Sertanejão na veia



Aí estão as Irmãs Galvão, que de uns anos para cá apresentam-se como As Galvão, num vídeo de 10 anos atrás, em participação no programa da Inezita Barroso.

São mais de seis décadas de carreira na música sertaneja. “No calor dos teus abraços” foi regravada dezenas de vezes.

O sanfoneiro que acompanha Mary e Marilene lembra um pouco o Dan McCafferty, do Nazareth.

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Bueno, o primeiro campeão

O cantor e compositor Flávio de Aquino, integrante do júri da final, e Matheus Ferreira, do Pantanero Bar, entregando o prêmio a Gabriel. E Juli, que apresentou a final do festival.

E ontem teve a final do Festival Universitário de Música, lá no Pantanero Bar. Por conta da vinda a São Paulo, não pude acompanhar, mas sei que foi show em todos os sentidos. Tudo que sei foi o que ouvi por telefone.

Ganhou o Gabriel Bueno, fez 26,8 pontos em 30 possíveis, cantou “No rancho fundo”. Ele foi campeão da segunda eliminatória. A Ana Carolina atacou de Angra, com “Rebirth”, e ficou em segundo. A Karina Karaça foi terceira, também cantou música de Chitão & Xororó, “Fogão de lenha”. O Sertanejão na veia de ontem de sorte aos candidatos, nota-se.

Fizemos três etapas eliminatórias, cada uma classificou quatro finalistas, e os 12 candidatos, que subiram ao palco em dupla ou para apresentações individuais, deram um show e tanto ontem. E as torcidas organizadas deram um show à parte, levaram faixas, decoraram os camarotes com balões, cantaram e fizeram festa, parece que foi tudo muito legal.

Por conta dos eventos cá em São Paulo, perdi essa, mas a Juli deu conta do recado. E mês que vem, já contei isso, começa mais uma edição do festival, a primeira eliminatória vai ser no dia 20 de setembro.

Como diz aquele pagode, o show tem que continuar.

À esquerda, Ana Carolina, vice-campeã; à direta, Karina Karaça, terceira colocada. Todas as fotos deste post foram cedidas pelo Anderson Crissi

Strike na largada da Truck



O Téo José resgatou hoje, no blog dele, essa imagem do maior acidente da história da Fórmula Truck.

Seria o início da etapa da sexta etapa de 2005, em Campo Grande, e quase todos os caminhões acabaram envolvidos no acidente depois que Roberval Andrade e Neno Borlenghi tocaram-se na entrada da reta de largada.

Renato Martins, Fred Marinelli, Felipe Giaffone e Vinicius Ramires foram os únicos que mantiveram seus caminhões ilesos. O piloto que aparece sendo resgatado pelos médicos, no fim do vídeo, é José Maria Reis. Ficou preso sob o que sobrou dos caminhões por quase uma hora.

Poderia ter sido uma carnificina na pista. Mas os caminhões da Truck àquela época já eram muito, muito seguros.

"Minha dor não sai no jornal"

Qualquer um que tenha assistido a “Tropa de Elite”, bom longa brasileiro de 2007, ou “Tropa de Elite – O inimigo agora é outro”, do ano passado, seguramente terá saído da sala de cinema alimentando algum sentimento de revolta. Os filmes de José Padilha mostram o cotidiano que não vemos, que por vezes fazemos questão de não ver. “Cidade de Deus”, que Fernando Meirelles rodou em 2002, terá provocado sentimentos parecidos, talvez causando menos ojeriza por mesclar os podres do nosso sistema a uma história de superação sem as fantasias típicas do cinema.

Mas há os que viram, viveram e amarguraram os podres do nosso sistema. O repórter fotográfico Nilton Claudino, da Revista Piauí, e dois companheiros seus de trabalho auferiram da forma mais indesejável a barbárie que se sobrepõe a qualquer sonho vão de justiça.

O relato de Nilton, que o site da revista publicou e que circulou hoje pela internet, é estarrecedor. Faz aumentar e muito o nojo de um país onde a corrupção é o sistema de governo, de trabalho, de sobrevivência.

Corrupção, cabe dizer, que abominamos quando vem das instituições e organizações da qual deveríamos esperar atitudes de homens de verdade, mas que cultivamos em nossos lares e círculos nas ações mínimas. Quem aqui nunca cruzou o semáforo vermelho aproveitando a ausência do guarda?

Minha dor não sai no jornal“, escreveu Claudino. Ele e os parceiros foram torturados. Não foram mortos, mas pagaram com suas vidas. É leitura obrigatória.

Reproduzi da Piauí a charge acima, brilhantemente concebida pelo Pedro Franz.

Sertanejão na veia

Vá lá que os arranjos e a produção sejam até mais que modernos, mas a essência da música sertaneja é essa. Poesia pura.

O show é de 2000, quando Chitão e Xororó comemoraram 30 anos de carreira.

Vou começar a trazer pra cá, de vez em quando, alguma pérola do gênero.

Sorte de campeão

Não há campeão sem sorte, decretou alguém. Se não decretou, deveria tê-lo feito.

Jenson Button é prova viva disso. Não dá nem para dizer que tenha se assustado durante o GP de domingo na Bélgica, com restos mortais de algum outro carro passando a milímetros de sua cabeça. Talvez nem tenha visto.

Esse negócio traz uns riscos que a gente nem imagina. Jenson teve mais sorte que Felipe Massa.

Maluf@masfaz

Agora há pouco, na propaganda política da TV, apareceu o Paulo Maluf, na maior maquiagem e com a maior cara de simpático. Nem prestei atenção no que ele disse, mas poderia arriscar o discurso com pouca margem de erro.

Coincidentemente, hoje, escutei algo, numa conversa que não era comigo. Aí, postei no Twitter o seguinte comentário: “Escutei isso na padoca, hoje: Maluf rouba, mas faz; Marta rouba, não faz e, quando faz, faz errado. Era assim mesmo, paulistanos?”.

Alguns seguidores me responderam, e tomo a liberdade de reproduzir as respostas aqui, sem ter tomado a autorização por escrito de nenhum deles:

Ricardo Fávaro: “Pior que isso”

Leonardo Dahi: “pode não acreditar, mas é exatamente isso. E quando a gente achou que não dava pra piorar, eis que chega @gilbertokassab_”

Edna Ramaciotti: “Maluf fez até o aceano Atlântico e seus afluentes !!!!”

Bruno Terena: “Era”

Leonardo Burti: “mais do que correto…”

Renato Paes: “Isso. Maluf estupra mas não mata e a madame Marta relaxa e goza. É esse tipo de gente q o POVO coloca no nosso governo…”

Eu tinha de sete para oito anos quando vi pela televisão, do começo ao fim, a votação do Congresso que apontou o presidente, eleição em que Tancredo Neves fez 480 votos, contra 180 de Maluf. “480 x 180”, suponho que em corpo 110, foi a manchete do jornal do dia seguinte, que meu pai recebia em casa.

Eu acompanhava a votação torcendo feito louco por Maluf, falei em casa que se pudesse votar o meu voto seria do Maluf, e minha mãe reagiu com um “ainda bem que não pode”.

Maluf perdeu, José Sarney foi presidente do país e o resto da história, em tese, todos conhecem.