Indyotices (5)

Rubens Barrichello tem sido figura cativa em eventos automobilísticos no Brasil. Esteve na final do Itaipava GT Brasil no ano passado, acompanhou a segunda etapa da Stock Car Brasil deste ano e, agora, está pelo Anhembi, na Itaipava São Paulo Indy 300 presente by Nestlé – incluo a título de exercício da memória o nome completo da prova.

A presença frequente nos eventos nacionais, exceção feita às provas festivas de kart das quais sempre participa, é postura nova. “Tenho vindo por causa das crianças”, disse, notadamente em alusão aos filhos Eduardo e Fernando, que também passeavam pela garagem das equipes da Indy no Anhembi.

Na prova da Stock, inclusive, Rubens pilotou um dos carros-madrinha, levando os meninos junto. “Em Interlagos, eu tenho um lugarzinho, aberto mesmo, onde fico assistindo à corrida e ninguém me vê. A gente foi para lá, e quando apareceu o convite para dirigir o carro eu falei ‘peguei’, claro”, contou.

O ambiente da Indy, sobretudo a logística que marca a etapa do Anhembi – com todas as equipes dividindo o mesmo teto -, chama atenção do decano da Fórmula 1. “Para vocês jornalistas, para as equipes, para todo mundo, isso aqui é bem interessante. Os carros são iguais, alguns têm um material diferente, mas são todos iguais, não tem o que se ‘espionar’, então fica tudo assim, à mostra de todo mundo. Não dá para imaginar isso aqui na Fórmula 1”, comparou. “Uma foto tirada de uma Red Bull, por exemplo, pode me valer uns três décimos de segundo. Aqui isso não existe”.

Falei com Rubens na garagem da KV-Lotus, equipe defendida por seu amigo-de-fé-irmão-camarada Tony Kanaan. Dali, estava indo para a área da Dreyer & Reinbold, queria falar com Bia Figueiredo. Grotesco que sou, perguntei-lhe se seu freio de mão ainda estava puxado para a Indy. A resposta veio pronta e com risos: “Só nos ovais”.

Sou o único que o vê correndo de Indy daqui a poucos anos?

Indyotices (4)

Com o mesmo recurso miserável de sempre – a câmera do telefone celular que, inclusive, já começa a dar sinais de fadiga -, circulei hoje por algumas vezes pela garagem das equipes da Indy no Anhembi. Nada comparável ao material publicado pelos grandes sites que estão aqui. De qualquer forma, lembrei que o Facebook existe e postei lá algumas delas. Estão nesse álbum aqui.

O fim de semana no Anhembi também será marcado pela segunda rodada dupla do Itaipava GT Brasil, a primeira vez da categoria dos supercarros em uma pista de rua.

Dei uma circulada por lá também – onde no evento deste fim de semana sou nada mais que um peru de fora – e fiz algumas fotos. Também postadas no livro de rosto, estão aqui.

Indyotices (3)

A maratona da Indy em São Paulo é intensa para todos que têm algum contato com a categoria. Tanto no pessoal quanto no profissional, dizia o apresentador que já se apresenta menos fausto que dantes.

Os dois últimos dias, por exemplo, foram de expediente quase ininterrupto das estudantes Patrícia e Raphaela, 22 e 21 anos, no hall do Holiday Inn, já citado noutra Indyotice minha. Ali as duas montaram acampamento na busca por fotos com todos os pilotos da categoria – vimo-las, Clóvis e eu, durante o igualmente já citado rabo-de-galo de ontem.

“Sou muito fã da Indy”, diz Patrícia. Como se precisasse. Conhece por rostos praticamente todos os 26 pilotos que vão correr domingo aqui no Anhembi. “Só os novatos que a gente não conhece direito, mas isso não é problema”, gabou-se, mostrando o guia que imprimiu com fotos de quase todos. “Alguns nem precisava de foto”.

A lista, da qual tomava conta como faria com um filho, tinha alguns excessos, casos de Ed Carpenter, Paul Tracy, Wade Cunningham, Simon Pagenaud e Davey Hamilton. Disse que se sentiria “realizada” se Scott Speed viesse para a corrida e revelou sua predileção por Sebastien Bourdais. “Por causa dele eu ando com uma bandeira da França, de dois metros, que ele já autografou duas vezes, uma na F-1 e outra ontem”.

Enquanto Raphaela não falava nada (“sou mais quietinha, mesmo”), Patrícia desfilava certa intimidade com a categoria. Mas não vai vir ao Anhembi no dia da corrida. “Vim no ano passado e achei uma furada, vou assistir pela televisão, em casa”, adiantou, para minha estranheza.

O bate-papo poderia ter ido longe. Mas chegou Graham Rahal. “Olha lá o Graham, vamos levar pra ele assinar”. Levar o quê? A bandeira dos EUA? “Não. As fotos que a gente tirou com ele ontem”. É, as fotos do primeiro dia já estavam a postos, devidamente impressas.

E lá foram elas abordar Rahal. E eu, para o Media Centre.

Indyotices (2)

A Itaipava São Paulo Indy 300 presented by Nestlé (ufa!) terá 26 pilotos, representantes de 13 países.

A maioria, respeitando a origem da categoria, é norte-americana. Os EUA entram com Charlie Kimball, Graham Rahal e JR Hildebrand, da Panther, além do trio da Andretti – Danica Patrick, Marco Andretti e Ryan Hunter-Reay.

O Brasil ocupa cinco vagas, quase 20% do grid, com Bia Figueiredo, Helio Castroneves, Raphael Matos, Tony Kanaan e Vitor Meira. Pela Inglaterra, correm Justin Wilson, Mike Conway e James Jakes. A Austrália marca presença com Will Power e Ryan Briscoe, enquanto o Canadá tem Alex Tagliani e James Hinchcliffe.

Os outros oito países entram com apenas um piloto, cada, ei-los por ordem alfabética: Colômba (Sebastian Saavedra), Escócia (Dario Franchitti), Espanha (Oriol Servia), França (Sébastien Bourdais, o cidadão aí da foto), Japão (Takuma Sato), Nova Zelândia (Scott Dixon), Suíça (Simona de Silvestro) e Venezuela (Ernesto Viso).

Hinchcliffe, Jakes, Hildebrand, Kimball, Saavedra e Figueiredo são considerados rookies pela IndyCar – no caso, são os pilotos novatos, para os quais também há uma pontuação paralela.

Indyotices (1)

Seguindo um hábito condenado pelo meu sócio Clóvis Grelak, parceiro de copo, eu já havia guardado do happy hour, para algo como um Orkut da vida, fotos minhas com Will Power, Sébastien Bourdais e Vitor Meira – vejam só, logo o Vitão, para quem trabalho há sete anos e com quem nunca tinha tirado uma foto.

Clóvis tratava de manter nossa mesa no concorrido drink hall, nome que inventei agora, do Holiday Inn, hotel anexo ao pavilhão do Anhembi, onde domingo vai rolar a corrida da Indy. Foi quando vi o cidadão. E, tal qual Armando Volta, fiquei na dúvida, “é ele, não é ele, é ele, não é ele…”.

Na dúvida, e para manter o texto do mesmo personagem, abordei-o-o.

“Não é você o cara que o Castroneves catou pelos colarinhos em Edmonton?”, perguntei. Antes mesmo que respondesse que sim, o sorriso com que reagiu não deixou dúvidas. Era Charles Burns, chefe da segurança da IndyCar, o primeiro que apareceu no caminho de Helio Castroneves depois do brasileiro ter confiscada – sem critérios sólidos, a meu ver – a vitória na etapa de Edmonton do ano passado. Quem não lembra do caso que vá pesquisar.

Naquele dia, o da corrida no Canadá, virei fã de Burns, e isso já comentei com um quaquilhão de pessoas. Sobretudo pelo modo como reagiu à abordagem de Helio – apenas baixou os braços e sorriu. Preparo puro. Fez-me lembrar, naquela ocasião de julho passado, Nando, baixista do Roupa Nova, história que conto por aqui em outra ocasião.

Hoje, fiz questão de tirar uma foto com Charlie. A de praxe vai lá pro Orkut. Mas, claro, vinguei Helio e catei-o pelos colarinhos, também. Ele, tal qual fez há nove meses em Edmonton, apenas riu. “Achei que os brasileiros me odiassem daquele dia para cá”, admitiu.

É. Charles Burns não conhece os brasileiros.

Japonês bom de taco

Não gosto e não costumo repicar aqui coisas que recebo por e-mail. Até porque se circula na internet eu devo ser o único que ainda não viu. Por outro lado, sou o único que passa por aqui de vez em quando e essa aqui eu faço questão de guardar.

Vídeo antigo, tudo indica que de 2003 (algo com oito anos é antigo?). Esse japonês, como dizemos aqui no Paraná, faz miséria com bolas e um taco de sinuca. Legal ver alguém fazer coisas interessantes com o esporte de que a gente tanto gosta.

Já contei pra vocês que sou um sinuqueiro/sinuquista dos bons?

Promoções à parte na Indy

Da arquibancada, das áreas vip ou da sala de suas casas, os fãs da Fórmula Indy terão alguns motivos a mais para acompanharem o andamento da etapa brasileira, neste fim de semana. Sobretudo os que integram o público internauta.

Pelo menos dois pilotos brasileiros estão desenvolvendo via internet promoções paralelas à realização da Itaipava São Paulo Indy 300 presented by Nestlé – o nome da corrida é quase tão extenso quanto a própria.

Helio Castroneves, que no Anhembi terá seu Penske com o layout da cerveja patrocinadora da prova – tal qual Tony Kanaan, da KV-Lotus – vai distribuir cinco bonés de sua equipe. Os ganhadores serão os internautas que alcançarem maior pontuação no torneio do Diário Motorsport, site do amigo e colega Américo Teixeira Júnior. Nada de pesquisas causticantes ou desfile de conhecimento técnico: basta indicar, a título de palpite, as posições de largada e de chegada de cada piloto brasileiro, como lá indicado.

Outro que leva uma promoção a efeito, pelo Twitter, é Vitor Meira. Ele vai dar a um dos seguidores de seu perfil o macacão que usou na etapa brasileira do ano passado – com o qual foi ao pódio, como terceiro colocado. A participação na brincadeira, igualmente, é isenta de vastos conhecimentos sobre a categoria. Basta ao usuário do Twitter reproduzir a frase que o piloto tem postado periodicamente. O sorteio será feito eletronicamente no domingo, momentos depois da corrida.

Além das iniciativas dos pilotos, há também os sorteios promovidos também via Twitter pela Firestone. Postando no perfil @Firestone_Indy perguntas geralmente relativas à categoria, a empresa premia os autores das primeiras respostas corretas com os mais variados brindes.

Boa pedida para quem costuma ter sorte nessas coisas. Ou para aqueles que costumam dizer que não ganham nem em pescaria de quermesse. Sempre há uma primeira vez, afinal.