Mundo sobre rodas

Imagem

MOGI GUAÇU – A série nunca trouxe carros de corridas, mas no caso de hoje vale a pena.

Um dos grandes baratos nos bastidores da sétima etapa do Porsche GT3 Cup Challenge aqui no Velo Città é a presença, digamos assim, do Porsche 934/5. É um carro raro. Apenas dez unidades foram construídas pela Porsche para uso no campeonato International Motor Sport Association, o IMSA, nos Estados Unidos. Esse aqui, fabricado em 1977, foi pilotado por George Follmer nas temporadas de 1977 e 1978. É carro de currículo vencedor, alcançou inclusive uma vitória em Laguna Seca.

O carrinho tem a minha idade, é um dos mais belos exemplares que vi de perto, o 934/5 da Dener Motorsport foi trazido ao Brasil há alguns anos e passou por uma completa restauração. A foto deste post, acreditem vocês ou não, foi tirada de um telefone celular – obra do Guilherme Bantel, que é algo como um ser híbrido de Sebastian Vettel e Sébastien Bourdais.

Está ali, o carrinho, na frente dos boxes, todo imponente. Não me será surpresa alguma se voltar à cena automobilística amanhã ou depois.

Anúncios

Mundo sobre rodas

PORTO ALEGRE – Dirigir um carro de Fórmula Ford na rua pode não configurar nenhum crime de trânsito, enfim. É o que concluo lendo a informação do site “Notícias Automotivas”, indicada pelo Diego Ximenes – eu sequer sabia que o Diego lia coisas sobre carros que não são produzidos pela Ferrari.

O Ariel Atom citado no site é o simpático carrinho aí da foto abaixo, que já foi destaque no “Top Gear”. Deveria ser vendido no Brasil desde o ano passado, segundo informou o blog “Novidades Automotivas”. Até hoje não li ou ouvi nada de concreto sobre sua chegada.

Se tivesse de escolher entre um ou outro, pularia sem dúvida dentro do Ariel Atom.

Mundo sobre rodas

CASCAVEL – No posto de combustíveis em Pinhais, início de noite em fim de semana, a turma toma sua cervejinha enquanto fala e ri. Ao lado, o valente Corcel, imponente, bonito. Reformado, sem frescuras. Um joguinho de rodas, e só, e o interior preservando tudo como era o legítimo alazão dos anos 70. Como deve ser com um carrinho dessa idade.

Mundo sobre rodas

CASCAVEL – Ando precisando de óculos. Quando cheguei ao estacionamento ontem à noite – sim, tenho trabalhado até a noite, tenho de rever isso – pra retirar o carro e tomar o caminho de casa, minha primeira reação foi a de ter deparado com um exemplar clássico do Porsche 911. Foi só olhar mais um pouco e ver que não, não era um 911. Remetia, em segunda análise, ao bom e velho SP2, outra impressão errada.

Era, sim, um Karmann Ghia TC, cuja existência eu desconhecia e que só me foi delatada pela perfeita afixação dos impecáveis decalques metálicos, que devem ter um nome menos pobre que esse.

Um grande carrinho, sem dúvida, parte do acervo de alguém que valoriza o bom passado da indústria automobilística, a julgar pelos adesivos de encontros de carros antigos colados ao vidro lateral. Na mesma vaga onde repousava o TC costuma estar uma camioneta, termo que o português admite como versão para caminhonete, da década de 50, que só não fotografei por deixar o celular conectado a internet o dia todo, o que come uma bateria lascada e deixa a câmera do aparelho sem força pra nada ao fim de cada expediente.

Li na internet, instigado pela inusitada descoberta, que o TC foi o último Karmann Ghia fabricado pela Volkswagen, uma versão um tanto luxuosa que bateu de frente, no mercado, com o Puma GTE, o Corcel GT, o SP1 e o SP2. Durou de 1970 a 1975, a fabricação do TC, que abrangeu cerca de 18.000 unidades. Uma delas repousa intacta aos efeitos da idade no estacionamento aqui ao lado.

Bacalhau com batatas (17)

PORTIMÃO – Não dá para negar que uma das expectativas que criei quando fechei as malas para voltar a Portugal foi a de dar de cara com carros lindos durante quaisquer andanças.

Expectativa já contemplada dias antes da volta para casa. Sábado, durante uma passadinha por Cascais, dei de cara com esse excepcional exemplar do melhor carro que já inventaram. Entraria no “Mundo sobre rodas”, não fosse a série aberta semana passada, que vou manter para localizar com mais facilidade, em qualquer momento do futuro, as futilidades que escrevi durante esta viagem.

Esse Fusquinha tem até cheiro de novo. É esse tipo de coisa faz a vida valer a pena, não?