O Brasileiro de Marcas de 2015

23 MARCAS LARGADA

SÃO PAULO – A Copa Petrobras de Marcas terminou há menos de uma semana, com título de Ricardo Maurício, mas o trabalho não para. Talvez o foco tenha saído das bancadas das oficinas e colocado nas mesas dos escritórios dos chefes de equipes, todos empenhados em formar duas duplas para a temporada que vai começar em Goiânia no dia 22 de março.

A primeira equipe que definiu seus pilotos para 2015 foi a RZ Motorsport, que continua representado a Toyota. Serão dois paranaenses pilotando os Corolla confiados a Ricardo Zonta: Thiago Marques e Daniel Kaefer, os pimpões da foto aí abaixo, que em 2014 formaram a dupla da J. Star Racing. A outra equipe da Toyota é a Bassani Racing, de Eduardo Bassani. Alceu Feldmann, também paranaense – embora nascido na catarinense Rio do Sul –, deve ser um dos pilotos.

DK TM

A J. Star, equipe de Murillo Macedo, sai de cena no Brasileiro de Marcas para focar o Brasileiro de Turismo e o Mercedes-Benz Challenge. Há quem garanta que os Chevrolet Cruze do time serão assumidos por uma nova equipe, que teria, ou terá, Flávio “Nonô” Figueiredo como diretor e um dos pilotos. A outra equipe que defende a Chevrolet é a C2 Team, comandada pelo paranaense Gabriel Casagrande. Felipe Gama, que disputou a última temporada pela Bassani, pode ser o companheiro de equipe de Casagrande, essa seria minha aposta hoje. Como também pode completar o quarteto da Toyota – o “pode” é muito relativo; Gama pode qualquer coisa, inclusive tirar um ano sabático para conhecer Seichelles ou o planeta Júpiter.

Nas equipes da Honda, só uma vaga definida. O catarinense Vicente Orige, vice-campeão neste ano, continua na JLM Racing, chefiada pelo Juliano Moro. Maurício Ferreira, ao que tudo indica, ainda não tem nenhum nome definido para a Full Time – considerando que conversas de churrascadas nem sempre são divulgáveis. A participação da Ford, ao que tudo indica, seguirá com os mesmos nomes: César Bonilha e Carlos Souza com os Focus da Júpiter Racing Team e Vitor Meira titular da Amir Nasr Racing. Samir Nasr, irmão do Amir e mandachuva do time, ainda tem para negociar a vaga que acabou sendo rotativa em 2014.

Pela Mitsubishi, Fábio Ebrahim, que acabou de assumir uma equipe, seguirá entre os pilotos da Ebrahim Motors. Ainda não dá para saber que equipe responderá pelos outros dois Lancer GT do grid.

O novo formato de evento anunciado pela Vicar para 2015, com a junção de suas categorias, teve impacto direto na lista de participantes. Sete das oito etapas do Brasileiro de Marcas dividirão programação com a Stock Car, o que, se não inviabiliza, pelo menos dificulta bastante a presença dos pilotos da Stock. Por esse panorama é quase certo que Ricardo Maurício, Allam Khodair, Denis Navarro e Galid Osman vão deixar o Brasileiro de Marcas para focar as disputas da Stock. Casagrande vai disputar os dois campeonatos – haja preparo físico! – e imagino que Feldmann vá pelo mesmo caminho.

O que já é certo: a Copa Petrobras de Marcas mantém as transmissões de todas as etapas pela Rede Bandeirantes. As etapas mantêm as rodadas duplas, com uma corrida no sábado e outra no domingo, e as duas sendo exibidas na íntegra no domingo seguinte à realização do evento. E eu continuo na narração do campeonato.

Enquanto isso, minha maior curiosidade no Brasileiro de Marcas gira em torno da sexta marca que vai compor o grid. Palpites?

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GOIÂNIA – Com participação especial de São Pedro, que resolveu zoar o coreto e fazer da meteorologia do fim de semana uma completa zona, a Copa Petrobras de Marcas vai fechar neste domingo a temporada de de 2014, quarta de sua existência. Pela segunda vez na história e no ano, com uma rodada dupla em Goiânia.

Será um evento diferente, tudo previsto em regulamento. As duas corridas vão atribuir aos 15 primeiros colocados o dobro da pontuação habitual. Ademais, cai a regra do lastro nos carros dos oito primeiros no campeonato – o peso mínimo do conjunto carro-piloto é o mesmo para todos.

São dez os candidatos ao título de 2014 – a saber, e pela ordem de classificação no campeonato, Ricardo Maurício (Honda/JLM Racing), Alceu Feldmann (Honda/Full Time), Denis Navarro (Toyota/Bassani Racing), Felipe Gama (Toyota/Bassani Racing), Gabriel Casagrande (GM/C2 Team), Galid Osman (Toyota/RZ Motorsport), Vicente Orige (Honda/JLM Racing), Vitor Meira (Ford/Amir Nasr Racing), Allam Khodair (Toyota/RZ Motorsport) e César Bonilha (Ford/Júpiter Racing Team).

É muito provável que, depois da primeira corrida do domingo, a lista de candidatos seja reduzida a quatro ou cinco nomes – lembro que em 2013 a etapa final, que aconteceu em Curitiba, começou com oito “tituláveis” e largou para a segunda corrida com cinco nomes.

Serão duas corridas, como já dito, cada uma com duração de 30 minutos mais uma volta. A primeira terá largada às 9h30 e será transmitida ao vivo pelo portal Terra. A segunda, com largada às 12h45, ao vivo na Rede Bandeirantes – a transmissão terá início às 12h30, como de hábito. Narro com comentário do Sérgio Jimenez e reportagem do Bruno Monteiro.

Façam suas apostas, senhoras e senhores.

Na íntegra: Cascavel de Ouro 2014

GOIÂNIA – A CATVE não só gerou e transmitiu na íntegra, ao vivo, a 28ª edição da Cascavel de Ouro, no último sábado, como também disponibilizou todo o conteúdo na internet. Normalmente trago ao “Na íntegra” corridas narradas por mim. Não foi o caso dessa, transmitida pelo bróder Vanderlei Luiz Ratto. A ocasião justifica perfeitamente a exceção – e o blog não é tão criterioso, assim.

A única informação que cabe trazer a quem vai ver depois, até porque quando a transmissão da CATVE terminou essa informação não existia, é que Edgar Favarin e Emílio Weiss, vencedores da prova, acabaram desclassificados. Os comissários técnicos relataram que o carro da dupla estava abaixo do peso mínimo exigido. Com isso, os nomes que foram parar na galeria da Cascavel de Ouro são os de Daniel Kaefer e Leandro Zandoná.

Na íntegra: Sprint Race 2014, 7/8

CASCAVEL – Estava preso no trânsito e perdeu a exibição de agora há pouco da sétima etapa da Sprint Race Brasil no Bandsports?

Não tem problema. Estou aqui para compensar as deficiências do tráfego brasileiro. O VT produzido pelo pessoal do Beto Borghesi, apresentado pelo canal de todos os esportes, segue reproduzido no blog, com minha narração.

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239903_456353_creditos_luciano_santos_sigcom_1CASCAVEL – A sétima e penúltima etapa da Sprint Race Brasil, disputada há dez dias em Pinhais, no Autódromo Internacional de Curitiba, será exibida em VT pelo canal Bandsports nesta quarta-feira, em horário um tanto diferente do habitual: a partir das 17h. Produção da equipe Velocidade Máxima, coordenada pelo Beto Borghesi. Eu narro.

Luca Milani e Flávio Lisboa venceram as duas baterias no anel externo do circuito paranaense. E é lá, no AIC, que a Sprint Race vai encerrar sua terceira temporada, no dia 7 de dezembro – desta vez, no traçado misto.

A foto aí acima, produzida pelo Luciano Santos, mostra o André Mello, piloto de um Chevette na Classic Cup, que fez sua estreia na Sprint Race formando dupla com o Marcelo “Torrão” Ramaciotti.

Na íntegra: Porsche GT3 Brasil 2014, 7/9

CASCAVEL – Já estão disponíveis na rede as corridas do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil na etapa de dez dias atrás em Interlagos, que marcaram, pelo décimo ano consecutivo, a preliminar do GP do Brasil de Fórmula 1. Essas corridas foram exibidas em VT compacto no último domingo pela Rede Bandeirantes, com minha narração e comentário do Luiz Alberto Pandini. As versões trazidas aqui estão na íntegra, como sugere o nome da série de posts do blog – há até as voltas de reconhecimento cumpridas antes do início da nossa transmissão.

A categoria Challenge trouxe ao nosso convívio do fim de semana o grande Nelson Piquet, que acompanhou atento e sem esconder as emoções a vitoriosa participação do filho Pedro.

Na corrida da Cup, um recorde foi ampliado por Constantino Júnior, que reassumiu a liderança do campeonato.

Na semana que vem voltaremos a Interlagos, dessa vez para a corrida preliminar da Le Mans 6 Horas de São Paulo, a etapa brasileira do World Endurance Championship. Nesta etapa, excepcionalmente, o Porsche GT3 Brasil terá apenas a etapa da categoria Cup – a Challenge voltará à ação na etapa final de 13 de dezembro no Velo Città.

#DataLuc no Mercedes-Benz Challenge (C250 Cup)

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CAMPINAS – A programação de 30 de novembro no Autódromo Internacional de Curitiba vai apontar nada menos que três campeões brasileiros de automobilismo – o da Stock Car, que tem oito candidatos ao título, e os das duas categorias do Mercedes-Benz Challenge, a C250 Cup e a CLA 45 Cup.

Ontem dei um pitaquinho aqui sobre a chance de cada piloto na caça ao título da Stock Car. Repito a dose, hoje, com a categoria C250 Cup do Challenge, que tem cinco candidatos ao título – ou seis, se considerarmos que dois deles competem em dupla. A Paioli Racing chega à etapa decisiva na disputa com Peter Michael Gottschalk, que também atende como “Peter Tubarão”, e com a dupla formada pelo coordenador do time, Marcos Paioli, e por Peter Gottschalk Júnior, o pai de Tubarão. A RSports, chefiada por Leandro Romera, está na disputa com o catarinense Cristian Mohr (fiquei sabendo agora que o prenome do piloto é sem H – sempre escrevi “Christian”, não mais o farei). Chefiada por William Vasconcelos, a gaúcha WCR “classificou”, digamos assim, o Luiz Sena Júnior.  E a Córdova Motorsport, do José Cordova, também busca o título, com o piloto Cesare Marrucci.

Já considerei aqui, para não forçar neurônios eventualmente cansados da audiência, os eventuais casos de empate em pontos a partir das combinações de resultados. E vamos lembrar que o pódio do Mercedes-Benz Challenge acolhe apenas os três primeiros colocados a cada etapa. Ia colocar, como em todos os posts similares, uma foto do carro de cada “finalista”, mas não há tempo – já vão chamar o embarque para Cascavel. O Luciano Santos já me enviou as fotos, que serão postadas assim que em chegar em casa.

Vamos aos chutes do #DataLuc, pois.

Peter Michael GOTTSCHALK (Paioli Racing), 92 pontos

Único que tem a chance de depender apenas de si próprio, obviamente, já que lidera o campeonato e, se ganhar a corrida, fecha a fatura. Terminando até a quarta posição, precisará apenas que Mohr não esteja à sua frente. Um quinto lugar resolve a vida de Tubarão, desde que Mohr não esteja à sua frente e a vitória não seja de Paioli/Gottschalk. A partir do sexto lugar na corrida, Tubarão pode não se preocupar mais com Mohr, desde que cruze a linha de chegada imediatamente uma posição atrás do catarinense. Sendo sexto, sétimo ou oitavo, dependerá de seu pai e de Paioli, que correm em dupla, não terminarem em segundo. Ficando em nono ou décimo, Paioli e Gottschalk terão de terminar no máximo em quarto, sem que a vitória seja de Sena.

Cristian MOHR (RSports), 91 pontos

Sua maior disputa é com Tubarão, obviamente. O catarinense será campeão se for ao pódio na corrida de Curitiba terminando a corrida à frente do atual líder do campeonato. Se terminar em quarto, além de ter Tubarão pelo menos uma posição atrás, também dependerá da vitória não ser de Paioli e Gottschalk. Da quinta posição em diante, o título de Cristian dependerá, primeiro, de Tubarão terminar a corrida no mínimo duas posições atrás dele. Com o quinto lugar na corrida ele também dependerá da dupla da Paioli Racing não ganhar a corrida. Se for sexto ou sétimo, dependerá de Paioli/Gottschalk no máximo em terceiro. Ficando em oitavo, precisará que a dupla não vá ao pódio e que a vitória não seja de Sena Júnior – o líder Tubarão, não esqueçamos, tem de estar sempre duas posições atrás para as contas de Mohr darem certo. Se for nono, a dupla não pode ficar entre os quatro primeiros e Sena, igualmente, não pode ser o vencedor. Um décimo lugar resolve a vida de Mohr com Tubarão em 12º, Paioli/Gottschalk em quinto e Sena em terceiro.

Marcos PAIOLI/Peter GOTTSCHALK JR. (Paioli Racing), 85 pontos

A segunda vitória na temporada, se vier em Curitiba, poderá significar o título, desde que Mohr não vá ao pódio e Peter Tubarão não esteja entre os quatro primeiros. Ficando em segundo na corrida, a dupla dependerá de Mohr em sexto e Tubarão fora do grupo dos seis primeiros. Um terceiro lugar de Paioli e Gottschalk em Curitiba inclui Sena Júnior na conta – o gaúcho não poderia vencer a corrida, além de Mohr não poder estar entre os sete primeiros, com Tubarão no máximo em nono. O quarto lugar na etapa final também pode ser útil à dupla, desde que a vitória não seja de Sena e nem de Marrucci, Mohr fique no máximo em décimo e o líder Tubarão fique fora da lista dos dez primeiros. A dupla foi quinta colocada em três das sete corridas já disputadas e, se ficar em quinto em Curitiba, dependerá de Sena e Marrucci não estarem em primeiro ou segundo, de Mohr em 12º e de Tubarão em 13º.

Luiz Sérgio SENA JR. (WCR), 80 pontos

Foi quem mais saiu no prejuízo na corrida em Salvador, onde chegou como líder e de onde saiu em quarto na classificação do campeonato. Agora, para ser campeão, precisa no mínimo ser o quarto colocado, caso em que dependeria de Marrucci não ir ao pódio, de Paioli/Gottschalk em oitavo, Mohr em 14º e de Tubarão não pontuar. Se vencer, o caxiense precisará que o segundo lugar não seja de Paioli/Gottschalk, com Mohr em oitavo e Tubarão em nono. Sena será campeão terminando a corrida em segundo, desde que Marrucci não vença, Paioli e Gottschalk não fiquem entre os quatro primeiros, Mohr seja décimo e Tubarão fique no máximo em 12º. Para ficar com o título a partir do troféu de terceiro lugar em Curitiba, Sena dependerá de combinações ainda mais exigentes: Marrucci no máximo em terceiro, Paioli/Gottschalk em décimo, Mohr em 12º e Tubarão em 14º.

Cesare MARRUCCI (Cordova Motorsports), 79 pontos

Só será campeão se estiver no pódio curitibano. Terminando a corrida em terceiro, dependerá de Sena em quarto, Paioli/Gottschalk em oitavo, Mohr em 14º e Tubarão em 15º. Se ficar em segundo, será campeão desde que Sena não vença, Paioli e Gottschalk não terminem entre os cinco primeiros, Mohr seja 12º e Tubarão, 13º. Uma vitória em Curitiba, que seria sua primeira no ano, faria Marrucci depender de Paioli e Gottschalk não conquistarem o segundo lugar, com Mohr no máximo em nono e Tubarão em décimo.

#DataLuc na Stock Car

STOCK CAR 0 LARGADA (DB)

SALVADOR – Reta final de temporada e o #DataLuc se vê obrigado a dar pitacos onde não é chamado. Como na decisão do título da Stock Car. Acompanhei hoje no CAB as duas corridas da penúltima etapa, vencidas por pilotos do quase finado #StockCarLucTeam, Allam Khodair e Sergio Jimenez.

A Stock despede-se da Bahia tendo oito pilotos na disputa pelo título de 2014, que será definido em Curitiba, daqui a exatos 15 dias. Nada de rodadas duplas para a etapa final, que terá corrida única com pontuação em dobro em relação ao que se atribui na primeira e mais extensa corrida de cada etapa.

Duas equipes entram na decisão com seus dois pilotos – a Full Time Sports, com Rubens Barrichello e Khodair, e a Prati-Donaduzzi/Mico’s Racing, com Júlio Campos e Antonio Pizzonia. A Mobil Super Racing, com Átila Abreu, a RCM-Ipiranga, com Thiago Camilo, a Voxx Racing, com Jimenez, e a Red Bull Racing, com Cacá Bueno, também estão nesse páreo.

Como a Stock Car não atribui pontos de bonificação por façanhas como pole position ou melhor volta, fica fácil até demais traçar as combinações de resultados de que cada um desses oito precisa para comemorar o título, todas esmiuçadas aí abaixo. Cito os resultados dos adversários de cada finalista, digamos assim, como desempenho máximo admitido para cada possível combinação, acho que isso fica claro. Até hoje ninguém reclamou, talvez porque ninguém leia o BLuc, outrora definido como “blog macambúzio” por um distinto colega que aufere audiência mais abundante a partir das coisas que escreve e publica.

E como o blog não tem verba para pagar seu próprio fotógrafo – não tem verba para nada, na verdade –, tive de pinçar as fotos que as assessorias de imprensa anexaram a seus press releases durante o fim de semana soteropolitano, todas distribuídas ao longo desse post. A foto que abre o post foi feita pelo Duda Bairros; Miguel Costa Jr. foi quem fotografou Barrichello e Khodair; Carsten Horst assinou as imagens de Abreu e Camilo; Vanderley Soares produziu as de Campos e Pizzonia; Bruno Terena, a de Cacá Bueno; e a Fernanda Freixosa foi quem contribuiu com a foto do Jimenez, vencedor da segunda corrida de hoje.

Vamos às combinações de resultados que cada piloto espera na etapa do dia 30 em Curitiba, pois.

Rubens BARRICHELLO (Medley-Full Time Sports), 198,0 pontos

STOCK 1 BARRICHELLO (MCJr)

Um quarto lugar na etapa final garante o título a Barrichello sem a necessidade de Maurício Ferreira e sua trupe fazerem contas durante a corrida. Se terminar entre quinto e oitavo, só depende de Abreu não ser o vencedor. Ficando em nono ou décimo, precisará que Abreu seja no máximo terceiro. Considerando a décima posição, Camilo não pode vencer – a partir daqui, consideremos que sua distância para Abreu tem de ser de no máximo sete posições. Ficando entre 13º e 16º, não poderá contar com vitória de Campos – sendo 13º ou 14º, não poderá ver Camilo em segundo. Em 15º, não poderá ter Camilo em terceiro. Em 16º, precisará de Camilo em quinto. Ficando em 17º, dependerá de Campos em terceiro e Camilo em décimo, sem que o vencedor seja Pizzonia – lembrando sempre que Abreu pode terminar no máximo sete posições à sua frente. Esta combinação vale também para um 18º lugar do ex-piloto de Fórmula 1, acrescentando-se o veto à eventual vitória de Jimenez e de Bueno. Se ficar em 19º, dependerá de Pizzonia, Jimenez e Bueno não vencerem, de Campos ficar fora do pódio, de Camilo ser oitavo e de Abreu ser 12º. Com um 20º lugar, Barrichello terá de esperar Campos em quinto, Camilo em nono e Abreu em 13º – Pizzonia, Jimenez, Bueno e Khodair não podem vencer, neste caso. Imaginando uma corrida catastrófica a todo mundo que pensa em título, Barrichello fica com a taça mesmo sem pontuar, desde que a vitória não seja de Jimenez, Bueno ou Khodair, que Pizzonia seja no máximo terceiro, que Campos não seja um dos cinco primeiros, que Camilo fique no máximo em décimo e que Abreu não vá além do 19º lugar.

Átila ABREU (Mobil Super Racing), 183,5 pontos

STOCK 2 ABREU (CH)

Vencendo em Curitiba, depende de Barrichello no máximo em quinto. Se ficar em segundo, vai esperar o atual líder do campeonato fora do grupo dos oito primeiros. Ficando em terceiro, não pode contar com Barrichello entre os dez melhores da corrida e nem com vitória de Camilo. Para facilitar, a partir daqui, sua vantagem sobre Barrichello no resultado final terá de ser de oito posições ou mais para qualquer combinação de resultados, estamos entendidos? Pois bem. Em quarto ou quinto, também depende de Camilo não vencer. Em sexto ou sétimo, precisará que o vencedor não seja Campos e que Camilo seja no máximo terceiro. Do oitavo lugar em diante, Abreu terá de estar no máximo quatro posições atrás de Camilo para seguir com a conta do título. No que diz respeito a Campos, se o paranaense for segundo, Abreu tem de terminar em nono; com Campos de terceiro em diante, o atual vice-líder precisa estar no máximo oito posições atrás dele para tirá-lo da disputa. Abreu elimina a ameaça de uma vitória de Pizzonia se terminar em sétimo lugar; aniquila a ameaça de uma vitória de Jimenez ou Bueno se ficar em oitavo. Se Pizzonia ou Jimenez forem segundo, já eliminadas as possibilidades anteriores, Abreu os tira da disputa ficando em 13º.

Thiago CAMILO (RCM-IPIRANGA), 174,5 pontos

STOCK 3 CAMILO (CH)

O primeiro título de Camilo na Stock Car só acontecerá, primeiro, se ele for um dos nove primeiros na etapa de Curitiba. Conseguindo, aí começam as contas. Se vencer, dependerá de Barrichello ser nono e de Abreu não ser o segundo. Terminando em segundo, terá de esperar que Campos não vença, que Abreu seja sexto e Barrichello fique fora da lista dos 12 primeiros. Ficando em terceiro, o grandalhão dependerá de Campos ser no máximo segundo, de Abreu ficar em oitavo e de Barrichello não ser um dos 15 primeiros. O quarto lugar dará o título a Camilo se os resultados máximos de seus adversários foram o segundo lugar de Campos, o nono de Abreu e o 16º de Barrichello. Terminando em quinto, precisará de Campos em terceiro, Abreu em décimo e Barrichello em 18º. Se ficar entre sexto e nono, passa a monitorar também o resultado de Pizzonia, Jimenez e Bueno, que não podem vencer – com as combinações improváveis atreladas a seu oitavo ou nono lugar, Camilo também não pode contar com vitória de Khodair.

Júlio CAMPOS (Prati-Donaduzzi/Mico’s Racing), 167,5 pontos

STOCK 4 CAMPOS (VS)

A matemática permite ao meu conterrâneo paranaense ser campeão até se terminar a etapa de Curitiba em quinto, embora um 20º lugar de Barrichello, um 13º de Abreu ou um oitavo de Camilo, por exemplo, já lhe inutilizem a possibilidade. Se vencer, considerando a conta do título, Campos dependerá de Abreu fora da lista dos cinco primeiros e de em Barrichello em 13º. Se for segundo, terá de esperar Camilo em quinto, Abreu em décimo e Barrichello em 17º. O terceiro lugar atrelará o título de Campos a limitações como Camilo em sétimo, Abreu em 12º e Barrichello em 19º, desde que a vitória não seja de seu companheiro Pizzonia. Para ser campeão terminando a corrida em quarto, Campos vai esperar Camilo em oitavo, Abreu em 13º e Barrichello em 20º – nesse caso, Pizzonia também não pode ganhar.

Antonio PIZZONIA (Prati-Donaduzzi/Mico’s Racing), 158,5 pontos

STOCK 5 PIZZONIA (VS)

Tem até a chance de ser campeão terminando a etapa de Curitiba em segundo, desde que Campos não seja um dos cinco primeiros, Camilo fique no máximo em décimo, Abreu não passe do 14º lugar e Barrichello não esteja entre os 20 que marcam pontos. Difícil. Melhor contar com a vitória. Nesse caso, vai esperar que Campos não seja o segundo, que Camilo fique em sexto, que Abreu seja o décimo e que Barrichello não passe da 17ª posição.

Sérgio JIMENEZ (Voxx Racing Team), 158,0

STOCK 6 JIMENEZ (FF)

Foi bacana ver a festa do sócio e da equipe pela primeira vitória (nossa sociedade, cabe citar, nunca vingou, mas sempre é tempo…). Para ser campeão, contudo, ele vai depender de vencer de novo em Curitiba – se for segundo, no mínimo empata em pontos com Barrichello, que já venceu duas vezes. Vencendo, Jimenez dependerá de Campos não ser o segundo, além de contar com Camilo em sexto, Abreu fora da lista dos dez primeiros e Barrichello no máximo em 18º.

Cacá BUENO (Red Bull Racing-A. Mattheis), 157,0 pontos

STOCK 7 BUENO (BT)

Para entrar no assunto do título o pentacampeão terá obrigatoriamente de contar com a vitória que ainda não lhe sorriu em 2014. Sua matemática é bem parecida com a de Jimenez – vai precisar que Campos não seja o segundo, que Camilo fique no máximo em quinto, com Abreu em 11º e Barrichello em 18º.

Allam KHODAIR (Full Time Sports), 153,0 pontos

STOCK 8 KHODAIR (MCJr)

A vitória de hoje em Salvador manteve o japa-turco-libanês (ele já me disse que só tem ligação com uma dessas três etnias, não lembro qual, não importa agora) na caça ao título. Sua única possibilidade de sair campeão passa igualmente pela conquista de mais uma vitória em Curitiba. Mas não é só isso!, como diria aquela propaganda do Polishop. Vencendo, ele depende Campos em quinto, Camilo em oitavo, Abreu em 12º e Barrichello em 19º.

Cascavel de Ouro na tela

CASCAVEL – Sábado especial para o automobilismo do Paraná, em especial para o de Cascavel. Três horas de duração, quatro paradas para reabastecimento (há quem vá apostar em três…), carros preparados pelo que dita o regulamento do Festival Brasileiro 1.6 de Marcas & Pilotos, duplas e trios de vários quintões. A Cascavel de Ouro, nossa menina dos olhos, chega a 47 anos de história e à 28ª edição no Autódromo Zilmar Beux. A corrida faz parte da lista oficial de festividades – ou efemérides, como prefeririam os colunistas mais antigos – do 63º (e não 62º, como eu havia escrito ontem) aniversário da cidade, marca que será atingida amanhã, dia útil no país inteiro e feriado pelas bandas de cá.

O próprio formato técnico sugere uma valorização sem tamanho do automobilismo romântico, de garagem, com muito do que os mais saudosistas trazem dos anos 60 e 70 aplicado aos conceitos de hoje. Foi o que vimos nas últimas semanas, dedicadas a um trabalho de preparação que mereceu dedicação e já mostrou, mesmo em sessões de testes que nada valiam à luz do cronômetro, quão competitivos estão os pilotos, os mecânicos, os preparadores, os curiosos. Sanguenozói, como estão dizendo.

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Hoje, mesmo, pilotos e equipes já estão suando os uniformes no autódromo, na programação de treinos livres. Treinos oficiais e classificatórios vão acontecer amanhã, a corrida vai ser no sábado, com largada às duas da tarde. Um dos grandes baratos vai ser a transmissão ao vivo da corrida pela CATVE, nossa afiliada da TV Cultura, pela Paraná Educativa e também pelo canal Esporte interativo. Outra opção, já bem cotidiana para todo mundo, vai ser acompanhar também ao vivo pelo portal da CATVE.

A Cascavel de Ouro é aquela corrida que merece papel dourado em qualquer livro que ouse contar a história do automobilismo brasileiro. Parte da história da prova, em particular, foi resgatada na década passada pelo incansável Jaci Pan. Repiquei aquele conteúdo aqui mesmo no blog. Jaci começou pela inimaginável correção da galeria de campeões da prova, também por uma descrição superficial de como esse garimpo aconteceu e, décadas depois, a justa reparação à injustiça que a história cometia com Pedro Muffato, tricampeão da prova.

Vai ser pena não estar por aqui para testemunhar mais um capítulo da nossa história sendo escrito por tantos amigos no autódromo daqui. Mas o dever me chama um pouquinho mais para cima do mapa.

Piquet nas 12 Horas

CASCAVEL – A foto aí abaixo mostra o Pedro Piquet, 16 anos, no topo do pódio da categoria Challenge na etapa do Porsche GT3 Brasil que cumpriu, domingo último, a preliminar do GP do Brasil de Fórmula 1 em Interlagos.

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Foi uma participação pontual, a de Pedro no Porsche GT3 Challenge. Perguntei ao Nelsão, no sábado, qual seria o próximo passo. “Deve fazer mais um ano de Fórmula 3 aqui. Ainda ‘tá muito novo pra ir pra fora”, respondeu. Pedro foi campeão da F-3 Brasil com dez vitórias nas 14 corridas disputadas até aqui. Uma semana depois, Pedro vai experimentar outra categoria. Vai formar dupla com Gabriel Corrêa na prova da categoria C250 Cup do Mercedes-Benz Challenge na etapa de Salvador, no sábado.

Mas não para para por aí, segundo me sopraram lá das bandas do mate amargo. Piquetzinho, é o que dizem, será um dos pilotos de um protótipo MCR da equipe do meu xará Luciano Mottin nas 12 Horas de Tarumã, nos dias 13 e 14 de dezembro. Christian Castro e Vitor Genz seriam seus parceiros. Trio forte.

Por enquanto é mais boato que propriamente notícia. Acho que logo vira notícia no nosso mundinho das quatro rodas.

Piquet, apesar de novo, está curtindo a vida de um jeito interessante. Pilotando tudo que tem direito.

(ATUALIZANDO EM 14 DE NOVEMBRO, ÀS 15h16)

Não, Pedro Piquet não vai disputar as 12 Horas de Tarumã. Quem tratou de se certificar e informar ao blog foi o nanocolega Wagner Gonzalez, que desfila novas bermudas aqui por Salvador. Beegola, como é conhecido o Wagner, falou com Nelsão a respeito. “Perguntei ao Nelson e ele falou que não vai dar porque o garoto foi convidado para um corrida em Abu Dhabi na mesma data”, treplicou o Beegola – coincidentemente, o calendário do circuito de Yas Marina prevê uma corrida de 12 horas para o fim de semana da peleia gaúcha. A vaga no MCR deverá ser preenchida por João Sant’Anna, pai de Vitor.