R$ 100 mil em prêmios

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Grid da Cascavel de Ouro de 2016, com 41 carros na pista. Quantos serão na edição cinquentenária de novembro próximo?

SÃO PAULO – Ano atrás de ano a Cascavel de Ouro tem conquistado espaço de destaque ainda maior no automobilismo brasileiro. O que é ainda mais louvável em tempos de notórias dificuldades e por se tratar de uma corrida de essência regional. As três últimas edições tiveram na pista carros da categoria Marcas & Pilotos 1.6, configurados pelo regulamento técnico do Campeonato Paranaense. Um formato avalizado por pilotos e equipes a ponto de ter sido assumidamente incorporado, quase três meses atrás, na primeira edição das Oito Horas de Interlagos.

Desde que voltou ao calendário com os modelos de série 1.6 (tem piloto que dá chilique se escrever “marquinhas”, como às vezes dizemos nos autódromos), a Cascavel de Ouro só fez crescer. Alinhou 28 carros no grid de 2014, 38 no de 2015 e 41 no do ano passado – seriam 42, mas um deles ficou fora de combate por conta de um acidente nos treinos. A prova de 23 de outubro último teve inscrição de exatos 100 pilotos e, conquista inédita para um evento nacional deste porte, foi transmitida ao vivo na íntegra – foram quatro horas de evento! – pelo Fox Sports 2, um dos principais canais de televisão por assinatura segmentados em esportes no Brasil.

Faltam seis meses e meio para a 31ª Cascavel de Ouro, já confirmada para 19 de novembro no Autódromo Zilmar Beux. Posso apostar com qualquer um de vocês que o grid estabelecerá novo recorde de carros. Se não pela própria ascensão consolidada do evento, pela inédita premiação aos participantes, confirmada agora há pouco. Serão R$ 100.000,00 em prêmios. Não, você não leu errado: cem mil reais!

A divisão desse bolo ainda não está definida. Imagino, e não passa de mero exercício de palpite, que a dupla ou o trio campeão vá receber, além do troféu que batiza a prova, uma fatia de R$ 50 mil, que teria inspiração na idade da corrida – esta, esqueci de mencionar, será a edição cinquentenária da Cascavel de Ouro, disputada pela primeira vez em 1967, quando Bruno Castilho e Rodolpho Scherer revezaram a pilotagem do Simca Chambord vencedor.

A transmissão da corrida pela televisão também está garantida. Não posso confirmar que vai ser no mesmo canal do ano passado. Sei só que é coisa que será definida nos próximos dias.

Vencer a Cascavel de Ouro é nota digna que qualquer piloto se esforça para acrescentar ao currículo. Mesmo os aventureiros que não se veem em condições reais de chegar a tanto empreendem especial atenção a uma corrida desse porte – principalmente havendo 100 mil reais em.jogo. Meu caso, por exemplo. Já defini equipe, carro e parceiros pra participar da corrida. Sonhar não custa, né?

31,3 mil km. Haja disposição!

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Entre treinos e corridas, completamos mais que três quartos de uma volta na Terra. Mas o traçado do autódromo de Cascavel é bem mais divertido que a hipotética reta da linha equatorial

CASCAVEL – Dizer que os pilotos afundaram a pista do autódromo de Cascavel no último fim de semana quase foge à força de expressão. Não é por menos. Entre os treinos que abriram a programação de sexta-feira à corrida de domingo à tarde os 42 carros inscritos na 30ª Cascavel de Ouro completaram exatas 10.241 voltas. Os 100 pilotos percorreram, em três dias, 31.316,97 quilômetros, o equivalente à distância do portão do autódromo ao lugar para onde às vezes dá vontade de mandar alguém.

Com um pouco mais de precisão que o destino que vez o outra pensamos para os menos prezados, passamos durante o fim de semana da Cascavel de Ouro dos três quartos de uma volta na Terra pela Linha do Equador. Sim, eu sei, essa volta seria impossível por vários motivos – o traçado extremamente modorrento faria qualquer um dormir ao volante, o carro quebraria antes de completar os 40.075 quilômetros da volta, essa pista ainda não foi asfaltada e se fosse já haveria centenas de ratos entrando no rateio do dinheiro desviado, e por aí vai; fiquem à vontade para enumerar mais motivos para não podermos dar uma volta no planeta pela linha equatorial.

Quem mais gastou álcool no fim de semana foi a dupla formada por Gustavo Myasava e Edson Coelho Júnior, com 363 voltas. Isso dá mais que nove vezes o total completado pela família Lima, de Walter e seus filhos Júnior e André, mas colocar os três nessa conta chega a ser uma quase fraude, posto que a participação deles acabou ainda na sexta-feira, num acidente depois de 40 voltas.

A conta mais alta no posto de combustível do autódromo parece ter sido a da Sensei Sushi Bar-Sorbara Motorsport. No ranking dos que percorreram maior quilometragem, seus três trios apareceram em segundo, terceiro e quarto lugar, somando 978 voltas, ou 2.990,7 quilômetros.

Aqui, sim, foi modo de dizer – essa analogia boba que fiz à bomba de etanol. A Sérgio Ferrari Racing Team, com cinco carros, totalizou 1.191 voltas completadas durante a programação, ou 3.642 quilômetros. A Stumpf Preparações e a Paraguay Racing, que vêm a ser exatamente a mesma equipe, também tiveram cinco carros na pista se aproximou bastante desse número, com 1.181 voltas, perfazendo 3.611,4 quilômetros. Dos cinco carros da equipe, o de Odair dos Santos e Thiago Klein, novos vencedores da Cascavel de Ouro, foi o que mais vezes passou por cada trecho da pista, exatamente 269 vezes – houve 15 duplas ou trios que totalizaram mais que isso.

Enquanto tomava um café quentinho na casa da minha mãe, anotei num almaço (achava que os almaços nem existissem mais) as voltas que cada carro completou em todos os treinos e corridas e somei um por um. O levantamento segue abaixo, sem a mancha redonda de café que deixei no almaço onde também repousei a xícara.

 

Gustavo Myasava/Edson Coelho Júnior (GM Celta/Caús Motorsport), 363 voltas

Beto Monteiro/Guilherme Salas/Daniel Kaefer (GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport), 337 voltas

Ângelo Giombelli/Felipe Carvalho/Ingmar Biberg (GM Classic/Sensei-Sorbara Motorsport), 327 voltas

Galid Osman/André Bragantini/Caíto Carvalho (GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport), 314 voltas

Ricardo Sperafico/Miguel Laste/ Rodrigo Sperafico (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 313 voltas

Raulino Kreis Júnior/Guto Baldo/Marcelo Cancelli (VW Gol/MP Preparações), 308 voltas

Alexandre Seda/Francisco Júnior/Paul Lanfredi (VW Gol/Motor Fast), 307 voltas

Anderson Portes/Juliano Bastos (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 305 voltas

Júnior Niju/Michel Giusti (VW Gol/FF Racing), 304 voltas

Edson Massaro/Gastão Weigert (VW Gol/Speed Car), 299 voltas

Renato Constantino/Luciano Lobão/Rafael Suzuki (GM Celta/Modena Racing), 299 voltas

Gustavo Magnabosco/Davi Dal Pizzol (VW Gol/Peim Competições), 284 voltas

Lorenzo Massaro/Cleves Formentão (VW Gol/Speed Car), 272 voltas

João Paulo Gelain/Marcelo Beux (VW Gol/Speed Car), 272 voltas

Odair dos Santos/Thiago Klein (VW Gol/Paraguay Racing), 269 voltas

Eduardo Zambiazi/Thiago Menegaz (Ford Fiesta/Cezarotto Motorsport), 269 voltas

Fábio Tokunaga/Paulo Henrique/Mário Garibaldi Filho (VW Gol/RPM Escola de Pilotos), 265 voltas

Raphael Reis/Pedro Cardoso (Fiat Palio/L&L Motorsport), 265 voltas

Fernando Dalabona/Thiago Azalini (Fiat Palio/Landerson Competições), 265 voltas
Gilliard Chmiel/Gelmar Chmiel Júnior (VW Gol/Stumpf Preparações), 264 voltas

Valmor Emílio Weiss/Ariel Barranco (VW Gol/RB Motorsport), 252 voltas

Renato Braga/Leandro Reis (GM Celta/Pimba Competições), 247 voltas

Leônidas Fagundes/Vinicius Fagundes/Guilherme Sirtoli (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 227 voltas

Edson Bueno/Diogo Pachenki (VW Gol/Paraguay Racing), 226 voltas

Marcel Sedano/Ruslan Carta Filho (VW Gol/Stumpf Preparações), 225 voltas

Júnior Caús/Marlon Bastos (GM Celta/Caús Motorsport), 225 voltas

Paulo Bento/Gabriel Corrêa/Carlos Souza (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport), 223 voltas

Luís Filgueiras/Rodrigo Moreno (VW Gol/AGB Preparações), 219 voltas

Andrei Tasca/Rogélio Faoro/Paulo Pizzoni (VW Gol/Rally Cascavel Motorsport), 216 voltas

Leandro Romera/Luc Monteiro/Paulo Salustiano (VW Gol/Speed Car), 208 voltas

Luiz Fernando Pielak/David Muffato (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport), 206 voltas

Sandro Moura/Cido Morais (VW Gol/Ribecar), 198 voltas

Natan Sperafico/Guilherme Sperafico (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 198 voltas

Pedro Pimenta/Vinicius Margiota/Alexandre Navarro (VW Gol/Paraguay Racing), 197 voltas

Larissa Cruzeiro/João Lemos/Rogério Cruzeiro (Ford Ka/Classe A), 196 voltas

Wilton Pena/Jefferson Gomes/Eber Gomes (VW Gol/PaceCar Motorsport), 192 voltas

Thiago Oliveira/Thiago Rausis (GM Celta/AGB Preparações), 192 voltas

Wellington Justino/Rodrigo Cruvinel (GM Corsa/MG Sports), 168 voltas

Higor Hoffmann/Rodrigo Helger (GM Corsa/Ribecar), 165 voltas

Leandro Zandoná/Marco Romanini (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport), 148 voltas

Wanderley Faust/Fabiano Cardoso (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team), 148 voltas

Walter Lima/André Lima/Walter Lima Júnior (Ford Fiesta/Lemans Racing), 40 voltas

Os 100 de Cascavel

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Foto produzida pelo Andrezinho Santos durante a volta de apresentação da 30ª Cascavel de Ouro, no último domingo: 41 carros na pista e um fora de combate depois de uma capotagem nos treinos

CASCAVEL – Devo falar algumas coisinhas sobre a Cascavel de Ouro nos próximos dias, claro. Já o devia ter feito, e debito o atraso que é quase uma marca da casa à combinação da correria frenética e do cansaço dos últimos dias.

Uma das inúmeras coisas que chamaram atenção na 30ª edição do evento foi a ampla cobertura de mídia alcançada – ponto em que tivemos, nós da agência Grelak Comunicação, nossa parcelinha de contribuição. Entre segunda-feira e ontem li e vi muitas matérias de internet, impressos e televisão. E aí um detalhe fez aquela pulguinha me dar uma mordiscada atrás da orelha: quantos foram, afinal, os pilotos da Cascavel de Ouro?

Me vi preso a essa dúvida por ler ou ouvir “quase 100 pilotos” aqui, “mais de 100 pilotos” ali. Puxei a folha da corrida aqui. Foram – fomos, é mais correto dizer – exatamente 100 os pilotos participantes da corrida. Três ficaram fora de ação a partir de um acidente na sexta-feira. Walter Lima teve a roda do carro quebrada na curva de acesso à reta dos boxes e protagonizou uma capotagem que impressionou pela plástica. Saiu ileso do carro, mas viu adiado por pelo menos um ano o sonho de enfim disputar uma Cascavel de Ouro ao lado dos filhos Júnior e André. Mas não é por isso, claro, que os três da família Lima ficam fora da lista dos cem nomes que participaram do evento, esmiuçada aí abaixo, nome por nome, em ordem alfabética.

Alexandre Navarro (SP/VW Gol #51), Paraguay Racing

Alexandre Seda (RJ/VW Gol #10), Motor Fast

Anderson Portes (PR/Ford Ka #43), Sérgio Ferrari Racing Team

André Bragantini (SP/GM Celta #13), Sensei-Sorbara Motorsport

André Lima (PR/Ford Fiesta), Lemans Racing

Andrei Tasca (PR/VW Gol #4), Rally Cascavel Motorsport

Ângelo Giombelli (PR/GM Classic #3), Sensei-Sorbara Motorsport

Ariel Barranco (PR/VW Gol #17), RB Motorsport

Beto Monteiro (PE/GM Celta #33), Sensei-Sorbara Motorsport

Caíto Carvalho (PR/GM Celta #13), Sensei-Sorbara Motorsport

Carlos “SG” Souza (PR/Ford Fiesta #81), Ferrari Motorsport

Cido Morais (PR/VW Gol #48), Ribecar

Cleves Formentão (PR/VW Gol #64), Speed Car

Daniel Kaefer (PR/GM Celta #33), Sensei-Sorbara Motorsport

Davi Dal Pizzol (SC/VW Gol #133), Peim Competições

David Muffato (PR/Ford Fiesta #370), Ferrari Motorsport

Diogo Pachenki (PR/VW Gol #107), Paraguay Racing

Éber Gomes (SP/VW Gol #53), PaceCar Motorsport

Edson Bueno (PR/VW Gol #107), Paraguay Racing

Edson Coelho Júnior (MG/GM Celta #50), Caús Motorsport

Edson Massaro (PR/VW Gol #46), Speed Car

Eduardo Zambiazi (Ford Fiesta #357), Cezarotto Motorsport

Fabiano Cardoso (RS/Ford Ka #22), Sérgio Ferrari Racing Team

Fábio Tokunaga (PR/VW Gol #333), RPM Escola de Pilotos

Felipe Carvalho (PR/GM Classic #3), Sensei-Sorbara Motorsport

Fernando Dalabona (DF/Fiat Palio #29), Landerson Competições

Francisco Júnior (RJ/VW Gol #10), Motor Fast

Gabriel Correa (GO/Ford Fiesta #81), Ferrari Motorsport

Galid Osman (SP/GM Celta #13), Sensei-Sorbara Motorsport

Gastão Weigert (PR/VW Gol #46), Speed Car

Gelmar Chmiel Júnior (PR/VW Gol #69), Stumpf Preparações

Gilliard Chmiel (PR/VW Gol #69), Stumpf Preparações

Guilherme Salas (SP/GM Celta #33), Sensei-Sorbara Motorsport

Guilherme Sirtoli (PR/Ford Ka #7), Sérgio Ferrari Racing Team

Guilherme Sperafico (PR/Ford Ka #27), Sérgio Ferrari Racing Team

Gustavo Magnabosco (SC/VW Gol #133), Peim Competições

Gustavo Myasava (PR/GM Celta #50), Caús Motorsport

Guto Baldo (PR/VW Gol #71), MP Preparações

Higor Hoffmann (PR/GM Corsa #31), Ribecar

Ingmar Biberg (PR/GM Classic #3), Sensei-Sorbara Motorsport

Jefferson Gomes (SP/VW Gol #53), PaceCar Motorsport

João Lemos (SP/Ford Ka #42), Classe A Racing-Ferrari Motorsport

João Paulo Gelain (PR/VW Gol #14), Speed Car

Juliano Bastos (PR/Ford Ka #43), Sérgio Ferrari Racing Team

Júnior Caús (PR/GM Celta #2), Caús Motorsport

Júnior Niju (SC/VW Gol #19), FF Racing

Larissa Cruzeiro (GO/Ford Ka #42), Classe A Racing-Ferrari Motorsport

Leandro Reis (GP/GM Celta #555), Pimba Competições

Leandro Romera (SP/VW Gol #88), Speed Car

Leandro Zandoná (PR/Ford Fiesta #8), Ferrari Motorsport

Leônidas Fagundes (PR/Ford Ka #7), Sérgio Ferrari Racing Team

Lorenzo Massaro (PR/VW Gol #64), Speed Car

Luc Monteiro (PR/VW Gol #88), Speed Car

Luciano Lobão (DF/GM Celta #0), Modena Racing

Luís Filgueiras (MG/VW Gol #66), AGB Preparações

Luiz Fernando Pielak (PR/Ford Fiesta #370), Ferrari Motorsport

Marcel Sedano (SC/VW Gol #28), Stumpf Preparações

Marcelo Beux (PR/VW Gol #14), Speed Car

Marcelo Cancelli (SC/VW Gol #71), MP Preparações

Marco Romanini (PR/Ford Fiesta #8), Ferrari Motorsport

Mário Garibaldi Filho (PR/VW Gol #333), RPM Escola de Pilotos

Marlon Bastos (PR/GM Celta #2), Caús Motorsport

Michel Giusti (SC/VW Gol #19), FF Racing

Miguel Laste (PR/Ford Ka #9), Sérgio Ferrari Racing Team

Natan Sperafico (PR/Ford Ka #27), Sérgio Ferrari Racing Team

Odair dos Santos (PR/VW Gol #74), Paraguay Racing

Paul Lanfredi (RJ/VW Gol #10), Motor Fast

Paulo Bento (PR/Ford Fiesta #81), Ferrari Motorsport

Paulo Henrique Costa (PR/VW Gol #333), RPM Escola de Pilotos

Paulo Pizzoni (PR/VW Gol #4), Rally Cascavel Motorsport

Paulo Salustiano (SP/VW Gol #88), Speed Car

Pedro Cardoso (DF/Fiat Palio #77), L&L Motorsport

Pedro Pimenta (SP/VW Gol #51), Paraguay Racing

Rafael Suzuki (SP/GM Celta #0), Modena Racing

Raphael Reis (DF/Fiat Palio #77), L&L Motorsport

Raulino Kreis Júnior (SC/VW Gol #71), MP Preparações

Renato Braga (GP/GM Celta #555), Pimba Competições

Renato Constantino (DF/GM Celta #0), Modena Racing

Ricardo Sperafico (PR/Ford Ka #9), Sérgio Ferrari Racing Team

Rodrigo Cruvinel (GO/GM Corsa #26), MG Sports

Rodrigo Helger (PR/GM Corsa #31), Ribecar

Rodrigo Moreno (SP/VW Gol #66), AGB Preparações

Rodrigo Sperafico (PR/Ford Ka #9), Sérgio Ferrari Racing Team

Rogélio “Meia” Faoro (PR/VW Gol #4), Rally Cascavel Motorsport

Rogério Cruzeiro (GO/Ford Ka #42), Classe A Racing-Ferrari Motorsport

Ruslan Carta Filho (PR/VW Gol #28), Stumpf Preparações

Sandro Moura (MS/VW Gol #48), Ribecar

Thiago Azalini (DF/Fiat Palio #29), Landerson Competições

Thiago Menegaz (PR/Ford Fiesta #357), Cezarotto Motorsport

Thiago Oliveira (MG/GM Celta #5), AGB Preparações

Thiago Rausis (SC/GM Celta #5), AGB Preparações

Thiago Klein (PR/VW Gol #74), Paraguay Racing

Valmor Emílio Weiss (PR/VW Gol #17), RB Motorsport

Vinicius Fagundes (PR/Ford Ka #7), Sérgio Ferrari Racing Team

Vinicius Margiota (SP/VW Gol #51), Paraguay Racing

Walter Lima (PR/Ford Fiesta), Lemans Racing

Walter Lima Júnior (PR/Ford Fiesta), Lemans Racing

Wanderley Faust (PR/Ford Ka #22), Sérgio Ferrari Racing Team

Wellington Justino (GO/GM Corsa #26), MG Sports

Wilton Pena (MG/VW Gol #53), PaceCar Motorsport

São só cinco as letras do alfabeto que não iniciam o nome de nenhum participante. Ok, são seis, se considerarmos que Beto Monteiro, único “representante” do B, chama-se Alberto Luiz. Fechar esse alfabeto na lista do ano que vem, quando teremos a edição dos 50 anos da Cascavel de Ouro, seria legal, embora nada fácil. Chegaremos bem perto disso, por exemplo, se tivermos as participações do Bruno Tanq, do Urubatan Helou, do Yuri ou do Yago Cesário (ou dos gêmeos em um carro, por que não?) e do Zigomar Júnior. Mas quem é que vai encontrar e convidar pilotos que tenham os nomes iniciados por Q ou X?

Prévia do grid da Cascavel de Ouro

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O grid da Cascavel de Ouro de 2015 teve 38 carros. A 40 dias da largada, a 30ª edição da prova já está bem próxima de repetir esse número. Mas vai passar, com sobras… 

CASCAVEL – Faltam 40 dias para a 30ª edição da nossa Cascavel de Ouro. 23 de outubro, para os que tiverem preguiça de fazer a conta. Galera pelas bandas de cá já está esfregando as mãos à espera da prova, todo mundo apostando que será uma corrida ainda mais badalada que a do ano passado, quando tivemos no grid 38 carros de seis marcas diferentes e 87 pilotos de nove estados brasileiros.

Dias atrás fizemos um torneiozinho informal de palpites sobre o número de carros que deveremos ter em 2016. Apostei em 46. Ano passado chutei 38 e a véspera da corrida amanheceu com 37 carros na lista de inscritos, até que apareceram o Júnior Francez e o Eduardo Zambiazi, felizes e pimpões, confirmando a inscrição na corrida e a precisão dos meus palpites. Nunca erro.

Propostos alguns palpites, maioria apontando para mais de 40 carros no grid, comecei a juntar anotações aqui para ter uma ideia de a quantas anda o grid. Cabe ressaltar, antes que me cobrem por isso, que não é uma relação oficial. Alguns dos nomes que indico aqui sequer estão protocolarmente inscritos junto ao Automóvel Clube de Cascavel. Pessoal também espera um pouquinho porque a inscrição com desconto na taxa vale até o fim do mês. Resumo da ópera, até agora temos 36 carros (observo aqui, dias depois do post original, que a lista já aumentou; comecei a atualizá-la aí abaixo, vocês vão ver). Já quase igualamos aquela maravilha que foi o evento de um ano atrás.

O regulamento continua restrito a carros da categoria Marcas & Pilotos 1.6. Não faltam atrativos aos pilotos: além da premiação em dinheiro, os campeões vão ganhar o direito a uma participação pelo Team Ginetta em uma corrida nos Estados Unidos e numa corrida da Sprint Race Brasil.

Os pilotos dos campeonatos regionais de todas as partes do país vão enfrentar, como no ano passado, alguns dos destaques de praticamente todas as categorias nacionais. A Fórmula Truck, por exemplo, estará representada por Beto Monteiro, David Muffato, Diogo Pachenki e Djalma Fogaça. A Stock Car marca presença com Galid Osman e não deixa de estar representada, também, pelo tricampeão Ângelo Giombelli.

Pela Copa Petrobras de Marcas, são cinco nomes já confirmados – os de Carlos Souza, Daniel Kaefer, Guilherme Salas, Odair dos Santos e Thiago Klein. O Mitsubishi Lancer Cup, por enquanto, vem com Alexandre Navarro, no mesmo carro em que estará Vinícius Margiota, da Sprint Race Brasil. Pelo Mercedes-Benz Challenge, já estão certos Renato Braga e João Lemos, e mais dois ou três devem definir a vida nos próximos dias. O Brasileiro de Turismo entra, por enquanto, com o Gustavo Myasava, que é prata-da-casa.

Só dois dos campeonatos nacionais de hoje não têm representantes no grid da Cascavel de Ouro. A Fórmula 3, composta por uma garotada que ainda está de olho na Fórmula 1, e o Porsche GT3 Cup, que vai ter etapa no mesmo fim de semana do evento aqui no velho oeste.

Sobre os que já estão com passaporte na mão para também figurar na minha listinha de participantes, reservo seus nomes. Não custa esperar que definam a vida. Arrisquei um chute no nosso torneiozinho e acho que errei, o que um dia acabaria acontecendo. Serão bem mais que 46 carros. Vou atualizando a lista conforme as coisas vierem se ajeitando.

OS PILOTOS PARTICIPANTES DA 30ª CASCAVEL DE OURO

(Relação não oficial e passível de atualizações a qualquer tempo)

0 – Renato Constantino/Luciano Lobão/Rafael Suzuki (GM Celta/Modena Racing)

2 – Júnior Caús/Marlon Bastos (GM Celta/Caús Motorsport)

3 – Ângelo Giombelli/Beto Monteiro/Ingmar Biberg (GM Classic/Sensei-Sorbara Motorsport)

4 – Andrei Tasca/Rogélio “Meia” Faoro/Paulo Pizzoni (VW Gol/Rally Cascavel Motorsport)

5 – Thiago Oliveira/Thiago Rausis (GM Celta/AGB Preparações)

7 – Leônidas Fagundes/Vinicius Fagundes/Guilherme Sirtoli (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team)

8 – Leandro Zandoná/Marco Romanini (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport)

9 – Ricardo Sperafico/Miguel Laste/Rodrigo Sperafico (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team)

10 – Alexandre Seda/Francisco Júnior/Paul Lanfredi (VW Gol/Motorfast)

13 – Galid Osman/André Bragantini/Caíto Carvalho (GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport)

14 – João Paulo Gelain/Marcelo Beux (VW Gol/Speed Car)

17 – Valmor Emílio Weiss/Ariel Barranco (VW Gol/RB Motorsports)

19 – Júnior Niju/Michel Giusti (VW Gol/FF Racing)

20 – Walter Lima/André Lima/Walter Lima Júnior (Ford Fiesta/LeMans)

22 – Wanderley Faust/Fabiano Cardoso (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team)

26 – Wellington Justino/Rodrigo Cruvinel (GM Corsa/MG Sports)

27 – Natan Sperafico/Guilherme Sperafico (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team)

28 – Marcel Sedano/Ruslan Carta Filho (VW Gol/Stumpf Preparações)

29 – Fernando Dalabona/Thiago Azalini (Fiat Palio/Landerson Competições)

31 – Higor Hoffmann/Rodrigo Elger (GM Corsa/Ribecar)

33 – Felipe Carvalho/Guilherme Salas/Daniel Kaefer (GM Celta/Sensei-Sorbara Motorsport)

42 – Larissa Cruzeiro/João Lemos/Rogério Cruzeiro (Ford Ka/Classe A)

43 – Anderson Portes/Juliano Bastos (Ford Ka/Sérgio Ferrari Racing Team)

46 – Edson Massaro/Gastão Weigert (VW Gol/Speed Car)

48 – Sandro Moura/Cido Morais (VW Gol/Ribecar)

50 – Gustavo Myasava/Edson Coelho Júnior (GM Celta/Caús Motorsport)

51 – Pedro Pimenta/Vinicius Margiota/Alexandre Navarro (VW Gol/Paraguay Racing)

53 – Wilton Pena/Jefferson Gomes/Eber Gomes (VW Gol/PaceCar Motorsport)

64 – Lorenzo Massaro/Cleves Formentão (VW Gol/Speed Car)

66 – Luís Filgueiras/Rodrigo Moreno (VW Gol/AGB Preparações)

69 – Gilliard Chmiel/Gelmar Chmiel Júnior (VW Gol/Stumpf Preparações)

71 – Raulino Kreis Júnior/Guto Baldo/Marcelo Cancelli (VW Gol/MP Preparações)

74 – Odair dos Santos/Thiago Klein (VW Gol/Paraguay Racing)

77 – Raphael Reis/Pedro Cardoso (Fiat Palio/L&L Motorsport)

81 – Paulo Bento/Gabriel Corrêa/Carlos Souza (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport)

88 – Leandro Romera/Luc Monteiro/Paulo Salustiano (VW Gol/Speed Car)

107 – Edson Bueno/Diogo Pachenki (VW Gol/Paraguay Racing)

133 – Gustavo Magnabosco/Davi Dal Pizzol (VW Gol/Peim Competições)

333 – Fábio Tokunaga/Paulo Henrique/Mário Garibaldi Filho (VW Gol/RPM Escola de Pilotos)

357 – Eduardo Zambiazi/Thiago Menegaz (Ford Fiesta/Cezarotto Motorsport)

370 – Luiz Fernando Pielak/David Muffato (Ford Fiesta/Ferrari Motorsport)

555 – Renato Braga/Leandro Reis (GM Celta/Pimba Competições)

As regras da 30ª Cascavel de Ouro

OURO

Gosto muito desta foto que o Vandré Dubiela produziu momentos antes da largada da Cascavel de Ouro do ano passado. Estou nela, inclusive. Encontre-me, se estiver desocupado

CASCAVEL – Post bastante específico e de leitura modorrenta; por outro lado, um dos que vão interessar a mais pessoas. Reproduzo aqui, ipsis literis, o regulamento técnico e desportivo da 30ª edição da Cascavel de Ouro, nossa menina-dos-olhos do automobilismo cascavelense. Temos neste ano limite estabelecido em 50 carros no grid. Meu palpite é de que chegaremos a 46. No ano passado chutei que seriam 38 e foram 38. Sou muito bom em palpites.

Dos 46 carros que imagino formarem o grid, um vai ser o meu. Não meu, claro; é do Edson Massaro. Mas na tarde de 23 de outubro será meu, do Djalma Fogaça e do Leandro Romera, meus parceiros na corrida. Aos vários outros amigos e ainda não amigos que estarão envolvidos, dentro ou fora da pista, seguem, portanto, as regras que o Automóvel Clube de Cascavel e a Federação Paranaense de Automobilismo definiram e fizeram circular ainda na semana passada.

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REGULAMENTO TECNICO E DESPORTIVO DE 2016.

1. DAS NORMAS GERAIS

A prova denominada “30ª CASCAVEL DE OURO”, realizar-se à no Autódromo Zilmar Beux de Cascavel, em Cascavel – Paraná nos dias 21, 22 e 23 de Outubro de 2016, com supervisão da Federação Paranaense Automobilismo.

1.2 Duração da Prova: A prova terá duração total de 04 (quatro) horas mais 1 (uma) volta, pelo circuito do autódromo, com 3.058 metros de extensão.

1.3 Número de Participantes: Será permito na prova um máximo de 50 (cinqenta) veículos distribuídos nas categorias que disputarão conforme critério estabelecido neste regulamento.

1.4 Dos Vencedores: Serão considerados como vencedores da “30ª CASCAVEL DE OURO“, os condutores do veículo que primeiro completarem o percurso previsto no artigo 1.2.

1.5 Quadro de Avisos: Todos os comunicados que forem emitidos pelos Comissários Desportivos, Direção de Prova e Organizador, durante os treinos e provas serão afixados no quadro oficial, existente na secretaria de prova do Autódromo.

1.6 A elaboração deste regulamento técnico e desportivo da prova “30ª CASCAVEL DE OURO é de autoria e responsabilidade do Organizador/Promotor, e aprovado pela Federação Paranaense de Automobilismo.

1.7 A prova será uma competição particular com características próprias, Extra Campeonato, Aberta, podendo dela participar pilotos de qualquer região do País, desde que devidamente habilitados, devendo seus veículos estar enquadrados neste Regulamento. Obrigatório a apresentação da carteira da CBA /2016 e ficha médica atualizada.

1.8 O Regulamento Particular da Prova da “30ª CASCAVEL DE OURO”, definirá além do horário de início da competição, os horários de Vistoria, Fechamento de Box e Briefing com os pilotos e responsáveis pelas equipes.

1.9 Briefing: O mesmo será realizado exclusivamente para o piloto, responsáveis pela equipe e a Direção de Prova, em local a ser designado no RPP, com a presença obrigatória dos mesmos.

2. NORMAS GERAIS DE SEGURANÇA

2.1 Somente a pista do circuito descrito neste Regulamento será usada pelos pilotos no transcorrer dos treinos e da prova. A multa pela transgressão deste artigo será de 05 UPs independentemente de outras sanções.

2.2 É proibida qualquer ajuda externa ao piloto no caso de quebra do veículo. Somente o piloto com auxílio de ferramentas ou objetos, que estiverem sendo transportados devidamente fixados a bordo do carro, poderão mexer no mesmo. Os carros que forem resgatados pelo resgate oficial e trazidos aos boxes poderão retornar a prova, após serem feitos os reparos necessários, salvo restrições técnicas.

2.3 Qualquer tipo de abastecimento fora da área dos boxes é terminantemente proibida, sob pena de imediata exclusão do concorrente da prova.

2.4 Todos os pilotos e equipes deverão providenciar em seus boxes extintor de incêndio do tipo pó químico, com carga de 12 quilos, vassoura de limpeza de combustível, mangueira com água corrente mínimo de 15 metros e 02 (dois) baldes de 20 litros com água sempre cheios, com cobertores dentro dos baldes.

2.5 O piloto quando na direção do carro, seja no treino ou na prova, deverá obrigatoriamente usar indumentária completa.

2.6 No caso de quebra de pára-brisa do carro, o piloto poderá prosseguir na prova, desde que esteja protegido por óculos especiais de competição ou viseira.

2.7 Todos os mecânicos abastecedores que atendem o veículo durante abastecimento são obrigados a usar macacão ,capacete, luvas, balaclava e botas de couro com sola de borracha, sem pregos usados na sua confecção, ou sapatilhas.

2.8 Os carros deverão percorrer o pit Lane na velocidade máxima de 60 km por hora.

2.9 Conforme Artigo 16 do anexo ¨J¨ da FIA/CBA, sugerimos para que os veículos utilizem um prolongamento do arco de segurança (Santo Antonio) sob a fixação do banco do piloto em forma de ¨¨X¨. Sobre este prolongamento deverá ser fixado o suporte do banco,este deverá fixar o banco pelas laterais. Se forem utilizados bancos com regulagem, o mesmo deverá ser fixado conforme artigo 16 do anexo ¨J¨ com calhas de aço e chapas de no mínimo 3mm, com fixações e travas eficientes. Exemplos fotos abaixo:

OURO SUPORTE

Suporte do Banco (Fixação Lateral) / Prolongamento Santo Antonio p/ fixação do banco

OURO SUPORTE 2

Suporte do Banco com regulagem (Sugestão)

3. DOS VEÍCULOS ADMITIDOS

A prova “30ª CASCAVEL DE OURO”, será disputada pelas seguintes categorias:

3.1 – Veículos enquadrados nas Categorias A – BTURISMO 1600, do Campeonato Paranaense de Marcas e do Campeonato Metropolitano de Marcas de Cascavel, com os Adendos em anexo. (Nota do blog: confira aqui o Adendo nº 1 e o Adendo nº 2)

4. SINALIZAÇÃO:

4.1 Durante os treinos, classificação e prova, a sinalização será feita de acordo com o anexo “J”, da FIA e sua inobservância poderá ser punida pelos comissários desportivos que poderá ser de multa, penalização em tempo ou exclusão da prova sem prejuízo de outras sanções previstas no Código Desportivo do Automobilismo / CBA 2016.

5. DA PREMIAÇÃO

5.1 Os 10 (Dez) primeiros colocados receberão os troféus:

1º Colocado – Troféu Cascavel de Ouro, mais R$ 20.000,00(vinte mil reais).

2º Colocado – Troféu de Prata, mais R$ 7.000,00 (sete mil reais).

3º Colocado – Troféu de Bronze, mais R$ 3.000,00 (três mil reais).

Obs. Somente 02 troféus por carro classificado do 4º ao 10º.

Pole position- R$ 1.000,00 (hum mil reais).

Melhor volta – R$ 1.000,00 (hum mil reais).

O carro que conquistar mais posições ao final da prova – R$ 1.000,00 (hum mil reais)

Para fazer jus à premiação estabelecida, todos os concorrentes cederão um espaço em seus carros divulgação dos patrocinadores designados pelo Organizador, além de complementar o mínimo 2/3 da prova, conforme Art.7.5.

6. SEGURANÇA CONTRA FOGO

6.1 Os veículos devem estar equipados com os dispositivos de proteção contra fogo (Ver ANEXO “J” FIA), devendo as proteções ser absolutamente estanques, à prova de escapamentos de qualquer tipo de fluído ou gases, a saber:

6.1.1 Proteção contra escapamento de gases e ácidos da bateria.

6.1.2 Proteção contra fogo, gases e fluídos entre o motor e o habitáculo do piloto.

6.1.3 Proteção contra vazamentos de combustíveis entre o compartimento do tanque e o habitáculo do piloto (chapa corta fogo).

7. DA VISTORIA E APRESENTAÇÃO DO VEÍCULO

7.1 Exclusivamente para este evento será estipulada uma Vistoria Técnica e Prévia e Obrigatória, com a apresentação dos veículos devidamente preparados que irão concorrer na prova.

7.1.1 O não comparecimento à Vistoria implicará no cancelamento da inscrição sem direito à devolução da taxa respectiva, salvo causa justificável e aceita pela Direção da Prova.

7.2 Os carros poderão ser examinados antes, durante ou depois da prova pelos Comissários Técnicos, podendo ser excluído no primeiro e segundo caso, e desclassificados no terceiro.

7.3 O exame realizado antes da corrida não torna válida qualquer irregularidade existente que não tenha sido constatada, significando que um veículo concorrente poderá ser desclassificado após a prova por irregularidades sobre as quais a Comissão Técnica não tenha pronunciado anteriormente.

7.4 O local, dia e horário da Vistoria Técnica serão determinados no Regulamento Particular da Prova.

7.5 Deverá ser reservada uma área na parte superior de cada número, medindo 12cm de altura por 50cm de comprimento para eventuais publicidades controladas pelo Organizador. O pára-brisa do carro será usado na faixa superior do mesmo, pelo organizador do Evento.

7.6 Quando a publicidade do organizador for conflitante com a do patrocinador do veículo, as áreas descritas deverão ficar disponíveis e em branco.

8. DAS INSCRIÇÕES

8.1 Os concorrentes, condutores e responsáveis pela sua equipe ao assinarem a ficha de inscrição, passarão a reconhecer, acatar e aceitar todas as normas do presente Regulamento e do Regulamento Particular. Não serão aceitas alegações de desconhecimento de suas determinações.

8.1.1 Deverão também os Pilotos e Responsáveis pelas equipes aceitar amplamente as disposições eventuais, os anexos emitidos, as Instruções Normativas da CBA / FPrA e toda a legislação desportiva aplicável .

8.2 As inscrições para as “30ª CASCAVEL DE OURO estarão abertas a todos os pilotos graduados “A” e “B” e pilotos de competição.

8.3 No ato da inscrição os pilotos apresentarão as respectivas Cédulas Desportivas.

8.3.1 Os documentos serão aqueles válidos para a temporada de 2016 ou do recibo da FAU de origem do piloto que comprove o recolhimento da taxa de expedição respectiva.

8.4 A taxa de inscrição será de R$ 1.800,00 (hum mil e oitocentos reais) por piloto inscrito. Obrigatoriamente dois pilotos por veículo, sendo permitida a inscrição de um terceiro. A taxa para uma terceira inscrição de um piloto será de R$ 1.250,00 (Hum mil duzentos e cinqüenta reais), e para as inscrições antecipadas o valor será de R$ 1.650,00 (hum mil seiscentos e cinqüenta reais), e para um terceiro piloto o valor da inscrição antecipada será de R$ 1.150,00 (hum mil cento e cinqüenta reais).

8.5 Para cada piloto inscrito serão distribuídos 05 (cinco) credenciais da seguinte maneira: 01 (uma) para piloto, 02 (duas) para Box, 02 (duas) para pit lane (mureta da pista).

8.6 As inscrições antecipadas serão feitas pelo telefone (045) 3324-5773 ou e-mail do clube autoclubecascavel@hotmail.com, ou via deposito bancário identificado no Banco Santander Agencia 3587, c/c 13 002119-2 em nome de: Automóvel Clube de Cascavel de 15 de Agosto de 2016 a 30 de Setembro de 2016 no Automóvel Clube de Cascavel,sito a rua Vicente Machado, 1180 – Centro das 14:00 hs as 18:00 horas,e a partir de 01 de Outubro de 2016 as inscrições serão feitas somente nos dias 21, 22 e 23 de Outubro de 2016 na Secretaria da Prova, após o inicio dos treinos somente com autorização dos Comissários Desportivos. Após efetivação da Inscrição em hipótese alguma será devolvido o valor da inscrição.

8.7 A escolha de Box será pela ordem de Inscrição, e sua chave e cadeados liberados somente após a efetivação da mesma.

9. TREINOS E PROVAS DE CLASSIFICAÇÃO

9.1 Todos os condutores deverão fazer um tempo que os classifiquem para poderem participar da Prova.

9.2 Para os treinos e tomadas de tempo, os concorrentes deverão obrigatoriamente afixar os números de identificação no seu carro.

9.3 Os treinos livres e oficiais serão realizados em dias e horários conforme constantes do Regulamento Particular da Prova.

9.4 Os organizadores se reservam o direito de interromper os treinos, caso necessário, pelo tempo que julgarem conveniente para limpar a pista ou retirar alguns veículos. O tempo de interrupção não será necessariamente reposto, a critério da Direção de Prova.

9.4.1 No caso de uma ou mais sessões de treinos, desta forma forem interrompidos, não aceitará qualquer reclamação sobre efeitos possíveis concernentes a classificação ou veículo.

9.4.2 Durante as sessões de treinos previstas neste regulamento, bem como Programa Oficial, as normas de disciplina e segurança serão as mesmas adotadas para a realização da prova.

9.5 Os treinos cronometrados serão efetuados conforme RPP.

A formação de grid para a prova serão com os carros que obtiverem menor tempo.

9.6 Todos os carros inscritos e em condições de participarem da prova com seus veículos deverão obrigatoriamente, na sessão de treinos classificatórios, percorrer um mínimo de uma volta cronometrada.

9.7 Fechamento de Box: Os carros que não comparecerem na saída dos boxes / até o horário de seu fechamento, largarão dos boxes após a passagem de todos os carros, ficando seus lugares vagos no grid.

9.8 A troca de piloto somente se fará na área dos boxes, devendo o piloto substituído assinar a súmula em local a ser designado pela Direção de Prova, sob pena de a substituição não ser considerada.

9.9 Um piloto somente poderá permanecer dirigindo 02 horas e 30 minutos consecutivas.

9.10 Cada concorrente ou condutor será diretamente responsável pela ordem e disciplina em seu Box e passível de punição pelos Comissários Desportivos .

9.11 Após o treino classificatório todos os veículos deverão se dirigir a Parque Fechado.

9.12 Após a prova o veículo será pesado em ordem de marcha.(de acordo com a sua chegada em parque fechado). Todos os veículos que necessitarem de peso complementar (lastro), deverão, no momento da vistoria prévia, comunicar a comissão técnica para que efetue a lacração do(s) lastros utilizados no carro.

10. LARGADA DA “30ª CASCAVEL DE OURO”

10.1 O grid de largada será formado por duas filas de veículos conforme a ordem dos melhores tempos realizados durante as sessões cronometradas.

10.2 A saída de Box será fechada 20 minutos antes da hora da largada. Todos os veículos que não tenham saído do Box até o momento, só poderão entrar na pista depois da passagem do último veículo pela saída de Box, que deverá ser sinalizada com 02 (dois) minutos antes do seu fechamento.

10.3 A aproximação da largada será sinalizada pela apresentação dos painéis:

10.3.1 Painel de 05 (cinco) minutos: começa a contagem regressiva. o acesso ao grid está proibido. todos os veículos que não tomarem seus lugares no devido prazo, largarão do último lugar ou dos Box .

10.3.2 Painel de 03 (três) minutos: evacuação geral da área de largada. todos devem abandonar a área exceto oficiais e condutores. a partir deste instante é proibido dar partida em seu veículo, empurrando-o sob pena de exclusão imediata.

10.3.3 Painel de 01 (um) minuto: os pilotos a bordo, com cinto de segurança atado, dão partida nos motores.

10.3.4 Painel de 30 (trinta) segundos: depois de mostrado este painel, a bandeira verde será mostrada na frente do grid, indicando que os veículos devem partir para uma ou mais voltas completa de apresentação, conservando-se nas posições que lhe foram atribuídas e seguindo o ritmo imposto pelo carro – madrinha.

10.4 Qualquer piloto que não puder largar deverá sinalizar o impedimento.

10.4.1 Seu carro será empurrado para os Box depois do início da volta de apresentação ele não poderá voltar para a corrida se não após a passagem do último carro pela saída dos Box, após a largada.

10.4.2 Se um veículo consegue partir depois do início da volta de apresentação e considerando – se que ele tenha permanecido na pista, poderá completar a volta de apresentação, mas não poderá fazer ultrapassagens devendo permanecer na ultima posição do grid.

10.4.3 O mesmo critério prevalecerá para aquele veículo que tenha largado na volta de apresentação e não consiga manter sua posição de largada.

10.5 Durante a volta de apresentação os veículos serão precedidos pelo Safety Car.

10.5.1 Os veículos deverão manter suas posições de largada durante esta volta.

10.5.2 Se por motivo de força maior for necessário interromper a prova antes do seu término, será mostrado a bandeira vermelha pelo Diretor de Prova, na linha Largada/Chegada e ao mesmo tempo a bandeira vermelha em todos os postos de sinalização, de acordo com o CDA-CBA 2016. Entende-se que se a bandeira vermelha for apresentada , todos os veículos deverão se dirigir ao Grid de Largada e os veículos que entrarem para o Box para reparos deverão largar do mesmo.

11. PARADA DE UM CARRO DURANTE A PROVA

11.1 Caso um piloto seja compelido à parar o carro, este deverá ser colocado para fora da pista em local seguro, tão logo seja possível, de modo que sua presença não constitua perigo ou prejuízo ao andamento normal da prova. Se o piloto não puder deslocar por ele mesmo o carro para fora de uma situação potencialmente perigosa, è dever do pessoal de resgate ajudá-lo.

12. TANQUES DE COMBUSTÍVEL E REPAROS

12.1 Durante o desenrolar da prova poderá ser trocada qualquer peça do motor, inclusive o mesmo, com autorização e supervisão dos Comissários Técnicos.

12.2 O combustível é aquele comercializado no posto de abastecimento do Autódromo Zilmar Beux de Cascavel, terminantemente proibido, uso de metanol ou aditivos que modificam octanagem do combustível.

12.3 A capacidade máxima dos tanques será o original do veículo.

12.3.1 – Capacidade máxima permitida do “cash tanque” é de 2 (dois) litros.

12.4 Os tanques de combustíveis dos carros deverão ser originais da marca e do modelo do veículo.

12.5 Os tanques de combustíveis dos carros deverão possuir dispositivos de segurança “RESPIRO” para o caso de ocorrer excesso de combustíveis durante a operação de abastecimento.

12.6 Cada carro inscrito deverá ter além de extintor obrigatório do carro, dois extintores em seu box com no mínimo 12 (doze) quilos de pó químico com o número do carro pintado .

12.7 O reabastecimento só será permitido no Box e de acordo com o estabelecido neste regulamento.

12.8 Todos os carros que entrarem na zona de desaceleração dos boxes deverão parar obrigatoriamente no seu Box .

12.9 Somente poderão fazer reparos dentro do circuito os próprios pilotos e unicamente com os recursos que possuírem dentro do seu próprio veículo.

12.10 Nenhum veículo poderá dar marcha ré nos Box com propulsão do motor, sob pena de exclusão da prova .

12.11 As equipes só poderão colocar seu carros dentro do Box para reparos com autorização da comissão técnica.

13. SISTEMA DE ABASTECIMENTO

13.1 Cada equipe inscrita deverá instalar em seu Box um sistema de abastecimento de seu veículo com as características seguintes, de conformidade com padrão estabelecidos pelo CDTN da CBA .

13.2 O sistema de abastecimento será formado pelos seguintes componentes:

13.2.1 Reservatório de armazenamento de combustível.

13.2.2 Torre de fixação do reservatório.

13.2.3 Conjunto de equipamentos para enchimento do reservatório.

13.2.4 Conjunto de equipamentos para abastecimento do veículo.

13.3 Reservatório de armazenamento, deverá possuir as seguintes características:

13.3.1 A capacidade máxima de combustível armazenada deve ser de 200 Litros.

13.3.2 O material utilizado na construção do reservatório deverá ser resistente à ação corrosiva do combustível e ser antiinflamável, de preferência em aço ou correlato.

13.3.3 Possuir o “respiro” na parte superior, com no máximo 2,5 polegadas de diâmetro. A cobertura do respiro deverá ser protegida por uma tampa tipo CHAPEU.

13.3.4 Para melhor escoamento do combustível, e permitido montar o reservatório com uma inclinação máxima de 5 graus em relação ao nível da água.

13;3.5 Quando do abastecimento de um veículo esta proibido qualquer reparo, somente após a retirada da mangueira de abastecimento do carro que os mecânicos poderão reparar um veículo.

13.4 Torre de Fixação do Reservatório: a base de suporte e fixação do reservatório deverá ser confeccionada de material resistente ao peso do conjunto. É vetado o uso de materiais de fácil combustão, tais como madeira, plástico, etc. A altura máxima do reservatório em relação ao solo é de 2 (dois) metros do piso até a parte mais alta .

13.5 Conjunto de equipamentos para enchimento do Reservatório: deverá ser utilizados um conjunto composto de mangueira/bomba/Manual/mangueira e flange. O enchimento deverá ser feito exclusivamente por meio de uma bomba manual com uma mangueira de no máximo 19 milímetros ou ¾ de polegadas de diâmetro e flange ligado na face oposta à saída de abastecimento do veículo. É proibido o uso de qualquer tipo de bomba por acionamento elétrico.

13.6 Conjunto de Equipamentos para Abastecimento de Veículo: deverá ser utilizado um conjunto composto de flange, mangueira, válvula de segurança. A flange de ligação do reservatório deverá ter o mesmo diâmetro do bocal de abastecimento. O diâmetro máximo deverá ser de 1,5 polegadas.

13.7 Dos Suportes de Mangueiras: para suportar o peso da mangueira cheia de combustível, poderão ser construídos tantos suportes quanto forem necessários ao longo desta, desde que estas não ultrapassem à altura da flange de ligação de mangueira no reservatório. É obrigatória a utilização de materiais não inflamáveis na construção dos suportes.

13.8 Não é permitido o uso de pressurização no reservatório de combustível, portanto o abastecimento deverá ocorrer por gravitação.

13.9 Da identificação da torre: na torre de abastecimento deverá ser instalada dentro do Box da equipe. Somente a mangueira de abastecimento poderá ser projetada para fora do box quando a operação de reabastecimento do veículo, devendo em seguida ao término da operação ser recolhida através do sistema de suportes para dentro do Box.

13.10 O local da instalação da torre e do combustível estocado (conforme 14.2) deverá ser identificado com faixas de solo de cor amarela, distantes um metro da base do suporte da torre, isolando a área delimitada de qualquer equipamento ou material. A largura da faixa deverá ter no mínimo 100 milímetros.

13.11 As equipes com dois ou mais veículos: se uma equipe for constituída de dois ou mais veículos na competição, poderá utilizar a mesma torre para abastecimento, desde que a mesma esteja identificada com os números dos veículos que dela se utilizam.

13.12 Inspeção do sistema de abastecimento: o sistema no que concerne à construção, instalação e operacionalidade serão inspecionados pela autoridade responsável, antes e durante a prova, podendo, no caso de irregularidade constatada, excluir a equipe da competição.

13.13 Será efetuados um teste com equipamento de abastecimento na sexta e sábado, para controle de vazamento. qualquer vazamento durante o abastecimento poderá eliminar o concorrente.

13.14 Na parada do veículo para abastecimento é opcional que o motor esteja desligado, porém, o piloto deverá manter as portas do veículo sempre abertas durante a operação.

13.15 O responsável pela operação de abastecimento deverá obrigatoriamente utilizar durante a operação, vestimenta completa (macacão, luvas, botas ou sapatilhas à prova de fogo, e balaclava)

13.16 É obrigatório durante a operação de abastecimento, que um auxiliar esteja preparado no local da operação com vestimenta de combate à incêndio .

13.17 Qualquer quantidade de combustível derramado pela equipe antes, durante ou após a operação de abastecimento será passível de penalização, que poderá variar de uma simples advertência até a desclassificação, a critério dos comissários desportivos. a equipe responsável pelo ocorrido deverá imediatamente remover do local, através do uso de produtos e materiais de limpeza todo o combustível derramado no local da passagem dos carros.

13.18. É obrigatório o mínimo de 05 (cinco) paradas para reabastecimento.

13.19 Esses procedimentos deverão ser observados durante os treinos e prova.

13.20 Na largada é obrigatório o máximo de 45 litros.

13.21 Na volta das paradas obrigatórias esta volta deverá ter no mínimo 4 minutos. O veículo que deixar o Box faltando ate 10 segundos deverá cumprir um Drive Throuhg, e o veículo que sair faltando mais de 11 segundos deverá pagar um ¨Time Penalty¨ou ¨Stop And Go¨da diferença.(EX.: um veículo saiu do Box e sua volta total deu 3,50 segundos, este veículo cumpre um Drive Through e se um veículo sair do Box com o tempo 3,49 segundos ou menos a diferença será paga com um ¨Time Penalty¨ ou ¨Stop And Go¨ da diferença em local determinado em RPP e direção de Prova.)

13.22 Nas 05 paradas obrigatórias cria-se 05(cinco) janelas com o tempo determinado para o reabastecimento conforme segue:

1ª janela – 0h35 min 0s a 0h50 min0s

2ª janela – 1h20 min 0s a 1h35 min0s

3ª janela – 2h00 min 0s a 2h15 min0s

4ª janela – 2h40 min 0s a 2h55 min0s

5ª janela – 3h20 min 0s á 3h35 min0s

13.23 O piloto que não cumprir a janela vai pagar ¨Time Penalty¨ de 04 (quatro) minutos em local determinado em RPP e Direção de Prova .Caso por um motivo de pista (Ex: Safety Car, Bandeira Vermelha etc) o piloto não poder cumprir a janela será acrescido no final da Prova 04 minutos.

14. DO MANUSEIO DOS COMBUSTÍVEIS

14.1 O transporte de combustíveis nas áreas externas e do Box deverá ocorrer através de rigoroso controle de segurança por pessoal devidamente habilitado para tal fim e em recipientes fechados.

14.2 É proibido armazenar combustível no Box em recipientes abertos sem proteção e em local com risco de combustão. A quantidade máxima de armazenamento é de 200 litros.

15. TÉRMINO DA PROVA

15.1 Terminada a prova os carros permanecerão em regime de “parque fechado” durante 30 (trinta) minutos e a retirada de qualquer veículo do local somente se dará com autorização expressa dos Comissários Desportivos. Todos os veículos que completarem 75% da prova deverão ser levados ao parque fechado. Somente os que cumprirem 2/3 da prova ou 75% receberão troféu.

15.2 As reclamações/recursos serão de acordo com CDA 2016, artigo 148 à 165.

16. PNEUS:

16.1 Os pneus serão na medida 185/60/14 com a marca a ser definida no RPP e obrigatoriamente lacrar 06 pneus novos por carro inscrito.

17. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

17.1 Na inobservância deste Regulamento, as penalidades previstas na CBA serão aplicadas pelo órgão componente da FPrA, devidamente encaminhadas pelos Comissários Desportivos.

CASCAVEL ,01 de Agosto de 2016

JURACI MASSONI

PRESIDENTE – AUTOMÓVEL CLUBE DE CASCAVEL

RUBENS MAURILIO GATTI

PRESIDENTE – FPRA

Giombelli no grid

ANGELO GIOMBELLI

Ângelo Giombelli e Nelson Piquet aproveitaram a passagem do Porsche GT3 Cup por Cascavel em 2015 para relembrar histórias de seus bons tempos de pista: um vai tentar a primeira vitória na prova; o outro poderá aparecer na festa para celebrar os 40 anos de seu triunfo com um Super Vê

CASCAVEL – Ainda faltam quase cinco meses para a 30ª edição da Cascavel de Ouro, mas o burburinho de bastidores já começou. E um nome já confirmado no grid da corrida de 23 de outubro é o de Ângelo Giombelli. Que ainda não sabe com quem vai formar dupla ou trio, mas que acaba de bater o martelo com o Caio Carvalho para tentar a vitória na prova pilotando um dos carros da Sensei Sushi Bar-Sorbara Motorsport.

Toda a pompa em nome do Ângelo ocorre a partir dos três títulos brasileiros que ele conquistou na Stock Car de 1991 a 1993 em dupla com Ingo Hoffmann. Mas foi no automobilismo do Paraná que ele consolidou carreira a partir da década de 80. Na Cascavel de Ouro, sobretudo – inclusive, foi primeiro colocado em duas edições, embora não tenha nenhuma das cobrinhas na estante de casa.

Naquela época o regulamento da Cascavel de Ouro admitia qualquer tipo de carro e estabelecia percursos distintos para os carros de cada categoria, no sistema chamado de handicap, que quer dizer exatamente isso, a tentativa de compensar as deficiências de rendimento que uma categoria tinha em relação à outra. Sempre correndo com Opala, Ângelo foi primeiro colocado em 1986 e em 1987, mas sem ter aberto a vantagem de que precisaria para, no handicap, superar o Hot-Fusca de Dilso Sperafico e o Hot-Dodge de Aloysio Ludwig Neto, respectivos vencedores da prova naqueles anos.

Agora não tem handicap. Categoria única, pautada no regulamento técnico do Paranaense de Marcas & Pilotos 1.6. Se chegar na frente, leva e pronto.

A vitória, um ano depois

2014

CASCAVEL – Tenho falado muito da Cascavel de Ouro de 2015 nos últimos dias, então chega a hora de mudar de assunto. Falemos, pois, da Cascavel de Ouro de 2014. Que aconteceu na tarde de 15 de novembro, um sábado feriado. Estava bem longe, em Salvador, com a Stock Car e o Mercedes-Benz Challenge, enquanto 23 duplas disputavam no autódromo daqui uma corrida de três horas.

A vitória foi de Emílio Weiss, a terceira dele, e Edgar Favarin, sua sétima. São os pilotos que aparecem à direita na foto daquele pódio, feita pelo Sérgio Sanderson. Correram com um VW Gol número 9 pela Stumpf Preparações. Em segundo lugar, com o Ford Fiesta número 8 da Ferrari Motorsport, ficaram Leandro Zandoná e Daniel Kaefer, obviamente os dois da esquerda da foto.

Foi questão de horas para aquela história mudar. A vistoria técnica apontou que o carro de Emílio e Edgar estava um tantiquinho abaixo do peso mínimo exigido. Os dois foram desclassificados. Era noite do sábado quando Leandro e Daniel foram declarados vencedores. Partiram do Automóvel Clube de Cascavel, na quinta-feira seguinte, a decisão e seu comunicado sobre a devolução do primeiro lugar aos pilotos do carro 9. A discussão daqueles dias orbitou as balanças utilizadas pelos vistoriadores técnicos para a pesagem dos carros. Atenho-me ao que lembro de ter ouvido de um e de outro, já disse que estava na Bahia enquanto isso tudo acontecia – quando estou por perto costumo acompanhar esse tipo de situação de perto e compartilho as informações por mim mesmo, sem depender de ninguém.

O caso foi parar na Justiça Desportiva, claro. No último domingo, Emílio largou para a 29ª edição da corrida na condição de atual campeão. Edgar, então heptacampeão, atuou dos boxes, como coach do Odair dos Santos. E hoje, 348 dias depois da bandeirada final, Kaefer e Zandoná foram aclamados oficialmente campeões da 28ª Cascavel de Ouro. A notícia foi dada a Kaefer pelo advogado Marcelo Aiquel, por telefone, tão logo saiu da sessão do tribunal de justiça desportiva da Federação Paranaense de Automobilismo, em Ponta Grossa. Os recursos interpostos acerca do caso envolveram, também, o fato do carro de Favarin e Weiss ter percorrido algumas voltas sem o sensor de cronometragem, janela em que os tempos de volta da dupla foram auferidos pressupostamente de modo manual.

2014 PISTA

Assim, a quase cinquentenária Cascavel de Ouro passa a ter uma nova galeria de campeões, como segue:

GALERIA DE CAMPEÕES DA CASCAVEL DE OURO*

1967 – Rodolfo Scherner/Bruno Castilho (Laranjeiras do Sul/Curitiba), Simca

1970 – Sérgio Valente Withers (Curitiba), Volkswagen Divisão 5

1971 – Pedro Muffato (Cascavel), VW Puma Spartano

1973 – Francisco Lameirão (São Paulo), protótipo Avallone

1974 – Pedro Muffato (Cascavel), protótipo Avallone

1975 – Pedro Muffato (Cascavel), protótipo Avallone

1976 – Nelson Piquet (Brasília), Super Vê

1980 – Marcos da Silva Ramos (Curitiba), GM Chevette

1982 – Aroldo Bauermann (Porto Alegre), Fórmula 2

1983 – Edgar Favarin (Cascavel), VW Fusca

1984 – Cláudio Elbano (Curitiba), VW Passat

1985 – Saul Mário Caús (Cascavel), GM Opala

1986 – Dilso Sperafico (Toledo), Hot-Fusca

1987 – Aloysio Ludwig Neto (Cascavel), Dodge RT

1988 – Ruy Chemin (Cascavel), Dodge RT

1989 – Marcos Corso (Curitiba), VW Passat

1990 – Edgar Favarin/Clênio Faust (Cascavel/Francisco Beltrão), VW Passat

1991 – Edgar Favarin/Milton Serralheiro (Cascavel), VW Gol

1992 – Constantino Júnior (Brasília), March-Honda Fórmula 3

1993 – Cláudio Girotto/Lourenço Barbatto (São Paulo), protótipo Aldee

1994 – Edgar Favarin/David Muffato/Gilson Reikdall (Cascavel/Cascavel/Curitiba), protótipo Aldee

1996 – Edgar Favarin/Valmor Emílio Weiss (Cascavel/Curitiba), VW Gol

1997 – Valmor Emílio Weiss/Antônio Espolador (Curitiba), VW Gol

2003 – Flávio Poersch/Aloysio Ludwig Neto (Cascavel), VW Voyage

2004 – David Muffato/Ruy Chemin (Cascavel), Ford Escort

2005 – Edgar Favarin/Flavio Poersch (Cascavel), Ford Escort

2012 – Paulo Bonifácio/Sérgio Jimenez (São Paulo/Piedade), Mercedes-Benz SLS AMG

2014 – Leandro Zandoná/Daniel Kaefer (Cascavel), Ford Fiesta

2015 – Natan Sperafico/Ricardo Sperafico (Toledo), Ford Ka

* Em 1991, a Cascavel de Ouro premiou também os vencedores de cada categoria. Além de Edgar Favarin e Milton Serralheiro, campeões na classificação geral, foram declarados vencedores Flávio Trindade/Beto Richa (Força Livre), José Edison Bento (Hot-Fusca), Jair Bana (Speed Fusca), Gilnei Faoro/Dimas Moreira (Dodge) e Mauro Turcatel/André Costi Filho (Maverick).