Famosos e anônimos

O Twitter hoje foi um festival de baixaria. Eu envolvido, inclusive.

Vi o jornalista Flavio Gomes, que lá despacha como @flaviogomes69, lidando com críticas que levou por algum comentário que postou sobre meninas que não sei quem são. Não sei o que fizeram, inclusive, algo relativo ao Desafio de Kart das Estrelas. Não fui atrás de saber.

Flavio não ignorou as críticas que recebeu de quem assina a conta @clubedosfamosos. Não conheço o tal clube, não sei quem posta comentários por lá. Parece que organizam promoções com apoio de figuras conhecidas, algo do gênero.

Acerca de um dos comentários do Flavio, sugeri, via Twitter, que não perdesse tempo discutindo à toa no Twitter. Afinal, ele, Flavio, também não deve sequer conhecer as pessoas que o estavam criticando. Bastou para esquecerem-no e começarem a me dirigir ofensas de nível deplorável, insinuações infantis, palavrões. Não é minha postura, mas rebati à altura – ou melhor, à “baixura”. Virei persona non grata, oh!, no tal Clube dos Famosos, que imaginava ser uma conta mantida por úma mulher e, pelo que me disseram, é abastecida por alguém de sexo masculino.

Fui ameaçado de ser dedurado pelo Clube dos Famosos, de dono anônimo, às pessoas que sigo no Twitter. Ah, tem mais, vão me denunciar como spammer ao dono do Twitter. Oh, como vou sobreviver agora? “sabe qual a sorte deles? È eu nao ter parente lá”, escreveu o anônimo. Uma valentia só.

Para o caso de alguém ter interesse em fazer a besteira que eu fiz e despender um pouco de tempo útil ao festival de baboseira, minhas postagens seguem em minha página no Twitter, aqui. O festival de ofensas e palavrões do anônimo, caso não as tenha deletado, estarão aqui.

Eu mereço.

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Brasil é o país da moda

Dia normal de atividades em pista aqui em Interlagos, no encerramento da temporada do Itaipava GT Brasil. A movimentação maior de hoje ficou por conta da entrevista coletiva concedida aqui no andar de cima pelo francês Stèphane Ratel, presidente da SRO Group. Que é, em suma, o capitão mundial do barco da GT3.

Ratel anunciou em caráter oficial o que muitos já sabiam. O Brasil vai receber em 2010 a etapa de encerramento do Mundial FIA GT1. Em Interlagos, claro. Num inglês bastante compreensível a ouvidos semileigos e falou sobre coisas que vão marcar a categoria GT1 no ano que vem, que terá seis marcas com quatro unidades no grid, cada – Aston Martin, Corvette, Ford, Lamborghini, Maserati e Nissan.

Jovial e mostrando-se bastante à vontade no ambiente do evento brasileiro, Stèphane citou, entre suas justificativas para trazer o Mundial GT1 a Interlagos, que “o Brasil é o país da moda, vai receber Copa do Mundo e Olimpíada, e os pilotos do mundo inteiro gostam de vir ao Brasil”. Eficiente política de boa vizinhança, que por outro lado deixou claro seu aval ao rumo do trabalho comandado na GT3 daqui por seus sócios brasileiros Antonio Hermann e Walter Derani.

A foto acima, cedida ao BLuc pelo André Lemes, mostra Derani, Hermann, Ratel e Juliana Shikama, diretora executiva da Auto +, empresa promotora do Trofeo Maserati.

Nos eventos de pista do sábado, algumas novidades, como as poles de Lico Kaesemodel/Nelson Merlo, de Ferrari, e Rafael Daniel/Cláudio Dahruj, de Lamborghini, na rodada dupla da GT3, a estreia da categoria Superbike, com o piloto-organizador-instrutor Bruno Corano largando em primeiro.

Gráfico ascendente para a GT3 Brasil

Ano passado, o primeiro da minha convivência com a GT3 Brasil, tive uma impressão muito clara, a de que a categoria vivia um processo sólido para ser tão grande e forte quanto merece. Passos lentos e firmes, sem grandes estardalhaços, estratégias estudadas com aparente minúcia.

Começou 2009, a crise financeira mundial acertou a categoria em cheio e o campeonato começou com grid minguado. Foi dada como morta pela mídia que a acompanha de um ou outro modo, enquanto competições concorrentes alardeavam seus feitos, experimentos e números, sem que se observe aqui qualquer contestação aos avanços de séries como a Stock Car e suas categorias de suporte ou a Fórmula Truck.

Admito ter temido pelo futuro da GT3, que tem uma proposta das mais interessantes – a mais interessante, eu diria – para quem vive o automobilismo, e aí incluo todos, pilotos, equipes, fãs, até a mídia especializada. O trabalho seguiu, as discussões tomaram rumos indesejados em alguns casos, houve cooperação de praticamente todos os envolvidos diretamente e o campeonato termina com o maior grid do ano, 14 carros. Já foi maior, claro, mas é comemorado por todos aqui tendo-se em vista os fatos vividos nos últimos meses.

Agora há pouco, acompanhei o briefing dos pilotos para a rodada dupla de amanhã e domingo. Os aspectos logísticos, promocionais e técnicos ali discutidos, obviamente, interessam apenas a quem tem envolvimento direto com tais aspectos, até por haver detalhes em demasia que não acrescentam nada a quem consome a GT3 Brasil como opção de entretenimento esportivo. Fica claro que a trajetória da competição é ascendente. Enquanto casos críticos começam a se manifestar na execução de outros regulamentos, é nítida a percepção de que a insistência e o esforço dos capitães do barco da GT3 terão seus efeitos positivos percebidos por todos.

Eu não estava errado. Gosto de acertar algumas, de vez em quando.

Cursos grátis de pilotagem da Interlagos

O incansável Pedro Rodrigo de Souza (foto) deveria fazer hoje, aqui em Interlagos, o sorteio de cinco cursos gratuitos da Escola de Pilotagem Interlagos entre os participantes da promoção Point TNT. Mas não fez.

Vai fazê-lo no dia 21 do mês que vem, dentro do programa “Auto +”, que Marcello Sant’Anna apresenta na Rede TV!. O sorteio será exibido na edição do dia 27.

Assim, segue aberto o prazo para as inscrições, que já totalizam quase 2.000. Além do curso de pilotagem para cinco participantes, haverá vários outros prêmios. As regras para participação são as mesmas que o BLuc anunciou nesse post aqui, do dia 16 do mês passado.

Para quem gosta de automobilismo, são presentes de Natal invejáveis.

O humor do Pedrão

Já encostei meu esqueleto cá no autódromo de Interlagos, onde chega ao fim a temporada 2009 do Itaipava GT Brasil. No programa, a última rodada dupla da GT3, as etapas finais do Trofeo Maserati e da Copa Clio e a estreia da Superbike Pro-Am, categoria de motovelocidade que vai integrar o evento em todas as datas de 2010.

Agora há pouco, as motos estavam na pista quando começou a chover. A garoar com força, na verdade. Todo mundo tomou o caminho dos boxes. São Pedro fechou a cara e o panorama que cobre o autódromo agora, poucos minutos passados das 17h, é esse das fotos. Pessoal que mora aqui diz que, ao longo da semana, tem chovido sistematicamente todos os dias entre as 16h e as 17h30.

Fim de semana tende a ser complicado. Ainda bem que a Juli me convenceu a trazer blusas e jaquetas.

Um bom papo furado

Enquanto aguardo a chamada para o embarque, já que o voo está mais de uma hora atrasado, vou fazendo uso de todas essas frescuras que a internet nos oferece. MSN, Twitter, blog, o escambau. A bateria do laptop já foi embora, por isso arrumei um cantinho no chão, encostado numa coluna de concreto, único lugar onde vi uma tomada disponível.

Estou cercado de gente por todos os lados. Procuro fazer ouvidos moucos ao blablablá geral, mas é difícil. Impressiona a quantidade de abobrinha que gentes falam. Todo mundo fala, ninguém escuta, são vozes e mais vozes disputando ondas sonoras, perdidas no meio do nada.

“Eu sou são-paulino, mas quero que o São Paulo perca”, “você viu o tamanho da espinha no narizinho novo dela?”, “eu não pago quatro reais num pão-de-queijo nem a pau”, “aquilo ali é plasma ou LCD?”, “tirei uma foto com o Antonio Palocci”, “tive que financiar, não teve jeito”, “tinham que devolver o dinheiro da passagem quando atrasa”, “onde que dá para fumar aqui?”, “eu cancelei minha TV a cabo, só tem canal ruim”, “vou comprar uma preta e uma vermelha; não, só a preta” e “tua namorada tava um tesão terça-feira” estão entre as pérolas literárias que captei em canal quase subconsciente aqui do chão.

Certo estava Raul Seixas, quando escreveu que “gente é tão louca e no entanto tem sempre razão”.

Unipar, a cena final

Quarta-feira, meio puto com algumas-várias-todas as coisas, assumi meu lado “pronto, falei” e postei essa espinafrada aqui. Hoje, a putice passou um pouco. Afinal de contas, acabou. Não é tetra, mas acabou. Salvo haver imprevistos, o bendito diploma de jornalista está a caminho e nenhum chato de sindicato ou qualquer outro tipo de entidade classista vai me aporrinhar a paciência. Detesto entidades classistas, elas não funcionam.

Vou guardar a cena aí da foto como especial. Não só por conter pessoas especiais, mas por ter representado o último momento da minha nada invejável trajetória acadêmica. Foto de logo depois da última banca examinatória, de produto em telejornalismo. Da esquerda para a direita (por que nunca é o contrário?), Pamela Giacomini, Elisângela Fabrini, eu, Camila Catafesta (com filho ou filha no barrigão de seis meses), Miguel Portela, Daniela Lenzi e Luiz Carlos Sonda. Elis e Miguel foram os nossos examinadores. Sonda, o professor de Edição em Tele, esse sabe do que fala.

Miguel e eu, nanicos, assumimos o degrauzinho mais alto para não sumirmos na foto. E foi assim que terminou a faculdade de Jornalismo na Unipar. Sem festa, sem emoções, sem nada. Só terminou. Parece que a rapaziada vai se reunir hoje à noite no bar da frente da “facul”, já que todo mundo diz “facul”, para tomar umas a mais, a ocasião é a alegada comemoração pelo fim de uma fase. Duvido que se reúna mais da metade da turma. Eu, hoje, já estou em Curitiba, a caminho de mais um fim de semana automobilístico. Não dispensaria a rodada de cerveja, é claro.

A vida segue. Acordei e fui conferir no espelho, ainda era eu mesmo. Sorte. Ou azar, sei lá. Há gente lá da turma que deve ter passado por mutações na última noite.