Fim da chicane

CHICANE 2

Odair dos Santos viu de perto em 2016, em sua primeira temporada no Brasileiro de Marcas, os castigos que a chicane do Café, em Interlagos, é – ou era – capaz de impor a um carro de corridas.

CASCAVEL – Fazia menos de 20 horas que Waldner “Dadai” Bernardo estava na presidência da Confederação Brasileira de Automobilismo e ele já deu a primeira boa notícia de seu mandato. Boa, não; ótima. A chicane da curva do Café, em Interlagos, não será mais utilizada em corrida alguma.

Já falei sobre ela, a chicane, aqui no blog. O paliativo adotado sob o pretexto da segurança, sobretudo depois dos acidentes que mataram Rafael Sperafico e Gustavo Sondermann naquele trecho da pista. Sempre a vi como um acinte ao bom senso. José Vitte que o diga. Aliás, a definição do Vitte para a chicane do Café é uma das melhores que já ouvi: um remédio que pode matar o paciente.

Dadai anunciou a novidade ontem, durante a transmissão pelo Grande Prêmio das corridas que abriram em Curitiba a temporada do Porsche Império GT3 Cup e da Fórmula 3 Brasil. Na verdade, quem anunciou a novidade, calçado pelo Dadai, foi o Marcelo Gomes. “Dei o furo!”, exaltou o torrônico comentarista dos dois campeonatos, que ainda bem saidinho depois que pulou para o lado de cá do balcão da comunicação. Não foi o primeiro furo jornalístico do Gomes, aliás. No outro, coisa de um ano e meio atrás, ele cedeu os créditos a um amigo do meio.

CHICANE 0

A desativação da chicane do Café, em Interlagos, é novidade comemorada por grande maioria dos automobilistas brasileiros, sejam pilotos ou não. Era era obrigatória para campeonatos brasileiros, mas não para competições estaduais ou internacionais. Já vai tarde.

 

Ressurreição brasiliense

Al3EtNnqhtGBUi0mHnqNVfFuDugoiLkaTZuQIqct_OmiSÃO PAULO – A foto é da última terça-feira. Renato Constantino, piloto da cidade, acelerando no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, o GM Celta que pilota na Copa Centro-Oeste de Marcas & Pilotos. E por que cargas d’água o Renato estaria testando seu Celtinha se o campeonato já terminou?

Não foi um mero treino. Nem um teste do carro. Renato testou, sim, o novo asfalto do autódromo, a pedido da Novacap, agência de obras do Governo do Distrito Federal que entre fim de 2014 e começo de 2015 iniciou a reconstrução do autódromo. A obra foi interrompida por questões orçamentárias no âmbito do GDF, o que inviabilizou a volta da Fórmula Indy ao Brasil – a inédita corrida em Brasília abriria o campeonato no dia 8 de março. Ao que tudo indica, está prestes a ser retomada.

O traçado, falo do circuito misto, foi recapeado em maior parte de seus 5.475 metros de extensão. O piloto sai da curva Dois, sobe o Drive-In, faz a Três, desce o Mergulho, contorna a Bruxa e desce até a metade da reta oposta, tudo isso sobre o novo piso – bem, talvez meu cálculo dos 60% não seja tão preciso. Há quem diga que o trecho da pista reconstruído é bem maior que esse. Não estive em Brasília para conferir por mim mesmo. No que diz respeito à pista, faltam pintura de faixas e construção das zebras. E, a partir disso, a renovação de estruturas como boxes e torres.

Desde a obra iniciada pelo consórcio Novacap para o que seria em março a Brasília Indy 300 a pista está bem mais larga. Tem áreas de escape gigantescas, como haviam solicitado os promotores da Indy. Ouvi que a Dois está bastante diferente, quase convertida em duas curvas.

Os promotores de corridas no Brasil, que por certo acompanham com atenção maior que a minha o andamento do imbróglio envolvendo a reforma do autódromo, trataram de incluir Brasília em seus calendários de etapas para 2016. Tanto a Neusa Navarro, da Fórmula Truck, quanto o Maurício Slaviero, da Stock Car, providenciaram anotações diante do nome da cidade, indicando a prévia possibilidade de alteração. Vão acabar eliminando logo esses asteriscos.

A volta de Brasília

COLETIVA

GUAPORÉ – Agora há pouco, antes de começar o briefing dos pilotos da Fórmula Truck, rolou uma coletiva de imprensa no vip do autódromo de Guaporé. À mesa, como manda o praxe, os três primeiros colocados na classificação do campeonato – Paulo Salustiano, Felipe Giaffone e Leandro Totti -, o piloto da casa Régis Boessio, a presidente da categoria Neusa Navarro e, no caso daqui, a secretária municipal de Turismo, minha xará Luciane Faccio. A foto que fiz dá tontura, é verdade; eu estava muito próximo da mesa e tive de inclinar o horizonte para caberem os seis na janela quadrada do Instagram.

Quanto à corrida, nada de novo. Os principais candidatos ao título pregando corridas acirradas tomando como zebras o limite do respeito desportivo, Boessio manifestando a torcida para que os três tomassem a curva do Radiador lado a lado, o que fatalmente tiraria esse ou aquele de seu caminho, e tal. Neusa, inquirida a respeito, falou de um assunto que tem me interessado bastante: o calendário de etapas de 2016.

O assunto começou quando Neusa antecipou a permanência de Guaporé como sede de uma das etapas do próximo campeonato, que terá dez etapas, como tem sido desde 2009. Em 2015, pela segunda vez em suas vinte temporadas de história, a Truck repetirá uma etapa. Londrina, que recebeu a segunda corrida do ano, será também a sede da etapa final, no dia 6 de dezembro – em 2000, Curitiba recebeu a quarta e a última das oito etapas. Como fica para 2016?, alguém perguntou.

Para começo de conversa, Neusa contou ter pré-agendado para agosto a etapa de Interlagos, que acabou ficando fora do calendário da Truck na temporada atual. “Mas só vou anunciar meu calendário quando estiver tudo no papel, para não haver riscos”, frisou. Ela revelou, ainda, que a Fórmula Truck foi convidada para a corrida de reinauguração do autódromo de Brasília, no mês de abril, essa sim uma notícia das mais interessantes para o nosso mundinho de corridas. “As obras em Brasília estão para ser retomadas”, contou, sem maiores detalhes. Essa história de ressurreição de Brasília pode derrubar um prognóstico meu. Tomara que derrube.

Neusa manifestou a intenção de definir e divulgar seu calendário de 2016 até novembro próximo. Falou que, até lá, tem de definir sua situação quanto a Interlagos e Brasília, além de Curvelo, que deverá ter condição de receber etapas já no ano que vem. Disse, também, que a elaboração passa pela missão de evitar feriados e dadas de outras competições – coisa que este blog já fez, inclusive.

Luciane Faccio discorreu sobre os investimentos que Guaporé pretende viabilizar para revitalizar seu belo autódromo, via iniciativa privada, para que receba também etapas de outros campeonatos de automobilismo e motovelocidade – intuito em que teve a manifestação de apoio de Neusa, segundo quem as demais categorias do esporte também deveriam contemplar Guaporé em seus calendários. Luciane fechou sua participação na coletiva de imprensa sorteando meu nome entre os dos jornalistas presentes que deram uma volta rápida pela pista num F-Truck com o Paulo Salustiano. Nunca tinha feito isso, e sigo achando que a sensação de velocidade do caminhão é maior olhando de fora que lá de dentro. Talvez o Salu tenha aliviado demais, não sei.

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Aos boxes, agora

GOIÂNIA – Recebi e reproduzo press release do colega Flávio Bergmann, da YesSports, sobre o andamento das obras do Circuito dos Cristais, na mineira Curvelo. Com o asfaltamento do traçado de 4,4 km já concluído, começam agora os trabalhos de construção dos boxes. Que poderão brotar em maior número que o esperado.

A foto aí abaixo, que acompanhou o material enviado pelo Flávio, mostra a curva Cauda da Onça, da qual já falei aqui outro dia.

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Com pista já asfaltada TecRacing inicia construção dos boxes no Circuito dos Cristais

Empresa também iniciou o muro da reta principal e Espaço Camarote

No último sábado (12) a TecRacing finalizou mais uma etapa da construção do Circuito dos Cristais. Está concluída a pavimentação asfáltica dos 4.420 metros da pista do primeiro Autódromo Internacional de Minas Gerais e ainda mais 2.000 metros de áreas de acesso. No mesmo dia, a empresa iniciou a construção dos boxes e do muro que separa a reta principal do Pit Lane e confirmou a abertura da pista em março de 2016.

“Estamos empenhados em manter nosso planejamento e cronograma de obras para atender as expectativas dos associados do Clube CASA DE PISTA, que estão ansiosos para acelerarem no autódromo”, disse Marco Túlio, diretor da TecRacing. Ao todo foram asfaltados aproximadamente 6.000 metros lineares. Além da pista principal, dois atalhos foram criados para criar alternativas de traçados reduzidos dentro da pista, o que permitirá a realização de eventos simultâneos. Áreas de acesso à pista e estacionamentos também foram asfaltadas.

Dos 29 boxes previstos no projeto, a TecRacing iniciou a construção de 18, com quase 150 m2 cada (10 x 14,60m) e a previsão é que estarão prontos em 5 meses. Até o box 7, no segundo piso, a empresa irá construir o Espaço Camarote, para receber os convidados dos eventos esportivos. A preparação das áreas de escapes, sinalização, construção das zebras e muros de proteção também serão executadas durante esse período.

“Estaremos aptos a receber eventos nacionais com essa infraestrutura, mas as obras irão continuar em 2016. Estaremos trabalhando para obtermos homologações junto à FIM e FIA. Temos como meta a realização de uma etapa da MotoGP no Circuito dos Cristais em 2017 e para tanto iremos aplicar mais uma camada de asfalto”, disse Alfredo Rodrigues, diretor da TecRacing e engenheiro responsável pela obra.

Outra boa notícia é a retomada das obras de pavimentação da rodovia LMG 754, autorizada oficialmente pelo governo do estado no último dia 15 de agosto.  O autódromo está localizado às margens da Rota 754, que liga Cordisburgo à Curvelo e está inserida dentro dos Circuitos Turísticos das Grutas e Cultural Guimarães Rosa. Essa nova via asfaltada, que já está 65% concluída, irá permitir aos visitantes do autódromo uma redução de 20 km, no trajeto entre a capital e o Circuito dos Cristais.

Com acesso fácil pelos quatro cantos do Brasil e área total de 4 milhões de m2, o Circuito dos Cristais tem atraído associados de vários estados para o Clube CASA DE PISTA. Além da pista asfaltada o sócio poderá também usufruir de circuitos e trilhas para a prática OFF ROAD. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (31) 2523-6619, pelo e-mail contato@tecracing.com.br ou através do site www.circuitodoscristais.com.br.

A Truck fora de Interlagos

TRUCK

CASCAVEL – A Fórmula Truck cumpre em 2015 sua 20ª temporada como campeonato brasileiro de automobilismo homologado pela CBA. É a terceira em que Interlagos, tido em tese como principal autódromo do país, não terá nenhuma corrida da categoria dos caminhões, que são os mais rápidos do mundo, salvo exceção vinda daqueles monstros de arrancadas de tudo que tenha rodas e motores nos Estados Unidos e, talvez, na Austrália.

As duas primeiras temporadas em que não houve a etapa paulista da F-Truck foram as de 2000 e 2001, época daquele quiproquó danado acerca dos danos que alegadamente os caminhões causavam à pista. Laudos comprovaram que um kart faz mais mal ao asfalto que os brutos da Truck e, desde 2002, a etapa de Interlagos era tida como o GP de Mônaco ou as 500 Milhas de Indianápolis no calendário dos caminhões, dada sua importância relativa diante do complemento do calendário.

Em 2015 a Truck amarga a ausência de Interlagos em seu calendário, presumida há muito e formalizada nesta tarde. A etapa final de 6 de dezembro foi confirmada para Londrina, que já foi palco da segunda etapa. É a primeira vez que uma pista recebe a categoria duas vezes na mesma temporada desde 2001, quando Curitiba teve a quarta e a oitava etapa.

Uma carta assinada pela presidente da Truck, Neusa Navarro, foi distribuída agora ao fim da tarde a pilotos, patrocinadores e colaboradores da categoria. Não me considero exatamente um colaborador do evento, acho que mais atrapalho que ajudo, mas a missiva também me foi enderecada. Reproduzo-a na íntegra e sem qualquer edição. As considerações correm por conta de cada um de vocês – comentem à vontade.

Santos, 01 de setembro de 2015.

Aos

Patrocinadores, Pilotos, Equipes e Colaboradores

Prezados Srs.

Ref. Alteração de data Fórmula Truck

A organização da Fórmula Truck, tendo em vista o Campeonato Brasileiro – Temporada 2015, vem através da presente, informar a V.Sªs. à mudança do local de nossa 10ª. e última etapa, originalmente marcada para os dias 04, 05 e 06 de dezembro no Autódromo José Carlos Pace – Interlagos/SP, para o Autódromo Ayrton Senna – Londrina/PR, pelos fatos que nos vimos na obrigação de levar ao conhecimento de todos:

Após termos em outubro de 2014 aprovada nossa data, pela SPTuris, entidade que administra o autódromo de Interlagos, finalizamos nosso calendário e além de divulgá-lo, também o inserimos em nossos regulamentos, porem no inicio deste ano fomos surpreendidos com a comunicação sobre a indisponibilidade das datas acima referidas.

Estranhamente a data passou a pertencer a Vicar Promoções Esportivas, realizadora também de eventos automobilísticos, entre eles a Stock Car, que promoveria o Campeonato Brasileiro de Marcas, sob a alegação de já existir um comprometimento com eles.

Depois de apresentarmos proposta para realizarmos juntos na mesma data, ambos os eventos, ou seja, Brasileiro de Marcas e Fórmula Truck, fomos mais uma vez surpreendidos com o fato que a Vicar não mais realizaria seu evento, pois a SPTuris havia programado um novo evento nas dependências do autódromo de Interlagos.

Indignados procuramos novamente a SPTuris, em busca de esclarecimentos e soluções, porem, ficamos perplexos ao saber que a data, antes da WEC, depois assegurada para a Fórmula Truck, depois comprometida com o Brasileiro de Marcas, seria então de um show de musica eletrônica, o EDC;

Queremos deixar também registrado a enorme e não menos irônica coincidência, da promotora do show musical ser, nada mais nada menos, que a empresa Time For Fun, proprietária da Vicar Promoções Esportivas.

Prosseguindo com a incoerência foi primeiro nos negado as datas de 27, 28 e 29 de novembro de 2015, com a alegação de que a Fórmula Um estaria desmontando suas estruturas, mesmo nos dispondo a aproveitar parte das mesmas, depois nos foi oferecido às datas de 18, 19 e 20 de dezembro de 2015, condicionada a ser coordenada com a StockCar, o inicio de nossa montagem com a desmontagem dos mesmos, o que é imensuravelmente desprovida de qualquer bom censo e lógica, vez que a mesma realizará nos dias 11, 12 e 13 de dezembro de 2015, a saber: Stock Car, Brasileiro de Marcas, Brasileiro de Turismo, Brasileiro de Fórmula 3 e Mercedes Benz Challenge, ou seja, totalmente impossível de se realizar.

Não vemos e sequer nos foi apresentado qualquer justificativa plausível, o que em nosso entendimento além de lamentável, é prejudicial a todos envolvido, com reflexos maiores em alguns, mas sem dúvida alguma, prejudicando o nosso maior incentivador: o patrocinador.

Assim não nos restou alternativa, forçando-nos a mudar o local de nossa 10ª. e ultima etapa, de São Paulo para Londrina, no mesmo final de semana, constante no nosso calendário, para que possamos terminar dignamente a temporada 2015 ainda neste ano.

Ressaltamos que muito nos entristece essa situação, aonde tivemos que nos conter para não tomar atitudes cabíveis, que se por um lado traria justiça, de outro nos prejudicaria em relação a futuras solicitações de datas, e não é esse nosso objetivo, e sim simplesmente realizar nosso trabalho, que é promover nosso evento na pista de Interlagos. De qualquer forma, fica à disposição de todos que assim o desejarem, toda a documentação que assegura e comprova a veracidade dos fatos aqui retratados, bem como nos colocamos a disposição para dirimir quaisquer dúvidas.

Certos de sua compreensão, aproveitamos o ensejo para renovar nossos protestos de elevada estima e apreço.

Neusa M. Navarro

Presidente

A Cauda da Onça

CURVELO

Um complexo com quatro milhões de metros quadrados vai acolher, a partir de 2016, o novo endereço do automobilismo brasileiro. Falo do Circuito dos Cristais, em Curvelo, cidade mineira distante 160 km da capital Belo Horizonte. Uma grande tacada da iniciativa privada, neste caso da TecRacing, empresa capitaneada por Alfredo Santos e Marco Túlio Santos. O empreendimento levado adiante com recursos próprios e, claro, também com o captado junto aos investidores e compradores das cotas do Clube Casa de Pista. Na parte que mais interessa ao público das corridas em geral, o autódromo deverá ser inaugurado em março de 2016.

O autódromo está sendo construído sob moldes já consagrados no primeiro mundo – o Ascari, na Espanha, e o Monticello, nos EUA, são dois exemplos bem concorridos. A cota adquirida por um associado lhe dá direito a uma série de vantagens, nelas incluídos o acesso à pista em um número determinado de vezes por ano, já que a previsão é de realização de sessenta edições anuais de Track Day, e 500 metros quadrados de área no condomínio que vai integrar o complexo. As fases seguintes do empreendimento compreenderão estrutura hoteleira, galpões, pistas off-road e de mountain bike, além da proximidade com loteamento comercial.

O asfaltamento da pista vai de vento em popa. A aplicação do asfalto segue o sentido anti-horário do traçado de 4.415 metros e já alcançou a curva 4 – a foto mostra uma faixa mais escura já na décima das dezessete curvas, que representa a imprimação, uma fase pré-asfáltica do trabalho, por assim dizer. Nem todas as curvas ganharam nomes, mas sei que já há por lá a Ferradura, o Anzol, a Cauda da Onça… Nunca me imaginei narrando uma disputa por posição em que um piloto tenta chegar antes de seu oponente à Cauda da Onça. Farei isso em Curvelo durante a próxima temporada – basta-me continuar trabalhando como narrador de corridas.

O plano inicial prevê a inauguração daqui a sete meses com dez boxes. Pouco, pelos padrões que conhecemos. Ainda assim, há contatos para que Stock Car e Fórmula Truck tenham etapas em Curvelo já no próximo ano, o que implicaria a necessidade de construírem mais boxes – será o menor dos problemas. O trabalho no Circuito dos Cristais segue dentro dos prazos pré-estabelecidos, o que é uma conquista e tanto, tudo dentro dos padrões da FIA, a Federação Internacional de Automobilismo. Há o compromisso, para a fase imediatamente seguinte, de adequação de tudo conforme reza a FIM, que gere o motociclismo internacional.

É um alento ver o empenho com que os curvelanos trabalham, seja no canteiro de obras ou nos rincões distantes dali onde exista algum interesse no resultado final. Inevitável o clichê de que a realidade do Circuito dos Cristais vai na contramão da onda infeliz de sucateamento e desativação de tantos autódromos brasileiros. Há esperança, contudo. Goiânia deu grande passo ao reestruturar seu autódromo. Cascavel tentou coisa parecida, o resultado foi suficiente para voltar ao cenário. Interlagos deve renascer logo, também. Há mais casos, e acho que é nisso que Curvelo arrebatou minha simpatia: encarou a contramão da tendência de ora.

Asfalto neles! (2)

CURVELO 1CASCAVEL – Vias de acesso e pit lane já asfaltados. Curvas 1 e 2 e reta oposta já recebendo as camadas asfálticas na chamada imprimação (identificada pela parte mais escura na foto cima), que começou algumas semanas atrás e ainda nesta semana vai alcançar os 4.415 metros do traçado. Essa é, hoje, a situação do Circuito dos Cristais, em Curvelo.

É questão de dias para começarem a derramar o asfalto na pista, e a partir daí qualquer coisa adiante de dois meses a título de cura.

A coisa vai ganhando corpo.