Sprint Race na Flórida

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Os carros da Sprint Race chegaram ao Homestead-Miami Speedway no início da semana e foram submetidos a testes para ajustes ao combustível norte-americano. Treinos da etapa começam neste sábado.

CASCAVEL – A oitava temporada da Sprint Race abre hoje uma iniciativa que configura a mais ousada de todas as novidades que o Thiago Marques lançou de 2012 para cá. É o primeiro ano que a categoria tem seu calendário composto por nove etapas e três delas acontecem fora do Brasil, compondo a International Cup.

Pois as duas primeiras corridas da Sprint Race International Sup vão acontecer neste domingo, 30 de junho, no Homestead-Miami Speedway, integrando programação de pista organizada pela Formula & Automobile Racing Association, a FARA, uma das ligas de automobilismo mais atuantes da Costa Leste dos EUA. As provas da segunda etapa, também na Flórida, serão no domingo seguinte, 7 de julho, em Sebring. E haverá uma terceira, em outubro, no circuito argentino de Posadas.

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O italiano Max Papis, na foto de ontem apresentando o carro da Sprint Race ao filho Matthew, será parceiro do paulista Rafael Seibel na etapa de abertura da International Cup em Homestead.

Serão 15 os carros no grid mais flórida da história da Sprint (ok, mandei mal, o trocadilho é horrível, mas eu o trazia desde que cheguei à redação do jornal no início dos anos 90 e precisava usá-lo uma vez antes de morrer). No fim do post indico a lista dos participantes desta versão internacional. Considerando os horários de Brasília, são dois treinos livres 40 minutos hoje, sábado, marcados para 13h30 e 17h. As duas tomadas de tempo vão acontecer no domingo, a partir de 10h e de 10h25, cada uma com dez minutos. As corridas vão começar às 14h e às 17h30, cada uma com 25 minutos e mais uma volta. O Race Monitor traz o livetiming.

Sete dos carros da Sprint Race International Cup estão inscritos pela categoria Pro. Rubens Barrichello e o filho Eduardo formam dupla no 111. Outra dupla em família é formada no 61, com os irmãos Allan e Lucca Croce. Gerson Campos, atual campeão, traz o norte-americano Brian Fowler como parceiro no 82. Kau Machado e Dante Fibra mantêm sua dupla habitual no carro 7, bem como João Rosate e Bruno Smielevski no 858. Vinicius Kwong, no 28, e Pedro Lopes, no 18, configuram as únicas participações individuais.

A classe GP terá oito carros. O italiano Max Papis, conhecido do grande público por conta das atuações na Fórmula Indy (lembram do “perde sim!” do Téo José em Michigan?), será o parceiro do Rafa Seibel no 19. Caíto Vianna volta ao grid da Sprint Race no 78. Caê Coelho, em seu inseparável número 55, terá Adolpho Rossi como parceiro na jornada norte-americana. Josimar Júnior assume sozinho o comando do carro 97, já que Daniel Coutinho, seu parceiro nas etapas brasileiras, forma dupla com Dudu Trindade no carro 17. Luiz Arruda corre sozinho em seu 44, enquanto Vinny Azevedo assume Walter Lester como parceiro de pilotagem no 99. Júlia Piquet, filha de Nelsão, estreia na categoria ao lado de Wagner Pontes no carro 73.

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Dudu Barrichello e Rubens Barrichello com André Bragantini Júnior, do staff técnico da Sprint Race Brasil, acompanhando de perto os preparativos para a inédita etapa no Homestead-Miami Speedway.

Alguns anos atrás brinquei com o Thiago Marques dizendo que, por usar muitos nomes em inglês na Sprint Race, ele deveria levar o campeonato para os Estados Unidos. Pelo jeito o Thiago é como eu, que guarda as coisas em algum canto da memória por vários anos para usar quando acha que deve.

E, pelo que falei com um e outro nas últimas horas, está todo mundo se sentindo absolutamente em casa. Homestead tem dessas coisas.

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Foto que a rapaziada da Sprint Race postou ontem no perfil da categoria no Instagram. Programação de hoje dá início, ou start, a uma nova fase na história de oito anos do campeonato.

 

 

A Sprint Race em 2019

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CASCAVEL – Aí estão os carros da Sprint Race Brasil, todos devidamente prontos para o início da oitava temporada de história da categoria. Trazendo o câmbio com acionamento por paddle-shift como maior novidade técnica do ano, a categoria terá as duas corridas de sua primeira etapa domingo, dia 24, em Londrina. O evento no Autódromo Internacional Ayrton Senna vai marcar outra novidade: a transmissão das etapas ao vivo no YouTube pelo canal “Acelerados”, que abre a temporada com quase 1,2 milhão de inscritos – é gente à beça! Haverá exibições na televisão, também, conforme mencionei aqui mesmo, no blog, na última semana. As corridas de domingo, aos que pretendem agendar audiência para a transmissão, terão largada às 9h20 e às 12h30.

A Master/CATVE, sumidade no assunto, é que vai assinar a geração de imagens das transmissões em 2019, exceção feita às duas etapas na Flórida e à etapa na argentina Posadas, todas inéditas. Voltando ao evento de domingo em Londrina, é a segunda vez que vou narrar ao vivo uma etapa da Sprint Race – não devemos esquecer que a etapa de Cascavel, que acompanhou a programação da última Cascavel de Ouro, também foi mostrada ao vivo pela CATVE. Tiago Mendonça estará comigo na cabine, reeditando a parceria que já temos no Porsche Império Carrera Cup e que já tivemos em séries como a GT Brasil e o Mercedes-Benz Challenge.

Serão 26 pilotos em ação, alguns em dupla, outros em participações individuais. E a Sprint Race dá, com o pacote de mudanças anunciadas para 2019, um passo definitivo para se tornar gente grande – ainda mais – no nosso mundinho das corridas. A ponto de gente como o João Rosate, goiano que havia disputado a Sprint em 2017, voltar todo faceiro ao grid depois de uma temporada de atuação na Stock Light. Trago aqui a lista dos que, subdivididos nas classes Pró e GP, estarão na pista em Londrina a partir de sexta-feira, dia de treinos coletivos de pré-temporada.

3 – Alex Seid/Marcelo Henriques (SP), GP

7 – Kau Machado/Dante Fibra (PR/SP), Pró

9 – Cássio Cortes (RS), GP

17 – Daniel Coutinho/Josimar Júnior (PB/PE), GP

18 – Pedro Lopes (SP), Pró

19 – Rafael Seibel/Luciano Zangirolami (SP/SP), GP

28 – Vini Kwong (PB), Pró

44 – Luiz Arruda (SP), GP

55 – Caê Coelho (SP), GP

61 – Lucca Croce/Allan Croce (SP/SP), Pró

73 – Francesco Franciosi (BA), Pró

78 – Franco Pasquale (RS), Pró

77 – Natan Brito/Rodrigo Elger (PB/PR), Pró

82 – Gerson Campos (SP), Pró

85 – Eduardo Menossi/Marcelo Brisac (SP/SP), GP

99 – Vinny Azevedo/Léo Torres (PA/PR), GP

858 – João Rosate/Bruno Smielevski (GO/SC), Pró

Mídia ainda maior na Sprint

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O autódromo de Londrina será palco de duas das oito etapas da Sprint Race Brasil em 2019. A primeira, já na semana que vem, e a tradicional etapa noturna, que vai acontecer em setembro.

CASCAVEL – O Thiago Marques não exagera quando diz que sua categoria, a Sprint Race Brasil, tem “o melhor pacote de mídia, em termos de tudo que há em coberturas de eventos de automobilismo nacional”. As aspas eu extraí do press release que anunciou, ontem, os vários canais de exibição das corridas da temporada de 2019, que vai começar daqui a dez dias em Londrina.

Primeiro, todas as etapas brasileiras do campeonato terão transmissão ao vivo – sim, ao vivo – no YouTube, pelo canal “Acelerados”. A geração de imagens vai ser da Master/CATVE, empresa que responde por esse trabalho em campeonatos como os da Stock Car, da Copa Truck e do Porsche Cup Império, por exemplo – a exceção ficará por conta da etapa noturna de setembro, em Londrina. A PlayTV, há várias temporadas uma das casas da Sprint Race, mantém a parceria com a categoria, destinando uma hora de programação à exibição do VT de cada etapa. Outra novidade é a chegada da Rede TV!, que a partir das corridas de abril em Interlagos vai exibir um compacto na semana seguinte à realização de cada etapa.

Neste ano o campeonato terá nove etapa. Seis delas serão no Brasil – duas em Londrina, duas em Interlagos, uma no Velo Città e outra em Cascavel. Haverá também outras três etapas fora do país, sendo duas na Flórida, nas pistas de Homestead e Sebring, e uma na Argentina, em Posadas. O calendário de etapas pode ser conferido aqui.

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A oitava temporada de história da Sprint Race Brasil mantém a tradição de inovações técnicas, com a implantação do paddle shift. As duas fotos do post são do acervo do xará Luciano Santos.

Que venha 2018!: Sprint Race Brasil

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Mais leve e com modificações aerodinâmicas, o carro de 2018 da Sprint Race é cerca de um segundo e meio por volta mais veloz que a configuração usada até o ano passado.

CASCAVEL – É de carro novo, bem mais veloz, que a Sprint Race Brasil prepara a sétima temporada de sua história. Thiago Marques, o capitão da nau, tem comandado pessoalmente as sessões de testes no autódromo de Curitiba, a poucos metros da sede da categoria, onde as modificações têm sido postas à prova.

Quando falo em modificações, é necessário tirar da cabeça a ideia de alteração nas cores dos carros. Sim, essas também mudam na maioria dos casos, mas a galera da Sprint Race foi mexer de fato na raiz do projeto. Os carros, primeiro, ficaram mais leves em coisa de 30 quilos, vindo de 920 para 890. Além do alívio do peso, houve bastante trabalho para melhorias na parte aerodinâmica – até a aparência dos carros ficou um pouco diferente, os mais afeitos à categoria vão notar isso com facilidade. Aí você considera novidades no módulo de injeção eletrônica e na curva de potência dos motores V6 de 260 cavalos e chega à conclusão de que as voltas em 2018 serão pelo menos um segundo e meio mais rápidas que as do ano passado. O primeiro a chegar a essa projeção foi o próprio Thiago, depois das voltas que deu dez dias atrás, na terceira ou quarta sessão de testes do ano, com o carro já modificado.

Desportivamente, sem eufemismos ou forçação de barra, as corridas da Sprint Race são sempre muito boas, acirradas, eloquentes. Tenho meus motivos para arriscar que esses fatores, que os pilotos costumam definir como “sanguenozóio”, estarão em evidência ainda maior no campeonato que começa daqui a um mês em Curitiba. Se não por outros motivos, pelo inédito prêmio anunciado pela categoria: o campeão de 2018 vai ganhar a temporada de 2019. É coisa sem precedentes no automobilismo.

O campeonato de 2018, que também vai marcar a primeira corrida da Sprint Race fora do Brasil, terá suas corridas exibidas em vídeo-teipe pelos canais BandSports e PlayTV. O calendário composto por oito etapas pode ser conferido nesse link aqui – está na página principal do site da categoria.

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As mudanças estudadas desde 2017 e implantadas para esta temporada aumentaram o desempenho (os pilotos dizem “performance) e trouxeram mudanças visuais ao carro da Sprint Race.

Distribuição geográfica

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A “distribuição geográfica” do grid é um dos detalhes que chamam atenção na Sprint Race Brasil em sua sexta temporada. A foto, produzida momentos antes da etapa noturna de outubro em Londrina, é do Rodrigo Guimarães.

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – São mais de três horas de conexão no Afonso Pena na peregrinação até São Paulo, algo já corriqueiro para quem precisa se deslocar de Cascavel para qualquer canto do mundo. Por ora ainda há alguns voos partindo de Cascavel, uns para cá e outros para Viracopos, donde conseguimos seguir viagem para quaisquer outros lugares. É bom aproveitarmos. Não dá para saber até quando haverá voos tendo o aeródromo cascavelense na ponta de saída ou na de chegada.

Enfim, são mais de três horas no Afonso Pena, e o começo do dia comporta mais que meu desafio ao colesterol na Jatinho Lanches, onde o lanche é muito bom e a vitamina de maçã deixa bastante a desejar. Aproveito para organizar as anotações das corridas do fim de semana. Amanhã e sábado estarei em Interlagos com o Porsche Império GT3 Cup Challenge Brasil, em decisão do título da Endurance Series e também do Overall Championship. O campeonato usa muito os nomes em inglês, mas quem acompanha a categoria não tem a menor dificuldade com isso.

No domingo volto cedinho para cá e tomo um táxi (ou Uber, que é mais barato e fora de Cascavel funciona…) até o autódromo ali em Pinhais. Curitiba tem suas pistas de aviação e de corridas de carros nas cidades vizinhas, o que funciona bem. Lá, ou aqui, já nem sei mais, vão rolar as duas corridas finais da Sprint Race Brasil, campeonato também batizado em inglês, como seus minitorneios Winter Cup e Final Cup, que valem aos campeões uns bônus bem atrativos em dinheiro. Bem, eram as anotações da Sprint Race que eu estava organizando agora quando um detalhe me chamou atenção: a distribuição geográfica que o grid apresenta, com seis estados tendo seus pilotos envolvidos diretamente na disputa pelos títulos.

Os cinco primeiros colocados da classe Pro, por exemplo, são de Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. João Rosate, Juninho Berlanda, Raphael Campos, Gabriel Lusquiños e Erik Mayrink, respectivamente. Todos eles estão na disputa pelo título – Luiz Gustavo Túrmina e Vinicius Margiota, sexto e sétimo, também têm chances de título e são do Paraná e de São Paulo. Na categoria GP são quatro estados representados na disputa pelo título. A dupla líder tem o paranaense Kau Machado e o catarinense Jorge Martelli, ambos cientes de que o paulista Gerson Campos e o sul-mato-grossense Cláudio Buschmann estão vivinhos da silva na caça ao título.

As tabelas de pontuação podem ser conferidas no site da Sprint Race. Aliás, a categoria vai apresentar amanhã à noite a pilotos e convidados suas novidades e seus planos para 2018.

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As corridas do Endurance Series cativaram pilotos e torcedores além da expectativa nesses dois primeiros anos de provas longas no campeonato. A foto dos 300 km de Goiânia é do Luca Bassani.

Ao pôr-do-sol

 

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Campeão da Sprint Race em 2012, o gaúcho Gustavo Martins, que correu a convite da dupla de pai e filho Marcus e Lucas Peres, venceu a Corrida dos Convidados em 2016

CARUARU – O Thiago Marques, em alguns aspectos, lembra muito o Dener Pires. Não só pelo formato dos campeonatos de automobilismo que promovem, com a preparação de todos os carros a cargo da mesma equipe técnica e toda a providência logística para proporcionar a seus pilotos o máximo de conforto com o mínimo de incômodo. Ambos conseguem.

 

Os dois se assemelham, também, na busca desenfreada por novidades. Gostam de inventar moda, em português bem claro, em que pese a diferença entre as propostas das duas categorias. Tal qual o Dener faz há tantos anos no Porsche Império GT3 Cup, o Thiago tem implantado muita coisa nova em sua Sprint Race Brasil. Uma das grandes sacadas do ano passado, a meu ver, foi a Guest Race. Corrida para convidados, obviamente, em que os participantes da Sprint formam duplas, ou trios, com feras de outros campeonatos. Os pontos das posições conquistadas valem para os titulares da Sprint Race.

A Guest Race de 2017 vai ser a próxima etapa da Sprint Race, dias 29 e 30. Serão três baterias, em vez das duas habituais – a prova extra é, obviamente, a dos pilotos convidados. Que terá mais uma novidade. Vai acontecer no fim da tarde, comecinho da noite. Imagino que o panorama das imagens de TV e das fotografias vá ser dos mais interessantes. Sunset Race, é como anunciam o formato. Muito nome em inglês, mas o nome da categoria também vem do inglês, então está tudo at home.

A Guest Race do fim do mês já tem confirmados vários nomes de peso. Júlio Campos, Guilherme Salas e Ricardo Zonta, todos pilotos da Stock Car, estarão lá, atuando ao lado de Raphael Campos, Erik Mayrink e Kau Machado/Jorge Martelli, respectivamente. Eduardo Berlanda volta ao grid para reeditar com o irmão Wanderley Júnior a dupla que conquistou o título da categoria no ano passado. Luca Milani, que vem colecionando pódios no Brasileiro de Turismo, também volta à Sprint, em dupla com Luiz Túrmina. Tem mais uma galera bacana para ser anunciada nos próximos dias. Já ouvi dizer que o Galid Osman e o Ricardo Sperafico vão aparecer na lista também.

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Ricardo Zonta, que correu como convidado da dupla Jorge Martelli/Kau Machado, foi o pole position da Corrida dos Convidados em 2016

Novidades na equipe

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Elias Azevedo estreia na Copa Petrobras de Marcas levando para a Paraguay Racing a experiência que acumulou em uma série de competições no Brasil e no exterior.

CASCAVEL – Conversando com a rapaziada da Paraguay Racing, minha equipe aqui no Metropolitano de Marcas & Pilotos, notamos que este vai ser um fim de mês de muitas estreias e novidades. A coisa está ficando ainda mais movimentada. Um pouco dessas novidades já estará à mostra no fim de semana agora, em Santa Cruz do Sul, com a segunda etapa da Copa Petrobras de Marcas. Primeiro, porque a equipe passa a responder pelos quatro Toyota Corolla do grid.

Em um desses carros estará outra novidade da equipe. Elias Azevedo, paulista com quem já convivi em uma série de outros campeonatos, fará sua estreia pilotando um dos Corolla da equipe. Elias é piloto experiente. Já competiu no Porsche GT3 Challenge Brasil, no Audi DTCC, no FARA USA, na Fórmula 3, no Brasileiro de Endurance e no Mitsubishi Lancer Cup. Tem uma galeria de títulos interessante. Por ora seu compromisso com a equipe vale só para a segunda etapa da Copa Petrobras no circuito gaúcho. Se gostar do carro, do campeonato e da erva do chimarrão, continua até o fim do ano. A julgar pelo histórico de pista, parâmetros não lhe faltam para estabelecer esse comparativo a partir de seus próprios critérios.

O fim de semana seguinte, dos dias 27 e 28, será de mais novidades para a Paraguay Racing. Uma delas, na verdade, para uma série de equipes de vários estados, que vão compor cá em Cascavel, no Autódromo Zilmar Beux, a disputa da primeira etapa do novo Campeonato Brasileiro de Turismo 1600. É a categoria Marcas & Pilotos 1.6 que segue ganhando seu espaço. Odair dos Santos, brasileiro radicado no Paraguai, e Diogo Freitas, baiano que chega à equipe para uma experiência inédita depois de vários anos acumulando vitórias em competições de velocidade na terra, são os dois representantes da equipe na categoria por enquanto.

Aí o automobilista mais atento há de perguntar: e o Thiago Klein? Questão pertinente, posto que se trata do piloto que conquistou os dois últimos títulos do Metropolitano de Marcas em Cascavel e foi vice-campeão paranaense – aliás, ele também volta a competir na Copa Petrobras de Marcas, integrando o grid a partir da etapa de Santa Cruz do Sul. Pois é. Ainda não dá para garantir que o Thiago vá estar no grid do Brasileiro de Turismo 1600. Isso porque, no mesmo dia, ele vai disputar também em Cascavel – programação conjunta, obviamente – a terceira etapa da Sprint Race Brasil, formando dupla com o paulista Caê Coelho. A estreia é um prêmio que ganhou da Sprint Race pela vitória na Cascavel de Ouro.

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O Sprint Race número 55 de Caê Coelho, carro com que Thiago Klein vai estrear daqui a menos de duas semanas na Sprint Race Brasil. A foto é do gaudério-curitibano Rodrigo Guimarães.

Me flagrei rindo agora há pouco, enquanto bisbilhotava o site da equipe. Coisa boba. Só porque tem a minha fotinho junto com a dos pilotos da equipe – por ordem alfabética são o Elias Azevedo, o Felipe Tozzo, o Luiz Santos, o Odair dos Santos, o Pedro Pimenta e o Thiago Klein. E vai aparecer mais gente nessa lista nas próximas semanas. É, a equipe está ficando com a agenda lotada.

Sprint Race em sete pistas

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A temporada que começa em abril vai ser a sexta da história da Sprint Race Brasil, que mantém suas corridas com transmissão em VT pelo BandSports e pela PlayTV. Continuo na narração.

CASCAVEL – Saiu nesta semana o calendário de eventos para a sexta temporada da Sprint Race Brasil. As oito etapas vão acontecer em sete pistas diferentes, em que pese o fato de só haver cinco autódromos indicados como sedes.

Curitiba vai receber três etapas da Sprint Race sem proporcionar repetições aos pilotos. A primeira vai desafiá-los no anel externo do autódromo. A quinta, abrindo a segunda metade da temporada, terá o traçado original cumprido em sentido inverso – o grid também será formado em ordem inversa à que for definida pelo treino classificatório, com o mais rápido da tomada de tempos largando em último e daí por diante. A última, fechando a temporada, terá suas corridas no traçado habitual do circuito curitibano e nessas os pontos serão atribuídos em dobro em relação ao sistema praticado nas demais etapas.

O único traçado que vai acolher os pilotos mais que uma vez é o de Interlagos, palco da segunda e da quarta etapa. A novidade na segunda vai ficar por conta da Superpole, um recurso já consagrado em tomadas de tempos de campeonatos como a Fórmula Truck, parece-me que também já foi utilizado na Stock Car, segue em vigor em vários campeonatos regionais de automobilismo. A quarta etapa terá uma bateria extra, a Corrida dos Convidados, que superou as expectativas da organização na primeira edição, no ano passado. Essa corrida vale pontos na tabela para os pilotos regulares do campeonato.

Cá em Cascavel receberemos as provas da terceira etapa da Sprint, em que a cereja do bolo para os pilotos será o set up livre dos carros – diferente do que ocorre nas demais etapas, em que um acerto padrão é configurado pela empresa promotora, os carros recebem as configurações indicadas pelos participantes para os treinos e corridas de Cascavel. Londrina terá o penúltimo evento do calendário, mantendo a tradição da corrida noturna, que me dá um pouquinho a mais de trabalho na narração para o BandSports e a PlayTV, mas que é um dos grandes baratos da temporada. E a novidade maior fica por conta do Velo Città, aquele autódromo paradisíaco inaugurado em 2012 em Mogi Guaçu, que receberá os Sprint Race pela primeira vez na sexta etapa da temporada.

Para manter a atrativa relação custo-benefício, que é uma das melhores do automobilismo brasileiro – ou seria a melhor? –, o Thiago Marques tratou cuidadosamente de escalar suas etapas na programação de outros eventos. Divisão de despesas com os promotores de outros eventos para viabilizar um custo baixo aos pilotos, e sei que o Thiago é bem, hã, sistemático quanto a isso.

Seis etapas vão somar atratividade com os campeonatos metropolitanos de Cascavel, Londrina e Curitiba ou, no caso de Interlagos, com o Paulista de Automobilismo. Na ida inédita ao Velo Città a categoria vai acompanhar mais uma edição dos 500 Quilômetros de São Paulo. A dúvida da companhia da Sprint Race, por ora, está na etapa de dezembro, que encerra o calendário no dia 3 de dezembro. Esta foi uma das duas datas apontadas pela Fórmula Truck no calendário distribuído à imprensa anteontem para sua etapa final, também em Curitiba. Caso seja esta a opção da Truck, as duas categorias vão revezar a pista ao longo do fim de semana; caso não, os monopostos carenados vão intercalar treinos e corridas com o Campeonato Paranaense de Motovelocidade.

Também numa programação de Metropolitano, antes do campeonato começar, a Sprint Race terá em Curitiba um fim de semana de treinos coletivos, isso nos dias 11 e 12 de março. Vai servir tanto para o primeiro contato de novos nomes quanto para tirar o ferrugem dos pilotos que continuam no grid. Não tenho a lista completa aqui. Sei que Caê Coelho, Cássio Cortes, Cláudio Buschmann, Eduardo Berlanda/Juninho Berlanda, Erik Mayrink, Gabriel Lusquiños, Gerson Campos, Jorge Martelli e Nuno Pagliato estão entre os já inscritos. Até pensei em perguntar ao Thiago quem são os outros, mas ele está curtindo as férias ali naquele lugar perto do boteco onde vendem espetinhos e hambúrgueres e charutos de todas as variedades possíveis, então preferi não incomodar com assuntos de trabalho.

Ah. E vai ser meu sexto ano na narração das corridas da Sprint Race na televisão.

O CALENDÁRIO DA SPRINT RACE EM 2017

12 de março, Curitiba – treino coletivo oficial

9 de abril, Curitiba – primeira etapa, anel externo

30 de abril, Interlagos – segunda etapa, com Superpole

28 de maio, Cascavel – terceira etapa, com set up livre

30 de julho, Interlagos – quarta etapa, Corrida dos Convidados

20 de agosto, Curitiba – quinta etapa, circuito e grid invertidos

24 de setembro, Velo Città – sexta etapa

5 de novembro, Londrina – sétima etapa, Night Challenge

3 de dezembro, Curitiba – oitava etapa, pontuação em dobro

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O traçado de Interlagos será o único que os pilotos repetirão no calendário de oito etapas da Sprint Race Brasil. Sim, Curitiba receberá três etapas, mas cada uma ocorrerá em um traçado diferente.

Decisão e novas caras

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A Sprint Race Brasil volta a Interlagos, onde no meio da temporada teve sua Guest Race, para apontar os campeões de 2016 em uma decisão de título particularmente equilibrada. Foto do Fernando JS.

SÃO PAULO – Hoje começa a decisão de título de um monte de categorias em Interlagos. Inclusive do Paulista de Marcas & Pilotos, cujo grid terá minha invejável companhia. Mas é da Sprint Race que vim falar. O encerramento da quinta temporada da Sprint vai oferecer momentos muito interessantes na disputa pelos dois títulos.

Basta ver as diferenças irrisórias entre os candidatos na pontuação. Na categoria Pro, Luca Milani lidera com 321 pontos, contra 318 dos irmãos Juninho e Eduardo Berlanda. Três pontos de diferença, com 100 em jogo no fim de semana – as corridas da final atribuem o dobro dos pontos das demais etapas. Na GP, são seis pilotos de olho no título, quatro deles integrando duas duplas. Vinícius Margiota lidera com 298 pontos, contra 274 da dupla de pai e filho formada por Marcus e Lucas Peres, 268 de Kau Machado e Jorge Martelli e 212 de Cláudio Buschmann. Quem não estiver no autódromo para ver as corridas poderá conferir o VT na quinta-feira, dia 21, na programação do BandSports; quem estiver que já se programe para uma largada às 17h10 de amanhã e outra às 11h do domingo. Ia até brincar que a de domingo vai ser preliminar da nossa do Marcas, que larga ao meio-dia, mas aí o Thiago Marques me tira o escalpo.

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Rodrigo Elger, paranaense de Maringá que recebe a vaga no grid da Sprint Race como prêmio pelo título brasileiro da Fórmula Júnior de 2014: saiu no lucro… A foto é da lavra do André Kotoman.

O grid da etapa final apresentará algumas novidades ao público da Sprint Race. Uma delas é a estreia de Rodrigo Elger. Sua presença no grid é o resultado de uma compensação da Confederação Brasileira de Automobilismo. Rodrigo, em 2014, conquistou o título brasileiro da Fórmula Júnior. Como prêmio, participaria de algo como uma academia de pilotos no México, não sei exatamente do que se trata. Enfim, cobrou o prêmio algumas vezes, sem jamais tê-lo recebido, consta até que a tal academia nem existe mais. Bem, a CBA, como forma de compensação, bancou sua participação na Sprint Race em Interlagos – ficou de ótimo tamanho para o piloto, convenhamos. Outra estreia é a de Leonardo Nienkötter e de Sérgio Crispim, que igualmente ganham a participação como prêmio pela atuação vitoriosa no kart.

Para não passarmos batidos em nome algum, segue aí a lista de chamada da etapa final da Sprint Race.

 

4 – Leonardo Nienkötter/Sérgio Crispim (Pro)

7 – Vinicius Margiota (GP)

12 – Cláudio Buschmann (GP)

13 – Raphael Campos (Pro)

17 – Eduardo Berlanda/Wanderley Berlanda Júnior (Pro)

22 – Gabriel Lusquiños (Pro)

23 – Guido Cotta (Pro)

81 – Rodrigo Elger/Luiz Santos (Pro)

44 – Kau Machado/Jorge Martelli (GP)

55 – Caê Coelho (GP)

77 – Luca Milani (Pro)

78 – Marcus Peres/Lucas Peres (GP)

82 – Cássio Cortes/Gerson Campos (GP)

Conhecendo a Sprint Race

sprint-01CASCAVEL – Comentei dias atrás que a Sprint Race Brasil estava preparando algo como uma seletiva para os pilotos interessados em tomar parte do grid a partir de 2017. Bem, não chega a ser exatamente uma seletiva. Trata-se, sim, de uma oportunidade agendada pela direção do campeonato para que os pilotos experimentem o carro da categoria. Tudo isso já tem data e lugar definidos. Autódromo de Interlagos, dia 15 de dezembro. Vai ser uma quinta-feira, véspera do início dos treinos para a etapa final da Sprint Race, que vai acompanhar a programação das últimas corridas do Campeonato Paulista de Automobilismo.

Thiago Marques, diretor técnico da Sprint, aposta sem medo nos atrativos do carro. O conjunto, afinal, tem causado impressões positivas ao longo das cinco temporadas de história da categoria. O carro é equipado com motor V6, que desenvolve 270 cavalos, e câmbio seqüencial. A velocidade final passa fácil dos 260 km/h. Uma particularidade é a posição do piloto, que fica sentado exatamente no meio do carro, e não no lado esquerdo, como na maioria dos carros de competições de turismo. Na última temporada, o Sprint Race ganhou um recurso adicional: a regulagem das barras estabilizadoras ao alcance dos pilotos, que deixam a frente do carro mais rígida ou mais maleável, de acordo com a exigência de cada trecho das pistas que recebem as etapas do campeonato. O conceito de categoria-escola tem atendido bem tanto os garotos recém saídos do kart quanto pilotos que buscam uma fase intermediária entre os campeonatos regionais de automobilismo e as principais séries nacionais.

A atividade de 15 de dezembro em Interlagos para os interessados em conhecer a Sprint Race tem custo de R$ 3.500,00, que cairá a zero para os pilotos que disputarem o campeonato de 2017 – esse valor será descontado da taxa de participação na próxima temporada, na verdade. O orçamento para disputar um campeonato completo continua sendo um dos mais convidativos, também. O custo para as oito etapas é parcelado em 12 pagamentos de R$ 11,6 mil – ou o dobro disso, no caso dos pilotos que preferirem não competir em dupla. Quem fechar o contrato até 10 de janeiro ganha pintura personalizada do carro, primeira aplicação de adesivos, macacão oficial da categoria e um dia de treinos na programação da pré-temporada. O primeiro a aderir ao campeonato de 2017 foi Gabriel Lusquiños.

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