Que venha 2018!: Turismo Nacional

turismo nacional

Largada da última etapa do Brasileiro de Turismo 1600 no ano passado, em etapa conjunta com a final do Paulista de Marcas: foram 52 carros inscritos. Em 2018 haverá modelos novos na Classe 1.

CASCAVEL – Não, não se trata de nada do automobilismo argentino. Turismo Nacional, cópia assumida do campeonato do país vizinho, é o novo nome do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600, que o Ângelo Correa matou no peito e fez acontecer em 2017. Enquanto várias das equipes tratam de finalizar a construção dos novos modelos previstos no regulamento desportivo, a maratona do Ângelo foi ao telefone, com dirigentes, promotores, diretores de autódromo, pilotos, Deus e todo mundo para fechar o calendário de seis etapas.

Nada de oficial ainda, mas o calendário está enfim definido. As duas primeiras etapas, devidamente sacramentadas, acontecerão nas pistas de Londrina, no dia 28 de abril, e Guaporé, no dia 16 de junho. Depois disso, com índice de definição que o DataLuc estipula em 98%, o campeonato vai a Goiânia, no dia 21 de julho, e a São Paulo, em 1º de setembro, numa etapa especial: vai ser noturna, dentro do Endurance Interlagos, uma prova com carros de Marcas que terá duração de três horas e largada às seis da tarde – haverá um regulamento específico para esta etapa, com a primeira quantidade de minutos servindo para a contagem de pontos da primeira prova da etapa da Turismo Nacional, uma intervenção programada do safety car e relargada para mais tantos minutos da segunda corrida. Consta que o Campeonato Paulista também vai adotar esse formato para a etapa do fim do inverno. Voltamos a 100% de certeza para o evento seguinte, no dia 27 de outubro em Cascavel. Bastante conveniente, já que vai acontecer três semanas antes da Cascavel de Ouro, vai servir também como preparação das equipes para a disputa pelo prêmio de R$ 100 mil da corrida de 18 de novembro. E a temporada vai terminar dia 16 de dezembro, em Goiânia ou Curitiba.

O formato das disputas também muda. Saímos das duas corridas de 30 minutos, como foio em 2017, para quatro corridas de 20 minutos. Teremos mais largadas e voltas finais por fim de semana. Serão duas tomadas de tempos: uma para definir o grid da primeira corrida da etapa, outra para a terceira. Na segunda e na quarta o grid sairá do resultado final das corridas já citadas, com inversão das seis primeiras posições.

Sobre os novos modelos de carros: o grid terá exemplares de Fiat Mobi, Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Ford New Fiesta, Nissan March, VW Gol da geração 6, que vão compor a Classe 1. Os modelos mais antigos de todas as marcas seguem na pista, na divisão Classe 2. É de se supor que tenhamos um mínimo de 25 carros na pista daqui a dois meses em Londrina. Se minhas ideias malucas derem certo, mínimo de 26.

Anúncios

Que venha 2018!: Sprint Race Brasil

IMG-20180219-WA0069

Mais leve e com modificações aerodinâmicas, o carro de 2018 da Sprint Race é cerca de um segundo e meio por volta mais veloz que a configuração usada até o ano passado.

CASCAVEL – É de carro novo, bem mais veloz, que a Sprint Race Brasil prepara a sétima temporada de sua história. Thiago Marques, o capitão da nau, tem comandado pessoalmente as sessões de testes no autódromo de Curitiba, a poucos metros da sede da categoria, onde as modificações têm sido postas à prova.

Quando falo em modificações, é necessário tirar da cabeça a ideia de alteração nas cores dos carros. Sim, essas também mudam na maioria dos casos, mas a galera da Sprint Race foi mexer de fato na raiz do projeto. Os carros, primeiro, ficaram mais leves em coisa de 30 quilos, vindo de 920 para 890. Além do alívio do peso, houve bastante trabalho para melhorias na parte aerodinâmica – até a aparência dos carros ficou um pouco diferente, os mais afeitos à categoria vão notar isso com facilidade. Aí você considera novidades no módulo de injeção eletrônica e na curva de potência dos motores V6 de 260 cavalos e chega à conclusão de que as voltas em 2018 serão pelo menos um segundo e meio mais rápidas que as do ano passado. O primeiro a chegar a essa projeção foi o próprio Thiago, depois das voltas que deu dez dias atrás, na terceira ou quarta sessão de testes do ano, com o carro já modificado.

Desportivamente, sem eufemismos ou forçação de barra, as corridas da Sprint Race são sempre muito boas, acirradas, eloquentes. Tenho meus motivos para arriscar que esses fatores, que os pilotos costumam definir como “sanguenozóio”, estarão em evidência ainda maior no campeonato que começa daqui a um mês em Curitiba. Se não por outros motivos, pelo inédito prêmio anunciado pela categoria: o campeão de 2018 vai ganhar a temporada de 2019. É coisa sem precedentes no automobilismo.

O campeonato de 2018, que também vai marcar a primeira corrida da Sprint Race fora do Brasil, terá suas corridas exibidas em vídeo-teipe pelos canais BandSports e PlayTV. O calendário composto por oito etapas pode ser conferido nesse link aqui – está na página principal do site da categoria.

IMG-20180219-WA0068

As mudanças estudadas desde 2017 e implantadas para esta temporada aumentaram o desempenho (os pilotos dizem “performance) e trouxeram mudanças visuais ao carro da Sprint Race.