Distribuição geográfica

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A “distribuição geográfica” do grid é um dos detalhes que chamam atenção na Sprint Race Brasil em sua sexta temporada. A foto, produzida momentos antes da etapa noturna de outubro em Londrina, é do Rodrigo Guimarães.

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – São mais de três horas de conexão no Afonso Pena na peregrinação até São Paulo, algo já corriqueiro para quem precisa se deslocar de Cascavel para qualquer canto do mundo. Por ora ainda há alguns voos partindo de Cascavel, uns para cá e outros para Viracopos, donde conseguimos seguir viagem para quaisquer outros lugares. É bom aproveitarmos. Não dá para saber até quando haverá voos tendo o aeródromo cascavelense na ponta de saída ou na de chegada.

Enfim, são mais de três horas no Afonso Pena, e o começo do dia comporta mais que meu desafio ao colesterol na Jatinho Lanches, onde o lanche é muito bom e a vitamina de maçã deixa bastante a desejar. Aproveito para organizar as anotações das corridas do fim de semana. Amanhã e sábado estarei em Interlagos com o Porsche Império GT3 Cup Challenge Brasil, em decisão do título da Endurance Series e também do Overall Championship. O campeonato usa muito os nomes em inglês, mas quem acompanha a categoria não tem a menor dificuldade com isso.

No domingo volto cedinho para cá e tomo um táxi (ou Uber, que é mais barato e fora de Cascavel funciona…) até o autódromo ali em Pinhais. Curitiba tem suas pistas de aviação e de corridas de carros nas cidades vizinhas, o que funciona bem. Lá, ou aqui, já nem sei mais, vão rolar as duas corridas finais da Sprint Race Brasil, campeonato também batizado em inglês, como seus minitorneios Winter Cup e Final Cup, que valem aos campeões uns bônus bem atrativos em dinheiro. Bem, eram as anotações da Sprint Race que eu estava organizando agora quando um detalhe me chamou atenção: a distribuição geográfica que o grid apresenta, com seis estados tendo seus pilotos envolvidos diretamente na disputa pelos títulos.

Os cinco primeiros colocados da classe Pro, por exemplo, são de Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. João Rosate, Juninho Berlanda, Raphael Campos, Gabriel Lusquiños e Erik Mayrink, respectivamente. Todos eles estão na disputa pelo título – Luiz Gustavo Túrmina e Vinicius Margiota, sexto e sétimo, também têm chances de título e são do Paraná e de São Paulo. Na categoria GP são quatro estados representados na disputa pelo título. A dupla líder tem o paranaense Kau Machado e o catarinense Jorge Martelli, ambos cientes de que o paulista Gerson Campos e o sul-mato-grossense Cláudio Buschmann estão vivinhos da silva na caça ao título.

As tabelas de pontuação podem ser conferidas no site da Sprint Race. Aliás, a categoria vai apresentar amanhã à noite a pilotos e convidados suas novidades e seus planos para 2018.

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As corridas do Endurance Series cativaram pilotos e torcedores além da expectativa nesses dois primeiros anos de provas longas no campeonato. A foto dos 300 km de Goiânia é do Luca Bassani.

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Col vai promover o MB Challenge

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Luiz Carlos Ribeiro, campeão da CLA 45 AMG Cup em 2016, conquistou na etapa de outubro em Viamão sua primeira vitória no Mercedes-Benz Challenge. A foto é do repertório do Fábio Davini.

SÃO PAULO – Chegou agora à tarde às caixas postais dos pilotos e chefes de equipe do Mercedes-Benz Challenge o comunicado emitido pelo departamento de Marketing e Comunicação da Mercedes-Benz do Brasil. A missiva eletrônica formaliza a transferência de gestão do campeonato a partir da próxima temporada. Passa da marca alemã para a Mais Brasil, agência de Carlos Col. No mundinho das corridas é dispensável apresentar Col, que redefiniu os rumos da Stock Car ainda nos anos 90, que na última temporada foi consultor na fase de renascimento das corridas de caminhões no Brasil e, já anunciado, será o promotor da Copa Truck, campeonato recém criado e que assume sem surpresas, face à gestão eficiente, o status oficial de Campeonato Brasileiro.

Falta afinar detalhes e fazer o anúncio oficial, mas é sabido que Col e seu time, dos mais funcionais, passam a tocar o campeonato, que desde a falência da GT Brasil passou a integrar os eventos da Vicar, dividindo espaços e programações com a Stock Car e suas agregadas. Várias composições foram cogitadas para os CLA 45 AMG e os C250 com a estrela de três pontas na grade dianteira seguissem em ação. O Challenge vai mesmo acompanhar as etapas da Copa Truck – oito das nove confirmadas na última semana, e a exceção fica por conta da passagem dos caminhões por Buenos Aires. A conversa toda ainda vai passar pela associação de pilotos da categoria, claro. Para que haja um ok de todas as partes envolvidas, e a partir disso passa-se a tratar de toda a conversa da segunda página – transmissão de televisão, por exemplo.

O Mercedes-Benz Challenge foi criado em 2011, tendo seu grid composto por 22 carros da categoria C250 Turbo. João Campos e seu filho Márcio, correndo em dupla, foram campeões nas duas primeiras temporadas. Em 2013, em atuação individual, Márcio chegou ao tricampeonato – dali seguiu para o Brasileiro de Turismo, onde terminou uma temporada em terceiro e foi campeão das duas seguintes, para estrear na Stock Car no campeonato atual. Voltando à C250, Cristian Mohr faturou o título de 2014. Peter Michael Gottschalk foi o campeão duas vezes, em 2015 e no ano passado.

Em 2014, a expansão do campeonato levou à implantação de mais uma categoria, a CLA 45 AMG Cup, que trouxe à pista o modelo homônimo e, diante da manutenção dos C250, fez o grid atingir a casa de 40 carros. O paulista Arnaldo Diniz e os gaúchos Fernando Júnior e Luiz Carlos Ribeiro conquistaram os três títulos já decididos, e Júnior lidera com folga a classificação atual.

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A C250 Cup deu início à trajetória do Mercedes-Benz Challenge no Brasil e terá sob a batuta de Carlos Col, na programação da Copa Truck, sua oitava temporada de existência. Foto do Davini, também.

 

 

Vêm aí as 300 Milhas de Cascavel!

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Foto feita pelo Rodrigo Guimarães na Cascavel de Ouro, que classificou 50 dos 56 carros inscritos para as três horas de corrida. Os carros de Marcas vão voltar à pista em Cascavel no fim de janeiro.

CASCAVEL – Há quem vai dizer que é pelo grande sucesso da cinquentenária Cascavel de Ouro. E não é, embora a novidade vá incorporar muita coisa da Cascavel de Ouro nas searas técnica, desportiva e promocional. Fato é que o Orlei Silva, presidente do Automóvel Clube, acabou de confirmar para os dias 27 e 28 de janeiro a realização da primeira edição das 300 Milhas de Cascavel.

O anúncio sai um dia depois da maior edição de todos os tempos da Cascavel de Ouro (faz três anos que sempre falamos na maior de todos os tempos em se tratando da prova, e o mais legal é que em todas as vezes foi verdade). A ideia das 300 Milhas foi costurada já há dois meses e meio e foi opção do Automóvel Clube reservar o assunto até que a Cascavel de Ouro terminasse para que uma coisa não atropelasse a outra. Comentei com o Orlei, naquela ocasião, sobre as 8 Horas de Interlagos, de nome oficial Endurance Interlagos, prova de que participei em fevereiro último. Tinha a informação de que a corrida não vai acontecer no ano que vem, e ouvindo isso ele se propôs a fazer algo parecido pelas bandas de cá. Achei sensacional. Em mais dois ou três minutinhos de papo descartamos a ideia de corrida noturna, Orlei sugeriu um percurso de 300 milhas, que vai dar qualquer coisa em torno de quatro horas de corrida, como foi a Cascavel de Ouro em 2015 e 2016.

Na pista, só carros da categoria Marcas & Pilotos 1.6, configurados pelo regulamento técnico do Campeonato Paranaense. Ainda não sei dizer, o Orlei também não sabe, qual será a marca de pneus – se os da Pirelli, usados nos campeonatos do Paraná, ou os Dunlop, que calçam os carros do Brasileiro de Turismo 1600 e de praticamente todos os campeonatos regionais de Marcas.

Uma das diferenças desportivas em relação à Cascavel de Ouro está na manutenção das classes de pilotos A e B, que existem no Paranaense de Marcas. E que serão observadas também na hora do Orlei assinar os cheques da premiação – sim, haverá prêmios em dinheiro. Por ora, as 300 Milhas de Cascavel saem com garantia de R$ 5.000,00 para os vencedores da classe A e outros R$ 5.000,00 mil para os vencedores da classe B. E troféus, claro, belíssimos troféus para os cinco melhores de cada categoria.

As inscrições estão abertas desde já. Custam R$ 3.000,00 por carro, independentemente do número de pilotos – também no formato da Cascavel de Ouro, serão admitidos trios e duplas. Com estimadas quatro horas de corrida, os trios podem ser uma opção bacana. Na Cascavel de Ouro, com três horas, o melhor dos trios inscritos terminou em 15º, o que pode sugerir uma maior eficiência da participação em dupla. E como fazer inscrição? Sem protocolos. Basta falar com o Orlei, pelo celular (45) 9 9952-2360, ou comigo, no (45) 9 9937-1052. Os dois números são também contatos de WhatsApp.

 

Na íntegra: Cascavel de Ouro 50 anos

CASCAVEL – Há muito a ser dito sobre a Cascavel de Ouro 50 anos. Como também há muito a ser feito para que possamos dar por encerrado o evento que teve seu ponto alto ontem, com as três horas de corrida que tiveram transmissão ao vivo pelo BandSports.

Por ora, limito-me a compartilhar com a audiência o vídeo da transmissão, que foi calçada na geração de imagens da Master/CATVE. Narrei a corrida – foi minha primeira Cascavel de Ouro na televisão – ao lado do comentarista Eduardo Homem de Mello e do repórter Osires Júnior.