Pioneiros da velocidade

Imagem Kickante

CASCAVEL – O Paulo Peralta é um sujeito que tenho a curiosidade de conhecer. Cheio de boas iniciativas para quem gosta desse nosso mundinho das corridas. A nova ação dele é o livro “Pioneiros da velocidade – a F-1 antes do Emerson”, que fala dos quatro brasileiros que disputaram o Mundial nos anos 50, época do tal Campeonato de Condutores.

O livro esmiúça as carreiras de Chico Landi, Gino Bianco, Hermando da Silva Ramos e Fritz d’Orey. Passa, também, pela trajetória de Emerson Fittipaldi, essa já bem mais difundida na cultura de boxes.

Para viabilizar o projeto, o Peralta abriu uma campanha de crowdfunding, nome para mim quase impronunciável para o que é, na verdade, uma vaquinha eletrônica. As alternativas para quem estiver disposto a contribuir estão nesse link aqui, do site Kickante. É uma proposta que merece, sim, a colaboração de quem consome o passado e o presente do automobilismo.

A ilustração do post tem sido utilizada pelo Paulo para divulgar a campanha. A capa do livro ainda não foi diagramada.

“Os campeões e eu”

ATJ Os campeões e eu - CapaCASCAVEL – Reza o mantra que todo ser humano deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. No meu caso, penso ter cumprido a cota vegetal nas aulas práticas de Agricultura Geral que tive com o professor Darci na sexta série do ginásio, 25 anos atrás, na horta do Colégio Castelo Branco – alguma coisa que deixei lá deve ter germinado. Quanto ao filho, o Luc Júnior garante meu carimbo azul na ficha de afazeres para durante a vida. O livro…

Bem, esse é algo que me atormenta um pouco, devo confessar. Sempre achei que todo jornalista que se preze tem uma obrigação quanto a escrever seu livro um tanto maior que a humanidade em geral abrangida pelo mantra citado. É missão ainda mais complicada diante das nuances dos nossos tempos digitais. No meu caso, de forma especial, uma vez que não me considero, cá com meus botões, exatamente um jornalista que se preze.

O que o Américo Teixeira Júnior acabou de fazer pode me levar a rever alguns conceitos. Talvez na contramão do propósito de quem se predispõe a assinar um livro, mas em consonância com as novas demandas – sobretudo no que diz respeito a custos e logísticas gráficas. “Os campeões e eu”, seu primeiro livro (e já sei que não terá sido o último), saiu na praticíssima versão e-book. Adquiri o meu poucos minutos atrás, aproveitando o preço promocional de R$ 24,90, e já tenho o arquivo em formato PDF devidamente armazenado no computador. Antiquado que sou, pretendo imprimi-lo para ler – o que não configura crime contra o direito autoral, ao contrário de xerocopiar as páginas de uma publicação impressa.

O Américo está na minha restrita lista de profissionais que recomendo de olhos fechados. Logo, atesto “Os campeões e eu” antes mesmo de lê-lo. Uma obra de 102 páginas em que o Américo mescla as trajetórias de Fittipaldi, Piquet e Senna a seu próprio caminho rumo à condição de jornalista especializado em automobilismo. O enredo é convidativo.

Os exemplares digitais de “Os campeões e eu” podem ser adquiridos a partir desse link aqui.

Meu respeito pelo trabalho do Américo vai além do reconhecimento ao bom profissional que é, e aqui nem entra nossa boa amizade. Tem uma ponta de gratidão nisso, também. Foi ele quem me abriu espaço, lá em 2001, para pela primeira vez escrever num veículo respeitado de bom alcance. E aquela edição da “Racing”, já toda surrada, está guardada com carinho especial lá em casa. Foi a edição número 66, o que não deixa de ter seu significado.

AMERICO

A largada para “Ingo”

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CASCAVEL – Foi sucesso absoluto o lançamento de “Ingo”, na segunda-feira em São Paulo. O bróder Tiago Mendonça, autor da biografia de Ingo Hoffmann, e o próprio piloto biografado receberam centenas de nomes importantes do automobilismo e de fãs das corridas na Livraria da Vila do Shopping JK. Ouvi até que Tiago e Ingo tiveram cãibras – ou câimbras, parece que as duas versões são aceitas – nas mãos, tantos foram os exemplares autografados, e a foto do Marcos Júnior, do Portal TT, não me deixa mentir.

Li umas 120 das 416 páginas de “Ingo”. A abordagem é interessantíssima. O rapaz da mesa aqui ao lado devorou todos os 36 capítulos do exemplar todo em um dia, imagino que mal tenha tido tempo para apreciar devidamente a seleção das 144 fotos com que a publicação brinda seus leitores. Por enquanto, o livro está à venda na mesma livraria em que foi lançado, ao preço de R$ 39,90. Vão levar poucas semanas até a publicação estar nas prateleiras das principais livrarias do Brasil.

Quem não está em São Paulo e prefere não esperar pode solicitar seu exemplar à editora AutoMotor. O Bruno Vendramini está lá à disposição das encomendas – o telefone dele é 3045-0836, com o óbvio DDD paulistano 11, e o e-mail é bruno@rleme.com.br. O frete não está incluso no preço sugerido, mas como todo mundo na AutoMotor adora ler o BLuc o pessoal de lá autorizou um arrego compra direta: quem fizer a encomenda de “Ingo” e disser que também acompanha o blog pode solicitar um desconto de 20%.

“Ingo” chega em março

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CASCAVEL – Não tenho o hábito de reproduzir press-releases aqui no blog, mas esse, que chegou agora há pouco da editora AutoMotor, merece. Afinal, ele informa que o livro do parceiro Tiago Mendonça – o ser sorridente da foto aí acima -, uma biografia autorizada da vida de Ingo Hoffmann, está saindo do forno.

Sem contar que estou quase atrasado para a aula de inglês de hoje.

Biografia de Ingo Hoffmann chega às livrarias em março

Livro conta a trajetória do ex-piloto de Fórmula 1, doze vezes campeão da Stock Car

O livro “Ingo”, biografia autorizada do piloto Ingo Hoffmann, o maior vencedor da história do automobilismo brasileiro, é o novo lançamento da editora AutoMotor. O autor da obra é o jornalista Tiago Mendonça, comentarista da rádio Jovem Pan, repórter da revista Speedway e editor do anuário AutoMotor Esporte, publicação da mesma editora.

Tiago produziu o livro no estilo reportagem, tomando como base um total de 25 horas de depoimentos de Ingo, mais entrevistas de personagens diretamente envolvidos na carreira do piloto e muita documentação histórica, passando por jornais e revistas antigas. Tiago vinha reunindo material para o livro desde que Ingo deixou as pistas, em 2008.

“Procurei o Ingo para propor a biografia autorizada em fevereiro de 2013. Eu tinha muito material, algumas entrevistas já estavam feitas porque eu mesmo produzi para os veículos onde trabalhava, mas deixei a ideia amadurecer. A segunda fase durou um ano, colhendo depoimentos dele, escrevendo e complementando a pesquisa”, conta Tiago Mendonça.

O livro tem 416 páginas divididas em 36 capítulos, narrando a história de Ingo Hoffmann desde a infância, passando pela frustração na Fórmula 1 e detalhando a bem sucedida tentativa de reconstruir a carreira no Brasil. “O Ingo tem histórias maravilhosas e a vida dele é um exemplo de superação. O livro é um presente para quem gosta de biografias”, acrescenta Tiago.

Foram utilizadas 144 fotos no livro e há um caderno especial com 57 imagens coloridas. A edição de fotografia foi conduzida por Miguel Costa Jr. O projeto gráfico e a direção de arte são de Silvio Gurgel. Quem assina o prefácio é Reginaldo Leme, comentarista de Fórmula 1 da TV Globo e jornalista responsável pela editora AutoMotor.

“Ingo” também passou pela revisão do experiente jornalista Luiz Alberto Pandini. O livro tem apoio da Mitsubishi, da Pirelli e da MAHLE Metal Leve. Será vendido nas livrarias de todo o Brasil por R$ 39,90. Parte do valor arrecadado nas vendas será destinado ao Instituto Ingo Hoffmann, casa de abrigo às crianças com câncer, em Campinas.

“Eu nunca fui um cara de olhar para trás, sempre pensei muito para frente, para o futuro. Mas acho que o livro chegou na hora certa. Espero que as pessoas possam se divertir e se emocionar com as histórias, porque minha carreira nunca foi fácil, tenho muito orgulho de tudo o que conquistei e acho que a obra ficou muito bonita”, afirma Ingo Hoffmann.

O lançamento do livro será na noite de 24 de março na Livraria da Vila do Shopping JK, em São Paulo, onde Ingo Hoffmann fará sessão de autógrafos.

FICHA TÉCNICA
Título: Ingo
Autor: Tiago Mendonça
Editora: AutoMotor
Formato: 16 cm x 23 cm
Páginas: 416
Lançamento: 2014
Preço: R$ 39,90

DADOS DO LANÇAMENTO

Data: 24/03/2014
Horário: 18h30 às 21h30
Local: Livraria da Vila – Shopping JK
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041

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Ingo, por Tiago

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CASCAVEL – Dois bons motivos para comprar, ler, guardar e reler o livro que vem por aí: conta a vida do Ingo, que dispensa apresentações, e foi escrito pelo Tiago, que é bróder e competentíssimo, um dos caras com quem dá gosto trabalhar nesse negócio de corridas.

Tiago escreveu o livro em terceira pessoa, incluindo depoimentos do Ingo. Miguel Costa Jr. assina a edição de fotografia e Sílvio Gurgel responde pela direção de arte.

Sai nos próximos meses, dos fornos da editora AutoMotor. Claro que vou exigir autógrafos dos dois, Tiago e Ingo, na contracapa.

Os anuários do Vita

ANUARIO GT 1

MOGI GUAÇU – Não raro, pelo meu convívio com o ambiente do Sudamericano de GT, as pessoas que gostam das corridas me perguntam sobre os anuários da categoria. Que vêm a ser aqueles volumes bacanas editados pela Melro. Uma curiosidade que os amigos, reais e virtuais, tentaram sanar através de mim qualquer coisa em torno de umas dez vezes. É bastante, visto que não tenho nada a ver com o produto.

No último fim de semana houve etapa do GT no Velopark, aproveitei para pôr o editor Roberto Vita contra a parede e extrair dele todos os caminhos para quem tem interesse em pôr as mãos em seus anuários. Acabei ouvindo uma palestra, e como o intuito era trazer isso pronto aos que me perguntam tomei nota de cada detalhe.

Primeiro, ao anuário da GT, que foi o que puxou o assunto. Saíram três edições até agora, ambientados nos biênios 2008/2009, 2010/2011 e 2011/2012 – sim, a ótima temporada de 2011 foi esmiuçada nas duas últimas edições. O kit com os três volumes custa R$ 210.

ANUARIO GT 2

Como há sempre a possibilidade de pessoas ou organizações encomendarem quantidades maiores para brindes a clientes e parceiros, bisbilhotei isso também. Para a última edição, a #3 (nunca entendi por que se usa o jogo-da-velha antes de números), a caixa com 15 volumes sai por R$ 750. Há também uma edição limitada de packs com cinco exemplares da edição #1 e mais cinco da edição #2, a R$ 450.

O Vita também edita o anuário da Stock Car e, percebendo que eu mencionaria seu produto no blog mais lido do meu notebook, fez seu comercial, também. No caso da Stock, a publicação já está na oitava edição. Cada volume do anuário #8 (é, aderi) custa, também, R$ 70, e há a embalagem especial com 10 volumes, ao preço óbvio de R$ 700.

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Há várias outras opções e pacotes, tudo se negocia e se resolve. Os interessados podem contatar o Roberto pelo e-mail dele, vita@editoramelro.com.br, ou fazer a solicitação pelo site da editora. O frete para fora de São Paulo corre por conta de quem comprar os anuários.

Um Veríssimo verídico

CASCAVEL – Se em época de trabalho já tenho pouco de útil a compartilhar com a audiência, nada se deve esperar de meus miúdos conhecimentos nos raros dias em que estou parado. Caso de hoje, dia em que o compromisso mais importante – e é de fato importante – é um ensaio para os shows do mês que vem em São Paulo. Aliás, acabaram de ligar do estúdio, vou correr para lá.

Há coisas úteis a serem compartilhadas além das minhas searas, entre elas um rico texto de Luis Fernando Veríssimo. Não é daquelas porcarias da internet que todo mundo atribui ao Veríssimo, ou ao Jabor, ou a quaisquer outros bons escritores. Está em “Diálogos impossíveis”, livro de crônicas do próprio Veríssimo, que estou terminando de ler.

SONHOS

Sonhar é como ir ao cinema. Seus olhos se fechando são como as luzes do cinema se apagando, e seu sonho é como um filme projetado na tela. Só que… Só que, mesmo que você não saiba exatamente o que vai ver n cinema, tem uma ideia. Leu uma sinopse do filme no jornal, viu o cartaz. Sabe se vai ver um drama ou uma comédia. Sabe quem são os atores. Sabe que, se for filme de horror, vai se assustar. Se for um filme com o Sylvester Stallone, vai ter soco etc. Quer dizer: você entra no cinema preparado. Mas você nunca dorme sabendo o que vai sonhar.

Ninguém está preparado para o que vai ver no sonho. Será um pesadelo? Será um sonho romântico? Lúbrico? Engraçado? Um sonho estranho, com tartarugas cantantes acompanhando em coro um dueto lírico do Stallone com aquela sua antiga professora de matemática? Você não sabe. O sonho é sempre uma surpresa.

E outra coisa: se não estiver gostando do filme, você pode sair na metade. Com o sonho, isso é difícil. O ideal seria se você pudesse escolher seu sonho. Ou pelo menos descobrir como ele seria, para você saber o que esperar. uma espécie de sinopse. Por exemplo…

Drama de costumes. Você é um cossaco na Rússia imperial e recebe ordens para arrasar um vilarejo onde todos os homens se chamam Rimski e fazem sexo com cabras, o que não seria tão ruim se as abras não usassem máscaras do tzar. No meio do entrevero surge, misteriosamente, a sua mãe e manda você voltar para casa e não esquecer de lavar as mãos, e o seu cavalo vai rindo o tempo todo.

Drama psicológico. Você está num apartamento que não conhece. Sente que precisa sair dli mas não encontra a saída. Perambula pelas peças vazias até chegar numa em que há um homem estirado num divã. É o dr. Freud dormindo uma sesta. Você o sacode, para perguntar onde fica a saída. Ele acorda, sobressaltado, e diz “ach, bem na hora do chantilly no umbigo!” e passa a persegui-lo por dentro do apartamento, obrigando você a pular por uma janela e cair na cadeira do senador Eduardo Suplicy, que felizmente está viajando. Você tenta figur de Brasília mas também não encontra a saída.

Comédia romântica. Tudo se passa num resort do Caribe. Você confundiu as Patrícias, combinando um fim de semana com a Pilar mas indo com a Poeta. Descobre que a Pilar chegou no hotel atrás de você. Há cenas hilariantes, como a de você se disfarçando de palmeira para não ser reconhecido e fingindo ser um garçom no luau até tropeçar na Luana Piovani e cair dentro da fogueira. A Luana leva você para fazer curativos na sua cabana enquanto a Pilar e a Poeta, que se juntaram, procuram por você. No fim as três se unem para jogá-lo no mar, onde você é recolhido por um iate e adotado pela Angelina Jolie.

Horror. Você está num bastidor e alguém acaba de lhe dar uma batuta para reger a grande orquestra sinfônica que o espera no palco.

– Vá – diz alguém no seu ouvido.

Há ruídos de impaciência vindos da plateia. A orquestra também está inquieta. Onde está o maestro? Mas você não é maestro. Você não entende nada de música. Você não sabe o que está fazendo ali. E você está nu.

– Vá – dizem outra vez.

– Eu estou sem roupa – protesta você.

– Vai assim mesmo, agora não há mais tempo.

Você tenta desesperadamente retardar sua entrada no palco:

– O programa. Eu não sei qual é o programa!

– Toca qualquer coisa – é o conselho que lhe dão. – O importante é entrar no palco.

– Mas eu estou nu!

– Não interessa, entra!

E você é empurrado para o palco. Ouve o som do espanto coletivo da plateia. A orquestra também está de boca aberta. O primeiro violino recua, para evitar qualquer contato com você. Você sobre no estrado, olha para o lado e o seu horror aumenta. Esperando nos bastidores estão um coro de tartarugas, o Sylvester Stallone e aquela sua antiga professora de matemática esperando a sua vez de entrar.

***

Apesar do presumível alerta para a proibição da reprodução total ou parcial da obra, que por sinal não encontrei em página alguma, Veríssimo há de me perdoar, se não pelo fato do texto já ter sido publicado nas edições de 26 de abril de 2009 dos jornais “Estado de S. Paulo” e “Zero Hora”, pela recomendação expressa que faço a “Diálogos impossíveis”. Saiu neste ano dos fornos da Editora Objetiva e o volume é bem barato. Não lembro quanto custou, mas se fosse caro eu não o teria comprado.

Não tenho comprado nada caro de uns tempos para cá.