Um G57 a mais!

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Os norte-americanos Gar Robinbson e Lawrence Loshak vão correr com um dos G57 do Team Ginetta USA, inscrito sob o número 74. Os demais carros da equipe estarão na pista com pilotos brasileiros.

CASCAVEL – O sempre atrativo FARA USA retoma sua temporada neste fim de semana, com a Sunset 500, em Homestead. É a terceira etapa do campeonato, que teve a primeira corrida em novembro e a segunda em fevereiro – as duas aconteceram no Homestead Motor Speedway. O Team Ginetta USA, liderado pelo brasileiro Adolpho Rossi, dominou tanto a Miami 500 quanto a Homestead 500. O time vem com novidades para a corrida de domingo agora, inclusive.

Um dos Ginetta G57, nova sensação da competição, terá dois norte-americanos como pilotos, graças a uma parceria fechada com a Pennzoil. A marca adquiriu os direitos sobre o carro, que segue com preparação a cargo do time de Adolpho. Gar Robinson, campeão da Trans-Am Series em 2015, e Lawrence Loshak, pentacampeão da SCCA, vão revezar comando do carro durante as cerca de quatro horas de corrida. No outro G57 – sim, agora são dois! – estarão os brasileiros Artur Fortunato, vencedor a corrida do mês passado ao lado de Giulio Borlenghi, e Elias Azevedo. Borlenghi estará em Goiânia participando da primeira rodada dupla do Campeonato Brasileiro de Turismo pela equipe Full Time, do Mau Ferreira.

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O outro exemplar do modelo Ginetta G57 terá os brasileiros Artur Fortunato, vencedor da etapa anterior, e Elias Azevedo como pilotos na Sunset 500, terceira etapa do FARA USA.

Tal qual na Homestead 500, a equipe terá também quatro modelos G55 na pista, na classe MP-2a. Cássio Homem de Mello e Ricardo Barbosa buscam em dupla a segunda vitória consecutiva. Ramon Alcaraz, que em fevereiro teve Elias Azevedo como parceiro, passa a formar dupla com Júlio Martini, que no último sábado venceu as Três Horas de Tarumã em sua categoria, a P3, pilotando o protótipo Tubarão 8 em dupla com Marcelo Viana. Adolpho Rossi volta à ativa também como piloto para correr ao lado de Esio Vichiese. O quarto carro será pilotado por Jesse Gröse e Alessio Bellucci. A etapa de 40 dias atrás, aliás, só teve brasileiros no pódio da MP-2a. Vitória de Homem de Mello/Barbosa, com segundo lugar de Alcaraz/Maurício Salla e terceiro de Azevedo/Martini.

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Cássio Homem de Mello foi o quarto da classe MP-2a em novembro, em dupla com seu pai Eduardo, e venceu a corrida de fevereiro ao lado de Ricardo Barbosa, seu parceiro na etapa deste domingo.

Haverá, claro, vários outros pilotos brasileiros em ação em Homestead. Cinco deles vão competir com os Lamborghini da Dopamina Racing. Marcello Sant’Anna e William Freire, que em Viamão conquistaram o terceiro lugar geral nas Três Horas de Tarumã, terão também o Sérgio Laganá como parceiro no comando do modelo RE-X. Adalberto Baptista e Marcelo Franco vão revezar o LP600+. Ah, e a corrida de domingo será a terceira de um calendário de oito. Tem muita história para ser contada até o fim do ano a respeito do FARA USA.

 

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Stock em Cascavel

STOCK CAR

No fim das contas a Stock Car vem, sim, a Cascavel. Como todos por aqui sabíamos que acabaria vindo. Nosso autódromo será palco da etapa da véspera do Dia dos Namorados.

CASCAVEL – A pompa maior do anúncio feito hoje à imprensa esteve em torno do retorno a Buenos Aires, mas a Stock Car anunciou hoje mudanças em seu calendário de eventos e a que mais chamou atenção pelas bandas de cá foi a inclusão do Autódromo Zilmar Beux, de Cascavel, na lista. Nossa pista, a mais veloz do país, receberá a quarta das 12 etapas do campeonato, no dia 11 de junho.

As adequações do calendário confirmaram a retirada de Brasília, onde o futuro do autódromo segue uma completa incógnita. Nem lembro quando seria a etapa na capital do país,  acho que no fim de novembro. Não importa mais. A pista de Tarumã, em Viamão, vai ficar com a etapa brasiliense e ponto final.

A Corrida do Milhão, que eu vislumbrava ver acontecer em Cascavel, segue com data indefinida. Tenho um leve palpite de que possa ter sua primeira edição em Curitiba, embora Curitiba esteja no calendário para o evento de pouco mais de um mês depois. Interlagos e Goiânia seguem como favoritas a sede da etapa milionária e à condição de única pista a receber duas etapas do campeonato em 2017.

Pelo que vasculhei nos calendários, nenhuma das categorias de suporte à Stock Car – Brasileiro de Marcas, Mercedes-Benz Challenge e Brasileiro de Turismo – vai acompanhar o evento em Cascavel. Imagino que isso possa mudar, também. Com o evento sendo em Cascavel, tenho uma viagem a menos na agenda, e bem na véspera do Dia dos Namorados. A Rita vai gostar de saber.

Fim da chicane

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Odair dos Santos viu de perto em 2016, em sua primeira temporada no Brasileiro de Marcas, os castigos que a chicane do Café, em Interlagos, é – ou era – capaz de impor a um carro de corridas.

CASCAVEL – Fazia menos de 20 horas que Waldner “Dadai” Bernardo estava na presidência da Confederação Brasileira de Automobilismo e ele já deu a primeira boa notícia de seu mandato. Boa, não; ótima. A chicane da curva do Café, em Interlagos, não será mais utilizada em corrida alguma.

Já falei sobre ela, a chicane, aqui no blog. O paliativo adotado sob o pretexto da segurança, sobretudo depois dos acidentes que mataram Rafael Sperafico e Gustavo Sondermann naquele trecho da pista. Sempre a vi como um acinte ao bom senso. José Vitte que o diga. Aliás, a definição do Vitte para a chicane do Café é uma das melhores que já ouvi: um remédio que pode matar o paciente.

Dadai anunciou a novidade ontem, durante a transmissão pelo Grande Prêmio das corridas que abriram em Curitiba a temporada do Porsche Império GT3 Cup e da Fórmula 3 Brasil. Na verdade, quem anunciou a novidade, calçado pelo Dadai, foi o Marcelo Gomes. “Dei o furo!”, exaltou o torrônico comentarista dos dois campeonatos, que ainda bem saidinho depois que pulou para o lado de cá do balcão da comunicação. Não foi o primeiro furo jornalístico do Gomes, aliás. No outro, coisa de um ano e meio atrás, ele cedeu os créditos a um amigo do meio.

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A desativação da chicane do Café, em Interlagos, é novidade comemorada por grande maioria dos automobilistas brasileiros, sejam pilotos ou não. Era era obrigatória para campeonatos brasileiros, mas não para competições estaduais ou internacionais. Já vai tarde.

 

Na íntegra: Porsche Império GT3 Cup 2017, 1/9

CASCAVEL – Meu sábado de corridas foi pilotando o microfone. Começou ontem, afinal, a temporada de 2017 do Porsche Império GT3 Cup e também da Fórmula 3 Brasil. Narrei todas as corridas da programação para a transmissão ao vivo do Grande Prêmio, tendo o Marcelo Gomes como comentarista. Haverá exibição na televisão, também, nos próximos dias. Vamos informando tudinho por aqui.

O vídeo disponibilizado rapidamente no YouTube pela produção da Cup contempla tudo o que mostramos ao longo do dia. São mais de seis horas de conteúdo. Para facilitar um pouco a vida de quem procura algo em específico, decupo aqui os instantes em que começa a transmissão de cada corrida. Aos 15min, abrimos a primeira corrida da F-3. Ainda considerando a contagem do vídeo, segunda prova da F-3 começa a 3h59min.

No caso das corridas de Porsche, a transmissão da primeira prova da categoria Cup começa a 1h20min do vídeo. A corrida única da Challenge está a partir de 2h25min. Haveria uma segunda corrida da Cup, como de costume, mas que acabou frustrada pela chuva que empoçou água em muitos pontos da pista. Os pilotos chegaram a largar, conforme vemos a partir de 5h27min, mas as condições de segurança bastante aquém das ideais forçaram a interrupção de tudo com bandeira vermelha. Os pilotos, em reunião no box número 4, decidiram por não correr – a prova será reposta na próxima etapa, dia 6 de maio em Interlagos.

Vale citar, ainda, que a 2h10min do vídeo nós batemos um papo com o novo presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Waldner “Dadai” Bernardo, que falou um pouco sobre as perspectivas para seus quatro anos anos à frente da entidade.

Metropolitano com 32 carros (?)

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Também vou participar do Metropolitano de Marcas & Pilotos em Cascavel. O carro será o VW Gol número 66 da Paraguay Racing, o mesmo com que fui ao pódio da classe Novatos do Paulista. A foto é do bróder Fernando Conto.

CASCAVEL – Todos os ambientes de convivência de hoje em dia contêm um grupo de WhatsApp. Não seria diferente, claro, com o Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos de Cascavel, que terá no próximo dia 19 as provas de sua primeira etapa no Autódromo Zilmar Beux. Chegando em casa agora à noite, vi na troca de mensagens do grupo que a grande curiosidade de todo mundo lá é saber quantos e quem serão os pilotos na pista.

Será um ano de novidades, em que o grid volta acolher os carros da Turismo 1600 e em que a própria Turismo 1600 também passa a ter duas subdivisões, uma para os carros carburados e outra para os injetados. A categoria Marcas segue com as classes A e B. É no Marcas B, aliás, que pela primeira vez vou fazer uma pretensa temporada completa. Acertei hoje os ponteiros com a Paraguay Racing para participar com o mesmo carro com que belisquei um terceiro lugar na categoria Novatos em Interlagos, dois meses e meio atrás, no encerramento do Campeonato Paulista. A agenda de narrações fora de Cascavel deve me tirar de uma etapa ou outra, ainda não confrontei os calendários para saber quando as folgas no trabalho me permitirão correr.

A julgar pela lista de participantes que rascunhei aqui, decreto: vai ser uma dificuldade monstruosa pensar em pódio. Cheguei a um total de 32 carros, e 15 deles são da categoria Marcas B. Outros 10 são do Marcas A, e os seis restantes estão distribuídos entre as duas classes da Turismo 1600 – que deverá ter alguns nomes a mais. Ao mesmo tempo, não se descarte a possibilidade de nomes que estão na minha lista não irem para a pista (Anderson Portes e Guilherme Sperafico, por exemplo, informaram logo após a publicação que não vão participar da primeira etapa). Fazer essas listas é um exercício de adivinhação. O grid que imagino que vá abrir a temporada daqui a menos de duas semanas está listado aí abaixo.

1 – Thiago Klein (VW Gol/Paraguay Racing), Marcas A

2 – Junior Caus (GM Celta/Caús Motorsport), Marcas A

3 – Felipe Carvalho (GM Classic/Sensei-Sorbara Motorsport), Marcas B

5 – Eduardo Bacarin (VW Gol/Sorbara Competições), Marcas B

7 – Leônidas Fagundes Júnior (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), Marcas A

8 – Leandro Zandoná (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport), Marcas A

10 – Rodrigo Larralde (VW Gol/Larralde), Turismo 1600

12 – Jair Peasson (GM Celta/Peasson Competições), Marcas B

13 – Caíto Carvalho (GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport), Marcas B

14 – Marcelo Beux (VW Gol/Speed Car), Marcas B

19 – Junior Niju (VW Gol/FF Racing), Marcas B

17 – Daniel Kaefer (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), Marcas A

18 – Gabriel Formentao (VW Gol/Speed Car), Marcas B

23 – Guilherme Sperafico (Renault Clio/Sérgio Ferrari Racing Team), Marcas A

27 – Natan Sperafico (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), Marcas A

28 – Marcel Sedano (VW Gol/Stumpf Preparações), Marcas A

31 – Higor Hoffmann/Rodrigo Elger (GM Corsa/Ribecar), Marcas A

32 – Clovis Alberto/Cido Ferreira (VW Gol/Cezarotto Motorsport), Marcas B

33 – Paulo Bento (GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport), Marcas A

36 – André Marafon (Ford Fiesta/Cezarotto Motorsport), Marcas B

39 – Roney Ribeiro/Felipe Braz (VW Gol/Stumpf Preparações), Marcas B

41 – Flamarion Zacchi (VW Gol/Zacchi Racing), Turismo 1600

43 – Anderson Portes (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), Marcas B

46 – Edson Massaro (VW Gol/Speed Car), Marcas B

50 – Gustavo Myasava (GM Celta/Caús Motorsport), Marcas A

64 – Lorenzo Massaro (VW Gol/Speed Car), Marcas B

66 – Luc Monteiro (VW Gol/Paraguay Racing), Marcas B

71 – Wyllian Cezarotto (Ford Ka/Cezarotto Motorsport), Marcas B

74 – Odair Dos Santos (VW Gol/Paraguay Racing), Marcas B

77 –Duda Weirich (VW Gol/Weirich Racing), Turismo 1600

88 – Cleber Fonseca/Jefferson Fonseca Jr. (VW Gol/Fonseca Racing), Turismo 1600

99 – Vilmar Priviatelli (Ford Fiesta/Sensei-Sorbara Motorsport), Marcas B

212 – Gelson Veronese (VW Apollo/Sorbara Competições), Turismo 1600

213 –Nuno Pagliato (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport), Marcas B

555 – Rafael Paiva (Ford Ka/Ferrari Motorsport), Marcas B

911 – Ronaldo Cezar da Silva (VW Gol/Ronaldo Racing), Turismo 1600

?? – José Newton Ficagna (Ford Escort/FKS Competições), Turismo 1600

Sertanejão na veia

CASCAVEL – Quem me conhece um tantiquico sabe que, por alguns anos, estive envolvido com shows sertanejos. Eu era metade de uma dupla sertaneja, e agora há pouco, coincidentemente, estava comentando algo a respeito com a Rita, minha namorada. Nesse tempo de cantorias em bares e casas e festas particulares toquei e cantei muita coisa.

Uma das centenas de músicas que passaram pelo repertório que marcou essa trajetória efêmera me traz um certo incômodo. É “Filho adotivo”, eternizada pelo Sérgio Reis. O motivo disso tem comprovação quase matemática: nunca consegui cantar essa música sem chorar antes do fim, qualquer que fosse a ocasião. Fato que me causa estranheza, posto que – apesar de meu pai ter morrido há mais de 16 anos – não tenho qualquer identificação com a belíssima letra da canção, escrita por Arthur Moreira e Sebastião Ferreira da Silva, segundo descobri agora em breve pesquisa na internet.

Posso ouvir “Filho adotivo” milhares de vezes sem a menor influência emocional. Mas, a menos que queiram me ver chorando, não me peçam para cantá-la em qualquer roda de viola.

DNA veloz

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O garoto Mateus com o pai Itacir e o instrutor de pilotagem André Pedralli no Kartódromo Municipal Delci Damian, em Cascavel: a saga da família Sperafico nas pistas continua 

CASCAVEL – A foto foi postada pelo Milton Sperafico em sua conta de Instagram e de lá a extraí sem pedir licença. Mostra o jovem Mateus Sperafico durante uma sessão de treinos no Kartódromo Municipal Delci Damian, cá em Cascavel. A seu lado, fazendo pose, o pai Itacir Sperafico e o piloto André Pedralli, que desenvolve um trabalho voltado ao ensino de pilotagem para jovens kartistas.

Seria uma foto normal, de um entre tantos garotos que iniciam alguma trajetória no kart, não fosse o sobrenome de Mateus. Seu ingresso no esporte frisa uma história que já mereceu menção no Guiness Book. Os Sperafico formam a maior família de pilotos do automobilismo mundial. Conforme o próprio Milton observou, Mateus é o 11º da lista.

A história da família nas pistas de corridas começou ainda no início dos anos 70, com Elói Sperafico. Depois vieram Dilso e Milton. Na sequência, e por pretensa ordem cronológica, os gêmeos Ricardo e Rodrigo, filhos de Dilso; Rafael, irmão de Mateus que perdeu a vida há quase dez anos em um acidente na Stock Car Light, Fabiano, irmão de Elói; Guilherme, filho de Milton; Alexandre e Natan, que são primos ou sobrinhos de todo mundo já citado. A lista de 11, integrada agora por Mateus, não contempla Arley Sperafico, que é piloto de motocross.