As velhas 12 Horas

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Júlio Martini, parceiro de Matheus Stumpf e Tiel Andrade, comemorou a vitória nas 12 Horas de Tarumã do último domingo. Tubarão IX e os demais protótipos continuam no grid, segundo garante o ACRGS.

CASCAVEL – Postei há pouco aqui no blog uma notícia que me foi trazida pelos pilotos gaúchos, de que a partir do próximo ano as 12 Horas de Tarumã terão seu grid restrito à categoria Marcas 1.4.

Bem, parece que não é bem assim.

Nos últimos minutos meu celular não parou – estou com o aparelho na mão, chega a estar quente. Fui procurado por alguns amigos (assim mesmo, no plural) do Automóvel Clube do Rio Grande do Sul, que promove as 12 Horas de Tarumã. Maioria me chamando de doido e alegando que ninguém do clube tem qualquer conhecimento do assunto. “Escreveu merda!”, vociferou um deles, que é da casa. “Da próxima vez te informa melhor para não passar mais vergonha”, continuou.

A um ano das próximas 12 Horas, é fato que os automobilistas gaúchos estão buscando retomar os melhores grids de sua história. Que em princípio passa pela manutenção dos protótipos e GTs e pela provável junção com os carros da Superturismo. Os carros do Gaúcho de Marcas seguirão admitidos, como estiveram neste ano – dois deles integraram o grid.

Fazia tempo que eu não dava uma barrigada. De modo ou outro, um discurso unificado entre todos os personagens pode ser um bom caminho para devolver às 12 Horas de Tarumã o grid que a história da prova faz por merecer.

 

As novas 12 Horas

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Os carros de Tiago Takagi (54) e Thiago Messias (111) puxam a fila em uma das etapas do Campeonato Gaúcho de Marcas em Tarumã. Categoria vai monopolizar o grid das 12 Horas em 2019.

CASCAVEL – Foram 17 os carros no grid das 12 Horas de Tarumã, na primeira metade do último domingo. Seriam 18, se mais coisas tivessem dado certo no meu âmbito, e seriam bem mais, se mais coisas tivessem acontecido no âmbito de mais automobilistas.

Mas foram 17, um número que o tradicionalismo gaúcho – e aqui me refiro especificamente às coisas do mundinho das corridas – considerou pequeno. Era preciso fazer algo para mudar, e a gauchada fez. Providências imediatas.

Em 2019, as 12 Horas de Tarumã terão apenas carros da categoria Marcas, configurados pelo regulamento do Campeonato Gaúcho. Que, os mais atentos já terão atinado, padroniza os motores GM 1.4 para todos os modelos, sejam carros da GM, da Ford, da Fiat, da VW, da Renault. A galera goiana da Copa JR e as equipes do Campeonato Mineiro estão atentas à novidade.

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Essa é a nova cara das 12 Horas de Tarumã, prova que se aproxima da marca cinquentenária. Com categoria única, expectativa é de vários carros ainda disputando a vitória perto do meio-dia.

Não dá para ignorar um quezinho de Cascavel de Ouro na radical mudança a que as 12 Horas de Tarumã se submetem. O que é legal, dá uma pontinha de orgulho por termos consolidado esse formato pelas bandas de cá – no nosso caso, com os motores 1.6 de cada marca empurrando os carrinhos. Reunimos 70 desses na lista de inscrições da corrida de um mês atrás.

Os carros das demais categorias não ficam fora da nova festa, claro. Uma corrida preliminar com três horas de duração vai reunir protótipos e GTs de todas as classes. Torço para que seja a etapa final do ascendente Endurance Brasil. Tudo é possível.

Os amigos gaúchos têm um ano pela frente para fazer o novo formato das 12 Horas dar certo. E se tem uma coisa que gaúcho sabe fazer é automobilismo, e não churrasco, que esse ocorre com primor em Mato Grosso do Sul e no Paraná (sempre digo isso para provocar os gaúchos, e maioria deles ficam putos nas calças, como eles próprios dizem, mas claro que há um ou outro no Rio Grande amado que domina a arte do espeto). Já apostam, de cara, que o grid voltará a romper a casa dos 40 carros. Tomara que consigam. Numa dessa o poderoso #66 aparece na lista.

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Largada do Gaúcho de Marcas em Guaporé, com Ike Ramos (81) e Rafael Fleck (76) à frente. Gaúchos já apostam num grid com mais de 40 carros da categoria na próxima edição das 12 Horas.

As datas da Turismo Nacional

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CASCAVEL – É fim de semana de Turismo Nacional em Curvelo, etapa final da temporada. É de se supor que a reunião dos pilotos para as corridas deste sábado vá servir para o Ângelo Corrêa anunciar aos pilotos o calendário das seis etapas do campeonato de 2019, que será o terceiro da categoria em sua gestão atual.

Dou alguns chutes. O primeiro, quanto às datas, considerando que as corridas vão continuar acontecendo aos sábados: 30 de março, 11 de maio, 15 de junho, 28 de julho, 7 de setembro e 12 de outubro.

O segundo chute: a primeira etapa vai acontecer em Londrina e a última vai ser em Cascavel. A intenção é de repetir a fórmula que deu certo em 2018, de ter a etapa de Cascavel três semanas antes da Cascavel de Ouro – de realização estimada, também segundo meus chutes, para o dia 3 de novembro.

A diferença, a meu ver bastante acertada, é que neste caso o campeonato terminaria antes da Cascavel de Ouro.

As datas da Cup

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Interlagos receberá os testes da pré-temporada do Porsche Cup Império nos dias 21 e 22 de fevereiro, menos de um mês antes da abertura da 15ª temporada da categoria

CASCAVEL – E coube ao Porsche Cup Império puxar a fila das categorias nacionais no anúncio das datas e dos locais que receberão as etapas de 2019. Interlagos receberá os três primeiros eventos do ano – um deles, nos dais 21 e 22 de fevereiro, será de sessões de testes de pré-temporada.

As duas primeiras etapas, dias 16 de março e 27 de abril em Interlagos, serão do campeonato “sprint”, o das corridas curtas, que terá sequência em 1º de junho no Velo Città. O campeonato de provas longas vai começar mais cedo que o de 2018: Interlagos ou Velo Città são as opções de sede para a primeira etapa do Endurance Series, no dia 29 de junho.

Aí teremos mais duas etapas da “sprint”. A de 3 de agosto vai marcar a volta da argentina Termas de Río Hondo ao calendário da categoria, que em 21 de setembro voltará a Interlagos ou ao Velo Città – a que não tiver recebido o Endurance de junho.

Tal qual ocorreu neste ano, as duas últimas etapas do Endurance Series acontecerão em Goiânia, no dia 26 de outubro, e em Interlagos, no dia 30 de novembro. Entre as duas, no dia 17 de novembro, a etapa final do campeonato “sprint” vai marcar pelo 15º ano consecutivo a presença do Porsche Cup Império na programação do GP do Brasil de Fórmula 1.

Na íntegra: Turismo Nacional 2018, 5/6

GOIÂNIA – É semana de encerramento de temporada na Turismo Nacional, que chega a Curvelo para as corridas da sexta etapa no Circuito dos Cristais. Hora mais que propícia, então, para vermos o que de melhor aconteceu na etapa de Cascavel, que foi a penúltima. Produção e edição do Deivicris de Cristo e da rapaziada da equipe “No Alto Giro”, com minha narração.

Aos que tiverem a curiosidade de acompanhar também o que aconteceu nas etapas anteriores da Turismo Nacional em 2018, elas podem ser vistas aqui mesmo, no blog. Basta acessar os links da primeira etapa, em Londrina, da segunda, que marcou a estreia de Guaporé como sede do campeonato, da terceira, disputada aqui em Goiânia, ou da quarta, em Interlagos, que teve as primeiras corridas noturnas da categoria.

 

Na íntegra: Copa Truck 2018

Corrida 2 da 9ª etapa da Copa Truck em Curitiba.

Roberval Andrade comemorou em Curitiba, no último domingo, a conquista do título geral da Copa Truck em 2018. Em 18 corridas ele conquistou cinco vitórias, dois segundos e três terceiros lugares. 

CASCAVEL – A série “Na íntegra” foi criada para trazer ao blog, em princípio, as corridas que eu narro na televisão e na internet. Não narro a Copa Truck, mas como este blog é a única coisa do universo a que dou minhas regras sem prestar contas a ninguém, resolvi trazer aqui todas as corridas da temporada da Copa Truck. Sobretudo por estarem postadas no YouTube, pelo pessoal do LPVW Brasil AV, todas as transmissões que as nove etapas tiveram dos canais SporTV.

A primeira das quatro Copas da temporada teve início cá em Cascavel, sob chuva, no dia 25 de março. Wellington Cirino e Giuliano Losacco foram os dois primeiros vencedores do ano, conforme revemos.

O domingo também foi chuvoso em Guaporé no dia 15 de abril, durante o segundo evento do calendário. Wellington Cirino e Felipe Giaffone venceram as duas corridas no sinuoso traçado da Serra Gaúcha, de onde Cirino saiu como campeão da Copa Sul. Ele, Losacco e André Marques, os três primeiros na pontuação, voltavam para casa já classificados à decisão do título – os três primeiros de cada Copa levam pontos para a etapa final que vale o título brasileiro.

A etapa de 27 de maio em Interlagos deu início à Copa Sudeste. Foi um dia de gala para Roberval Andrade, que ganhou as duas corridas e abriu vantagem na disputa pelo segundo título do ano, cuja decisão, inicialmente marcada para dali a duas semanas, seria postergada para o início de outubro. Adequações que acabam se fazendo necessárias ao longo da vida.

Com a já citada mudança de calendário, o evento de 29 de julho em Campo Grande deu início a mais um torneio, a Copa Centro-Oeste. Felipe Giaffone e Roberval Andrade foram os nomes do dia, cada um com uma vitória e um segundo lugar. Quase que uma premonição do que seria a decisão do título geral, pouco mais de quatro meses depois.

Giaffone acabou conquistando o título da Copa Sudeste com os dois segundos lugares na etapa de 26 de agosto em Goiânia, onde Danilo Dirani levou a novata PPD a duas vitórias. Andrade, com um sexto e um terceiro lugar, terminou a Copa em segundo, com André Marques ganhando mais chances na final geral com o terceiro lugar na pontuação.

A Copa Truck rompeu a fronteira pela primeira vez para a etapa de 16 de setembro em Buenos Aires. A disputa argentina foi amplamente dominada por Felipe Giaffone, que ganhou as duas corridas e abriu caminho para conquistar mais uma das Copas da categoria.

A decisão da Copa Mercosul, no dia 7 de outubro, aconteceu em Rivera. O circuito uruguaio jamais havia recebido uma corrida de caminhões. Roberval Andrade e Renato Martins arrebataram as vitórias nas duas corridas. Felipe Giaffone fez valer a vantagem trazida da Argentina para garantir o título terminando uma corrida em segundo e outra em quarto.

A oitava etapa aconteceu em Curvelo, no dia 28 de outubro, marcando o término da Copa Sudeste. Essa etapa teria acontecido em junho, em seguida à etapa de Interlagos, e acabou adiada por conta dos efeitos da paralisação nacional dos caminhoneiros. Felipe Giaffone ganhou as duas corridas, o que não o fez disputar o título da Copa – não havia corrido em Interlagos no dia das 500 Milhas de Indianápolis por conta das atribuições como comentarista da Fórmula Indy na Band e no BandSports. André Marques terminou uma corrida em sétimo e outra em quarto e ficou com o título. Renato Martins e Roberval Andrade também acumularam pontos para a final, como vice-campeão e terceiro colocado.

O título foi decidido no último domingo, na etapa final que segundo os organizadores do campeonato reuniu 32 mil torcedores no autódromo de Curitiba. O sistema de pontuação da Copa Truck classificou seis pilotos para a disputa final pelo anel do campeão, que foi parar literalmente nas mãos de Roberval Andrade, com uma vitória e um segundo lugar.