Decisão com virada

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CASCAVEL – No primeiro contato que tenho com a internet no dia, vou atrás de saber como foi a final da Copa Pneus Marshal Marcas e Pilotos SP. A tendência de título de Luiz Cirino (Arias Motorsport) era grande, o cara fez uma grande temporada e chegou à etapa final com alguma vantagem sobre a dupla vice-líder formada por Marcio Philippi e Pimenta Pedro Pimenta (CrossFox-Engebrás), que ontem conquistaram a pole.

Não fiz contas, nem nada, não ainda se sei se houve critério de desempate ou qualquer coisa do gênero. Sei que Philippi ganhou a primeira corrida e fez a volta mais rápida, que vale um pontinho. Cirino terminou em segundo. E sei que Pimenta ganhou a segunda corrida fazendo também a volta mais rápida, com Cirino novamente em segundo, assombrando seu espelho retrovisor.

Não fiz contas, não perguntei a ninguém, não telefonei a nenhum dos três para cumprimentá-los pela grande final de campeonato de hoje em Interlagos. Não deu, mas eu deveria, e queria, estar lá, nos boxes do Pimenta, do Philippi, do Cirino e de tanta gente da categoria, com que fiz amizade daqui, do meu computador, e que vim a conhecer depois. Uma grande categoria, uma grande família, que me acolheu como seu membro para uma parceria que já completa três temporadas.

Parabéns, Márcio e Pedro, pela virada de campeonato histórica.

Parabéns, Luiz, pela excelente atuação durante todo o ano. Imagino, cá de longe, que você já tenha mandado às favas a decepção pelo título que escapou e esteja comemorando o grande ano com os quem frequentam seu boxe e sua mesa no happy-hour.

Parabéns, Copa Pneus Marshal de Marcas & Pilotos, por ser, como sempre digo nas transmissões pela televisão, a maior categoria do automobilismo brasileiro. Chegar à última etapa de uma temporada com 38 carros na pista é façanha para poucos.

O show não pode parar

CASCAVEL – O assunto não é novo, o incidente em que o carro de corridas do piloto Marcelo Bambino foi consumido pelo fogo já tem quase dez dias. O Pancho Favoretto escreveu essas linhas aqui no DriveTube a respeito do que houve. Foi de onde pincei o vídeo aí abaixo, em tudo é registrado pela câmera onboard do piloto do Gol número 55.

O que houve com Bambino, em que pese a consequência infinitamente menos grave que o acidente fatal de Robson Kölling há exatas 100 horas nos treinos para as 500 Milhas de Londrina, leva ao mesmo círculo vicioso que todos já decoramos.

Os autódromos de hoje não oferecem mais condições para corridas – o que não é exclusividade de Caruaru e Londrina -, mas são homologados mesmo sem condições, porque o show não pode parar; pilotos e equipes dispõem-se a atuar em autódromos sem condições, às vezes arriscam-se a bordo de máquinas de competição que não oferecem segurança alguma (o que não pareceu ser o caso de Bambino, e nem o de Kölling), porque todos são verdadeiramente apaixonados pelo negócio e, afinal de contas, o show não pode parar; e enquanto dirigentes e pilotos e torcedores e imprensa e todo mundo fazem vistas grossas à inexistência de condições ideais para que haja eventos e corridas dentro desses eventos, a coisa vai acontecendo assim mesmo, porque o show não pode parar.

Às vezes isso tudo custa um carro de corridas, claro que isso corta o coração de qualquer um que goste de corridas. Às vezes custa a vida de um piloto ou de um torcedor ou de qualquer um que tenha envolvimento com as corridas.

E providências não são tomadas, e as manifestações de revolta de todo mundo têm sua efemeridade elevada a potências estratosféricas, e ninguém dá satisfação a ninguém, sorrisos e tapinhas nas costas já resolvem, talvez um descontinho na próxima taxa, e se morrer mais alguém emite-se uma nota de pesar e fica por isso mesmo, e tudo segue como está, e vai ser sempre assim, e estejam todos à vontade para mostrar testemunhos e evidências em contrário.

Afinal, embora pareça estar num caminho sem volta para o fim, o show não pode parar.

Confraternização veloz

KART

CASCAVEL – Rota obrigatória de todo mundo que acompanha o esporte paranaense em algum grau, o “Bate-Papo de Esportes”, programa semanal de debates e entrevistas da CATVE ambientado obviamente nas competições que acontecem no Paraná – ou fora dele, com envolvimento de paranaenses nas condições de competidores, treinadores, dirigentes, torcedores ou quaisquer outras que se possa imaginar –, encerra mais uma temporada nesta segunda-feira, 16 de dezembro. Como de hábito nas edições especiais de fim de ano, Jorge Guirado e a equipe de produção do programa formataram uma ocasião especial para reverenciar os destaques esportivos de 2013.

Será uma ocasião em ritmo acelerado, a desta segunda-feira. O programa será transmitido ao vivo a partir das 19h30, como acontece toda semana. Mas não dos estúdios da emissora no centro de Cascavel, e sim do Kartódromo Municipal Delci Damian. Lá serão recepcionados atletas, dirigentes, jornalistas, convidados e curiosos para o programa, cujas entrevistas e homenagens serão intercaladas com corridas de kart, como convém ao ambiente escolhido. Serão seis corridas, na verdade, e todas elas com transmissão ao vivo da CATVE – quem gosta de corridas do gênero e está fora dos mais de 40 municípios abrangidos pela emissora vai poder acompanhar pelo portal da CATVE na internet.

As corridas, que terão em disputa a Copa CATVE de Kart, foram uma sacada do empresário Assis Marcos Gurgacz, cujo contato mais direto com as corridas da modalidade aconteceu como decorrência natural da participação de seu filho Pedro Henrique nas competições regionais e estaduais da última temporada. A ideia que levou à realização do evento de logo mais aproxima-se do que todo mundo vislumbra para o esporte motor: custos baixos. As corridas são abertas a qualquer um que tenha um kart à disposição e a carteira de piloto de competições emitida pela Federação Paranaense de Automobilismo – exceção feita à Indoor, uma das seis categorias do evento, em que os participantes serão, ou já foram, selecionados a partir de um ranking mantido pela equipe que gerencia as corridas de aluguel realizadas diariamente no kartódromo.

A fórmula de baixo custo formatada por Assis Marcos passa pela não obrigatoriedade de uso de pneus novos nos karts e pelas taxas simbólicas de inscrição – são R$ 150 para as categorias Cadete e F4 e R$ 180 para a Infanto, a Máster, a Sprinter e a Indoor. Qualquer coisa entre 10% e 20% do que os pilotos pagam em competições oficiais. Devem estar na pista cerca de 60 kartistas. Pensei em participar também, mas desisti por dois motivos: um, óbvio, o iminente risco de ofuscar os demais; outro, mais óbvio ainda, meus macacões de corrida não me servem mais, preciso perder peso nas férias.

Como já dito, a ocasião será marcada também por uma série de homenagens a algumas das personalidades do cenário esportivo paranaense no ano que chega ao fim. A lista é de alto quilate: Jorge Henrique Ferreira Machado (destaque especial 2013), Marquinhos Xavier (campeão paranaense de futsal da Chave Ouro), Neudi Zenatti (técnico campeão do handebol feminino nos Jogos Abertos do Paraná), Ana Carolina Lucietto (destaque da natação paranaense), Washington Donomai (treinador de judô destaque dos Jogos Abertos), Angélica Kvieczynski (atleta destaque da ginástica rítmica paranaense), Anita Kliemann (destaque esportivo), Gilberto Papagaio (treinador de futebol destaque), Roberto Maehler (atleta destaque da canoagem), Pedro Muffato Júnior (dirigente esportivo destaque), (Caio Carvalho e Paulo Roberto Mion (apoiadores destaque esportivo).

Robson Kolling

CASCAVEL – Matéria veiculada pela TV Tarobá no noticiário de agora à noite sobre o acidente que matou Robson Kolling no início da tarde nos treinos para as 500 Milhas de Londrina.

O diretor de prova Bento Tino Cesca descartou a hipótese tida como mais verossímil, de que um mal súbido de Robson tivesse sido a causa da colisão frontal.

Quanto a causas, métodos e consequências, dou-me o direito de não me manifestar por uma única razão: as discussões sobre segurança dos carros e dos autódromos só ganham alguma relevância logo depois de alguém morrer na pista. Foi assim depois das tragédias que mataram Rafael Sperafico em 2009, Gustavo Sondermann em 2011 e do acidente, também em 2011, que levaria Renan Alves a morrer um ano depois. Depois das manifestações de praxe no momento que sucede a tragédia, algumas delas carregadas de hipocrisia, o assunto vai continuar sendo varrido para baixo do tapete.

Não conheci Robson Kolling, embora tenha narrado no início do ano algumas das corridas que ele disputou no Paranaense de Turismo 5000. O que não me exime do choque diante da morte de um colega de automobilismo, mais novo que eu. As corridas nos dão um mundo sensacional, não há dúvida quanto a isso. O problema delas é que às vezes machucam e matam.

Tela veloz

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CASCAVEL – A temporada do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil terminou no último domingo, com as corridas da nona etapa em Interlagos. E que corridas, amigo! Numa das categorias, o campeão só foi definido nos critérios de desempate, o que dá uma ideia do que foi essa temporada de 2013. Noutra, o campeão Ricardo Rosset aderiu à moda lançada por Sebastian Vettel e comemorou dando “zerinhos” em alguns pontos da pista.

As corridas decisivas do campeonato serão mostradas neste domingo, a partir das 12h30, na Band. Eu narro, o parceiro Luiz Alberto Pandini comenta.

Aos que gostam de ver automobilismo na televisão, será um domingo dos mais interessantes, já que momentos antes a Globo e o SporTV vão mostrar ao vivo a etapa final da Stock Car, que terá largada às 10h40 e vai premiar o vencedor com um milhão de reais e apontar o campeão de 2013. E depois da exibição do Porsche GT3 Cup Challenge pela Band, a partir das 14h, a Rede TV! vai mostrar o repeteco da última prova do Campeonato Brasileiro de Turismo, série de acesso à Stock Car. A largada dessa corrida será dada às 8h40.

Grid cheio na Sprint

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CASCAVEL – O último título que o automobilismo brasileiro vai definir em 2013 é o da Sprint Race, que chega ao fim de sua segunda temporada com o maior grid de sua história. As provas de 22 de dezembro, que vão acompanhar as etapas finais do Campeonato Paulista de Automobilismo, terão 16 carros no grid, frota máxima disponível nas garagens da categoria. E há, já para esta etapa decisiva em Interlagos, uma eventual fila de espera composta por pilotos que cruzam os dedos esperando desistência de algum dos inscritos.

São oito inscrições individuais e oito de duplas, totalizando 24 participantes. Sem contar que Thiago Marques, o capitão da nau da Sprint Race, vai revezar com o irmão Tarso e com Luciano Burti, durante a programação de treinos, mais baterias de testes com o novo carro, que serve como laboratório para as modificações que serão feitas no campeonato de 2014, a principal delas no motor – sai o quatro cilindros de 225 cavalos, entra o V6 com 260 cavalos.

É possível, não uma promessa, que o calendário de 2014 da Sprint Race seja divulgado antes mesmo da etapa decisiva de daqui a onze dias, que terá nove pilotos – dois deles, os líderes, correndo em dupla – disputando o título. Esse link aqui apresenta a classificação atual do campeonato. Em Interlagos, com a pontuação das duas provas sendo atribuída em dobro em relação ao padrão habitual, cada vitória vai valer 50 pontos.

A lista completa de inscritos para a corrida, que confirma a estreia do ex-piloto de motocross Kristofer Florenzano, é esta:

0 – Gustavo Martins (RS)

1 – Anderson Faria (RS)/Gustavo Frigotto (PR)

7 – Kristofer Florenzano (PR)/Alline Cipriani (SP)

8 – Guilherme Sperafico (PR)/Marco Garcia (PR)

11 – Adolpho Rossi (SP)

14 – Gustavo Trunci (SP)/Marcelo Maiolli (SP)

15 – Daniel Daroz (SP)/Caíto Vianna (SP)

17 – Daniel Kaefer (PR)

21 – Lucas Gohr (SC)

22 – Pedro Bianchini (PR)/Kau Machado (PR)

33 – Alexis Vilela (RJ)

39 – Marcelo Rodriguez (SP)/Eduardo Serratto (SP)

69 – Dato Netto (PR)

74 – Guilherme Salas (SP)/Gaetano di Mauro (SP)

77 – Ayman Darwich (SP)

79 – Flávio Lisboa (PR)