O novo time

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CASCAVEL – Passou batido, já que foi quarta-feira, mas está aí a nova diretoria do Automóvel Clube de Cascavel, aclamada em assembleia na noite de quarta-feira na associação da Globoaves.

Em pé, a partir da esquerda, estão Heverson Bastos, Ingmar Biberg, Luiz Fernando Pielak, Júlio Faoro, Flávio Poersch, Cléber Justus da Fonseca e Paulo Nazzari. Na fila da frente, sentados, Cláudio Deitos, Jorge Myasava, Juraci Massoni, Ildo Rebelatto, Jaci Pian e Orlei Silva. O Dinho Tasca também integra a diretoria, mas não compareceu, estava viajando. Todos eles têm envolvimento direto com o automobilismo. São caras do meio. Pareceu-me um time mais comprometido que noutras vezes, é possível que desse time saia também o próximo presidente – Massoni, que anunciou ter baixado a dívida do ACC de R$ 83 para R$ 20 mil no mandato anterior, vai precisar de um descanso hora ou outra.

Massoni, se minhas contas não estão erradas, inicia seu quinto mandato à frente do Automóvel Clube. O novo vice é pai do piloto Gustavo Myasava, que neste ano vai representar o automobilismo de Cascavel na Fórmula 3 sul-americana – será o sexto piloto da cidade na categoria, depois de Pedro Muffato, Paulo Pizzoni, David Muffato, Jaime Melo Júnior e André Pedralli.

A assembleia que aclamou a única chapa inscrita teve presença de autoridades, também, várias delas. Todas falaram um pouquinho durante o ato solene, e o mais aplaudido foi Rogério Alves de Oliveira, que nos tempos de jogador de vôlei era conhecido pelo apelido “Ganso”. Oliveira fez-se presente representando o secretário estadual do Esporte, Evandro Roman, e trouxe a confirmação de um patrocínio do Estado ao Metropolitano de Marcas & Pilotos. A verba destinado pela pasta estadual, considerados os devidos abatimentos, gira em toro de R$ 15 mil para cada uma das seis etapas. Falando aos presentes, Oliveira lembrou que o governador Beto Richa também foi piloto de automobilismo “e ainda gosta do assunto, brinca quando tem tempo”.

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Tela veloz

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CASCAVEL – A noite do feriado terá mais automobilismo regional na tela do Bandsports. O “Sport Brazil”, do Marcos Rossini, vai apresentar a partir das 20h de hoje a segunda etapa da Super Cars – a prova integrou o evento de duas semanas atrás do Campeonato Paulista em Interlagos.

A primeira etapa, que aconteceu em fevereiro, já foi mostrada algumas semanas atrás. Postei aqui, também. A terceira está marcada para semana que vem, dia 7 de abril.

Snake Smoke

CASCAVEL – O neandertálico Erick Grosso colocou no ar (ok, não é literalmente no ar, mas a  expressão é válida) seu já tradicional clipe ambientado na Classic Cup com o material colhido na segunda etapa, disputada dez dias atrás em Interlagos. O “Snake Smoke” da primeira etapa, a de fevereiro, está aqui.

Observando a edição do Erick, cuja única pretensão foi mesmo a de arredondar o clipe da vez, chego a pensar que seria possível, com um resultado atraente, a preparação de uma edição mais longa, de 25 ou 28 minutos, para exibição em tevê, só com uso das imagens captadas pelas câmeras GoPro com que os pilotos têm infestado seus carros.

Dias atrás escrevi sobre a tendência que as categorias regionais vêm seguindo, de viabilizar espaços nas emissoras de televisão. Os integrantes de todas elas têm esse desejo, às vezes mais contido, o custo da produção de vídeo é um dos fatores que dificultam a propagação de todas elas.

Pensei nisso agora, numa edição só com imagens das GoPro, que já estão lá instaladas, já deram o que tinham de dar em termos de custo. A ideia me soa tão absurda quanto instigante. Seria uma alternativa ao custo proposto pelas produtoras. Não tenho notícia de que uma experiência assim já tenha sido feita em alguma competição do gênero. E os carros têm ido à pista com tantas câmeras acopladas que chegam a parecer aqueles monstrinhos que vêm nas caixas de sucrilhos para montar. Fonte de material não faltaria, seguramente. Mas daria um trabalho dos diabos, exigiria habilidade.

Um devaneio, apenas. Que talvez o Erick entenda como sugestão de pauta para a próxima etapa da Classic Cup. Vai ser no dia 6 de abril.

F-Júnior tem bandeira verde

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CASCAVEL – Mesmo sem saber nada do que aconteceu por lá, sou obrigado a puxar a ovação. A gauchada deu mais uma bola dentro – ou acelerou até depois da placa dos 50, como queiram – e lançou no fim de semana, em Tarumã, a Fórmula Júnior. Dá para dizer, enfim, que o automobilismo do Brasil tem uma categoria-escola, em que pesem todas as coisas que o pessoal do copo meio vazio (vocês conhecem a fábula, né?) há de elencar para desmerecer a iniciativa.

Pincei lá do site da F-Júnior este breve relato da rodada dupla de estreia. A foto aí de cima, feita pelo Dudu Leal, veio da tesoura-press, prática tão conhecida quanto condenável no meio jornalístico do qual este blog foge. Foi copidescada desse post aqui no blog da NA.

A próxima, no dia 21 do mês que vem, acontecerá em Guaporé. O campeonato é gaúcho, como se sabe.

À moda da casa

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CAMPINAS – Tudo vale quando a ordem é economizar. O pessoal do Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos lá de Cascavel tratou de arregaçar as mangas para poupar alguns níqueis.

Achei muitíssimo bem bolada – o blog é meu, aqui eu acho o que bem entender – a programação da primeira etapa, que vai ser disputada amanhã. Hoje, na verdade, comecei a escrever antes da meia-noite, mas postei depois. Hoje, ou ontem, houve desafios de arrancada, conforme acusa o cartaz aí acima.

A programação formatada para o evento, essa da foto aí abaixo, que me foi enviada pelo Anselmo Branco, prevê que todo o evento, incluindo treinos livres e classificatórios, além de procedimentos técnicos e desportivos, transcorrerá num espaço de oito horas. Sim, oito horas.

É bem verdade que houve treinos livres hoje – ou melhor, ontem; esqueci que já passou da meia-noite. Imagino que tenham reunido grande maioria dos pilotos, se não todos. Mas não foram obrigatórios. Foram agendados para quem deles quisesse participar. Tenho impressão de que tenham ocorrido ontem, também, houve uma discussão internética a respeito dias atrás, não sei o que decidiram a respeito.

Um dia de autódromo custa, e não é pouco, mesmo em se tratando de uma competição regional como o Metropolitano de Cascavel. Um campeonatinho, como arrotariam figuras envolvidas com competições mais pomposas e importantes. UTI móvel, equipe médica, sinalizadores, comissários, pessoal de secretaria, refeições para toda essa gente, mais as presumíveis diárias cobradas por preparadores e mecânicos, tudo vira custo. E quando a coisa é feita para quem alega orçamentos apertados, economia é palavra de ordem.

A temporada que vai começar daqui a pouco é a 13ª consecutiva da competição nesse formato. Não sei quantos carros largam, pelo pouco que li interneticamente nos últimos dias não devem ser menos que 25. Prometi a amigos que correm e organizam corridas em Cascavel que estaria lá amanhã, hoje, até me comprometi a narrar as duas baterias da corrida para quem no autódromo estivesse, houve quem me pedisse isso. Mas estou longe, em Campinas.

Cascavel proclama ser grande em muita coisa, o automobilismo entre elas, mas é bem pequena em tantas outras. Nas linhas aéreas, por exemplo. Cascavel não recebe voos procedentes de São Paulo nas noites de sábado.

Sucesso aos amigos que vão dar o show na pista daqui a pouco. Que me contem tudo depois.

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Automobilismo refrigerado

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CASCAVEL – Dei uma passada hoje cedo pelo autódromo de Cascavel. Salvo engano, foi a primeira do ano. Por lá estavam o Thiago Marques, capitão da Sprint Race, e um pequeno séquito de profissionais envolvidos até o pescoço com testes de desenvolvimento do carro da categoria, que terá em 2013 seu segundo campeonato.

Além do trabalho contínuo de equalização dos carros, que é sempre um desafio considerável, o Thiago, que foi à pista, testou um novo sistema de refrigeração. No do carro, mas do piloto. Um dispositivo que vem sendo desenvolvido há dois anos pela Embraco, fabricante de compressores que abastece uma de cada cinco geladeiras existentes no mundo.

O pequeno compressor de ar, que pesa qualquer coisa em torno de um quilo e meio, deve ser absorvido a partir do ano que vem por algumas das categorias nacionais de automobilismo. Ou várias, ou todas. Pelo que entendi da conversa, que não era comigo, o novo sistema vai substituir as camisetas-serpentinas lançadas alguns anos atrás, que demandam a instalação nos carros de caixas térmicas que, na hora do pega-pra-capar, têm de ser abastecidas com quilos e mais quilos de gelo em cubos. E em casos de corridas sob calor extremo, é sabido, esse gelo derrete antes da metade do percurso.

A refrigeração gerada pelo pequeno compressor é trazida ao piloto por um duto instalado na parte de cima do capacete – ao ver o do Thiago, que não fotografei por absoluta falta de tino jornalístico, lembrei-me de um daqueles capacetes de pilotos de aviões-caça. Parece bem funcional, o novo sistema. Que permite regulagem em um quintilhão de níveis de refrigeração. Cada piloto percebe uma exigência de conforto distinta, afinal.

Os testes com dois carros da Sprint Race no autódromo de Cascavel vão até quinta-feira, e parece que o Thiago vai ter companhia ilustre no trabalho, preciso checar melhor. Foi a primeira vez que um carro da categoria foi levado à pista em Cascavel, onde a categoria terá sua sexta rodada dupla no dia 22 de setembro. O Daniel Kaefer, piloto da cidade na Sprint Race, estava lá, acompanhando tudo.

Preferi não atrapalhar tanto o trabalho do Thiago, saí do autódromo e vim tratar do meu, sem ter conseguido saber dele qual foi a solução encontrada para encaixar no calendário a primeira etapa da Sprint Race em 2013. Que seria, não será mais, disputada no dia 7 de abril em Interlagos, na mesma programação da rodada inaugural da Copa Petrobras de Marcas – categoria onde o Thiago corre. Mas tudo indica que a questão já esteja resolvida e seja anunciada ainda hoje.

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Fala, Fogaça!

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CASCAVEL – Pode ser chover no molhado, como tanta coisa o foi. Mas vale a tentativa.

O Djalma Fogaça, conhecido e reconhecido como um dos sujeitos com menos papas na língua do automobilismo, vê-se agora em mais uma condição nesse mundinho das corridas: o de pai de piloto. Não é daqueles pais de piloto que vão ao box do lado enfiar a mão na cara do pai do outro piloto, ou que brada aos quatro ventos que o filho é o novo Senna. É pai de piloto, apenas. Do Fábio, que tem dentro de casa uma privilegiada escola de automobilismo.

E é como pai de piloto que Djalma exerceu em seu perfil no Facebook seu lado síndico. Primeiro, movido por uma batida em que Fábio acabou envolvido.

“Isso é muito fácil de resolver, é só a CBA querer”, sugeriu Djalma. “Hoje em dia eles obrigam todos os carros a terem câmeras onboard . Agora eu pergunto, pra quê, se para você mandar verificar sua própria câmera tem de pagar 500 reais?”, questiona, emendando: “Agora é esse o intuito do negócio, as câmeras servirem pra fazer um caixa à CBA?”.

Horas mais tarde, Djalma promoveu outra válida discussão no Facebook. Reproduzo parte dela aqui.

“O automobilismo nacional tem um câncer chamado queima de largadas, batidas sem o menor propósito. Não adianta acusar um ou outro, isso é bobagem e só arruma inimizades de graça. Vou dar uma sugestão para as queimas de largada, e tem como fazer isso eletronicamente: é só controlar o apagar da luz vermelha que está no painel de qualquer carro de corrida hoje em dia, com o pedal do acelerador. Quando o piloto aplicasse mais de 50% do curso do acelerador antes de apagar a luz vermelha, imediatamente apareceria o número do carro ao diretor de prova, que tomaria as atitudes necessárias. Pronto, ‘tá resolvido. O que não é justo, por exemplo, é um piloto que larga em 10º chegar ao final da reta disputando freada com o nego que largou em 20º”, ilustrou.

Bem, temos cá duas questões bem palpáveis. Uma resume-se exatamente a isso, a uma questão: pagar para checagem de um item, no caso a câmera, de uso obrigatório? Questão que, como muitas, outras, deve ficar sem resposta. O outro ponto transcende o questionamento. Propõe a solução para um problema que vai contra o princípio do esporte. Queimar largada é mau exemplo. A solução indicada pelo Djalma não deve custar mais que mil reais. Essa, sim, deveria ser obrigatória em todas as categorias, até para que a margem de erro de comissários desportivos seja reduzida. É de se supor que não vão dar ouvidos à sugestão do Djalma. Custa caro, hão de alegar, enquanto contam os reais amealhados de quem pediu para ter checadas as imagens de suas câmeras onboard.

Acompanhar o Djalma pela internet tem sido interessante. Não só pelos debates que ele propõe como também pelos causos impagáveis que resgata. Rir é preciso, afinal, quando se vive e convive com tanta coisa ruim.