Sangue novo na Stock Car

O Maicon Fast errou ao teclar o número de celular e, em vez de ligar pro Nei Tessari, ligou pra mim. Estranho, porque nossos números nem são parecidos.

Antes que eu pudesse alertá-lo do engano percebido de bate-pronto, ele começou a falar. Estava com pressa para pegar o metrô, falou algo sobre Morumbi, não entendi direito.

Mas consegui entender que Raphael Matos, ao contrário do que o Nei informou dia desses no Bobo da Corte, não vai correr na Stock Car em Jacarepaguá.

A vaga que seria ocupada pelo mineiro, que disputou a Indy em 2010 e flertou com a Fórmula Truck para 2011, será ocupada pelo gaúcho Matheus Stumpf, atual campeão e líder do Itaipava GT Brasil em dupla com o paraibano Valdeno Brito, pela BMG-Ford.

Stumpf vai estrear na Stock pela Mico’s Racing (esclarecimento das 19h01: na verdade, é o pessoal da Mico’s quem vai responder pelo carro do gaúcho, mas operando a vaga pertencente à equipe de Amir Nasr), como companheiro de equipe de Ricardo Sperafico. E o resto é resto. Copiando o bordão do Victor Martins, informei.

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Vão credenciais para a Truck aí?

A Fórmula Truck chega à metade da temporada 2011 domingo. A quinta corrida do ano é considerada, também, a principal do calendário. Mais de 70.000 pessoas devem comparecer ao autódromo de Interlagos no domingo para acompanhar a disputa, que conta pontos como segunda etapa do Campeonato Sul-Americano da categoria.

O BLuc garante a presença de dois espectadores a mais no autódromo. Para concorrer a um par de credenciais que dão acesso aos boxes e à arquibancada montada na subida para a reta dos boxes, basta retuitar o link desta promoção, que é o http://kingo.to/GZg, acompanhado da hashtag #PromoBLuc. Só vale para usuários do Twitter que seguem o meu perfil, @lucmonteiro, e também o da categoria, @Formula_Truck.

As duas credenciais serão destinadas a um mesmo participante. O vencedor será apontado pela ferramenta do site Sorteie.me e terá seu nome divulgado ainda na sexta-feira. O prêmio deverá ser retirado no setor de credenciamento – anexo ao portão 7 do autódromo – até a tarde de sábado.

Esperando o quê? ‘Bora tuitar.

Um cascavelense à velocidade andaluz

Quase por acaso, descubro que há um piloto de Cascavel, minha cidade, ganhando destaque nas pistas internacionais.

Falo de Nicollas Felipe Ferreira – ou Nico Ferreira, mesmo. Aos 25 anos, ele participa do Campeonato Espanhol de Moto2 e também do Campeonato Andaluz de Supersport 600cc, defendendo a equipe Motorrad.

Nico mora na Espanha desde 1999. Foi embora ainda menino, no rastro da família. O contato mais próximo com as corridas de motos, muito difundidas pelos lados da Andaluzia, fizeram-lhe tomar parte das competições. Estreou em 2005.

Em 2006, conforme informa o histórico que ele próprio me enviou, Nico estreou no Andaluz das 600cc pela Yamaha, fechando a temporada em 11º lugar. Foi campeão no ano seguinte e, em 2008, fez sua primeira participação no Mundial de Superbike.

Fã confesso de Alexandre Barros, Nico Ferreira foca a conquista de bons resultados no Andaluz de Supersport para viabilizar seu retorno à categoria Moto2. Ao mesmo tempo, faz planos para estrear no Moto1000GP, competição que o ídolo Barros acaba de lançar no Brasil – sua perspectiva é de participar da etapa de novembro. “Claro que o objetivo é sempre correr no Mundial, mas para isso preciso de patrocinadores”, comenta o piloto.

Nico está em ação neste fim de semana. Agora piloto da Suzuki, defende a liderança do Andaluz de Supersport no circuito de Almería.

E também está em ação no Twitter, onde despacha como @nicoferreira14.

Pilotos-propaganda: Rubens Barrichello

Vencido pela absoluta falta de tempo dos últimos dias, pensei que seria óbvio demais dar sequência com Rubens Barrichello à série iniciada na semana passada, com Nelson Piquet e seus herdeiros. Mas até que apareceram algumas pérolas interessantes e divertidas, que eu jamais havia visto.

Dei algumas risadas com esse aí, que Rubens gravou com o então colega de empresa Michael Schumacher. Tudo indica que foi em 2003, para promover o Fiat Stilo.

Também para a Fiat, Rubens integrou a seleção de candidatos para a peça de lançamento do motor Fire 1.3. É o primeiro VT desse intervalo comercial aí – que faz uma alusão sutil a Schumacher.

Barrichello já havia se vinculado à Fiat para faturar um cachê extra bem antes de chegar à Ferrari – em 1994, pelo que me contam as informações contidas na própria descrição postada. Foi numa campanha da concessionária Alpi, do ABC Paulista. Está nessa lista de VTs exibidos pela Globo durante sua programação. Aparece entre 3min07s e 3min37s.

Como tenho lá minhas ressalvas aos carros da Fiat, vamos para outras searas. Todos lembram desse aqui, da Arisco. Rodou em 1991. Alguém sabe quem é a moça? Será que vingou na carreira artística?

Por falar em moça, a desse roteiro aqui colocou nosso piloto-propaganda em boa cotação no comercial dos tênis Topper Dynatech. Não acredito que a Silvana abonaria as gravações nos dias de hoje.

A Pepsi foi outra parceira de Rubens no início de carreira e o teve em alguns vídeos. Um é o primeiro desse intervalo comercial, sobre a promoção de troca de tampinhas por um brinde (nossa!, de quantas promoções dessa já participei…).

Há outro vídeo para a Pepsi, de que também muitos hão de lembrar. Não consegui encontrar nenhuma versão sem a inserção infeliz feita no início por quem postou o vídeo. Apenas desconsideremo-la.

Tempos atrás, chuto uns cinco anos, Rubens deu umas tacadas literalmente num comercial para um evento de golfe, esporte que parece ter entre seus hobbies. Riccardo Patrese e Lewis Hamilton também miraram alguns buracos para o material.

A rigor, parece haver pitadas de humor em todos os filmetes comerciais em que Rubens atuou. Seguramente faltarão alguns aqui, os apontamentos serão muito bem-vindos. Um do qual já me falaram e que não encontrei em canto algum foi um em que Nelson Piquet alertava-lhe com um “cuidado com as curvas”. Desse, lembro vagamente.

Alguma pista?

Valendo uma pólo oficial do AK

Fim de semana de Itaipava GT Brasil sem promoção valendo brinde não é completo, afinal.

Portanto, além dos sorteios de ingressos, bonés e brindes afins que os organizadores do evento estão promovendo em seus sites e perfis no Twitter, o BLuc sai com uma lembrança legal para a rapaziada que gosta de colecionar esses agrados.

Desta vez, algum palpiteiro de plantão vai receber em casa uma camisa pólo oficial do piloto Allam Khodair. Para concorrer a ela, basta indicar via Twitter, para o perfil @lucmonteiro, qual será a posição final de Khodair e Marcelo Hahn, seu parceiro na pilotagem do Lamborghini LP600 número 16, na oitava corrida do campeonato, que será disputada no domingo, a partir das 12h30 – será transmitida ao vivo pela Band, com minha narração, comentário do Tiago Mendonça e reportagem do Antonio Petrin. Os posts tuíticos terão de ser acompanhados pela hashtag #PromoBLuc.

Vale só um palpite por participante, as apostas serão aceitas até as dez da noite do sábado, dia 25, o participante que não for seguidor do meu perfil no Twitter será desconsiderado sem dó nem piedade e a eventual ocorrência de dois ou mais acertadores vai submetê-los a sorteio para definir o ganhador.

Vice-campeões, Hahn e Khodair venceram em Interlagos a primeira corrida de 2011 – foi o dia da festa aí do lado – e estão em sexto no campeonato, a 15 pontos do líder Pedro Queirolo – uma vitória vale 20 pontos. Como todos, o evento em Santa Cruz do Sul terá duas corridas do Itaipava GT Brasil – a de sábado não influi em nada a brincadeira lançada aqui.

ATUALIZANDO EM 27 DE JUNHO, ÀS 10h37:
Marcelo Hahn e Allam Khodair abandonaram a corrida de ontem depois de um acidente na quarta volta e, para efeito de resultado, ficaram em 25º lugar. Todos os participantes da brincadeira apostaram que a dupla terminaria em alguma das sete primeiras posições. O brinde oferecido por Allam, portanto, fica “acumulado” para uma nova promoção na próxima etapa, marcada para dias 23 e 24 em Curitiba.

Em princípio, penso no mesmo formato, partindo da estaca zero com os palpites. No fim deverá ser isso, mesmo.

O Hildebrando deles

Não que eu seja o cara ocupado do mundo, talvez o mais enrolado. Fato é que hoje consegui, no que mereceu um “por incrível que pareça” público, prestigiar os amigos que se encontraram na Granja Viana para uma corrida de kart, Copa São Paulo é o nome do negócio, categoria Pró-500. Entre os pilotos e sapos de plantão, Caê Coelho, Danilo Gaidarji com a Regi, Fabrício Vasconcelos, Léo Garcia, Marçal Melo, Pedro Queirolo, Paulo Tohmé, Pedro Rodrigo com a Natália, Rodrigo Duarte, Rogério Tranjan com a Cris, Ronei Rech, Torrão Ciotti e Vanuê Faria, que me perdoem os eventualmente não citados, puro esquecimento.

Papo legal, faltou a cervejinha que acabou ficando para o happy hour de amanhã – e ai de mim se furar com a rapaziada pela enésima vez… –, e muita risada. Sobretudo ao final dos 80 minutos da corrida, que teve 25 duplas na pista.

Nas voltas finais, busquei na referência visual quem eram os dois primeiros colocados. O líder era o kart azul número 45, não sei quem era o piloto. O segundo era o kart verde número 14, soube durante a premiação da classe Light no pódio, que era pilotado por Bruno Grigatti, a quem nunca vi mais gordo. Acabou, para desespero próprio, protagonizando o principal momento da corrida.

Bruno, por alguns minutos, conquistou minha torcida. Vinha sendo mais rápido que o “Azul 45”, assim vou chamá-lo para utilizar o termo empregado na locução de arena por meu colega Ademir Capelo. Estava chegando, teríamos disputa direta pela liderança nos últimos momentos. E tivemos.

A duas ou três voltas da bandeirada final, o Azul 45, e já dispenso as aspas para ele, saiu da pista. Foi tirado pelo verde, acusou, a meu lado, o Léo Garcia. Honestamente, não vi isso. Só vi Azul 45 fora da pista e o Verde 14, era assim que eu o conhecia até então, liderava. Até que veio a última volta.

Bruno Grigatti, já tomo a liberdade de tratá-lo pelo nome que levantei momentos depois, apontou na reta de chegada. Ficou em pé no kart, começou a dar socos festivos no ar. Era uma vitória, afinal. Seria. Ainda faltava uma volta. Bruno, por quem eu havia torcido tanto por vários minutos, errou nas contas.

A comemoração pelo que pensava ser a consagração na pista permitiu a Bruno cumprir lento a volta de desaceleração. Cumpriu-a literalmente. Tirou o pé, nem fez questão de se manter no traçado selecionado para o evento de hoje. Encurtou o caminho por algo como um anel externo da pista, o que imagino ser permitido para quem está na volta da vitória, e tomou lento o caminho dos boxes. Foi lá, na entrada dos boxes, que um bandeirinha avisou a Bruno que a corrida não havia acabado.

A foto lá de cima, distribuída aos quatro ventos tuíticos pelo Fabrício Vasconcelos, mostra Grigatti completando a corrida enquanto secava as lágrimas de decepção pelo erro que havia acabado de cometer. Dei um corte na foto, em que Fabrício destacou o piloto, e que também mostra a reação de parte da torcida presente. Houve reações festivas e hostis, intuí que Grigatti não é exatamente campeão de popularidade.

Parênteses sobre a foto. A mão enfaixada que aparece no lado direito é a do Sérgio Rodrigues, que tem alguma função importante na aviação. Semanas atrás, ele foi dar tchau pra hélice de um ultraleve e acabou dando tchau foi pra metade da mão. Fecha parênteses.

Enfim, Grigatti e seu parceiro acabaram desclassificados da corrida, parece que pelo corte de traçado na volta de festa que era na verdade a última volta da corrida. A vitória ficou com a dupla do Preto-e-Branco 71, para manter a lógica de nomes falsos, mas esse acabou punido em tempo por um toque logo após a largada no kart de Pedro Queirolo – assustei-me de verdade com a posição perigosa em que seu kart ficou parado na contramão, de frente para todo mundo; Queirolo, e até aquela altura eu nem sabia que se tratava dele, largava da primeira fila. Acabou vencendo a dupla do Preto-e-Vermelho 100.

Nada disso importou. A imagem do dia foi a da comemoração equivocada de Grigatti, que desceu a reta com estilo, em pé no kart. Foi pena. Eu, afinal, nem o conheço, e por motivos óbvios nada tenho contra ele. Mas parece que a rapaziada que corre na Granja Viana tem.

Corridas aqui e ali

Um sábado veloz, não há dúvida.

Estou saindo agora para Interlagos, de onde narro para o Speed Channel as três corridas – uma da categoria Challenge e duas da Cup – do Porsche GT3 Cup. Estaremos no ar a partir das 12h30, e quem acompanhar pela TV pode participar da transmissão enviando mensagens pelo Twitter para minha conta, @lucmonteiro.

As duas últimas corridas da programação serão exibidas ao vivo. A Challenge, em prova única, larga logo após o início da transmissão. Quando terminar a corrida, vamos exibir em VT completo a primeira prova da rodada dupla da Cup, que começa às 10h30. A corrida que fecha a programação vai largar por volta das 13h20, também ao vivo. No Speed, será uma corrida em seguida da outra.

Cumprida a agenda em Interlagos, vou com Ronei Rech, Pedro Rodrigo, comandante Sérgio Rodrigues e outros menos votados para a Granja Viana. Lá, à tarde, rola uma etapa da Copa São Paulo de Kart, há uma penca de amigos nossos participando da corrida. É a primeira vez na vida – estranho, isso – que vou assistir a uma corrida fora de Cascavel.

Uma cervejinha pós-prova com a rapaziada não está descartada. Será obrigatória, têm-me dito alguns.