. Mas os ânimos se acalmaram e uma conversa com o Edson e o Jackson na salinha da Ferrari Motorsport foi suficiente para a decisão de seguirem juntos no trabalho com o Renault Clio. Xuxo, já que ninguém o chama de Luiz Fernando, completa o time dos cascavelenses que já conquistaram o título do Festival Brasileiro. O dele veio em 2012 e foi o primeiro dos três que a equipe conquistou em sequência no torneio.

Nomes e cores: Turismo 1600-Cascavel 2016

GRIDCASCAVEL – O dia 30 de janeiro terá quase tudo de um fim de semana de corridas no Autódromo Zilmar Beux, cá em Cascavel. Vão faltar só as corridas, mesmo. O sábado de treinos coletivos anunciado pelo Automóvel Clube de Cascavel para os pilotos e equipes que vão disputar o Campeonato Metropolitano das categorias Marcas & Pilotos e Turismo 1600 deverá reunir todos, ou quase todos, os que vão tomar parte dos grids nas seis etapas de 2016.

Hoje falo só da Turismo 1600. Até hoje, a pouco mais de um mês para os treinos livres da primeira etapa, relaciono 12 carros no grid. Deveremos ser mais – ponho o plural em primeira pessoa porque também vou participar da corrida. Há muita gente podendo, devendo, confirmar participação nos próximos dias. À medida em que isso for ocorrendo, vou acrescentá-los a esse post aqui. A internet comporta essas adequações. É o mesmo post que todos vamos compartilhar nos dias e horas que vão anteceder as duas provas de 28 de fevereiro.

Os pilotos ainda não confirmados distribuem-se em inúmeros grupos. Há os que têm seus carros prontos para a disputa e optam por não correr por falta de orçamento, por agenda cheia ou por mera falta de motivação. Há ainda os que estão ávidos por integrar esse grid e ainda não têm carros à disposição – para esses, um contato aqui mesmo na área de comentários desse post pode ser suficiente; sei de pelo menos meia dúzia de carros que estão à espera de novos pilotos, e a rapaziada que me acompanha por aqui conhece uma outra infinidade dessas oportunidades. Quem quiser correr não vai ficar fora, é fato.

Na terça-feira trarei aqui no blog a apresentação parcial dos 20 carros injetados que vão integrar o grid único das classe A e B no Metropolitano de Marcas. Hoje, 24 de janeiro, ficamos com os 12 já anunciados para o primeiro grid. Na verdade são 11 confirmados, como veremos a seguir. Os demais, repito, serão incorporados assim que derem ok quanto à participação.

Os mais atentos vão notar que todas as fotos de pista aqui publicadas são da lavra da espevitada Sandra Zama.

1 – Fábio GRENTESKI

TURISMO 1600 - 01 FABIO GRENTESKITomou contato com o automobilismo acompanhando as corridas de Ruy Chemin, cascavelense que há anos vive em Foz do Iguaçu, sua cidade. Apesar do envolvimento com competições de arrancada desde 2005, foi só em 2014 que tomou contato com as corridas do lado de dentro da pista, conquistando vitória na estreia. Vai disputar o Metropolitano de 2016 em atuação individual – Guilherme Machado, seu parceiro em algumas das etapas de 2015, não deve competir. Grenteski terá o Ford Escort número 1, que é do modelo Europeu, com preparação a cargo da UP Repair Racing. Um de seus reforços é o capacete, que traz o layout eternizado por Ayrton Senna entre os fãs de corridas.

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5 – Marcos CORTINA

MARCOS CORTINAEm princípio está fora do grid da primeira etapa. Ainda está montando o VW Gol cuja compra foi viabilizada em uma ação entre amigos depois do acidente que destruiu seu carro anterior na última etapa do campeonato de 2015. Uma opção que considera para pontuar no campeonato inteiro é formar dupla na primeira etapa – para isso, depende basicamente de um convite, que pretende retribuir tão logo seu carro esteja concluído. É o mais experiente dos pilotos da Turismo 1600. Corre desde 2001 e foi vice-campeão em 2014. Antonio Cortina, seu pai e preparador do carro, foi o piloto que deu início à história do Campeonato Metropolitano, mais de 15 anos atrás. Vale a pena passar pelo box da Cortina Competições para ouvir a história, contada sempre com boa dose de entusiasmo.

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8 – Renato RIBEIRO

TURISMO 1600 - 08 RENATO RIBEIROSim, eu sei que a foto mostra o número 202 e a indicação do blog aponta o número 8. É que volta ao grid depois de dez anos e vai pilotar o mesmo VW Apollo que levou Gelson Veronese ao título do ano passado, quando a categoria ainda tinha a denominação Marcas N. Era Gelson quem utilizava o número 202. Renato vai defender a Sete Motorsport, chefiada por Juninho Sorbara. Foi pela Sete Motorsport que teve uma passagem vitoriosa pelo campeonato em 2006, ainda menor de idade, sob a batuta de Oscar Sorbara. Naquele ano, conquistou pole e vitória no grid geral mesmo pilotando um carro da categoria N, carburado – já havia, em 2006, os carros da A, injetados. Em princípio, vem para cumprir três etapas. Aposto que faz o campeonato todo. Por falar em aposta, caso cumpra a temporada completa, vejo-o como favorito ao título. Há pilotos dessa lista aqui que concordam comigo.

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10 – Rodrigo LARRALDE

TURISMO 1600 - 10 RODRIGO LARRALDERepresentante da cidade de Capanema, teve nas competições de velocidade na terra sua estreia no automobilismo, em 2013. Foram duas temporadas fazendo a poeira subir, até migrar no ano passado ao Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel, cumprindo quatro das seis etapas da categoria N. Mantém o número 10 no VW Gol da Larralde Racing – que talvez ganhe uma corzinha ou alguns detalhes de grafismo para a nova temporada.

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12 – Cido MORAIS/Renato HEIN

TURISMO 1600 - 84 CIDO MORAISDupla incluída na lista às 14h48 do dia 13, faltando duas semanas para os treinos oficiais da primeira etapa. Campeão em 2014, Cido Morais parte para sua oitava temporada na categoria. O carro será o mesmo do ano passado, o VW Gol da equipe Ribecar. O número 84 dá lugar ao 12. Não sei justificar a mudança, já que seu parceiro Renato Hein Oliveira, que estreou em 2014, usava o 79 no Fiat Uno com que competiu até o ano passado – o carro está disponível para locação ou venda, inclusive. Os dois adotavam o mesmo discurso, de que estariam fora do campeonato neste ano. Decidiram formar dupla já buscando entrosamento para a disputa da Cascavel de Ouro, em outubro, o que nos leva a crer que deverão modificar o carro e migrar para a categoria B, dos injetados, com a temporada em andamento. A equipe é a Ribecar.

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35 – César CORTINA/Richard VALANDRO

TURISMO 1600 - 35 CESAR CORTINA-RICHARD VALANDROCésar estreou nas pistas no ano passado, também no Metropolitano N. Era um dos três primos da família Cortina que compunham o grid – além dele e de Marcos também havia o Luciano, que já anunciou ausência no grid para 2016. Nos acrílicos e no parabrisa do VW Gol, que agora está a cargo da Stumpf Preparações, troca o número 3 pelo 35, provavelmente sugerido pelo novo parceiro. A experiência de Richard vem dos simuladores de corridas, além dos dois campeonatos de endurance de kart de que participou. Depois de alguns treinos particulares com o carro com que o pai Fernande Valandro disputa a classe A, decidiu pela estreia na Turismo 1600, que segundo ele exige uma pilotagem mais tranquila que a dos injetados.

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38 – José Ismael BRANCO/Anselmo BRANCO

TURISMO 1600 - 28 JOSE ISMAEL BRANCOJosé Ismael foi piloto de movimentada carreira no motocross. No automobilismo, fez um teste em 2012 e só. “Gordo Ribeiro”, como é tratado em seu ambiente – junção do apelido de infância com o sobrenome que utiliza nas redes sociais – fará sua estreia com o VW Voyage da Cezarotto Motorsport, que terá o número 28, utilizado em 2015 pelo Wyllian Cezarotto, pelo 38. Retoma o contato com as competições por influência do irmão, que atua no automobilismo com uma agência de marketing esportivo. Anselmo já foi piloto de Speed Fusca e de Marcas, sempre competindo no Metropolitano de Londrina, e vai atuar em dupla com José Ismael de parte das etapas do calendário da Turismo 1600.

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39 – Ângelo PERIOLO/Roney RIBEIRO

TURISMO 1600 - 39 RONEY RIBEIRO-ANGELO PERIOLOOutra inscrição em dupla, desta vez com dois cascavelenses. Ângelo e Roney, tal qual Richard, esperam aplicar no automobilismo de verdade a experiência que acumularam em alguns anos de dedicação às corridas virtuais. Cientes do desafio que vão enfrentar com o vento entrando pela grade da janela esquerda, a dupla busca ritmo de competição e avanço no desenvolvimento do carro, também um VW Gol. O nome da equipe é cheio de firulas: R2A Racing Team. Achei que soa legal.

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41 – Flamarion ZACCHI

TURISMO 1600 - 41 FLAMARION ZACCHISe dependesse da temporada de 2015, talvez jamais pisasse novamente em um autódromo: quebras nos treinos impediram-no de participar de todas as etapas para a qual se inscreveu. Mas o VW Gol número 41 recebeu um carinho a mais nos últimos meses e o piloto da cidade de Laranjeiras do Sul volta ao grid mostrando disposição para cumprir todas as seis etapas do Metropolitano de Turismo 1600. Quando perguntei ontem ao Flamarion o nome da equipe, a resposta foi de que não havia nome, ao que sugeri Zacchi Racing. Ele riu e concordou. Batizada está, pois, a Zacchi Racing.

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55 – Clóvis RAMOS

TURISMO 1600 - 55 CLOVIS RAMOSFez sua primeira corrida em 2015, no próprio Metropolitano, na última etapa. Gostou da brincadeira e vê o campeonato que começa no mês que vem como cenário ideal para buscar a evolução que sabe que precisa alcançar. É outro que vê no treino coletivo do fim de semana uma oportunidade de ouro para buscar, no cronômetro, os segundos que sempre ficam à disposição em um início de trajetória como esse. Em termos de layout do carro, é quem mais se aproxima de algo esperado para um carro de corrida – nossos carros estão muito brancos, no geral. Clóvis segue competindo com o VW Gol número 55 da Max Power Racing. Max Nunes, o chefe de equipe, também toca um projeto pessoal na Fórmula Truck.

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66 – Luc MONTEIRO

TURISMO 1600 - 66 LUC MONTEIROSim, eu mesmo. Em setembro último voltei ao grid com o Ford Escort da Paraguay Racing, depois de quase uma década sem entrar em um carro de corridas. Faço só a primeira etapa, já que nas datas das outras deverei estar até a tampa de trabalho com eventos das categorias de automobilismo a que presto algum tipo de serviço aqui ou ali. O carro vai ser o mesmo. A equipe por trás dele, idem – a Cezarotto Motorsport, com Luizão, Wyllian e os meninos exercitando sua paciência comigo durante um fim de semana de autódromo. Para trazer aqui um termo que costumo usar nas narrações de corridas, faço essa primeira etapa cheio de más intenções. Mas são más intenções muito boas. Quem me conhece um pouquinho sabe.

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80 – Juliano DA SILVA

JULIANO SILVAParticipação que entra no post como “adendo”, publicado às 14h12 de 10 de fevereiro. Esse sempre quis ser piloto de corridas e só foi pisar pela primeira vez num autódromo quando finalmente conseguiu realizar o sonho. Foi em 2014, quando disputou cinco etapas do Metropolitano de Marcas N – naquele ano conquistou um terceiro e três quartos lugares e abandonou uma corrida por quebra do trambulador na largada. Ano passado fez apenas uma participação, na etapa de encerramento. Juliano e eu dividimos curvas, literalmente. O plano para este ano é de participar de todas as seis etapas. O carro é o VW Gol da Juliano Racing, equipe composta por ele e ele mesmo.

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88 – Cléber FONSECA

TURISMO 1600 - 88 CLEBER FONSECAÉ talvez o maior batalhador do grid da Turismo 1600. Envolvido com as corridas desde 2009, tem marcado sua presença no meio pela insistência com que luta, a seu modo, pela consolidação da categoria. Como piloto, conquistou os títulos de 2012 e 2013 e teve passagens por várias das equipes do Metropolitano. Lagarto Motorsport, Faoro Racing e Ribecar estão entre elas. Ainda não tem equipe definida para o campeonato que começa em fevereiro e a única certeza é a manutenção do carro, o VW Gol número 88. A possibilidade de competir formando dupla com Jefferson Fonseca Júnior, seu irmão, não está descartada.

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357 – Júnior FRANCEZ/Eduardo ZAMBIAZI

TURISMO 1600 - 357 JUNIOR FRANCEZ-EDUARDO ZAMBIASIOs dois são policiais militares, situação que comportaria uma série de trocadilhos com nomes de filmes e motivos afins. Mas minha cabeça não está nada propícia a gracinhas e não quero problemas com os homens da lei – logo, sem trocadilhos infames. Francez estreou no automobilismo participando da penúltima etapa do Metropolitano do ano passado, que também valeu pelo Paranaense de Turismo 1600 – lembro que foi ao pódio de sua classe. A experiência o levou a convidar o colega de farda para formar uma dupla na Cascavel de Ouro, pela equipe Ribecar. A dupla abandonou depois de dois terços da corrida, com quebra mecânica. Ao invés da decepção pelo problema, o sentimento dos dois era de realização: eram pilotos de corrida, enfim. Em pelo menos seis fins de semana de 2016, Júnior e Eduardo vão trocar as fardas e coturnos pelos macacões e sapatilhas. E a viatura da PM pelo VW Gol número 357 da Cezarotto Motorsport.

Marcas & Pilotos: pelo menos 37 eventos

Foto: Cleocinei Zonta

Grid do Campeonato Metropolitano de Cascavel, com carros da Renault, da Ford, da Volkswagen e da GM nas duas primeiras filas.

CASCAVEL – Domingo agora começa o Campeonato Paulista de Automobilismo em Interlagos, com algumas de suas várias categorias. Atenho-me, para efeito das linhas de hoje, à categoria Marcas & Pilotos, a que tem o maior intercâmbio de pilotos e equipes no cenário regional de automobilismo no Brasil. Sempre há os pilotos daqui que fazem uma ou outra participação no campeonato dali, há também as provas festivas, há um monte de coisa que justifica a proposta de hoje: o calendário de 2016 das provas da categoria Marcas & Pilotos 1.6.

É um levantamento incompleto, por alguns motivos. Entre eles, a indisponibilidade das datas dos campeonatos metropolitanos de Londrina e de Curitiba. O Paraná, como vocês sabem, tem três campeonatos regionais distintos, cada um baseado em um autódromo, logicamente. No caso da ascendente Copa Centro-Oeste, indico todas as etapas tendo Goiânia como sede, mas pode ser que haja alguns eventos em Brasília – a conclusão das obras do autódromo da capital federal pode nos surpreender a qualquer momento.

Foto: Rodrigo Ruiz

A Copa Centro-Oeste teve em 2015 o maior grid da categoria Marcas & Pilotos. Neste ano, Goiânia poderá ter a companhia de Brasília no calendário.

Não tenho, igualmente, a data do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos, cada ano sediado em um canto. O de 2015 aconteceu em Guaporé, imagino que Goiânia seja a bola da vez para receber a competição nesta temporada, embora saiba que uma rapaziada de Cascavel está se organizando para tentar trazer o evento para cá.

Não sei por que não há etapas do Paulista no Velo Città, em Mogi Guaçu, ou mesmo em Piracicaba, pista que ainda não conheço. É problema das FASP, não meu, de qualquer modo. A FASP anunciou, cacifada em correspondência da SP Turis, um calendário com dez etapas do Paulista de Automobilismo. Apostei com um de seus dirigentes que, em se tratando de Interlagos, não haverá mais que quatro. Tomara que eu perca essa aposta.

 

Foto: Fernando Peres Nunes

A pista de Tarumã receberá metade das oito etapas do Campeonato Gaúcho de Marcas de 2016.

A abertura do Paulista de Marcas ainda em janeiro é um caso atípico. O pessoal de São Paulo tem restrições fortes de datas no autódromo de Interlagos, por conta da grande demanda das competições nacionais e do já aguardado período de fechamento para as obras que precedem a Fórmula 1 – é um canteiro de obras eterno, o autódromo de lá.

Campo Grande e o Nordeste brasileiro também podem trazer a efeito seus campeonatos, embora eu não tenha captado nada que indicasse isso. Enfim, considerando o que meu radar alcançou, e foi quase tudo, o calendário dos regionais de Marcas & Pilotos deste ano, com 37 eventos distribuídos em 28 fins de semana, segue ao fim de post. Os números à frente do nome de cada evento indicam os ordinais correspondentes às etapas.

(Antes das datas, cabe-me indicar os créditos das fotos que ilustram esse post, na ordem em que nele aparecem: Cleocinei Zonta, em Cascavel; Rodrigo Ruiz, em Goiânia; Fernando Peres Nunes, em Viamão; e Luis Fernando Sales, em São Paulo)

MARCAS - INTERLAGOS

A FASP anunciou dez etapas do Paulista de Marcas em Interlagos. Apostei que não serão mais que quatro e espero perder.

24 de janeiro – Campeonato Paulista 1 (Interlagos)

21 de fevereiro – Três Horas de Goiânia (Goiânia)

21 de fevereiro – Campeonato Paulista 2 (Interlagos)

28 de fevereiro – Metropolitano de Cascavel 1 (Cascavel)

13 de março – Centro-Oeste 1 (Goiânia)

20 de março – Campeonato Gaúcho 1 (Tarumã)

3 de abril – Metropolitano de Cascavel 2 (Cascavel)

3 de abril – Campeonato Paulista 3 (Interlagos)

10 de abril – Centro-Oeste 2 (Goiânia)

24 de abril – Campeonato Gaúcho 2 (Guaporé)

24 de abril – Campeonato Paranaense 1 (Curitiba)

24 de abril – Campeonato Paulista 4 (Interlagos)

15 de maio – Metropolitano de Cascavel 3 (Cascavel)

15 de maio – Campeonato Paulista 5 (Interlagos)

29 de maio – Campeonato Gaúcho 3 (Velopark)

29 de maio – Centro-Oeste 3 (Goiânia)

5 de junho – Campeonato Paulista 6 (Interlagos)

12 de junho – Metropolitano de Cascavel 4 (Cascavel)

19 de junho – Centro-Oeste 4 (Goiânia)

26 de junho – Campeonato Paulista 7 (Interlagos)

3 de julho – Campeonato Gaúcho 4 (Tarumã)

10 de julho – Campeonato Paranaense 2 (Londrina)

17 de julho – Centro-Oeste 5 (Goiânia)

24 de julho – Campeonato Paulista 8 (Interlagos)

7 de agosto – Campeonato Gaúcho 5 (Santa Cruz do Sul)

7 de agosto – Centro-Oeste 6 (Goiânia)

7 de agosto – Campeonato Paranaense 3/Metropolitano 5 (Cascavel)

14 de agosto – Campeonato Paulista 9 (Interlagos)

4 de setembro – Campeonato Gaúcho 6 (Tarumã)

11 de setembro – Centro-Oeste 7 (Goiânia)

11 de setembro – Metropolitano de Cascavel 6 (Cascavel)

9 de outubro – Campeonato Gaúcho 7 (Guaporé)

16 de outubro – Centro-Oeste 8 (Goiânia)

23 de outubro – 30ª Cascavel de Ouro (Cascavel)

20 de novembro – Centro-Oeste 9 (Goiânia)

27 de novembro – Campeonato Gaúcho 8 (Tarumã)

18 de dezembro – Campeonato Paulista 10 (Interlagos)

ClassiLuc (1)

CASCAVEL – Trabalho com corridas de carros, e é inevitável que a todo momento alguém me pergunte, como se eu soubesse, o que é necessário para ser piloto de automobilismo. À falta de subsídios para suprir abordagens assim, respondo que o sujeito precisa ser doido, ter um carro de corridas e um porquinho de porcelana com bastante economia para bancar a brincadeira.

É um parecer tosco e até mentiroso, claro. Nem preciso ir longe para justificar essa constatação. Eu mesmo tenho me metido nesse negócio de correr nas horas de folga, embora não tenha grana guardada e nem um carro de corridas. Só sou doido, o que tem bastado.

De qualquer forma, há curiosos que pensam em ir um pouco além com a conversa quando manifestam esse fascínio por meter um capacete e entrar numa pista para disputar freadas e curvas com um monte de outros doidos. E o pouco de sustância que consigo dar à conversa é indicar esse ou aquele carro que eventualmente cai no meu radar. Motivo mais do que suficiente para abreviar a eventual conversa trazendo aqui no blog alguns carros que estão dando sopa por aí para eventuais novos pilotos. Está lançado o “ClassiLuc”, que logo, logo terá um nome menos bobo que esse e vai ocupar um espaço bem mais nobre. Já estamos mexendo nisso.

Apresento hoje três dessas, hã, ofertas. Tratam-se de carros de corridas, é bom que se frise, todos construídos e montados de acordo com os regulamentos técnicos dos campeonatos da categoria de Marcas & Pilotos. Começo a indicação de cada uma com o preço e a foto dos carros. Se a combinação interessar você continua lendo; se não, vai para a próxima. Simples assim – tudo na vida é simples, a gente é que complica.

VW GOL – R$ 35.000,00

CLASSI - WEISSEsse é o VW Gol do curitibano Valmor Emilio Weiss. Está em Cascavel, na sede da Stumpf Preparações, equipe que o atendeu nas duas últimas edições da Cascavel de Ouro. Em 2014, formando dupla com Edgar Favarin, Weiss terminou a corrida como primeiro. Perdeu o resultado mais de um ano depois, na ação da Justiça Desportiva que declarou Leandro Zandoná e Daniel Kaefer como vencedores daquela corrida. Não sei se houve recurso à mudança anunciada em outubro último, e isso nem vem ao caso. É do Gol de Weiss que se trata aqui, carro que ele trouxe de volta à pista na Cascavel de Ouro do ano passado, desta vez em dupla com Alex Fabiano, da Fórmula Truck. Aconteceu tanta coisa naquela corrida que a memória já é falha, mas o Emilio me refresca dizendo que uma quebra boba o fez desistir depois de duas horas de disputas, quando estava em terceiro lugar.

Bem, o carro incorpora o motor preparado pela própria Stumpf, quatro amortecedores preparados pelo catarinense Arildo Frankenberger, injeção eletrônica ProTune PR 440, um jogo de colunas (próprio para a pista de Cascavel), sistema de aquisição de dados GPS Traqmate e sistema de rádio Motorola. Apetrechos como banco de competição, cinto de segurança e instrumentos de painel estão todos devidamente instalados.

O pacote inclui ainda uma série de componentes reservas, a saber: dois motores da RB Motorsport, duas caixas de câmbio, um parachoque, quatro rodas (com pneus já usados), dois pneus novos, um jogo de colunas (próprio para a pista de Curitiba), quatro amortecedores Bilstein dianteiros e outros amortecedores traseiros, sendo dois da Bilstein e outros dois da Koni. É bastante coisa a título de equipamento reserva.

Emilio pede R$ 35.000 no carro e afirma que o equipamento todo pode ser entregue em outra cidade, vai da operação toda ser combinada como manda o figurino. O e-mail de contato valmoremilio@vweiss.com.br está à disposição dos interessados.

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GM CHEVETTE – R$ 7.200,00

CLASSI - SIRTOLI

Esse aqui é para quem quiser integrar o grid da Turismo 1600 – novo nome da categoria Marcas N – no Metropolitano de Cascavel. O carro é do Márcio Sirtoli, que participou do campeonato com ele na década passada. Está há tempos sem aparecer na pista, mas sempre recebendo a atenção do próprio Márcio, que o mantém em um dos barracões da Mecânica Estrela, em Cascavel. Está prontinho para ser levado à pista.

O preço do carro, na verdade, é R$ 8.500,00. O valor de R$ 7.200,00 anunciado aqui vale só até o fim de janeiro. E sei que o Márcio aceita carro ou moto de rua no negócio. Se fosse para eu apostar, meu palpite seria de que o Chevettinho vai ter novo dono até o início da próxima semana. Os telefones de contato do Márcio, a quem interessar, são (45) 3225-2575 e 9971-1947.

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GM CORSA – R$ 22.750,00

CLASSI - FAGUNDESÉ o carro que levou o estreante Vinicius Fagundes ao vice-campeonato da categoria B no Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel na temporada passada. Em algumas das provas Vinicius o conduziu em dupla com o veterano Leônidas Fagundes Júnior, seu pai, que por não ter cumprido todas as etapas fechou a classificação de 2015 em sexto lugar.

O pacote oferecido incorpora motor dentro do regulamento do Festival Brasileiro de Marcas & Pilotos, relógios Autometer, pirômetro, coletor de escape comum, vários jogos de molas dianteiras e traseiras (o Vinicius não quantificou com precisão), duas bombas elétricas interna e externa, quatro amortecedores traseiros e dois dianteiros a gás, além de outros quatro amortecedores a óleo, sendo dois traseiros e dois dianteiros, e radiador reserva. Cinto de segurança e banco de competição que acompanham o carro estão com data de homologação vencida.

O simpático Corsinha também está em Cascavel. O preço é R$ 22.750,00 – valores assim quebrados, na minha cabeça, sempre conferem maior verossimilhança a oferta, acho. O contato pode ser feito diretamente com o Vinicius, pelo e-mail vinicius@koppenhagen.com.br ou pelo número celular (45) 8402-0924.